(Mariana)
Hoje acordei a pensar
que se há um tempo atrás falassem que iria ao baile de finalista com o Ruben teria
gargalhado forte e feio mas a verdade é que criei com ele uma amizade sincera e
verdadeira, algo que atualmente nos faz dar muitas gargalhadas sempre que pensamos
na forma como tudo começou, aquele menino de coro conseguiu mesmo conquistar-me,
talvez pelo grande coração que tem, provou-me que um rapaz e uma rapariga podem
de facto ter uma enorme cumplicidade sem que haja necessariamente uma relação
de namoro entre os dois.
Passei o dia a pensar no
Ruben e na realidade que daqui a uns meses irei afastar-me dele, ainda que só
fisicamente porque faço intenções de continuar a manter contato e estar com ele
sempre que possível mas mesmo assim isso deixa-me triste, até mesmo com um nó
na garganta e por muito que tente arranjar justificação para isto não a consigo
encontrar.
As horas passaram e o
momento de começar a despachar-me para o baile chegou, estava ainda às voltas
com o look quando ouvi a campainha, berrei para a minha mãe abrir porque
julguei que fosse a Maria a reclamar pelo tempo que estava a levar mas apanhei
a maior surpresa quando vi que quem entrou no quarto foi o Ruben, ele estava
diferente, muito por culpa da vestimenta que tinha mas que lhe assentava que
nem luva e lhe conferia um ar apetitoso, apetitoso até demais ao ponto de me
subir uns calores estranhos e uns pensamentos completamente obscenos, estava
perdida a olhá-lo quando a sua voz despertou-me.
-
Ainda demoras? Já estamos todos à tua espera… - sorri ao ver o Ruben a olhar-me de
cima a baixo.
- Não, é só o tempo
de colocar o colar
- sorri-lhe - e por falar nisso, tu é que podes ajudar-me - o Ruben
aproximou-se e ajudou-me, tê-lo tão próximo de mim fez que voltasse a sentir-me
estranha.
- Estás… - olhei-o - linda - desviou
o seu olhar do meu.
- Obrigada - dei-lhe um beijo no rosto, o que
lhe provocou um sorriso tímido - vamos? - agarrei-lhe na mão e puxei-o
comigo.
- Filha - ouvi a voz do meu pai atrás de nós
e foi suficiente para o Ruben mandar um pulo, o que fez com que sorrisse.
- Sim - parei e olhei-o.
- Juízo.
- Sempre paizinho, você
sabe que comporto-me sempre com bastante juízo.
- Sim sei disso mas
nunca é demais relembrar
- a vontade que tive foi de gargalhar, se o meu pai soubesse metade das coisas
que faço já há muito estava enclausurada numa masmorra algures num lugar
isolado - e tu meu rapaz - o Ruben olhou-o - se tocas com um dedo que
seja na minha filha depois acertamos contas - o Ruben retraiu-se.
- Pai sinceramente
olhe que assusta o Ruben.
- A intenção é mesmo
essa.
- Paizinho mas assim
afoguenta-me o par e não quer que a sua filhinha vá sozinha ao baile, né? - fiz o meu ar mais angelical
possível, algo que por incrível que pareça é o suficiente para convencer o meu
pai que continuo pura tal como vim ao mundo, coitado ainda vive na ilusão que a
filha vai casar virgem.
- Só quero que tenham
juízo mas aproveitem a noite afinal serve para comemorarem o fim de um ciclo
das vossas vidas.
- Ya pai a conversa
está muito boa mas nós temos os nossos amigos à espera - dei-lhe um beijo - boa noite,
ah e não esperem acordados por mim que hoje vai ser até de manhã -
informei-os quase a berrar uma vez que já estava à porta do apartamento.
- Prima não mudas
mesmo - a Maria riu
assim que fechei a porta - não sei como é que os tios ainda acreditam que a
filha deles é um anjinho.
- Shiu, cala-te e
vamos ou ainda chegamos atrasados.
- É preciso ter lata,
foste tu que levaste uma eternidade a sair de casa e se não fosse o Ruben a ir
chamar-te ainda lá estavas
- o João meteu-se.
- Ok assumo que levei
ainda mais tempo do que o normal mas agora já podemos ir.
Eles já não abriram mais
a boca para falar da minha demora e fomos até ao local onde o baile iria
decorrer sempre em amena cavaqueira ou então a implicar uns com os outros mas
sempre na brincadeira, até porque durante este ano que passou descobrimos um
João e mesmo um Ruben diferentes, eles apesar de serem os meninos que jogam
futebol até tem algo mais naquelas cabeças.
Estávamos a chegar
quando vi a “amiga” do Ruben, aquela por quem andou bastante tempo embeiçado e
quando finalmente ganhou coragem para se declarar levou o maior par de patins
que alguma vez pensei que pudesse existir. Ela vinha acompanhada por um colega
deles e notei que aquilo afetou o meu amigo mais do que seria suposto, não
hesitei um segundo que fosse e abracei-o.
- Hey cabeça erguida -
olhou-me - Ruben esquece-a de uma vez, não te merece - sorri-lhe - só
alguém muito burra é que pode dispensar-te - o Ruben olhava-me.
- Estás a dizer isso para
animares-me.
- Não, estou a dizer
isso porque é verdade - estávamos agora a olharmo-nos olhos nos olhos - és
um rapaz único e só alguém muito totó é que não consegue perceber isso.
- Não serve de muito
ser especial… quando depois quem quero do meu lado só olha para mim como amigo…
- Hã? Não entendi
essa.
- Deixa, vamos entrar…
O Ruben suspirou mas
acabou por sorrir ligeiramente, aproximamo-nos da entrada e assim que a flana
nos viu riu à descarada, aquilo foi suficiente para descer a fúria em mim, sim
porque posso ser atiradiça e meio louca mas detesto quando pisam nos meus
amigos.
- Amor - o Ruben olhou-me algo surpreso - vamos
- dei-lhe a mão e arrastei-o comigo.
- Ai amor... ora a
noite ainda agora começou e já estou KO com as novidades, então os meninos
andam e não contavam a ninguém? -
o João manifestou-se.
- Ó seu totó não
viste que a minha prima fez de propósito para não deixar o Ruben ficar mal à
frente daquela que tem a mania que é boa.
- Ah - o João olhou-nos - desculpem aí
mas pensei que pudesse haver desenvolvimentos - o Ruben olhou-me.
- Não lhe ligues - pediu levando-me a sorrir.
- Achas? Mesmo sério
achas que iria levar a sério algo que vem de um oxigenado? - a Maria gargalhou.
- Hey não ofendi
ninguém por isso também não precisas de ofender - reclamou.
- Ok, peço desculpas - falei ao levantar as mãos,
gargalhamos os quatro e finalmente fomos procurar a nossa mesa.
Sentamo-nos os quatro
numa mesa em que já estava alguns colegas nossos, o jantar serviu para falarmos
de tudo um pouco, umas vezes só entre nós os quatro, outras com o outro pessoal
que estava na mesa ou então só com o Ruben.
No fim do jantar chegou
a parte da animação propriamente dita, com a abertura do famoso baile de
finalistas.
- Queres dançar? - a pergunta do Ruben apanhou-me
completamente desprevenida tanto que até me engasguei com a bebida.
- Ena prima também
não precisas morrer engasgada -
a Maria gozou.
- Podem parar de rir - olhei para os três que sorriam - só
não esperava tal proposta vinda de ti - sorri para o Ruben - ainda para
mais para dançarmos uma música como esta.
- O que tem a música.
- Não te faças de
desentendido -
refilei - isto é um bocado parado demais não?
- Oh é a única que
sei dançar -
admitiu - afinal não tem nada que saber - gargalhamos os quatro, o Ruben
conforme foi ganhando confiança comigo e com a minha prima foi-se libertando.
- Hum, aceito mas não
é para levar com pisadelas
- advertiu-o.
- Ok - sorriu para depois esticar o braço,
dei-lhe a mão e fomos para o meio da pista de dança - posso? - perguntou
ao colocar as mãos na minha cintura, sorri-lhe e disse que sim.
Dançamos a música toda
agarradinhos que nem dois namorados e percebi que aquilo tinha despertado a
atenção de “meio mundo” especialmente da “amiga” dele.
- Parece que estamos
a despertar demasiadas atenções -
falei-lhe ao ouvido e senti-o a tremelicar o que levou-me a sorrir - tens
assim tanto medo que salte em cima de ti? - perguntei agora a olhá-lo nos
olhos.
- Para ser sincero
não - sorriu - mas
és um bocado alucinada e nunca sei o que vem desse lado.
- Ruben, posso ser
alucinada, atiradiça, louca, destravada mas nunca obriguei ninguém a ir comigo
para a cama - sorri
ao ver a cara dele - a sério se ficas mais descansado não está nos meus
planos tal coisa.
- Porquê? - perguntou de imediato algo que
surpreendeu-me.
- Porque… sei lá
porque não.
- Afinal também achas
que não sirvo para nada
- atirou de rajada e deixou-me plantada no meio da pista, o Ruben desapareceu
da minha frente com uma rapidez enorme no entanto não me deixei ficar e fui
atrás dele.
- Será que podes
explicar o porquê que fugiste quando estávamos a falar? - sentei-me no banco ao seu lado,
estávamos agora sozinhos no jardim.
- Mariana confessa lá
que só vieste comigo por pena -
olhei-o.
- Estás enganado - levei a mão à sua cara e fi-lo
olhar para mim - se te convidei foi porque queria vir contigo, ok confesso
que não começamos com o pé direito, que ao início gozei contigo e que aquele
beijo foi só para ganhar uma aposta mas hoje já te considero um amigo.
- Foi mesmo só por
isso? - o olhar
dele ficou ainda mais triste.
- Foi mas porquê?
- Por nada - levantou-se - vamos regressar?
- Sim - sorri e dei-lhe a mão.
Entramos e fomos ter com
a Maria e o João que estavam novamente a trocar algumas palavras mais
calorosas, aqueles dois fazem faísca por tudo o que é lado, só eles é que ainda
não reparam e sempre que se tenta tocar no assunto fogem a sete pés.
Ficamos os quatro à
conversa e estávamos bastante animados quando fomos interrompidos pela tal
rapariga por quem o Ruben estava de beicinho.
- Para namorados
estão bem afastados
- olhei para ela - afinal ainda nem um beijo vos vi dar - falou com um
ar de triunfante o que mais uma vez melindrou o Ruben.
- Engraçado nunca
pensei que fosses desperdiçar o teu tempo a observar-nos durante toda a noite
mas se estás assim tão interessada em saber só não nos beijamos porque não
calhou.
- Ou porque estão a
fingir - gargalhou
- mesmo sério Ruben achas que iria acreditar nesta farsa?
- Olha lá mas quem és
tu para falares assim?
- Alguém que sabe que
esse daí nunca vai desencalhar.
- Estás bem enganada - olhei para o Ruben e sorri para
colocar logo depois a minha mão na sua perna - fica a saber que perdeste um
bom partido, como diz o ditado as aparências enganam e no caso do Ruben enganam
mesmo - não pensei duas vezes e beijei-o, esperava que fosse negar mas ao
contrário disso o Ruben retribuiu e de que maneira, confesso que deixou-me sem
fôlego, sorri-lhe assim que separamos os nossos lábios e ao olhar para o sítio
onde estava a emproada verifiquei que já se tinha afastado - parece que
afugentamos uma ave rara - o Ruben sorriu.
- Afugentaram uma ave
rara e deixaram-nos aos dois de boca aberta, isso sim são progressos menino
Ruben - o João
meteu-se com o Ruben e como sabia que iria ficar constrangido acabei por o
puxar pela mão até à pista de dança, onde passamos os minutos seguintes a
dançar e a falar, mas um novo momento de aproximação aconteceu no exato momento
que a música assim pediu, o Ruben desta vez não perguntou e agarrou-me logo,
estávamos colados a dançar quando reparei que a rapariga olhava-nos, avisei-o e
foi dele a iniciativa de unir os nossos lábios em mais um beijo de cortar a
respiração, aquilo estava a tornar-se num hábito e confesso que estava a
começar a gostar, pena era que só estava a acontecer porque o Ruben já não
estava propriamente sozinho, ele já tinha alguns copos a mais, ainda assim
resolvi aproveitar o momento e gozar a minha última noite como estudante de
secundário.
As horas foram avançando
entre muita conversa, brincadeiras e alguns copos, foi quando a Maria e o João
se afastaram que o Ruben mais uma vez surpreendeu-me ao convidar-me para ir até
ao exterior, alinhei na hora e saímos de mãos dadas.
Sentamo-nos num banco a
olhar o céu estrelado e quando estava perdida em recordações senti o Ruben a
aproximar-se ainda mais de mim, sorri e acabei mesmo por deitar a minha cabeça
no seu ombro, algo que aproveitou para colocar o seu braço sobre os meus
ombros, ficamos assim no silêncio durante alguns minutos até que ele o quebrou.
- Porquê que quiseste
vir comigo? -
olhei-o - Afinal rapazes a quererem vir contigo não faltavam e tenho que ser
realista não sou propriamente aquele que as raparigas querem do seu lado.
- Não sei porquê?
- Oh não vos dou o
que querem.
- Estás a falar de
sexo? - fui direta
á questão e mais uma vez envergonhei-o - sinceramente não consigo
entender-te - olhou-me - qual é o mal de chamar os bois pelos nomes?
Ruben quando vais para a cama com uma rapariga sem existir nenhuma relação não
passa mesmo de sexo logo não percebo o motivo pelo qual ficas chocado sempre
que vou direta ao assunto.
- Falas disso como se
fosse algo banal.
- Não é banal até
porque não vou para a cama com qualquer um mas também não é algo que mereça ser
tratado com pinças, sinceramente é algo perfeitamente natural, que acontece
quando duas pessoas assim o querem.
- És capaz de
dormires com qualquer um?
- Não.
- Como é que os
escolhes? - sorri
com a pergunta que fez.
- Sei lá, acho que os
escolho quando sinto alguma química ou atração como lhe queiras chamar.
- Não acreditas em
namoros?
- Sinceramente não.
- Porquê?
- Olha porque no
passado acreditei e só serviu para desiludir-me por isso hoje em dia
simplesmente vivo o momento e quando este acaba sigo o meu caminho e o rapaz
segue o dele, se voltamos ou não a encontramo-nos não me interessa.
- Já pensas assim há
muito tempo? -
gargalhei.
- Podias ter
perguntado logo e de forma direta
- olhou-me sem entender - perdi a virgindade aos dezasseis.
- Nunca te
arrependeste? -
sorri afinal aquilo eram as típicas perguntas que as raparigas fazem, nunca
imaginei-me a ter esta conversa com um rapaz.
- Não, se fosse hoje
repetia tudo na mesma.
O Ruben calou-se, não
fez mais pergunta nenhuma mas convidou-me a ir dar um passeio, apesar de
estarmos na escola acedi e fui mostrar-lhe os “cantos” à escola que acolheu-me
durante anos e da qual estava a despedir-me hoje.
Começamos pela zona das
salas de aulas, refeitório, biblioteca e para o fim deixei a parte que sabia
que iria dizer-lhe mais, o campo onde fazemos educação física bem como o
ginásio. Foi neste último espaço que acabamos por usar como o nosso refúgio
para as duas horas seguintes.
- O que estás a
fazer? -
perguntou-me ao ver-me a sentar na pilha de colchões de ginástica.
- A sentar-me - sorri - anda tens aqui espaço
para ti - olhou-me hesitante - anda lá que não te faço nada que não
queiras - sorriu o que surpreendeu-me.
- Não tenho medo de
ti - falou seguro
de si e a olhar-me nos olhos.
- Ninguém diria - gargalhei - passas a vida a
evitar qualquer aproximação minha.
- Pois - sorriu - e talvez tenha andado
a ser otário por o ter feito - o Ruben falava-me agora sem evitar-me, aliás
havia algo no olhar dele que estava a desafiar-me - mas agora já é tarde
para pensar nisso.
- Porquê?
- Porque daqui a uns
meses vais embora -
olhou-me - e provavelmente nunca mais nos vamos ver - baixou o olhar.
- Hey isto já parece
uma despedida quando não o tem que ser
- aproximei-me dele - Ruben ainda temos o verão todo para estarmos juntos
- olhou-me.
- Isso não é bem
assim - encolheu os
ombros - perdi a minha oportunidade - interrompi-o.
- Nunca é tarde para
fazermos aquilo que queremos
- sorriu-me.
- Achas - o Ruben começava a aproximar-se
lentamente de mim - que ainda vou a tempo?
- Só tu podes saber
se vais ou não a tempo -
senti a sua mão na minha cara - no que me diz respeito continuo aqui - o
Ruben sorriu para no instante seguinte unir os nossos lábios, o beijo no início
foi “tremido” mas assim que as nossas línguas se encontraram, muito por culpa
dele que ainda de forma desajeitada procurou por mais, algo mudou, deixei de
conseguir raciocinar, aquele beijo retirou-me a capacidade de enxergar que quem
estava a beijar era o Ruben, um rapaz extremamente acanhado e sem qualquer
experiência no que toca a sexo, as minhas mãos ganharam vida própria e foram
até aos botões da sua camisa, tentei desapertá-los mas no meio daquela loucura
percebi que tinha de abrandar ou o Ruben teria um treco antes de chegarmos onde
ambos queríamos ou pelo menos assim pensava naquele momento.
Acabei por mudar de
estratégia e deixei ser o Ruben a guiar-nos, ainda que de um jeito estranho
deixei-o tomar as rédeas da situação, puxou-me para o seu colo, onde acabei
sentada de frente para ele, entre beijos senti as suas mãos inicialmente nas
minhas pernas para uns minutos depois tentarem abrir o zipper do meu vestido,
tarefa essa dificultada talvez pelos nervos que ele pudesse estar a sentir,
ajudei-o e assim que abri o fecho o Ruben tentou retira-lo, voltei a
facilitar-lhe a vida e quando conseguiu levar a dele avante foi a minha vez de
desapertar um por um os botões da sua camisa, desta vez já não senti
resistência e por isso mesmo acabei por o forçar a deitar-se, aproveitei para
ir beijando-lhe o tronco conforme ia abrindo os botões, já com a camisa aberta
olhei-o para no instante seguinte beijá-lo, estava agora deitada sobre ele, quando
as mãos do Ruben foram passear até às minhas nádegas, sorri enquanto lhe
beijava o pescoço para no momento seguinte a minha mão tocar-lhe na parte mais
sensível do seu corpo, ainda que por cima das calças e boxers, voltei a
senti-lo a retrair-se e por isso deixei de ser tão atrevida, os minutos
seguintes forma dedicados à troca de beijos e à exploração dos nossos corpos
com as nossas mãos e bocas, o Ruben foi-se soltando aos poucos e foi quando já
estávamos só em roupa interior que senti os olhos dele postos no meu corpo, o
Ruben mirava-o como quem quer absorver cada detalhe, mas eu não estava para
esperar muito mais, agora que tínhamos chegado até ali não o iria deixar recuar
e antes que isso lhe passasse pela cabeça voltei a puxá-lo para mim, inverti
mesmo as posições, deixando-o por baixo de mim e ao meu dispor, acariciei-o sem
pudores e depois de livrar-me da minha lingeri e dos seus boxers, chegou o
momento de nos protegermos, ainda lhe passei o preservativo para as mãos mas a
sua fraca ou melhor inexistente experiência revelou-se de uma forma que até
então não tinha acontecido e tive que ser eu a coloca-lo, no momento que o fiz
deixou escapar um gemido o que fez com que o olhasse e sorrisse, já devidamente
protegidos tentei finalmente consumar o momento mas o Ruben teve um momento de
hesitação talvez provocado por todas as dúvidas que lhe deveriam ir na cabeça,
mas ao contrário do que tinha acontecido até aqui que lhe dei tempo para se
acalmar desta vez não o fiz, aproveitei o facto de estar deitado e de
encontrar-me por cima para o fazer entrar em mim, comecei de uma forma lenta,
para lhe dar oportunidade de aproveitar cada segundo mas confesso que chegou um
momento que não deu mais, acabei por esquecer a falta de experiencia dele e
exigi mais, muito mais, algo que o Ruben acabou por corresponder ainda que de
forma desajeitada, afinal não sabia muito bem o que deveria fazer mesmo assim
conseguiu dar-me algum prazer, é verdade que não cheguei nem perto do meu
limite mas só o saber que ele atingiu o dele ou pelo menos por agora era o dele
deixou-me feliz e ao contrário do que estava à espera não foi por o ter
“desemburrado” mas sim porque de alguma forma iria ficar marcada na vida
daquele rapaz tímido, acanhado e até envergonhado mas que no fundo tinha um
coração enorme.
Os minutos seguintes
foram para o Ruben recuperar, percebi que era disso que precisava e foi isso
que lhe concedi, estava a observá-lo quando ouvi o meu telemóvel, olhei para o
relógio que o Ruben tinha no pulso e percebi que já estávamos há demasiado
tempo sem dar notícias, atendi e ouvi a minha prima a reclamar que estava na
hora de irmos embora, desliguei e comecei a vestir-me.
- Ruben, temos que
ir, a malta já está a bazar toda
- esclareci-o, o Ruben olhou-me mas nada disse, vestiu-se sem nunca encarar-me
algo que deixou-me desconfortável - estás arrependido? - perguntei ao
aproximar-me dele mas o Ruben fugiu com a desculpa de se vestir, respeitei a
sua vontade e não toquei mais no assunto.
Quando já estávamos
minimamente apresentáveis fomos procurar os nossos amigos, encontramo-los já no
portão da escola à nossa espera.
- Porra mas afinal
onde é que se meteram que levaram tanto tempo a chegar? - o João demonstrou o seu desagrado
por ter ficado à espera.
- Desculpa,
metemo-nos na conversa e não demos pelo tempo passar - tentei terminar com o assunto.
- Essa conversa devia
estar mesmo boa para levarem tanto tempo para atender o telemóvel.
- Se queres mesmo
saber a conversa foi boa aliás superou as minhas expectativas - falei a olhar o Ruben, queria que
entendesse que apesar dos nervos dele tinha gostado do momento que tínhamos
partilhado mas acho que não consegui o meu objetivo porque não vi qualquer
reação por parte dele - mas agora já aqui estamos por isso vamos embora.
O João já não insistiu
mas percebi que a Maria não tinha ficado convencida e já sabia que há primeira
oportunidade iria ter que ouvi-la.
Devido ao avançar da
hora regressamos de táxi, decidimos dividir um pelos quatro, uma vez que o
Ruben iria ficar na casa do João e morávamos os três perto. Durante a viagem
não consegui falar mais com o Ruben e o facto de não saber o que lhe ia na
cabeça naquele momento estava a dar comigo em louca mas não tive outro remédio
que não ficar calada e esperar ter uma oportunidade para falar com ele.
E agora como
ficará a relação de amizade destes dois?

Acho que o ruben ficou :( quando a mariana disse aquilo de não acreditar em namorados ...
ResponderEliminarMas espero que esses dois, aliás os dois casalinhos se entendam =)
Beijinhos
Ai ai ai que ela desonrou-o! Ahahahahahah AMEI, AMEI, AMEI! Coitado do rapaz que lhe calhou logo tanta experiencia junta! Ahahahahahah mas eu estou para ver como fica isto, ai estou estou.
ResponderEliminarQuero o proximo, meninas! Mais um capitulo memoravel!
Beijo
Ana
Fogo!
ResponderEliminarEsta Mariana é fogo mesmo! lol
Adorei
Continuem com esta parceria que está a dar resultado.
Beijinhos
Olá :)
ResponderEliminarAdore ver a Mariana com a pica toda e o Rúben meio acanhado xD
AMEI MESMO!!
Quero mais para ver se esta "experiência caliente" vai mudar alguma coisa :P
Continuem porque esta história é mesmo DO MELHOR ;D
Beijinhos
Rita
Olá :)
ResponderEliminarAdorei!
Esta Mariana é mesmo fogo!
Quero mais :p
Beijinhos
Ritááá xD
Adorei, mas a Mariana ainda não percebeu que o Ruben tá caidinho por ela? Quando é que ela irá abrir a pestana?
ResponderEliminarA miúda é fogo, eu já disse aqui que ela é areia demais para a camioneta dele, mas tenho esperança que isso mude.
Espero que este momento não tenha influência na amizade dos dois.
Continuem, tou a gostar muito desta vossa aventura.
Beijocas
Fernanda
Adorreei!!
ResponderEliminarEspero que este dois fiquem juntos depois disto.
Amanha assim que puder tenho de continuar a ler!!