(Mariana)
Não consegui negar o convite do Ruben e por isso aceitei continuar a fazer-lhe companhia, entramos e fomos diretos para a sala.
- Bebes? - perguntou quando estava a servir-se.
- Ya… sabes que nunca nego nada.
- Isso não é bem assim - rematou imediatamente - já por diversas vezes ouvi-te a negar…
Não sei o que me deu mas naquele momento a certeza que o queria só para mim invadiu o meu pensamento e por isso calei-o com um beijo, que depressa passou de um encosto a uma exploração minuciosa da sua boca com a minha língua, o Ruben reagiu de imediato e puxou-me para o seu colo, não ofereci resistência e sentei-me de frente para ele, continuamos naquela brincadeira de línguas e narizes, até que as nossas mãos se juntaram, o Ruben apertava-me contra o seu corpo talvez com medo que fugisse e isso só estava a deixar-me cada vez mais fora de mim, senti os seus lábios a percorreram o meu rosto para uns segundos depois com a sua língua deixar um rasto de saliva no meu pescoço, deixei-me levar, afinal queria aquilo tanto quanto ele e acabei por lhe retirar a camisola para no instante seguinte lhe desapertar os botões das suas calças, acariciei-o por cima do tecido dos seus boxers ainda assim ouvi ligeiros gemidos, não satisfeita deixei-me escorregar pelo seu corpo e enquanto a minha boca saboreava aqueles abdominais a minha mão massajava-o para uns segundos depois juntar a minha língua, passei-a suavemente e percebi o quanto estava a agradar-lhe tal “mimo” continuei a beijá-lo e a lambe-lo para acabar por abrir a boca abocanhando-o, os movimentos ora suaves ora mais rápidos levaram-no ao limite, o Ruben já não conseguia controlar os gemidos e quanto mais gemia mais rápido eram as carícias que só pararam quando puxou-me para cima, despindo-me a roupa em segundos e “atirar-me” para cima do sofá, agora era a vez dele de saborear todo o meu corpo, começou pela boca, rosto, pescoço, peito onde passou vários minutos ora a beijá-lo ora lambê-lo dando ainda algumas trincas mas sem nunca magoar-me e enquanto esteve a brincar com a boca as suas mãos continuaram a acariciar-me o corpo, inicialmente no tronco descendo até às pernas, subindo para as nádegas e terminando na parte mais sensível do corpo de uma mulher, o Ruben levou-me ao extremo só com os seus dedos, a forma como acariciava-me, como me desejava ou mesmo como beijava-me fez com que me sentisse única, já tinha atingido o primeiro orgasmo da noite ali naquele sofá quando o meu amigo levou-me novamente ao auge, a boca dele percorreu o meu corpo todo, encontrava-se agora nos pés e com a sua língua fez o caminho todo até chegar às coxas, passando para as virilhas e quando já desesperava por ser penetrada pelo seu membro o Ruben fê-lo com a sua língua, foi nesse momento que deixei os gemidos para passar aos ligeiros gritos tal era o prazer que estava a sentir, o Ruben sorriu vitorioso para voltar a unir as nossas bocas em mais uns quantos beijos selvagens, sempre acompanhados pela estimulação que os seus dedos continuavam a fazer. Resolvi vingar-me mas a adrenalina que corria-me nas veias era tanta que não consegui prosseguir com as minhas intenções e acabei por implorar-lhe para ser penetrada, no entanto aquele sacana não fez-me a vontade e levou-me novamente ao limite, para depois unir finalmente os nossos corpos, o Ruben entrou em mim a uma velocidade alucinante e manteve o mesmo ritmo, bastou uns segundos para gemermos em conjunto, atingimos o limite máximo do prazer ao mesmo tempo mas ainda assim não conseguimos parar, continuamos noite dentro e nas mais diversas posições, corremos ainda algumas divisões daquela casa acabando no seu quarto sem forças nenhumas.
Acordei primeiro que o Ruben e ao olhá-lo a dormir serenamente não consegui evitar um certo arrependimento, aquilo não tinha sido correto e foi quando pensava nisso que o Ruben despertou.
- Bom dia - beijou-me o ombro uma vez que estava sentada na cama e de costas para ele - vens comigo para o banho? - aliciou-me.
- Oi - olhei-o - não sei se será boa ideia - baixei o olhar razão suficiente para o Ruben agarrar no meu queixo obrigando-me a olhá-lo.
- Estás arrependida? - perguntou a medo.
- Não, mas também não estou orgulhosa - suspirei - Ruben isto não está correto e ambos sabemos disso.
- Não está correto porquê? Mariana, fartamo-nos de o fazer com outras pessoas.
- Mas os outros não são o meu melhor amigo - beijou-me.
- Também não são eles que te levam ao limite como te levei, que te conhecem como conheço e muito menos os desejas como me desejaste ontem - olhei-o - Mariana já te vi a engatar muitos mas nunca te vi descontrolada como ontem, isso deve querer dizer alguma coisa, não?
- Talvez - levantei-me - mas de qualquer forma não é para voltar a acontecer - gargalhou.
- Só quando nos apetecer novamente - sorriu vitorioso - ou achas que depois de termos cedido a primeira vez não o voltaremos a fazer quantas vezes assim o desejarmos?
- Prefiro não pensar muito no assunto… e agora vou para o banho.
Tentei pirar-me sozinha mas o Ruben colou-se a mim e acabamos por partilhar um duche a dois ainda assim não houve qualquer contacto físico, só mesmo umas trocas de olhares intensas e que em certos momentos quase fizeram com que vacilasse mas aguentei-me e foi quando já estávamos à mesa a comer o pequeno-almoço que o Ruben tocou numa assunto que surpreendeu-me.
- Mariana tomas a pilula certo?
- Hã? O que é que tens a ver com o assunto?
- Tenho desde o momento que ontem não nos precavemos - olhou-me - caso não te recordas ontem estávamos tão envolvidos que nenhum dos dois se lembrou desse detalhe.
- Fica tranquilo que não serás pai pelo menos de um filho meu - levantei-me chateada comigo mesmo afinal o que falou fez-me recordar algo que não gosto - e quanto a doenças podes ficar descansado que não tenho nenhuma - atirei sem o mínimo cuidado.
- Vais ficar aborrecida comigo por ter tocado no assunto? - já o tinha colado a mim - Mariana não quis insinuar nada…
- Pois não só quiseste ter a certeza… primeiro divertiste-te e agora vens com cobranças.
- Não são cobranças - virou-me para ele - desculpa se te ofendi com a pergunta mas confesso que um filho neste momento não está nos meus planos e duvido muito que esteja nos teus, quanto insinuar que pudesses ter alguma doença isso nem passou-me pela cabeça, não és irresponsável a esse ponto - baixei o olhar - e já que tocaste no assunto também não tenho doença nenhuma.
- É por estas e por outras que nunca devia ter acontecido, nós somos o ponto de equilibro um do outro mas parece que juntos só nos desequilibramos.
- Nós juntos podemos ser muita coisa e se for para voltar a ter momentos como os de ontem desequilibro-me tantas vezes quanto as necessárias - gargalhou.
- Parvo.
- Posso ser aquilo tudo que quiseres mas fica a saber que sou um parvo completamente satisfeito…
- Ai sim? - sorri o Ruben tem uma capacidade nata para conseguir fazer os problemas desapareceram e mais uma vez conseguiu que colocasse de lado tudo o que senti ao recordar-me do passado - Também te contentas com muito pouco!
Provoquei mas arrependi-me no instante seguinte ou não fosse o Ruben ter pegado-me de jeito e feito de mim o que quis, acabamos por saciar novamente todo o desejo que tínhamos ali mesmo na cozinha em cima da mesa.
- Isto a continuar assim não sei onde acabamos! - gargalhei ao ouvi-lo.
- Já estás cansadito, é? - puxou-me para o seu colo quando tentava vestir novamente a minha lingeri.
- Estás a insinuar que não tenho pedalada para ti?
- Quem colocou essa hipótese foste tu - beijei-o - mas se ficas mais tranquilo... podes respirar de alivio porque não só tens pedalada para mim como também surpreendeste-me e muito pela positiva - o Ruben olhava-me atento - foi uma das melhores noites que tive até hoje - sorriu timidamente o que fez com que gargalhasse - ui que o meu Ruben continua aí escondido algures por detrás dessa armadura de playboy que o menino tenta envergar.
- Gosto disso!
- Do quê?
- De ser o teu Ruben - sorri ao ouvi-lo.
- Não fiques muito convencido que quanto sei és meu e de mais não sei quantas...
- Sabes que isso pode mudar...
- Ruben... - calou-me com um beijo.
- Pshiu... sei que não queres nenhum relacionamento, que não te sentes preparada e para ser sincero - sorriu - acho que para darmos tal passo teríamos que estar os dois certos daquilo que sentimos algo que não acontece... mas não nego que adorei ouvir-te a dizer “o meu Ruben” dá-me uma sensação de paz interior enorme.
- O estranho é que sinto-me exactamente igual a ti - suspirei - o meu medo é de um dia perder o “meu Ruben” por não lhe ter dado o devido valor.
- Hum... podes ser minha as vezes que quiseres...
- Estás a propor-me algum pacto? - gargalhou.
- É... talvez... fazemos assim cada um segue com a sua vida, é livre de sair com quem quiser, não nos metemos nas noites de sexo um do outro e quando quisermos matar saudades combinamos algo juntos... tipo uma noite a dois... assim seremos eternamente um do outro mas sem o peso do compromisso...
- Olha que a ideia não é má de todo - gargalhamos - mas para resultar tem que haver regras...
- Quais?
- A primeira e essencial é que o acordo fique só entre os dois, ninguém pode saber disto ou afugentamos as nossas vítimas, a segunda é que se algum dia toda esta situação começar a fugir do controlo o acordo termina sem ressentimentos, a terceira e última não é bem uma regra é mais uma exigência - olhou-me na expectativa - que o que aconteceu connosco ontem não aconteça com mais ninguém, Ruben nós fomos duas autênticas crianças imaturas quando não usamos preservativo.
- Concordo que tenha sido uma falha enorme... ainda para mais sabendo nós que não somos propriamente santos mas não me arrependo de não ter usado.
- O que é que estás a querer dizer com isso? Ruben aviso já que ontem foi uma excepção à regra - gargalhou.
- Ontem e hoje já aqui em cima desta mesa - sorriu - Mariana será que ainda não percebeste que quando estamos os dois juntos perdemos a noção da realidade?
- Pois mas não pode ser...
- Ok, para a próxima vou tentar lembrar-me disso - gargalhou - mas isto serve para os dois... sim porque se fui com o cântaro à fonte sem a tampa foi porque a dona da fonte permitiu...
Não respondi à provocação do Ruben e saí mesmo do seu colo para terminar de reunir a minha roupa que continuava espalhada pela sua cozinha, vestimo-nos e resolvemos ficar por casa.
O dia passou em modo lamechas e meloso algo que nunca antes tinha provado mas confesso que até gostei, foi um dia diferente de todos os outros que já tive. Mas como tudo o que é bom acaba tive que despedir-me do Ruben com mais uns quantos beijos para depois conduzir até casa, onde há minha espera tinha um bilhete da Maria na porta do frigorífico
“ Mariana,
Já cheguei e já fui outra vez qualquer coisa estou no Algarve
Bjs”
***
Quinze dias passaram e sem o Ruben em Lisboa porque tinha ido de férias com o David resolvi aceitar o convite dos meus pais para os acompanhar numas mini-férias, da minha prima pouco sabia a não ser que continuava a mil devido ao seu trabalho e como sempre respeitamos o espaço uma da outra nunca lhe cobrei a ausência.
Hoje acordei animadissima com o regresso do Ruben, resolvi preparar-lhe um mimo e invadi a sua casa com as chaves que me tinha dado antes de ir de férias, segundo ele para ir lá de vez em quando passar a “revista” como se a mãe dele não o fizesse, aquilo foi a desculpa mais reles que arranjou para dar-me livre acesso aos seus aposentos, cá para mim espera ser acordado a meio da noite...
- Bem vindo - agarrei-me ao pescoço dele beijando-o sem demoras assim que entrou em casa.
- Ena... assim vale a pena passar quinze dias maravilhosos com as outras - gargalhou.
- Piada!
- Vais dizer que não aproveitaste para temperar o corpo com os outros...
- Bem! Olha o nível da conversa a descer... - beijou-me enquanto nos encaminhava até ao seu quarto - Ruben... o lanche...
- Tenho fome sim mas é de ti...
Não consegui reunir forças para ir contra os seus argumentos, acabei por ceder e tivemos mais uma maravilhosa tarde de sexo, afinal não resistimos a matar as saudades todas. A noite não foi muito diferente da tarde, começou com um jantar a dois seguido de uma saída nocturna para terminar no meu apartamento e na manhã seguinte fomos apanhados pela minha prima que ao contrário do que tinha dito regressou a Lisboa mais cedo mas não ligou nenhuma para o facto do Ruben estar lá em casa àquela hora da manhã.
Almoçamos juntos e estava com ele quando lhe ligaram a informar que tinha de viajar o quanto antes para a África do Sul, uma vez que por lesão de um dos convocados seria ele o contemplado, lógico que foi motivo para mais um dos nossos momentos uma vez que entre o fazer uma mala e outra demos assas à imaginação e comemoramos a chamada dele à selecção.
***
As semanas passaram e com o regresso da selecção a Portugal voltei a estar com o Ruben no entanto não nos envolvemos apesar da proximidade roçar os níveis da provocação mutua nunca ultrapassamos os limites.
Os meses passaram e o Ruben estava a ter uma época péssima a nível pessoal, as lesões constantes estavam a dar-lhe dores de cabeça já para não falar das físicas, por muitos tratamentos que fizesse aos joelhos nada parecia ter resultados definitivos e isso deixava-o cada vez mais abatido, cheguei a passar uns dias com o Ruben que só serviram para darmos motivos a falatórios e acabamos por ficar com a fama sem termos o proveito, uma vez que não se passou nada entre nós além de um reforçar da amizade, aliás cheguei mesmo a ver a casa dele a ser frequentada pela sua mais recente conquista.
Nestas últimas semanas o Ruben tem andado mais animado, muito por culpa do SPA que irá inaugurar dentro de dias e que será gerido pela sua mãe.
- Mariana despacha-te - ouvi a Maria a reclamar talvez porque mais uma vez estava à minha espera - olha que se não te despachas chegas atrasada à inauguração do SPA da tua sogrinha - meteu-se comigo.
- Mas será que vocês não vão parar de mandar bocas - reclamei ao entrar na sala e encontra-la acompanhada pelos nossos dois mosqueteiros, ao contrário do que tinha ficado combinado o Ruben apareceu lá por casa.
- Se vocês assumissem nós parávamos - o João atirou sem demora.
- Não seja por isso... - tanto o João como a Maria olharam-nos e antes que o Ruben tivesse tempo para dizer o que quer que fosse uni os nossos lábios num beijo rápido - satisfeitos?
- Até ficava... se soubesse que é verdade mas como tua prima sei bem que beijaste o Ruben só para atrofiares connosco - gargalhei acompanhada pelo Ruben mas não respondi, dei-lhe a mão e saímos do apartamento.
- Devem pensar que acreditamos nessa farsa - olhei para o João - isto só dura o tempo de chegarmos até aos carros - sorrimos os dois, apesar de não ser nada combinado o Ruben alinhou de imediato na minha brincadeira.
- Estás enganado... lamento amigo mas estás mais perto de ser convidado para padrinho de casamento do que o nosso namoro terminar - tive que controlar-me para não rir afinal o Ruben falou com uma serenidade que até a mim conseguia enganar se não soubesse a verdade.
A brincadeira continuou até chegarmos junto dos carros, o Ruben raptou-me imediatamente para o dele sem dar hipótese de ouvir um não e seguimos viagem até ao hotel onde seria a inauguração do SPA. A viagem foi animada connosco a rir da cara daqueles dois quando o Ruben falou em casamento mas quando chegamos a animação resfriou ou não fosse ter logo dado de caras com o aparato de jornalistas.
- Se não quiseres entrar comigo é na boa.
- Posso não gostar de ter as objectivas direccionadas para mim mas também não vou deixar que o dono do SPA entre sozinho - o Ruben gargalhou - além disso somos amigos e nunca o negamos, não vejo mal nenhum em entrar contigo a menos que estejas com medo que te afugente alguma vítima...
- Hoje deixo-te afugentá-las todas desde que no fim a minha noiva - gargalhamos - vá até aos meus aposentos - a mão do Ruben começou a subir pela minha perna - tenho saudades tuas - sossurou-me ao ouvido - aceitas?
- No final decidimos isso - aproveitei a proximidade dos nossos rostos para o beijar mas ao contrário do beijo que demos na presença dos nossos amigos este não foi nem um pouco contido e só o interrompemos quando ouvimos bater no vidro da janela do condutor, olhamos e sorrimos - bem é melhor irmos ou aqueles dois ainda começam a acreditar que é verdade - gargalhamos.
- A acreditarem é sinal que já andaram nos copos e não nos convidaram - voltei a sorrir para sentir logo depois os lábios do Ruben contra os meus.
- Estava difícil saírem do carro - o João implicou mas não obteve resposta, o Ruben colocou o braço nas minhas costas e caminhamos assim até próximo da entrada mas acabamos por nos separar no momento que os jornalistas deram pela nossa presença.
- Anda - puxou-me pela mão e nem tive tempo de refilar - vamos já despachar isto.
O Ruben posou para os fotógrafos comigo do seu lado e no fim agarrou-me novamente pela cintura para que não pudesse fugir, respondeu a algumas perguntas relacionadas com o negócio que iria abrir juntamente com a mãe e o irmão, para no fim falar um pouco da sua vida pessoal e profissional.
- Ruben, o seu nome foi recentemente ligado a um possível caso, não quer comentar?
- A única coisa que posso e vou dizer é que quando tiver namorada não o vou esconder até lá espero que respeitem a minha privacidade.
- Mas não o incomoda?
- Neste momento a única coisa que incomoda-me são as lesões que têm dificultado o meu trabalho - olhou-me - de resto não comento e muito menos incomoda-me.
O Ruben ainda respondeu a outras perguntas mas acabamos por prosseguir caminho, fui com ele cumprimentar alguns dos nossos amigos e acabei por ficar inserida no grupo que se formou enquanto o Ruben andou a espalhar o seu charme.
A noite estava a ser animada e o palhacito do Ruben a divertir-se, pela primeira vez em semanas vi-o animado e de sorriso no rosto, por diversas vezes perdi-me a observa-lo e em algumas fui apanhada pelo próprio, sorriamos e voltávamos a desviar o olhar. A noite já ia avançada quando o meu amigo se veio sentar do meu lado e instintivamente abraçou-me, não recusei mas mais uma vez fomos alvos de piada, ignorámo-las e continuamos a divertirmo-nos.
- Mariana podes chegar ali? - sussurrou-me ao ouvido.
- O que é que estás a tramar?
- Nada, só preciso de uns minutos a sós contigo…
- Que se passa?
- Tenho um convite para te fazer.
Levantei-me desconfiada do género de convite que podia vir dali, ainda mais estando nós num hotel mas assim que ficamos mais afastados do pessoal o Ruben abriu o jogo e disse-me o teor do convite, acabei por aceitar com a condição de ser só um apoio nos momentos que precisassem, afinal não estava nos meus planos aplicar os meus conhecimentos adquiridos durante anos no curso de gestão de empresas no SPA do Ruben.
A noite acabou na casa do Ruben, não resisti aos avanços que fez depois de ficarmos a sós e cedi em fazer-lhe companhia, tivemos mais uma noite das nossas e só regressei a casa de manhã, ao contrário do que esperava não encontrei a minha prima mas nem liguei, uma vez que as suspeitas de que ela e o João estavam juntos eram quase uma certeza.
Os meses passam e a paz mantém-se... mas será para continuar?
Não consegui negar o convite do Ruben e por isso aceitei continuar a fazer-lhe companhia, entramos e fomos diretos para a sala.
- Bebes? - perguntou quando estava a servir-se.
- Ya… sabes que nunca nego nada.
- Isso não é bem assim - rematou imediatamente - já por diversas vezes ouvi-te a negar…
Não sei o que me deu mas naquele momento a certeza que o queria só para mim invadiu o meu pensamento e por isso calei-o com um beijo, que depressa passou de um encosto a uma exploração minuciosa da sua boca com a minha língua, o Ruben reagiu de imediato e puxou-me para o seu colo, não ofereci resistência e sentei-me de frente para ele, continuamos naquela brincadeira de línguas e narizes, até que as nossas mãos se juntaram, o Ruben apertava-me contra o seu corpo talvez com medo que fugisse e isso só estava a deixar-me cada vez mais fora de mim, senti os seus lábios a percorreram o meu rosto para uns segundos depois com a sua língua deixar um rasto de saliva no meu pescoço, deixei-me levar, afinal queria aquilo tanto quanto ele e acabei por lhe retirar a camisola para no instante seguinte lhe desapertar os botões das suas calças, acariciei-o por cima do tecido dos seus boxers ainda assim ouvi ligeiros gemidos, não satisfeita deixei-me escorregar pelo seu corpo e enquanto a minha boca saboreava aqueles abdominais a minha mão massajava-o para uns segundos depois juntar a minha língua, passei-a suavemente e percebi o quanto estava a agradar-lhe tal “mimo” continuei a beijá-lo e a lambe-lo para acabar por abrir a boca abocanhando-o, os movimentos ora suaves ora mais rápidos levaram-no ao limite, o Ruben já não conseguia controlar os gemidos e quanto mais gemia mais rápido eram as carícias que só pararam quando puxou-me para cima, despindo-me a roupa em segundos e “atirar-me” para cima do sofá, agora era a vez dele de saborear todo o meu corpo, começou pela boca, rosto, pescoço, peito onde passou vários minutos ora a beijá-lo ora lambê-lo dando ainda algumas trincas mas sem nunca magoar-me e enquanto esteve a brincar com a boca as suas mãos continuaram a acariciar-me o corpo, inicialmente no tronco descendo até às pernas, subindo para as nádegas e terminando na parte mais sensível do corpo de uma mulher, o Ruben levou-me ao extremo só com os seus dedos, a forma como acariciava-me, como me desejava ou mesmo como beijava-me fez com que me sentisse única, já tinha atingido o primeiro orgasmo da noite ali naquele sofá quando o meu amigo levou-me novamente ao auge, a boca dele percorreu o meu corpo todo, encontrava-se agora nos pés e com a sua língua fez o caminho todo até chegar às coxas, passando para as virilhas e quando já desesperava por ser penetrada pelo seu membro o Ruben fê-lo com a sua língua, foi nesse momento que deixei os gemidos para passar aos ligeiros gritos tal era o prazer que estava a sentir, o Ruben sorriu vitorioso para voltar a unir as nossas bocas em mais uns quantos beijos selvagens, sempre acompanhados pela estimulação que os seus dedos continuavam a fazer. Resolvi vingar-me mas a adrenalina que corria-me nas veias era tanta que não consegui prosseguir com as minhas intenções e acabei por implorar-lhe para ser penetrada, no entanto aquele sacana não fez-me a vontade e levou-me novamente ao limite, para depois unir finalmente os nossos corpos, o Ruben entrou em mim a uma velocidade alucinante e manteve o mesmo ritmo, bastou uns segundos para gemermos em conjunto, atingimos o limite máximo do prazer ao mesmo tempo mas ainda assim não conseguimos parar, continuamos noite dentro e nas mais diversas posições, corremos ainda algumas divisões daquela casa acabando no seu quarto sem forças nenhumas.
Acordei primeiro que o Ruben e ao olhá-lo a dormir serenamente não consegui evitar um certo arrependimento, aquilo não tinha sido correto e foi quando pensava nisso que o Ruben despertou.
- Bom dia - beijou-me o ombro uma vez que estava sentada na cama e de costas para ele - vens comigo para o banho? - aliciou-me.
- Oi - olhei-o - não sei se será boa ideia - baixei o olhar razão suficiente para o Ruben agarrar no meu queixo obrigando-me a olhá-lo.
- Estás arrependida? - perguntou a medo.
- Não, mas também não estou orgulhosa - suspirei - Ruben isto não está correto e ambos sabemos disso.
- Não está correto porquê? Mariana, fartamo-nos de o fazer com outras pessoas.
- Mas os outros não são o meu melhor amigo - beijou-me.
- Também não são eles que te levam ao limite como te levei, que te conhecem como conheço e muito menos os desejas como me desejaste ontem - olhei-o - Mariana já te vi a engatar muitos mas nunca te vi descontrolada como ontem, isso deve querer dizer alguma coisa, não?
- Talvez - levantei-me - mas de qualquer forma não é para voltar a acontecer - gargalhou.
- Só quando nos apetecer novamente - sorriu vitorioso - ou achas que depois de termos cedido a primeira vez não o voltaremos a fazer quantas vezes assim o desejarmos?
- Prefiro não pensar muito no assunto… e agora vou para o banho.
Tentei pirar-me sozinha mas o Ruben colou-se a mim e acabamos por partilhar um duche a dois ainda assim não houve qualquer contacto físico, só mesmo umas trocas de olhares intensas e que em certos momentos quase fizeram com que vacilasse mas aguentei-me e foi quando já estávamos à mesa a comer o pequeno-almoço que o Ruben tocou numa assunto que surpreendeu-me.
- Mariana tomas a pilula certo?
- Hã? O que é que tens a ver com o assunto?
- Tenho desde o momento que ontem não nos precavemos - olhou-me - caso não te recordas ontem estávamos tão envolvidos que nenhum dos dois se lembrou desse detalhe.
- Fica tranquilo que não serás pai pelo menos de um filho meu - levantei-me chateada comigo mesmo afinal o que falou fez-me recordar algo que não gosto - e quanto a doenças podes ficar descansado que não tenho nenhuma - atirei sem o mínimo cuidado.
- Vais ficar aborrecida comigo por ter tocado no assunto? - já o tinha colado a mim - Mariana não quis insinuar nada…
- Pois não só quiseste ter a certeza… primeiro divertiste-te e agora vens com cobranças.
- Não são cobranças - virou-me para ele - desculpa se te ofendi com a pergunta mas confesso que um filho neste momento não está nos meus planos e duvido muito que esteja nos teus, quanto insinuar que pudesses ter alguma doença isso nem passou-me pela cabeça, não és irresponsável a esse ponto - baixei o olhar - e já que tocaste no assunto também não tenho doença nenhuma.
- É por estas e por outras que nunca devia ter acontecido, nós somos o ponto de equilibro um do outro mas parece que juntos só nos desequilibramos.
- Nós juntos podemos ser muita coisa e se for para voltar a ter momentos como os de ontem desequilibro-me tantas vezes quanto as necessárias - gargalhou.
- Parvo.
- Posso ser aquilo tudo que quiseres mas fica a saber que sou um parvo completamente satisfeito…
- Ai sim? - sorri o Ruben tem uma capacidade nata para conseguir fazer os problemas desapareceram e mais uma vez conseguiu que colocasse de lado tudo o que senti ao recordar-me do passado - Também te contentas com muito pouco!
Provoquei mas arrependi-me no instante seguinte ou não fosse o Ruben ter pegado-me de jeito e feito de mim o que quis, acabamos por saciar novamente todo o desejo que tínhamos ali mesmo na cozinha em cima da mesa.
- Isto a continuar assim não sei onde acabamos! - gargalhei ao ouvi-lo.
- Já estás cansadito, é? - puxou-me para o seu colo quando tentava vestir novamente a minha lingeri.
- Estás a insinuar que não tenho pedalada para ti?
- Quem colocou essa hipótese foste tu - beijei-o - mas se ficas mais tranquilo... podes respirar de alivio porque não só tens pedalada para mim como também surpreendeste-me e muito pela positiva - o Ruben olhava-me atento - foi uma das melhores noites que tive até hoje - sorriu timidamente o que fez com que gargalhasse - ui que o meu Ruben continua aí escondido algures por detrás dessa armadura de playboy que o menino tenta envergar.
- Gosto disso!
- Do quê?
- De ser o teu Ruben - sorri ao ouvi-lo.
- Não fiques muito convencido que quanto sei és meu e de mais não sei quantas...
- Sabes que isso pode mudar...
- Ruben... - calou-me com um beijo.
- Pshiu... sei que não queres nenhum relacionamento, que não te sentes preparada e para ser sincero - sorriu - acho que para darmos tal passo teríamos que estar os dois certos daquilo que sentimos algo que não acontece... mas não nego que adorei ouvir-te a dizer “o meu Ruben” dá-me uma sensação de paz interior enorme.
- O estranho é que sinto-me exactamente igual a ti - suspirei - o meu medo é de um dia perder o “meu Ruben” por não lhe ter dado o devido valor.
- Hum... podes ser minha as vezes que quiseres...
- Estás a propor-me algum pacto? - gargalhou.
- É... talvez... fazemos assim cada um segue com a sua vida, é livre de sair com quem quiser, não nos metemos nas noites de sexo um do outro e quando quisermos matar saudades combinamos algo juntos... tipo uma noite a dois... assim seremos eternamente um do outro mas sem o peso do compromisso...
- Olha que a ideia não é má de todo - gargalhamos - mas para resultar tem que haver regras...
- Quais?
- A primeira e essencial é que o acordo fique só entre os dois, ninguém pode saber disto ou afugentamos as nossas vítimas, a segunda é que se algum dia toda esta situação começar a fugir do controlo o acordo termina sem ressentimentos, a terceira e última não é bem uma regra é mais uma exigência - olhou-me na expectativa - que o que aconteceu connosco ontem não aconteça com mais ninguém, Ruben nós fomos duas autênticas crianças imaturas quando não usamos preservativo.
- Concordo que tenha sido uma falha enorme... ainda para mais sabendo nós que não somos propriamente santos mas não me arrependo de não ter usado.
- O que é que estás a querer dizer com isso? Ruben aviso já que ontem foi uma excepção à regra - gargalhou.
- Ontem e hoje já aqui em cima desta mesa - sorriu - Mariana será que ainda não percebeste que quando estamos os dois juntos perdemos a noção da realidade?
- Pois mas não pode ser...
- Ok, para a próxima vou tentar lembrar-me disso - gargalhou - mas isto serve para os dois... sim porque se fui com o cântaro à fonte sem a tampa foi porque a dona da fonte permitiu...
Não respondi à provocação do Ruben e saí mesmo do seu colo para terminar de reunir a minha roupa que continuava espalhada pela sua cozinha, vestimo-nos e resolvemos ficar por casa.
O dia passou em modo lamechas e meloso algo que nunca antes tinha provado mas confesso que até gostei, foi um dia diferente de todos os outros que já tive. Mas como tudo o que é bom acaba tive que despedir-me do Ruben com mais uns quantos beijos para depois conduzir até casa, onde há minha espera tinha um bilhete da Maria na porta do frigorífico
“ Mariana,
Já cheguei e já fui outra vez qualquer coisa estou no Algarve
Bjs”
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Quinze dias passaram e sem o Ruben em Lisboa porque tinha ido de férias com o David resolvi aceitar o convite dos meus pais para os acompanhar numas mini-férias, da minha prima pouco sabia a não ser que continuava a mil devido ao seu trabalho e como sempre respeitamos o espaço uma da outra nunca lhe cobrei a ausência.
Hoje acordei animadissima com o regresso do Ruben, resolvi preparar-lhe um mimo e invadi a sua casa com as chaves que me tinha dado antes de ir de férias, segundo ele para ir lá de vez em quando passar a “revista” como se a mãe dele não o fizesse, aquilo foi a desculpa mais reles que arranjou para dar-me livre acesso aos seus aposentos, cá para mim espera ser acordado a meio da noite...
- Bem vindo - agarrei-me ao pescoço dele beijando-o sem demoras assim que entrou em casa.
- Ena... assim vale a pena passar quinze dias maravilhosos com as outras - gargalhou.
- Piada!
- Vais dizer que não aproveitaste para temperar o corpo com os outros...
- Bem! Olha o nível da conversa a descer... - beijou-me enquanto nos encaminhava até ao seu quarto - Ruben... o lanche...
- Tenho fome sim mas é de ti...
Não consegui reunir forças para ir contra os seus argumentos, acabei por ceder e tivemos mais uma maravilhosa tarde de sexo, afinal não resistimos a matar as saudades todas. A noite não foi muito diferente da tarde, começou com um jantar a dois seguido de uma saída nocturna para terminar no meu apartamento e na manhã seguinte fomos apanhados pela minha prima que ao contrário do que tinha dito regressou a Lisboa mais cedo mas não ligou nenhuma para o facto do Ruben estar lá em casa àquela hora da manhã.
Almoçamos juntos e estava com ele quando lhe ligaram a informar que tinha de viajar o quanto antes para a África do Sul, uma vez que por lesão de um dos convocados seria ele o contemplado, lógico que foi motivo para mais um dos nossos momentos uma vez que entre o fazer uma mala e outra demos assas à imaginação e comemoramos a chamada dele à selecção.
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As semanas passaram e com o regresso da selecção a Portugal voltei a estar com o Ruben no entanto não nos envolvemos apesar da proximidade roçar os níveis da provocação mutua nunca ultrapassamos os limites.
Os meses passaram e o Ruben estava a ter uma época péssima a nível pessoal, as lesões constantes estavam a dar-lhe dores de cabeça já para não falar das físicas, por muitos tratamentos que fizesse aos joelhos nada parecia ter resultados definitivos e isso deixava-o cada vez mais abatido, cheguei a passar uns dias com o Ruben que só serviram para darmos motivos a falatórios e acabamos por ficar com a fama sem termos o proveito, uma vez que não se passou nada entre nós além de um reforçar da amizade, aliás cheguei mesmo a ver a casa dele a ser frequentada pela sua mais recente conquista.
Nestas últimas semanas o Ruben tem andado mais animado, muito por culpa do SPA que irá inaugurar dentro de dias e que será gerido pela sua mãe.
- Mariana despacha-te - ouvi a Maria a reclamar talvez porque mais uma vez estava à minha espera - olha que se não te despachas chegas atrasada à inauguração do SPA da tua sogrinha - meteu-se comigo.
- Mas será que vocês não vão parar de mandar bocas - reclamei ao entrar na sala e encontra-la acompanhada pelos nossos dois mosqueteiros, ao contrário do que tinha ficado combinado o Ruben apareceu lá por casa.
- Se vocês assumissem nós parávamos - o João atirou sem demora.
- Não seja por isso... - tanto o João como a Maria olharam-nos e antes que o Ruben tivesse tempo para dizer o que quer que fosse uni os nossos lábios num beijo rápido - satisfeitos?
- Até ficava... se soubesse que é verdade mas como tua prima sei bem que beijaste o Ruben só para atrofiares connosco - gargalhei acompanhada pelo Ruben mas não respondi, dei-lhe a mão e saímos do apartamento.
- Devem pensar que acreditamos nessa farsa - olhei para o João - isto só dura o tempo de chegarmos até aos carros - sorrimos os dois, apesar de não ser nada combinado o Ruben alinhou de imediato na minha brincadeira.
- Estás enganado... lamento amigo mas estás mais perto de ser convidado para padrinho de casamento do que o nosso namoro terminar - tive que controlar-me para não rir afinal o Ruben falou com uma serenidade que até a mim conseguia enganar se não soubesse a verdade.
A brincadeira continuou até chegarmos junto dos carros, o Ruben raptou-me imediatamente para o dele sem dar hipótese de ouvir um não e seguimos viagem até ao hotel onde seria a inauguração do SPA. A viagem foi animada connosco a rir da cara daqueles dois quando o Ruben falou em casamento mas quando chegamos a animação resfriou ou não fosse ter logo dado de caras com o aparato de jornalistas.
- Se não quiseres entrar comigo é na boa.
- Posso não gostar de ter as objectivas direccionadas para mim mas também não vou deixar que o dono do SPA entre sozinho - o Ruben gargalhou - além disso somos amigos e nunca o negamos, não vejo mal nenhum em entrar contigo a menos que estejas com medo que te afugente alguma vítima...
- Hoje deixo-te afugentá-las todas desde que no fim a minha noiva - gargalhamos - vá até aos meus aposentos - a mão do Ruben começou a subir pela minha perna - tenho saudades tuas - sossurou-me ao ouvido - aceitas?
- No final decidimos isso - aproveitei a proximidade dos nossos rostos para o beijar mas ao contrário do beijo que demos na presença dos nossos amigos este não foi nem um pouco contido e só o interrompemos quando ouvimos bater no vidro da janela do condutor, olhamos e sorrimos - bem é melhor irmos ou aqueles dois ainda começam a acreditar que é verdade - gargalhamos.
- A acreditarem é sinal que já andaram nos copos e não nos convidaram - voltei a sorrir para sentir logo depois os lábios do Ruben contra os meus.
- Estava difícil saírem do carro - o João implicou mas não obteve resposta, o Ruben colocou o braço nas minhas costas e caminhamos assim até próximo da entrada mas acabamos por nos separar no momento que os jornalistas deram pela nossa presença.
- Anda - puxou-me pela mão e nem tive tempo de refilar - vamos já despachar isto.
O Ruben posou para os fotógrafos comigo do seu lado e no fim agarrou-me novamente pela cintura para que não pudesse fugir, respondeu a algumas perguntas relacionadas com o negócio que iria abrir juntamente com a mãe e o irmão, para no fim falar um pouco da sua vida pessoal e profissional.
- Ruben, o seu nome foi recentemente ligado a um possível caso, não quer comentar?
- A única coisa que posso e vou dizer é que quando tiver namorada não o vou esconder até lá espero que respeitem a minha privacidade.
- Mas não o incomoda?
- Neste momento a única coisa que incomoda-me são as lesões que têm dificultado o meu trabalho - olhou-me - de resto não comento e muito menos incomoda-me.
O Ruben ainda respondeu a outras perguntas mas acabamos por prosseguir caminho, fui com ele cumprimentar alguns dos nossos amigos e acabei por ficar inserida no grupo que se formou enquanto o Ruben andou a espalhar o seu charme.
A noite estava a ser animada e o palhacito do Ruben a divertir-se, pela primeira vez em semanas vi-o animado e de sorriso no rosto, por diversas vezes perdi-me a observa-lo e em algumas fui apanhada pelo próprio, sorriamos e voltávamos a desviar o olhar. A noite já ia avançada quando o meu amigo se veio sentar do meu lado e instintivamente abraçou-me, não recusei mas mais uma vez fomos alvos de piada, ignorámo-las e continuamos a divertirmo-nos.
- Mariana podes chegar ali? - sussurrou-me ao ouvido.
- O que é que estás a tramar?
- Nada, só preciso de uns minutos a sós contigo…
- Que se passa?
- Tenho um convite para te fazer.
Levantei-me desconfiada do género de convite que podia vir dali, ainda mais estando nós num hotel mas assim que ficamos mais afastados do pessoal o Ruben abriu o jogo e disse-me o teor do convite, acabei por aceitar com a condição de ser só um apoio nos momentos que precisassem, afinal não estava nos meus planos aplicar os meus conhecimentos adquiridos durante anos no curso de gestão de empresas no SPA do Ruben.
A noite acabou na casa do Ruben, não resisti aos avanços que fez depois de ficarmos a sós e cedi em fazer-lhe companhia, tivemos mais uma noite das nossas e só regressei a casa de manhã, ao contrário do que esperava não encontrei a minha prima mas nem liguei, uma vez que as suspeitas de que ela e o João estavam juntos eram quase uma certeza.
Os meses passam e a paz mantém-se... mas será para continuar?
