(Mariana)
-
Até tens uma certa razão - notei que estava a ceder - e como até me
apetece rir, alinho.
Ainda
ficamos a trocar algumas palavras mas foi quando o João reparou num pequeno
detalhe que o “picanço” regressou.
-
Vê se logo que não tens nenhum irmão - olhei-o.
-
Porquê?
-
Falta aqui uma playstation para jogarmos.
-
Falta mesmo - pela primeira vez o Ruben falou sem ter que ser
puxado a ferros, algo que não deixei passar.
-
Não seja por isso a minha prima pode ir buscar a dela, né prima - pedinchei.
-
Mas tu bateste com a cabeça, foi? Detestas jogar, aliás nem sabes e agora
queres que vá buscar a minha para jogarmos?
-
Oh vai lá, posso não saber jogar mas ainda vou a tempo de aprender, isto é se
algum dos meninos não se importar de tentar explicar-me, sim porque com a minha
prima não vou longe, ela não tem paciência para ensinar-me.
-
Sabes que jogar não é para quem quer mas sim para quem pode - o Ruben
manifestou-se o que deixou a Maria e o João a rir.
-
Olha só por causa dessa boca agora vais ser tu a vitima e vais ensinar-me - falei a
apontar-lhe o dedo à cara - ah e não saímos daqui até estar pró nesse jogo
que tanto gostam de jogar.
-
Não achas que devias perguntar primeiro se quero?
-
Oh vá lá, também não te custa muito - fiz beicinho o que foi suficiente para o menino
ceder.
-
Tudo bem, posso tentar - sorri vitoriosa.
-
Prima vai lá buscar a playstation e o jogo, please.
-
Ainda vais explicar-me com as letras todas o motivo disto, ai vais vais - refilou enquanto
se calçava.
-
Deixa de ser chata e mexe mas é essas perninhas.
-
Já estou a ir.
-
Não queres ajuda? - o João perguntou num tom de gozo - É que pode
ser muito peso para a menina.
-
Até é capaz de ser por isso tu não serás grande ajuda.
-
Ó prima não sejas assim - olharam-me os três - deixa lá o João ir
contigo, ainda assim não fica aqui a fazer nada - a Maria olhou-me
escandalizada.
-
Só podes estar a gozar com a minha cara.
-
Maria incomoda-te tanto que vá contigo? Tens medo de alguma coisa? - o João
insistiu.
-
Não, ela não tem medo de nada e para provar isso vai deixar que a acompanhes,
não é prima - olhei-a daquela forma muito própria nossa que
usamos quando queremos pedir muito algo à outra mas não queremos que as pessoas
à nossa volta percebam, o que foi suficiente para ela ceder.
-
Tudo bem mas que fique nítido que só vais porque a minha prima está a pedir.
-
Ok
- o João sorriu para se levantar no instante seguinte do sofá.
-
Ei -
ouvimos o Ruben - também posso ir?
-
Não tu ficas - o João atirou imediatamente - para trazer uma
playstation chega um e depois não vais deixar aí a Mariana sozinha, não é?
-
Pelo que vejo ela não deve ter problemas em ir até à rua e trazer qualquer um
para lhe fazer companhia - a Maria sorriu.
-
Estás a insinuar alguma coisa? - olhei-o.
-
Falei alguma mentira, foi? Oferecida como és não deves ter dificuldade de
arranjares companhia.
-
Oferecida eu? Fica a saber que só vivo a vida já aí o menino nem beijar uma
miúda sabe - o Ruben baixou o olhar o que levou-me a rir,
afinal basta tocar na ferida para o menino ficar sem resposta.
-
Bem nós vamos lá buscar a playstation mas não mates aí o meu mano até voltarmos - o João gozou e
só não teve resposta porque saiu da sala.
Fiquei
calada a observar o Ruben, percebi que por algum motivo o rapaz ficou
incomodado por estar no mesmo espaço que eu, algo que só serviu para atrofiar
ainda mais com o menino, levantei o rabo do outro sofá e fui sentar-me bem do
seu lado.
-
O que é que pensas que estás a fazer? - perguntou-me ao mesmo tempo que se tentava
afastar, tarefa essa dificultada por mim uma vez que lhe agarrei o braço.
-
Eu nada mas tu vais fazer - olhou-me - para começar - aproximei-me
ainda mais dele - vais deixar esse nervosismo porque no máximo dou umas
mordidelas mas fica descansado que não tiro bocado nenhum - o Ruben baixou
o olhar o que fez com que sorrisse, afinal já tinha conseguido o meu objetivo,
envergonhá-lo.
-
Mariana pára - tentou mais uma vez soltar-se de mim - ainda
não entendes-te que não quero nada contigo?
-
Ui, essa até tinha doído se soubesse que seria mesmo essa a razão - olhou-me - Ruben
confessa lá a verdadeira razão, só estamos aqui os dois - aproximei aos
poucos o meu rosto do dele.
-
Chega mas afinal o que queres? - olhamo-nos por alguns segundos.
-
Quero saber o motivo pelo qual foges de mim como o diabo foge da cruz.
-
Mariana a sério pára com esta conversa.
-
Porquê?
-
Porque estou a pedir.
-
Ruben alguma vez namoraste?
-
Sim
- sorri por não ter acreditado nisso - estás a rir porquê?
-
Porque algo me diz que mentiste ou então que esse namoro não passou de uma cena
de crianças.
-
Porquê que falas isso? - a forma bruta como falou só fez com que a
vontade de saltar para o seu colo aumentasse - Porquê que achas que sou esse
menino de coro que falas? Só porque não alinho nuns jogos de treta como o
verdade ou consequência? Ou porque não ando a comer tudo o que é miúda, é? Ou
será porque ainda não te saltei para cima? - fiquei a olhá-lo - Perdeste
o piu foi?
-
Não, mas queres mesmo saber porque não falei?
-
Quero
- desafiou-me.
-
Então depois não te queixes.
-
O que queres dizer com isso?
-
Que não acredito em nada do que falaste e vou provar isso mesmo agora - não lhe dei
tempo para reagir e sem que tivesse à espera sentei-me no seu colo beijando-o.
-
Mas tu és louca - falou assim que conseguiu afastar-me.
-
Louca não, diz antes que sou atenta e percebi mal meti os olhos em cima de ti
que pertences a um grupo mínimo de rapazes que ficam sem saber o que fazer
quando uma miúda se aproxima, porquê que não admites que não tens grande
experiência? Não é vergonha nenhuma e sabes que até podia ajudar-te nesse
aspeto.
-
Deves achar-te muito boa - olhei-o - mas esqueceste do pequeno detalhe
que posso não querer - interrompi-o.
-
Isso é tudo por causa daquela miúda que estava contigo no outro dia? - o Ruben baixou o
olhar - Sabes que ela não precisa de saber, fica só uma cena entre os dois,
até porque não me apetece ter a minha prima a chagar-me o juízo e depois aquela
com quem estavas não tem ar de ser virgem imaculada queres mesmo correr o risco
de meteres os pés pelas mãos com ela? - levei a mão ao seu rosto e fi-lo
olhar para mim - digamos que ajudo-te a desemburrar e ainda te dou uma dicas
de como a podes conquistar em troca divirto-me um bocado porque não sou miúda
de agarrar-me a ninguém, quero mesmo é curtir a vida.
O
Ruben não chegou a responder porque ouvimos a porta a abrir, voltei a sentar-me
no sofá mas mantive-me do seu lado.
-
Finalmente - entrei a “matar” assim que os vi - estava a
ver que vos tinha de ir chamar mas afinal o que estiveram a fazer?
-
Nada
- a minha prima respondeu e pelo seu tom de voz percebi que se tinha passado
alguma coisa mas resolvi não insistir.
A
Maria ligou a PS à televisão e quando já estava tudo a postos veio sentar-se ao
nosso lado, o João reclamou porque ficou apertado mas depressa resolvi o
problema.
-
Abre as pernas - falei para o Ruben que ficou a olhar-me sem
entender o motivo pelo qual falei - fogo custa muito fazer isto -
coloquei as minhas mãos nas suas pernas e forcei ligeiramente de modo a
afastá-las, sentando-me no espaço vazio - pronto agora já dá para todos
- a Maria e o João olharam-me, já o Ruben parece não se ter importado muito,
ainda assim esclareci-os - o que foi? Assim o Ruben ensina-me melhor - a
minha prima sorriu e o João começou a escolher a equipa, o primeiro jogo seria
um contra o outro, lógico que foi o típico derby Sporting - Benfica.
Eles
os dois estavam demasiados atentos ao jogo porque nenhum queria perder mas
ainda assim passaram-no a embirrar um com o outro, confesso que abstraí-me um
pouco da partida no momento que senti o Ruben a encostar o seu peito às minhas
costas, olhei-o de fugida e encontrei-o de olhos postos em mim, tentei fingir
que não tinha percebido aquela subtil aproximação mas a tarefa revelou-se
complicada porque o Ruben não desgrudou.
O
jogo entre aqueles dois terminou com a vitória da minha prima, o que foi motivo
para nós os três gozarmos com o João, o que originou momentos cómicos mas o
pesadelo veio logo depois ou não fosse o jogo seguinte ser entre mim e a minha
prima, lógico que com a ajuda do Ruben que tentou ao máximo elucidar-me sobre a
quantidade de botões e para o que serviam, foi uma tarefa falhada até porque
estava mais atenta às suas mãos sobre as minhas ou a ouvir a sua voz bem junto
do meu ouvido direito uma vez que estávamos literalmente colados.
Não
foi difícil à minha prima ganhar-me e como tal a próxima vitima foi o Ruben, o
jogo deles terminou empatado, já estava um pouco farta daquilo e por isso
avisei que iria mudar de roupa, ninguém se opôs e por isso sai finalmente do
meio das pernas do Ruben, ainda o tentei aliciar só com o olhar a seguir-me mas
o rapaz é mais lento que caracol e não percebeu o que pretendia.
Fui
até ao quarto e assim que lá entrei comecei a despir a roupa que tinha, fui até
ao armário para escolher o que iria usar, as calças foi fácil mas a camisola
revelou-se uma tarefa algo complicada, olhava para todas e não me apetecia
vestir nenhuma, já estava numa de mandar um berro à Maria para vir ajudar-me
quando se fez luz e percebi que não seria a melhor opção, continuei por isso a
experimentar todas as que tinha pré-selecionado. Estava a meio da tarefa quando
reparei que tinha um espectador atento, o Ruben estava parado à porta do meu
quarto a olhar-me.
-
Podes entrar - olhei-o mas o Ruben não se mexeu- anda -
puxei-o pela mão e fechei a porta do quarto, o que fez com que o rapaz desse um
ligeiro salto - tem calma que não te vou violar - gargalhei - só
preciso de ajuda para escolher o que vestir - sorri ao vê-lo novamente
envergonhado, talvez porque foi apanhado a espiar-me - esta ou esta? -
perguntei com duas camisolas nas mãos.
-
Não tenho grande jeito para escolher roupa - falou.
-
Pois realmente - respondi a olhá-lo - aí está outra coisa que
temos de mudar em ti.
-
Mas será que não há nada em mim que gostes? - a pergunta dele
surpreendeu-me.
-
Sinceramente? - aproximei-me dele deixando-o constrangido, até
porque mantinha-me só com o soutien vestido - confesso o teu “acanhamento”
mexe comigo de uma forma estranha.
-
Lá estás tu a gozar com a minha cara - barafustou afastando-se e sentando-se na cama - será
assim tão fora do normal não andar com tudo o que é rapariga?
-
Não -
vesti uma das camisolas que tinha em cima da cama - até acho fofinho -
sentei-me do seu lado - mas não deixa de ser estranho - olhou-me - Ruben,
os rapazes da nossa idade querem é noite e gajas mas tu pareces ser o oposto
- interrompeu-me.
-
E isso é mau? - sorri.
-
Não, é diferente e algo que não estou habituada, normalmente não levo negas - estávamos o
olharmo-nos - talvez seja isso que me dá pica para te provocar -
levantou-se - onde vais? - perguntei quando percebi que iria sair do meu
quarto.
-
Embora, não sou burro por isso já percebi que estás só a ser simpática porque
queres gozar comigo, não preciso de uma rapariga que ande comigo só porque
pensa que pode usar e deitar fora - olhava-o - Mariana, posso ser acanhado e até
envergonhado, não saber bem como lidar convosco mas não sou estúpido por isso
já entendi qual é a tua, queres simplesmente divertires-te com a minha cara e
depois quando te cansares jogas fora como se fosse um brinquedo estragado -
levantei-me e caminhei até ao Ruben - a sério deixa-me no meu canto, podemos
ser amigos mas mais do que isso não, percebe que não preciso de ninguém que me
desemburre porque sei que quando chegar o momento isso acontece, não acredito
nas cenas forçadas e isso é o que estás a tentar fazer.
-
Ok, tu é que sabes - aproximei-me ainda mais dele dando-lhe um beijo
no rosto - mas acho que se gostas mesmo daquela rapariga devias fazer alguma
coisa para a conquistares e nisso posso ajudar-te, a sério acho que precisas
mesmo de umas dicas, pensa no assunto e depois diz qualquer coisa.
O
Ruben olhou-me durante uns segundos mas acabou por sair do quarto, aproveitei
para colocar um pouco de ordem na bagunça que estava a minha cama e quando
tinha a roupa arrumada regressei para a sala, eles estavam já há minha espera
logo não demoramos muito a sair de casa.
Como terá corrido a ida à casa
da Maria? Terá feito o João alguma?
Olá :D
ResponderEliminarAdorei meninas! Esta história vai ser um enorme sucesso!
Quero mais :p
Beijinhos
Ritááá xD
Olá!
ResponderEliminarJuro que já não vivo sem esta história. FANTÁSTICO é pouco para descrever!
Amei!
Adoro esta irreverência da Mariana, completamente antagonica ao Ruben, que o imagino como um verdadeiro nerd (desculpem mas e como o imagino ahahahah)
Mas aquela saida do Joao e da maria deixou me com a pulga atras da orelha... Quero saber o que se passou!
Espero o proximo!!!
Beijo
Ana
Hi =)
ResponderEliminarGostei e fiquei realmente curiosa sobre o que se passou na casa da Maria xD
Beijos
Olá :)
ResponderEliminarTenho de confessar que ao ver o título do capitulo de hoje fiquei com "medo" e ao mesmo tempo MUITO curiosa para saber o que os M&M´S tinham escrito xD
Como é óbvio ADOREI!
3 capítulos vossos e já me viciaram :P
Fico à espera de mais ;)
Beijinhos
Rita
Adoro!
ResponderEliminarEsta fic está a ficar interessante mesmo!
lol
Beijinhos
Estou a adorar a vossa história :)
ResponderEliminarSe comecei a adorar o Rúben Amorim, e a seguir todos os jogos dele é graças a vocês que me cativaram com as vossas Fic's, tanto de uma como da outra. :D
Vocês escrevem mesmo muito bem, cada vez que leio um capítulo vosso dá vontade de continuar a ler mais e mais, e quando chega ao fim, a ansiedade de ler um novo capítulo é mesmo muita.
Continuem com o vosso brilhante trabalho, e adorei a ideia de as duas se juntarem para criarem este magnifica Fic, que apesar de estar no inicio, promete.
Beijinhos as duas. :)
Magui
http://mythougsnf.blogspot.pt/ - Visitem o meu cantinho, adicionei-vos aos meus favoritos, de forma a divulgar a vossa história em conjunto, também está os vossos blogs individuais. :)
Isto tá mesmo muito bom, o Ruben tá mesmo lixado com a Mariana, a miúda é fogo, de momento acho mesmo que ela é areia demais para a camioneta dele.
ResponderEliminarAdorei, tá espectacular.
Beijocas
Fernanda
Fiquei com curiosidade para saber o que aconteceu na casa da Maria por isso vou já ler o próximo!!
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