(Mariana)
As semanas passaram e como o Natal este ano seria na casa dos meus pais na véspera fui logo cedo para a casa deles uma vez que prometi à minha mãe que a ajudava, isto estragou os meus planos de passar o dia com o Ruben que não ficou muito satisfeito mas acabou por perceber o meu lado e as cenas lá se compuseram ainda assim andamos uns dias aborrecidos, algo que se notou nas saídas com o pessoal já que aproveitamos todas as oportunidades para nos picarmos mutuamente.
Estava a terminar de decorar a mesa do nosso jantar quando o meu telemóvel tocou, apressei-me a ir atender ou não fosse saber que era o meu amigo.
- Oi jeitoso.
- Ena tão bem dispostinha que ela está - gargalhou.
- Bem dispostinha e super ocupada por isso conta lá qual é o motivo desta chamada.
- Estás mesmo a despachar-me?
- O que é que achas? Ruben estou na casa dos meus pais e com a minha mãe a buzinar aos meus ouvidos que está tudo atrasado portanto a menos que queiras ouvir os gritos dela é melhor despachares-te!
- Ok, liguei só para desejar-te um feliz Natal a ti e à restante família.
- Agradeço e retribuo os desejos - suspirei.
- Que se passa?
- Oh… queria que… nada esquece - arrependi-me no último segundo.
- Sim… também queria estar aí do teu lado - atirou assim que ouviu o silêncio do meu lado - mas o Natal é para passarmos com a família…
- Ya!
Ainda falamos durante alguns minutos mas acabamos por desligar porque a minha mãe já estava a stressar que a família estava a chegar e ainda não tinha terminado de colocar a loiça na mesa, fui a correr fazer o que me foi pedido e consegui concluir a tarefa a tempo da chegada dos meus entes queridos.
Os minutos iniciais foram de algazarra completa todos queriam o seu “tempo de antena” para contar as novidades mas ao fim de uns minutos acalmamos e por isso o jantar foi tranquilo.
O momento que se seguiu foi o da troca de presentes o que instalou a confusão novamente, dei e recebi diversos embrulhos, abri-os todos e agradeci as lembranças, foi nesse instante que notei mais uma vez nesta noite a ausência do Ruben, queria mesmo poder vê-lo nem que fosse só para dar um beijo e desejar-lhe Feliz Natal pessoalmente, era nisso que estava a pensar quando a minha prima falou qualquer coisa que não percebi.
- Repete que não ouvi.
- Pudera… afinal estás longe… diria mesmo que o teu pensamento está na Margem Sul… - gargalhou despertando a curiosidade dos restantes.
- Queres mesmo entrar por aí? É que se for para isso também posso dizer onde é que querias estar a esta hora…
A Maria parou com as piadas até porque a nossa prima casula se veio sentar no meio de nós, quis brincadeira e por isso dedicamos os minutos seguintes à pequenina.
Estava tão entretida que só despertei para a realidade quando ouvi o meu telemóvel, saí da sala para atender e assim que o Ruben informou que estava na porta do prédio à espera que a abrisse não hesitei um segundo e corri até ao intercomunicador, abri imediatamente a porta do prédio e depois a do apartamento, encostei-me na ombreira à espera dele e uns minutos depois vi a porta do elevador a abrir.
- Feliz Natal - desejei ao atirar-me para os braços do Ruben beijando-o calmamente.
- Ena devia ser Natal todos os dias - gozou.
- Oh deixa de ser parvo - bati-lhe no braço.
- Hum… só perdoo esta tentativa de agressão se…
Não o deixei continuar e voltei a unir as nossas bocas em mais um beijo demorado, cada vez é mais frequente isso acontecer pelo menos sempre que nos apanhamos sozinhos fica impossível desgrudarmo-nos.
Passei alguns minutos ali mesmo na porta a trocar alguns mimos com o Ruben até que resolvi convidá-lo a entrar.
- Tens a certeza? - olhei-o sem entender - A tua família está toda aí… o que é que vão pensar?
- Que somos amigos…
- Ya até porque é perfeitamente normal os amigos virem visitar as amigas na noite de Natal.
- Oh… deixa-te de cenas - beijei-o - primeiro somos amigos e segundo quero lá saber o que pensam ou deixam de pensar - puxei-o pela mão e entramos finalmente, fechei a porta e assim que virei-me o Ruben puxou-me novamente para ele beijando-me inicialmente foi só um encosto mas acabamos por intensificar o beijo - anda vamos até ao meu antigo quarto…
- És louca! - sorri ao ver a cara dele - nós estamos na casa dos teus pais…
- Então e depois… eles nem sabem que estás cá!
- É arriscado...
- Deixa-te de cenas - beijei-o - até porque tenho a tua prenda no quarto.
O Ruben acabou por ceder e depois de mais uns beijos trocados fomos de mãos dadas até ao meu antigo quarto, entrei e dei imediatamente a volta à chave o que foi suficiente para o meu amigo olhar-me surpreendido.
- Qual é a tua ideia? - sorri ao ouvi-lo.
- Estar uns minutinhos contigo sem correr o risco de sermos apanhados - empurrei-o para a cama e logo depois sentei-me entre as suas pernas - tenho saudades de estar assim numa boa contigo - suspirei.
- Então - beijou-me - agora podes matá-las - voltou a unir os nossos lábios agora durante mais tempo - tenho que confessar que também já sentia saudades disto... - senti as suas mãos a irem até ao interior da minha camisola - andamos estes dias armados em parvos, foi o que foi!
- Oh... se não fosse assim isto não tinha piada - gargalhamos os dois.
- Vais ficar hoje por aqui?
- Népia... vou dormir a casa porquê?
- Não, não vais! Daqui vais mas é direta lá para casa!
- Isso é uma ordem??
- Não - sorriu - é um pedido ou desejo de Natal conforme queiras encarar.
- Sendo assim... vou pensar no teu caso - beijei-o - mas agora tenho que regressar à sala antes que dêem pela minha falta.
Tentei sair da cama mas o Ruben não facilitou prendendo-me com os seus braços, ficamos mais uns minutos numa troca de mimos intensa mas acabamos por nos levantarmos, já estava a abrir a porta quando o Ruben falou.
- Onde é que a menina pensa que vai sem abrir o seu presente? - olhei-o - Toma! - deu-me um pequeno saco.
- Oh não precisavas incomodar-te!
- Deixa-te de tretas e abre!
- Ok chefe - sorrimos - o que é isto? - perguntei ao ver uma pequena caixa.
- Abre que ficas a saber! - o Ruben estava com um sorriso lindo que fez com que suspirasse ao vê-lo.
- Bem... - fiquei sem reacção o que levou o Ruben a falar.
- Não gostas?
- É lindo - sorri - ajudas-me? - pedi ao virar-me de costas para ele com a intenção do Ruben ajudar-me com o colar.
- Espero sinceramente que agora seja para todo o sempre... - virou-me de frente para ele - Mariana...
- Toma é a minha! - dei-lhe o saco que estava na cómoda com receio do que o Ruben pudesse vir a dizer ou fazer.
- É seguro abrir isto?
- Piadinha... mas sim é seguro! - o Ruben abriu o saco e retirou o embrulho rasgando logo de seguida o papel e assim que viu o conteúdo do livro gargalhou - espero que dês utilidade a isso...
- Só se for para ter o prazer de te ter mais vezes lá por casa - aproximou-se - aceitas ser a minha cobaia?
- Só com uma condição... experimentas sempre primeiro a comida e ao fim de uma hora se continuares vivo então aí aceito ser tua cobaia!
- Andas cheia de piada... mas agora anda cá - puxou-me novamente para ele - já pensaste na minha proposta?
- Qual?
- A de acordares do meu lado amanhã?
- Ruben, decido quando sair daqui... depende das horas.
- Hum... ok.
- Mas podíamos combinar qualquer coisa para amanhã, tipo de tarde estou livre...
- Tudo bem, então quando tiveres despachada liga-me e logo vemos onde nos encontramos - beijou-me - mas agora tenho de ir...
Concordei com o Ruben e acompanhei-o à porta onde ficamos vários minutos a despedirmo-nos.
Ao regressar à sala passei pela minha prima que estava ao telemóvel trocamos um sorriso cúmplice e prossegui caminho.
- Prima - a Matilde sentou-se ao meu colo na primeira oportunidade - deixas-me ver o teu telemóvel?
- Para quê?
- Para eu ver se também tens a foto de um menino.
- Hã?
- A prima Maria tem a foto de um menino e quando pareceu o nome tava com um coração junto, tu também tens?
A vontade que tive de gargalhar foi enorme mas não o fiz porque a Maria entrou na sala e gerou-se imediatamente mais um dos nossos momentos ou não fosse ter iniciado uma picardia com a minha prima que serviu para desviarmos as atenções dos nossos supostos namoros.
A noite prosseguiu e com o avançar das horas avisei que estava no momento de regressar ao meu doce lar, despedi-me dos meus pais para depois despedir-me dos meus tios (pais da Maria) deixando para o fim a minha prima Matilde e os seus pais, foi quando despedia-me do meu tio Jorge que ouvi algo inesperado.
- O Ruben tem bom gosto - sorriu.
- Ó tio pare lá com isso.
- Ok... mas fica o aviso à primeira que fizer junto-me à tua prima e mando-o para bem longe!
- Ora a minha vida... estou bem tramada com os dois! Preocupem-se com a vossa vida e deixem a minha em paz.
Ainda troquei mais algumas palavras com o meu tio mas acabei por sair. Quem aproveitou a “boleia” foi a Maria apesar de seguirmos caminhos opostos uma vez que alertei-a que não iria para casa, lógico que mesmo sem lhe dizer a Maria soube imediatamente qual o meu destino.
- Avisa lá aquele coxo que ofendeu-me... custava-lhe muito ter chegado à sala e desejar um Feliz Natal... ah espera... o menino da mama teve medo de enfrentar o tio...
- Olha pelo menos o meu ainda veio...
- Alto e pára o baile - gargalhou talvez pela cara que fiz - teu menino?? Mas já há avanços e não contaste, foi?
- Meu é uma forma de dizer...
- Pois, pois...
Por vontade da Maria tínhamos continuado com o bate boca mas decidi ignorá-la e meter-me ao caminho. Conduzi até à casa do Ruben e assim que estacionei deu para perceber que se já estivesse em casa provavelmente estaria a dormir uma vez que não se via uma única luz acesa, entrei com as chaves que me deu quando foi de férias com o David e que nunca mais as devolvi.
Fui directa ao seu quarto e assim que entrei pude comprovar que dormia serenamente, ainda fiquei uns minutos a observá-lo mas não resisti e no fim de desfazer-me da minha roupa deitei-me ao seu lado, ainda pensei em acordá-lo mas desisti da ideia por o ver a dormir tão bem, no entanto percebi que afinal não dormia tão profundamente quanto isso ou não fosse ter-se virado imediatamente assim que sentiu a presença do meu corpo na sua cama.
- Julgava que já dormias - falei depois de separarmos os nossos lábios.
- Passei pelas “brasas” mas como a esperança é a última a morrer... digamos que tentei manter-me acordado - sorri ao ouvi-lo para de imediato iniciarmos mais um momento dos nossos onde a entrega foi completa.
Adormeci nos seus braços para acordar com os seus lábios colados aos meus.
- Bom dia! - sorriu
- Bom dia? Só se for para ti... para mim ainda é boa noite... - refilei ao virar-me para o outro lado, queria dormir no mínimo mais oito horas.
- Deixa de ser menina que já são horas de sair da cama!
- Ai sim? Olha e eu a pensar que podíamos continuar por aqui - sorriu quando aninhei-me nos seus braços - está tão bom assim.
- Hum... podia ficar bem melhor - sossurou enquanto muito ao de leve os seus dedos passeavam pela pele dos meus ombros.
- Poder até podia se não tivesse com tanta preguiça - gargalhou - de mim só consegues arrancar algo se formos até à casa de banho para um duche a dois assim daqueles hiper relaxantes... - sorriu
- Os seus desejos são ordens - beijou-me - vou preparar as cenas - o Ruben levantou-se e só o voltei a ver uns minutos depois - anda - deu-me a mão ajudando-me a levantar e assim que coloquei os dois pés no chão senti de imediato os seus braços a envolverem-me o corpo, beijamo-nos demoradamente para finalmente seguirmos até à casa de banho, pelo caminho ficou a pouca roupa que tínhamos vestida.
- Bem esmeraste-te sim senhora...
- Sabes que quando a companhia está à altura por norma esmero-me sempre - atirou de uma só vez para começar de imediato a provocar-me, acabamos dentro da banheira a partilhar um momento a dois calminho, não houve sexo mas sim trocas de mimos sem segundas intenções, o Ruben cumpriu com o que lhe pedi e proporcionou-me um banho hiper relaxante.
****
Estávamos na sala comigo sentada por entre as pernas no Ruben e a receber mimos enquanto metíamos a conversa em dia quando os nossos telemóveis tocaram lógico que gargalhamos ao ver que quem nos ligava era a Maria e o João, se já desconfiávamos que estivessem juntos tivemos a certeza quando ambos nos convidaram para almoçar, sendo que a minha prima avisou-me que o João iria enviar-me uma mensagem com o local.
Como ainda tínhamos algum tempo até à hora que combinamos com eles decidimos ir dar um passeio, estava a começar a sufocar dentro do meu próprio corpo, talvez por já não me reconhecer sempre que estou com o Ruben, isto porque é cada vez mais frequente procurar os mimos mas sobretudo o conforto que sinto quando o tenho junto de mim do que sexo propriamente dito.
- O que é que tens? - suspirei ao ouvi-lo - Ultimamente tens andado estranha, diria mesmo ausente.
- Não é nada - tentei desviar o assunto mas o Ruben insistiu.
- E agora a verdade... - parou de andar e colocou-se bem na minha frente - Mariana não te esqueças nunca que és muito mais do que aquelas todas que já levei para a cama - olhavamo-nos mutuamente - conheço-te de olhos fechados e não estou a falar só fisicamente por isso não venhas com tretas, alguma coisa se passa e está a deixar-te incomodada - desviei o olhar - é disso que falo...
- Ruben o que é que isto - agarrei no fio que tinha ao pescoço - significa para ti?
- Que quero que a nossa amizade seja eterna - fez uma pequena pausa no seu discurso - pelo menos a amizade...
- O que queres dizer com isso?
- Que se não puder ser mais nada que seja a eterna amizade!
- Ruben nós fizemos um acordo ou melhor aceitamos umas determinadas condições para que a nossa amizade colorida resultasse - interrompeu-me.
- Queres afastar-te é isso não é? Achas que isto está a fugir ao nosso controlo né?
- O que é que achas? - perguntei sem nunca desviar o meu olhar do dele mas quando o Ruben ia para responder fomos interrompidos por um grupo de adolescentes que ao reconhecerem o Ruben quiseram uns autógrafos.
A conversa acabou por cair no esquecimento uma vez que tivemos que regressar aos carros e seguir caminho, encontramo-nos com o João e a Maria para almoçar.
Durante a refeição a animação teve sempre presente mas no caminho de regresso aos carros não resisti e impliquei com a Maria por não ver o seu carro, algo que originou uns minutos de troca de “bocas” connosco mais uma vez a não admitir-mos o que andamos a fazer.
Antes de seguirmos caminho ainda acordamos que a passagem de ano seria lá em casa e por isso os dias seguintes foram a organizar tudo para que nada faltasse na última noite do ano.
Como irá correr a noite? Haverá surpresas? E quando é que o casal Ruben e Mariana assumem de uma vez que estão “apanhadinhos” um pelo outro?
As semanas passaram e como o Natal este ano seria na casa dos meus pais na véspera fui logo cedo para a casa deles uma vez que prometi à minha mãe que a ajudava, isto estragou os meus planos de passar o dia com o Ruben que não ficou muito satisfeito mas acabou por perceber o meu lado e as cenas lá se compuseram ainda assim andamos uns dias aborrecidos, algo que se notou nas saídas com o pessoal já que aproveitamos todas as oportunidades para nos picarmos mutuamente.
Estava a terminar de decorar a mesa do nosso jantar quando o meu telemóvel tocou, apressei-me a ir atender ou não fosse saber que era o meu amigo.
- Oi jeitoso.
- Ena tão bem dispostinha que ela está - gargalhou.
- Bem dispostinha e super ocupada por isso conta lá qual é o motivo desta chamada.
- Estás mesmo a despachar-me?
- O que é que achas? Ruben estou na casa dos meus pais e com a minha mãe a buzinar aos meus ouvidos que está tudo atrasado portanto a menos que queiras ouvir os gritos dela é melhor despachares-te!
- Ok, liguei só para desejar-te um feliz Natal a ti e à restante família.
- Agradeço e retribuo os desejos - suspirei.
- Que se passa?
- Oh… queria que… nada esquece - arrependi-me no último segundo.
- Sim… também queria estar aí do teu lado - atirou assim que ouviu o silêncio do meu lado - mas o Natal é para passarmos com a família…
- Ya!
Ainda falamos durante alguns minutos mas acabamos por desligar porque a minha mãe já estava a stressar que a família estava a chegar e ainda não tinha terminado de colocar a loiça na mesa, fui a correr fazer o que me foi pedido e consegui concluir a tarefa a tempo da chegada dos meus entes queridos.
Os minutos iniciais foram de algazarra completa todos queriam o seu “tempo de antena” para contar as novidades mas ao fim de uns minutos acalmamos e por isso o jantar foi tranquilo.
O momento que se seguiu foi o da troca de presentes o que instalou a confusão novamente, dei e recebi diversos embrulhos, abri-os todos e agradeci as lembranças, foi nesse instante que notei mais uma vez nesta noite a ausência do Ruben, queria mesmo poder vê-lo nem que fosse só para dar um beijo e desejar-lhe Feliz Natal pessoalmente, era nisso que estava a pensar quando a minha prima falou qualquer coisa que não percebi.
- Repete que não ouvi.
- Pudera… afinal estás longe… diria mesmo que o teu pensamento está na Margem Sul… - gargalhou despertando a curiosidade dos restantes.
- Queres mesmo entrar por aí? É que se for para isso também posso dizer onde é que querias estar a esta hora…
A Maria parou com as piadas até porque a nossa prima casula se veio sentar no meio de nós, quis brincadeira e por isso dedicamos os minutos seguintes à pequenina.
Estava tão entretida que só despertei para a realidade quando ouvi o meu telemóvel, saí da sala para atender e assim que o Ruben informou que estava na porta do prédio à espera que a abrisse não hesitei um segundo e corri até ao intercomunicador, abri imediatamente a porta do prédio e depois a do apartamento, encostei-me na ombreira à espera dele e uns minutos depois vi a porta do elevador a abrir.
- Feliz Natal - desejei ao atirar-me para os braços do Ruben beijando-o calmamente.
- Ena devia ser Natal todos os dias - gozou.
- Oh deixa de ser parvo - bati-lhe no braço.
- Hum… só perdoo esta tentativa de agressão se…
Não o deixei continuar e voltei a unir as nossas bocas em mais um beijo demorado, cada vez é mais frequente isso acontecer pelo menos sempre que nos apanhamos sozinhos fica impossível desgrudarmo-nos.
Passei alguns minutos ali mesmo na porta a trocar alguns mimos com o Ruben até que resolvi convidá-lo a entrar.
- Tens a certeza? - olhei-o sem entender - A tua família está toda aí… o que é que vão pensar?
- Que somos amigos…
- Ya até porque é perfeitamente normal os amigos virem visitar as amigas na noite de Natal.
- Oh… deixa-te de cenas - beijei-o - primeiro somos amigos e segundo quero lá saber o que pensam ou deixam de pensar - puxei-o pela mão e entramos finalmente, fechei a porta e assim que virei-me o Ruben puxou-me novamente para ele beijando-me inicialmente foi só um encosto mas acabamos por intensificar o beijo - anda vamos até ao meu antigo quarto…
- És louca! - sorri ao ver a cara dele - nós estamos na casa dos teus pais…
- Então e depois… eles nem sabem que estás cá!
- É arriscado...
- Deixa-te de cenas - beijei-o - até porque tenho a tua prenda no quarto.
O Ruben acabou por ceder e depois de mais uns beijos trocados fomos de mãos dadas até ao meu antigo quarto, entrei e dei imediatamente a volta à chave o que foi suficiente para o meu amigo olhar-me surpreendido.
- Qual é a tua ideia? - sorri ao ouvi-lo.
- Estar uns minutinhos contigo sem correr o risco de sermos apanhados - empurrei-o para a cama e logo depois sentei-me entre as suas pernas - tenho saudades de estar assim numa boa contigo - suspirei.
- Então - beijou-me - agora podes matá-las - voltou a unir os nossos lábios agora durante mais tempo - tenho que confessar que também já sentia saudades disto... - senti as suas mãos a irem até ao interior da minha camisola - andamos estes dias armados em parvos, foi o que foi!
- Oh... se não fosse assim isto não tinha piada - gargalhamos os dois.
- Vais ficar hoje por aqui?
- Népia... vou dormir a casa porquê?
- Não, não vais! Daqui vais mas é direta lá para casa!
- Isso é uma ordem??
- Não - sorriu - é um pedido ou desejo de Natal conforme queiras encarar.
- Sendo assim... vou pensar no teu caso - beijei-o - mas agora tenho que regressar à sala antes que dêem pela minha falta.
Tentei sair da cama mas o Ruben não facilitou prendendo-me com os seus braços, ficamos mais uns minutos numa troca de mimos intensa mas acabamos por nos levantarmos, já estava a abrir a porta quando o Ruben falou.
- Onde é que a menina pensa que vai sem abrir o seu presente? - olhei-o - Toma! - deu-me um pequeno saco.
- Oh não precisavas incomodar-te!
- Deixa-te de tretas e abre!
- Ok chefe - sorrimos - o que é isto? - perguntei ao ver uma pequena caixa.
- Abre que ficas a saber! - o Ruben estava com um sorriso lindo que fez com que suspirasse ao vê-lo.
- Bem... - fiquei sem reacção o que levou o Ruben a falar.
- Não gostas?
- É lindo - sorri - ajudas-me? - pedi ao virar-me de costas para ele com a intenção do Ruben ajudar-me com o colar.
- Toma é a minha! - dei-lhe o saco que estava na cómoda com receio do que o Ruben pudesse vir a dizer ou fazer.
- É seguro abrir isto?
- Piadinha... mas sim é seguro! - o Ruben abriu o saco e retirou o embrulho rasgando logo de seguida o papel e assim que viu o conteúdo do livro gargalhou - espero que dês utilidade a isso...
- Só com uma condição... experimentas sempre primeiro a comida e ao fim de uma hora se continuares vivo então aí aceito ser tua cobaia!
- Andas cheia de piada... mas agora anda cá - puxou-me novamente para ele - já pensaste na minha proposta?
- Qual?
- A de acordares do meu lado amanhã?
- Ruben, decido quando sair daqui... depende das horas.
- Hum... ok.
- Mas podíamos combinar qualquer coisa para amanhã, tipo de tarde estou livre...
- Tudo bem, então quando tiveres despachada liga-me e logo vemos onde nos encontramos - beijou-me - mas agora tenho de ir...
Concordei com o Ruben e acompanhei-o à porta onde ficamos vários minutos a despedirmo-nos.
Ao regressar à sala passei pela minha prima que estava ao telemóvel trocamos um sorriso cúmplice e prossegui caminho.
- Prima - a Matilde sentou-se ao meu colo na primeira oportunidade - deixas-me ver o teu telemóvel?
- Para quê?
- Para eu ver se também tens a foto de um menino.
- Hã?
- A prima Maria tem a foto de um menino e quando pareceu o nome tava com um coração junto, tu também tens?
A vontade que tive de gargalhar foi enorme mas não o fiz porque a Maria entrou na sala e gerou-se imediatamente mais um dos nossos momentos ou não fosse ter iniciado uma picardia com a minha prima que serviu para desviarmos as atenções dos nossos supostos namoros.
A noite prosseguiu e com o avançar das horas avisei que estava no momento de regressar ao meu doce lar, despedi-me dos meus pais para depois despedir-me dos meus tios (pais da Maria) deixando para o fim a minha prima Matilde e os seus pais, foi quando despedia-me do meu tio Jorge que ouvi algo inesperado.
- O Ruben tem bom gosto - sorriu.
- Ó tio pare lá com isso.
- Ok... mas fica o aviso à primeira que fizer junto-me à tua prima e mando-o para bem longe!
- Ora a minha vida... estou bem tramada com os dois! Preocupem-se com a vossa vida e deixem a minha em paz.
Ainda troquei mais algumas palavras com o meu tio mas acabei por sair. Quem aproveitou a “boleia” foi a Maria apesar de seguirmos caminhos opostos uma vez que alertei-a que não iria para casa, lógico que mesmo sem lhe dizer a Maria soube imediatamente qual o meu destino.
- Avisa lá aquele coxo que ofendeu-me... custava-lhe muito ter chegado à sala e desejar um Feliz Natal... ah espera... o menino da mama teve medo de enfrentar o tio...
- Olha pelo menos o meu ainda veio...
- Alto e pára o baile - gargalhou talvez pela cara que fiz - teu menino?? Mas já há avanços e não contaste, foi?
- Meu é uma forma de dizer...
- Pois, pois...
Por vontade da Maria tínhamos continuado com o bate boca mas decidi ignorá-la e meter-me ao caminho. Conduzi até à casa do Ruben e assim que estacionei deu para perceber que se já estivesse em casa provavelmente estaria a dormir uma vez que não se via uma única luz acesa, entrei com as chaves que me deu quando foi de férias com o David e que nunca mais as devolvi.
Fui directa ao seu quarto e assim que entrei pude comprovar que dormia serenamente, ainda fiquei uns minutos a observá-lo mas não resisti e no fim de desfazer-me da minha roupa deitei-me ao seu lado, ainda pensei em acordá-lo mas desisti da ideia por o ver a dormir tão bem, no entanto percebi que afinal não dormia tão profundamente quanto isso ou não fosse ter-se virado imediatamente assim que sentiu a presença do meu corpo na sua cama.
- Julgava que já dormias - falei depois de separarmos os nossos lábios.
- Passei pelas “brasas” mas como a esperança é a última a morrer... digamos que tentei manter-me acordado - sorri ao ouvi-lo para de imediato iniciarmos mais um momento dos nossos onde a entrega foi completa.
Adormeci nos seus braços para acordar com os seus lábios colados aos meus.
- Bom dia! - sorriu
- Bom dia? Só se for para ti... para mim ainda é boa noite... - refilei ao virar-me para o outro lado, queria dormir no mínimo mais oito horas.
- Deixa de ser menina que já são horas de sair da cama!
- Ai sim? Olha e eu a pensar que podíamos continuar por aqui - sorriu quando aninhei-me nos seus braços - está tão bom assim.
- Hum... podia ficar bem melhor - sossurou enquanto muito ao de leve os seus dedos passeavam pela pele dos meus ombros.
- Poder até podia se não tivesse com tanta preguiça - gargalhou - de mim só consegues arrancar algo se formos até à casa de banho para um duche a dois assim daqueles hiper relaxantes... - sorriu
- Os seus desejos são ordens - beijou-me - vou preparar as cenas - o Ruben levantou-se e só o voltei a ver uns minutos depois - anda - deu-me a mão ajudando-me a levantar e assim que coloquei os dois pés no chão senti de imediato os seus braços a envolverem-me o corpo, beijamo-nos demoradamente para finalmente seguirmos até à casa de banho, pelo caminho ficou a pouca roupa que tínhamos vestida.
- Bem esmeraste-te sim senhora...
- Sabes que quando a companhia está à altura por norma esmero-me sempre - atirou de uma só vez para começar de imediato a provocar-me, acabamos dentro da banheira a partilhar um momento a dois calminho, não houve sexo mas sim trocas de mimos sem segundas intenções, o Ruben cumpriu com o que lhe pedi e proporcionou-me um banho hiper relaxante.
****
Estávamos na sala comigo sentada por entre as pernas no Ruben e a receber mimos enquanto metíamos a conversa em dia quando os nossos telemóveis tocaram lógico que gargalhamos ao ver que quem nos ligava era a Maria e o João, se já desconfiávamos que estivessem juntos tivemos a certeza quando ambos nos convidaram para almoçar, sendo que a minha prima avisou-me que o João iria enviar-me uma mensagem com o local.
Como ainda tínhamos algum tempo até à hora que combinamos com eles decidimos ir dar um passeio, estava a começar a sufocar dentro do meu próprio corpo, talvez por já não me reconhecer sempre que estou com o Ruben, isto porque é cada vez mais frequente procurar os mimos mas sobretudo o conforto que sinto quando o tenho junto de mim do que sexo propriamente dito.
- O que é que tens? - suspirei ao ouvi-lo - Ultimamente tens andado estranha, diria mesmo ausente.
- Não é nada - tentei desviar o assunto mas o Ruben insistiu.
- E agora a verdade... - parou de andar e colocou-se bem na minha frente - Mariana não te esqueças nunca que és muito mais do que aquelas todas que já levei para a cama - olhavamo-nos mutuamente - conheço-te de olhos fechados e não estou a falar só fisicamente por isso não venhas com tretas, alguma coisa se passa e está a deixar-te incomodada - desviei o olhar - é disso que falo...
- Ruben o que é que isto - agarrei no fio que tinha ao pescoço - significa para ti?
- Que quero que a nossa amizade seja eterna - fez uma pequena pausa no seu discurso - pelo menos a amizade...
- O que queres dizer com isso?
- Que se não puder ser mais nada que seja a eterna amizade!
- Ruben nós fizemos um acordo ou melhor aceitamos umas determinadas condições para que a nossa amizade colorida resultasse - interrompeu-me.
- Queres afastar-te é isso não é? Achas que isto está a fugir ao nosso controlo né?
- O que é que achas? - perguntei sem nunca desviar o meu olhar do dele mas quando o Ruben ia para responder fomos interrompidos por um grupo de adolescentes que ao reconhecerem o Ruben quiseram uns autógrafos.
A conversa acabou por cair no esquecimento uma vez que tivemos que regressar aos carros e seguir caminho, encontramo-nos com o João e a Maria para almoçar.
Durante a refeição a animação teve sempre presente mas no caminho de regresso aos carros não resisti e impliquei com a Maria por não ver o seu carro, algo que originou uns minutos de troca de “bocas” connosco mais uma vez a não admitir-mos o que andamos a fazer.
Antes de seguirmos caminho ainda acordamos que a passagem de ano seria lá em casa e por isso os dias seguintes foram a organizar tudo para que nada faltasse na última noite do ano.
Como irá correr a noite? Haverá surpresas? E quando é que o casal Ruben e Mariana assumem de uma vez que estão “apanhadinhos” um pelo outro?


Adorei!!!
ResponderEliminarPostem rápido sff
Para variar adorei *.*
ResponderEliminarBjinho e continuem...quero mais xD
Bruna
Aleluia!!! Letras e não números! Já andava a desesperar por um capítulo vosso...
ResponderEliminarAdorei!
Beijinhos
Olá M&M :)
ResponderEliminarFico feliz pelo Ruben e pela Mariana Começarem a atinar.
Mas espero que atinem mesmo de vez xd
Quero o próximo capitulo :)
beijinhos
Fantastico adorei adorei adorei.bjs
ResponderEliminarOlá :D
ResponderEliminarAdorei meninas!
Espero que o Ruben e a Mariana assumam de uma vez o que sentem e que não se afastem!
Estes dois casalinhos são muito fofinho :p
Quero mais!
Beijinhos
Ritááá xD
Olá
ResponderEliminarBem estes dois bem que podiam "por cá para fora" o que nos todas sabemos lool
Adorei o capitulo e gostei imenso desta troca de presentes xD
Fico à espera de mais meninas!
Beijinhos
Rita
Adorei, quero ver quanto tempo é que eles vão continuar a negar o que sentem.
ResponderEliminarContinuem
Beijocas
Fernanda
Espero que o Ruben e a Mariana assumam o que sentem! Também adorei as prendas!
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