Mariana
O Ruben por vezes é tão ingénuo que pensa
que consegue disfarçar, mas conheço-o tão bem como a mim própria, por isso
mesmo conduzi a conversa pelos trilhos que davam mais jeito e no momento certo
mandei a direta
- É incrível como
ao fim de tanto ano ainda deixo que faças a teia à minha volta sem que
perceba...
- És homem...
isso basta! Mas agora que já admitiste que tens algo para contar desembucha!
- Oh mor...
- Que foi? Ruben
não há nada que possas ter para dizer que surpreenda, diz simplesmente!
- Isso não é bem
assim... o que tenho para dizer vai abalar-te...
- Não... mor nada
pode abalar-me porque a única revelação que me deixaria mal sei que não
acontecerá, confio em ti e no nosso amor por isso sei que és incapaz de trair,
logo nada do que possas revelar me deitará a baixo!
- É bom saber que
confias dessa forma em mim... principalmente depois de tudo...
- Se não
confiasse era impossível estar contigo! Mas deixa-te de rodeios e conta de uma
vez o que se passa!
- Ah… é que…
- Ai!!! Vai
direto ao assunto!
- Não é fácil…
mor é sobre o teu passado - olhei-o
admirada - mais concretamente sobre o
teu pai biológico - o Ruben hesitou, algo que aproveitei para
- Ruben prefiro
não desenterrar esse assunto! O meu pai é o Manuel!
- Mas não tens
curiosidade em saber quem é?
- Porquê que
estás com esta conversa?
- Porque o que o
Gustavo ouviu ontem está relacionado com o que tenho para te contar, aliás era
esse o motivo do jantar hoje na casa do João…
- Como assim? O
que é que vocês sabem?
- Tem calma… mor
só sei o que o João contou, Mariana o João só falou comigo porque não sabe o
que fazer e juro-te que até ontem não sabia de nada…
- Hey! Deixa as
desculpas e diz de uma vez o que o João sabe!
- Ok… então desde
que as meninas nasceram e que a Maria deu sangue, que o João se recordou de uma
conversa que ouviu quando eramos adolescentes e que naquela altura não deu
importância mas agora… bem agora não lhe sai da cabeça, até porque sabemos que
o Manuel não é teu pai de sangue e… bem e o que o João ouviu foi uma conversa
entre a tua mãe e o pai da Maria - engoli em seco
quando o ouvi - basicamente o João acha
que pode não ser coincidência vocês terem o mesmo grupo sanguíneo… - o
Ruben atirou de uma só vez e era bem visível no seu rosto o receio da minha
reação, talvez por isso acabei de um vez com as dúvidas
- Não é
coincidência! - afirmei
serenamente
- Como?
- Ruben… nós
somos irmãs… o meu tio é na verdade meu pai de sangue - o Ruben não reagiu, estava literalmente
abismado e por isso continuei - descobri
no dia que nos casamos…
- Mãe o pai?
- Está no jardim…
Agradeci a resposta e fui
procurá-lo, queria dançar com o meu pai, afinal noiva que é noiva dança pelo
menos uma música com o pai.
Vi-o à conversa com o meu
tio, estavam os dois de costas e por isso não perceberam que aproximava-me,
algo que permitiu que ouvisse algo inesperado
- Não tens o direito de
afirmares que a Mariana é tua filha! António, ambos sabemos que por tua vontade
a Fernanda tinha abortado, foste para a cama com ela sem te preocupares com as
consequências, sabias que gostava dela e mesmo assim usaste-a…
- Usei-a? Manuel a Fernanda
não era santa nenhuma… sabia bem o que fazia… mas isso faz parte do passado e
aconteceu em determinadas circunstâncias que não são para aqui chamadas… a
Mariana é tua filha e não quero de forma alguma reclamar o meu direito de pai…
só quero agradecer por teres cuidado dela, por a teres educado e tentado sempre
manter no rumo certo, podes ter sido acusado de retrograda mas no fundo só
querias o melhor para ela e hoje quando olho para a Mariana vejo uma mulher
feita, determinada e decidida, sem medo de lutar pela felicidade… ao contrário
da Maria… são irmãs mas são tão diferentes… uma é praticamente uma flor de
estufa e a outra uma doida mas a verdade é que a Mariana está muito mais
preparada para a vida, talvez porque lhe dificultaste a vida nos momentos
certos, fizeste-a crescer quando tinha que crescer, enquanto que a Maria sempre
foi mais protegida por mim… no fundo sempre a protegi por culpa… por ter feito
o que fiz…
- António vivi anos sem
saber que educava e amava a filha do meu irmão, a Fernanda sempre fez-me
acreditar que o pai da Mari era outro e no fundo compactuaste com isso… como é
que foste capaz? Deste colo à tua filha, viste o quanto sofri nos primeiros
tempos… sinceramente não percebo e muito menos admito que te aches no direito
de te emocionares ao veres a MINHA filha a lutar pela sua felicidade e menos
ainda admito que rebaixes a Maria, que as compares, podem ser ambas tuas filhas
de sangue mas são completamente diferentes!
- Não te preocupes que não
quero roubar-te os louros e menos ainda reclamar a paternidade…
- Não tenho medo disso e
sabes porquê? Porque a Mariana ama-me como pai, porque a minha filha sabe o que
é amar um filho que não é sangue do nosso sangue, sabe o que é viver no receio
de um dia sermos rejeitados porque somos só alguém que assumiu o lugar de uma
pessoa que não teve a coragem para o fazer, mas principalmente porque a Mariana
escolheu-me para pai ao perdoar por lhe ter mentido durante anos, nunca duvidei
do amor da minha filha por mim mas garanto que depois do que passamos quando
descobriu que não era minha filha de sangue, esse amor saiu reforçado, é cada
dia mais forte e inabalável, por isso nada o destrói…
- Se tens tanta certeza
disso porquê que nunca contaste à Mariana que é minha filha? Que a prima é afinal
sua irmã?
- Porque a minha filha já
sofreu o suficiente, já chega!
- Não contaste porque
tiveste medo, medo que a Mariana nunca mais quisesse saber de ti!
- António, sabes
perfeitamente que só descobri que o pai da Mariana és tu meses depois da minha
filha descobrir que supostamente não é Mendes de sangue, sabes ainda que nessa
altura o meu casamento esteve por um fio, por isso não te admito que remexas
nesse assunto...
- Porquê que
nunca contaste?
- Mor para mim o
meu pai é o Manuel e também pelo que percebi a minha tia não sabe de nada…
- Mas a mim
podias ter contado… aliás como é que conseguiste disfarçar?
- Disfarçar?
Disfarçar o quê?
- O impacto de
tal revelação…
- Sinceramente a
única coisa que mudou foi a grandeza do amor que sinto pelo meu pai, talvez
seja mesmo por saber o que é amar um filho que não tem o meu sangue ou então só
e simplesmente só porque o amo de verdade, mas acredita que descobrir quem é o
meu pai biológico não mudou rigorosamente nada, para mim o António é só o meu
tio e pai da Maria…
- Mas não podes
negar que isto mexe com a vida de muita gente
- É por ter essa
noção que nunca falei deste assunto, mor ninguém sabe que ouvi a conversa e
quero que continue assim…
- A tua tia e
prima vivem uma mentira…
- Não sou ninguém
para meter-me no assunto… por mim ninguém vai saber, sou só a consequência e
não a origem do problema…
- Como é que
consegues olhar para a tua mãe? Desculpa… não devia ter perguntado
- Podes
perguntar… estás no teu direito e olho para a minha mãe como sempre olhei… não
a consigo criticar, se errou? Provavelmente errou mas também já errei e
aprendi, sinceramente acredito que hoje em dia ame o meu pai, que são felizes e
não tenho o direito de destruir isso, se o meu pai descobriu que sou filha do
irmão e se perdoou a minha mãe por lhe ter mentido, quem sou eu para apontar o
dedo à minha mãe?
- Não se trata de
apontar o dedo mas sim de falares abertamente com eles sobre o assunto… sei lá
não tens perguntas para as quais precisas de respostas?
- Tipo o quê? O
porquê que mentiram durante anos? Mor mentiram porque acharam ser a decisão
acertada para protegerem-me, no fundo a única coisa que queriam era que
crescesse como qualquer criança… - interrompeu e
surpreendeu
- E com o Filipe?
Também vais mentir para o proteger?
- Não, aliás já
te disse mais que uma vez que quero que cresça a saber a verdade, mas não é por
isso que vou criticar a decisão dos meus pais, nós aprendemos com os nossos
erros mas também com os dos outros e está mais do que provado que mentir sobre
um assunto tão sério que mais cedo ou mais tarde há consequências.
- No entanto vais
continuar a mentir à Maria…
- Mas afinal o
que queres? Que destrua a imagem de casal perfeito que a minha prima tem dos
pais? Ruben não tenho rigorosamente nada a ver com o assunto, se o meu tio é um
traidor e se a minha mãe é a outra, problema deles, eles é que têm de viver com
a consciência deles, sou só a consequência da traição do meu tio e acredita que
ter essa noção já é mau demais, não preciso de ser ainda a responsável por
destruir uma família, é mau o que estou a dizer mas é verdade, eles são adultos
se nunca contaram à minha tia, problema deles!
- Entendo o que
dizes mas no fundo é de uma traição que falamos…
- Que aconteceu praticamente
à trinta anos! Ruben não sei se o meu tio traiu a minha tia com outras nem
quero saber, não me diz respeito, até porque hoje acredito que não a trai… além
disso não se trata só de revelar à minha tia que afinal sou enteada dela, o que
está em causa é a Maria, Ruben não faço a menor ideia como reagirá a minha
prima, afinal o João também a traiu e se fizeres as contas, rapidamente
perceberás que o time em que ocorreram as traições é muito idêntico, mor eu
tenho dezoito meses de diferença da minha prima…
- Achas que o
teu… que o pai da Maria cedeu à tentação porque a mãe dela se afastou após o
parto?
- Sei lá… mas sim
pensei nisso… até porque a altura era outra e as pessoas não abordavam a
sexualidade como se aborda hoje, é bem possível que as coisas tenham esfriado…
não sei e para mim já chega deste assunto!
- Tudo bem mas
acho que deves falar com o João ou ainda acaba por revelar mais do que deve!
- Trata tu do
assunto! Mor se falar com o João vou confirmar as suspeitas dele, tenta convencê-lo
a ficar calado, diz que não queres que passe novamente pelo que passei… sei lá
inventa qualquer coisa!
João
A Maria apenas me conseguia exigir que me
calasse, tentei explicar-lhe como tinha chegado a esta conclusão, mas também
que era apenas uma suspeita, mas acabei interrompido pelo som do telemóvel
- Que é? - atendi só por
ver que era o Ruben
- Puto falei com a Mariana, ela já sabia
- O quê?
- Longa história… mas o que interessa é
que ela acha que não devemos falar com a Maria… ela tem medo da reação… por
várias coisas uma delas por ti!... João?! - ele chamava-me mas tinha ficado parado
no facto de a Mari já saber
- Sim… - suspirei
- Mau o que se passa…
- Devias ter ligado 20 minutos antes…
agora… agora tenho a Maria em choque… mas porque é que eu sou um dos pontos
para não contar?
- Faz as contas e percebes que o teu
sogro fez com a tua sogra o mesmo que fizeste a Maria…
- Porra não podias ter ligado antes??
- Ei respira! Isso tá muito mau? Queres
que vamos ai?
- Não… só quero ficar sozinho com a
Maria… deixa-me ver se ela reage…
Desliguei e voltei para a sala, a Maria
estava sentada no sofá nitidamente sem saber o que fazer. Preferi dar-lhe algum
tempo
- Maria… - aproximei-me calmamente, e confesso que com
medo, mas vi-a respirar fundo
- Diz… mais alguma
revelação bombástica??
- Não… desculpa… tinha
falado com o Ruben… queríamos falar convosco ao mesmo tempo, mas a tua prima
hoje quis ficar em casa… era o Ruben ao telefone… ele falou com a Mari… - finalmente levantou o olhar - ela confirmou tudo… ainda não sei como, mas
ela já sabia… e pediu que não te contasse… ela não queria que soubesses não
queria que ficasses assim… não queria que…
- Que fizesse
contas… que percebesse que ela tem de mim a mesma diferença que o possível
filho que terias com a Carmen… que a minha mãe foi enganada na pior altura possível…
que… - parou de falar levantou-se pegou na
mala - tchau!
- Maria onde
vais? - continuou em direção a porta - Maria!!
- Preciso falar
com a minha mãe!
- Vou contigo!
- Não!
- Maria por
favor… não vais sozinha…
- Vou… esta
conversa tem de ser a três!
Saiu.
Maria
Rebentou uma bomba na minha cabeça e
quando o João me diz que a Mariana sabia de tudo então nem sabia o que pensar,
só sabia uma coisa tinha de ir até casa dos meus pais e tinha de ser já
Sai de casa do João sozinha e tentei
organizar ideias enquanto conduzia para casa dos meus pais. Mais do que tudo o
resto só me importava saber o que saberia a minha mãe. E como a Mariana sabia e
nunca me disse nada, mas essa questão respondi quando percebi que eu e ela temos
a diferença de idades que temos o que quer dizer que a minha mãe muito
provavelmente passou pelo mesmo que eu, mas o meu pai em vez de uma fã
espanhola envolveu-se com a paixão do irmão… esta ideia ainda me arrepiava
quando cheguei a casa dos meus pais, mas nessa altura lembrei-me do João dizer
que não queria que eu soubesse, imaginei que devia estar preocupada aqui com a
louca e por isso resolvi enviar-lhe uma sms já que não conseguiria falar
“Prima… foi assim que
sempre te chamei, mesmo quando achaste que nem isso eramos… hoje, esta
“novidade” não muda nada não gosto mais de ti porque acho que é impossível, mas
também não gosto menos, sempre foste a minha prima, irmã, amiga, aquela que me
faz perder a paciência, mas a que me põe no sitio quando me perco. 30 anos… sim
é esse o tempo que passou desde que se passou o que quer que tenha sido que se
passou… só quero saber se a minha mãe sabe e de resto a vida vai seguir como
sempre… adoro-te!!”
Assim que prime “enviar” sai do carro,
toquei a campainha, tinha a chave mas optei pela campainha, abriram-me a porta
- Maria não tens
a chave?
- Tenho mãe… mas
preferi tocar….
- O que tens? Os
meninos?
- Estão com a
Micaela… o pai?
- Está deitado
- Podes chamá-lo?
- Maria estás a
assustar-me!
- Mãe por favor!
A minha mãe foi chamar o meu pai e quando
voltaram juntos a sala
- Maria o que se
passa?
- Pai sente-se…
mãe também!
- Maria…
- Quando a
Mariana teve as meninas e me chamaram para dar o sangue confesso que achei
curioso o facto de termos o mesmo sangue… - vi o meu pai engolir em seco
e a minha mãe apertar-lhe o ombro num gesto de carinho e de força
- Maria…
- Mãe já percebi
que já sabia… e se sabia e contínua ao lado do pai foi porque perdoou… e isso
era tudo o que queria saber…
- Maria…
- Pai este
assunto morreu aqui… acredito que os tios saibam também de tudo, ou melhor o
tio… a Mariana sabe e eu fiquei a saber agora… se todos optaram por seguir em
frente é o que vou fazer também… só lamento o que o pai fez e disse ao João quando
fez exatamente o mesmo… porque não é preciso fazer muitas contas para saber em
que fase a mummy estava quando a tia engravidou… e a mãe já me tinha dito que
tinha passado por algo parecido com o que passei… mas sempre pensei que se
referisse à depressão…
- A Mariana sabe? - o meu pai estava escandalizado - e tu como ficaste a saber?
- Sim a Mariana
sabe! Não imagino como ficou a saber, mas sabe. E eu… bem o João ouviu uma
conversa há uns anos e agora com tudo o que se passou juntou as pontas… - respirei fundo - gosto muito de vocês, mas já estavam deitados e os vossos netos também
já devem estar… vou voltar para perto deles…
- Obrigado
- Obrigado?
- Por perceberes
o pai…
- Não percebo,
mas…
- Mas como a tua
mãe também tu superaste e perdoaste o João certo?
- Porque dizes
isso?
- Oh Maria sou
teu pai… tu e o João estão juntos não estão?
- Não! - a minha mãe gargalhou
- Oh Maria
Micaela, a nós não nos enganas tu, mas vai lá então… ter com os nossos netos… - falou irônica
- Não percebo
essa ironia
- Oh Maria os
meninos estão com a Micas e tu de certeza não te arranjaste toda para vires
saber a verdade… vai lá aproveitar a tua noite que nós estamos bem…
Despedi-me dos meus pais e como menina
bem comportada que sempre fui segui novamente para casa do João.
Novamente optei por deixar as chaves na
mala e usar a campainha
- Maria!
- Eu!
- E as tuas
chaves?
- Na mala! - não o deixei dizer nada e mostrei logo ao que
vinha ao juntar os nossos lábios - Vim
para a sobremesa, afinal saí antes do jantar terminar!
O João gargalhou e o momento que se
seguiu foi de única e exclusivamente de puro prazer.
A manhã seguinte começou cedo para mim,
já que a bola de pelo que dei ao João resolveu meter-se entre nós na cama algo
que para mim é impensável e por isso mesmo me levantei, tomei duche e o pequeno-almoço.
Voltei a pensar no exemplo dos meus pais, pensei nos miúdos em casa e deixei de
pensar apenas agi
MariaMMendes_ “As mulheres só perdoam
depois de terem castigado.” não sei se castiguei, sei que não esqueci, mas que
certamente já perdoei… “quem nunca errou que atire a primeira pedra”
#Pais&TiosExemplos
Foram poucos os minutos que levei a
receber uma nova notificação
JP47_ Acordei a
ser expulso de casa!!!! :o
Gargalhei olhei-o
- Vamos a levantar o rabinho da cama e
ajudar-me!
- Vamos fugir para onde? Maldivas? Dubai?
1 semana? 15 dias?
- Boas opções… mas tinha pensado na casa
dos teus filhos… mais propriamente o meu quarto… o resto da vida! - não falei mais
nada fui puxada para a cama onde o beijo e os mimos inocentes com que fui
brindada em seguida mostraram o quão bem foi a noticia aceite.
O Momento ternura
terminou com o relógio do João a lembrar-nos que o mundo não pára e que ele
tinha treino, foi tomar banho enquanto terminei o que fazia não sem antes
tornar publica a novidade
MariaMMendes_ Perdoa-se na medida em que se ama. @JP47
RAMendes @MAriaMMendes_ e JP47 a sério??
Finalmente!
MMAmorim @MariaMMendes_ é a segunda vez
que me metes a chorar… tão feliz por ti! #Pais&TiosExemplos
Como correrá o regresso do João a casa da
familia?
E o assunto da paternidade da Mariana
estará finalmente resolvido?