quinta-feira, 11 de setembro de 2014

176 - "Maria... chega..."

Mariana
A tarde ontem foi animada, principalmente porque o João estava desertinho para correr para os braços da Maria e nós não deixamos… primeiro com o almoço demorado, seguido com o rapto… o João barafustou ao inicio e quando percebeu para onde íamos… aí nem se fala, o que nos proporcionou belas gargalhadas…
Deixámo-lo no seu destino e… bem fomos os dois a um sítio muito especial… ao Castelo de Vila Viçosa… Aproveitamos para namorar bastante, num espaço que nos diz tanto… era nisso que pensava quando
- Esse sorriso não engana… - o meu amor abraçou-me
- Sabes… - virei-me de frente para si - ultimamente tenho recordado tanto o passado… aqueles nossos momentos infindáveis… aqueles que só nós sabemos que existiram… - sorriu
- E foram tantos…
- É… e um deles foi aqui - gargalhou
- Oh mor… deixa lá essa recordação guardadinha a sete chaves antes que… bem tu sabes!
- Estás a dizer que sou louca o suficiente para… - não me deixou terminar
- O problema é mesmo esse… és louca o suficiente para quereres repetir mas… - olhou em volta - isto hoje tem muita gente… e… 
- E o que se passou no Castelo de Vila Viçosa fica no Castelo de Vila Viçosa… foi essa a promessa…
- É… mas satisfaz-me a curiosidade - olhei-o - falaste que ultimamente andas a recordar o passado… tipo o quê?
- Olha por exemplo… 

*** Recordação ***
Detesto os domingos… não há domingo nenhum que não tenha que tirar o cu cedo da cama para acompanhar os dois dinossauros cá de casa à igreja…
O momento “idem em paz” é o meu preferido, sinal que a tortura acabou e que agora tenho o resto do dia por minha conta… quer dizer… normalmente tenho mas hoje não… hoje há almoço de família na casa dos meus avós paternos, que a única coisa de bom é a localização da casa… Margem Sul… e com uma proximidade doentia à do apartamento do pai do Ruben, local onde sei que está… afinal é o “fim-de-semana do pai”.
- Prima preciso de ti!!!! - bichanei quando já estávamos na parte da sobremessa
- Diz…
- Mariazinha preciso de bazar… - olhou-me desagradada, talvez por saber que hoje estava de “castigo” pela negativa no teste de inglês
- Nem penses! Prima o tio mata-me se descobre que te ajudei!!!
- Mata nada… - dei um sorrisinho
- O que é que essa cabeça está a pensar? - não cheguei a responder
- O que é que tanto segredam aí? - a voz do meu pai fez-se ouvir
- A sua filha burra está a pedir explicações à sua sobrinha super, hiper, mega inteligente que só tem de 16 para cima em inglês! - a Maria recriminou-me com o olhar mas ignorei e - ou será que já nem isso posso fazer? Sim que foi bem claro quando disse que vou ficar enclausurada o resto do ano lectivo…
- Mariana Andréia!!! - passei-me, já custa engolir quando me grita então quando vem com o Andréia… 
- O que foi? - levantei-me da cadeira - É mentira? - encarei-o - Você não quer uma filha… quer um animal amestrado! E acha que é a colocar-me de castigo que terá um… pois mas não tem… recuso-me a prestar tal papel…
Teria continuado a barafustar mas… aquilo que nunca pensei ser possível aconteceu… o meu pai levantou-me a mão
- Força… dê… é só o que falta…
Acho que tinha apanhado mesmo senão fosse o pai da Maria a segurar o braço ao irmão e a chamá-lo à razão… algo que aproveitei para fugir… sim fugi… saí disparada da casa dos meus avós e quando dei por mim estava a tocar de forma incessante à campainha do prédio do pai do Ruben…
A porta abriu e subi que nem flecha pelas escadas a cima, à minha espera tinha os braços do Ruben abertos, que me acolheram como só ele sabe…
- O que é que se passou?? - olhei-o, já mais calma… é completamente absurdo mas sempre que o tenho por perto parece que todos os meus problemas desaparecem…
- Mais do mesmo… - contei o que se tinha passado - …o homem das cavernas acha que me mete medo!
- E não mete? Senão metesses não tinhas vindo esconder-te aqui! - olhei-o magoada - E não é homem das cavernas, é o teu PAI e não faças essa cara feia que sabes bem que te digo tudo o que penso e mais uma vez estás a ser impulsiva… oh Mariana é teu pai tens de o respeitar e se te meteu de castigo é porque acha que é o melhor para ti…
- Ah então espera… estares aqui a passar o fim-de-semana também é o melhor para ti? Sim que detestas estar debaixo do mesmo teto que o teu pai…
- Pára! Não metas tudo no mesmo saco… tu tiveste uma nega e o teu pai proibiu as noitadas… eu estou aqui por causa da minha irmã… tenho um motivo muito forte para achar que é o melhor que tenho a fazer…
Baixei o olhar, afinal sabia perfeitamente que o Ruben só vinha para casa do pai porque não queria deixar a irmã passar por tal situação sozinha, uma vez que o Mauro se recusava e não vinha mesmo… nenhum dos dois aceitou a decisão do pai em abandonar a mãe da Cátia mas o Ruben só para que a irmã não se sinta ainda pior vem passar o fim-de-semana com o pai, apesar de legalmente já não ser obrigado a tal…
Ficamos em silêncio… ainda assim deu-me o conforto do seu abraço, do calor do seu corpo… estava perdida em pensamentos quando
- Ohhhh tão fofinhos… eu sabia mano!!!! - olhamos e vimos a Cátia que vinha de sorriso no rosto - a Mari é a tua namorada!!! - atirou na inocência dos seus 12 anos e já sentada ao colo do Ruben
- Piolha - sorriu para a irmã - a Mari é só minha amiga!
- Ohhh - atirou triste mas - tu tás a mentir - olhou para mim - tá não tá? Eu sei que o mano é envergonhado… - gargalhei prazerosamente ao ouvi-la, só mesmo a miúda para alegrar a minha tarde
- Cátia tens razão o teu mano é mesmo envergonhado mas não te está a mentir, nós somos só amigos!
- Eu não dou abraços desses aos meus amigos e não fico com cara de totó a olhar para eles como o mano fica… sabes que ele tem uma foto tua na carteira…
- Cátia! - o Ruben chamou-a, o que fez com que se calasse por segundos, porque logo depois
- É verdade… eu vi…
Acabei a rir, afinal quanto mais tentava explicar mais se enterrava, algo muito próprio do Ruben… a verdade é que a tarde acabou por ser descontraída e animada… 
*** Fim de recordação ***

O Ruben gargalhou e depois
- No fundo a piolha é que tinha razão…
- E por falar em piolha quando é que a tua irmã regressa de Nova Iorque?
- Tenho cá para mim que agora só no fim do mestrado…

João
O almoço foi longo e confesso que já estava um bocadinho farto por isso assim que o Guilherme veio pedir-me colo acusando o sono que já tinha
- Bem obrigadinho pelo almoço e tal mas eu tenho de ir...
- Mas tens de ir onde?
- Para casa Mariana!
- Deixa-te de cenas... 
- Mas vocês não tao a ver o vosso afilhado com sono??
- Oh filho se é só por isso eu levo os meninos comigo 
- Mãe eu vou para casa não há necessidade...
- Não vais nada para casa
- E posso saber porque é que não vou? 
- Porque eu preciso que venhas comigo... preciso de uma opinião tua...
- Oh Ruben leva a Mariana...
- Já levei mas ela não ajuda nada... 
- Vá lá sapinho lindo da prima!!!
- Tens cá uma piada! 
- Oh filho vai com eles que eu fico com os meninos...
Acabei por ceder só para que se calassem. Mas começou outra guerra a do carro e acabei por ceder novamente e ir no deles.
Sentei-me atrás e aproveitei para responder as varias SMS de felicitações que recebi. Quando terminei vários minutos depois
- Olha lá mas onde é que - olhei pelo vidro - mas o que é que fazemos na autoestrada em direcção ao Alentejo?? 
- Então vamos para Vila Viçosa! 
- Vamos para onde? Mas vocês tão parvos??? O que é que vamos lá fazer os três? O que raio há lá que precises da minha opinião?? 
- Calma João... - o Rúben tal como a Mariana quando me indicou o destino falou calmamente o que só me irritou ainda mais - quando chegarmos lá logo vês... e acredita que vais agradecer e realmente os três não vamos fazer nada... tu é que vais!
- Mau não vos estou a achar piadinha nenhuma!
- Oh priminho deixa de ser mal agradecido! Afinal estamos a dar-te a nossa prenda e algo me diz que ainda nos vais agradecer e muito!!
Preferi não responder afinal ela está gravida e eu ia ser mal educado, no mínimo. Passei o resto da viagem a ignorar qualquer coisa que me dissessem e assim que o Ruben parou na porta da casa da mãe dele
- Vá põe-te na alheta...
- Mas... - vi o carro da Maria no outro lado da rua
- Mas nada... sai e vai até ali a casa... os miudos estão com a tua mãe... aproveita e resolvam-se fiquem juntos ou afastem-se de vez mas decidam-se que estamos todos fartos dessa tua cara de enterro!
- Vocês não tinham o direito de...
- Mas sais sozinho ou tenho que te tirar do carro?! - acabei a gargalhar com o ar de mau do Ruben e sai do carro - Boa sorte puto! - dito isto arrancaram deixando-me sozinho a olhar para a porta.
Fiquei ainda alguns minutos a olha-la até ganhar coragem para bater. Segundos foi o que precisei esperar para que se abrisse e visse do outro lado a Maria
- Olá! - não foi preciso mais nada para perceber que se eu estava nervoso ela estava em pânico - Parabéns...
- Obrigado
- Entra! - afastou-se e caminhou para a sala da casa segui-a e encontrei a sala com a mesa preparada para jantar e aquecida pela lareira que estava acesa.
- Senta-te...
Fiz o que me pediu sentei-me e ela sentou-se também, embora as pernas continuassem a mexer, ficamos assim durante alguns minutos só a olhar-nos
 - Jantamos?
- Claro…

Maria
Quando o João chegou não consegui dizer-lhe nada, apenas chama-lo para jantar e o jantar foi todo em silencio. Estávamos os dois, só os dois e fomos comendo sem emitirmos uma única palavra, mas ao contrario do que seria de esperar não era um silencio incomodativo antes pelo contrario era maravilhoso estar ali.
Mas tudo o que é bom acaba depressa e a refeição chegou ao fim, respirei fundo enchi-me de coragem
- João, eu… - não consegui dizer mais nada porque ele beijou-me e levou-me para o quarto.
Adormeci enroscada nos braços dele numa troca de carinho super inocente.

***

Acordar com ele do meu lado deu-me uma sensação de paz maravilhosa ainda para mais quando consegui superar mais uma grande prova ao não o atacar nem o expulsar. Abri os olhos devagar e percebi que ele ainda dormia decidi nem tentar levantar-me e fiquei ali apenas a aproveitar aquela sensação boa.
- Bom dia! - disse assim que o senti mexer-se
- Bom dia! Acordada há muito tempo?
- Não sei… estava distraida…
- Com quê?
- Váirias coisas… mas confesso que uma delas é imaginar como estará a tua mãe com os dois terroristas… acho que lhe vou ligar - peguei no telemovel meti-o em alta-voz e assim que a Teresa atendeu
- Sim mamã, comeram tudo, dormiram lindamente, já acordaram e tomaram banhinho e agora vão passear com os avós e não, não vão à escola hoje porque a avó vai estraga-los com mimos que é para isso que existem as avós… beijinhos para a mamã e para o papá txau - desligou a chamada olhei para o João e só conseguimos gargalhar
- Bem depois de ter sido despachada pela tua mãe… - ouvi o estômago dele fazer barulho - acho que é melhor irmos comer… - levantei-me e fui até à cozinha preparei o pequeno almoço e sentamos-nos à mesa - João…
- Fala…
- Eu sei que tenho sido um bocado parvinha 
- Um bocado?
- Muito… mas eu tenho medo… muito medo mesmo que isto volte a falhar… eu não tenho a certeza de conseguir aguentar caso aconteça outra vez… 
- Essa parte eu já percebi, mas acho que só vamos conseguir superar se realmente quisermos e se estivermos os dois a fazer por isso…
- Eu sei… mas foi tão, mas tão doloroso ver aquilo… ainda tenho às vezes pesadelos com aquela voz a dizer que vão ser pais… - só de me lembrar arrepiei-me toda
- Maria era mentira…
- Por acaso João, por acaso... porque tu também sabias que podia ser possível o que só tornava aquela cena que eu vi ainda pior, porque não era algo de momentâneo, mas sim algo mais consistente e mais sério… - senti as lágrimas correrem-me pela cara mas nem me importei
- Maria eu não sei bem como deixei que acontecesse… eu só sei que estava… oh Maria eu andava desorientado… foi a gravidez do Guilherme como foi… foi chegar a Lisboa e ele já ter nascido e quem o viu e esteve contigo foi o Ruben e não eu… depois ele foi para casa e eu nem vi porque já estava longe outra vez… só o vi-a de mês a mês… a ti sentia-te cada vez mais distante e… fogo Maria tu já nem me perguntavas como estava debitavas o dias do bebé e nem davas espaço para falar, eu não sou assim tão tapado, eu sabia que não estavas bem, mas eu estava a centenas de km’s e tu não querias falar… sempre que ia a casa sentia-me um cão sarnento… - olhei-o abismada com tal declaração - o menino reagia a ti, à Mariana, às avós até com o Fábio e eu pegava-lhe e na maioria das vezes abria um berreiro que só terminava quando tu ou a tua prima o pegavam e no mesmo momento faziam sempre a piada do “assusta o miúdo” ou então tentavam ser delicadas e justificar atirando-me à cara que “oh ele raramente te vê, para ele és um desconhecido” que como deves imaginar me deixava felicíssimo e a juntar a isto tudo… sim eu tinha falta de sexo… mas chegou a uma altura que se merecesse um beijo já não ficava nada mal, mas tu… só sabias afastar-me e… porra eu estava na lama e alguém a dar-me importância, atenção… olha foi como os cães mesmo… a primeira festa fugi, mas depois fui gostando… foi-me sabendo bem… acho que perdi um bocado a noção do que se passava… e quando voltei a mim tentei acabar com tudo aquilo, mas… quando estava já de saída para Lisboa, sim Maria eu ia a Lisboa nos teus anos como era óbvio, mas ela apareceu e… deixou cair aquela bomba… - baixou a cabeça e continuou - os pais tinham-na posto na rua… não consegui enxota-la, mas também não tive coragem de te contar… ou achas que eu não tive noção que no momento em que soubesse o nosso casamento acabava?? Eu sabia perfeitamente que farias o que fizeste e… porra Maria tens noção do que é ficar a km’s te tudo e de todos, com as pessoas que mais gostas a nem te quererem ver como foi o teu caso ou a dizerem o quão desiludidas estavam? Tu não imaginas o que foi a cara dos meus pais… do Ruben ou da tua prima… este ano foi o pior da minha vida… sabes o que foi chegar ao hospital onde tinha uma das minhas melhores amigas a correr risco de vida, onde o meu “irmão” tava de rasto, onde TU estavas de rastos e ouvir que era melhor ir embora porque não era bem vindo?? Achas que gostei de ver os teus pais? Ou de ver o menino cheio de febre e tu com aquele gajo? Fiz merda? Fiz!! Mas paguei bem caro… paguei e estou a pagar o que fiz… sabes o que é receber uma chamada tua, ir e depois ser escorraçado? Ou estar uma tarde com os miúdos e até contigo e depois vocês ficam ou vão embora, mas sempre juntos! Sabes o que é saber que o menino já fala ou ja anda… ou que faz uma gracinha nova e ter que esperar que alguém tenha disponibilidade para poder vê-lo no fim de semana seguinte durante umas horas? Eu juro que percebo a tua parte… mas acredita que  para mim não tem sido nenhum mar de rosas…
- Desculpa! Desculpa… - fui falando e aproximando-me dele até que foi fisicamente possível beijá-lo
Assim que juntei os nossos lábios, segundos foi o que demorou para que as nossas línguas também se juntassem. E mais alguns segundos para que as nossas mão voltassem a percorrer o corpo um do outro de forma a matar todas as saudades que nos consumiam.
Sim neste ultimo ano e praticamente um mês muitas foram as vezes que nos envolvemos fisicamente e alguns os momentos mais ternurentos, mas desta vez era diferente era realmente como se desde aquela minha visita a Valência nunca mais nos tivéssemos encontrado. Sentia uma necessidade absurda de sentir todos os toques dele e de o tocar. Não me fiz de esquisita e beijei e acariciei todo o seu corpo exactamente como gosto e também como e onde sei que adora. Não foi necessário quase nada para que as suas roupas acabassem no chão e o João tenha caído sobre o sofá. Sentei-me por cima das suas pernas e beijei-o novamente até ser assaltada pela falta de ar, quando tal aconteceu deixei os seus lábios para atacar o seus pescoço onde me perdi durante alguns minutos, enquanto as mãos dele iam tentando, sem sucesso, retirar-me a roupa enquanto me acariciavam o peito, as coxas e o rabo. Continuei o percurso pelo seu peito e quando cheguei ao abdómen perdi-me naqueles abdominais que sempre me deixaram louca, demorei e muito a contornar todos os gomos com beijos, lambidelas e dentadas, apenas ouvia alguns suspiros mais profundos da sua parte até que quando menos esperada a minha língua voou até ao seu membro ai o que ouvi foi mesmo um gemido, que só me deixou ainda com mais vontade de continuar, demorei muito mesmo no “banho de gato” que dei ao seu, ou melhor ao MEU, brinquedo preferido demorei todo o tempo que quis embora ele implorasse
- Maria… chega… fofa tás a dar cabo de mim… - gargalhei perante o seu desespero - não tem piada… oh mor vá lá… - continuei - oh princesa… - gemeu quando deixei que devagarinho o seu membro entrasse na minha boca onde continuava a brincar com a língua para voltar a tirar - Mariaaa… tudo Mariaaa…
Sorri e concedi-lhe o desejo  levei-o em minutos ao limite e quando o consegui, deixei-me cair ficando deitada sobre ele enquanto o beijava até que me virou
- Nem penses!! - empurrei-o assim que me começou a beijar olhou-me com cara de confuso, sorri - tenho de dizer à Mari que tem de trocar este sofá… é desconfortável - gargalhou e enquanto ria empurrei-o levantei-me enquanto ele me olhava e enquanto me dirigia para o quarto fui deixando cair, muito lentamente a minha roupa, algo que ele acompanhou sentado no sofá para de repente me voltar a prender nos seus braços atirando-me para a cama sem pudores nem cuidados.  E foi a minha vez de sofrer, primeiro todo o pescoço e omoplata que sabe que por si só já me deixa louca, para depois se divertir o que quis no meu peito e enquanto continuava o seu caminho descendente com a boca levar a sua mão primeiro ao interior da minha coxa para depois finalmente chegar onde eu já desejava que ele estivesse há muito tempo, foi acariciando-me enquanto chegava com a boca à zona da cicatriz e confesso que nesse momento tremi, fui assaltada por todas as inseguranças, mas ele fê-las desaparecer penetrando-me com um dos dedos enquanto dava suaves beijos por toda a cicatriz, não resisti
- João… - olhou-me sorriu e quando pensava que finalmente ia unir os nossos corpos juntou mais um dedo e a boca - não era issoooooooooo 
Tentei refilar  e no instante em que o fiz ele intensificou as “caricias” o que me fez esquecer o que realmente queria para me deixar levar até chegar ao orgasmo, algo que o deixou todo orgulhoso e que quando aconteceu, sem nem ter conseguido ainda recuperar sentir os seus dedos abandonaram-me para ser invadida finalmente pelo seu membro, sem qualquer tipo de piedade.
Ele penetrou-me de uma só vez e a uma velocidade avassaladora, deixei que comandasse toda a situação por uns minutos, os que necessitei para inverter as posições e desacelerasse a velocidade a que nos amávamos. Reduzi os movimentos a praticamente nada, apenas alguns muito poucos movimentos da minha anca marcavam o ritmo, não era o que me satisfazia, mas sabia que o estava a deixar louco por mais e por isso continuei enquanto voltava a tomar a sua boca de assalto, lentamente fui aumentando a intensidade e velocidade daquele vai-e-vem até que chegamos juntos a um orgasmo arrebatador que me deixou completamente inerte e entregue nos seus braços.
Ainda estava a recuperar o folego e o ritmo cardíaco quando o meu telemóvel deu sinal de vida
Priminha BOM DIA!!!!
Acredito que a noite tenha sido excelente e a manhã não esteja a ser pior, mas não te esqueças que o meu pimpolho faz anos hoje e não perdoa a ausencia!
Beijinhos
Gargalhei e
- O que se passa? - voltei a encostar a cabeça no seu peito
- A Mariana a relembrar os anos do Filipe… - ainda fiquei a receber e dar uns miminhos, mas - não me apetece, mas… tá na hora de regressar a Lisboa
- Pois está… mas… vamos como?
- No meu carro!
- Sim, Maria… sabes bem que não era isso que perguntei… - apertou-me o nariz e depois deu-me um leve beijo na bochecha - nós…
- Amigos? - vi a desilusão na cara dele e por isso sorri - para os outros…
- Tás a propor um namoro clandestino é? - voltou a beijar-me
- Correu-nos bem no inicio… e a minha prima e o Ruben também não se saíram mal…
- Visto por esse ponto de vista… - sorriu beijou-me - e os miúdos?
- Esses são os últimos a poder saber… oh paixão - surriu quando o chamei - se eles sabem tudo deixa de ser segredo… o Gustavo é mais controlado, mas o Guilherme nasceu com o megafone na boca… contou logo á madrinha que tínhamos dormido todos juntos…
- A sério?
- Sim… e a sorte é que não estava mais ninguém na bancada se não ficavam a saber também até porque a madrinha puxou por ele…
Depois mais uns momentos de mimos e outros mais quentes no duche, seguimos finalmente para casa da Mariana e do Ruben com o João ao volante já que a minha perguiça e dose de mimos não me permitia ir a conduzir, acabei por ir mesmo sempre a mima-lo com pequenos beijos ou caricias mais inocentes, ou não
- Maria pára quieta!
- Eu estou quieta aqui sentadinha! - fiz-me desentendida e continuei a provocá-lo enquanto a minha mão brincava inocentemente com os botões das suas calças
- Oh Maria…
- Fraquinho!
- Eu vou a conduzir…
- Menino!! - quanto mais ele refilava, mais intensa era a brincadeira
- Mau… - olhou-me e sorriu para de seguida perceber porquê
Entrou num dos parque de descanso ao longo da auto-estrada e no mesmo momento eu parei, sentei-me direita no lugar do pendura, deixei de brincar com ele e peguei no telemovel com que fiquei entretida durante os minutos que ficamos parados
- És má!
- Desculpa?!
- Vens a dar-me cabo da cabeça enquanto conduzo e quando paro fazes isso…
- Oh… mexer no telemóvel em andamento faz-me doer a cabeça… tinha que vir entretida… mas já que paraste actualizo-me…
- Fora de brincadeiras Maria…
- Pronto… tá bem… eu fico quieta… menino!!!
- Ah e tal menino… fraquinho… e mais não sei quê, mas tu não largas… - mostrou-me a lingua enquanto arrancava
- Não me provoques!! E conduz rápido que ainda tenho de passar pela loja que separei a prenda do Filipe, mas deixei no escritório…
- Gosto do teu escritório…
- O que tu queres sei eu, mas agora lamento informar mas só voltas a a ter possibilidade de algum mimo depois de matar as saudades dos meus filhos!! Sim que alguém mos levou há dois dias e ainda não mos devolveu… - sorriu
- Há coisas que nunca mudam e essa tua facilidade de me deixares assim e depois fugires é uma delas… - gargalhei - mas pronto, como sou trocado pelos meninos aguento… com um banho gelado mas aguento!
Gargalhei e passado pouco tempo estávamos a chegar a Lisboa.

“E o que se passou no Castelo de Vila Viçosa fica no Castelo de Vila Viçosa… foi essa a promessa…” ambos recordaram algo… resta saber o quê… mas… vocês vão poder ler… esse momento está escrito e será revelado daqui a uns capítulos… Curiosas???

4 comentários:

  1. Olá meninas:
    Muito bem, sem palavras... esta noite, melhor a manha do casalinho foi qualquer coisa... muito bem Maria ;)
    O Joãozinho também esteve muito bem, fez-se ouvir... e gostei da sua defesa apesar de ele ter escolhido o caminho errado.... mas quem nunca errou atire a primeira pedra ;)
    Agora os meninos MA (mendes amorim ;) ) tinham mesmo de me deixar morta de curiosidade??!!! O que será que eles aprontaram no castelo??? Adoro as recordações ;)
    Quero mais, acho que me satisfazia um capitulo à hora de almoço e outro ao jantar ;) que acham meninas??? :D
    Adoro.
    Beijinhos

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  2. Olá!

    Este capitulo é digno de ter bolinha vermelha no canto superior direito. Custou a pegar mas pegou e de que maneira, não me lembro de alguma vez ter lido algo deles com tanta intensidade e tão pormenorizado, mas acho que eles mereciam um momento só deles. O João foi mesmo apanhado, enganaram-no bem, e quando chegou a Vila Viçosa os nervos tomaram conta dele, dele e da Maria. Adorei o jantar, a intimidade, a cumplicidade que eles partilham, não foi preciso palavras, um olhar, um gesto diz tudo, e quando a Maria resolve falar nada melhor do que ser calada com um beijo, e pela primeira vez ela não o expulsou, passou a noite toda nos braços do seu amor. Adorei, assim como adorei a ideia de serem amigos coloridos, é melhor assim, sem pressões de ninguém, vão ao ritmo deles, mas não vai ser fácil de esconder, assim com também não o foi para a Mari e para o Ruben. Quem vai ficar super contente quando souber vão ser os filhos, finalmente uma família. O regresso a Lisboa como seria de prever foi "tortuoso" para o JP pois a velha Maria está de volta, ele bem que se queixa mas no fundo adora.
    Em relação à Mari e ao Ruben, o que é esses andaram a tramar em Vila Viçosa à uns anos atrás? Mistério...
    Adorei, foi um capitulo bem caliente, mas quero ver se els se vão safar com este namoro às escondidas, a começar nos anos do Filipe.
    Adorei, mas agora dava jeito o próximo.
    Beijocas

    Fernanda

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  3. Olá!
    Estava mesmo a precisar de um capitulo vosso...e estava fantástico!!!
    As coisas entre o João e a Maria aqueceram!! E ainda bem! Mesmo que ainda nao seja oficial adoro vê-los juntinhos!! *O*
    Quero mais e rapido sff!! :D
    Bejinhos

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  4. Fabuloso...

    Quero mais... Tou super curiosa para ver o próximo...

    Continua...

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