(Mariana)
O jogo já tinha terminado e ainda ficamos uns
minutos à conversa mas o pessoal foi saindo ficando nós os quatro, a loira
oxigenada, a Ana e o Fábio. Ao início não se notou mas com o avançar dos
minutos começou a ficar um clima estranho, isto porque a minha prima e o João
estavam numa conversa a dois mas bastante animada, o Ruben e a amiga dele a
comerem-se à força toda e depois sobrávamos nós os três que tentávamo-nos
abstrair daquilo, algo que consegui ao início mas que acabei por enjoar, ainda
mandei a piada para ver se eles caiam na real mas ignoraram completamente, ora
comigo como ou vai ou racha não estive por meias medidas, levantei-me e fui
buscar mais uma bebida, não é que tivesse vontade para mais um copo mas sim
porque o Ruben estava mesmo no ao lado da mesa onde estavam as bebidas. Peguei
no copo e assim como se de um acidente se tratasse o líquido que tinha no copo
acabou na t-shirt do Ruben.
- Olha para esta merda - reclamou o que
fez o pessoal olhar - vê por onde andas.
- Desculpa não fiz por mal - disse-o com o
meu ar angelical para logo depois ficar sem reacção, o Ruben retirou a porcaria
da t-shirt bem na minha frente e pela primeira vez tive uma visão mais
detalhada do quanto o seu corpo mudou, estava a mirá-lo quando despertei para a
realidade ao ouvir a voz esganiçada da Teresa.
- Não tens mais sítio nenhum para estares a olhar?
- Ter até tenho… mas não me apetece desviar o
olhar… sabes dá muito trabalho e depois se o faço ainda encontro uma loira
oxigenada que ainda não percebeu que este grupo de amigos não é o dela e que
por isso está a mais - respirei fundo sem nunca desviar o olhar do
Ruben que sorria ao ver-me assim estática.
- Desculpa lá mas estou na casa do meu namorado!
- Não… estás na casa de quem te anda a comer neste
momento… agora namorado não é de certeza… ou pelo menos não foi assim que ele
te apresentou… à espera… é verdade nem apresentada foste… é tramado quando
somos usadas e não reconhecemos… cai fora!
- Ruben diz alguma coisa!
- Vou lá dentro buscar outra t-shirt - gargalhei ao
ouvir a resposta do Ruben.
- Ups... é fudido quando nos ignoram...
- Mas quem é que pensas que és?
- Uma pessoa - gozei mas já não obtive
resposta, a Teresa saiu da sala.
- Tinhas mesmo que estragares o arranjinho ao Ruben
não tinhas?
- Ai ó Ana só vos fiz um favor... não sei é como é
que aturaram aquilo tanto tempo!
- Ó Mariana o teu conceito de tanto tempo não deve
ser o mesmo que o meu.
- Ena João acordaste para a vida, foi? - piquei-o afinal
era a primeira vez que ouvia a sua voz depois que ficamos simplesmente os sete.
- Seria impossível não acordar... com a barraca que
armaste
- gargalhei.
- Lamento desiludir-te mas hoje ainda não armei
barraca nenhuma e a armar não será com a oxigenada com toda a certeza... é que
sabes... sou perita a montar barracas... mas não é com gajas... prefiro aquelas
que monto com os gajos!
- O teu mal é esse... vai mas é armar a barraca com
o Ruben e resolvam de uma vez essa questão - a Ana atirou deixando-nos a
olhar, afinal ela nunca foi de dizer as cenas de forma tão directa - que
foi? Disse alguma mentira querem ver?
- Amiga... o problema não é a verdade que
falaste... é mesmo estes dois não admitirem que é isso que querem...
Teria respondido ao Fábio mas a entrada daqueles
dois a comerem-se impediu isso de acontecer, revirei os olhos e peguei na minha
mala que estava no sofá.
- Bem malta isto já deu o que tinha a dar por isso
bye bye.
- Já vais? - a voz do Ruben impediu-me de continuar em
frente.
- Já... estou farta de olhar para a tua cara!
- Ena... isso é tudo ciúmes - quando acabou
de falar já estava a escassos centímetros de mim.
- Ciúmes? Olha está a alucinar...
- Ó Marianinha... chego para as duas... até se
quiseres inovar pode ser com as duas ao mesmo tempo - o pessoal
gargalhou talvez por ter aberto a boca tal foi o impacto das palavras dele - então
não precisas de abrir já a boca... com a boca também é bom e se queres saber
até gosto... mas desde que o trabalho seja bem feito.
- Estúpido! - atirei antes de lhe virar
costas.
- Então... onde é que está o fair play... não
gostas de concorrência, é? - o Ruben levou a sua mão à minha cara desviando o
cabelo do meu rosto e pescoço - Ou será antes por não estares segura das
tuas capacidades - gargalhou.
- Estou seguríssima das minhas capacidades e por
isso mesmo é que elas não são para desperdiçar contigo - empurrei-o - agora
deixa-me ir embora que já metes nojo.
Tentei sair da sala mas o Ruben puxou-me por um
braço e quando virei-me para tentar soltar-me fiquei demasiado próxima dele,
tanto que senti a respiração dele nos meus lábios, olhei-o com uma intensidade
tremenda, afinal os nossos amigos tinham razão, queria mesmo aquilo e estava
cada vez mais difícil de o negar, ainda assim acordei a tempo daquele transe.
- Larga-me... quero ir embora!
- Não queres nada... - senti a sua mão
a acariciar-me o rosto - tu queres tanto quanto eu - beijou-me o pescoço
- pára de negar o inegável - não resisti e beijei-o, ainda as nossas
bocas não estavam totalmente unidas e já as nossas línguas se tinham
encontrado, senti-me a ser prensada contra a parede para logo depois as mãos do
Ruben nas minhas pernas para começarem de imediato a subirem e encontrarem a
pele das minhas nádegas, sentir as mãos dele no meu corpo só contribuiu para
perder o que restava da vontade de acabar com aquilo, no instante seguinte já
estava sentada na mesa que até ao momento tinha as bebidas e que agora estavam
no chão, nós estávamos ambos descontrolados e nem o facto dos nossos amigos
ainda se encontrarem naquele espaço nos fez abrandar, ambos queríamos muito
mais, percebi isso pela forma como o Ruben beijava-me e tentava ver-se livre do
meu vestido e foi quando já tinha arrancado a sua t-shirt que fomos obrigados a
parar, alguém nos acordou para a realidade e não foi de uma forma agradável, a
oxigenada atirou-nos com um balde de água gelada para cima que foi motivo
suficiente para os nossos amigos gargalharem e para que descesse à terra
novamente, saltei para o chão, baixei-me para agarrar na minha mala e quando já
estava a sair da sala ouvi o Ruben.
- Fica - pediu quase em desespero de causa o que fez-me
olhar para trás e encontrar a Teresa possessa a olhá-lo.
- Não dá... isto já foi longe demais... tens
namorada que por sinal assistiu a tudo - desviei o meu olhar do dele.
- Mariana não inventes... sabes perfeitamente que a
Teresa nunca foi, não é e nem será nunca minha namorada... - com a resposta
do Ruben a oxigenada saiu da sala e uns segundos depois ouvimos a porta a
bater, olhei para os nossos amigos que mantinham o sorriso no rosto - Mariana
é só uma noite...
- Não... ambos sabemos que será um enorme erro!
- O único erro cometido foi meu... e não foi hoje...
fica!
- Desculpa mas não dá - virei costas e
saí mesmo da casa do Ruben sem olhar mais para trás, tinha consciência que se
cedesse ao pedido dele as cenas nunca mais voltariam a ser iguais e para mim já
tinha chegado os anos em que estive em Faro sem o poder ver.
Cheguei a casa e fui directa ao quarto, vesti o
pijama e aterrei na cama com o objectivo de dormir para esquecer a noite mas
isso não aconteceu, acabei por levantar-me horas depois e ter que ir trabalhar.
O dia foi um martírio o sono era mais do que muito
e o Ruben não saía de forma alguma do meu pensamento, bem que tentava
abstrair-me pensando noutras coisas mas acabava sempre com a imagem dele na
minha cabeça.
Regressei a casa no fim de um dia de trabalho e só
queria um bom banho e cama, ainda assim obriguei-me a mim mesma a jantar mas ao
contrário do que esperava quando terminei de comer tive que ficar a ouvir os
desabafos da minha prima.
(Maria)
O fim do jogo e algumas movimentações até à mesa
das bebidas foram aproveitas pelo João para se aproximar de mim.
- Temos de conversar...
- Eu sei... devia ter-me controlado, mas...
- Não é isso... ou não é só isso temos mesmo de
conversar, mas aqui não é o local, nem a altura ideal...
- Concordo... o que me dizes de ir até lá a casa
depois?
- Para tua casa? Depois? Depois de sair daqui?!
- Sim qual é o problema, não faço nada que tu
também não queiras - sorriu-me traçado
- Não é problema nenhum... quer dizer eu amanhã
trabalho cedo e já é tardote....
- Podes ficar lá esta noite...
- Posso? Tu deixas?
Já não tive resposta uma vez que mais uma momento
“Mariana & Ruben Companhia Limitada” foi iniciado com a minha
inocentemente, porque de outra forma não poderia ser, a encharcar o Ruben logo
quando ele e a Teresa estavam num momento mais animado.
Certo é que naquele momento os dois perderam os
limites já que a resposta do Ruben foi bem ao nível de qualquer atitude que
estávamos acostumados a ver por parte da Mariana, mas é quando o Ruben numa das
várias insinuações diz
- então não precisas de abrir já a boca... com a
boca também é bom e se queres saber até gosto... mas desde que o trabalho seja
bem feito.
- Puto eu não ia por ai... - ouvi o João
sussurrar e olhei-o, ele percebeu que o ouvia e por isso aproximou-se ainda mais
de mim passou o braço por cima dos meus ombros colocou a boca junto do meu
ouvido e em segredo continuou - se a habilidade for de família... nem tu
imaginas como é bom!!
Senti-me corar, não tinha problemas nenhuns em
fazer certas coisas, mas falar sobre elas em publico era outra coisa. Só o
olhei escandalizada ele sorriu e rapidamente juntou os nossos lábios, para
separa-los assim que a Teresa se junta na discussão apagando o fogo dos dois
com um balde de agua fria que nos levou a nós meros espectadores a gargalhar,
para no instante seguinte todos ficarmos estáticos com a declarações que
ouvimos saídas das bocas de ambos. O momento ficou realmente tenso e quando a
Mariana apesar da suplica do Ruben para que não o fizesse abandonou a sala e a
casa, a Ana e o Fábio seguiram-na.
O Ruben deixou-se cair no sofá praticamente
inanimado sentia que tinha que fazer algo mas não sabia o quê por isso
- Fala com ele...
- É melhor não, vamos deixa-lo
- A sério João já viste bem como está? Se lhe
tivesse passado um alfa-pendular por cima era capaz de estar mais animado... eu
vou dar um jeito nisto - apontei para as bebidas no chão e para a mesa de
jantar
- Vou tentar, mas não prometo nada... - vi-o sentar-se ao
lado do Ruben e começaram a murmurar qualquer coisa.
Fui até à cozinha buscar um saco de lixo e o que
mais precisava para arrumar todo aquele espalhafato e quando voltei estavam os
dois agarrados aos comandos jogavam um Sporting x Benfica e pude ouvir o João
dizer que o Ruben só o estava a ganhar porque aquilo ainda não tinha as
actualizações do mercado de inverno, deixei-os quais duas crianças e acabei por
dar um apresentável à sala do Ruben. Quando terminei
- Bom crianças, vocês são muito boas pessoas, mas a
minha vida não é isto e amanhã tenho de me levantar cedo portanto... Beijos e
abraços para quem fica eu estou no ir - falei enquanto pegava nas minhas coisas e assim
que cheguei perto da porta da sala - FUI!!!
- Maria espera! - olhei para trás e
o João pegava à pressa nas suas coisa - Eu também já vou acompanho-te ao
carro... Puto pensa bem no que falamos!
Saímos de casa de Ruben e percebi que além do carro
do Ruben apenas restavam naquela rua os nossos carros parados um ao lado do
outro
- Conseguiste falar com ele?
- Sim!
- E então?
- Vamos mesmo ficar a falar disso aqui? - aproximou-se de
mim - Tinhas prometido ir até lá a casa!
- Ok... vamos lá... vou atrás de ti
Ele entrou no carro e eu no meu segui-o até à zona
de Alcochete. Estacionei ao lado do carro dele e quando sai do carro ele já me
esperava. Sem dizer nada passou o braço em redor da minha cintura e
encaminhou-me naquilo que presumi ser o caminho para o seu apartamento.
- Entra... está à vontade...- despi o
blusão, pousei a mala no primeiro sitio que pude
- Vou mesmo ficar - sorri e tirei primeiro
um dos sapatos e depois o outro ele gargalhou - tás-te a rir?! Queria ver-te
um dia inteiro em cima de uns saltos destes!
- Dispenso a experiencia... agora anda vou
mostrar-te o meu castelo...
- Uii pouco modesto sim...
Ele mostrou-me a casa e acabamos por nos sentar na
sala. Foi esquisito, ficamos sentados no sofá olhávamos um para o outro e
nenhum tinha a coragem de dizer a primeira palavra, mas mesmo assim não estava
a ser desconfortável, estava a ser muito calmo, tranquilo, a transmitir-me uma
paz que me sabia muito bem.
- Já me tinha esquecido - foi ele que cortou
o silencio eu limitei-me a olha-lo - tu só falas com o comando nas mãos! -
eu gargalhei e ele passou-me o comando da play para as mãos. Ainda discutimos
quem ficava com que equipa até que já bola rolava
- Então já me podes contar a conversa com o Ruben?
- Já... - respondeu e voltou a calar-se, esperei
cerca de um minuto
- E?
- E como esperávamos ele está caidinho por ela! Mas
há qualquer coisa que não está bem resolvida entre eles...
- Qualquer coisa?! A noite do baile é mais
que óbvio!
- É... - vi-o hesitar e parar o jogo para se
chegar mais perto - Essa noite não ficou bem resolvida para ninguém
- falou já com as nossas caras praticamente coladas
- E devíamos resolver isso definitivamente não
achas? - tentei afastar-me mas o meu corpo não obedeceu.
- Se fizeres muita questão - quando falou os
lábios dele já roçavam os meus - eu queria mesmo era relembrar outra vez -
riu-se provocante - e continuar o que deixamos a meio... e depois... depois
podíamos discutir isso ao pequeno-almoço... hum?
Não fui capaz de responder apenas juntei
definitivamente os nossos lábios e também as nossas línguas passando no mesmo
instante para o seu colo. Aquele beijo durou todo o tempo que o oxigénio que
tínhamos no corpo deixou que durasse para depois recuperarmos entre “selinhos”
e começando a deixar que as nossas mãos viajassem pelo corpo do outro sem
pudores. Os minutos que se seguiram foram passados ali mesmo no sofá sem
qualquer palavra proferida, mas numa troca intensa de caricias e beijos.
Consegui confirmar aquilo que já suspeitava quando estava assim mais envolvida
com o João sentia-me flutuar. Passados alguns minutos e quando já nenhum dos
dois conseguia controlar acabamos por ir até ao quarto, sou capaz de
jurar que deitamos qualquer coisa ao chão mas não sei o que terá sido. Já
no quarto as nossas roupas voaram a uma velocidade alucinante dos nossos
corpos e quando o João tira da gaveta um preservativo de imediato o tirei das
mãos ficando para mim a “responsabilidade” de o colocar vi-o ficar na
expectativa para assim que percebeu que o iria fazer não com as mãos o ouvir
gemer e depois sorrir de forma bem preversa, depois de colocado o primeiro de
muitos a noite foi pequena de mais para tudo o que desejávamos. E quando os
corpos pediram descanso e acabei por ficar deitada sobre o peito dele
enquanto o João me acariciava os cabelos percebi que naquele momento poderia
congelar o tempo e ficar ali, e foi isso mesmo que fiz fiquei quietinha e
caladinha a absorver todas as sensações de todos os segundos, fui sentindo a
respiração do João ficar mais pesada e os seus movimentos cessaram embora a sua
mão tenha ficado emaranhada nos meus cabelos. Mas infelizmente alguns minutos
depois o alarme do meu telemóvel tocou e fui obrigada a despertar para a
realidade. O João ainda dormia, consegui libertar-me dos seus braços sem
o acordar, o que silenciosamente agradeci, para depois à pressa apanhar a minha
roupa e da minha mala tirar uma folha onde deixei um pequeno recado
“João,
Estavas a dormir tão bem que não tive coragem
de te acordar.
Sei que tínhamos planos para o pequeno-almoço, mas
vai ter de ficar para depois.
É que já estou mesmo atrasada.
Bj
Maria”
Deixei o bilhete onde tinha passado a
noite e sai sem fazer barulho rumando ainda a casa onde tomei um duche rápido e
me troquei para mais um dia cheio. Durante o dia fui informada de que teria de
seguir até ao Norte do pais para começar a tratar da próxima época de alguns
atletas.
Já cheguei a casa perto da hora do jantar, que a
Mariana felizmente já tinha preparado. A refeição foi em silêncio, mas no final
senti necessidade de falar com ela sobre o João
- Mariana tens dois minutos?
- Só dois estou morta por me deitar
- Prometo ser rápida...eu e o João fomos para a
cama!
- Grande novidade!
- Tu não estás a perceber fomos mais que
uma vez...
- Ahh tás a querer dizer-me que andam?!
- Não estou a querer dizer-te que desde a noite do
baile sempre que nos encontramos acontece algo mais...
- Ah... esquece lá os dois minutos... agora quero
saber detalhes... como é que ele é na cama?
- Não tinhas sono?
- Não desconverses! É assim tão mau? É por isso que
não queres contar porque foi horrível e tu ainda repetiste... foi por
pena foi?!
- Pena tenho eu de ti e não vou contigo para a
cama! Eu não quero contar porque não te interessa alem disso já sei que tarada
como és se eu te contar o quanto é bom ainda queres ir experimentar e eu
aviso já que não gosto da ideia
- Olha não gosto da ideia, até parece que seria o
primeiro que experimentava-mos as duas!
- Pois mas “dividir” o João não me parece boa
ideia a não ser que possa fazer o mesmo com o Ruben
- Nem penses! Ai de ti!! Com o Ruben não estás a
ouvir-me?!
- Ehh lá eu sei que não quero partilhar o João
porque gosto dele... e quando digo gosto é mesmo de GOSTAR percebes?! E tu
achas que não posso ter nada com o Ruben porque? - puxei o Ruben
para a conversa já que eu sabia que ia acabar a confessar que começava a sentir
algo mais pelo João a minha prima acabasse por confessar também, mas não tive
resultados positivos
- Olha porque eles são amigos e tá visto que o João
também está interessado em ti e era muito chato uma cena dessas ainda por cima
com os nossos melhores amigos! - acabou de falar já dentro do seu quarto para de
seguida bater a porta com toda a força.
Eu segui-lhe o exemplo não sem antes reparar que o
João nada tinha dito durante todo o dia. Teria eu atirado uma
amizade para o lixo por não ter tido capacidade de resistir à tentação,
foi com este pensamento que adormeci.
Como serão os dias que se adivinham?