Rita
Estava em casa em frente da TV a passar por todos os canais para ver se encontrava algo para ver quando vi uma entrevista que despertou-me a atenção, vi atentamente e no final cheguei a uma bela conclusão… por isso mesmo agarrei no meu portátil e saí de casa e fui até à dos meus “avós”, o Sr. Augusto e a D. Julieta são um casal de idosos com quem desde cedo me habituei a conviver, são vizinhos dos meus pais e foi com eles que muitas vezes fiquei quando era pequena, por isso mesmo tenho por eles um carinho especial, carinho esse que muitas vezes faz com que os trate por avós, mesmo tendo a plena noção que não o são.
Estive uns minutos à conversa com eles mas acabei por lhes dizer que queria que vissem algo e quando já estavam confortavelmente sentados, meti a entrevista a passar...
Bastou uns segundos para perceberem que o entrevistado era o Ruben Amorim, a entrevista iniciou-se com perguntas sobre a infância do rapaz, às quais respondeu sempre de sorriso no rosto até ao momento que o jornalista mostrou uma foto
e assim que perguntou o significado da foto o jogador gargalhou
- Essa foto foi tirada por uns amigos no dia que conheci a Mariana!
- E esta? - o jornalista mostrou outra foto
- As primeiras férias que passei longe da minha mãe e do meu irmão… - o rapaz respondia tranquilamente e sempre a sorrir, já a D. Julieta mantinha-se atenta às imagens que iam passando, por sua vez o Sr. Augusto estava tão sereno que fui incapaz de lhe adivinhar os sentimentos…
- Assumes que eras um menino da mamã?
- Sem dúvida nenhuma! Sempre fui menino da mamã - gargalhou
- Mas isso mudou e a provar tal mudança há esta foto, queres esclarecer os mais distraídos?
- Essa foto foi tirada à saída do registo civil de Braga, no dia que casei com a Mariana sem avisarmos ninguém… num dos dias mais importantes da minha vida!
- Mas depois desse seguramente tiveste outros dias importantes… por exemplo este…
O rapaz assim que viu a foto emocionou-se mas ainda assim respondeu
- No próximo dia 28 de Janeiro faz precisamente três anos que tiramos essa foto… foi no dia que ficamos a saber que a Mari estava grávida, para semanas depois recebermos a notícia que eram gémeos, um casal… mas depois perdemo-los… - calou-se durante uns segundos, algo que foi aproveitado pelo jornalista para mostrar a foto seguinte
- Essa foto diz-me muito - o rapaz sorriu - foi tirada no dia que o meu filho pôde sair pela primeira vez, durante uns minutos, da incubadora. Nessa altura o que mais desejava era sem dúvida que o Filipe conseguisse vencer a luta que travava diariamente para sobreviver mas também desejava que a Mariana aceitasse ser mais do que a amiga…
Olhei para a D. Julieta e percebi que ver a foto a emocionou de tal forma que não conseguiu segurar as lágrimas que foram prontamente limpas pelo seu marido, o Sr. Augusto reconfortou a esposa enquanto olhava para a televisão, talvez à espera de ver mais fotos daquele bebé… mas o jornalista desviou o assunto, perguntando ao Ruben se não queria falar do relacionamento com a Mariana
- Não há muito a dizer! Nós reaproximamo-nos com o nascimento do Filipe e com o passar das semanas aconteceu… Reatamos o namoro mas mantivemo-lo em segredo até para a nossa própria família. Só depois de lhes contarmos é que deixamos de esconder que namorávamos…
- Ruben, vamos ao jogo das palavras, vou dizer algumas e tens de dar um significado
- Ok!
- Benfica
- O meu clube!
- Anabela
- Mãe!
- Mariana
- A mulher que amo, a minha vida, quem me guia, o meu porto de abrigo… a minha salvação…
- 21 de Setembro de 2014? - gargalhou novamente
- Batizado do nosso filho
Depois do Ruben responder o jornalista mostrou outra fotografia
- E também o dia do nosso casamento…
- Braga
Com a pergunta e talvez pelo rapaz ter hesitado em responder, a D. Julieta tenha ficado com alguma esperança de o ouvir falar na neta, mas isso não aconteceu
- Cidade que me acolheu, o clube onde voltei a jogar com regularidade, local de alegrias mas também de tristezas… é sem dúvida uma palavra com muitos significados…
- Para terminar com este jogo… André
- Filho!
A surpresa no rosto da D. Julieta e do Sr. Augusto foi notória, algo que percebi porque quando vi pela primeira vez a entrevista também não percebi, por julgar que o nome do filho do Ruben Amorim fosse Filipe, mas enquanto já tinha conhecimento da explicação, os meus “avós” não e por isso mesmo quando ouviram não conseguiram disfarçar as lágrimas
- Ruben queres esclarecer?
- Não é segredo nenhum que o Filipe não é filho biológico da Mariana, no entanto foi a Mari que desde o inicio esteve do lado do Filipe apesar de nessa altura não namorarmos, foi ela que entrou comigo na unidade neonatal para ver pela primeira vez o meu filho, foi a Mariana que se manteve sempre presente e que fez-me reagir, que sempre deu ao menino o chamado amor de mãe, que esteve do meu lado quando vi o Filipe a ter uma paragem cardiorrespiratória depois de cinco dias a lutar pela vida, que lhe pegou pela primeira vez, que o conseguia acalmar quando estava mais agitado, que esteve lá sempre por isso no momento da escolha do nome fiz questão que fosse ela a fazê-lo… a Mari escolheu o Filipe por ser o meu segundo nome e quando o fui registar escolhi André porque a Mariana é Mariana Andreia, daí o nosso filho se chamar Filipe André, é essa a explicação para o nome…
- Bonita homenagem…
- Fi-lo porque não podia usar o apelido da Mariana para o registar… o Filipe não é Mendes de apelido porque a lei assim o impede mas fiz questão que de alguma forma tivesse o nome da família materna, daquela que o acolheu sem julgamentos, que o amou desde os primeiros minutos de vida, que esteve sempre do seu lado… o André não é apelido mas é um nome que tem passado de geração em geração e foi sempre atribuído ao primeiro filho, foi assim com o seu bisavô, com o avô e com a mãe dele, que só é Andreia por ser rapariga.
- Sempre acreditaste na reconciliação?
- Quando se ama acredita-se sempre… mas houve alturas complicadas… mas respondendo de outra forma a escolha do nome nada teve a ver com a certeza da reconciliação mas sim a com a certeza que independentemente do que o futuro tivesse reservado para nós que o Filipe teria sempre na Mariana uma mãe… só quem viveu de perto aqueles primeiros dias de vida do Filipe é que entenderá o que falo… a ligação que a Mariana estabeleceu com o Filipe foi tremendamente forte…
Por já ter visto a entrevista sabia que a próxima pergunta podia magoá-los, por isso mesmo aproximei-me mais da minha “avó” e abracei-a
- O Filipe mantem algum contacto com a família materna?
Assim que o jornalista fez a pergunta o meu avô fechou o portátil, o que fez a minha avó pedir que metesse novamente a entrevista, porque queria ver o resto, acedi por saber que nada do que o Ruben pudesse dizer os magoaria mais do que a atitude da Sofia e dos seus pais…
- Não quero alongar-me muito nesse assunto mas se com família materna se refere à família da Sofia nunca dificultei e muito menos proibi o contacto, no entanto não existe qualquer ligação… são opções e a partir do momento que sabem do nascimento do Filipe e não aparecem para o conhecer não posso fazer muito…
Voltei a olhar para os meus “avós” e enquanto no olhar do meu avô vi magoa e tristeza no da minha avó vi emoção… A entrevista continuou e o jornalista mostrou outra fotografia
- O Filipe terá um mano ou uma mana? - o Ruben voltou a sorrir
- Para já só sabemos o sexo de um dos bebés…
- Gémeos?
- Sim… a Mariana está grávida de 20 semanas e de gémeos.
- E qual é a preferência? Dois meninos, duas meninas ou um casal?
- E que tal mudar de assunto antes que me arranje um problema! - o jornalista gargalhou
- Não estão de acordo, é?
- Prefiro duas meninas mas a Mari quer meninos - encolheu os ombros - para já posso garantir que um de nós já tem a vontade feita… agora é esperar para que o outro bebé se revele!
- Não queres partilhar?
- Não… até porque também não partilhamos com a nossa família...
- A bola sempre presente - assim que o jornalista falou a camara focou outro ponto do jardim, onde apareceu o menino a brincar com a Mariana, o que fez com que a minha avó voltasse a emocionar-se ao ver o pequenino, ainda mais quando o Ruben esclareceu
- É… mas neste caso a culpa é da mãe dele!
- Sério?
- Sim…
- Quer dizer que se chamar a Mariana e lhe perguntar que confirma?
- Plenamente!
O jornalista chamou a Mariana que se aproximou com o Filipe
- O Ruben confidencializou que é a Mariana que faz questão que o Filipe tenha a bola presente, é verdade?
- Sim… faço questão que o nosso filho desde cedo perceba o que é o futebol e as consequências que daí advém… sim que isto de se jogar à bola é muito engraçado mas quem apanha as secas somos nós, as mulheres deles!
- Mas a Mariana apoia o Ruben ou preferia que tivesse outra profissão?
- Sinceramente?! Não o vejo a fazer nada sem que seja algo ligado ao futebol… quando o conheci já era um crominho da bola - olharam-se e foi evidente que se amam - e não foi impedimento para que a amizade crescesse dando lugar ao amor… o Ruben é feliz e para mim isso basta. Mas respondendo diretamente à sua questão, sim apoio-o incondicionalmente apesar das secas tremendas que apanho…
- Não gosta de futebol?
- Digamos que não foi através do futebol que o Ruben me conquistou! - o rapaz gargalhou - E que passei a ver futebol por culpa dele… sim que os Mendes viciados em futebol só mesmo o meu tio e a Maria!
- É verdade que quando se conheceram achavas o Ruben um menino?
- O Ruben foi, é e será eternamente o meu menino! - respondeu a olhar o Ruben nos olhos - Mas sim pode-se dizer que naquela altura o achava bem menino da mamã…
- Os amigos dizem que eram envergonhado, confirmas?
- Completamente! Não há como negar mas em parte foi esse lado dele mais reservado que fez com que o quisesse conhecer…
A entrevista continuou sendo que os minutos seguintes foram dedicados à relação dos dois, o que permitiu que percebêssemos que se amam verdadeiramente…
Maria
A desilusão da falta de reacção da minha prima fez-me “fugir” da festa, mas tudo o que se passou depois foi o pior pesadelo da minha vida, mas graças ao João o pior não aconteceu.
- Maria por favor fala… continua desabafa tudo…
- João eu não consigo! Da próxima vez que for à consulta o médico vai-se passar nem vai acreditar que eu finalmente consegui dizer tudo o que já disse… - respirei fundo - João há dois anos que o Dr Rodrigo está a tentar fazer-me falar com algum de vocês…
- Pronto, não insisto…
O telefone dele tocou, percebi que era a mãe
- Vai… o menino está lá…
- A minha mãe não me quer lá… quer o neto só para ela - sorriu - e tu estás a precisar de…
- João vai eu fico bem… a sério não te prendas por mim
- Maria eu fico no quarto do Bruno, mas esta noite não te deixo sozinha… eu não conseguia… Maria os amigos não se abandonam - ouvi-lo dizer amigos fez-me sentir uma pontada no coração, mas era o que tinha provocado
- Obrigada… queres comer alguma coisa? Ou beber…
- Não… não queres descansar?
- Não consigo fechar os olhos sem que veja…
- Então vamos ver um filme?
- Escolho eu??
- Que seja… - sorriu e eu também - lamechiche tou a ver…
- Oh - encolhi os ombros - fazes as pipocas? Estão no armário em cima do microondas…
- 5 minutos e estou de volta… espero que o filme já esteja pronto a começar…
Ele foi até a cozinha e eu escolhi o filme, ou melhor coloquei-o no DVD já que gosto muito dele
Assim que terminei de colocar a foto
- Já no vicio?
- Só uma fotinha!
- Sei… - foi ver e - criado? sei!
- Oh amuou… senta-te mas é aqui com as PipoCorns
- Com as quê?
- Senta-te e não me enerves!
- Ok… - vi-o desta vez a ele a tirar foto
- Tu vê-la o que vais fazer!
- Eu?! Eu sou um mero servo… - gargalhou e continuou a mexer no tlm e assim que terminou pude ver
- Eu?! Não fiz nada…
- E eu sou o coelhinho da pascoa!
- Chega! Eles não têm nada com o que se passa… vamos ver o filme ou vais acabar com as pipocas enquanto brincas ao gato e ao rato com elas??
- Vamos ver o filme…- falei com ar de criança repreendida e ele riu e carregou no play.
O filme começou e confesso que pouco tempo depois já não o via apenas pensava no que se tinha transformado a minha vida nos últimos tempos e sem saber muito bem como ou quando adormeci.
Acordei na manhã seguinte, já na minha cama com o pequeno almoço na mesa de cabeceira e um pequeno papel
Não lhe disse nada apenas marquei conslta, mas agora só para o ano novo.
Os dias passaram rapidamente e hoje é véspera de Natal e eu já vou a caminho do Gerês já que por ordens superiores, ou seja, do meu tio o Natal este ano será passado na sua casa no Gerês.
Estava em casa em frente da TV a passar por todos os canais para ver se encontrava algo para ver quando vi uma entrevista que despertou-me a atenção, vi atentamente e no final cheguei a uma bela conclusão… por isso mesmo agarrei no meu portátil e saí de casa e fui até à dos meus “avós”, o Sr. Augusto e a D. Julieta são um casal de idosos com quem desde cedo me habituei a conviver, são vizinhos dos meus pais e foi com eles que muitas vezes fiquei quando era pequena, por isso mesmo tenho por eles um carinho especial, carinho esse que muitas vezes faz com que os trate por avós, mesmo tendo a plena noção que não o são.
Estive uns minutos à conversa com eles mas acabei por lhes dizer que queria que vissem algo e quando já estavam confortavelmente sentados, meti a entrevista a passar...
Bastou uns segundos para perceberem que o entrevistado era o Ruben Amorim, a entrevista iniciou-se com perguntas sobre a infância do rapaz, às quais respondeu sempre de sorriso no rosto até ao momento que o jornalista mostrou uma foto
e assim que perguntou o significado da foto o jogador gargalhou
- Essa foto foi tirada por uns amigos no dia que conheci a Mariana!
- E esta? - o jornalista mostrou outra foto
- As primeiras férias que passei longe da minha mãe e do meu irmão… - o rapaz respondia tranquilamente e sempre a sorrir, já a D. Julieta mantinha-se atenta às imagens que iam passando, por sua vez o Sr. Augusto estava tão sereno que fui incapaz de lhe adivinhar os sentimentos…
- Assumes que eras um menino da mamã?
- Sem dúvida nenhuma! Sempre fui menino da mamã - gargalhou
- Mas isso mudou e a provar tal mudança há esta foto, queres esclarecer os mais distraídos?
- Essa foto foi tirada à saída do registo civil de Braga, no dia que casei com a Mariana sem avisarmos ninguém… num dos dias mais importantes da minha vida!
- Mas depois desse seguramente tiveste outros dias importantes… por exemplo este…
O rapaz assim que viu a foto emocionou-se mas ainda assim respondeu
- No próximo dia 28 de Janeiro faz precisamente três anos que tiramos essa foto… foi no dia que ficamos a saber que a Mari estava grávida, para semanas depois recebermos a notícia que eram gémeos, um casal… mas depois perdemo-los… - calou-se durante uns segundos, algo que foi aproveitado pelo jornalista para mostrar a foto seguinte
- Essa foto diz-me muito - o rapaz sorriu - foi tirada no dia que o meu filho pôde sair pela primeira vez, durante uns minutos, da incubadora. Nessa altura o que mais desejava era sem dúvida que o Filipe conseguisse vencer a luta que travava diariamente para sobreviver mas também desejava que a Mariana aceitasse ser mais do que a amiga…
Olhei para a D. Julieta e percebi que ver a foto a emocionou de tal forma que não conseguiu segurar as lágrimas que foram prontamente limpas pelo seu marido, o Sr. Augusto reconfortou a esposa enquanto olhava para a televisão, talvez à espera de ver mais fotos daquele bebé… mas o jornalista desviou o assunto, perguntando ao Ruben se não queria falar do relacionamento com a Mariana
- Não há muito a dizer! Nós reaproximamo-nos com o nascimento do Filipe e com o passar das semanas aconteceu… Reatamos o namoro mas mantivemo-lo em segredo até para a nossa própria família. Só depois de lhes contarmos é que deixamos de esconder que namorávamos…
- Ruben, vamos ao jogo das palavras, vou dizer algumas e tens de dar um significado
- Ok!
- Benfica
- O meu clube!
- Anabela
- Mãe!
- Mariana
- A mulher que amo, a minha vida, quem me guia, o meu porto de abrigo… a minha salvação…
- 21 de Setembro de 2014? - gargalhou novamente
- Batizado do nosso filho
Depois do Ruben responder o jornalista mostrou outra fotografia
- E também o dia do nosso casamento…
- Braga
Com a pergunta e talvez pelo rapaz ter hesitado em responder, a D. Julieta tenha ficado com alguma esperança de o ouvir falar na neta, mas isso não aconteceu
- Cidade que me acolheu, o clube onde voltei a jogar com regularidade, local de alegrias mas também de tristezas… é sem dúvida uma palavra com muitos significados…
- Para terminar com este jogo… André
- Filho!
A surpresa no rosto da D. Julieta e do Sr. Augusto foi notória, algo que percebi porque quando vi pela primeira vez a entrevista também não percebi, por julgar que o nome do filho do Ruben Amorim fosse Filipe, mas enquanto já tinha conhecimento da explicação, os meus “avós” não e por isso mesmo quando ouviram não conseguiram disfarçar as lágrimas
- Ruben queres esclarecer?
- Não é segredo nenhum que o Filipe não é filho biológico da Mariana, no entanto foi a Mari que desde o inicio esteve do lado do Filipe apesar de nessa altura não namorarmos, foi ela que entrou comigo na unidade neonatal para ver pela primeira vez o meu filho, foi a Mariana que se manteve sempre presente e que fez-me reagir, que sempre deu ao menino o chamado amor de mãe, que esteve do meu lado quando vi o Filipe a ter uma paragem cardiorrespiratória depois de cinco dias a lutar pela vida, que lhe pegou pela primeira vez, que o conseguia acalmar quando estava mais agitado, que esteve lá sempre por isso no momento da escolha do nome fiz questão que fosse ela a fazê-lo… a Mari escolheu o Filipe por ser o meu segundo nome e quando o fui registar escolhi André porque a Mariana é Mariana Andreia, daí o nosso filho se chamar Filipe André, é essa a explicação para o nome…
- Bonita homenagem…
- Fi-lo porque não podia usar o apelido da Mariana para o registar… o Filipe não é Mendes de apelido porque a lei assim o impede mas fiz questão que de alguma forma tivesse o nome da família materna, daquela que o acolheu sem julgamentos, que o amou desde os primeiros minutos de vida, que esteve sempre do seu lado… o André não é apelido mas é um nome que tem passado de geração em geração e foi sempre atribuído ao primeiro filho, foi assim com o seu bisavô, com o avô e com a mãe dele, que só é Andreia por ser rapariga.
- Sempre acreditaste na reconciliação?
- Quando se ama acredita-se sempre… mas houve alturas complicadas… mas respondendo de outra forma a escolha do nome nada teve a ver com a certeza da reconciliação mas sim a com a certeza que independentemente do que o futuro tivesse reservado para nós que o Filipe teria sempre na Mariana uma mãe… só quem viveu de perto aqueles primeiros dias de vida do Filipe é que entenderá o que falo… a ligação que a Mariana estabeleceu com o Filipe foi tremendamente forte…
Por já ter visto a entrevista sabia que a próxima pergunta podia magoá-los, por isso mesmo aproximei-me mais da minha “avó” e abracei-a
- O Filipe mantem algum contacto com a família materna?
Assim que o jornalista fez a pergunta o meu avô fechou o portátil, o que fez a minha avó pedir que metesse novamente a entrevista, porque queria ver o resto, acedi por saber que nada do que o Ruben pudesse dizer os magoaria mais do que a atitude da Sofia e dos seus pais…
- Não quero alongar-me muito nesse assunto mas se com família materna se refere à família da Sofia nunca dificultei e muito menos proibi o contacto, no entanto não existe qualquer ligação… são opções e a partir do momento que sabem do nascimento do Filipe e não aparecem para o conhecer não posso fazer muito…
Voltei a olhar para os meus “avós” e enquanto no olhar do meu avô vi magoa e tristeza no da minha avó vi emoção… A entrevista continuou e o jornalista mostrou outra fotografia
- O Filipe terá um mano ou uma mana? - o Ruben voltou a sorrir
- Para já só sabemos o sexo de um dos bebés…
- Gémeos?
- Sim… a Mariana está grávida de 20 semanas e de gémeos.
- E qual é a preferência? Dois meninos, duas meninas ou um casal?
- E que tal mudar de assunto antes que me arranje um problema! - o jornalista gargalhou
- Não estão de acordo, é?
- Prefiro duas meninas mas a Mari quer meninos - encolheu os ombros - para já posso garantir que um de nós já tem a vontade feita… agora é esperar para que o outro bebé se revele!
- Não queres partilhar?
- Não… até porque também não partilhamos com a nossa família...
- A bola sempre presente - assim que o jornalista falou a camara focou outro ponto do jardim, onde apareceu o menino a brincar com a Mariana, o que fez com que a minha avó voltasse a emocionar-se ao ver o pequenino, ainda mais quando o Ruben esclareceu
- É… mas neste caso a culpa é da mãe dele!
- Sério?
- Sim…
- Quer dizer que se chamar a Mariana e lhe perguntar que confirma?
- Plenamente!
O jornalista chamou a Mariana que se aproximou com o Filipe
- O Ruben confidencializou que é a Mariana que faz questão que o Filipe tenha a bola presente, é verdade?
- Sim… faço questão que o nosso filho desde cedo perceba o que é o futebol e as consequências que daí advém… sim que isto de se jogar à bola é muito engraçado mas quem apanha as secas somos nós, as mulheres deles!
- Mas a Mariana apoia o Ruben ou preferia que tivesse outra profissão?
- Sinceramente?! Não o vejo a fazer nada sem que seja algo ligado ao futebol… quando o conheci já era um crominho da bola - olharam-se e foi evidente que se amam - e não foi impedimento para que a amizade crescesse dando lugar ao amor… o Ruben é feliz e para mim isso basta. Mas respondendo diretamente à sua questão, sim apoio-o incondicionalmente apesar das secas tremendas que apanho…
- Não gosta de futebol?
- Digamos que não foi através do futebol que o Ruben me conquistou! - o rapaz gargalhou - E que passei a ver futebol por culpa dele… sim que os Mendes viciados em futebol só mesmo o meu tio e a Maria!
- É verdade que quando se conheceram achavas o Ruben um menino?
- O Ruben foi, é e será eternamente o meu menino! - respondeu a olhar o Ruben nos olhos - Mas sim pode-se dizer que naquela altura o achava bem menino da mamã…
- Os amigos dizem que eram envergonhado, confirmas?
- Completamente! Não há como negar mas em parte foi esse lado dele mais reservado que fez com que o quisesse conhecer…
A entrevista continuou sendo que os minutos seguintes foram dedicados à relação dos dois, o que permitiu que percebêssemos que se amam verdadeiramente…
Maria
A desilusão da falta de reacção da minha prima fez-me “fugir” da festa, mas tudo o que se passou depois foi o pior pesadelo da minha vida, mas graças ao João o pior não aconteceu.
- Maria por favor fala… continua desabafa tudo…
- João eu não consigo! Da próxima vez que for à consulta o médico vai-se passar nem vai acreditar que eu finalmente consegui dizer tudo o que já disse… - respirei fundo - João há dois anos que o Dr Rodrigo está a tentar fazer-me falar com algum de vocês…
- Pronto, não insisto…
O telefone dele tocou, percebi que era a mãe
- Vai… o menino está lá…
- A minha mãe não me quer lá… quer o neto só para ela - sorriu - e tu estás a precisar de…
- João vai eu fico bem… a sério não te prendas por mim
- Maria eu fico no quarto do Bruno, mas esta noite não te deixo sozinha… eu não conseguia… Maria os amigos não se abandonam - ouvi-lo dizer amigos fez-me sentir uma pontada no coração, mas era o que tinha provocado
- Obrigada… queres comer alguma coisa? Ou beber…
- Não… não queres descansar?
- Não consigo fechar os olhos sem que veja…
- Então vamos ver um filme?
- Escolho eu??
- Que seja… - sorriu e eu também - lamechiche tou a ver…
- Oh - encolhi os ombros - fazes as pipocas? Estão no armário em cima do microondas…
- 5 minutos e estou de volta… espero que o filme já esteja pronto a começar…
Ele foi até a cozinha e eu escolhi o filme, ou melhor coloquei-o no DVD já que gosto muito dele
MariaMMendes_ Hora do filminho!!! E o criado a fazer as pipocas…
Assim que terminei de colocar a foto
- Já no vicio?
- Só uma fotinha!
- Sei… - foi ver e - criado? sei!
- Oh amuou… senta-te mas é aqui com as PipoCorns
- Com as quê?
- Senta-te e não me enerves!
- Ok… - vi-o desta vez a ele a tirar foto
- Tu vê-la o que vais fazer!
- Eu?! Eu sou um mero servo… - gargalhou e continuou a mexer no tlm e assim que terminou pude ver
JP47_ Movie time…
AnaDR @MMicas estavas tu desesperada e com mau pressentimento com o desaparecimento de certas pessoas como por exemplo a @MariaMMendes… @Fabinhoooo e @RuiPvocês à procura dele…
- Contente?- Eu?! Não fiz nada…
- E eu sou o coelhinho da pascoa!
MariaMMendes_ @AnaDr não sei o que tenho com esta foto… eu sai mais cedo porque fui levar a #Bea a casa!!! @MMicas @Fabinhooo @RuiP
MMicas @AnaDr oh pra ela a fazer-se de desentendida porque nós nem conhecemos aqueles anéis…
- Chega! Eles não têm nada com o que se passa… vamos ver o filme ou vais acabar com as pipocas enquanto brincas ao gato e ao rato com elas??
- Vamos ver o filme…- falei com ar de criança repreendida e ele riu e carregou no play.
O filme começou e confesso que pouco tempo depois já não o via apenas pensava no que se tinha transformado a minha vida nos últimos tempos e sem saber muito bem como ou quando adormeci.
Acordei na manhã seguinte, já na minha cama com o pequeno almoço na mesa de cabeceira e um pequeno papel
Bom dia!
Não te acordei porque sabia que precisavas descansar.
O Bruno está com a minha mãe e pode passar lá o dia.
Tive de sair para o treino, mas espero noticias tuas… tive a pensar e gostava de ir contigo na próxima consulta achas que dá?
Diz qualquer coisa... Beijo
João
Os dias passaram rapidamente e hoje é véspera de Natal e eu já vou a caminho do Gerês já que por ordens superiores, ou seja, do meu tio o Natal este ano será passado na sua casa no Gerês.
Ruben
Estava cada vez mais intrigado com a demora da Mari e mais fiquei quando percebi, mesmo que à distância, que o que quer que a senhora tenha partilhado com o meu amor a abalou.
Ainda pensei aproximar-me mas quando o ia fazer vi o meu amor a regressar para a mesa, a Mariana olhou para o casal de velhinhos, de seguida para o Filipe e só depois para mim
- O que é que se passa?
- Pega no Filipe e vem comigo!
- Ãh?
- Confia em mim… é só o que te peço!
Não questionei e peguei no nosso filho
- Anda! - deu-me a mão e puxou-me, aproximamos-nos da mesa onde estava o casal de velhinhos - Boa tarde - a Mariana falou com um sorriso tímido no rosto, não estava a entender nada mas
- Boa tarde - também cumprimentei os velhinhos
- Podemos? - a Mari não esperou pela resposta e puxou uma cadeira sentando-se do lado da senhora que não conseguiu segurar as lágrimas - Mor dá cá o menino! - coloquei o Filipe ao seu colo e assim que o fiz ouvi algo que não esperava de todo - filho esta senhora e este senhor são teus bisavós…
- Como? - saiu-me de forma automática
- Mor são os avós maternos da Sofia - esclareceu-me mas aquilo não fazia sentido
- Mariana a Sofia não tem avós maternos! - o choro da senhora intensificou-se
- Ruben a Sofia mentiu-te… - percebi que a Mari não estava a falar tudo
- Oh Mariana…
- Ruben não vou ignorar os bisavós do meu filho!
O senhor assim que a ouviu tomou a liberdade de lhe tocar no braço o que fez a Mari olha-lo
- Obrigado… - agradeceu também com as lágrimas nos olhos
- Não tem nada que agradecer… é seu neto e têm o direito de o conhecer.
- Posso pegar nele? - a senhora pediu gentilmente
- Pode - a Mari sorriu ligeiramente para depois olhar-me - será que podes ajudar!
- Desculpa mas ainda estou a assimilar isto…
- Mor confia… sei o que estou a fazer!
Apesar de não estar confortável com esta situação, peguei no meu filho e coloquei-o ao colo da senhora, no entanto fiquei atento por ter receio que deixasse o Filipe cair.
Ver duas pessoas que nunca conheci e que julgava não existirem a dar carinho ao meu filho foi estranho, mais ainda quando vi a Mari tão serena, estava emocionada mas tranquila.
Os minutos passaram e o Filipe foi do colo da D. Julieta para o colo do Sr. Augusto, sim pelo menos já sei os seus nomes, o meu pequenino portou-se lindamente e nunca chorou, só mesmo quando reclamou para lhe mudarmos a fralda, algo que a Mari fez questão de fazer, deixando-me sozinho com duas pessoas que não conhecia.
- Sr. Ruben - interrompi-a
- Ruben… - olhou-me - chame-me só por Ruben! - sorriu ligeiramente para depois retomar
- Não precisa de ficar preocupado nós não lhe desejamos mal… - a D. Julieta calou-se durante uns segundos, tempo necessário para limpar as lágrimas que já lhe molhavam o rosto novamente - é normal que ache tudo estranho
- Desculpe a sinceridade mas a Sofia sempre afirmou que não tinha avós…
- A nossa filha afastou-se de nós quando foi estudar para Lisboa, deixou de falar connosco e quando regressou a Braga anos depois já tinha a Sofia, casou em Lisboa com o pai da minha neta sem nos dizer nada... nunca percebemos o motivo do afastamento, talvez por influência do marido, o certo é que apesar de vivermos na mesma cidade não temos qualquer contacto e tivemos que ver a Sofia crescer à distância, tentamos por diversas vezes nos aproximarmos mas nunca o permitiram e quando a nossa neta já tinha idade para perceber nada mudou - percebi que falar do assunto os magoa e por isso
- Não precisa de se justificar…
- Mas depois do vosso gesto é o mínimo que podemos fazer - olhei para o Sr. Augusto - para agradecer… nós só descobrimos que temos um neto há uns meses, nem queríamos acreditar que a nossa neta foi capaz de abandonar o filho, sempre foi uma criança ressabiada e adolescente problemática mas nunca pensei que pudesse chegar a este ponto… a Sofia só pode estar louca…
- Desculpe a pergunta mas o que é que sabem em concreto?
- Sabemos que a Sofia namorou consigo, que estiveram noivos mas que a abandonou na igreja - baixei o olhar - não fique assim… você só seguiu o seu coração e pelo que vi hoje fez a escolha acertada - voltei a olha-la - é feliz e deu ao nosso neto uma mãe… É triste e dói reconhecer mas o nosso neto de certeza que será muito mais feliz com a Mariana do que com a Sofia, a nossa neta abandonou-o, não quis saber do menino e mais tarde atropelou a sua esposa, revelando assim toda a sua loucura.
- O Sr. Augusto disse que só soube da existência do Filipe há uns meses mas desde que o meu filho nasceu que se fez tanto barulho
- Ruben nós soubemos da existência do menino quando a Sofia foi pressa, foi nessa altura que também ficamos a saber que ela namorou consigo, como lhe disse o contacto com a nossa filha é inexistente…
- Mas e a restante família?
- A mãe da Sofia é filha única e com a família do pai da Sofia nunca tivemos contacto, achamos que são de Lisboa mas não temos certeza, além disso vivemos num lar porque a idade não perdoa e as doenças menos ainda… tudo isso ajudou para que só descobríssemos o Filipe há uns meses.
- E nunca pensaram procura-lo? Conhecê-lo?
- Pensamos mas achamos que não tínhamos esse direito… não quisemos atormentar a sua vida…
- Na família do meu filho os avós também são presença assídua - assim que ouviram a voz da Mari tanto o Sr. Augusto como a D. Julieta olharam para trás - por isso sempre que o quiserem ver podem aparecer…
- Obrigada - a D. Julieta agradeceu emocionada - mas para nós basta saber que o menino está bem, nós não queremos atrapalhar a vossa vida…
- D. Julieta apesar de ser uma jovem a vida já me ensinou que se caminharmos sozinhos nunca chegaremos a lado nenhum! O ser humano foi criado para viver em sociedade, em família, rodeado de amigos e de pessoas que nos querem bem, por isso não me convence com essa de que basta saberem que o vosso neto está bem!
- Mas vocês tão lá longe - o Sr. Augusto manifestou-se
- Mas há telefones para falarmos e há autocarros para Lisboa que vos permitem ir visitar-nos ou alturas em que nós nos pudemos deslocar a Braga para que possam ver o Filipe.
- Ruben estime bem a sua esposa porque pessoas com um coração tão grande não se encontra com facilidade
- Eu sei D. Julieta… eu sei… - a senhora sorriu - a Mari já não foge!
- Hum… convencido! Não me mimes que vais ver!
- Convencido sim e a culpa é da menina!
- Hum… muito me contas… - gargalhamos e quando demos por isso tínhamos o Sr. Augusto e a D. Julieta a olhar-nos enternecidos - Olhem e o que acham de darmos um passeio por Braga?
- Eich oh mor tá frio…
- Deixa de ser maricas! Sim que para correres atrás de uma bola não te importas tu com o frio ou a chuva!
- Hey… pronto vamos lá antes que passes esse mau feitio todo para as meninas!
A Mari teria refilado mas a pergunta da D. Julieta impediu
- Já sabem que são duas meninas? - olhámo-la - Na entrevista que deu falou que só sabiam o sexo de um dos bebés mas que nem à vossa família tinham revelado… - gargalhamos
- Viram a entrevista que dei para a Benfica TV?
A D. Julieta explicou-nos quem lhes mostrou e no fim voltou a perguntar se já tínhamos certezas que eram duas meninas
- Oh mulher não insistas que eles não querem dizer!
Olhei para a Mari que sorriu e depois falou tranquilamente
- Só sabemos que um dos bebés é menina… o outro não quis mostrar mas o Ruben acha que são duas meninas!
- Acho não! Tenho a certeza!
- Sim abelha! E agora vamos que tenho de fazer a minha caminhada diária, além disso quero mostrar Braga ao nosso filho!
- Ok… vossa excelência manda!
Levantei-me e fui pagar a nossa despesa e a dos avós do Filipe, passei depois pela nossa mesa e arrumei as cenas do Filipe, levando o carrinho até junto da mesa onde estavam.
- Vamos? - perguntei depois de prender o Filipe no carrinho e de o aconchegar com a sua mantinha
- Yap!
A Mari levantou-se e depois ao ver que o Sr. Augusto e a D. Julieta continuavam sentados avisou que fazíamos questão que nos acompanhassem, ainda tentaram recusar mas rapidamente perceberam que ninguém diz não há Mari.
A tarde foi de passeio e de partilha, uma vez que a Mari fez questão de contar alguns momentos da vida do Filipe e depois foi a nossa vez de ouvir a história de vida deles, apesar de viverem só os dois têm uma história de vida bonita, uma vida dedicada um ao outro…
Como correrá o Natal?
Irá a Maria levar o João consigo na aproxima consulta?
Como correrão os próximos tempos de todos?







Olá!
ResponderEliminarQuando comecei a ler fiquei um bocado baralhada, a pensar quem era a Rita. O meu palpite tava certo, este casal são mesmo os avós da louca da Sofia, e a Rita foi a neta que a Sofia não quis ser. Gostei da atitude dela ao mostrar a este casal que já passou muito na vida, a entrevista do Ruben, tiveram a oportunidade de conhecer o bisneto mesmo não sendo ao vivo e a cores, mas também ficaram a conhecer a mãe que o bisneto ganhou, a mãe que a neta deles não quis ser. Gostei da entrevista, o Ruben que fez um balanço da sua vida, desde que conheceu a Mari até aos dias de hoje, falou dos bons e dos maus momentos, e aqui não esqueceu os primeiros dias de vida do Filipe, e a aproximação da Mari. Adorei a explicação do nome, a homenagem que ele fez à Mari, já que não lhe podia dar o apelido deu-lhe o nome de André (segundo nome da Mari em versão masculina), amei. Eles já passaram por tanto, juntos e separados, acontecimentos que de alguma maneira os fez amadurecer, e eu gosto tanto de os ver assim.
Da Mari eu não esperava outra atitude senão aquela que ela teve, apresentar o Filipe aos bisavós, e este casal neste dia recebeu a maior benção das suas vidas, conheceram um pedacinho deles, uma vez que foram privados de conviverem com a neta, e quando ela tinha idade para perceber e tentar conhecê-los também não o quis fazer. Mas também deu para perceber que afinal a Sofia tem a quem sair, porque a mãe parece que não é melhor, ignora os pais até hoje, mesmo vivendo na mesma cidade e privou-os de conhecerem e conviverem com a neta. Acho que este casal é um exemplo de união para a Mari e para o Ruben, e para outros tantos casais, já viveram muitas coisas juntos, e continuam unidos, dando força um ao outro. O Ruben é que foi apanhado desprevenido uma vez que sempre pensou que a Sofia não tinha avós, cobra, é mesmo má, até nisso ela mentiu, mas ele tem bom coração, e nunca iria privar o filho de conhecer os avós.
Em relação à Maria, o João tá a ser um verdadeiro pilar, não quis deixar a Maria sozinha, e acho muito bem, ela de alguma forma precisa de se sentir segura, e se pela primeira vez ela falou, é bom que o João continue do lado dela, e talvez por se sentir tão segura nem viu o filme todo e adormeceu, sendo levada para a caminha pelo seu anjo da guarda, e teve direito a pequeno almoço na cama e tudo.
Eu espero que ela permita que o João vá com ela à consulta, e também espero que o Natal corra bem, sem percalços e talvez que as primas tenham uma conversa civilizada, estão as duas a precisar, porque elas precisam uma da outra.
Eu gostei tanto deste capitulo, mas tanto que só me apetece ler mais, mas para isso preciso que as meninas M&Ms dêem corda aos dedinhos, pode ser?
Beijocas
Fernanda
Olá!!
ResponderEliminarGostei imenso da entrevista. o Rúben fica todo babadinho a falar dos filhos e da Mariana!loool
As coisas com a Maria estão já a mudar, o que acho muito bem!lol ela merece mesmo ter o João ao seu lado, que realmente lhe dá apoio.
Quero ver como corre o Natal, postem rapido sff!! :D
Beijinhos
Rita
Olá meninas:
ResponderEliminarDesculpem o atraso ;)
Adorei o capitulo, mas tenho algum receio em relação a estes avós espero que não tragam problemas ao casalinho ;)
Estou com bastante expectativa para saber o que vai acontecer com a Maria e o João e este Natal no Gerês...
Quero mais!!!
Beijinhos.
Olá
ResponderEliminarGostei muito de ler este capítulo, sem dúvida alguma que à talento aqui para a escrita.
Fiquei curiosa sobre o " ex.casa " Maria e João, quero muito ve-los de novo juntos :)
Se quiserem passem no meu cantinho serão muito bem-vindas.
P.S : Já sigo o blog
Beijinhos
Catarina
Fantástico...
ResponderEliminarQuero mais.... Tou super curiosa para ver o próximo...
Continua...