sábado, 27 de outubro de 2012

025 - "Bem... já que a onda está voltada para as revelações bombásticas..."

(Mariana)

A semana passou num abrir e fechar de olhos talvez porque andei ocupada a ajudar a minha prima a organizar tudo mas conseguimos concluir tudo a tempo de recebermos os nossos amigos.
Estava a dar os últimos retoques no look quando ouvi a campainha e a pedido da Maria fui abrir.
- Oi - cumprimentei o João e o Ruben ambos com dois beijinhos no rosto - tudo bem?
- Ya, olha a tua prima? - sorri com a pergunta do João.
- Está na cozinha - olhei para o Ruben e sorrimos ao vê-lo a desaparecer da nossa frente.
- Agora nós - o Ruben agarrou-me pela cintura e uniu os nossos lábios num beijo demorado - já estava com saudades tuas - sorri perante o desabafo do Ruben.
- Confesso que também já tinha saudades mas esta semana foi complicada.
- Hum... - beijou-me - mas agora podemos aproveitar... - voltou a beijar-me mas agora o pescoço - até porque eles também devem estar entretidos... - o Ruben levou as suas mãos até às minha nádegas apertando-as mas sem magoar - vamos para o quarto - falou ao ouvido.
- Na na ni na não - olhou-me - vamos mas é para a sala - puxei-o pela mão e sentamo-nos no sofá, no entanto continuamos com a troca de mimos que só foi interrompida pela passagem tipo furacão da minha prima pela sala, achei estranho ainda mais porque o João veio logo depois e não vinha com boa cara.
- O que é que se passou? - o Ruben foi o primeiro a perguntar.
- Se queres saber não percebi... nós estávamos na brincadeira a implicar um com o outro e de um momento para o outro a Maria saiu a correr da cozinha.
- Mas passou-se alguma coisa fora do normal?
- Mariana nós estávamos na brincadeira começou com umas chapadas no meu ombro e acabou com a Maria a bater-me com a colher de pau, aí agarrei-lhe nos braços e pedi que parasse - naquele momento entendi a reacção da minha prima ainda assim não abri a boca, aquilo era assunto dela e só a Maria é que poderia explicar se quisesse.
- Não lhe ligues... - tentei não dar muito importância ao assunto apesar de ser algo grave mas por saber que ainda mexe muito com a minha prima tentei que ficasse por ali mesmo.
- Mas não deixa de ser estranho - o Ruben insistiu e a única forma que encontrei para o calar foi mesmo beijá-lo, sabia que aquilo iria fazê-lo esquecer-se do que tinha presenciado momentos antes, mas se consegui o meu objectivo ao distrair o Ruben também consegui afugentar o João que quando separamos as nossas bocas já não estava na sala.
- Bem parece que assustamos o João - comentei o que levou o Ruben a gargalhar.
- Confesso que não esperava tal atitude da tua parte.
- Então e porquê? Até parece que o João não está habituado a ver-me aos beijos com os rapazes...
- Sim... mas comigo não!
- Estás com problemas? É que se estás resolve-se imediatamente...
- Shiu - sorriu - por mim podes continuar...
Sorri e teria mesmo unido novamente os meus lábios aos dele mas fomos interrompidos pelo som da campainha, fui abrir a porta e uns segundos depois a Maria apareceu. A minha prima cumprimentou o pessoal deixando para último o Ruben que quis saber o que se passava mas a Maria desviou o assunto no entanto quando ficamos sozinhas perguntei se as minhas suspeitas eram fundamentadas e acabei por ter a confirmação, troquei algumas palavras com a Maria e ainda brinquei com a desculpa que ela inventou no entanto a minha prima não deu saída até porque fomos interrompidas pela chegada de mais amigos.
- Mariana - o Ruben apareceu por trás de mim - preciso de saber como é que vai ser - olhou-me como quem espera uma resposta.
- Como vai ser o quê?
- Nós...
- Nós? O que é que tem o nós?
- Oh... tu sabes... à pouco beijaste-me em frente do João - sorri ao entender onde queria chegar - aquilo foi algo do momento ou é para repetirmos durante a noite?
- Hum... vou pensar no teu caso e mais daqui a um bocado informo qual é a resposta.
A conversa ficou por ali mesmo até porque fui servir-me e depois de o fazer sentei-me no primeiro lugar que apanhei livre, ora não foi preciso mais que uns segundos para ter a lapa do Ruben grudado em mim. Durante o tempo que estivemos a comer fomos trocando uns dedos de conversa com o pessoal que estava ao nosso redor.
A noite estava a ser animada entre conversas paralelas e muita brincadeira não dei pelas horas passarem, talvez porque passei o tempo praticamente todo a trocar mimos com o Ruben mas sem nunca chegamos a vias de facto, no entanto a malta toda já tinha reparado no quanto próximos estávamos, ainda chegaram a mandar umas piadas para o ar mas nenhum dos dois se “picou” e muito menos demos saída às provocações.
A meia noite chegou e o momento de dar a tão esperada resposta ao Ruben surgiu.
- Ruben - chamei-o quando ele estava no meio de uns amigos nossos.
- Diz!
- Chega aqui - pedi pois não se tinha mexido
- O que queres? - perguntou-me ao ouvido isto depois de abraçar-me.
- Quero... - sorri e apertei ainda mais o abraço - despedir-me do ano velho e entrar no novo assim agarradinha a ti...
- Ui... és supersticiosa e ainda não tinha dado conta? - brincou.
- Não o sou mas se não queres entrar no ano novo alapado a mim posso sempre ir procurar outro... - tentei soltar-me dos seus braços mas o Ruben puxou-me imediatamente para ele.
- Nem penses... daqui não sais e daqui ninguém te tira - gargalhei despertando a atenção.
- Estás a esquecer-te do pequeno detalhe que posso não querer...
- Se não quisesses não tinhas pedido para vir até aqui e muito menos tinhas-me beijado à frente do João - olhavamo-nos fixamente - até quando é que vamos andar nesta vida? - sorri com a pergunta dele mas quando ia para responder começou a contagem decrescente que fiz questão em participar junto com ele.
Às doze badaladas comemos as passas e pedi os meus desejos acompanhados pelo sabor do champagne, para logo de seguida passar aos primeiros beijos e abraços do novo ano, cumprimentei o pessoal todo e para o fim deixei aquele que neste momento faz-me sentir única e especial apesar de não o admitir em voz alta com medo de não passar de um sonho.
- Feliz ano novo - sorri ao ouvir os votos do Ruben - que este ano traga tudo o que mais queres...
- Obrigada - abracei-o - mas espero que algum dos teus desejos tenha ido de encontro aos meus... - sussurrei-lhe ao ouvido mas conforme o fiz também o Ruben se afastou, olhando-me intensamente para no segundo seguinte beijar-me, não resisti e prolonguei a união nos nossos lábios ao máximo, mesmo não querendo admitir é do Ruben que sinto falta e é o único que consegue fazer-me sentir especial.
- Chega-te como resposta?
- Hum... acho que ainda não chega... - o Ruben sorriu mas voltou a beijar-me, passamos os minutos seguintes completamente alheios ao que nos rodeava e quando regressamos “à terra” tínhamos o pessoal todo a rir e a mandar piadas algo que ainda levou uns minutos a terminar que coincidiu com o momento que os nossos amigos se despediram.
Ficámos os quatro e uns minutos bastaram para começarmos na palhaçada até que sem dar conta o passado veio à conversa e se ao início o João lembrou um momento divertido depressa passou a uma troca de bocas que nos conduziu a um relembrar de vários momentos.
Ainda tentei desviar o assunto com receio que o passado pudesse vir a ser um estorvo ao meu presente e quem sabe futuro com o Ruben, além disso não queria que a Maria recorda-se mais uma vez como terminou o seu namoro com o Pedro mas não consegui levar a minha por diante e o João começou a contar o que lhe tinha acontecido, confesso que no momento que falou só tive vontade de lhe espetar um par de estalos por não ter entendido antes mas ao mesmo tempo sentia-me culpada por não ter estado presente numa altura em que precisou de apoio, ainda assim fiz algumas perguntas e o Ruben outras, estávamos os dois curiosos e apesar da Maria não se manifestar sabia que também precisava de respostas.
Mas se o João nos surpreendeu a Maria não se ficou atrás ao revelar a forma como terminou o namoro com o Pedro até a mim conseguiu apanhar-me desprevenida ao revelar que chegou a ter o casamento marcado.
Os minutos seguintes foram para digerirmos as revelações que foram feitas e quando o João tentou que falasse algo que ainda não sabiam a meu respeito, foi a minha vez de soltar a bomba.
- Bem... já que a onda está voltada para as revelações bombásticas - olhei para a minha prima e vi-a a abrir os olhos talvez por saber que nunca falei deste episódio a ninguém - durante os anos que estive em Faro nem sempre andei a pular de cama em cama... houve uma altura em que sosseguei e passei a ter sexo sempre com o mesmo - o Ruben olhou-me de imediato - aquilo tornou-se um habito e com o tempo desleixamos-nos no que toca a protegermos-nos devidamente, o que fez com que algumas vezes não usasemos preservativo - o Ruben desviou o olhar - naquela altura nenhum dos dois pensou nos possíveis riscos até ao dia em que uma ex-namorada dele o informou que estava com o vírus da sida... nesse mesmo dia o António contou-me que iria fazer os testes e aconselhou-me a fazer também... posso dizer-vos que caiu-me o mundo em cima, só pensava no que iria fazer se o resultado fosse positivo e depois quando sujeitei-me aos tais exames mas acima de tudo quando procurei apoio médico e fiquei a saber detalhadamente o que seriam os meus próximos seis meses uma vez que um resultado negativo no período de encubação pode vir a revelar-se positivo. Foram seis meses horríveis - naquele momento senti a cara a ficar húmida sempre que recordo o que foram os seis meses e depois os seguintes fico sempre alterada emocionalmente - em que a dúvida de poder estar infectada com o vírus consumiu-me completamente - se o João não se manifestou o Ruben levantou-se ainda assim continuei - dei comigo a dar mais valor a coisas tão simples como um abraço ou um “gosto de ti prima”, foram dias de calvário que só foram presenciados pela Maria, nunca contei a ninguém e muito menos à minha família.
- Mas e depois? - percebi onde o João queria chegar com a pergunta e por isso respondi.
- Não estou infectada... ao fim dos seis meses repeti o exame e deu negativo, desde essa altura que volta e meia faço-o apesar de ter a certeza que não estou mas fiquei tão traumatizada que sinto necessidade de tempo em tempo confirmar que não passou de um pesadelo.
- Pelo menos aprendeste a lição?
- Nem por isso... João posso dizer que até regressar para Lisboa que nunca mais tive deslize nenhum, que depois do susto passar voltei a andar com uns e com outros mas sempre tive cuidado e nunca mais facilitei mas com o regresso a Lisboa voltei a ter um comportamento de risco mas que acredito que não tenha razões para ficar preocupada - o Ruben olhou-me com desprezo aquilo doeu mais do que revelar o calvário pelo qual passei.
- Realmente és mesmo do povo não és? - olhei incrédula para o Ruben - És uma desilusão... nunca pensei que chegasses a esse ponto, tinhas mesmo que colocar a tua vida em risco? Pior ainda levar os outros por arrasto?
- Pára!
- NÃO não paro... foda-se foste para a cama comigo sem usarmos preservativo e quando perguntei se pelo menos tomas a pílula ficaste toda lixada porque estava a insinuar que podias ter alguma doença... agora entendo o porquê podias era ter sido sincera desde o início...
Não consegui responder-lhe primeiro porque fiquei completamente sem “chão” e depois porque o Ruben saiu assim que acabou de falar, estremeci ao ouvir a porta do apartamento a bater e logo depois vi o João a sair disparado atrás do Ruben, fiquei com a minha prima mas só por segundos porque também saí da sala, foi fechar-me no meu quarto e só de lá sai no dia seguinte quando a fome não dava mais para aguentar.
Cruzei-me com a Maria mas não tocamos no assunto da noite anterior e nos dias seguintes foi mais do mesmo. Tentei falar com o Ruben mas não consegui, ele não atendia as minhas chamadas e nem respondia às mensagens.
As novidades que fiquei a saber foi pelo João afinal o Ruben tinha mandado recado para não o chatear mais que estava bem mas que não queria ver-me à frente. Resolvi respeitar o pedido dele e nas duas semanas seguintes não o procurei nem tentei entrar em contacto com ele por telemóvel.
O Benfica jogou ontem, ainda pensei ir até Coimbra ver o jogo uma vez que tinha sido convidada pelo Fábio e companhia mas recusei com a desculpa que tinha cenas para fazer, no entanto vi o jogo pela televisão e confesso que ver o Ruben a ser substituído devido a lesão deixou-me preocupada, muito por culpa do histórico recente dele.
Resolvi por isso mandar-lhe uma mensagem a perguntar como estava e se precisava de alguma coisa, apesar de não esperar qualquer resposta algo que se confirmou mas se no dia de ontem não me fez confusão o mesmo já não posso dizer de hoje, passei o dia todo com o telemóvel perto de mim na esperança que ele pelo menos respondesse alguma coisa.
Se já estava a passar-me com a falta de resposta quando durante o jantar ouvi a minha prima e o João a comentarem o facto de amanhã o Ruben ser submetido a uma operação aos joelhos passei-me de vez.
- João conta lá isso melhor? - pedi ou melhor exigi que o fizesse.
- Mariana desculpa mas o Ruben impediu-me de avisar-te...
- É que nem penses... começaste agora acabas! Quero saber detalhes por favor - implorei apesar de tudo preocupo-me com o Ruben e sim ele é especial para mim.
- Então... o Ruben vai amanhã ser operado aos dois joelhos o que muito provavelmente o obriga a parar o resto da época mas também como anda só está a agravar mais a situação.
- Sabes em que hospital e a que horas é a operação?
- Sei mas o Ruben continua a não querer ver-te.
- Quero lá saber para o que o menino quer ou deixa de querer, o Ruben tem todos os motivos para ficar chateado comigo mas nós temos que falar e esta pode ser a nossa oportunidade, pelo menos fugir o Ruben não vai conseguir.
Falei algo irritada e talvez por isso o João disse qual era o hospital. Acabei por ir até ao meu quarto, estava chateada por o Ruben não ter dito nada e sem saber se lhe ligava ou não mas após uns minutos a pensar resolvi não ligar, uma vez que decidi visitá-lo no dia seguinte. Adormeci a pensar nele e em como se devia estar a sentir ao saber que muito provavelmente não jogará mais esta época.
Acordei com o despertador a tocar despachei-me e no fim do pequeno-almoço tomado fui até à empresa apesar de não ter muita vontade uma vez que queria estar com o Ruben neste momento complicado para ele mas tinha obrigações a cumprir, ainda assim ao meio da manhã pedi o resto do dia, não estava com cabeça e aleguei problemas pessoais para poder sair. Fui até casa onde comi e mudei de roupa para sair pouco depois com destino ao hospital.
- Boa tarde - falei assim que cheguei junto da mãe e irmão do Ruben.
- Oi - notei admiração no tom de voz do Mauro - como é que estás aqui?
- Vim de carro mas o que é que isso interessa?
- O meu irmão ligou-te?
- Não, fiquei a saber ontem por mero acaso pelo João.
- Ah!
- Mas não sou bem-vinda é isso?
- Mariana - ouvi pela primeira vez a voz da Anabela - o Ruben não está lá com grande humor e pediu para não ter visitas.
- Desculpe mas a mim vai receber nem que seja à base da imposição, daqui não saio e daqui ninguém me tira! - o Mauro sorriu - Lá que o Ruben esteja chateado até compreendo mas é mesmo por os próximos tempos serem complicados é que ele precisa dos amigos do seu lado.
- Não vou impedir-te de entrares quando o Ruben regressar do bloco mas também não me responsabilizo se o meu filho reagir mal.
- Não se preocupe que do Ruben trato eu!
Continuamos à conversa que só foi interrompida pelo médico que veio informar como tinha corrido a operação, ficamos animados porque esta tinha sido um sucesso mas conscientes que a recuperação seria demorada mas acima de tudo que nas primeiras semanas, especialmente nestes primeiros dias, o Ruben iria precisar de alguém do seu lado.
Desde que falamos com o médico até sermos avisados que o Ruben já podia receber visitas perdi a conta às “piscinas” que fiz de um lado para o outro na sala de espera, a cada minuto que passava ficava mais ansiosa, a verdade é que não sabia como iria reagir o Ruben e isso estava a deixar-me inquieta, talvez por isso a Anabela sugeriu que entrasse primeiro, não hesitei e fui, mesmo até ao seu quarto pelo caminho tentei acalmar-me mas não surtiu efeito nenhum.
Entrei no quarto sem bater e encontrei-o deitado a olhar o horizonte pela janela que tinha ao seu lado, acabei por aproximar-me e assim que o Ruben deu pela minha presença ficou surpreendido.
- O que é que vieste cá fazer? - perguntou irritado.
- Achas mesmo que iria conseguir ficar no trabalho sem saber como estavas? Ruben - sentei-me na beira da sua cama - porquê que não avisaste? Porquê que fui a última a saber?
- Porque não queria que me visses assim - desviou o olhar - porque tens mais do que fazer e nem tens a obrigação de estar aqui e além disso quero distância de ti! - atirou sem o mínimo cuidado para não magoar-me.
- Não digas isso... Ruben estes dias têm sido horríveis...
- De certeza que não foram tanto quanto os que já passaste quando não sabias se tinhas sida!
- Desculpa... tens motivos para estares chateado mas tenta pelo menos compreender que não é fácil para mim falar disto... tenho consciência que podia ter arruinado com a minha vida mas não posso estar constantemente a pensar no assunto... 
- Mariana sai!
- É assim que queres que a nossa amizade seja para todo o sempre? As palavras foram tuas! - acusei-o estava fula por o Ruben estar com aquela atitude.
- Pois... talvez o nosso erro seja mesmo esse!
- Como assim?
- Mariana nós sempre que estamos bem acontece alguma coisa que nos afasta - respirou profundamente - talvez não sejamos assim tão amigos - olhei-o incrédula.
- Pára! Se pensas que vais conseguir afastar-me assim tão facilmente estás enganado e sabes porquê? - não o deixei responder e beijei-o - É por isso que não somos assim tão amigos... Ruben o nosso problema é que já passamos a barreira da amizade há muito mas nenhum dos dois quis admitir - o Ruben olhava-me de uma forma que nunca antes tinha olhado - eu... eu acho que estou a gostar a sério de ti - o Ruben gargalhou sarcasticamente - isto nunca me aconteceu - suspirei.
- Sabes... já senti isso... no passado quando pensei que gostava de ti para além da amizade!
- O que queres dizer?
- Que estás confusa tal como estive mas fica tranquila que passa dentro de umas semanas...
- Só podes estar a gozar... acabei de te dizer que gosto de ti e fazes piada?
- Mariana piada é a nossa relação desde o início... sinceramente nunca soube o nome a dar ao que nos une - suspirou - não é só amizade mas também não é amor... caso contrário nenhum dos dois tolerava a ideia de o outro ir para a cama com outras pessoas, além disso não consigo esquecer que enganaste-me.
- Tudo bem... diz-me só como é que ficamos e prometo que não toco mais no assunto.
- Mesmo sério achas que sei responder a isso... Mariana neste momento quero dedicar-me simplesmente à minha recuperação, vou ter longos meses pela frente e só quero estar concentrado nisso, quando regressar aos relvados se ainda continuares na dúvida se gostas de mim ou não depois falamos, até lá cada um segue o seu caminho e antes que perguntes quero continuar a ser teu amigo.
- Mas...
- Mas isso quer dizer que vou tentar esquecer a desilusão que me deste e se conseguir vou ter contigo o mesmo tipo de amizade que tenho com a Maria...
- Se é assim que queres não vou insistir - falei algo desanimada mas ao mesmo tempo conformada com a ideia de pelo menos o ter como amigo.
Instalou-se um silêncio incomodativo e só o quebramos quando a sua família entrou no quarto, foi nesse momento que despedi-me do Ruben com um beijo no seu rosto e os desejos de uma rápida recuperação.
Saí do hospital com a sensação que um bocado de mim ficou naquele quarto, conduzi até casa e assim que cheguei fui directa ao quarto.
- Prima vem jantar - a Maria entrou no quarto alegre e bem disposta.
- Estou sem fome.
- Qual estás sem fome... nunca ficas sem fome por isso deixa lá de ser preguiçosa e vem jantar.
- Não me apetece.
- Anda lá... o João está aí também.
- MARIA BAZA! Deixa-me sozinha será que ainda não percebeste que quero ficar sozinha!
- Prima o que é que se passou?
- Nada quero ficar SOZINHA será que posso?
A Maria não falou mais, virou costas e deixou-me sozinha, naquele momento deixei sair para fora toda a revolta que sentia por ter humilhado-me em frente ao Ruben e chorei baba e ranho durante um bom bocado, adormeci ainda com a cara húmida mas quando acordei no dia seguinte estava como nova, livre que nem passarinho para voar de ninho em ninho, foi com esse pensamento que sai da cama e foi com ele que ocupei a cabeça o dia inteiro, fiz planos para sair à noite mas esses foram pelo esgoto quando ao ler as notícias nos jornais desportivos percebi que o Ruben já estaria em casa, não pensei duas vezes e resolvi ir à sua procura, saí do trabalho directa à casa dele, não sabia se estaria lá ou na casa da mãe mas tinha que começar por qualquer lado.

Como será que o Ruben vai reagir quando vir a Mariana?

8 comentários:

  1. Olá
    ADOREI!
    Fico à espera de mais para ver como vai reagir como o Rúben quando vir a Mariana :P
    Beijinhos
    Rita

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  2. Esta fantastico adorei.bjs

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  3. Poça!
    Que grande bomba!
    Eu sabia que ia ser qualquer coisa em grande, mas nunca pensei que fosse tanto!
    Adorei, mas estou triste pela forma como o Rúben tratou a Mariana...
    Próximo, sim?
    Beijinhos!

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  4. ohhh, o Ruben foi tão mau com a Mariana... :(

    Fiquei triste, logo agora que eles tavam a entender-se.

    Mas gostei que a Mariana nao tivesse desistido e fosse à procura dele.

    Beijinhoos*

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  5. Olá :)
    O capitulo esta BOMBASTICO :o
    O ruben até pode estar chateado, mas foi um bocado "otário" :(
    Ainda por cima agora que eles estavam a "assentar"

    Quero o próximo capitulo :p

    Beijinhos

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  6. Quando voltam a postar? Tou curiosa por saber como vai correr a visita da Mariana ao Ruben.

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  7. O Ruben foi mauzinho, reagiu um bocadinho mal,mas gostei da atitude da Mariana, não desistiu, agora quero saber como vai correr esta visitinha ao doentinho.
    Adorei,

    Beijocas

    Fernanda

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  8. uiii que bomba. Estes dois nunca mais ficam juntinhos de uma vez por todas!!

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