quarta-feira, 5 de setembro de 2012

014 - "Que seja feita a vontade do menino... é beijo que quer... é beijo que vai ter..."


(Mariana)

Os dias passaram e nenhuma das duas voltou a falar sobre o jantar e a forma como este terminou, talvez porque nenhuma de nós quis admitir o que se passava.
Durante o mês de Fevereiro andei com um ritmo alucinante mas desta vez o motivo foi bem mais decente, afinal a culpa foi do trabalho novo, tinha que entrar o quanto antes do ritmo dos meus colegas, isto se não quisesse ficar na estação a ver o comboio partir, ainda assim tive tempo para alguns cafés com o João e foi numa dessas vezes que ouvi algo que não esperava.
- Mariana o que é que sentes pelo Ruben?
- Amizade - atirei imediatamente.
- Só? - sorriu - Porquê que nenhum dos dois admite?
- Hã?
- Mariana nem tu nem o Ruben admitem que algures dentro dessa cabeça e coração está um sentimento oprimido.
- Não sei do que falas.
- Tens a certeza? - olhei-o - Mariana durante anos tive a sensação que naquela noite do baile se tinha passado algo entre vocês porque o Ruben ficou muito estranho e afastou-se de ti, pensei que tivessem discutido por algum motivo mas com o passar dos dias percebi que talvez não tivesse sido isso mas nunca tive a certeza até ao dia que vocês se foram despedir dele, Mariana o Ruben no seu jeito trapalhão disse-te tudo - baixei o olhar - ele ficou mesmo à tua espera mas não demorou muito a perceber que afinal não estavas na mesma onda dele e isso mudou-o bastante, só para teres uma ideia, o Ruben mudou da noite para o dia, tornou-se num rapaz irreconhecível, se por um lado continuava e continua a ser o amigo leal e companheiro, sempre preocupado, que faz tudo para ver quem gosta bem por outro deixou de ser o menino de coro no que toca a raparigas aos poucos foi-se libertando, a rodagem foi tanta que desisti de tentar decorar o nome da namorada dele, sim porque de cada vez que estava com ele a miúda já não era a mesma…
- E estás a contar-me isso tudo porquê? - atalhei com o assunto por não querer saber mais.
- Porque no jantar tanto eu como a Maria tivemos a confirmação que foste mesmo tu que o desemburraste - gargalhei.
- Se foi comigo ou com outra qualquer ninguém tem que saber.
- Mesmo sério nunca paraste para pensar que talvez tenha significado mais para o Ruben do que seria suposto?
- Mas agora o Ruben paga-te para falares por ele?
- Mari, Mari porquê que estás a querer fugir do assunto? Logo tu que nunca foges de nada?
- Não estou a fugir, simplesmente não entendo o porquê desta conversa, João este assunto diz-me respeito a mim e ao Ruben compreendo que como amigo dos dois queres que volte tudo ao que era, mas isso seria o mesmo que regressar ao passado algo que não é possível, nós os quatro mudamos, deixamos de ser adolescentes, conhecemos novas pessoas, alteramos os nossos comportamentos e até mesmo a forma como vemos a vida por isso não adianta estar a falar do passado…
- Não estou a falar do passado mas sim do presente.
- Hum… então se é assim quando é que assumes que entre ti e a minha prima também há qualquer coisa para resolver?
- Estávamos a falar de ti e do Ruben - tentou esquivar-se ao assunto.
- Falas bem - sorri vitoriosa - estávamos porque agora é sobre ti e a Maria.
- Não há nada para falar.
- Ai não? Então diz lá o que tiveram a fazer para terem levado tanto tempo a aparecer com a sobremesa?
- A falar.
- Pois… pois… não digas mais nada - gargalhei - mas mudando de assunto - sorriu - o menino faz anos daqui a uns dias por isso onde é que vai ser mesmo a rambóia?
- Em lado nenhum, não estou a pensar fazer nada.
- Nem penses pelo menos um jantar e uma saída até pode nem ser nada de especial mas temos que assinalar a data.
Passei os minutos seguintes a tentar convencer o João mas desisti da ideia, aquele é mais teimoso que um burro.
Nos dias seguintes recebi uma mensagem do Ruben a convidar-me para o jantar de aniversário do João que seria na sua casa, num género de jantar surpresa lógico que aceitei na hora porque o João não tem culpa do ambiente entre nós os dois andar estranho.
Os dias seguintes serviram ainda para perceber que a Maria e o Ruben aproximaram-se bastante mas não liguei muito ao facto e continuei na minha, ela ainda tentou mandar lenha para a fogueira ao comentar comigo que tinha estado na casa do Ruben e que aquilo era mais movimentado que uma estação de serviço mas optei por não dar grande importância ao assunto, afinal a vida é dele e o Ruben faz dela o que quiser.
O dia do aniversário aproximava-se por isso decidi ir às compras até porque não iria deixar barato e se o Ruben quer guerra é guerra que vai ter, comprei um vestido que tecido era coisa que não abundava mas que assentava-me que nem luva.
O tão esperado dia chegou e comecei-o com um telefonema ao João a dar-lhe os parabéns para depois seguir até ao trabalho. As horas passaram e o momento de produzi-me o máximo ao máximo mas sem ultrapassar a barreira do vulgar chegou, quando já estava despachada sai com destino à casa do Ruben, mentalizei-me que o iria reencontrar e só depois anunciei a minha chegada ao tocar na campainha no entanto quem veio abrir a porta foi a minha prima.
- Ena que tu hoje vens para levantar um morto - gargalhei com a observação dela.
- É deve ser o que tu mataste - mostrei-lha a língua - sim porque a esta hora já deve ter dado o fanico ao João.
- Piadinha.
- Hey tem lá calma que o morto que quero levantar não é o João…
- O teu problema é que não é um morto que queres levantar… o que queres mesmo é provocar alguém que já anda com rotação a mais…
Não respondi, ignorei e entrei finalmente na casa, segui o barulho e não foi difícil encontrar a sala onde estavam todos, esta já estava bem composta e o pessoal estava naquele momento de conversas cruzadas.
- PARABÉNS Joãozinho! - falei uns decibéis acima do normal para que percebessem que já tinha chegado.
- Obrigado… bem tu estás… - o João olhava-me de cima a baixo, a vontade de rir foi mais que muita pois naquele momento tinha o Ruben bem do nosso lado possesso e a Maria não estava muito melhor.
- Estou… - meti-me com ele uma vez que o João continuava à procura da palavra certa para descrever-me.
- Estás… - continuava a olhar.
- Olha lá eu sei que hoje és bebé mas ai e tal não precisas babar… - retirei sem pedir o guardanapo que o Ruben tinha na mão e fingi que limpava a baba ao João o que originou um momento de gargalhada conjunta à excepção do Ruben e da Maria - Toma mete no lixo… - falei ao devolver o guardanapo ao Ruben
- Desde quando é que sou criado?
- Fofinho lamento mas não serves para meu criado - respondi ao olha-lo de cima a baixo mas incidindo o olhar na zona do baixo-ventre.
- Ou então és tu que não serves para patroa… - respondeu-me no mesmo tom de gozo.
- Pois… tens razão… exijo demais com os meus servos… e quando eles não cumprem depois fogem de mim… - gargalhei e virei costas, até porque alguém se aproximou.
- Então Mariana - deu-me um beijo bem próximo do canto dos meus lábios - já tinha saudades tuas.
- Deixa de ser mentiroso… Fábio até acredito que tenhas saudades mas não é de mim - sorrimos - é mesmo dos momentos de patroa e criado - gargalhei.
- Não nego que deixas saudades a qualquer um - olhei o Ruben - e tendo em conta que os anos passaram mas em vez de sossegares ainda pioraste…
- Ó Fábio… não precisas estar com grandes rodeios… podemos tratar do assunto mais daqui a um bocado… a menos que o menino da casa se importe de usarmos um dos quartos…
- Se essa do menino é para mim… deixo usares qualquer divisão da casa… por mim até pode ser esta… assim temos espectáculo de borla e tudo…
- Lamento… - aproximei-me dele - mas não faço borlas… se queres… tens que dar o corpo ao manifesto…
A conversa estava a descer de nível e talvez por isso o João retirou-me dali, acabei por pavonear-me pela sala enquanto foi cumprimentando todos os que conhecia e os que ainda não tinha tido o prazer de conhecer mas que o João fez o favor de apresentar, alguns deles bem interessantes por sinal.
Os minutos chegaram e o momento de nos sentarmos à mesa para jantar chegou, deixei-me ficar para o fim e quando reparei já só havia dois lugares, um do lado do Ruben e outro à sua frente, hesitei no momento da escolha mas acabei por sentar-me do seu lado, pelo menos evitava de lhe olhar para a cara.
- Desculpa mas será que podes sentar-te noutra cadeira - olhei para cima e encontrei a “amiga” do Ruben.
- É comigo? - gozei.
- É.
- Não te podes sentar ali? - perguntei ao apontar para o lugar em frente.
- Prefiro este, assim fico ao lado do MEU NAMORADO - gargalhei ao ouvi-la - onde é que está a piada?
- Hum… em lado nenhum mas se fazes assim tanta questão em ficares aqui… é na boa - levantei-me sempre a sorrir e fui sentar-me no lugar em frente ao Ruben - ah e desculpa se causei algum incómodo.
- Não teve problema - tentei não rir mas foi impossível no entanto já não respondi até porque o Rui meteu conversa.
- Então mas conta lá onde é que deixaste o namorado?
- Quem? - sorriu - Lamento mas não conheço ninguém com esse nome…
- Fora brincadeiras… não tens mesmo ninguém?
- Achas? Claro que tenho… olha esta noite podes ser tu se quiseres…
- Hey deixa-me de fora desses esquemas… a sério miúda já pretenso ao clube dos atinados - sorriu.
- Oh… grande desperdiço… mas se te sentes feliz assim… dou-te o meu aval sentido… mas continuo a dizer que é um desperdiço.
- Falas, falas mas nós ainda vamos ver-te apanhadinha por alguém.
- Cláudio… o máximo que estive foi alucinada com a possibilidade de ficar apanhadinha… mas ainda bem que cai na real antes de ser considerada louca.
- Ui… tu não digas que conheceste um farense que te deu a volta à cabeça?
- Ana estás louca… os farenses são óptimos assim para o Verão ou para uma escapadela…
- Ai agora vais contar com detalhes essa história - o João meteu-se.
- Não há história nenhuma para ser contada até porque acabou antes mesmo de começar…
- Mau… para estares com rodeios é alguém conhecido?
- Ó Ana lá conhecido é… - olhei para o Ruben que fingia que a conversa não lhe interessava uma vez que estava “alapado” à “amiga” - pelos menos dos seus pais, irmão e restante família.
- Porra que contigo não dá mesmo para falar.
- Aninhas quando é que percebes se a malta conta tudo a vida perde a animação toda.
Continuamos a falar mas o assunto acabou por mudar, agora falávamos um pouco de tudo, mas connosco os quatro sem nunca perdermos uma oportunidade de nos picarmos mutuamente e a última foi quando a Maria avisou que iria buscar a sobremesa, acabei por fazer referência à noite do jantar na nossa casa e o Ruben aproveitou para completar o que tinha dito.
A minha prima regressou uns minutos depois e quando vi o bolo de aniversário do João tive um flash do passado, foi impossível não recordar alguns momentos mas infelizmente despertei para a realidade quando ouvi o Ruben a pedir à minha prima para terminar com aquele tormento e partir o bolo para logo depois iniciar mais uma demonstração de “afecto fingido” com a loira oxigenada que tinha do seu lado, aquilo já estava a deixar-me enjoada e acabei por ter mais um dos meus mirabolantes pensamentos para acabar com aquela festa toda. Olhei para a minha prima e deu para perceber que as minhas intenções tinham sido explícitas a ela, pois abanou a cabeça ainda assim não me importei nem um pouco e só tive de esperar pelo momento certo, este chegou imediatamente a seguir ao brinde que fizemos ao João e que aproveitei para trocar olhares com o Ruben, olhares esses nada discretos e que a sua amiga apanhou ou não fosse a gaja se ter afiambrado logo ao Ruben, beijando-o de uma forma que causou-me repulsa, ora foi mesmo ali que tive a minha oportunidade, resolvi fazer uma brincadeirinha e com o meu pé fiz-lhe uma “massagem” que deixou o Ruben constrangido pois no minuto seguinte foi obrigado a levantar-se da cadeira...

****

- Epa juro que não entendo qual é a vossa, mesmo sério nem hoje largam o vicio  - mostrei o meu desagrado ao perceber que iriam jogar PES.
- Priminha não reclames ou será que queres mais umas aulinhas? - olhei-a com vontade de a mandar passear - Ah espera o professor hoje está ocupado - picou-me por o Ruben estar com a Teresa ao colo.
- Por acaso até nem está...
- Hã?
- Ó Fábio - olhou-me - importaste que jogue com o auxilio das tuas mãos?
- Depende do tipo de partida que queres jogar.
- Não sou esquesita... sabes bem que jogo de tudo um pouco... se bem que com comandos de playstation não sou lá grande coisa... mas é mesmo aí que vais entrar hoje - pisquei-lhe o olho.
- Força anda cá... sabes que para ti há sempre lugar - gargalhei - afinal somos amigos à tanto ano...
- É isso mesmo... - acabei por sentar-me entre as pernas do meu amigo.
Os minutos seguintes foram como sempre para o pessoal gargalhar, isto porque o meu jeito para jogar mantinha-se igual.
- Next - atirou a Maria assim que perdi o jogo.
- Oh priminha tem lá calma contigo... tens muito tempo para envergonhares os rapazes - gargalhamos as duas.
- Vá, vá toca a sair daí... eu bem sei que deves estar nas tuas sete quintas aí instalada no meio das pernas do Fábio mas vocês podem continuar essas brincadeiras de mãos noutro lugar - atirou o que fez o Ruben olhar.
- Olha grande ideia - olhei para o Fábio - queres ir apanhar ar? Isto aqui está muito quente - sorriu.
- Bora - levantamo-nos e saímos da sala sem hesitarmos - olha agora que estamos só os dois - olhei-o - diz lá o que se passa entre ti e o Ruben?
- Estás a alucinar, só pode porque entre nós não se passa nada.
- Queres enganar quem? - olhei-o - Não te esqueças que conheço esse olhar, vá confessa lá que este novo Ruben te desperta curiosidade.
- Se estás a insinuar que quero sexo hoje sim quero se é com ele ou com outro qualquer é indiferente - gargalhou.
- Miúda no dia que atirares a malta nem acredita, a sério Mariana quando é que vocês os dois admitem o que sentem?
- Estás a falar do quê?
- Que o pessoal todo sabe que entre ti e o Ruben nunca se passou nada porque era tímido e o diabo ó sete mas no fundo lá bem no fundo isso não é nem nunca foi só amizade - olhava atenta para o Fábio - prova disso é a atitude do Ruben hoje, ele mudou muito e come tudo o que é gaja mas hoje está a exagerar a olhos vistos... cheira-me a provocação e a sê-lo só pode ser para ti...
- Já não bebes mais hoje - retirei-lhe o copo das mãos - isso só pode ser álcool a mais!
- Tudo bem... não insisto mas que todos já reparamos isso já... aliás a forma como se reencontraram é bem prova disso, primeiro provocaram-se mutuamente e depois dás-lhe um estalo...
- Ok... não é álcool a mais... é mesmo a testosterona a mais... estás a precisar urgentemente de resolver esse problema antes que te afecte o tico e o teco mais do que já estão.
- Estás a oferecer-te para resolveres o meu problema - aproximou-se de mim - é que se isso é uma proposta digo já que é bem tentadora - gargalhei e puxei-o pela mão, entramos na sala agarrados e quando já íamos a sair pela porta que dá acesso às outras divisões fomos impedidos pela voz do Ruben.
- Mariana nem sonhes se queres divertimento vai para outro lado porque aqui na minha casa nem penses - gargalhei.
- Olha lá... como desportista que és - aproximei-me dele - não devias ter um pouco mais de fair play? - estava a escassos centímetros dele - além disso... não és meu dono para proibires-me de fazer aquilo que quero.
- Mas a casa é minha!
- Ok, não seja por isso... Fábio bora que no carro também é bom... ah mas espera é melhor irmos para o meio da rua porque no lugar onde temos os carros ainda pertence aqui ao menino - atirei provocando nova gargalhada ao pessoal e a fúria na Teresa que só não se meteu porque não lhe dei tempo ao sair da sala levando o Fábio atrás de mim.
- Mas quem julga que é? Nem os meus pais controlam o que faço e agora tenho que levar com aquele - barafustei - até parece que íamos destruir a casa - o Fábio gargalhou - onde é que está a piada?
- Mariana, a piada está que a tua intenção não era ires para a cama comigo - olhei-o - querias provocar o Ruben e apesar de o teres feito ficaste piursa porque ele com meia dúzias de palavras acabou com o teu momento de gozo. A sério, rapariga vocês só resolvem isso quando admitirem que estão atraídos um pelo outro até lá vão continuar a pegarem-se a torto e a direito - não respondi e caminhei até ao meu carro mas não cheguei a entrar porque o Fábio travou-me - Mariana, esquece - olhei-o - no fundo não queres fazer isto... se quisesses mesmo não tinhas entrado na sala e muito menos teríamos chegado até ao quarto, conheço-te bem demais para saber que quando o queres fazer o local não é impedimento... se quiseres podemos ir dar uma volta de carro para desanuviares essa cabeça mas mais que isso não te dou... pelo menos não hoje quando é só por vingança.
Voltei a não responder no fundo o Fábio tinha razão e só por isso resolvi aceitar a proposta dele em irmos dar uma volta, fui conhecer a “vizinhança” do Ruben mas uns trinta minutos depois já estávamos de regresso, não troquei uma única palavra com o Fábio durante todo o tempo mas quando entramos o meu amigo fez o favor de dar a entender que tinha havido alguma animação, agradeci-lhe assim que tive oportunidade e acabei sentada ao colo dele durante os minutos seguintes e só de lá saí quando a Ana se lembrou de algo, foi dela a ideia de recordarmos os tempos da nossa adolescência com um joguinho de verdade ou consequência, lógico que foi a primeira a alinhar e aproveitei para provocar.
- Alinho, resta saber se já não temos meninos no grupo - o pessoal gargalhou à excepção da Teresa, sim durante a noite consegui descobrir o nome dela, e do Ruben ainda assim não fiquei sem resposta.
- Estou a ver que tens mesmo que experimentar para retirares as dúvidas - gargalhei.
- Não irá servir de grande coisa… quanto muito comprovo que deixou de ser menino para passar a ser adolescente…
- Afinal como é alinham todos no jogo? - a Maria meteu-se e só por isso não descambou.
O jogo começou e as perguntas sucediam-se, a malta estava a recusar as consequências e a preferir a verdade.
- Verdade ou consequência? - o João perguntou-me.
- Já deves saber que comigo é sempre consequência… - gargalhei.
- Sendo assim… e como isto é um jogo… - o Ruben já o olhava - e até é para recordar o passado… - gargalhei - acho que já sabes o qual vai ser a consequência - o pessoal começou todo a rir e a olhar para mim e para o Ruben.
- Pois… tenho uma ideia mas também sei como é que acabou no passado…
- Estás a negar? - o Ruben provocou - Tanta coisa e afinal a menina és tu - a malta gargalhou e a Teresa olhou-nos.
- Nunca recusei uma consequência não vai ser agora que o vou fazer… só não quero é arranjar problemas… - gozei mas como resposta vi o Ruben a levantar-se e a colocar-se à minha frente.
- Estou à espera… - levantei-me.
- Que seja feita a vontade do menino... é beijo que quer - dei dois passos em frente - é beijo que vai ter... - sorri e quando os nossos lábios estavam praticamente colados desviei-me - Fábio anda cá que hoje saiste-me na rifa - gargalhei ao deixar o Ruben “apiado” provocando um momento de zoação.
- Bem parece que é a minha vez de rodar a garrafa - falei assim que dei como terminado o beijo, voltei a sentar-me em volta da mesa e por coincidência a fava calhou ao Ruben - ora vamos lá… verdade ou consequência?
- Verdade!
- Ora… verdade... então… já alguma vez amaste alguém? Se sim... quem e se não porquê?
- Não... a única vez que pensei ser possível percebi a tempo que era impossível amar alguém assim... 
Aquela resposta atingiu-me mais do que seria suposto, talvez por ter ficado com a sensação que era uma farpa direccionada a mim, fiquei-lhe com um pó desgraçado mas com a certeza que a vingança é um prato que se come frio, o jogo continuou e quando o Ruben rodou a garrafa foi a vez da Maria se sujeitar à pergunta do Ruben uma vez que decidiu-se pela verdade.

O que será que o Ruben perguntou? Irá a Maria responder com a verdade?

7 comentários:

  1. Isto definitivamente não se acaba assim --"
    Estava super interessante :D

    Quero o próximo ;D

    Beijinhos

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  2. Olá :)
    Oh pá!
    Isto já estava a ir tão bem e tinham mesmo de acabar! :P
    Quero saber qual será esta pergunta,e rápido sff ;D
    Beijinhos
    Rita

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  3. Tinha mesmo que acabar agora que estava tao bom??

    Quero mais...

    Beijinhos

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  4. Olá :D
    Adorei como sempre!
    Estou muito curiosa para saber qual é a pergunta do Ruben e a resposta da Maria : )
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  5. Adorei, mas mais uma vez fiquei danada pela maneira como acabou, então mas vocês acham bem isto acabar assim? Não se deixa um jogo a meio...
    Começo a achar que a Mariana tá a ultrapassar todos os limites, alguém tem que lhe pôr um travão, ou então não sei onde isto vai parar.
    Gostei de ver esta "troca" de amigos, o João com a Mariana e a Maria com o Ruben, pode ser que assim abram os olhinhos uns aos outros.
    Continuem, tou a gostar muito, mas agora quero saber qual vai ser a pergunta do Ruben e qual vai ser a resposta da Mariana.

    Beijocas

    Fernanda

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  6. ahhhhhh nem acredito que estive este tempo todo sem ler esta história mas finalmente consegui actualizar e por a leitura toda em dia!! e que leitura!! esta história é fantástica, perdi a conta às vezes que já me fartei de rir e este ruben...uau tou a adorar esta nova faceta dele e confesso que já começo a gostar assim um pouquinho mas só um pouquinho do joao pereira!! :)))

    mas depois de andar a ler isto tudo deparo-me com um final indesejado pq isto nao é forma de se acabar ai nao é nao!! fico à espera do proximo, nao demorem muito!!


    parabéns às duas pela história...estou a adorar!!!

    beijinhos

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  7. Que biolencia meninas!
    Esta Mariana é muito acelerada ahahahah
    E agora ate tenho medo do que o Ruben vai perguntar à Maria. Da maneira que o menino está agora... Ui ui! E ainda por cima nao teve o beijo que esperava...
    Espero pelo proximo!

    Beijo
    Ana

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