sexta-feira, 7 de setembro de 2012


Boa noite,
Eu, Maria, gostava de aqui deixar o significado de fan fic.

“Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs", mas que também pode ser chamada do Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros” (wikipedia). 
Eu sei que o site referenciado não será o mais credivel, mas para o meu objectivo é suficiente.

Relembro que este blog serve para a publicação de mais uma entre milhares de fan fic’s publicadas por este mundo fora. Há de vários generos e dedicadas aos mais variados idolos, dos herois de BD aos personagens da series mais afamadas, do musico menos conhecido aos mais ouvidas bandas  pop do momento e tambem as há dedicadas a desportistas e neste campo os futebolistas ganham destaque.

Em Portugal como no resto do mundo existem centenas e depois de alguma pesquisa percebe-se que o agora jogador do SCBraga - Ruben Amorim - é sem duvida o jogador com mais fic’s dedicadas e temo-las para todos os generos, das mais ingénuas ás mais atrevidas. E como é óbvio os/as autores/as destas fic’s na sua maioria apenas conhecem os seus ídolos da tv, dos jornais e revistas e por isso adaptam a personalidade do “seu personagem” aquilo que imaginam ser ou que gostariam que fosse a personalidade do seu ídolo. As fic’s não passam de como já foi referido FICÇÕES criadas por fãs e como tal quem as lê  sabe que o que encontra nas mesmas são factos na sua maioria fictícios, e como tal não reais e em que as semelhanças que possam haver são apenas meras coincidências ou então serão abordados assuntos de domínio publico informações que  serão acedidas com facilidade em qualquer meio de comunicação social.

Não é objectivo desta fic, e acredito que de nenhuma outra, melindrar, ofender e muito menos desrespeitar a figura publica em causa bem como a sua família e amigos.
Posto isto lamento que quem nos possa ler pense que a intenção desta fic seja denegrir a imagem dos jogadores referidos na mesma.

Mas principalmente lamento que se escondam atrás do anonimato para de forma que considero menos correcta criticarem aquilo que aqui é publicado relembrando que ninguém é obrigado a seguir esta ou qualquer outra fic, eu como leitora apenas sigo aquelas que não considero ridículas e insultuosas.

Não tendo sido directamente visada negativamente nos comentários aos quais me refiro, antes pelo contrario já que recebi conselhos, considero os mesmos algo desrespeitosos e até exagerados.

Não quero com este “desabafo” ofender nem melindrar ninguém, apenas gostaria de relembrar que não é  objectivo desta fic ser insultuosa. Aproveitando para pedir a todos os que nos acompanham que deixem a sua sincera opinião sobre o que aqui é publicado.

Desejo uma excelente  noite e um óptimo fim de semana

Bjokinhas
Mariaa Mendes

016 - "Ó Marianinha... chego para as duas... até se quiseres inovar pode ser com as duas ao mesmo tempo..."

(Mariana)
O jogo já tinha terminado e ainda ficamos uns minutos à conversa mas o pessoal foi saindo ficando nós os quatro, a loira oxigenada, a Ana e o Fábio. Ao início não se notou mas com o avançar dos minutos começou a ficar um clima estranho, isto porque a minha prima e o João estavam numa conversa a dois mas bastante animada, o Ruben e a amiga dele a comerem-se à força toda e depois sobrávamos nós os três que tentávamo-nos abstrair daquilo, algo que consegui ao início mas que acabei por enjoar, ainda mandei a piada para ver se eles caiam na real mas ignoraram completamente, ora comigo como ou vai ou racha não estive por meias medidas, levantei-me e fui buscar mais uma bebida, não é que tivesse vontade para mais um copo mas sim porque o Ruben estava mesmo no ao lado da mesa onde estavam as bebidas. Peguei no copo e assim como se de um acidente se tratasse o líquido que tinha no copo acabou na t-shirt do Ruben.
- Olha para esta merda - reclamou o que fez o pessoal olhar - vê por onde andas.
- Desculpa não fiz por mal - disse-o com o meu ar angelical para logo depois ficar sem reacção, o Ruben retirou a porcaria da t-shirt bem na minha frente e pela primeira vez tive uma visão mais detalhada do quanto o seu corpo mudou, estava a mirá-lo quando despertei para a realidade ao ouvir a voz esganiçada da Teresa.
- Não tens mais sítio nenhum para estares a olhar?
- Ter até tenho… mas não me apetece desviar o olhar… sabes dá muito trabalho e depois se o faço ainda encontro uma loira oxigenada que ainda não percebeu que este grupo de amigos não é o dela e que por isso está a mais - respirei fundo sem nunca desviar o olhar do Ruben que sorria ao ver-me assim estática.
- Desculpa lá mas estou na casa do meu namorado!
- Não… estás na casa de quem te anda a comer neste momento… agora namorado não é de certeza… ou pelo menos não foi assim que ele te apresentou… à espera… é verdade nem apresentada foste… é tramado quando somos usadas e não reconhecemos… cai fora!
- Ruben diz alguma coisa!
- Vou lá dentro buscar outra t-shirt - gargalhei ao ouvir a resposta do Ruben.
- Ups... é fudido quando nos ignoram...
- Mas quem é que pensas que és?
- Uma pessoa - gozei mas já não obtive resposta, a Teresa saiu da sala.
- Tinhas mesmo que estragares o arranjinho ao Ruben não tinhas?
- Ai ó Ana só vos fiz um favor... não sei é como é que aturaram aquilo tanto tempo!
- Ó Mariana o teu conceito de tanto tempo não deve ser o mesmo que o meu.
- Ena João acordaste para a vida, foi? - piquei-o afinal era a primeira vez que ouvia a sua voz depois que ficamos simplesmente os sete.
- Seria impossível não acordar... com a barraca que armaste - gargalhei.
- Lamento desiludir-te mas hoje ainda não armei barraca nenhuma e a armar não será com a oxigenada com toda a certeza... é que sabes... sou perita a montar barracas... mas não é com gajas... prefiro aquelas que monto com os gajos!
- O teu mal é esse... vai mas é armar a barraca com o Ruben e resolvam de uma vez essa questão - a Ana atirou deixando-nos a olhar, afinal ela nunca foi de dizer as cenas de forma tão directa - que foi? Disse alguma mentira querem ver?
- Amiga... o problema não é a verdade que falaste... é mesmo estes dois não admitirem que é isso que querem...
Teria respondido ao Fábio mas a entrada daqueles dois a comerem-se impediu isso de acontecer, revirei os olhos e peguei na minha mala que estava no sofá.
- Bem malta isto já deu o que tinha a dar por isso bye bye.
- Já vais? - a voz do Ruben impediu-me de continuar em frente.
- Já... estou farta de olhar para a tua cara!
- Ena... isso é tudo ciúmes - quando acabou de falar já estava a escassos centímetros de mim.
- Ciúmes? Olha está a alucinar...
- Ó Marianinha... chego para as duas... até se quiseres inovar pode ser com as duas ao mesmo tempo - o pessoal gargalhou talvez por ter aberto a boca tal foi o impacto das palavras dele - então não precisas de abrir já a boca... com a boca também é bom e se queres saber até gosto... mas desde que o trabalho seja bem feito.
- Estúpido! - atirei antes de lhe virar costas.
- Então... onde é que está o fair play... não gostas de concorrência, é? - o Ruben levou a sua mão à minha cara desviando o cabelo do meu rosto e pescoço - Ou será antes por não estares segura das tuas capacidades - gargalhou.
- Estou seguríssima das minhas capacidades e por isso mesmo é que elas não são para desperdiçar contigo - empurrei-o - agora deixa-me ir embora que já metes nojo.
Tentei sair da sala mas o Ruben puxou-me por um braço e quando virei-me para tentar soltar-me fiquei demasiado próxima dele, tanto que senti a respiração dele nos meus lábios, olhei-o com uma intensidade tremenda, afinal os nossos amigos tinham razão, queria mesmo aquilo e estava cada vez mais difícil de o negar, ainda assim acordei a tempo daquele transe.
- Larga-me... quero ir embora!
- Não queres nada... - senti a sua mão a acariciar-me o rosto - tu queres tanto quanto eu - beijou-me o pescoço - pára de negar o inegável - não resisti e beijei-o, ainda as nossas bocas não estavam totalmente unidas e já as nossas línguas se tinham encontrado, senti-me a ser prensada contra a parede para logo depois as mãos do Ruben nas minhas pernas para começarem de imediato a subirem e encontrarem a pele das minhas nádegas, sentir as mãos dele no meu corpo só contribuiu para perder o que restava da vontade de acabar com aquilo, no instante seguinte já estava sentada na mesa que até ao momento tinha as bebidas e que agora estavam no chão, nós estávamos ambos descontrolados e nem o facto dos nossos amigos ainda se encontrarem naquele espaço nos fez abrandar, ambos queríamos muito mais, percebi isso pela forma como o Ruben beijava-me e tentava ver-se livre do meu vestido e foi quando já tinha arrancado a sua t-shirt que fomos obrigados a parar, alguém nos acordou para a realidade e não foi de uma forma agradável, a oxigenada atirou-nos com um balde de água gelada para cima que foi motivo suficiente para os nossos amigos gargalharem e para que descesse à terra novamente, saltei para o chão, baixei-me para agarrar na minha mala e quando já estava a sair da sala ouvi o Ruben.
- Fica - pediu quase em desespero de causa o que fez-me olhar para trás e encontrar a Teresa possessa a olhá-lo.
- Não dá... isto já foi longe demais... tens namorada que por sinal assistiu a tudo - desviei o meu olhar do dele.
- Mariana não inventes... sabes perfeitamente que a Teresa nunca foi, não é e nem será nunca minha namorada... - com a resposta do Ruben a oxigenada saiu da sala e uns segundos depois ouvimos a porta a bater, olhei para os nossos amigos que mantinham o sorriso no rosto - Mariana é só uma noite...
- Não... ambos sabemos que será um enorme erro!
- O único erro cometido foi meu... e não foi hoje... fica!
- Desculpa mas não dá - virei costas e saí mesmo da casa do Ruben sem olhar mais para trás, tinha consciência que se cedesse ao pedido dele as cenas nunca mais voltariam a ser iguais e para mim já tinha chegado os anos em que estive em Faro sem o poder ver.
Cheguei a casa e fui directa ao quarto, vesti o pijama e aterrei na cama com o objectivo de dormir para esquecer a noite mas isso não aconteceu, acabei por levantar-me horas depois e ter que ir trabalhar.
O dia foi um martírio o sono era mais do que muito e o Ruben não saía de forma alguma do meu pensamento, bem que tentava abstrair-me pensando noutras coisas mas acabava sempre com a imagem dele na minha cabeça.
Regressei a casa no fim de um dia de trabalho e só queria um bom banho e cama, ainda assim obriguei-me a mim mesma a jantar mas ao contrário do que esperava quando terminei de comer tive que ficar a ouvir os desabafos da minha prima.

(Maria)
O fim do jogo e algumas movimentações até à mesa das bebidas foram aproveitas pelo João para se aproximar de mim.
- Temos de conversar...
- Eu sei... devia ter-me controlado, mas...
- Não é isso... ou não é só isso temos mesmo de conversar, mas aqui não é o local, nem a altura ideal...
- Concordo... o que me dizes de ir até lá a casa depois?
- Para tua casa? Depois? Depois de sair daqui?!
- Sim qual é o problema, não faço nada que tu também não queiras - sorriu-me traçado
- Não é problema nenhum... quer dizer eu amanhã trabalho cedo e já é tardote....
- Podes ficar lá esta noite...
- Posso? Tu deixas?
Já não tive resposta uma vez que mais uma momento “Mariana & Ruben Companhia Limitada” foi iniciado com a minha inocentemente, porque de outra forma não poderia ser, a encharcar o Ruben logo quando ele e a Teresa estavam num momento mais animado.
Certo é que naquele momento os dois perderam os limites já que a resposta do Ruben foi bem ao nível de qualquer atitude que estávamos acostumados a ver por parte da Mariana, mas é quando o Ruben numa das várias insinuações diz
- então não precisas de abrir já a boca... com a boca também é bom e se queres saber até gosto... mas desde que o trabalho seja bem feito.
- Puto eu não ia por ai... - ouvi o João sussurrar e olhei-o, ele percebeu que o ouvia e por isso aproximou-se ainda mais de mim passou o braço por cima dos meus ombros colocou a boca junto do meu ouvido e em segredo continuou - se a habilidade for de família... nem tu imaginas como é bom!!
Senti-me corar, não tinha problemas nenhuns em fazer certas coisas, mas falar sobre elas em publico era outra coisa. Só o olhei escandalizada ele sorriu e rapidamente juntou os nossos lábios, para separa-los assim que a Teresa se junta na discussão apagando o fogo dos dois com um balde de agua fria que nos levou a nós meros espectadores a gargalhar, para no instante seguinte todos ficarmos estáticos com a declarações que ouvimos saídas das bocas de ambos. O momento ficou realmente tenso e quando a Mariana apesar da suplica do Ruben para que não o fizesse abandonou a sala e a casa, a Ana e o Fábio seguiram-na.
O Ruben deixou-se cair no sofá praticamente inanimado sentia que tinha que fazer algo mas não sabia o quê por isso
- Fala com ele...
- É melhor não, vamos deixa-lo
- A sério João já viste bem como está? Se lhe tivesse passado um alfa-pendular por cima era capaz de estar mais animado... eu vou dar um jeito nisto - apontei para as bebidas no chão e para a mesa de jantar
- Vou tentar, mas não prometo nada... - vi-o sentar-se ao lado do Ruben e começaram a murmurar qualquer coisa.
Fui até à cozinha buscar um saco de lixo e o que mais precisava para arrumar todo aquele espalhafato e quando voltei estavam os dois agarrados aos comandos jogavam um Sporting x Benfica e pude ouvir o João dizer que o Ruben só o estava a ganhar porque aquilo ainda não tinha as actualizações do mercado de inverno, deixei-os quais duas crianças e acabei por dar um apresentável à sala do Ruben. Quando terminei
- Bom crianças, vocês são muito boas pessoas, mas a minha vida não é isto e amanhã tenho de me levantar cedo portanto... Beijos e abraços para quem fica eu estou no ir - falei enquanto pegava nas minhas coisas e assim que cheguei perto da porta da sala - FUI!!!
- Maria espera! -  olhei para trás e o João pegava à pressa nas suas coisa - Eu também já vou acompanho-te ao carro... Puto pensa bem no que falamos!
Saímos de casa de Ruben e percebi que além do carro do Ruben apenas restavam naquela rua os nossos carros parados um ao lado do outro
- Conseguiste falar com ele?
- Sim!
- E então?
- Vamos mesmo ficar a falar disso aqui? - aproximou-se de mim - Tinhas prometido ir até lá a casa!
- Ok... vamos lá... vou atrás de ti
Ele entrou no carro e eu no meu segui-o até à zona de Alcochete. Estacionei ao lado do carro dele e quando sai do carro ele já me esperava. Sem dizer nada passou o braço em redor da minha cintura e encaminhou-me naquilo que presumi ser o caminho para o seu apartamento.
- Entra... está à vontade...-  despi o blusão, pousei a mala no primeiro sitio que pude  
- Vou mesmo ficar - sorri e tirei primeiro um dos sapatos e depois o outro ele gargalhou - tás-te a rir?! Queria ver-te um dia inteiro em cima de uns  saltos destes!
- Dispenso a experiencia... agora anda vou mostrar-te o meu castelo...
-  Uii pouco modesto sim...
Ele mostrou-me a casa e acabamos por nos sentar na sala. Foi esquisito, ficamos sentados no sofá olhávamos um para o outro e nenhum tinha a coragem de dizer a primeira palavra, mas mesmo assim não estava a ser desconfortável, estava a ser muito calmo, tranquilo, a transmitir-me uma  paz que me sabia muito bem.
- Já me tinha esquecido - foi ele que cortou o silencio eu limitei-me a olha-lo - tu só falas com o comando nas mãos! - eu gargalhei e ele passou-me o comando da play para as mãos. Ainda discutimos quem ficava com que equipa até que já bola rolava
- Então já me podes contar a conversa com o Ruben?
- Já... - respondeu e  voltou a calar-se, esperei cerca de um minuto
- E?
- E como esperávamos ele está caidinho por ela! Mas há  qualquer coisa que não está bem resolvida entre eles...
- Qualquer coisa?! A noite do  baile é mais  que óbvio!
- É... - vi-o  hesitar  e parar o jogo para se chegar mais perto - Essa noite não  ficou bem resolvida para ninguém - falou já com as nossas caras praticamente coladas
- E devíamos resolver isso definitivamente não achas? - tentei  afastar-me mas o meu corpo não obedeceu.
- Se fizeres muita questão -  quando falou os lábios dele já roçavam os meus - eu queria mesmo era relembrar outra vez - riu-se provocante - e continuar o que deixamos a meio... e depois... depois podíamos discutir isso ao pequeno-almoço... hum?
Não fui capaz de responder apenas juntei definitivamente os nossos lábios e também as nossas línguas passando no mesmo instante para o seu colo. Aquele beijo durou todo o tempo que o oxigénio que tínhamos no corpo deixou que durasse para depois recuperarmos entre “selinhos” e começando a deixar que as nossas mãos viajassem pelo corpo do outro sem  pudores. Os minutos que se seguiram foram passados ali mesmo no sofá sem qualquer palavra proferida, mas numa troca intensa de caricias e beijos. Consegui confirmar aquilo que já suspeitava quando estava assim mais envolvida com o João sentia-me flutuar. Passados alguns minutos e quando já nenhum dos dois conseguia controlar acabamos por ir até ao quarto, sou  capaz de  jurar que deitamos qualquer coisa ao chão mas não sei o que terá sido. Já no quarto as nossas roupas voaram  a uma velocidade alucinante dos nossos corpos e quando o João tira da gaveta um preservativo de imediato o tirei das mãos ficando para mim a “responsabilidade” de o colocar vi-o ficar na expectativa para assim que percebeu que o iria fazer não com as mãos o ouvir gemer e depois sorrir de forma bem preversa, depois de colocado o primeiro de muitos a noite foi pequena de mais para tudo o que desejávamos. E quando os corpos pediram descanso  e acabei por ficar deitada sobre o peito dele enquanto o João me acariciava os cabelos percebi que naquele momento poderia congelar o tempo e ficar ali, e foi isso mesmo que fiz fiquei quietinha e caladinha a absorver todas as sensações de todos os segundos, fui sentindo a respiração do João ficar mais pesada e os seus movimentos cessaram embora a sua mão tenha ficado emaranhada nos meus cabelos. Mas infelizmente alguns  minutos depois o alarme do meu telemóvel tocou e fui obrigada a despertar para a realidade. O  João ainda dormia, consegui libertar-me dos seus braços sem o acordar, o que silenciosamente agradeci, para depois à pressa apanhar a minha roupa e da minha mala tirar uma folha onde deixei um pequeno recado

“João,
Estavas  a dormir tão bem que não tive coragem de te acordar.
Sei que tínhamos planos para o pequeno-almoço, mas vai ter de ficar para depois.
É  que já estou mesmo atrasada.
Bj
Maria”

Deixei o  bilhete  onde tinha passado a noite e sai sem fazer barulho rumando ainda a casa onde tomei um duche rápido e me troquei para mais um dia cheio. Durante o dia fui informada de que teria de seguir até ao Norte do pais para começar a tratar da próxima época de alguns atletas.
Já cheguei a casa perto da hora do jantar, que a Mariana felizmente já tinha preparado. A refeição foi em silêncio, mas no final  senti necessidade de falar com ela sobre o João
- Mariana  tens dois minutos?
- Só dois estou morta por me deitar
- Prometo ser rápida...eu e o João fomos para a cama!
- Grande novidade!
- Tu não estás a perceber fomos  mais que  uma vez...
- Ahh tás a querer dizer-me que andam?!
- Não estou a querer dizer-te que desde a noite do baile sempre que nos encontramos acontece algo mais...
- Ah... esquece lá os dois minutos... agora quero saber detalhes... como é que ele é na cama?
- Não tinhas sono?
- Não desconverses! É assim tão mau? É por isso que não queres contar porque foi horrível e  tu ainda repetiste... foi por pena foi?!
- Pena tenho eu de ti e não vou contigo para a cama! Eu não quero contar porque não te interessa alem disso já sei que tarada como és se eu te contar  o quanto é bom ainda queres ir experimentar e eu aviso já que não gosto da ideia
- Olha não gosto da ideia, até parece que seria o primeiro que experimentava-mos as duas!
-  Pois mas “dividir” o João não me parece boa ideia a não ser que possa fazer  o mesmo com o Ruben
- Nem penses! Ai de ti!! Com o Ruben não estás a ouvir-me?!
- Ehh lá eu sei que não quero partilhar o João porque gosto dele... e quando digo gosto é mesmo de GOSTAR percebes?! E tu achas que não posso ter nada com o Ruben porque? - puxei o Ruben para a conversa já que eu sabia que ia acabar a confessar que começava a sentir algo mais pelo João a minha prima acabasse por confessar também, mas não tive resultados positivos
- Olha porque eles são amigos e tá visto que o João também está interessado em ti e era muito chato uma cena dessas ainda por cima com os nossos melhores amigos! - acabou de falar já dentro do seu quarto para de seguida bater a porta com toda a força.
Eu segui-lhe o exemplo não sem antes reparar que o João nada tinha dito durante todo o dia. Teria  eu  atirado uma amizade para o lixo por não ter tido capacidade de resistir à tentação,  foi com este pensamento que adormeci.

Como serão os dias  que se adivinham?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

015 - "é alguma procheneta que te meteu a render na rotunda do Marquês!"

(Maria)

Tal como esperava a Mariana chegou logo a abalar e ao contrario do que esperava o primeiro a babar e ainda por cima confessar foi o João o que deixou todos a rir, mas eu particularmente não achei muita piada e o Ruben muito menos e acabou por responder à Mariana e gerar uma descida arrepiante do nível da conversa que só voltou ao lugar com a intervenção do aniversariante. Depois de o João fazer todas as apresentações acabei por ir buscar o jantar e colocar na mesa. Assim que o fiz e quando tencionava chamar todos para a mesa sou surpreendida com a presença próxima do João que me observava
- Precisas de alguma coisa?
- Não... estava só a estranhar
- Estranhar?
- Sim quando cheguei já cá estavas e a sair do banho... fizeste as honras da casa, agora estás tu a controlar o jantar... tu e o Ruben por acaso...
- Nem vou admitir que insinues isso! Eu e o Ruben organizamos tudo juntos. Ou melhor o Ruben teve a ideia e fez os convites e eu tratei de tudo o resto por isso depois de fazer o jantar... sim fui eu que fiz os dois pratos - esclareci-o - precisei mesmo de um duche e se recebi todos foi porque o Ruben está atracado ali ao prototipo de Barbie! Agora se não te importas chamas os teus convidados está na hora...
- Obrigado... não estava numa de festejar, mas vocês conseguiram acertar com tudo como gosto - sorriu aproximou-se e deu-me um beijo perto demais dos meus lábios - Pessoal!!! Jantar!
Todos acabaram por se sentar e sem qualquer tipo de vontade própria acabei por ficar no local exactamente ao lado do João, ainda assistimos a mais uma cena da Mariana, mas desta vez culpa da Teresa que mostrou que estava a perceber o que ali se passava.
O jantar correu normalmente entre conversas de circunstância até que
- Oh Maria ainda não explicaste bem em que raio trabalhas... 
- Oh Fàbio por favor e falarmos do tempo não?
- Trabalho a sério?!
- Trabalhas para o FBI?
- Não sou Agente 
- Agente Secreta? Tipo daquelas que faz investigações perigosas e prende grandes bandidos?-todos gargalharam
- Não Ana, daquelas agentes que sabem quem quer comprar quem e quem quer vender quem e ainda sabe quem quer ir para onde...
Os rapazes riram
- Não percebi!
- Ana eu sou Agente FIFA ou seja, tás a ver estes meninos? - apontei para o Ruben, o João, o RuiP. o Miguel e o Helder enquanto ela me assentia - Pronto eu controlo a carreira deles, de alguns deles, sei onde estão e como estão os contratos, sei se querem ficar ou sair e sei também se os clubes deles querem ficar com eles ou vende-los e se há clubes interessados e por que valores pode haver negócio.
- Tás a gozar?
- Não Fábio, não está e se hoje estou em Lisboa uma das culpadas é ela - o João falou e voltei a sentir-lhe o desagrado na voz
- Então mas eu pensava que só se tinham encontrado naquela noite
- E foi! Mas mesmo assim antes o processo “João Pereira” caiu-me nas mãos e tive de o resolver. Mas sem qualquer tipo de contacto esses foram tidos pelo chefe.
- É eu nem fazia ideia que ela fazia isto...
- Ihh oh João quem te ouve falar assim “fazia isto...” parece que a minha prima é alguma procheneta que te meteu a render na rotunda do Marquês!
Foi impossível conter a gargalhada geral.
- Procheneta que os mete na rotunda não sou... mas que no caso concreto os quero a render e no final da época os quero no Marquês lá isso não deixa de ser verdade!
- Os seus desejos são ordens “chefe” 
- Só precisas de não abrir nenhuma capoeira né?
- Olha que se não as perderes no meio campo elas não chegam na baliza!
- Pronto eu prometo que vou marcar muitos golos agora vamos parar sim crianças?!
- Vocês tão todos a pedir que eu vos ponha na rua a pontapé! É óbvio que único aqui que vai para o Marquês no final da época sou eu!
Com a intervenção do Ruben a conversa acabou por focar-se decididamente na rinha clubistica. Optei por me manter à margem da conversa, como profissional tinha aprendido a ser isenta, apesar de continuar a ser Leoa.
- Então não te pronuncias?
- Não devo... fica mal tendo em conta a minha profissão... e tu estás assim tão indeciso?
- Não... mas quatro contra um é covardia... ah já agora parabéns!
- Quem faz anos és tu!
- Sim, mas foi a ti que elogiaram a prestação durante as negociações... parece que dominas mesmo...
- Ehhh que exagero... fiz o que podia e não consegui ser tão imparcial quanto isso no que toca ao atleta em questão por isso fui inflexível nas cedências... espero que esteja tudo como querias...
- alto e pára o baile... que aqui a minha priminha acabou de deixar a boca fugir para o lado da verdade... ai o atleta em questão...
- Sim o atleta em questão... se fosse o Ruben faria o mesmo...
- Ihhh podes parar por ai! Não te estiques! Dá lá os teus tratamentos especiais ao João que aqui do “menino” já há quem trate!
- Se tu dizes que ele já tem quem o trate quem sou eu para desmentir!! - com esta conversa tínhamos acabado a refeição e resolvi que estaria na altura da sobremesa e do momento dos “Parabéns” onde tinha preparado uma pequena surpresa...- vou buscar a sobremesa!
- Eu ajudo-te...
- Txiii podem esquecer a sobremesa! A ultima vez que estes dois foram juntos buscar a sobremesa do jantar...
- Quando a comemos era praticamente o pequeno-almoço
- Olha que lindo sim Sra... até  já completam as frases um do outro... seus palhaços!  Quanto a ti podes ficar ai que não preciso de ajuda.
Levantei-me e segui até à cozinha onde do frigorífico retirei o bolo de aniversário, se havia coisa que sabia que não me tinha enganado era no bolo já que tínhamos passado diversas tardes os quatro e empanturrarmos-nos deste bolo (pão de lá recheado de chantilly e frutas) ao qual eu tinha juntado uma pequena brincadeira já que o mesmo em vez de ser um simples bolo coberto também de chantilly tinha uma foto nossa, dos quatro, na chegada à noite que acabou por alterar e principalmente marcar a nossa amizade para sempre, a chegada ao Baile.
Estava a retirar o bolo da caixa quando me sinto encostada contra a bancada e enquanto uns braços me ladeiam a cintura de forma a que não saia do sitio um queixo é pousado no meu ombro para de seguida ouvir uma gargalhada
- Isto é obra tua não é?! - apontava para a foto
- Não foi o Ruben! Sabes é uma noite que ele gosta muito de falar...
- De falar ele não gosta, mas de recordar aposto que o faz com frequência... 
- Como tens tanta certeza?!
- Eu também não falo e não deixo de pensar... 
- É percebo eu também me lembro várias vezes...
- Sabes que aquela ideia da Mariana sobre a sobremesa em tua casa...
- Não... aqui não... agora não - falava enquanto sentia os seus lábios no meu pescoço e o meu corpo cada vez mais apertado contra a bancada, voltei um pouco a cara de forma a ficar com os lábios dele perto dos meus, tomei a iniciativa de os juntar e ele aprofundou o beijo e assim que terminou - noutro sitio... noutra altura... depois falamos agora ajuda-me a levar isto que ainda quero ver a cara deles!
- Miuda tu tás a tornar-te maquiavélica
- Achas?! - falei já a entrar novamente na sala enquanto o João me seguia com os pratos e talheres de sobremesa
- Olha isto hoje foi só uma rapidinha!
- Mariana!!! - adverti-a
Assim que coloquei o bolo na mesa fez-se silencio os que já nos conheciam ficaram tal como eu à espera da reacção do Ruben e da Mariana enquanto que os “novos” apenas olhavam para a foto do bolo e depois para cada um dos quatro esperando uma explicação
- Eu vi logo para fazeres sozinha sem refilares por ajuda tinhas de estar a armar alguma!
- Andas cá com umas piadas prima...
- Eu gosto! E como os anos são meus isso é que interessa...
- Que tu gostas até nós já percebemos! - desta foi o Veloso a falar
- Bem vamos lá a cantar os Parabéns para cortar isto... vá rápido!
- Ruben sabes que não vai ser por cortar o bolo que as tuas memorias vão desaparecer também não sabes?
- Maria por favor cala-te e corta isso... - o Ruben praticamente implorou e eu lá lhe concedi o desejo.
Depois de cantado os parabéns e de ter começado a cortar o bolo pelo lado da foto onde estavam os ofendidinhos e de o bolo ter ficado por metade o que deixava apenas a imagem de mim e do João...
- Gosto do teu vestido aqui! - disse a Joana
- Obrigada... foi um tormento! Nessa altura quem me tirava o fato-de-treino e as sapatilhas tirava-me o oxigénio! Mas vamos ao brinde - falei assim que vi o Ruben entrar com a garrafa de champagne e as taças
- Discurso! Discurso! - o pessoal começou a meter-se com o João
- Nem pensem eu fui convidado para vir cá por isso os responsáveis que tratem disso - falou olhando para mim e para o Ruben
- Eu não presto declarações... 
- Pronto sobrou para mim... - encolhi os ombros - que seja... um dia li, entretanto re-li centenas de vezes um pequeno poema de um autor que desconheço e que voltei a reler agora uma vez que era exactamente o que escrevi no verso da foto - confessei envergonhada - e que dizia qualquer coisa como... - fiz uma pausa enquanto o João enchia a minha taça e quando vi que tinha a atenção de todos mas em especial dos três prossegui - A amizade consegue ser tão complexa... /Deixa uns desanimados, outros bem felizes... /É a alimentação dos fracos / É o reino dos fortes - fiz uma pausa e não tive duvidas de que os três já tinham percebido que apesar dos restantes aquele brinde era “só nosso” - Faz-nos cometer erros / Os fracos deixam se ir abaixo - involuntariamente olhei o Ruben e vi o João abrir um sorriso percebendo do que falava - Os fortes erguem sempre a cabeça / os assim assim assumem-os … começo a acreditar que AQUI não há os assim-assim - não consegui segurar o comentário e os restantes a gargalhada  - Sem pensar conquistamos / O mundo geral /e construimos o nosso pequeno lugar - neste momento tinha perdido já a noção de que estaria mais alguém na sala e com a minha taça fiz um pequeno brinde com cada um - deixando brilhar cada estrelinha / Estrelinhas... /Doces, sensíveis,- olhei o Ruben e pisquei-lhe o olho -  frias,- mostrei a língua em direcção da minha prima - ternurentas... -nesta ultima ergui o copo em direcção do João que sorriu e fez o dele tocar no meu - Mas sempre presentes em qualquer parte / Os donos da Amizade... - parei demonstrando que a partir dali seria apenas a Maria a falar ergui a taça e todos me imitaram o gesto- A nós que somos os donos da Amizade que nos mantemos no nosso mundo à parte apesar de tudo... a ti... - olhei para o João - Muitos Parabéns!!
Seguiu-se o momento clássico dos tchimm-tchimm dos copos e assim que bebi o golo que selava o brinde fui surpreendida por um beijo muitissimo perto dos lábios
- Sabes há uns tempos... já depois de voltar a Lisboa uma amiga disse-me que as amigas servem para darem boas memorias... - gargalhei ao lembrar-me da situação em que eu própria lhe tinha dito tal coisa o que fez com que todos nos olhassem - obrigado por mais esta...
- Tinha pensado em criar uma melhorzinha, mas se ficas contente com esta... óptimo... - falei-lhe junto ao ouvido afinal o momento na cozinha tinha mexido com os meus instintos mais básicos.
Já não tive tempo foi de ouvir a resposta porque ao olhar para a Mariana ela também me olhava e percebi que dali viria bomba e não me enganei já que a partir daquele momento assistimos a mais um show da novela “Mariana vs Ruben” que durou até o Ruben perder completamente a paciência e deixar o ciume ao de cima quando “expulsou” a Mariana e o Fábio só porque estavam mais animados. Eles acabaram por sair e nós por nos esforçarmos fingindo que nada se tinha passado, acabamos mesmo por nos divertir muito e rir que nem perdidos durante todos os jogos do torneio até que chegou a final.
- Pelo que percebi isto não é uma final! É um duelo de titãs! - dizia o Miguel
- Bem Maria logo combinamos para me dares umas aulas! - continuou o Patrício - umas aulas assim como a tua prima recebeu... - este ultimo comentário deixou a Joana piursa o que os levou a abandonar-nos e o João também o olhou com cara de poucos amigos.
- Bem mas vocês jogam ou não?
- Sporting!!! - gritei agarrando o comando e seleccionando a equipa
- Mas o Sporting sou eu! - refilou uma vez que também ele tinha jogado até agora com o Sporting
- Eh pah deixa-te de ceninhas e de amues que não é por seres bebé hoje que isso vai colar... detesto crianças mimadas! - falei a rir
- Isso bem feitinho era o João jogar com o Benfica e eu voltava a sentir-me com 18 anos... e como uma mulher gosta de rejuvenescer! 
- Tás a ouvir Joazinho a Ana queria voltar a sentir-se mais nova, podias ajudar! 
- Pronto a meninas ganharam jogo com o Benfica...
- Fazes bem puto olha essa equipa do Benfica tem um nº5 que escuta vai levar-te à gloria!
- Menos Ruben, muito menos!
Acabamos todos a rir e quando recuperamos lá jogamos o jogo estava a chegar ao fim e estava empatado e todos os presentes se riam que nem os perdidos porque eu consegui recolocar no mercado meio plantel do Sporting incluído os presentes que ainda tentaram negociar comigo o que gerou algumas gargalhadas o único que pouco ou nada reagia era o Ruben que ou fingia que ouvia o que a Teresa lhe dizia ou alternava o olhar entre o relógio e a porta da sala, foi assim que terminou o jogo empatado e com muita gargalhada e tínhamos de ir a penalties e eu... eu tinha de arranjar forma de distrair o João e foi ai que sem querer no meu raio de visão surgiu o pequeno amontoado de sacos e embrulhos com ofertas para o João
- Olha
- hum...
- Tou a falar contigo é para olhares para mim!
- Diz? - falou a olhar para mim
- Nem parece teu! Ali um monte de prendas e tu nem tentas chocalhar para ver o que está dentro delas!
- Olha mas isso não te irritava?
- Irrita muito, mas como a minha não está ali!
- Txii tu não me digas que não vais dar uma prenda ao rapaz?
- Ana eu organizei esta noite toda já não tá bom? Mas sim eu tenho algo para lhe oferecer, mas não está aqui... ou até está..- enquanto falava ia jogando o mesmo não acontecia com o João e por isso no penalty decisivo o “boneco” do Postiga marcou
- AHHH BOA!!! Mariazinha amanhã fazes o que quiseres mas eu quero um aumento do ordenado ah e mais uns bonus por golo marcado e um aumento de 100% nos prémios de jogo!!
- Tu queres é tar quietinho não vá eu amanha no treino oferecer-te o resto da época de férias!
- Oh João que feio! Tens de aprender a perder!
- Se tu não fizesses jogo sujo eu não tinha perdido!
Estávamos nesta discussão quando a Mariana e o Fábio entram novamente o que leva o Ruben a deitar fumo pelas orelhas quando como nós percebe que eles tinham estado realmente “juntos”. Para quebrar o clima lá decidi que estava na hora de dar as prendas ao João.
Todos entregaram a sua coisas “normais” relógios, perfumes, bonés e no fim
- Bem parece que só falto eu
- Mas tu não tinhas dito que não davas nada?!
- Não Ana eu disse que não sabia se estava aqui... mas está na mala vou buscar... Toma! - entreguei-lhe o pequeno embrulho.
Vi-o abrir e fiquei na expectativa da sua reacção dentro do embrulho estava um porta-chaves com uma foto nossa, os dois a dançar no baile e no verso da foto gravei “o que acontece no baile, fica no baile!”. Vi-o sorrir ao ver a foto e quando voltou e leu olhou-me deu uma gargalhada e chegou-se mais perto para me sussurrar ao ouvido
- Acordo é acordo! - gelei não esperava que ele tivesse uma resposta tão pronta e muito menos que se lembrasse desse “acordo” o João esperava uma reacção minha mas a saída dos seus colegas deram-me o espaço suficiente para já não ter que responder. Voltamos a sentar-nos agora só os seis bons e “velhos” e a Teresa que não sei como aguentava estar ali a servir de boneca insuflável.
Até que a Ana se lembra de que jogar ao Verdade e Consequência seria uma óptima forma de relembrar o passado ora não demorou muito a que se gerasse nova troca de palavras entre a minha prima e o Ruben felizmente rápida, mas quando o jogo começou e ao João calhou a Mariana antevi tempestade e não me enganei o que gerou mais um momento dramático-cómico entre os dois cabeças duras e ainda aumentou o interesse do drama quando de seguida a Mariana teve como “vitima” o Ruben vi que ela disse o que queria e ouviu o que não queria! Agora era a vez do Ruben girar a garrafa que calhou logo em mim assim que me dei conta disso percebi que ia pagar pela “proeza” da Mariana
- Ora muito bem dona Maria.... verdade ou consequência?
- Verdade!
- Então minha querida fofinha do meu coração...
- Já percebi que dai vem asneira... chuta!
- Conta lá aqui ao pessoal como é que vai esse coraçãozinho...
- Vai bem... Sabes que a FIFA alem de obrigar os atletas a testes médicos também obriga os agentes a fazê-los e o meu electrocardiograma diz que estou óptima!
- Mariazinha mas tu queres aldrabar quem? Sabes perfeitamente que não foi pelo teu estado de saúde que perguntei e por isso a resposta não conta e vais ter de ir a castigo!!! - o Ruben estava delirante com a ideia
- E tu muito chateado com isso... vá como é decides tu o castigo sozinho ou é reunião de grupo? 
- Posso decidir sozinho... - ficou alguns minutos a pensar e depois - bem vais ter de responder a outra questão, para ver se aprendes a responder o que te perguntam! E não, não vou fazer várias, mas para tu não fugires da resposta vou dar-te vários tópicos que quero respondidos!
- Sim Sr Professor...
- Maria alguma vez tiveste... ou tens... assim um “caso” com alguém do nosso grupo? E não o Pedro não conta que toda a gente sabe, estou a falar em algo secreto... se sim - olhou para mim e para o João e sorriu - até que ponto levaram isso?
- Até que ponto?!
- Calma que eu explico, podes responder pelo numero - 1 andaram nos ameaços mas nunca deu em nada; 2 não passaram de um beijinho... vá dois; 3 a coisa meteu uns beijos mais a sério; 4 - Deram uns amaços valentes à escondida do pessoal; 5 chegaram a vias de facto...
- Verdade... é a verdade que querem? - olhei para o João e sorri - Acho que nem preciso responder à primeira parte da questão se te disser que 4, 5 e até agora 1e2 
- Explica lá isso do até agora???
- Ana 1º não és tu a perguntar, 2º já respondi ao Ruben e acho que não falhei nada, falhei?
- Não, não... siga! - disse dando uma gargalhada enquanto mantinha os olhos entre mim e o João
- Bem sou eu! - girei a garrafa e esta calhou no João - Verdade ou consequencia?
- Consequencia!
- Uiiii - ouvi o Ruben meter-se
- Como fazes anos e eu sou uma querida vou deixar que faças neste momento a primeira coisa que te vier à cabeça seja ela qual for 
- Qualquer coisa mesmo? E se eu não a devesse fazer, se for...
- Se for crime? Deixa lá nós inventamos-te um álibi. Qualquer coisa mesmo, seja ela legal ou ilegal... qualquer coisa... vá!
Assim que terminei o João levantou-se de onde estava e colocou-se bem na minha frente estendeu-me a mão, que eu a medo agarrei e puxou-me de forma a que ficasse de pé em frente a ele e com os corpos praticamente colados, senti o coração disparar e já não tive tempo para mais nada a não ser saborear e entregar-me totalmente ao beijo que ele iniciou sentindo pouco tempo depois os seus braços em volta da minha cintura acabando por colocar os meu em volta do seu pescoço isto sem nunca afastar os lábios até que nos faltou o ar e ele devagarinho terminou o beijo afastou a cara lentamente da minha e ainda sem me soltar do abraço e com os lábios perto dos meus
- Disseste que era qualquer coisa, não importava o quê desde que fosse a primeira coisa que me viesse à cabeça... - terminou de falar e deu-me mais um pequeno e simples beijo, apenas um toque de lábios e voltou ao seu lugar.
Em nosso redor tinha-se feito silencio total e absoluto e acho que muitos ainda estavam em choque, mas o Fábio acabou por quebrar aquele momento de choque
- Oh Ruben a mim pões-me na rua que a tua casa não é motel, e depois estes dois praticamente fazem a criança na nossa frente e tu não dizes nada?!
- Digo... digo! João é a tua vez de rodares a garrafa isso se já conseguiste recuperar o oxigénio...
O João não lhe respondeu, apenas girou a garrafa que calhou na Ana e o jogo continuou o momento mais caricato foi mesmo quando calhou ao Fábio fazer uma pergunta à Teresa que se mantinha de pedra e cal no jogo, mas logo logo o jogo terminou e retomamos as conversas soltas até que a Mariana e o Ruben têm mais um dos seus momentos.

Como correrá o resto da noite do João e da Maria? O que mais poderá acontecer entre o Ruben e a Mariana?