Mariana
É verdade que desde que acordei que estava a sentir-me estranha, mas não dei grande importância, dado que nos últimos dias dores é o que tenho sentido mais. Acabei por deitar-me assim que cheguei a casa mas com o passar do tempo as dores aumentaram, tanto que chamei pelo Ruben e assim que entrou no quarto e viu-me com as lágrimas nos olhos
- Mor o que se passa?
- Acho que as meninas querem nascer…
- Então vamos para o hospital - falou calmamente - Vou ligar à minha mãe para ficar com o Filipe!
Não questionei, até porque o meu pensamento naquele momento era um só, que ainda faltava umas semanas para o fim do tempo de gravidez, era nisso que pensava quando o Ruben regressou ao quarto, pegou na mala que tinha preparado para levar para o hospital e ajudou-me.
Minutos foi o que tivemos que esperar até a Anabela chegar, a minha sogra tentou animar-me mas confesso que só não a mandei para um sitio feio porque o filho dela percebeu a tempo e puxou-me pela mão.
A viagem de casa ao hospital foi rápida e mais rápida foi a entrada para ser observada, uns minutos foi o tempo necessário para ouvir da boca do médico a confirmação do que mais temia…
- Não pode ser! Ainda é cedo…
- Oh mor… - o Ruben que se encontrava ao meu lado e a agarrar na minha mão, deu-me um beijo na testa - não fiques assim… vai correr tudo bem…
- As meninas não podem nascer já!
- Nós sempre soubemos que dificilmente aguentarias até ao fim do tempo - o Ruben enquanto falava dava-me miminhos - mor estás grávida de gémeas, o mais comum é nascerem antes de tempo - suspirei
- Mas… - não precisei de falar para o Ruben perceber, tanto que
- Mas ainda tens bem presente o que passamos quando foi com o Filipe - sorriu ligeiramente - oh mor também tenho receio mas temos que ser optimistas, além disso o Filipe nasceu com menos semanas e hoje é um bebé cheio de energia, por isso vamos pensar positivo e agora vê se descansas…
Não barafustei mais, até porque de nada adiantava, mas isso não foi sinónimo de ter descontraído, muito pelo contrário com o passar dos minutos estava cada vez mais nervosa…
Ruben
Assim que a Mari informou que estava com dores, tentei manter a calma, para stressar já chegava o meu amor, mas por dentro… bem por dentro só eu sei como estava, a verdade é que tenho tanto ou mais receio que a Mari, só de pensar no que foram as primeiras semanas de vida do Filipe… ainda assim disfarcei o melhor que consegui e tentei apoiar a Mariana ao máximo.
No inicio consegui serena-la mas com o passar do tempo notei que estava cada vez mais ansiosa, tentei distraí-la ao dar-lhe mimos mas só a consegui irritar mais, tanto que ouvi um “sai daqui já!”, a forma como falou magoou-me, afinal só tentava apoiá-la e no fim correu comigo do quarto, alegando que só a estava a deixar mais nervosa.
Saí contrariado mas saí e quando estava no corredor
- Como é que ela está?
- Bem… a julgar pelo feitio de merda dela - atirei sem medir as palavras e só percebi o que tinha dito quando a Graça gargalhou
- Querias o quê? Ruben estamos a falar da Mariana - continuava a rir - ela nunca gostou de hospitais e menos ainda se for ela a precisar de cuidados, junta a isso o facto de estar com dores e consciente que as vossas filhas vão nascer antes do previsto ou melhor antes do tempo que na cabeça da tua mulher seria o indicado… não sei o que fez ou disse para estares irritado mas conheço-a o suficiente para saber que a sobrar para alguém, será para ti, a Mariana está com medo, aliás estão os dois, o que é normal dado o que passaram com o vosso filho, por isso tem paciência e filtra o que a Mari te possa dizer durante as próximas horas, é o melhor que tens a fazer!
- Aquela louca expulsou-me do quarto - suspirei - só porque a tentava acalmar e distrair…
- Dá-lhe tempo… daqui a nada já está a chamar por ti… afinal falamos da Mariana Mendes, daquela que sempre correu na tua direção ou na da Maria quando precisava de se sentir segura…
As palavras da Graça foram como uma luz ao fundo do túnel e apesar da hora avançada, não me coibi em ligar para a Maria, no entanto não atendeu, voltei a insistir mas nada… acabei por perder a paciência e entrei no quarto, lógico que a Mari resmungou, ignorei e fui à sua mala, de onde tirei o telemóvel e voltei a sair.
Liguei para a Maria que atendeu ao segundo toque
- Mas o que é que tu e o teu marido querem a esta hora? - resmungou de forma nada amigável
- Sou eu… - conforme falei a Maria interrompeu
- Oh atrasado mental o que é que queres que não pode ficar para amanhã?
Nem respondi, simplesmente desliguei o telemóvel, não estava para aturar outra Mendes, além disso a mulher é minha logo quem a tem de aturar sou eu.
Estava a preparar-me mentalmente para entrar novamente no quarto quando o meu telemóvel começou a tocar, atendi e
- Mas isto agora é assim? Dás numa de empata fodas e depois desligas sem dizer o que queres? - foi impossível não gargalhar ao ouvir a Maria para depois
- Dispenso os detalhes sórdidos e desculpa se vos interrompi mas a tua prima está em trabalho de parto e… - não consegui terminar porque
- Trinta minutos e estou no hospital!
Conforme falou, desligou e em menos de trinta minutos já a tinha junto de mim
- Porquê que estás à porta do quarto?
- Porque a casmurra da tua prima não me quer lá dentro… foi por isso que te liguei… desculpa se estraguei a vossa noite
- Oh Ruben deixa de ser parvo… se foi mau? Sim foi… principalmente para o João mas a minha prima está primeiro! E agora vou entrar para meter juízo naquela cabeça - conforme falou começou a caminhar e ao perceber que não a acompanhava - não vens?
- Qual é a parte que a Mari não me quer no quarto que não percebeste?
- Até parece que não a conheces! Falou isso porque não tinha mais nada para dizer - encolheu os ombros
Mariana
Sei que o Ruben saiu por culpa minha mas não consegui deixar de sentir raiva dele, afinal saiu sem dar “luta”, talvez por isso quando regressou ao quarto, fui novamente indelicada e como resposta tive uma nova ausência. Estava a remoer nisso quando ouvi a porta a abrir novamente, olhei e para minha admiração vi a Maria acompanhada pelo Ruben
- Mas estás parva? - insultou-me de imediato - O que é que te deu para expulsares o Ruben? E deixares de ser criança? Ganha juízo! Juro que não percebo tens tudo e parece que não te chega…
Não estava a entender as palavras da Maria e menos ainda o tom em que falava, só sei que quando dei por mim as lágrimas caíam dos meus olhos e
- Já chega Maria! Não foi para isto que te liguei! - o meu amor aproximou-se da cama
- Ah espera… a ideia era chegar aqui e passar a mão pela cabeça dela? Desculpa mas recuso-me a fazer isso! Já passei pelo que a Mari está a passar e dava tudo para ter o João do meu lado, por isso não percebo qual é a tua ideia - falava agora a olhar-me - caramba Mariana qual é o drama? Vais ser mãe, que é algo que já o és, estás mais do que preparada por isso deixa os dramas para aquelas que ainda não fazem a menor ideia do que é ser mãe, deixa o Ruben ficar do teu lado!
Não respondi nada, talvez por saber que tem razão ou então porque na verdade as palavras da Maria magoaram-me
- Mor não lhe ligues - a Maria olhou-o - aqui a Mariazinha está assim irritada porque se preparava para consolar o João… - sorriu de traçado - se é que me entendes…
Acabei a rir, sim que a cara da minha prima era tudo menos de alguém que estava a achar piada, a verdade é que uns minutos depois já nos riamos os três.
***
Estava deitada e ligada a fios e mais fios quando a Graça entrou e questionou se não mudei de ideias em relação à cesariana, uma vez que quando soube que era possível o parto normal decidi tê-las sem recurso à cesariana.
- Não… cesariana só se as meninas tiverem em sofrimento…
- Tudo bem… ficarás em observação e dependendo do evoluir da situação decidirei pelo melhor para ti e para as bebés, agora tem calma e tenta dormir…
***
Consegui passar pelo sono mas acordei molhada, tanto que barafustei e acordei o Ruben que se aproximou de imediato
- Estás bem?
- Não… acho que as águas rebentaram…
- Pensa positivo… o momento de as conhecermos está mais perto - deu-me um beijo - e agora vou chamar uma enfermeira para que avisem a Graça.
O Ruben saiu, regressando já com a Graça, que ao observar-me confirmou o que já sabia…
- A Maria? - perguntei por não a ver no quarto, o que fez a Graça sorrir e comentar
- Realmente vocês sempre foram muito unidas - sorriu - há irmãs que não são tanto quanto vocês!
- Mor adormeceste e por isso a Maria foi para casa - olhei-o - não fazia sentido ficar aqui, onde nem sitio para dormir tinha… mas vou ligar-lhe…
***
Não sei o tempo que passou, só sei que a cada minuto sentia mais dores… tinha a Maria de um lado e o Ruben do outro, ambos tentavam distrair-me mas quando as dores se intensificaram acabei por pedir que chamassem alguém, a Graça veio observar-me e
- Tens a certeza que não queres cesariana?
- Sim…
Confesso que hesitei, a verdade é que há umas horas estava muito mais segura da decisão, ainda assim mantive a minha decisão…
Ruben
Passei a noite em claro, ao contrário da Mari que conseguiu dormir, talvez pela medicação…
As horas passaram e o momento de ser transferida para o bloco chegou naturalmente, despedi-me dela por uns minutos, uma vez que voltaria a estar com o meu amor, no bloco.
Entrei no bloco e fui imediatamente ter com a Mariana, dei-lhe a mão e mantive-me sempre do seu lado…
Os minutos seguintes foram para mim completamente surreais, passou-me tudo pela cabeça, recordei o parto do Guigas e tudo o que daí resultou… a perda dos gémeos, a nossa separação, os meses de calvário, o nascimento do Filipe e principalmente o que foram as primeiras semanas de vida do nosso filho, era nisso que pensava quando o meu amor ao sentir mais uma contração apertou-me a mão, olhei-a e sorri, a Mariana estava agora mais calma…
Ouvi a Graça a pedir para a Mari fazer força e depois de algum tempo, recebeu nos seus braços a Leonor, sim tínhamos decidido que a primeira a nascer seria a Leonor.
Cortei o cordão umbilical e o que senti ao ver a nossa filha foi único, apesar de pequenina aos meus olhos é perfeita... a Graça mostrou a Leonor à Mari e depois entregou a menina a outra médica que a levou imediatamente para os primeiros exames…
Mariana
Não tenho noção do tempo mas desde que entrei para o bloco até a Leonor nascer pareceu uma eternidade, por muita força que fizesse não havia meio de a conhecer…
- Mariana só mais uma vez…
Assim que ouvi a Graça fiz toda a força possível e
- A Leonor é linda - ouvi a Graça depois o Ruben
- Posso cortar o cordão?
Não sei quem cortou… só sei que o que mais queria era ver a minha filha, algo que consegui por escassos segundos, uma vez que uma médica levou-a para longe de mim…
- Mariana… Mariana… - a Graça chamava-me e por isso olhei - concentra-te… que ainda tens a segunda para conhecer…
Era verdade… tinha mais uma para fazer nascer mas estava tão cansada…
- Mariana quando voltares a sentir nova contração faz força
Assim o fiz e quando a contração chegou fiz força mas
- Não consigo…
- Consegues sim!!
Olhei para o meu amor, o que ajudou a concentrar-me e quando voltei a sentir nova contração fiz toda a força que consegui mas estava tão cansada... senti-me a perder as forças
- Mor olha para mim… concentra-te… mor está quase… só falta mais um bocadinho para…
Voltei a sentir nova contração e por isso apertei a mão ao Ruben com toda a força que tinha, algo que voltei a fazer quando a Graça pediu e não sei onde fui buscar tanta força, mas consegui… consegui fazer com que a nossa Carolina nascesse, mas aquele momento não foi como o primeiro… não ouvi o Ruben a pedir para cortar o cordão, nem a Graça sugerir tal coisa…
- O que se passa?
Ouvir o desespero na voz do Ruben só contribuiu para ter a certeza que algo não estava bem… olhei em volta, olhei para cada recanto daquela sala, olhei até onde a minha visão permitia… mas não vi a minha menina… não vi nem ouvi o seu choro… senti uma enorme dor no meu peito, como se alguém tivesse arrancado um bocado de mim… voltei a ouvir o Ruben, para depois ouvir
- O pai tem de sair…
Aquilo era a voz da Graça mas estava tão distante… mal a consegui ouvir…
Maria
Atendi apenas por ser a minha prima, mas disparei de imediato
- Mas o que é que tu e o teu marido querem a esta hora? - o João gargalhou enquanto me ia brindando com alguns mimos
- Sou eu… - do outro lado da “linha” soa a voz do Ruben, juro que me passei afinal estava ocupada
- Oh atrasado mental o que é que queres que não pode ficar para amanhã? - nova gargalhada desta vez bem audível do João
E do telefone apenas o “tu-tu-tu” irritante de quem tinha acabado de ficar pendurar
- É que ele nem sonhe que me faz isto!! - resmunguei enquanto retornava a chamada
- O que foi?
- O palhacinho do teu amigo…
- Meu?
- Pois tu é que nos apresentaste… mas tá a gozar só pode!
- O que foi?
- Ligou 500 vezes do dele e depois quando atendi desligou-me na cara!
- Oh fofa não foste propriamente simpatica…
- Detesto que me interrompam quando estou ocupada! - ele gargalhou e no mesmo instante o Ruben atende - Mas isto agora é assim? Dás numa de empata fodas e depois desligas sem dizer o que queres? - disparei e ouvi-o gargalhar e só ai tive noção de que me tinha confessado, mas fingi não ter feito nada já que
- Dispenso os detalhes sórdidos e desculpa se vos interrompi mas a tua prima está em trabalho de parto e…
- Trinta minutos e estou no hospital! - desliguei a chamada e saltei da cama, ou melhor do colo do João
- O que se passa? Onde é que vais? - perguntava enquanto eu me vestia - oh Maria…
- Mas tu és surdo? Vou para o hospital! A minha prima está em trabalho de parto!
- Já?! Vou contigo espera!
- Nem penses tens de ficar com os meninos, a Micas está com o Rui
- Ok… mas vai com calma e vai dando noticias… - aproximei-me dele que se mantinha na cama e dei-lhe um beijo que tencionava fosse rápido mas se prolongou
- Tenho de ir…
Sai em direcção ao hospital e nem trinta minutos depois da chama estava perto do Ruben ao vê-lo do lado de fora do quarto apeteceu-me bater-lhe por deixar a minha prima sozinha, mas fui esclarecida que quem estava a “dar a louca” era mesmo e para não variar a dona Mariana, por isso entrei no quarto e meti ordem “na barraca” fiquei com eles até que finalmente a Mariana adormeceu
- Ruben vou só beber um café… e ligar ao João para saber dos meninos…
- Vai para casa… aposto que o João não se vai importar de retomar o que atrapalhei - fiz cara de ofendida - e vês os meninos… ela tá a dormir… assim que houver novidades eu aviso… até porque confesso que preciso de uma Mendes para aguentar a outra!
- Ruben juro que não te perdoo se não avisares a tempo de cá chegar antes da Leonor nascer!
- Não te preocupes…
- Precisas de alguma coisa?
- Não…
Deixei o Ruben e num instante cheguei a casa o João estava na sala a fazer zapping
- Então?
- O Ruben está em pânico… a Mariana adormeceu, mas segundo a Graça não passa desta noite… ele liga a avisar… - deixei-me cair no sofá e encostei a minha cabeça no seu ombro - os meninos?
- Dormem como dois anjinhos… e nós?
- Oh mor - dei-lhe um beijo rápido - sim podíamos retomar, mas… esta adrenalina está a matar-me e a qualquer momento o Ruben liga e… ficas na mão - dei-lhe um novo beijo
- Fogo que as miúdas são mesmo Mendes!
- Desculpa?
- Sentido de oportunidade vem nos genes… - gargalhei
- És tão parvinho…
Acabamos por ficar naquele aconchego durante uns minutos que só foram quebrados pela chegada da Micas em lágrimas
- Micaela o que se passa? - assim que a vi temi o pior
- Ah estão ai? - ficou admirada quando nos viu
- Sim estamos… a Mariana está em trabalho de parto estou a espera de noticias para ir até ao hospital… mas e tu o que tens? - ela tentava limpar as lágrimas mas não conseguia deixar de fungar
- Nada de novo…
- O que é que foi agora?
- É que ele está de folga e eu nem me lembrei e tenho uma cena combinada com o Joca… não vou desmarcar né?
- Tu é que sabes… se quiseres falar tou aqui…
- Vou só trocar de roupa e podem ir para o hospital que fico com os pirralhos - falou e sorriu
- Descansa!
Ela acabou mesmo por ir para o quarto
- Ela e o Rui não tá famoso pois não?
- Nada mesmo…
- Mas eles pareciam gostar tanto um do outro…
- E ela gosta dele, mas… caíram na rotina e agora apareceu para ai um amigo dela lá do Porto…
- E ela…
- Amigo João A-MI-GO… mas dá-lhe atenção… não cobra nada… e parece que o Rui anda um bocado chato…
É verdade que desde que acordei que estava a sentir-me estranha, mas não dei grande importância, dado que nos últimos dias dores é o que tenho sentido mais. Acabei por deitar-me assim que cheguei a casa mas com o passar do tempo as dores aumentaram, tanto que chamei pelo Ruben e assim que entrou no quarto e viu-me com as lágrimas nos olhos
- Mor o que se passa?
- Acho que as meninas querem nascer…
- Então vamos para o hospital - falou calmamente - Vou ligar à minha mãe para ficar com o Filipe!
Não questionei, até porque o meu pensamento naquele momento era um só, que ainda faltava umas semanas para o fim do tempo de gravidez, era nisso que pensava quando o Ruben regressou ao quarto, pegou na mala que tinha preparado para levar para o hospital e ajudou-me.
Minutos foi o que tivemos que esperar até a Anabela chegar, a minha sogra tentou animar-me mas confesso que só não a mandei para um sitio feio porque o filho dela percebeu a tempo e puxou-me pela mão.
A viagem de casa ao hospital foi rápida e mais rápida foi a entrada para ser observada, uns minutos foi o tempo necessário para ouvir da boca do médico a confirmação do que mais temia…
- Não pode ser! Ainda é cedo…
- Oh mor… - o Ruben que se encontrava ao meu lado e a agarrar na minha mão, deu-me um beijo na testa - não fiques assim… vai correr tudo bem…
- As meninas não podem nascer já!
- Nós sempre soubemos que dificilmente aguentarias até ao fim do tempo - o Ruben enquanto falava dava-me miminhos - mor estás grávida de gémeas, o mais comum é nascerem antes de tempo - suspirei
- Mas… - não precisei de falar para o Ruben perceber, tanto que
- Mas ainda tens bem presente o que passamos quando foi com o Filipe - sorriu ligeiramente - oh mor também tenho receio mas temos que ser optimistas, além disso o Filipe nasceu com menos semanas e hoje é um bebé cheio de energia, por isso vamos pensar positivo e agora vê se descansas…
Não barafustei mais, até porque de nada adiantava, mas isso não foi sinónimo de ter descontraído, muito pelo contrário com o passar dos minutos estava cada vez mais nervosa…
Ruben
Assim que a Mari informou que estava com dores, tentei manter a calma, para stressar já chegava o meu amor, mas por dentro… bem por dentro só eu sei como estava, a verdade é que tenho tanto ou mais receio que a Mari, só de pensar no que foram as primeiras semanas de vida do Filipe… ainda assim disfarcei o melhor que consegui e tentei apoiar a Mariana ao máximo.
No inicio consegui serena-la mas com o passar do tempo notei que estava cada vez mais ansiosa, tentei distraí-la ao dar-lhe mimos mas só a consegui irritar mais, tanto que ouvi um “sai daqui já!”, a forma como falou magoou-me, afinal só tentava apoiá-la e no fim correu comigo do quarto, alegando que só a estava a deixar mais nervosa.
Saí contrariado mas saí e quando estava no corredor
- Como é que ela está?
- Bem… a julgar pelo feitio de merda dela - atirei sem medir as palavras e só percebi o que tinha dito quando a Graça gargalhou
- Querias o quê? Ruben estamos a falar da Mariana - continuava a rir - ela nunca gostou de hospitais e menos ainda se for ela a precisar de cuidados, junta a isso o facto de estar com dores e consciente que as vossas filhas vão nascer antes do previsto ou melhor antes do tempo que na cabeça da tua mulher seria o indicado… não sei o que fez ou disse para estares irritado mas conheço-a o suficiente para saber que a sobrar para alguém, será para ti, a Mariana está com medo, aliás estão os dois, o que é normal dado o que passaram com o vosso filho, por isso tem paciência e filtra o que a Mari te possa dizer durante as próximas horas, é o melhor que tens a fazer!
- Aquela louca expulsou-me do quarto - suspirei - só porque a tentava acalmar e distrair…
- Dá-lhe tempo… daqui a nada já está a chamar por ti… afinal falamos da Mariana Mendes, daquela que sempre correu na tua direção ou na da Maria quando precisava de se sentir segura…
As palavras da Graça foram como uma luz ao fundo do túnel e apesar da hora avançada, não me coibi em ligar para a Maria, no entanto não atendeu, voltei a insistir mas nada… acabei por perder a paciência e entrei no quarto, lógico que a Mari resmungou, ignorei e fui à sua mala, de onde tirei o telemóvel e voltei a sair.
Liguei para a Maria que atendeu ao segundo toque
- Mas o que é que tu e o teu marido querem a esta hora? - resmungou de forma nada amigável
- Sou eu… - conforme falei a Maria interrompeu
- Oh atrasado mental o que é que queres que não pode ficar para amanhã?
Nem respondi, simplesmente desliguei o telemóvel, não estava para aturar outra Mendes, além disso a mulher é minha logo quem a tem de aturar sou eu.
Estava a preparar-me mentalmente para entrar novamente no quarto quando o meu telemóvel começou a tocar, atendi e
- Mas isto agora é assim? Dás numa de empata fodas e depois desligas sem dizer o que queres? - foi impossível não gargalhar ao ouvir a Maria para depois
- Dispenso os detalhes sórdidos e desculpa se vos interrompi mas a tua prima está em trabalho de parto e… - não consegui terminar porque
- Trinta minutos e estou no hospital!
Conforme falou, desligou e em menos de trinta minutos já a tinha junto de mim
- Porquê que estás à porta do quarto?
- Porque a casmurra da tua prima não me quer lá dentro… foi por isso que te liguei… desculpa se estraguei a vossa noite
- Oh Ruben deixa de ser parvo… se foi mau? Sim foi… principalmente para o João mas a minha prima está primeiro! E agora vou entrar para meter juízo naquela cabeça - conforme falou começou a caminhar e ao perceber que não a acompanhava - não vens?
- Qual é a parte que a Mari não me quer no quarto que não percebeste?
- Até parece que não a conheces! Falou isso porque não tinha mais nada para dizer - encolheu os ombros
Mariana
Sei que o Ruben saiu por culpa minha mas não consegui deixar de sentir raiva dele, afinal saiu sem dar “luta”, talvez por isso quando regressou ao quarto, fui novamente indelicada e como resposta tive uma nova ausência. Estava a remoer nisso quando ouvi a porta a abrir novamente, olhei e para minha admiração vi a Maria acompanhada pelo Ruben
- Mas estás parva? - insultou-me de imediato - O que é que te deu para expulsares o Ruben? E deixares de ser criança? Ganha juízo! Juro que não percebo tens tudo e parece que não te chega…
Não estava a entender as palavras da Maria e menos ainda o tom em que falava, só sei que quando dei por mim as lágrimas caíam dos meus olhos e
- Já chega Maria! Não foi para isto que te liguei! - o meu amor aproximou-se da cama
- Ah espera… a ideia era chegar aqui e passar a mão pela cabeça dela? Desculpa mas recuso-me a fazer isso! Já passei pelo que a Mari está a passar e dava tudo para ter o João do meu lado, por isso não percebo qual é a tua ideia - falava agora a olhar-me - caramba Mariana qual é o drama? Vais ser mãe, que é algo que já o és, estás mais do que preparada por isso deixa os dramas para aquelas que ainda não fazem a menor ideia do que é ser mãe, deixa o Ruben ficar do teu lado!
Não respondi nada, talvez por saber que tem razão ou então porque na verdade as palavras da Maria magoaram-me
- Mor não lhe ligues - a Maria olhou-o - aqui a Mariazinha está assim irritada porque se preparava para consolar o João… - sorriu de traçado - se é que me entendes…
Acabei a rir, sim que a cara da minha prima era tudo menos de alguém que estava a achar piada, a verdade é que uns minutos depois já nos riamos os três.
***
Estava deitada e ligada a fios e mais fios quando a Graça entrou e questionou se não mudei de ideias em relação à cesariana, uma vez que quando soube que era possível o parto normal decidi tê-las sem recurso à cesariana.
- Não… cesariana só se as meninas tiverem em sofrimento…
- Tudo bem… ficarás em observação e dependendo do evoluir da situação decidirei pelo melhor para ti e para as bebés, agora tem calma e tenta dormir…
***
Consegui passar pelo sono mas acordei molhada, tanto que barafustei e acordei o Ruben que se aproximou de imediato
- Estás bem?
- Não… acho que as águas rebentaram…
- Pensa positivo… o momento de as conhecermos está mais perto - deu-me um beijo - e agora vou chamar uma enfermeira para que avisem a Graça.
O Ruben saiu, regressando já com a Graça, que ao observar-me confirmou o que já sabia…
- A Maria? - perguntei por não a ver no quarto, o que fez a Graça sorrir e comentar
- Realmente vocês sempre foram muito unidas - sorriu - há irmãs que não são tanto quanto vocês!
- Mor adormeceste e por isso a Maria foi para casa - olhei-o - não fazia sentido ficar aqui, onde nem sitio para dormir tinha… mas vou ligar-lhe…
***
Não sei o tempo que passou, só sei que a cada minuto sentia mais dores… tinha a Maria de um lado e o Ruben do outro, ambos tentavam distrair-me mas quando as dores se intensificaram acabei por pedir que chamassem alguém, a Graça veio observar-me e
- Tens a certeza que não queres cesariana?
- Sim…
Confesso que hesitei, a verdade é que há umas horas estava muito mais segura da decisão, ainda assim mantive a minha decisão…
Ruben
Passei a noite em claro, ao contrário da Mari que conseguiu dormir, talvez pela medicação…
As horas passaram e o momento de ser transferida para o bloco chegou naturalmente, despedi-me dela por uns minutos, uma vez que voltaria a estar com o meu amor, no bloco.
Entrei no bloco e fui imediatamente ter com a Mariana, dei-lhe a mão e mantive-me sempre do seu lado…
Os minutos seguintes foram para mim completamente surreais, passou-me tudo pela cabeça, recordei o parto do Guigas e tudo o que daí resultou… a perda dos gémeos, a nossa separação, os meses de calvário, o nascimento do Filipe e principalmente o que foram as primeiras semanas de vida do nosso filho, era nisso que pensava quando o meu amor ao sentir mais uma contração apertou-me a mão, olhei-a e sorri, a Mariana estava agora mais calma…
Ouvi a Graça a pedir para a Mari fazer força e depois de algum tempo, recebeu nos seus braços a Leonor, sim tínhamos decidido que a primeira a nascer seria a Leonor.
Cortei o cordão umbilical e o que senti ao ver a nossa filha foi único, apesar de pequenina aos meus olhos é perfeita... a Graça mostrou a Leonor à Mari e depois entregou a menina a outra médica que a levou imediatamente para os primeiros exames…
Mariana
Não tenho noção do tempo mas desde que entrei para o bloco até a Leonor nascer pareceu uma eternidade, por muita força que fizesse não havia meio de a conhecer…
- Mariana só mais uma vez…
Assim que ouvi a Graça fiz toda a força possível e
- A Leonor é linda - ouvi a Graça depois o Ruben
- Posso cortar o cordão?
Não sei quem cortou… só sei que o que mais queria era ver a minha filha, algo que consegui por escassos segundos, uma vez que uma médica levou-a para longe de mim…
- Mariana… Mariana… - a Graça chamava-me e por isso olhei - concentra-te… que ainda tens a segunda para conhecer…
Era verdade… tinha mais uma para fazer nascer mas estava tão cansada…
- Mariana quando voltares a sentir nova contração faz força
Assim o fiz e quando a contração chegou fiz força mas
- Não consigo…
- Consegues sim!!
Olhei para o meu amor, o que ajudou a concentrar-me e quando voltei a sentir nova contração fiz toda a força que consegui mas estava tão cansada... senti-me a perder as forças
- Mor olha para mim… concentra-te… mor está quase… só falta mais um bocadinho para…
Voltei a sentir nova contração e por isso apertei a mão ao Ruben com toda a força que tinha, algo que voltei a fazer quando a Graça pediu e não sei onde fui buscar tanta força, mas consegui… consegui fazer com que a nossa Carolina nascesse, mas aquele momento não foi como o primeiro… não ouvi o Ruben a pedir para cortar o cordão, nem a Graça sugerir tal coisa…
- O que se passa?
Ouvir o desespero na voz do Ruben só contribuiu para ter a certeza que algo não estava bem… olhei em volta, olhei para cada recanto daquela sala, olhei até onde a minha visão permitia… mas não vi a minha menina… não vi nem ouvi o seu choro… senti uma enorme dor no meu peito, como se alguém tivesse arrancado um bocado de mim… voltei a ouvir o Ruben, para depois ouvir
- O pai tem de sair…
Aquilo era a voz da Graça mas estava tão distante… mal a consegui ouvir…
Maria
Atendi apenas por ser a minha prima, mas disparei de imediato
- Mas o que é que tu e o teu marido querem a esta hora? - o João gargalhou enquanto me ia brindando com alguns mimos
- Sou eu… - do outro lado da “linha” soa a voz do Ruben, juro que me passei afinal estava ocupada
- Oh atrasado mental o que é que queres que não pode ficar para amanhã? - nova gargalhada desta vez bem audível do João
E do telefone apenas o “tu-tu-tu” irritante de quem tinha acabado de ficar pendurar
- É que ele nem sonhe que me faz isto!! - resmunguei enquanto retornava a chamada
- O que foi?
- O palhacinho do teu amigo…
- Meu?
- Pois tu é que nos apresentaste… mas tá a gozar só pode!
- O que foi?
- Ligou 500 vezes do dele e depois quando atendi desligou-me na cara!
- Oh fofa não foste propriamente simpatica…
- Detesto que me interrompam quando estou ocupada! - ele gargalhou e no mesmo instante o Ruben atende - Mas isto agora é assim? Dás numa de empata fodas e depois desligas sem dizer o que queres? - disparei e ouvi-o gargalhar e só ai tive noção de que me tinha confessado, mas fingi não ter feito nada já que
- Dispenso os detalhes sórdidos e desculpa se vos interrompi mas a tua prima está em trabalho de parto e…
- Trinta minutos e estou no hospital! - desliguei a chamada e saltei da cama, ou melhor do colo do João
- O que se passa? Onde é que vais? - perguntava enquanto eu me vestia - oh Maria…
- Mas tu és surdo? Vou para o hospital! A minha prima está em trabalho de parto!
- Já?! Vou contigo espera!
- Nem penses tens de ficar com os meninos, a Micas está com o Rui
- Ok… mas vai com calma e vai dando noticias… - aproximei-me dele que se mantinha na cama e dei-lhe um beijo que tencionava fosse rápido mas se prolongou
- Tenho de ir…
Sai em direcção ao hospital e nem trinta minutos depois da chama estava perto do Ruben ao vê-lo do lado de fora do quarto apeteceu-me bater-lhe por deixar a minha prima sozinha, mas fui esclarecida que quem estava a “dar a louca” era mesmo e para não variar a dona Mariana, por isso entrei no quarto e meti ordem “na barraca” fiquei com eles até que finalmente a Mariana adormeceu
- Ruben vou só beber um café… e ligar ao João para saber dos meninos…
- Vai para casa… aposto que o João não se vai importar de retomar o que atrapalhei - fiz cara de ofendida - e vês os meninos… ela tá a dormir… assim que houver novidades eu aviso… até porque confesso que preciso de uma Mendes para aguentar a outra!
- Ruben juro que não te perdoo se não avisares a tempo de cá chegar antes da Leonor nascer!
- Não te preocupes…
- Precisas de alguma coisa?
- Não…
Deixei o Ruben e num instante cheguei a casa o João estava na sala a fazer zapping
- Então?
- O Ruben está em pânico… a Mariana adormeceu, mas segundo a Graça não passa desta noite… ele liga a avisar… - deixei-me cair no sofá e encostei a minha cabeça no seu ombro - os meninos?
- Dormem como dois anjinhos… e nós?
- Oh mor - dei-lhe um beijo rápido - sim podíamos retomar, mas… esta adrenalina está a matar-me e a qualquer momento o Ruben liga e… ficas na mão - dei-lhe um novo beijo
- Fogo que as miúdas são mesmo Mendes!
- Desculpa?
- Sentido de oportunidade vem nos genes… - gargalhei
- És tão parvinho…
Acabamos por ficar naquele aconchego durante uns minutos que só foram quebrados pela chegada da Micas em lágrimas
- Micaela o que se passa? - assim que a vi temi o pior
- Ah estão ai? - ficou admirada quando nos viu
- Sim estamos… a Mariana está em trabalho de parto estou a espera de noticias para ir até ao hospital… mas e tu o que tens? - ela tentava limpar as lágrimas mas não conseguia deixar de fungar
- Nada de novo…
- O que é que foi agora?
- É que ele está de folga e eu nem me lembrei e tenho uma cena combinada com o Joca… não vou desmarcar né?
- Tu é que sabes… se quiseres falar tou aqui…
- Vou só trocar de roupa e podem ir para o hospital que fico com os pirralhos - falou e sorriu
- Descansa!
Ela acabou mesmo por ir para o quarto
- Ela e o Rui não tá famoso pois não?
- Nada mesmo…
- Mas eles pareciam gostar tanto um do outro…
- E ela gosta dele, mas… caíram na rotina e agora apareceu para ai um amigo dela lá do Porto…
- E ela…
- Amigo João A-MI-GO… mas dá-lhe atenção… não cobra nada… e parece que o Rui anda um bocado chato…
A conversa teria continuado mas recebi uma sms do Ruben a avisar que iam entrar no bloco operatório peguei na mala e desta vez acompanhada pelo João e depois de avisar o resto da família voltei para o hospital onde depois de uns bons minutos na sala de espera vejo aparecer o Ruben mas ao contrario do que seria de esperar para quem acabara de ser pai de duas meninas a sua cara não era nada boa, aliás o Ruben parecia estar completamente fora da realidade.
O que terá acontecido? Estará a Carolina viva? E a Mariana?
Olá
ResponderEliminarAdorei ... A Carolina tem de estar bem ,assim como a Mariana :)
Beijinhos
Catarina
Ai, eu sei que não tenho a leitora assídua que já fui em tempos, terminei o capitulo anterior curiosíssima com o que este me iria revelar, mas agora tenho medo do que aí vem, e esta pergunta no final dão-me arrepios.
ResponderEliminarEu quero que a Carolina esteja bem assim como a Mari, por tudo o que eles já passaram não lhes pode acontecer nada de mal, e ainda não disse mas vou dizer, isto não são maneiras de se terminar um capitulo.
A Mari é mesmo lixada, então no momento em que ela mais precisa do apoio do Ruben dá-lhe um dos seus famosos vipes e manda o homem embora? é mesmo típico da Mariana Mendes, se ela tá aterrorizada por tudo o que já aconteceu o Ruben não está diferente, e claro tinha que ser a Maria a abrir-lhe a pestana.
O nascimento de um filho é sempre um momento inesquecível na vida de um casal e de toda a família e amigos, a Leonor foi mais apressada, já a Carolina algo se passou, mas eu tenho esperança que ela mostre a tão famosa personalidade dos Mendes e mostre como é forte assim como a mamã dela e que acabe com o sofrimento do papá e já agora com a nossa ansiedade, porque este final de capitulo deixou-nos literalmente penduradas, volto a reclamar que isto não se faz, eu sei que tenho andado atrasada na leitura mas não era preciso castigares-me desta maneira.
Com o nascimento das crianças já me esquecia da Micas, parece que fez das dela outra vez, então esqueceu-se que o Rui tava de folga, ai, ai isto ainda vai acabar mal.
Adorei o capitulo, mas agora sim preciso urgentemente do próximo, este suspense ao redor do que aconteceu á Carolina e à Maria tá a deixar-me com os nervos em franja, por isso meninas eu vou pedir com muito jeitinho, gostava tanto mas tanto que me dessem o prazer de ler o próximo capitulo, se faz favor, pensem neste pedido com carinho.
Beijocas
Fernanda
Eu sabia que as meninas iam nascer e sabia que ia haver drama e tragédia!
ResponderEliminarVocês habituam-nos bem ;-)
A Mari surpreende-me sempre. Até em trabalho de parto explode. Sim, é um momento stressante mas por outro lado é feliz e familiar. Ou não?
A verdade é que no fim acabou em drama. Se vem aí mais uma tragédia eles não aguentam porque eu estou de fora e também não aguento!!!
Espero o próximo!
Ana Santos
Olá meninas:
ResponderEliminarEu nem quero acreditar que se passou alguma coisa de grave... fogo não pode ser... já sofrerem tanto...
Eu não consigo pensar em mais nada: quero mais!!!! Quero saber o que se passou.
Adoro, adoro, adoro!!!!
Aguardo ansiosa.
Beijinhos.