Ruben
O treino da tarde correu bem e no fim o
João pediu-me ajuda para surpreender a Maria, o que proporcionou algumas
gargalhadas, uma vez que mais parecia um menininho… tal era a falta de ideias…
Quando consegui ver-me livre do meu
amigo, fui até casa da minha mãe uma vez que a Mari enviou mensagem a avisar
que estava lá com o Filipe.
Entrei com a minha chave e assim que
cheguei à sala tive que rir quando vi a nossa família e amigos próximos.
- PARABÉNS
amor!!!! - a Mari aproximou-se beijando-me
- Tinhas mesmo
de…
- Shiu! Bebé não
faz birra não! E só porque já estás com um ar mais apresentável e de homenzinho
até mereces uns mimos extra… logo trato do assunto – falou ao meu ouvido, o que fez com que
gargalhasse, só mesmo a Mariana.
Voltei a receber os parabéns dos que ao
longo do dia tinham ligado ou enviado mensagem e depois aproximei-me novamente
da Mari que estava sentada com o Filipe ao colo…
O jantar foi animado com muita conversa e
piadas, não esquecendo uma ou outra provocação.
O momento dos parabéns chegou e assim que
a minha mãe avisou que ia buscar o bolo
- Nem pense!!! - olhei para a Mari e nesse exato momento tive a
certeza que podia começar a cavar um buraco para esconder-me, sim que aquela
carinha… - Quem vai buscar o bolo sou
eu!!!!
- Oh prima deve
ser em grandeeeeee - a Maria que até
então esteve “ausente” manifestou-se - para
não teres deixado ninguém ver o bolo….
- O bolo vê-se
quando vem para a mesa e não quando os abelhudos querem espreitar!
A Mariana levantou-se e saiu, regressando
depois com o bolo e assim que o colocou à minha frente foi impossível conter a
gargalhada estridente
- Nem pensem que
a piada fica só entre vocês os dois!!! - olhei para o
João
- Sim que já deu para perceber que
isso não é o retrato do presente!!!!!
- Puto recordas-te
da conversa ao almoço??? Pois está relacionado com a parte do “menino” – o João riu
- Mau… mas afinal
do que é que tiveram a falar??? – o meu amor
questionou, olhei-a e sorri ao recordar o que se passou à 12 anos atrás…
Recordação
Tinha
acabado de chegar a casa depois de mais um treino mas ao contrário dos outros
dias vinha triste, afinal o dia estava a terminar e a Mariana ainda não tinha
dito nada, logo hoje que faço os dezoito, ela resolve ignorar-me à força toda,
nem a típica mensagem de “bom dia” recebi.
Coloquei
a chave à porta e quando a abri achei estranho estar tudo às escuras, àquela
hora a minha mãe e irmão já deveriam estar em casa, ainda assim não dei grande
importância e quando acendi a luz da sala
- PARABÉNS!!!!
Ouvi a
várias vozes mas o que fez-me sorrir foi o abraço apertado que recebi da
Mariana acompanhado por um longo beijinho no meu rosto e
- Parabéns meu fofinho -
falou junto do meu ouvido - que faças
muitos - olhou-me nos olhos - e que
esteja sempre aqui do teu lado para os festejar - inevitavelmente senti-me
no paraíso, ouvi-la a afirmar que quer estar sempre do meu lado deixou-me
radiante…
Os
minutos seguintes foram para receber os beijinhos de parabéns da Maria, da
minha irmã Cátia, da minha mãe e os abraços do João, do Mauro e do meu pai.
***
Depois
do jantar de aniversário preparado pela minha mãe, ficamos todos à conversa,
inicialmente na sala mas pouco tempo depois fomos para o meu quarto, onde
ficamos até o meu pai se vir despedir e levar com ele a minha irmã. O Mauro
ainda ficou connosco durante um bocado mas também saiu, deixando-nos aos quatro
sozinhos. Lógico que as brincadeiras e conversas rapidamente mudaram de tom,
connosco a implicar uns com os outros, o que já era normal, a verdade é que
desde que conheci as primas Mendes o meu dia-a-dia ganhou um novo animo, quando
estou do lado da Mariana é impossível estar aborrecido e quando o dia está a
correr pior, basta ouvir a sua voz ou ler uma simples mensagem para sorrir…
Quando
estamos todos juntos perdemos facilmente a noção das horas, tanto que só
percebemos que já era tardíssimo quando a minha mãe pediu autorização para
entrar no quarto
- Minhas meninas e menino - os
meus amigos sorriram ao ouvi-la - acabei
de falar com os vossos pais para os avisar que ficam cá a dormir que isto já
não são horas para andarem na rua - a Mariana sorriu, mal sabe a minha mãe
que a Mari sai à noite sem os seus pais sonharem - o João pode ficar na sala e vocês meninas ficam no quarto de hóspedes.
- D. Anabela não se precisa de
incomodar, estou com carro e posso deixá-las em casa!
- Eich oh João deixa de
inventar! - saiu-me sem controlo, o que os
deixou a todos a olharem-me - Agora que
a minha mãe já se deu ao trabalho de falar com os vossos pais e que concordaram
podem ficar todos cá!
- É… concordo! - a
Mariana alinhou comigo - Assim podemos
ficar com o Bebezinho mais tempo, não vá a criança ter pesadelos durante a
noite! - gozou o que os fez rirem
- Ok… nós ficamos!
A
minha mãe saiu e nós retomamos a conversa interrompida, ficamos os quatro no
meu quarto até de madrugada mas o cansaço levou a melhor e acabamos por nos
despedirmos para dormir um pouco.
Fui
com as primas Mendes até ao seu quarto e depois regressei ao meu, onde me
deitei tranquilamente.
Estava
às voltas na cama sem conseguir dormir e por isso mesmo fui até à cozinha beber
um copo de leite, foi quando estava de costas para a porta que a Mariana entrou
e sem contar abraçou-me.
- Acordada? -
sorriu-me
- A minha prima já rouca logo
não consigo adormecer! Mas parece que não sou a única a não ter sono… - não
sei o que lhe estava a dar mas a Mari levou as mãos até ao interior da camisola
do meu pijama e sem problemas tocou-me nos abdominais, o que fez com que me
arrepiasse todo
- Ó Mari o que é que estás a
fazer?
- A aquecer as mãos! -
sorriu
Não
respondi, mas acabei por afastar-me com a desculpa de ir buscar o leite,
ofereci mas a Mari afirmou não ter fome, no entanto ficou a observar-me, o que
deixou-me novamente desconfortável, mas um desconfortável estranho…
Ainda
ficamos uns minutos à conversa mas acabei por afirmar que ia deitar-me, a Mari
avisou que também se ia deitar, acompanhei-a até à porta do quarto e mais uma
vez recebi um beijinho seu que deixou-me com um sorriso no rosto.
Fui até
ao meu quarto e nem um minuto depois a porta abriu para ver a Mariana a entrar
de almofada debaixo do braço.
- O que é que estás aqui a
fazer? - questionei ao vê-la a fechar a
porta
- Naquele quarto é impossível
adormecer! - esclareceu quando já estava a
desviar os lençóis da minha cama para se deitar
- Oh Mariana… -
olhou-me
- O que foi? Não me dás um
espacinho para dormir?
- Não é isso… é que… - a
Mariana sorriu
- Fica descansado que não te
vou violar! - gargalhou baixinho
- Lá estás tu a gozar com a minha
cara!
- Quantas vezes preciso de
dizer que respeito o facto de quereres manteres-te fiel aos teus princípios! Se
não o queres fazer por fazer acho muito bem que não o faças! -
sorriu - E agora dá aí um espacinho!
- cheguei-me para um dos lados da cama e vi-a a deitar-se
Tê-la
ali na minha cama deixou-me inquieto mas rapidamente percebi que a Mariana
queria só dormir, tanto que se virou de costas para mim e sem pensar
aproximei-me dela, colando mesmo os nossos corpos, algo que a deve ter
surpreendido e sem que tivesse a contar a Mariana virou-se, ficando mesmo por
cima de mim, acendendo de imediato a luz
- O que foi? -
perguntei calmamente sem saber bem como o consegui fazer quando continuava a tê-la
meio deitada em cima de mim
- Nada… -
sorriu - só estava a ver se estavas
acordado ou a sonhar, é que isto de te aproximares assim é novidade!
- A culpa é tua… caso não
tenhas reparado a minha cama é de solteiro por isso espaço é coisa que não
abunda!
- Estás a chamar-me de gorda,
é?
- Gorda é coisa que não és… - involuntariamente
suspirei e vi-a a sorrir - e nem sei
porquê que falaste isso, porque se há coisa que tens noção é do corpo que tens
e em como dás a volta à cabeça dos gajos quando passas…
A
Mariana sorriu mas não respondeu, voltou a acomodar-se e quando já estávamos
novamente às escuras, sem que previsse a Mariana agarrou no meu braço
colocando-o sobre a sua cintura e foi assim abraçados que ficamos nos minutos
seguintes, não consegui adormecer de imediato e por isso a determinado momento
percebi que o respirar dela estava diferente, mais profundo, sinal que
provavelmente já dormia, não resisti e acendi a luz, perdi-me a observá-la, a
Mariana é linda…
Dei
comigo a pensar em tudo o que vivemos desde que nos conhecemos mas principalmente
em como me sinto quando estou perto dela… fiquei a divagar ou melhor a sonhar
acordado durante uns minutos
- Ruben o que se passa
contigo? - a Mariana voltou-se na cama,
ficando de barriga para cima e a olhar-me
- Nada… pensava que já
dormias…
- Não… não dormia -
olhou-me - e agora vou embora!
- Porquê?
- Já percebi que não
conseguirás dormir comigo na tua cama - olhei-a - estás com medinho que a mamã te apanhe
- gozou - tanto que até acendes a luz!
- Não acendi a luz por isso… -
atirei de imediato mas arrependi-me quando
- Então foi porquê? Não me
digas que só consegues contar gambuzinos com a luz acesa!
- Piadinha! Mas fica a saber
que é contar carneirinhos!
- Carneirinhos é para os
meninos - sorriu
- Estás a insinuar que sou
menino, é?
- Insinuar? Eu? Nah… tou mesmo
a afirmar
O que
falou aliado ao sorriso de torça dela, fez com que reagisse por impulso e sem
perceber bem como
deite-me
sobre ela e teria beijando-a se a Mariana não tivesse virado a cara
- Ruben…
- Shiu… -
levei os dedos aos seus lábios, ficamos a olhar-nos sem dizermos uma única
palavra e a cada segundo que passava a vontade de beijá-la era maior, algo que
acabou mesmo por acontecer e o que começou por um simples encosto de lábios,
tomou outras proporções e quando dei por mim já o fazia com uma naturalidade
tão grande que inevitavelmente a minha língua juntou-se à dela, sem saber bem o
que fazer… simplesmente deixei que acontecesse por si só
Até ao
momento que a Mariana colocou fim à troca de beijos e assim que o fez voltei a
deitar-me na cama sem a conseguir olhar, tanto que
- Ruben… oh Rubinho olha para
mim… - não resisti ao seu pedido e olhei-a
- Desculpa… - a
Mariana sorriu de uma forma que deixou-me sem saber o que fazer
- Não tens de pedir desculpas
mas… - não a deixei terminar
- Mas não estás para
desemburrar-me!
- Deixa de ser parvo! Ruben o
que está em causa não é o facto de seres virgem mas sim o teor da nossa relação -
obrigou-me a olhá-la - Ruben és o meu
melhor amigo, conquistaste um lugar especial no meu coração e não posso nem
quero perder-te! Preciso de ti porque sim… não sei explicar, só sei que preciso
por isso o melhor é pararmos, primeiro porque não quero que te arrependas
amanhã e depois porque sei que nunca mais seria o mesmo porque nunca mais olharia
para ti da mesma forma, pois querendo ou não serias só mais um na minha lista e
não quero esse rótulo para ti, és muito mais especial na minha vida, entendes?
- Sim…
A
Mariana sorriu e instintivamente abracei-a
e foi
assim que adormecemos...
Fim de recordação
Voltei ao presente quando
- Vamos lá cantar
os parabéns!
- Mariana nem
penses!!!! - a Ana - também quero saber!
- Queres… queres…
cantar os parabéns ao pai do teu afilhado!
Enquanto o pessoal insistia em saber o
que representava o bolo, a nossa família observava-nos, nomeadamente o meu
sogro, não resisti e
- Oh sogrinho
está a tentar intimidar-me com esse ar?! - a Mari olhou para o pai e gargalhou
- Estou… estou…
enganaram-me tão bem seus sacanas! - voltei a
gargalhar acompanhado pela Mari
- Pai você não me
difame o homem! Tadinho - olhou-me - o Ruben sempre se portou que nem homenzinho
- suspirou - sempre me respeitou mais do
que eu própria me respeitava… mas acabou a conversa!
Apesar de continuarem a insistir o
pessoal lá se conformou e cantaram-me os parabéns, cortei o bolo e enchi os
copos para o brinde
- Priminho posso
assumir esta parte????
- NÃOOOOOOOOOO - o Fábio, o João e a Ana falaram ao mesmo tempo
o que provocou o riso aos restantes
- É… vejam lá…
- Prima deixa lá…
- Só deixo se
fores tu a assumir o papel!!!
- Que seja… - olhei para a Mari e bastou para perceber que
vinha coisa… - Ruben - olhou para a
Maria que riu - Um brinde a nós, - tanto eu como o João, a Ana e o Fábio encolhemos
os ombros ao perceber que a Mari ia fazer o mesmo brinde - duas eternas crianças - a Maria franziu a testa - que nem sempre soubemos dar valor ao que
nos unia - os que conheciam o brinde gargalharam ao perceber que a Mari o
estava a adaptar à nossa vida - que o
meu coração seja teu, que o teu seja meu, e que os nossos sejam dos nossos
filhos - deixei de olhar em volta, agora estava de olhos postos na Mariana
- que os nossos filhos tenham um pai
rico e mãe gostosa!!! - gargalhamos acompanhados pelos outros 4 - Bebo porque vejo no fundo deste copo a
imagem do homem amado… Que a fonte nunca seque e que minha sogra esteja sempre
presente como esteve há 12 anos… - sorri pela ligação que a Mari fez - Menino da mamã é 1, envergonhadinho é 2,
amigo é 3, a minha vida é 4, e acima de 5 eu to pegando! - voltamos a rir
que nem perdidos pela forma como a Mari conseguiu dar a volta ao brinde - Que o amor nos sobre, nunca nos falte, e
que a gente dê conta de todos os percalços que surgiram na nossa vida -
tocou com o seu copo no meu - amém!!!! - Sorriu para depois - Agora a sério - voltou-se para a prima
- sim que isto foi só para te calar
- meteu a língua de fora - Ruben desejo
para ti o que desejo para mim, que os anos passem devagarinho e que os possa
aproveitar ao máximo do lado da pessoa que amo, aquela que conheci num dia em
que fui ver um - desviou o olhar para o João - caceteiro a jogar, aquele menino tímido, acanhado, aquele que
desapareceu depois de o beijar, aquele que desafiou-me quando tentou impedir
que me aproximasse, aquele com quem partilhei tanto e que me ensinou imenso,
aquele que esteve sempre do meu lado como amigo e como o coitadinho que sofria
nas minhas mãos quando na verdade… - a Mari desviou o olhar para o que
sobrava do bolo, o que fez com que sorrisse - se foi soltando e provando que estava enganada, que havia muito mais
para além do que conhecia, havia mimo, carinho, atenção, amizade, desejo puro,
amor… A vida é curta para ser desperdiçada e nós desperdiçamos tanto… mas ainda
fomos a tempo de perceber que não somos ninguém sem aquele que nos completa,
sem a outra metade de nós… amo-te
O
que começou por ser um brinde terminou como uma declaração, ainda assim foi o
brinde mais lindo que alguma vez me fizeram, tocou-me bem no fundo por sentir o
peso de casa palavrinha...
Mariana
Depois do brinde e de comermos o bolo
fomos até à sala, sentei-me ao colo do meu amor, algo que aproveitou para
- Obrigado…
- Não sejas tonto - beijei-o
- Psiu… vocês os
dois - olhamos para o João - nós continuamos à espera de saber o porquê
que o Ruben gargalhou ao ver o bolo!!
- Fónix… até
parece que não sabem que lhe fiz a vida negra…
- Priminha do meu
coração isso nós sabemos e se o bolo fosse uma gaja ao colo de um gajo nós nem
sequer daríamos outro significado ao bolo porque associávamos imediatamente ao
vosso dia-a-dia mas na CAMA?! Desculpa mas essa vão ter de explicar! - se a Maria fez a massa do bolo e o colocou no
forno
- Sim que aqui
ninguém é burro para pensar que aquilo seja um momento após o vosso reencontro… - a Ana meteu a cobertura
- Ah e não digam
que foi a noite em que tiraste a honra ao Ruben porque essa nós sabemos quando
e onde foi e não foi numa cama de certeza! - e o João colocou a cereja em cima do bolo
- Já terminaram? - perguntei serenamente
- Já!!! E estamos
à espera de sermos esclarecidos! - olhei para o
Ruben que se riu - Pah temos que correr
com os mais velhos, é?
- Não Fábio… - o Ruben falou tranquilamente - não é preciso! - olhei-o e achei
estranho estar a rir para a mãe dele - até
porque a Belinha sabe…
- É o quê? - saiu-me imediatamente e ouvi a gargalhada da
minha sogra
- É isso que
ouviste… mor a minha mãe sempre soube…
- Como? - olhei para a Anabela que se riu
- Naquela manhã
antes de sair fui ao quarto do Ruben para lhe dar um recado, achei estranho a
porta estar trancada e por isso fui buscar a chave extra, qual não é o meu
espanto quando entro e vos vejo a dormir serenamente e agarradinhos…
O pessoal riu, incluindo os meus pais que
hoje em dia já aceitaram que a filha tenha sido arisca…
- Desde quando é
que sabes? - olhei para o
Ruben
- Desde sempre… a
minha mãe nesse dia à noite quando chegou do trabalho chamou-me e conversou
comigo… disse-lhe que não se tinha passado nada mas nunca acreditou - olhei para a Anabela - tanto que tive de passar pela vergonha da minha mãe dar-me uma caixa de
preservativos e afirmar que se fosse para os usar que o fizesse no meu quarto…
Gargalhei mas não gargalhei sozinha,
afinal a Maria e o João partilharam o momento da gargalhada comigo
- Não tens
vergonha nessa cara! - o Ruben
olhou-me - Além de não os usares no teu
quarto nem sequer os tinhas quando foi preciso!
- Para quê que
andaria com preservativos na carteira quando tinha consciência que se algum dia
acontecesse que tinha dos teus? - olhei-o
boquiaberta - Sim que acompanhei-te mais
que uma vez quando precisavas de os comprares!
- Pshiuuu oh
vocês os dois calem-se antes que se enterrem ainda mais!!!
- Oh Maria…
enterrados já eles estão… - ouvimos a Ana
- Sim daqui a
nada fica público o local e hora onde finalmente aconteceu… - e depois o Fábio
- O local
acredito que só o grupinho dos seis sabem, a hora provavelmente só vocês os
dois sabem - ao ouvir a voz
da minha mãe olhamos para ela - agora o
dia… o dia cá me parece que pelo menos mais duas pessoas sabem - olhou para
a Anabela e riram as duas
- Mau… não estou
a gostar nada da conversa!
- Filho - a Anabela falou - sempre desconfiei em que noite foi - o Ruben olhava-a - desde essa noite não foste mais o mesmo… e
posso esclarecer-vos que hoje sei que a Mariana também mudou exatamente a
partir dessa noite - as nossas mães sorriram
- Ai agora vai
ter que explicar isso muito bem! - resmunguei
- Filha desde
essa noite que mudaste o teu comportamento e juro que pensei mais que uma vez
tirar satisfações com o Ruben, porque andei anos a pensar que depois de lhe teres
entregue… - a minha mãe
calou-se o que fez com que sorrisse - sabes
do que falo - voltei a rir - que ele
se tivesse afastado, porque a verdade é que nas semanas a seguir deixei de o
ver lá em casa e sempre que perguntava por ele eras demasiado vaga nas
respostas… mas afinal parece que estava enganada e o motivo da tua mudança não
foi te teres entregue ao Ruben mas sim teres descoberto que afinal era mais do
que pensavas…
- Isso é tudo
muito bonito mas como é que a Anabela sabia que você também sabia?
- Ah isso… nós
comentamos uma com a outra e chegamos à conclusão que deve ter sido mesmo nessa
noite!
O pessoal gargalhou e nós… bem nós não
abrimos mais o bico.
A conversa retomou agora sem o tema sexo
ao barulho e com o passar das horas a família foi saindo, para o fim ficou o
pessoal e assim que a Anabela saiu da sala levando o Filipe que há muito dormia
ao colo do Ruben
- Oh prima - olhei para a Maria - agora aqui só para nós… em que noite é que a Belinha vos apanhou na
cama? - gargalhou
- Fónix… chatos! - o Ruben resmungou - Mas só para se calarem foi na manhã do dia 28 de janeiro de 2003…
- Mas isso foi 4
meses depois de…
- De nos
conhecermos… sim Ana, foi!
- Ok… por esta
não esperava - o João
manifestou-se - o menino envergonhado…
- João pára lá
com isso - pedi - não se passou nada…
- Ya Mariana quem
queres enganar?
- Fábio vocês
sabem perfeitamente em que noite é que aconteceu…
- Ya Ruben pode
ter só acontecido naquela noite mas vais dizer que a Mari não tentou? É que
tipo ninguém acredita que a Mari se enfia na tua cama só para dormir!
Olhei para o Ruben e sorrimos
- Nós beijamo-nos
mas não passou disso e muito provavelmente porque a Mari o impediu
- QUÊ?
- Eich… vejam lá…
qual é a admiração?
- Cá para mim
impediu porque tiveste azar e tava naqueles dias!
Conforme o Fábio fala a Ana deu-lhe um
tabefe o que nos fez rir, acabando por desviar o assunto que não voltou a ser
tema de conversa…
O resto da noite foi animada, no entanto
percebi que a Maria estava ausente, ainda pensei meter conversa mas desisti
mesmo antes de tentar, uma vez que foi a primeira a bazar…
Como será os próximos dias?
João e Maria terão futuro?
E a Mariana reagirá bem ao primeiro dia
do Filipe na creche?





Olá!
ResponderEliminarEu sabia que o Ruben não ia levantar cabelo com a festa surpresa (agora também já não levanta muito afinal já cortou a franja maravilha), ela faz-se de difícil mas depois como foi a Mari que organizou tudo ele derrete-se todo.
A Mari é terrível, o que ela se foi lembrar para decoração do bolo, os outros como são todos uma cambada de cuscos ficaram em pulgas para saberem o que é que aquilo queria dizer, mas no final a surpreendida foi a Mari, porque a Anabela sabia de tudo e o Ruben nunca lhe disse que a mãe sabia. Gostei da recordação, afinal o homem não é assim tão sonsinho como o pintam, só não passou de uns beijos e amassos porque por incrível que pareça a Mari teve um momento de lucidez e bom senso e ficou-se só por isso.
Adorei o brinde, e de uma maneira muito subtil ficou no ar um recadinho para o João e para a Maria "A vida é curta para ser desperdiçada e nós desperdiçamos tanto… mas ainda fomos a tempo de perceber que não somos ninguém sem aquele que nos completa, sem a outra metade de nós… amo-te", adorei, só espero que eles se lembrem disso e sigam o exemplo deles.
Como sempre os cuscos tinham que saber o significado do bolo e o porquê do Ruben se rir tanto quando o viu, para esta gente a palavra intimidade não existe, o que ninguém estava à espera é que para além do grupinho da vida airada houvesse mais duas pessoas a saberem o dia em que o Ruben e a Mariana se envolveram, ah! pois é bebé, ás mães não se consegue esconder nada, elas sabem sempre tudo ou quase tudo, e elas conseguiram calá-los, e confesso que me deu gozo imaginar a Mari a ficar sem pio, não é de todo normal isso acontecer.
Eu amei este capitulo onde se recordou o passado, viveu o presente e planeou-se o futuro, destes dois, e de uma certa maneira também o dos amigos e familiares.
Em relação ás perguntinhas da praxe espero que os próximos dias corram bem, apesar de ficar de pé atrás porque a pergunta deixa-me com a pulga atrás da orelha, acho mesmo que traz água no bico. Em relação ao João e à Maria, espero sinceramente que tenham futuro, mas vão ter um longo caminho a percorrer até que isso aconteça, já a Mari com o 1º dia do Filipe na creche, acho que ela vai ter uma reação digna de uma Mariana Mendes, seja lá o que isso fôr, se não se der um terramoto ou rebentar a 3ª guerra mundial acho que já é uma sorte, mas gostava que ela me surpreendesse pela positiva, do tipo conhecer a escolinha do puto, finalmente ganhar coragem (sim que como ela anda precisa mesmo de coragem para o deixar lá) e deixá-lo na creche com a educadora e os coleguinhas, e quando sair pode chorar à vontade, porque isso sim é uma reação perfeitamente normal, qual é a mãe que não fica a chorar depois de deixar a sua cria num ambiente totalmente desconhecido para a criança? são todas iguais, e eu conheço algumas.
Agora só falta mesmo uma coisa, o próximo capitulo, assim lindo e maravilhoso como este.
Beijocas
Fernanda
Olá!
ResponderEliminarPeço imensa desculpa a demora pois já tinha lido o capitulo e (para "variar") está fantástico!
Adorei a festa a que o Rúben teve direito especialmente o bolo e de toda história que estás por detrás dele loool
Isto do menino ir para a creche deixa-me demasiado curiosa!!
Quero o proximo sff!
Beijinhos
Olá meninas:
ResponderEliminarVou redimir-me!!!! :D
Vou comentar aqui os 2 capítulos, 167 e 168 ;)
Bem do 167 o que tenho a dizer é simples :) fiquei de queixo caído com a cena do João e da Maria.... sim senhora a espalhar magia.... amei aquela cena da escola.... E a conversa dos rapazes!!! Demais!
Isto promete!!! Vamos a ver o que a Maria ainda nos reserva....
Agora o 168, bem quando penso que já li tudo do meu casalinho sou logo surpreendida!!!!!
Aquela recordação é mel, que situação mais apaixonante, faz sonhar qualquer um. É impossível não recuar no tempo, eu acabei de ler e pareceu-me que estava a ver à minha frente situações da minha adolescência.
Não estou a dizer que tive situações iguais, quero sim dizer que tal passagem nos leva a fazer uma viagem no tempo!!! Amei.
Grande aniversário o do Ruben e lindo bolo :D :D
Espero que a saída à francesa da Maria não anuncie stresses.
Adoro, adoro, adoro!!! Quero mais!!!!
Beijinhos.