domingo, 26 de agosto de 2012

006 - “Nunca é tarde para fazermos aquilo que queremos”


(Mariana)

Hoje acordei a pensar que se há um tempo atrás falassem que iria ao baile de finalista com o Ruben teria gargalhado forte e feio mas a verdade é que criei com ele uma amizade sincera e verdadeira, algo que atualmente nos faz dar muitas gargalhadas sempre que pensamos na forma como tudo começou, aquele menino de coro conseguiu mesmo conquistar-me, talvez pelo grande coração que tem, provou-me que um rapaz e uma rapariga podem de facto ter uma enorme cumplicidade sem que haja necessariamente uma relação de namoro entre os dois.
Passei o dia a pensar no Ruben e na realidade que daqui a uns meses irei afastar-me dele, ainda que só fisicamente porque faço intenções de continuar a manter contato e estar com ele sempre que possível mas mesmo assim isso deixa-me triste, até mesmo com um nó na garganta e por muito que tente arranjar justificação para isto não a consigo encontrar.
As horas passaram e o momento de começar a despachar-me para o baile chegou, estava ainda às voltas com o look quando ouvi a campainha, berrei para a minha mãe abrir porque julguei que fosse a Maria a reclamar pelo tempo que estava a levar mas apanhei a maior surpresa quando vi que quem entrou no quarto foi o Ruben, ele estava diferente, muito por culpa da vestimenta que tinha mas que lhe assentava que nem luva e lhe conferia um ar apetitoso, apetitoso até demais ao ponto de me subir uns calores estranhos e uns pensamentos completamente obscenos, estava perdida a olhá-lo quando a sua voz despertou-me.
- Ainda demoras? Já estamos todos à tua espera… - sorri ao ver o Ruben a olhar-me de cima a baixo.

- Não, é só o tempo de colocar o colar - sorri-lhe - e por falar nisso, tu é que podes ajudar-me - o Ruben aproximou-se e ajudou-me, tê-lo tão próximo de mim fez que voltasse a sentir-me estranha.
- Estás… - olhei-o - linda - desviou o seu olhar do meu.
- Obrigada - dei-lhe um beijo no rosto, o que lhe provocou um sorriso tímido - vamos? - agarrei-lhe na mão e puxei-o comigo.
- Filha - ouvi a voz do meu pai atrás de nós e foi suficiente para o Ruben mandar um pulo, o que fez com que sorrisse.
- Sim - parei e olhei-o.
- Juízo.
- Sempre paizinho, você sabe que comporto-me sempre com bastante juízo.
- Sim sei disso mas nunca é demais relembrar - a vontade que tive foi de gargalhar, se o meu pai soubesse metade das coisas que faço já há muito estava enclausurada numa masmorra algures num lugar isolado - e tu meu rapaz - o Ruben olhou-o - se tocas com um dedo que seja na minha filha depois acertamos contas - o Ruben retraiu-se.
- Pai sinceramente olhe que assusta o Ruben.
- A intenção é mesmo essa.
- Paizinho mas assim afoguenta-me o par e não quer que a sua filhinha vá sozinha ao baile, né? - fiz o meu ar mais angelical possível, algo que por incrível que pareça é o suficiente para convencer o meu pai que continuo pura tal como vim ao mundo, coitado ainda vive na ilusão que a filha vai casar virgem.
- Só quero que tenham juízo mas aproveitem a noite afinal serve para comemorarem o fim de um ciclo das vossas vidas.
- Ya pai a conversa está muito boa mas nós temos os nossos amigos à espera - dei-lhe um beijo - boa noite, ah e não esperem acordados por mim que hoje vai ser até de manhã - informei-os quase a berrar uma vez que já estava à porta do apartamento.
- Prima não mudas mesmo - a Maria riu assim que fechei a porta - não sei como é que os tios ainda acreditam que a filha deles é um anjinho.
- Shiu, cala-te e vamos ou ainda chegamos atrasados.
- É preciso ter lata, foste tu que levaste uma eternidade a sair de casa e se não fosse o Ruben a ir chamar-te ainda lá estavas - o João meteu-se.
- Ok assumo que levei ainda mais tempo do que o normal mas agora já podemos ir.
Eles já não abriram mais a boca para falar da minha demora e fomos até ao local onde o baile iria decorrer sempre em amena cavaqueira ou então a implicar uns com os outros mas sempre na brincadeira, até porque durante este ano que passou descobrimos um João e mesmo um Ruben diferentes, eles apesar de serem os meninos que jogam futebol até tem algo mais naquelas cabeças.
Estávamos a chegar quando vi a “amiga” do Ruben, aquela por quem andou bastante tempo embeiçado e quando finalmente ganhou coragem para se declarar levou o maior par de patins que alguma vez pensei que pudesse existir. Ela vinha acompanhada por um colega deles e notei que aquilo afetou o meu amigo mais do que seria suposto, não hesitei um segundo que fosse e abracei-o.
- Hey cabeça erguida - olhou-me - Ruben esquece-a de uma vez, não te merece - sorri-lhe - só alguém muito burra é que pode dispensar-te - o Ruben olhava-me.
- Estás a dizer isso para animares-me.
- Não, estou a dizer isso porque é verdade - estávamos agora a olharmo-nos olhos nos olhos - és um rapaz único e só alguém muito totó é que não consegue perceber isso.
- Não serve de muito ser especial… quando depois quem quero do meu lado só olha para mim como amigo…
- Hã? Não entendi essa.
- Deixa, vamos entrar…
O Ruben suspirou mas acabou por sorrir ligeiramente, aproximamo-nos da entrada e assim que a flana nos viu riu à descarada, aquilo foi suficiente para descer a fúria em mim, sim porque posso ser atiradiça e meio louca mas detesto quando pisam nos meus amigos.
- Amor - o Ruben olhou-me algo surpreso - vamos - dei-lhe a mão e arrastei-o comigo.
- Ai amor... ora a noite ainda agora começou e já estou KO com as novidades, então os meninos andam e não contavam a ninguém? - o João manifestou-se.
- Ó seu totó não viste que a minha prima fez de propósito para não deixar o Ruben ficar mal à frente daquela que tem a mania que é boa.
- Ah - o João olhou-nos - desculpem aí mas pensei que pudesse haver desenvolvimentos - o Ruben olhou-me.
- Não lhe ligues - pediu levando-me a sorrir.
- Achas? Mesmo sério achas que iria levar a sério algo que vem de um oxigenado? - a Maria gargalhou.
- Hey não ofendi ninguém por isso também não precisas de ofender - reclamou.
- Ok, peço desculpas - falei ao levantar as mãos, gargalhamos os quatro e finalmente fomos procurar a nossa mesa.
Sentamo-nos os quatro numa mesa em que já estava alguns colegas nossos, o jantar serviu para falarmos de tudo um pouco, umas vezes só entre nós os quatro, outras com o outro pessoal que estava na mesa ou então só com o Ruben.
No fim do jantar chegou a parte da animação propriamente dita, com a abertura do famoso baile de finalistas.
- Queres dançar? - a pergunta do Ruben apanhou-me completamente desprevenida tanto que até me engasguei com a bebida.
- Ena prima também não precisas morrer engasgada - a Maria gozou.
- Podem parar de rir - olhei para os três que sorriam - só não esperava tal proposta vinda de ti - sorri para o Ruben - ainda para mais para dançarmos uma música como esta.
- O que tem a música.
- Não te faças de desentendido - refilei - isto é um bocado parado demais não?
- Oh é a única que sei dançar - admitiu - afinal não tem nada que saber - gargalhamos os quatro, o Ruben conforme foi ganhando confiança comigo e com a minha prima foi-se libertando.
- Hum, aceito mas não é para levar com pisadelas - advertiu-o.
- Ok - sorriu para depois esticar o braço, dei-lhe a mão e fomos para o meio da pista de dança - posso? - perguntou ao colocar as mãos na minha cintura, sorri-lhe e disse que sim.
Dançamos a música toda agarradinhos que nem dois namorados e percebi que aquilo tinha despertado a atenção de “meio mundo” especialmente da “amiga” dele.
- Parece que estamos a despertar demasiadas atenções - falei-lhe ao ouvido e senti-o a tremelicar o que levou-me a sorrir - tens assim tanto medo que salte em cima de ti? - perguntei agora a olhá-lo nos olhos.
- Para ser sincero não - sorriu - mas és um bocado alucinada e nunca sei o que vem desse lado.
- Ruben, posso ser alucinada, atiradiça, louca, destravada mas nunca obriguei ninguém a ir comigo para a cama - sorri ao ver a cara dele - a sério se ficas mais descansado não está nos meus planos tal coisa.
- Porquê? - perguntou de imediato algo que surpreendeu-me.
- Porque… sei lá porque não.
- Afinal também achas que não sirvo para nada - atirou de rajada e deixou-me plantada no meio da pista, o Ruben desapareceu da minha frente com uma rapidez enorme no entanto não me deixei ficar e fui atrás dele.
- Será que podes explicar o porquê que fugiste quando estávamos a falar? - sentei-me no banco ao seu lado, estávamos agora sozinhos no jardim.
- Mariana confessa lá que só vieste comigo por pena - olhei-o.
- Estás enganado - levei a mão à sua cara e fi-lo olhar para mim - se te convidei foi porque queria vir contigo, ok confesso que não começamos com o pé direito, que ao início gozei contigo e que aquele beijo foi só para ganhar uma aposta mas hoje já te considero um amigo.
- Foi mesmo só por isso? - o olhar dele ficou ainda mais triste.
- Foi mas porquê?
- Por nada - levantou-se - vamos regressar?
- Sim - sorri e dei-lhe a mão.
Entramos e fomos ter com a Maria e o João que estavam novamente a trocar algumas palavras mais calorosas, aqueles dois fazem faísca por tudo o que é lado, só eles é que ainda não reparam e sempre que se tenta tocar no assunto fogem a sete pés.
Ficamos os quatro à conversa e estávamos bastante animados quando fomos interrompidos pela tal rapariga por quem o Ruben estava de beicinho.
- Para namorados estão bem afastados - olhei para ela - afinal ainda nem um beijo vos vi dar - falou com um ar de triunfante o que mais uma vez melindrou o Ruben.
- Engraçado nunca pensei que fosses desperdiçar o teu tempo a observar-nos durante toda a noite mas se estás assim tão interessada em saber só não nos beijamos porque não calhou.
- Ou porque estão a fingir - gargalhou - mesmo sério Ruben achas que iria acreditar nesta farsa?
- Olha lá mas quem és tu para falares assim?
- Alguém que sabe que esse daí nunca vai desencalhar.
- Estás bem enganada - olhei para o Ruben e sorri para colocar logo depois a minha mão na sua perna - fica a saber que perdeste um bom partido, como diz o ditado as aparências enganam e no caso do Ruben enganam mesmo - não pensei duas vezes e beijei-o, esperava que fosse negar mas ao contrário disso o Ruben retribuiu e de que maneira, confesso que deixou-me sem fôlego, sorri-lhe assim que separamos os nossos lábios e ao olhar para o sítio onde estava a emproada verifiquei que já se tinha afastado - parece que afugentamos uma ave rara - o Ruben sorriu.
- Afugentaram uma ave rara e deixaram-nos aos dois de boca aberta, isso sim são progressos menino Ruben - o João meteu-se com o Ruben e como sabia que iria ficar constrangido acabei por o puxar pela mão até à pista de dança, onde passamos os minutos seguintes a dançar e a falar, mas um novo momento de aproximação aconteceu no exato momento que a música assim pediu, o Ruben desta vez não perguntou e agarrou-me logo, estávamos colados a dançar quando reparei que a rapariga olhava-nos, avisei-o e foi dele a iniciativa de unir os nossos lábios em mais um beijo de cortar a respiração, aquilo estava a tornar-se num hábito e confesso que estava a começar a gostar, pena era que só estava a acontecer porque o Ruben já não estava propriamente sozinho, ele já tinha alguns copos a mais, ainda assim resolvi aproveitar o momento e gozar a minha última noite como estudante de secundário.
As horas foram avançando entre muita conversa, brincadeiras e alguns copos, foi quando a Maria e o João se afastaram que o Ruben mais uma vez surpreendeu-me ao convidar-me para ir até ao exterior, alinhei na hora e saímos de mãos dadas.
Sentamo-nos num banco a olhar o céu estrelado e quando estava perdida em recordações senti o Ruben a aproximar-se ainda mais de mim, sorri e acabei mesmo por deitar a minha cabeça no seu ombro, algo que aproveitou para colocar o seu braço sobre os meus ombros, ficamos assim no silêncio durante alguns minutos até que ele o quebrou.
- Porquê que quiseste vir comigo? - olhei-o - Afinal rapazes a quererem vir contigo não faltavam e tenho que ser realista não sou propriamente aquele que as raparigas querem do seu lado.
- Não sei porquê?
- Oh não vos dou o que querem.
- Estás a falar de sexo? - fui direta á questão e mais uma vez envergonhei-o - sinceramente não consigo entender-te - olhou-me - qual é o mal de chamar os bois pelos nomes? Ruben quando vais para a cama com uma rapariga sem existir nenhuma relação não passa mesmo de sexo logo não percebo o motivo pelo qual ficas chocado sempre que vou direta ao assunto.
- Falas disso como se fosse algo banal.
- Não é banal até porque não vou para a cama com qualquer um mas também não é algo que mereça ser tratado com pinças, sinceramente é algo perfeitamente natural, que acontece quando duas pessoas assim o querem.
- És capaz de dormires com qualquer um?
- Não.
- Como é que os escolhes? - sorri com a pergunta que fez.
- Sei lá, acho que os escolho quando sinto alguma química ou atração como lhe queiras chamar.
- Não acreditas em namoros?
- Sinceramente não.
- Porquê?
- Olha porque no passado acreditei e só serviu para desiludir-me por isso hoje em dia simplesmente vivo o momento e quando este acaba sigo o meu caminho e o rapaz segue o dele, se voltamos ou não a encontramo-nos não me interessa.
- Já pensas assim há muito tempo? - gargalhei.
- Podias ter perguntado logo e de forma direta - olhou-me sem entender - perdi a virgindade aos dezasseis.
- Nunca te arrependeste? - sorri afinal aquilo eram as típicas perguntas que as raparigas fazem, nunca imaginei-me a ter esta conversa com um rapaz.
- Não, se fosse hoje repetia tudo na mesma.
O Ruben calou-se, não fez mais pergunta nenhuma mas convidou-me a ir dar um passeio, apesar de estarmos na escola acedi e fui mostrar-lhe os “cantos” à escola que acolheu-me durante anos e da qual estava a despedir-me hoje.
Começamos pela zona das salas de aulas, refeitório, biblioteca e para o fim deixei a parte que sabia que iria dizer-lhe mais, o campo onde fazemos educação física bem como o ginásio. Foi neste último espaço que acabamos por usar como o nosso refúgio para as duas horas seguintes.
- O que estás a fazer? - perguntou-me ao ver-me a sentar na pilha de colchões de ginástica.
- A sentar-me - sorri - anda tens aqui espaço para ti - olhou-me hesitante - anda lá que não te faço nada que não queiras - sorriu o que surpreendeu-me.
- Não tenho medo de ti - falou seguro de si e a olhar-me nos olhos.
- Ninguém diria - gargalhei - passas a vida a evitar qualquer aproximação minha.
- Pois - sorriu - e talvez tenha andado a ser otário por o ter feito - o Ruben falava-me agora sem evitar-me, aliás havia algo no olhar dele que estava a desafiar-me - mas agora já é tarde para pensar nisso.
- Porquê?
- Porque daqui a uns meses vais embora - olhou-me - e provavelmente nunca mais nos vamos ver - baixou o olhar.
- Hey isto já parece uma despedida quando não o tem que ser - aproximei-me dele - Ruben ainda temos o verão todo para estarmos juntos - olhou-me.
- Isso não é bem assim - encolheu os ombros - perdi a minha oportunidade - interrompi-o.
- Nunca é tarde para fazermos aquilo que queremos - sorriu-me.
- Achas - o Ruben começava a aproximar-se lentamente de mim - que ainda vou a tempo?
- Só tu podes saber se vais ou não a tempo - senti a sua mão na minha cara - no que me diz respeito continuo aqui - o Ruben sorriu para no instante seguinte unir os nossos lábios, o beijo no início foi “tremido” mas assim que as nossas línguas se encontraram, muito por culpa dele que ainda de forma desajeitada procurou por mais, algo mudou, deixei de conseguir raciocinar, aquele beijo retirou-me a capacidade de enxergar que quem estava a beijar era o Ruben, um rapaz extremamente acanhado e sem qualquer experiência no que toca a sexo, as minhas mãos ganharam vida própria e foram até aos botões da sua camisa, tentei desapertá-los mas no meio daquela loucura percebi que tinha de abrandar ou o Ruben teria um treco antes de chegarmos onde ambos queríamos ou pelo menos assim pensava naquele momento.
Acabei por mudar de estratégia e deixei ser o Ruben a guiar-nos, ainda que de um jeito estranho deixei-o tomar as rédeas da situação, puxou-me para o seu colo, onde acabei sentada de frente para ele, entre beijos senti as suas mãos inicialmente nas minhas pernas para uns minutos depois tentarem abrir o zipper do meu vestido, tarefa essa dificultada talvez pelos nervos que ele pudesse estar a sentir, ajudei-o e assim que abri o fecho o Ruben tentou retira-lo, voltei a facilitar-lhe a vida e quando conseguiu levar a dele avante foi a minha vez de desapertar um por um os botões da sua camisa, desta vez já não senti resistência e por isso mesmo acabei por o forçar a deitar-se, aproveitei para ir beijando-lhe o tronco conforme ia abrindo os botões, já com a camisa aberta olhei-o para no instante seguinte beijá-lo, estava agora deitada sobre ele, quando as mãos do Ruben foram passear até às minhas nádegas, sorri enquanto lhe beijava o pescoço para no momento seguinte a minha mão tocar-lhe na parte mais sensível do seu corpo, ainda que por cima das calças e boxers, voltei a senti-lo a retrair-se e por isso deixei de ser tão atrevida, os minutos seguintes forma dedicados à troca de beijos e à exploração dos nossos corpos com as nossas mãos e bocas, o Ruben foi-se soltando aos poucos e foi quando já estávamos só em roupa interior que senti os olhos dele postos no meu corpo, o Ruben mirava-o como quem quer absorver cada detalhe, mas eu não estava para esperar muito mais, agora que tínhamos chegado até ali não o iria deixar recuar e antes que isso lhe passasse pela cabeça voltei a puxá-lo para mim, inverti mesmo as posições, deixando-o por baixo de mim e ao meu dispor, acariciei-o sem pudores e depois de livrar-me da minha lingeri e dos seus boxers, chegou o momento de nos protegermos, ainda lhe passei o preservativo para as mãos mas a sua fraca ou melhor inexistente experiência revelou-se de uma forma que até então não tinha acontecido e tive que ser eu a coloca-lo, no momento que o fiz deixou escapar um gemido o que fez com que o olhasse e sorrisse, já devidamente protegidos tentei finalmente consumar o momento mas o Ruben teve um momento de hesitação talvez provocado por todas as dúvidas que lhe deveriam ir na cabeça, mas ao contrário do que tinha acontecido até aqui que lhe dei tempo para se acalmar desta vez não o fiz, aproveitei o facto de estar deitado e de encontrar-me por cima para o fazer entrar em mim, comecei de uma forma lenta, para lhe dar oportunidade de aproveitar cada segundo mas confesso que chegou um momento que não deu mais, acabei por esquecer a falta de experiencia dele e exigi mais, muito mais, algo que o Ruben acabou por corresponder ainda que de forma desajeitada, afinal não sabia muito bem o que deveria fazer mesmo assim conseguiu dar-me algum prazer, é verdade que não cheguei nem perto do meu limite mas só o saber que ele atingiu o dele ou pelo menos por agora era o dele deixou-me feliz e ao contrário do que estava à espera não foi por o ter “desemburrado” mas sim porque de alguma forma iria ficar marcada na vida daquele rapaz tímido, acanhado e até envergonhado mas que no fundo tinha um coração enorme.
Os minutos seguintes foram para o Ruben recuperar, percebi que era disso que precisava e foi isso que lhe concedi, estava a observá-lo quando ouvi o meu telemóvel, olhei para o relógio que o Ruben tinha no pulso e percebi que já estávamos há demasiado tempo sem dar notícias, atendi e ouvi a minha prima a reclamar que estava na hora de irmos embora, desliguei e comecei a vestir-me.
- Ruben, temos que ir, a malta já está a bazar toda - esclareci-o, o Ruben olhou-me mas nada disse, vestiu-se sem nunca encarar-me algo que deixou-me desconfortável - estás arrependido? - perguntei ao aproximar-me dele mas o Ruben fugiu com a desculpa de se vestir, respeitei a sua vontade e não toquei mais no assunto.
Quando já estávamos minimamente apresentáveis fomos procurar os nossos amigos, encontramo-los já no portão da escola à nossa espera.
- Porra mas afinal onde é que se meteram que levaram tanto tempo a chegar? - o João demonstrou o seu desagrado por ter ficado à espera.
- Desculpa, metemo-nos na conversa e não demos pelo tempo passar - tentei terminar com o assunto.
- Essa conversa devia estar mesmo boa para levarem tanto tempo para atender o telemóvel.
- Se queres mesmo saber a conversa foi boa aliás superou as minhas expectativas - falei a olhar o Ruben, queria que entendesse que apesar dos nervos dele tinha gostado do momento que tínhamos partilhado mas acho que não consegui o meu objetivo porque não vi qualquer reação por parte dele - mas agora já aqui estamos por isso vamos embora.
O João já não insistiu mas percebi que a Maria não tinha ficado convencida e já sabia que há primeira oportunidade iria ter que ouvi-la.
Devido ao avançar da hora regressamos de táxi, decidimos dividir um pelos quatro, uma vez que o Ruben iria ficar na casa do João e morávamos os três perto. Durante a viagem não consegui falar mais com o Ruben e o facto de não saber o que lhe ia na cabeça naquele momento estava a dar comigo em louca mas não tive outro remédio que não ficar calada e esperar ter uma oportunidade para falar com ele.

E agora como ficará a relação de amizade destes dois?

7 comentários:

  1. Acho que o ruben ficou :( quando a mariana disse aquilo de não acreditar em namorados ...

    Mas espero que esses dois, aliás os dois casalinhos se entendam =)

    Beijinhos

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  2. Ai ai ai que ela desonrou-o! Ahahahahahah AMEI, AMEI, AMEI! Coitado do rapaz que lhe calhou logo tanta experiencia junta! Ahahahahahah mas eu estou para ver como fica isto, ai estou estou.

    Quero o proximo, meninas! Mais um capitulo memoravel!

    Beijo
    Ana

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  3. Fogo!
    Esta Mariana é fogo mesmo! lol
    Adorei
    Continuem com esta parceria que está a dar resultado.
    Beijinhos

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  4. Olá :)
    Adore ver a Mariana com a pica toda e o Rúben meio acanhado xD
    AMEI MESMO!!
    Quero mais para ver se esta "experiência caliente" vai mudar alguma coisa :P
    Continuem porque esta história é mesmo DO MELHOR ;D
    Beijinhos
    Rita

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  5. Olá :)
    Adorei!
    Esta Mariana é mesmo fogo!
    Quero mais :p
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  6. Adorei, mas a Mariana ainda não percebeu que o Ruben tá caidinho por ela? Quando é que ela irá abrir a pestana?
    A miúda é fogo, eu já disse aqui que ela é areia demais para a camioneta dele, mas tenho esperança que isso mude.
    Espero que este momento não tenha influência na amizade dos dois.
    Continuem, tou a gostar muito desta vossa aventura.

    Beijocas

    Fernanda

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  7. Adorreei!!
    Espero que este dois fiquem juntos depois disto.
    Amanha assim que puder tenho de continuar a ler!!

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