domingo, 16 de setembro de 2012

019 - "....não sou igual às outras, não sonho com um namoro, casamento, filhos..."

(Ruben)

Nunca pensei que conseguisse falar o que andava há anos a esconder mas naquele momento não consegui evitar mais, senti que tinha de ser honesto primeiro comigo e depois com a Mariana, admiti que o que me une a ela é muito mais do que amizade no entanto não obtive qualquer reação da sua parte, a Mariana ficou estática a olhar-me para uns minutos depois “acordar para a realidade” ao tentar sair da cozinha.
- Onde vais? - agarrei-lhe o braço.
- Embora...
- Ou seja vais fugir tal como fugi no passado! - parou de andar e olhou-me.
- Não estou a fugir... simplesmente não tenho mais nada para dizer.
- Não tens? Mariana acabei de admitir que gosto de ti - aproximei-me dela - e tu não tens nada para dizer?
- Ruben - respirou profundamente - a última coisa que quero é magoar-te e neste momento se continuar aqui é o que vai acabar por acontecer.
- Porquê?
- Porque ao contrário de ti não tenho certezas de nada...
- E por isso foges - olhei-a nos olhos - em vez de tentares obter essas certezas que tanto precisas...
- Antes de obter essas certezas preciso de entender se as quero ter - suspirou - Ruben entre ter a tua amizade ou não ter nada prefiro a amizade.
- Mas se podes ter as duas... porquê que continuas a fugir... será assim tão complicado admitires que gostas de mim?
- É... porque sei que mais tarde ou mais cedo nos vamos chatear e afastar, pior que isso é ter a certeza que não estou preparada para ter qualquer coisa contigo sem ser amizade, o problema não és tu mas sim meu, sei que agora não entendes mas talvez um dia venhas a perceber.
- Ajudava se fosses directa ao assunto!
- Esquece... é algo que não me orgulho e que não quero falar... Ruben é verdade que gosto muito de ti, que és meu amigo e em circunstâncias normais até poderias ser mais mas eu não sou normal, não sou igual às outras, não sonho com um namoro, casamento, filhos e nem tenho perfil para isso, sou extremamente dona do meu nariz, não tolero que digam ou opinem sobre nada do que faço ou quero, logo não estou minimamente preparada para namorar com ninguém e nem estou disposta a fazer um esforço para mudar isso, talvez daqui a uns anos isto mude mas neste momento não quero nem posso prender-me a ninguém, por muito que me sinta bem do teu lado não consigo - olhou-me - a verdade é que sempre que agarras na minha mão, abraças-me, beijas-me ou simplesmente olhas-me sinto-me estranha é como se tudo o resto desapareça... provavelmente é isto que chamam de paixão ou até mesmo amor, não sei nem quero saber, porque mesmo sentido isto tudo tenho consciência que não sou a mulher que precisas porque não estou disposta a mudar, não consigo... só a ideia de estar “presa” a alguém faz com que afaste imediatamente tal ideia.
- Podíamos tentar...
- Sim, podíamos mas só iria estar a iludir-te e no fim acabávamos novamente por nos magoar como foi no passado, Ruben percebe que ao contrário de ti que estás cheio de certezas eu não, estou confusa, com medo, já não me reconheço e enquanto andar assim não vou assumir compromisso nenhum, nem contigo nem com ninguém...
- Tudo bem... não insisto mais mas não vai ser por isso que vou conseguir apagar o que sinto por ti... Mariana estivemos anos sem nos falarmos, sem saber nada de ti e nunca consegui esquecer-te por isso não vai ser agora que nos cruzamos constantemente que vou conseguir fazê-lo, nem mesmo o facto de te ver com outros diminui o que sinto, talvez porque no fundo compreendo-te e partilho contigo a mesma opção de vida, vou divertindo-me com as outras e amando-te em silêncio - suspirei - o pior nisto tudo é que acredito que sentes o mesmo por mim mas não o consegues admitir... por isso juro que não toco nunca mais neste assunto - olhei-a - mas espero que tudo o que foi dito aqui não interfira com a nossa amizade, quero recuperar os anos que estivemos afastados, quero a minha amiga de volta.
- E vais tê-la... porque também quero e muito ter o meu amigo de volta, faz-me bem e do teu lado sinto-me segura, além que és o único que sempre me deu na cabeça e que ouvia, é verdade que não o demonstrava mas ouvia e por momentos até tentava fazer o que dizias mas a louca da Mari acabava sempre por levar a melhor - sorri ao ouvi-la - posso dar-te um abraço?
- Anda cá - abri os braços e acolhi-a - sabes - afastei-me ligeiramente para olhá-la - no fundo é isto que sempre fomos e seremos... amigos! - sorrimos.
- É tens razão - deu-me um beijo repenicado no meu rosto tal como fazia quando éramos dois adolescentes - por isso mesmo aqui a tua amiga vai acabar o jantar - soltou-se dos meus braços e virou-se para a bancada.
Fiquei a observá-la e no fim jantamos com alguma animação à mistura, acabamos por contar alguns momentos engraçados que ocorreram nas nossas vidas durante os últimos anos e no fim de arrumarmos a cozinha decidimos ir beber um copo, passamos pela casa da Mariana para mudar de roupa e seguimos para a noite.
Divertimos-nos os dois mas sem arranjarmos companhia extra, foi simplesmente uma saída entre dois amigos e no final deixei-a em casa com a promessa que a noite que tivemos será para ser repetida mais vezes.

(Mariana)

Quinze dias passaram e depois da conversa franca que tive com o Ruben já conseguimos partilhar o mesmo espaço sem as constantes provocações, acordamos que iríamos deixar o passado no seu lugar e seguir em frente, acabamos por conseguir recuperar a cumplicidade que em tempos tivemos e actualmente já nenhum dos dois toca no assunto.
Estava já a sair de casa para ir ter com os meus dois mosqueteiros uma vez que o Ruben conseguiu convencer-me a alinhar numa saída a três quando a Maria chega vinda do Porto e assim que lhe disse para onde ia colocou-se imediatamente. Esperei por sua alteza e depois seguimos juntas no carro dela.
Entramos no bar e assim que vimos o Ruben percebi que algo se passava, a cara que fez ao ver a Maria comigo denunciou-o imediatamente.
- O que é que se passa? - perguntei no momneto que o cumprimentei.
- O João está acompanhado - respondeu-me no mesmo tom - mas tanto quanto sei é só uma amiga.
- Isto vai dar confusão...
- Anda - agarrou-me a mão puxando-me, caminhamos até à mesa onde já se encontrava o João com a minha prima a seguir-nos sem evitar o sorriso sempre que desviava o olhar para ela.
O ambiente ficou um bocado estranho assim que a Maria teve conhecimento da presença da outra, ainda assim controlou-se e tolerou a presença da flana até conseguir mas acabou por sair assim que eles foram dançar os dois, ainda tentei segui-la mas o Ruben agarrou-me.
- Deixa-me ir...
- Não, fica! - pediu-me ao ouvido.
- Mas a Maria tá lixada...
- Por isso mesmo deixa-a... ela deve querer ficar sozinha...
- Mas eu vim com ela!
- Deixa-te de coisas que apiada não ficas - sorriu - anda - puxou-me pela mão - vamos dançar.
Acabei por lhe fazer a vontade e passamos os minutos seguintes a dançar até que o João fez sinal que também ia embora, despedimo-nos dele e ainda ficamos durante alguns minutos no bar mas acabei por pedir ao Ruben para levar-me a casa algo que ele fez sem refilar.
- Olha lá - o Ruben desviou o olhar da estrada por meros segundos - mas afinal quem é mesmo a gaja que tava com o João?
- Alguém do Sporting... não entendi bem.
- Mas anda a sair com ela? É sério?
- Achas - sorriu - só há uma pessoa que pode vir a ter essa importância na vida do João e essa conhecemos nós bem...
- Pois... talvez.
Continuamos à conversa até sermos obrigados a despedirmo-nos uma vez que já estávamos diante do prédio.
- Tens planos para amanhã?
- Porquê?
- Lembrei-me que podíamos fazer qualquer juntos.
- Só se for assim uma sessão de cinema caseira porque não está a apetecer-me mais nada.
- Tudo bem - sorriu - apareces lá em casa a que horas?
- Olha lá e porquê que não é o menino a vir ter comigo?
- Porque quero estar só contigo - atirou sem o minimo cuidado - e aqui existe a probabilidade da tua prima aparecer!
- Ruben não estejas com ideias...
- Fica descansada que não estou com ideias de te levar para a cama ou algo do género - olhou-me - só quero estar com a minha amiga sem ter ninguém a mandar piadas.
- Ah... ok.
- Então aparece lá em casa quando quiseres.
Ficamos ainda uns minutos à conversa mas acabei por despedir-me do Ruben e no momento que virei o rosto para lhe dar o outro beijinho olhamo-nos com uma intensidade tremenda, foi de tal ordem que senti um arrepio ainda assim disfarcei e apressei-me a sair do carro.
Entrei no prédio sem olhar para trás e subi até ao apartamento, assim que entrei cruzei-me com a Maria que ia a sair, não questionei até porque com a cara que estava o melhor era mesmo nem perguntar.

****
Acordei com energia e por isso decidi ir dar uma volta, ainda foi ao quarto da Maria para ver se arranjava companhia mas não a encontrei, resolvi ir na mesma e passei a manhã toda à beira rio, ora a andar, a correr ou simplesmente sentada a observar não sei o quê.
Dei comigo a pensar no Ruben e nos momentos que temos partilhado nestes últimos dias, aos poucos e poucos temos vindo a recuperar a cumplicidade que em tempos tivemos e isso deixa-me serena.
Resolvi regressar a casa onde tomei um duche relaxante e depois preparei algo leve para o meu almoço, no fim de almoçar mudei de roupa e segui para a casa do Ruben.
- Oi - deu-lhe os dois beijinhos da praxe.
- Entra - sorriu quando passei por ele.
- Ena levaste mesmo a sério o que falei de sessão de cinema caseira - sorrimos - até temos pipocas e tudo - falei ao agarrar em algumas e a levá-las à boca.
- É... se ainda não perdeste o vício... só vês um filme se tiveres uma taça de pipocas no colo.
- Pois... - sentei-me do seu lado - e que filme é que vamos ver?
- Uma comédia que andamos a precisar de rir...
Não coloquei entrave nenhum e por isso começamos a ver o filme, uns minutos bastaram para as gargalhadas começarem, o que foi uma constante ao longo do filme e quando este terminou dei comigo abraçada ao Ruben, deixei-me ficar, ali sentia-me bem e protegida.
As horas passaram e depois de muita conversa jogada fora decidimos ir jantar fora, o Ruben escolheu o restaurante e deu para entender que teve em conta a nossa privacidade uma vez que estávamos mais afastados dos outros clientes.
A noite revelou-se animada mas terminou cedo, afinal ambos tínhamos que trabalhar do dia seguinte, no entanto ainda houve tempo para um momento embaraçoso, este aconteceu quando nos despedimos ou não fosse o Ruben ter beijado-me no canto dos meus lábios, não sei o porquê mas tal atrevimento deixou-me sem saber o que fazer e por isso limitei-me a entrar no meu carro e seguir viagem até casa.

****
Os meses “voaram” connosco a aproveitar ao máximo todas as oportunidades para estarmos juntos, saímos várias vezes a quatro mas houve muitas ocasiões que encontrávamos o pessoal todo com quem partilhávamos momentos engraçados.
Ultimamente tenho saído com o Ruben e com os colegas de equipa dele, bem como com as namoradas o que por diversas vezes já nos trouxe momentos divertidissimos uma vez que as fãs dele facilmente confundem-me com a suposta namorada que o Ruben tem mas que nem ele sabe quem é.
As noitadas muitas vezes terminam a quatro porque os colegas vão embora e nós ficamos no entanto normalmente encontramos companhia, temos aproveitado imenso esta nova amizade que por vezes torna-se um pouco mais colorida mas até ao momento sempre conseguimos controlar o desejo que partilhamos em comum mas que insistimos em negar, tenho consciência que sou transparente para o Ruben tal como ele é para mim, ainda assim insistimos em fingir que não o sabemos.
A Maria é que sempre que pode dá-me na cabeça, diz que ando a brincar com o fogo e que algum dia acabo queimada.

****
Hoje acordei ansiosa, finalmente será revelada a lista dos jogadores que irão ao Mundial, combinei com o Ruben estar do seu lado no momento e por isso passei o tempo todo a olhar para o relógio até que chegou finalmente o momento de ir ter com o meu amigo.
- Oi - dei-lhe um beijo no seu rosto seguido de um abraço - nervoso? - sorriu.
- Não dá para negar - fez-me um carinho no rosto - conheces-me bem demais para te mentir - gargalhamos os dois - mas entra que na sala já estão a minha mãe e o meu irmão.
- Ui… se não tivesse é que admirava-me - gargalhei - afinal nunca vais deixar de ser o menino da mamã… - não consegui continuar a falar o Ruben deu dois passos em frente e ao colocar um braço na minha cintura puxou-me contra o seu peito para no segundo seguinte unir as nossas bocas - Ruben... - ainda tentei acabar com aquilo mas não consegui, ele voltou a unir as nossas bocas e acabei por deixar as nossas línguas se encontrarem para no mesmo instante sentir as suas mãos nas minha nádegas, o Ruben encostou-me à parede e uns minutos depois já tinha as pernas em torno da sua cintura, sem nunca descolarmos as nossas bocas, aquilo já estava a sair do controlo com o Ruben a acariciar-me o peito com uma das suas mãos quando ao ouvirmos a voz da Anabela despertamos para a realidade, separamos as nossas bocas e sorrimos para os meus pés voltarem a tocar o chão logo depois.
- Mais calmo? - gozei após o Ruben ter respondido à mãe dizendo que já íamos.
- Calmo estou… - beijou-me o pescoço - agora quero ver é como disfarço o resto… - gargalhei ao mesmo tempo que fez-me um ligeiro chupão - andamos a brincar com o fogo - sorrimos os dois.
- Deixa-te de coisas - tentei desviar o assunto talvez por não saber o que dizer depois do que se passou - e vamos mas é até à sala - demos as mãos e foi assim que entramos na sala, cumprimentei a família do Ruben e sentei-me do seu lado, era visível a ansiedade do meu amigo e por isso mesmo não me privei de lhe dar alguns mimos ainda que muito subtis.
Os minutos passaram e o momento do anúncio chegou, dei-lhe a mão e foi assim que presenciei a desilusão do meu amigo, o Ruben ao perceber que não tinha sido convocado não conseguiu esconder a tristeza, o irmão e a mãe foram os primeiros a tentar animá-lo mas sem grande efeito, o Ruben pediu para ficar sozinho e se a família respeitou o mesmo não posso dizer de mim, não o iria deixar sozinho, acabei por conseguir vencê-lo pelo cansaço e arranquei-o de casa, fomos dar um passeio e acabamos no Castelo de S. Jorge, mais uma vez a recordar o passado e foi no meio de recordações que o Ruben puxou-me para o seu colo.
- Sabes o que me apetece agora?
- Sei - gargalhei - apetece-te ir procurar mais uma vítima - sorriu.
- Estás enganada - a sua mão que até então estava sobre o meu joelho começou a subir pela perna - a vítima já encontrei - o Ruben não deu tempo para que reagisse e beijou-me fugazmente - só não sei se estás disposta a sê-lo…
- Ruben - suspirei - alinho numa saída a dois mas como amigos mais que isso não.
- Tudo bem - resignou-se e voltei para o banco.
Ficamos no castelo durante algum tempo mas acabamos por ir embora, levou-me a casa para despachar-me e depois vinha buscar-me uma vez que o meu carro tinha ficado na sua casa.
A noite começou como tantas outras com um jantar animado entre dois amigos e prosseguiu com uma ida a um bar mas ao contrário das outras o Ruben não estava lá muito animado e deu mesmo o fora a algumas raparigas que se aproximaram à procura de divertimento por uma noite só, como o meu amigo não estava com disposição para continuar pelo bar acabamos por sair.
- Entras? - perguntou-me quando chegamos a sua casa.

Será que a Mariana aceita? Se sim... como acabará a noite?

8 comentários:

  1. Olá :)
    Estes dois estão on fire! lool
    E é claro que ela aceita!Ela tem de aceitar!Vejam lá o que escrevem! :P
    Fico à espera do próximo ;D
    Continuem!
    Beijinhos
    Rita

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  2. Fantastico estes 2 e so amor.bjs

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  3. Um capitulo completamente perfeito dedicado apenas à Mariana e ao Rúben! Adorei!
    Estou super ansiosa pelo próximo capitulo! :D
    Beijinhos*

    Mónica

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  4. Eles andam mesmo a brincar com o fogo, mas gosto deles assim, calminhos, sem discussões, enfim, amiguinhos do peito.
    Vontade de entrar não lhe falta, mas não sei se a Mariana irá aceitar, até porque se o fizer ela sabe quais podem vir a ser as consequências, por um lado ela tá desejando, por outro tem medo que se perca a amizade. Epah! tenho que concordar com os homens as mulheres são mesmo complicadas.
    Adorei, mas já sabem quero mais.

    Beijocas

    Fernanda

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  5. Era mesmo um capítulo vosso que estava a precisar depois do primeiro dia de aulas!
    Adorei! E Obrigada por me tirarem do tédio.
    Beijinhos :)

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  6. Olá :D
    Adorei meninas!
    Espero pelo próximo :p
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  7. esta amizade colorida ainda vai dar muito que falar, ainda por cima os dois da forma como sao...hum, estou mesmo para ver!! mas claro que adoro ve-los assim, mas confesso que ja tenho saudades daquelas picaridas! xD

    quero muito o proximo, e ainda mais saber como anda a Maria e o Joao! esses dois também!! :)

    fico à espera!!

    e parabéns as duas pela historia maravilhosa que tem!! :))

    beijinhos

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  8. Olá :)
    Estes capítulos matam-me xd
    Mas eles fazem uma coisa que eu não era capaz de fazer...
    "Andar" com outros quando se gosta de alguém :3
    Fiquei curiosa para saber como estão as coisas entram a Maria e o João xD

    Beijinhos

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