quarta-feira, 28 de janeiro de 2015




Boa noite,
Este post não tem nada de relacionado com a história, ou até tem...
Altura de aniversário, altura de balanços.

Já fez 3 anos que mergulhei neste oceano das Fic’s. 
Fui criando algumas expectativas sobre pessoas que comentavam e que escreviam, muitas já conheci, de forma virtual ou mesmo pessoal. 
Mas há uma,... uma só de quem confesso ser fã.
Porque a sua opinião é importante para mim e porque pela forma através de “pombo correio” pela qual nos comunicamos algumas vezes (Prima adoro-te :P) me faz querer imenso conhecer, contactar mais directamente e mesmo ouvir/ler a sua opinião sobre muitas coisas, por isso hoje resolvi aqui publicamente deixar este apelo

Eu Maria Micaela Mendes (ou então não) imploro que a estimada Excelentíssima Senhora D. Fernanda nos conceda a sua presença na nossa pequena e humilde “casa” virtual!
Seria um prazer e uma honra poder compartilhar momentos tão maravilhosamente saudáveis também consigo.


POR FAVOR!!!
Beijinhos
Maria

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PARABÉNS PRIMA!!!

"Prima",
Sei que falei contigo ontem e que te dei os parabéns atentadamente mas hoje acordei virada para este lado e por isso resolvi passar pelo "mundo das primas Mendes" para reforçar o quanto gosto de ti, mas principalmente agradecer os minutos, horas, dias, semanas e meses que constroem estes últimos três anos... Tudo começou com um simples comentário, passou a horas a falarmos pelo chat sem revelarmos nada da nossa vida "real", a pouco e pouco demo-nos a conhecer uma à outra e quando parei para um momento de reflexão, em que meti muita coisa em causa, incluindo a continuidade neste "mundo", apoiaste e compreendeste mas principalmente pediste para não "desaparecer", seguiu-se momentos de brincadeiras, parvoíces, mas também de apoio mútuo... Durante este tempo todo estivemos sempre presente apesar dos km que nos separam e sinceramente quero que assim continue por muito tempo... És especial e sabes disso :)
Beijinhos da tua "prima"

P.S. E vê se dás os parabéns ao teu "primo" loool

domingo, 25 de janeiro de 2015

188 - "Acordei a ser expulso de casa"

Mariana
O Ruben por vezes é tão ingénuo que pensa que consegue disfarçar, mas conheço-o tão bem como a mim própria, por isso mesmo conduzi a conversa pelos trilhos que davam mais jeito e no momento certo mandei a direta
- É incrível como ao fim de tanto ano ainda deixo que faças a teia à minha volta sem que perceba...
- És homem... isso basta! Mas agora que já admitiste que tens algo para contar desembucha!
- Oh mor...
- Que foi? Ruben não há nada que possas ter para dizer que surpreenda, diz simplesmente!
- Isso não é bem assim... o que tenho para dizer vai abalar-te...
- Não... mor nada pode abalar-me porque a única revelação que me deixaria mal sei que não acontecerá, confio em ti e no nosso amor por isso sei que és incapaz de trair, logo nada do que possas revelar me deitará a baixo!
- É bom saber que confias dessa forma em mim... principalmente depois de tudo...
- Se não confiasse era impossível estar contigo! Mas deixa-te de rodeios e conta de uma vez o que se passa!
- Ah… é que…
- Ai!!! Vai direto ao assunto!
- Não é fácil… mor é sobre o teu passado - olhei-o admirada - mais concretamente sobre o teu pai biológico - o Ruben hesitou, algo que aproveitei para
- Ruben prefiro não desenterrar esse assunto! O meu pai é o Manuel!
- Mas não tens curiosidade em saber quem é?
- Porquê que estás com esta conversa?
- Porque o que o Gustavo ouviu ontem está relacionado com o que tenho para te contar, aliás era esse o motivo do jantar hoje na casa do João…
- Como assim? O que é que vocês sabem?
- Tem calma… mor só sei o que o João contou, Mariana o João só falou comigo porque não sabe o que fazer e juro-te que até ontem não sabia de nada…
- Hey! Deixa as desculpas e diz de uma vez o que o João sabe!
- Ok… então desde que as meninas nasceram e que a Maria deu sangue, que o João se recordou de uma conversa que ouviu quando eramos adolescentes e que naquela altura não deu importância mas agora… bem agora não lhe sai da cabeça, até porque sabemos que o Manuel não é teu pai de sangue e… bem e o que o João ouviu foi uma conversa entre a tua mãe e o pai da Maria - engoli em seco quando o ouvi - basicamente o João acha que pode não ser coincidência vocês terem o mesmo grupo sanguíneo… - o Ruben atirou de uma só vez e era bem visível no seu rosto o receio da minha reação, talvez por isso acabei de um vez com as dúvidas
- Não é coincidência! - afirmei serenamente
- Como?
- Ruben… nós somos irmãs… o meu tio é na verdade meu pai de sangue - o Ruben não reagiu, estava literalmente abismado e por isso continuei - descobri no dia que nos casamos…
- Mãe o pai?
- Está no jardim…
Agradeci a resposta e fui procurá-lo, queria dançar com o meu pai, afinal noiva que é noiva dança pelo menos uma música com o pai.
Vi-o à conversa com o meu tio, estavam os dois de costas e por isso não perceberam que aproximava-me, algo que permitiu que ouvisse algo inesperado
- Não tens o direito de afirmares que a Mariana é tua filha! António, ambos sabemos que por tua vontade a Fernanda tinha abortado, foste para a cama com ela sem te preocupares com as consequências, sabias que gostava dela e mesmo assim usaste-a…
- Usei-a? Manuel a Fernanda não era santa nenhuma… sabia bem o que fazia… mas isso faz parte do passado e aconteceu em determinadas circunstâncias que não são para aqui chamadas… a Mariana é tua filha e não quero de forma alguma reclamar o meu direito de pai… só quero agradecer por teres cuidado dela, por a teres educado e tentado sempre manter no rumo certo, podes ter sido acusado de retrograda mas no fundo só querias o melhor para ela e hoje quando olho para a Mariana vejo uma mulher feita, determinada e decidida, sem medo de lutar pela felicidade… ao contrário da Maria… são irmãs mas são tão diferentes… uma é praticamente uma flor de estufa e a outra uma doida mas a verdade é que a Mariana está muito mais preparada para a vida, talvez porque lhe dificultaste a vida nos momentos certos, fizeste-a crescer quando tinha que crescer, enquanto que a Maria sempre foi mais protegida por mim… no fundo sempre a protegi por culpa… por ter feito o que fiz…
- António vivi anos sem saber que educava e amava a filha do meu irmão, a Fernanda sempre fez-me acreditar que o pai da Mari era outro e no fundo compactuaste com isso… como é que foste capaz? Deste colo à tua filha, viste o quanto sofri nos primeiros tempos… sinceramente não percebo e muito menos admito que te aches no direito de te emocionares ao veres a MINHA filha a lutar pela sua felicidade e menos ainda admito que rebaixes a Maria, que as compares, podem ser ambas tuas filhas de sangue mas são completamente diferentes!
- Não te preocupes que não quero roubar-te os louros e menos ainda reclamar a paternidade…
- Não tenho medo disso e sabes porquê? Porque a Mariana ama-me como pai, porque a minha filha sabe o que é amar um filho que não é sangue do nosso sangue, sabe o que é viver no receio de um dia sermos rejeitados porque somos só alguém que assumiu o lugar de uma pessoa que não teve a coragem para o fazer, mas principalmente porque a Mariana escolheu-me para pai ao perdoar por lhe ter mentido durante anos, nunca duvidei do amor da minha filha por mim mas garanto que depois do que passamos quando descobriu que não era minha filha de sangue, esse amor saiu reforçado, é cada dia mais forte e inabalável, por isso nada o destrói…
- Se tens tanta certeza disso porquê que nunca contaste à Mariana que é minha filha? Que a prima é afinal sua irmã?
- Porque a minha filha já sofreu o suficiente, já chega!
- Não contaste porque tiveste medo, medo que a Mariana nunca mais quisesse saber de ti!
- António, sabes perfeitamente que só descobri que o pai da Mariana és tu meses depois da minha filha descobrir que supostamente não é Mendes de sangue, sabes ainda que nessa altura o meu casamento esteve por um fio, por isso não te admito que remexas nesse assunto...
- Porquê que nunca contaste?
- Mor para mim o meu pai é o Manuel e também pelo que percebi a minha tia não sabe de nada…
- Mas a mim podias ter contado… aliás como é que conseguiste disfarçar?
- Disfarçar? Disfarçar o quê?
- O impacto de tal revelação…
- Sinceramente a única coisa que mudou foi a grandeza do amor que sinto pelo meu pai, talvez seja mesmo por saber o que é amar um filho que não tem o meu sangue ou então só e simplesmente só porque o amo de verdade, mas acredita que descobrir quem é o meu pai biológico não mudou rigorosamente nada, para mim o António é só o meu tio e pai da Maria…
- Mas não podes negar que isto mexe com a vida de muita gente
- É por ter essa noção que nunca falei deste assunto, mor ninguém sabe que ouvi a conversa e quero que continue assim…
- A tua tia e prima vivem uma mentira…
- Não sou ninguém para meter-me no assunto… por mim ninguém vai saber, sou só a consequência e não a origem do problema…
- Como é que consegues olhar para a tua mãe? Desculpa… não devia ter perguntado
- Podes perguntar… estás no teu direito e olho para a minha mãe como sempre olhei… não a consigo criticar, se errou? Provavelmente errou mas também já errei e aprendi, sinceramente acredito que hoje em dia ame o meu pai, que são felizes e não tenho o direito de destruir isso, se o meu pai descobriu que sou filha do irmão e se perdoou a minha mãe por lhe ter mentido, quem sou eu para apontar o dedo à minha mãe?
- Não se trata de apontar o dedo mas sim de falares abertamente com eles sobre o assunto… sei lá não tens perguntas para as quais precisas de respostas?
- Tipo o quê? O porquê que mentiram durante anos? Mor mentiram porque acharam ser a decisão acertada para protegerem-me, no fundo a única coisa que queriam era que crescesse como qualquer criança… - interrompeu e surpreendeu
- E com o Filipe? Também vais mentir para o proteger?
- Não, aliás já te disse mais que uma vez que quero que cresça a saber a verdade, mas não é por isso que vou criticar a decisão dos meus pais, nós aprendemos com os nossos erros mas também com os dos outros e está mais do que provado que mentir sobre um assunto tão sério que mais cedo ou mais tarde há consequências.
- No entanto vais continuar a mentir à Maria…
- Mas afinal o que queres? Que destrua a imagem de casal perfeito que a minha prima tem dos pais? Ruben não tenho rigorosamente nada a ver com o assunto, se o meu tio é um traidor e se a minha mãe é a outra, problema deles, eles é que têm de viver com a consciência deles, sou só a consequência da traição do meu tio e acredita que ter essa noção já é mau demais, não preciso de ser ainda a responsável por destruir uma família, é mau o que estou a dizer mas é verdade, eles são adultos se nunca contaram à minha tia, problema deles!
- Entendo o que dizes mas no fundo é de uma traição que falamos…
- Que aconteceu praticamente à trinta anos! Ruben não sei se o meu tio traiu a minha tia com outras nem quero saber, não me diz respeito, até porque hoje acredito que não a trai… além disso não se trata só de revelar à minha tia que afinal sou enteada dela, o que está em causa é a Maria, Ruben não faço a menor ideia como reagirá a minha prima, afinal o João também a traiu e se fizeres as contas, rapidamente perceberás que o time em que ocorreram as traições é muito idêntico, mor eu tenho dezoito meses de diferença da minha prima…
- Achas que o teu… que o pai da Maria cedeu à tentação porque a mãe dela se afastou após o parto?
- Sei lá… mas sim pensei nisso… até porque a altura era outra e as pessoas não abordavam a sexualidade como se aborda hoje, é bem possível que as coisas tenham esfriado… não sei e para mim já chega deste assunto!
- Tudo bem mas acho que deves falar com o João ou ainda acaba por revelar mais do que deve!
- Trata tu do assunto! Mor se falar com o João vou confirmar as suspeitas dele, tenta convencê-lo a ficar calado, diz que não queres que passe novamente pelo que passei… sei lá inventa qualquer coisa!

João
A Maria apenas me conseguia exigir que me calasse, tentei explicar-lhe como tinha chegado a esta conclusão, mas também que era apenas uma suspeita, mas acabei interrompido pelo som do telemóvel
- Que é? - atendi só por ver que era o Ruben
- Puto falei com a Mariana, ela já sabia
- O quê?
- Longa história… mas o que interessa é que ela acha que não devemos falar com a Maria… ela tem medo da reação… por várias coisas uma delas por ti!... João?! - ele chamava-me mas tinha ficado parado no facto de a Mari já saber
- Sim… - suspirei
- Mau o que se passa…
- Devias ter ligado 20 minutos antes… agora… agora tenho a Maria em choque… mas porque é que eu sou um dos pontos para não contar?
- Faz as contas e percebes que o teu sogro fez com a tua sogra o mesmo que fizeste a Maria…
- Porra não podias ter ligado antes??
- Ei respira! Isso tá muito mau? Queres que vamos ai?
- Não… só quero ficar sozinho com a Maria… deixa-me ver se ela reage…

Desliguei e voltei para a sala, a Maria estava sentada no sofá nitidamente sem saber o que fazer. Preferi dar-lhe algum tempo

- Maria… - aproximei-me calmamente, e confesso que com medo, mas vi-a respirar fundo
- Diz… mais alguma revelação bombástica??
- Não… desculpa… tinha falado com o Ruben… queríamos falar convosco ao mesmo tempo, mas a tua prima hoje quis ficar em casa… era o Ruben ao telefone… ele falou com a Mari… - finalmente levantou o olhar - ela confirmou tudo… ainda não sei como, mas ela já sabia… e pediu que não te contasse… ela não queria que soubesses não queria que ficasses assim… não queria que…
- Que fizesse contas… que percebesse que ela tem de mim a mesma diferença que o possível filho que terias com a Carmen… que a minha mãe foi enganada na pior altura possível… que… - parou de falar levantou-se pegou na mala - tchau!
- Maria onde vais? - continuou em direção a porta - Maria!!
- Preciso falar com a minha mãe!
- Vou contigo!
- Não!
- Maria por favor… não vais sozinha…
- Vou… esta conversa tem de ser a três!
Saiu.

Maria
Rebentou uma bomba na minha cabeça e quando o João me diz que a Mariana sabia de tudo então nem sabia o que pensar, só sabia uma coisa tinha de ir até casa dos meus pais e tinha de ser já
Sai de casa do João sozinha e tentei organizar ideias enquanto conduzia para casa dos meus pais. Mais do que tudo o resto só me importava saber o que saberia a minha mãe. E como a Mariana sabia e nunca me disse nada, mas essa questão respondi quando percebi que eu e ela temos a diferença de idades que temos o que quer dizer que a minha mãe muito provavelmente passou pelo mesmo que eu, mas o meu pai em vez de uma fã espanhola envolveu-se com a paixão do irmão… esta ideia ainda me arrepiava quando cheguei a casa dos meus pais, mas nessa altura lembrei-me do João dizer que não queria que eu soubesse, imaginei que devia estar preocupada aqui com a louca e por isso resolvi enviar-lhe uma sms já que não conseguiria falar
“Prima… foi assim que sempre te chamei, mesmo quando achaste que nem isso eramos… hoje, esta “novidade” não muda nada não gosto mais de ti porque acho que é impossível, mas também não gosto menos, sempre foste a minha prima, irmã, amiga, aquela que me faz perder a paciência, mas a que me põe no sitio quando me perco. 30 anos… sim é esse o tempo que passou desde que se passou o que quer que tenha sido que se passou… só quero saber se a minha mãe sabe e de resto a vida vai seguir como sempre… adoro-te!!”
Assim que prime “enviar” sai do carro, toquei a campainha, tinha a chave mas optei pela campainha, abriram-me a porta
- Maria não tens a chave?
- Tenho mãe… mas preferi tocar….
- O que tens? Os meninos?
- Estão com a Micaela… o pai?
- Está deitado
- Podes chamá-lo?
- Maria estás a assustar-me!
- Mãe por favor!
A minha mãe foi chamar o meu pai e quando voltaram juntos a sala
- Maria o que se passa?
- Pai sente-se… mãe também!
- Maria…
- Quando a Mariana teve as meninas e me chamaram para dar o sangue confesso que achei curioso o facto de termos o mesmo sangue… - vi o  meu pai engolir em seco e a minha mãe apertar-lhe o ombro num gesto de carinho e de força
- Maria…
- Mãe já percebi que já sabia… e se sabia e contínua ao lado do pai foi porque perdoou… e isso era tudo o que queria saber…
- Maria…
- Pai este assunto morreu aqui… acredito que os tios saibam também de tudo, ou melhor o tio… a Mariana sabe e eu fiquei a saber agora… se todos optaram por seguir em frente é o que vou fazer também… só lamento o que o pai fez e disse ao João quando fez exatamente o mesmo… porque não é preciso fazer muitas contas para saber em que fase a mummy estava quando a tia engravidou… e a mãe já me tinha dito que tinha passado por algo parecido com o que passei… mas sempre pensei que se referisse à depressão…
- A Mariana sabe? - o meu pai estava escandalizado - e tu como ficaste a saber?
- Sim a Mariana sabe! Não imagino como ficou a saber, mas sabe. E eu… bem o João ouviu uma conversa há uns anos e agora com tudo o que se passou juntou as pontas… - respirei fundo - gosto muito de vocês, mas já estavam deitados e os vossos netos também já devem estar… vou voltar para perto deles…
- Obrigado
- Obrigado?
- Por perceberes o pai…
- Não percebo, mas…
- Mas como a tua mãe também tu superaste e perdoaste o João certo?
- Porque dizes isso?
- Oh Maria sou teu pai… tu e o João estão juntos não estão?
- Não! - a minha mãe gargalhou
- Oh Maria Micaela, a nós não nos enganas tu, mas vai lá então… ter com os nossos netos… - falou irônica
- Não percebo essa ironia
- Oh Maria os meninos estão com a Micas e tu de certeza não te arranjaste toda para vires saber a verdade… vai lá aproveitar a tua noite que nós estamos bem…
Despedi-me dos meus pais e como menina bem comportada que sempre fui segui novamente para casa do João.
Novamente optei por deixar as chaves na mala e usar a campainha
- Maria!
- Eu!
- E as tuas chaves?
- Na mala! - não o deixei dizer nada e mostrei logo ao que vinha ao juntar os nossos lábios - Vim para a sobremesa, afinal saí antes do jantar terminar!
O João gargalhou e o momento que se seguiu foi de única e exclusivamente de puro prazer.
A manhã seguinte começou cedo para mim, já que a bola de pelo que dei ao João resolveu meter-se entre nós na cama algo que para mim é impensável e por isso mesmo me levantei, tomei duche e o pequeno-almoço. Voltei a pensar no exemplo dos meus pais, pensei nos miúdos em casa e deixei de pensar apenas agi
MariaMMendes_ “As mulheres só perdoam depois de terem castigado.” não sei se castiguei, sei que não esqueci, mas que certamente já perdoei… “quem nunca errou que atire a primeira pedra” #Pais&TiosExemplos
Foram poucos os minutos que levei a receber uma nova notificação
JP47_ Acordei a ser expulso de casa!!!! :o
Gargalhei olhei-o
- Vamos a levantar o rabinho da cama e ajudar-me!
- Vamos fugir para onde? Maldivas? Dubai? 1 semana? 15 dias?
- Boas opções… mas tinha pensado na casa dos teus filhos… mais propriamente o meu quarto… o resto da vida! - não falei mais nada fui puxada para a cama onde o beijo e os mimos inocentes com que fui brindada em seguida mostraram o quão bem foi a noticia aceite.
O Momento ternura terminou com o relógio do João a lembrar-nos que o mundo não pára e que ele tinha treino, foi tomar banho enquanto terminei o que fazia não sem antes tornar publica a novidade
MariaMMendes_  Perdoa-se na medida em que se ama. @JP47
RAMendes @MAriaMMendes_ e JP47 a sério?? Finalmente!
MMAmorim @MariaMMendes_ é a segunda vez que me metes a chorar… tão feliz por ti! #Pais&TiosExemplos
Como correrá o regresso do João a casa da familia?
E o assunto da paternidade da Mariana estará finalmente resolvido?

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

187 - "lembraste… daquela vez que…"

Ruben
Depois de ouvir a revelação do João, por diversas vezes durante a noite pensei se as desconfianças dele têm ou não fundamento, a verdade é que nunca vi sinais de que a mãe da Mari e o pai da Maria se pudessem ter envolvido no passado, aliás sempre demonstraram ter unicamente uma relação saudável entre cunhados, mas a verdade é que depois dos últimos acontecimentos…
A noite acabou por ser agradável mas quando regressei à sala, depois de acompanha-los à porta, fui surpreendido pela Mari assim que me sentei do seu lado
- Mor não tens nada para contar-me?
- Não... - respondi sem a olhar, afinal se o fizesse rapidamente perceberia que mentia
- De certeza???
- Sim... - engoli em seco e olhei-a por segundos - mas porquê? 
- Não sei diz-me tu!
- Oh mor não estou a entender nada!
- O Gustavo partilhou comigo que estava pensativo porque ouviu sem querer uma  conversa tua e do João, Ruben o puto não percebeu mas meteu na cabeça que é grave e pode afastar novamente a minha prima do João - desviei o olhar - não quero que contes mas sim que digas se tenho motivos para ficar em alerta ou preocupada... é só isso que quero saber! - voltei a olhá-la
- É muito mais complexo do que pensas mas sinceramente não vejo motivos para a Maria se afastar do João... para ser sincero até acho que os vai aproximar...
- O João não está a pensar mudar outra vez de clube ou está?
- Não... mor prefiro não falar mais... pelo menos agora!
- Tudo bem…
- Tudo bem??? Não vais insistir mais??
- Ai oh Ruben se queres contar conta mas se não quiseres porque é um assunto do João não contes - encolheu os ombros - e agora vou deitar-me que ainda estou a recuperar…
A Mariana saiu da sala, segui atrás dela e depois de se certificar que o nosso príncipe dormia serenamente, foi finalmente para o nosso quarto.
- Onde pensas que vais? - perguntou quando percebeu que a seguia
- Lavar os dentes… 
- Força… - desviou-se - mas despacha-te que quero ir par ao duche!
- E desde quando a minha presença é impedimento? - olhou-me
- Ai não… Ruben estou sem pachorra para melodramas, por isso serei o mais direta possível, quero estar uns minutos sozinha, só eu e os meus pensamentos e não isto não tem nada a ver com o facto de andares aos segredos com o João e menos ainda com o facto de ter sido mãe à uns dias e ainda não ter recuperado completamente - olhava-a atentamente - só preciso de uns minutos para um duche rápido e já regresso, pode ser?
- Sim…
Resolvi não complicar e aceder ao pedido da Mariana, ainda assim houve algo na atitude dela que me deixou desconfortável…
Estava a mexer no telemóvel quando a Mariana regressou ao quarto, já vinha com o pijama vestido e não demorou muito a deitar-se, fui tratar da minha higiene e quando regressei ao quarto
- Mesmo sério não tens um pijama para vestires? - resmungou
- Sabes bem que durmo só em boxers!
- Dormias! Pretério Imperfeito - suspirou - que de imperfeito não tem nada… - gargalhei - não tem piada!
- Oh mor mas nunca colocaste entraves ao facto de dormir só de boxers!
- Pois mas agora coloco! Veste um pijama ou vais dormir noutro quarto! Agora escolhe!
- Sabes que não é por vestir um pijama que deixarei de despertar o desejo em ti, não sabes? - aproximei-me da cama e
- Desejo? Oh Ruben, só não quero é que adoeças porque quando as nossas filhas vierem para casa preciso do pai delas em condições de ajudar-me a cuidar delas!
- Hum… hum… - deitei-me na cama - vou fingir que acredito… e agora anda cá - puxei-a para mim - também tenho saudades tuas - sorriu - e também fico com calores quando te vejo, te toco, te beijo… é normal nós amamo-nos
- Estás a gostar, não estás?
- A gostar de??
- Olha de gozares com a minha cara!
- Deixa de ser resmungona e criativa nas desculpas que arranjas só para evitares de afirmares que também sentes falta - interrompeu
- Não preciso de desculpas! Sim sinto falta de sexo e já o sinto há meses, não é novidade mas para que conste estava mesmo a falar a sério quando afirmei que preciso que estejas bem de saúde quando as nossas filhas vierem para casa!
Gargalhei e depois beijei-a, ainda ficamos a trocar alguns mimos mas o meu amor acabou por se acomodar e uns minutos depois dormia serenamente, algo que não consegui imitar, afinal não consegui esquecer as palavras da Mariana, por isso mesmo assim que cheguei ao Seixal informei o João de que tínhamos de falar.

***

- Então é agora que vais dizer o que se passa? - perguntou quando já saíamos do balneário
- É sobre a conversa de ontem
- Mas não foste tu que pediste para esquecer o assunto? 
- Pois... mas agora já não acho boa ideia... a Mariana depois de terem saído disse que o Gugas estava estranho porque ouviu uma conversa nossa e apesar de não ter entendido bem ficou a achar que a Maria se pode chatear contigo... por isso o melhor é decidirmos o quanto antes o que faremos!
- Como assim?
- Se contamos a elas ou se tentamos perceber primeiro! 
- Por mim já tinha feito ontem! Ruben o melhor é falarmos com elas, depois logo decidem!
- E contamos às duas ao mesmo tempo?
- Não sei... o que achas?
- Também não sei... mas talvez seja melhor ao mesmo tempo, até porque foste tu que ouviste a conversa...
- O que achas da ideia de pedirmos à Micas que fique com os miúdos e jantamos os quatro?
- Tás louco? Queres rebentar com uma bomba dessas num restaurante? 
- Não!!! Pensei que podíamos jantar na minha casa!
- Ah... pode ser! E quando combinamos isso?
- Hoje! Fala com a Mari que trato da Maria
- Ok

***

Do Seixal fui para o hospital, onde encontrei a Mariana a babar as nossas filhas
- Oi mor... - beijei-a - como estão? 
- A reagir bem - sorriu - estive a falar com a médica e foi bastante optimista!
Continuamos a conversar enquanto mimávamos a Leonor e a Carolina. Sempre que estamos com elas perdemos a noção  do tempo, é maravilhoso estar junto delas, a sensação de preenchimento e de felicidade é tremenda, as nossas filhas são duas lutadoras que a cada dia que passam se tornam em vencedoras
- No que estás a pensar? - perguntou ao abraçar-me
- Nelas... no Filipe e em nós - sorriu - que foi?
- Ohhh... Nós conseguimos construir uma família linda...
- Sim... e isso devo-te a ti... se não fosses tu nada disto seria possível
- Estás enganado! O mérito é dos dois mas agora chega dessa conversa ou daqui a nada estou a chorar! 
- O meu amor está sensível,  é? 
- Não gozes! Não tenho culpa de andar com as hormonas desreguladas
Fiz o que pediu e na hora seguinte dediquei-me inteiramente às nossas filhas, afinal temos que aproveitar todos os minutos.

***

- Mor o João convidou-nos para jantar - informei quando já almoçávamos
- E quando é o jantar?
- Hoje na casa dele!
- Não me apetece nada... ainda ontem jantamos com ele
- Mas se convidou... 
- Ruben ainda não estou a cem porcento, só quero descanso e sopas! Estou cansada e desgastada, deixar as meninas sozinhas dá cabo de mim e depois temos o Filipe que precisa de mimos mas também da rotina dele, ontem já foi mais tarde para a cama, por isso hoje não me apetece repetir a proeza porque depois quem o atura somos nós.
- Mas...
- Mas nada! Não vou ao jantar pelas razões que falei mas podes ir.
- Sendo assim também não vou
- Tu é que sabes!
Acabei por ligar ao João e avisá-lo que a Mari recusou o jantar por estar cansada,  algo que o meu amigo entendeu e por isso combinamos adiar a conversa.

***

As horas seguintes foram partilhadas com o Filipe, o menino nestes últimos dias anda muito mais agarrado à Mariana, quando o meu amor está presente, o nosso filho só quer estar ao seu colo e enche-a de beijinhos, o que a deixa extremamente convencida e a mim com dor de cotovelo
- Isto realmente... fui eu que o fiz e é a ti que enche de mimos...
- Fala sério! Ruben não vais começar com cenas tristes, pois não?
- Cenas tristes? - olhou-me
- Cenas tristes sim! Ruben percebo que para ti que és pai dele que te custe entender que o Filipe está muito mais agarrado a mim do que a ti, mas isso não significa que não te ame, simplesmente sou eu que estou mais presente na vida dele, sempre foi assim desde que nasceu, é normal... mor és o pai dele enquanto que eu sou a mãe, todos os bebés se identificam mais com a presença feminina do que com a masculina, porque por norma é com as mães que passam mais tempo...
- Desculpa... estou a ser parvo... mas quando vos vejo assim tão íntimos, tão unidos, recordo o passado... o tempo em que não quis saber dele e...
- E nada! Mor o Filipe não tem noção disso, nem nunca se vai lembrar dessa fase, por isso esquece... além disso sempre quiseste saber dele, caso contrário não terias levado até ao último minuto a tortura a que foste sujeito, se não o amasses não terias suportado tudo o que a Sofia fez durante meses.
- Sabes bem que quando nasceu...
- Quando nasceu estavas desorientado, o que é normal depois de tudo o que passaste, no dia em que nasceu, tínhamos partilhado pela primeira vez algumas horas juntos sem mágoa ou acusações, estava a dar-te a oportunidade que pediste para reconquistares a minha confiança e amor, Ruben no fundo não rejeitaste o Filipe, só estavas com medo de perderes o pouco que já tinhas ganho naquele dia, a verdade é que nenhum dos dois achou ser possível que viesse a amar o Filipe como amo, no dia que nasceu acompanhei-te porque te amo e não por seres meu amigo. Depois quando vi o Filipe pela primeira vez, senti uma paz interior enorme, não sei explicar mas senti que a minha vida dependia da vida do Filipe, talvez por te conhecer tão bem e saber se lhe acontecesse alguma coisa nunca te perdoarias, só sei que quando percebi, já o amava como te amo a ti.
- Como é possível que me conheças tão bem?
- Porque te amo... e é por te conhecer tão bem que sei que desde ontem tens alguma coisa para contar-me mas não sabes como fazê-lo...

Maria
Já não me bastava um agora tenho 2 estranhos tanto o João como o Gustavo andam preocupados e o mais pequeno anda mesmo triste.
Percebi que ontem depois de desaparecer com a Mariana voltou mais tranquilo, mas preferi não tentar saber o que se passou, pelo menos não na frente dele.
A manhã na loja foi caótica, nova colecção para escolher e mais alguns detalhes de festas e eventos para organizar, acabei por nem comer e já perto do final da tarde sou surpreendida
- Mamã!!! - olhei enfrente assim que ouvi as vozes dos meus pequeninos
- O que fazem aqui? - questionei ao vê-los sorridentes pela mão da Micas
- Micas buscar gente colinha
- Já vi que sim… - enchi-os de beijos  - Posso saber porquê?
- Porque tinha saudades… - ela riu-se
- E a verdade?
- Ok… - suspirou - tinha mesmo saudades e por isso assim que o João me ligou aceitei na hora até porque é uma excelente justificação para não ir ter com o Rui hoje…
- Mau… o João?... e essa historia do Rui… ainda assim?
- Parece que alguém vai ter uma noite a dois… - gargalhou - oh ele anda chato só porque tenho continuado a encontrar-me com o João…
- Só?! Ok… tu lá sabes… e ninguém vai ter noite nenhuma a dois…
- Ai não? Vais-me dizer que ele pediu para eu ficar com os meninos para vocês decidirem em que universidades eles vão estudar? Oh Maria eu posso fazer-me de desentendida, mas não sou burra… divirtam-se que nós também nos vamos divertir! 
Pegou nos miúdos e saiu da loja enquanto eu aproveitei para ligar ao João
- Boa tarde, ia mesmo agora ligar-te
- Ai sim? Espero que seja com uma justificação para a Micas ter os miúdos com ela…
- Como é que sabes?
- Ela passou por aqui 
- Ah… jantar cá em casa…
- Desculpa?
- Deixa-te de cenas, jantar a quatro cá em casa… 
- A quatro?
- Sim nós, o Ruben e a tua prima…
- Porque?
- Porque o quê?
- Porque vamos jantar os quatro outra vez? Ainda ontem…
- Oh querias que fosse a dois né? Eu sei… mas jantamos os quatro e eu prometo que a ceia é a dois… if you know what I say… - foi impossível não gargalhar com o tom com que disse a ultima frase - olha a rir na minha cara! Achas isso bonito menina Maria?
- Acho! Acho isso bonito e esse jantar muitos esquisito, mas tá bem… a que horas?
- Quando saíres da loja vem cá ter…
- Ok até logo…
- Só isso? Nem um beijinho???
- Até logo!!!
Desliguei e tentei voltar a concentrar-me, mas algo neste jantar me cheirava a esturro.

***

Sai da loja e antes de ir para casa do João passei pela minha onde me dei ao luxo de me mimar num banho super relaxante e só depois fui ter com eles.
Quando cheguei a casa do João vi que o carro do Ruben ainda não estava lá o que estranhei dada a hora. Toquei a campainha e a porta de imediato foi destrancada, quando sai do elevador de imediato ouvi
- Finamente! Pensei que também me ias dar uma tampa!
- Então? - perguntei enquanto lhe dei um beijo rápido nos lábios
- O Ruben acabou de ligar a avisar que não vinham…
- Hum… 
- Vês tiveste sorte jantamos só os dois!
- Sorte?! De há uns tempos para cá jantar sozinha é bem mais animado que jantar contigo!
- E lá estás tu!
- Tou a dizer alguma mentira queres ver?
- Oh Maria...
- Sim… sim… não tens nada… - revirei os olhos - convidaste-me... para jantar há jantar ou vou para casa?
- Claro que há! Pedi para a minha mãe fazer bacalhau com natas… serve para a menina?
- Bacalhau da Teresa? Claro! Vá serve lá isso!
Sentei-me no sofá da sala enquanto o via a tratar da mesa, uma vez ou outra olhava para mim e a cara dele era enigmática. No olhar dele ia ao mesmo tempo medo, pena e vontade de me dizer algo.
- O jantar está servido!

João
Marquei o jantar a quatro e tratei de pedir que a Micas ficasse com os miúdos, mas a ultima hora o Ruben avisou-me que não vinha e deixou-me com a bomba nas mãos e sozinho outra vez.
A Maria chegou minutos depois e ainda tentei tornar a coisas num jantar romântico, algo que ela não deu muito espaço.
Arranjei tudo sozinho, mas não conseguia deixar de olha-la sem saber o que fazer com a informação, ou melhor a suspeita que tenho.
Fui retirado dos meus pensamentos com uma nova foto da Maria partilhada fui ver e
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MariaMMendes_ E desconfio mesmo… só aviso

Mais uma vez tremi. Resolvi optar por uma posição “neutra” e chamei-a para jantar.
A Maria juntou-se a mim na mesa e manteve sempre a conversa focada no dia a dia e em decisões práticas sobre os miudos até que 
- Fala!
- ÃH?
- Ai oh João não te faças de parvo e não me testes os limites da paciência! Os dois sabemos que tens algo para me dizer e ou falas ou isto vai dar confusão porque juro que a paciência já acabou há uns cinco “não tenho nada” atrás!
 - Oh Maria… - respirei fundo - lembraste… daquela vez que… - parei
- Que? - perguntou 20 segundos depois de me ter calado - João FALA!!!!
- Quando tu e a Mariana ficaram com varicela e eu fui a tua casa e…

Maria
Finalmente o João começou a falar, mas ele a falar parecia um Speedy Gonzalez a tal era a velocidade
- Quando tu e a Mariana ficaram com varicela e eu fui a tua casa e … bem… eu fui beber agua porque tu não me foste buscar e o teu pai e a tua tia Fernanda tavam a falar na sala e eu ouvi uma cena e agora com isto de dar sangue a Mariana eu acho que… tenho quase a certeza que são irmãs! - suspirou -  e pronto falei disse! Era isto eu acho que são irmãs e o Ruben também não consegue outra explicação e por isso queríamos jantar com vocês e falar, mas a Mari não quis vir… e… 
- CALA-TE!
- Maria… eu ouvi… e juntei as peças… no dia que as meninas nasceram lembrei-me desta conversa e não me sai da cabeça… 

E agora contará o Ruben o que se passa?
Como será a reacção da Maria?