terça-feira, 29 de julho de 2014

162 - "Maria não deste por nada??"

Maria
- A Bea… a Bea… está no hospital…
- Mãe fica com o menino… - o João falou e quando o voltei a sentir foi ao puxar-me pela mão - anda vou contigo…
- Não deixa, vou sozinha… não precisas…
- Maria!
- Ok ok…
Entrei no carro dele e ao contrário do normal achei que ele conduzia muito devagar o que aproveitei para lhe dizer
- Porra tu tás a fazer de propósito só pode! Andas sempre a assapar hoje mais devagar só se andasses para trás!!!
- Maria eu já passei o excesso de velocidade há muito tempo… estamos já a chegar
Olhei pela janela e vi a entrada do hospital nem esperei que o João estacionasse e numa pequena paragem para que outro carro acabasse a manobra sai do carro sem que ele tivesse tempo para algo, corri para a recepção identifiquei-me e já esperava pela Paula quando
- Tu tás maluca?! Viste como saíste do carro? E se eu tivesse arrancado? - olhei-o - Pronto ok desculpa… mas no teu estado tu não podes estar nesse stress… não podes… - voltei a olha-lo e sei que se fosse fisicamente possível tinha-o fuzilado
- Eu não tenho nenhum estado quem tem é a Bea!
- Maria…
- Ah Maria… - a Paula interrompeu-o e ainda bem - Maria… - ela escolhia as palavras… - Maria desta vez a coisa está mesmo feia… desculpa a franqueza, mas sei que podemos meter os nomes nos bois sei que tanto tu como a Bea assim o preferem e por isso é o que vou fazer…
- Por favor Paula para de rodeios… fala!!!
- A Bea está…. bem ela está com uma infecção respiratória… e bem nós já falamos sobre os riscos de uma qualquer infecção na condição dela…
- Posso vê-la?
- Podes... ela pediu que fosse vê-la...
- E o Gustavo? - ouvi o João questionar e só então percebi que não sabia dele o meu desespero deve ter sido bem visível já que
- Calma Maria... ele veio com a Beatriz e agora está na zona Lúdica de pediatria, está acompanhado...
- Então vamos?
A Paula levou-me ao quarto da Bea e asas que entrei encontrei-a entubada e com mascara de oxigénio. Ela fez um esforço para sorrir e a Paula deixou-nos sozinhas. Ficamos muito tempo só. A olhar uma para a outra acho que ambas tínhamos medo de falar, mas ela acabou por tomar a iniciativa.
- Maria... desta vez não me safo
- Tás parva?! Nem Brinques...
- Maria foste a melhor amiga que podia ter tido nesta situação fizeste tudo o que podias... e nem mesmo com a tua vida do avesso deixaste que me faltasse nada...
- Bea pára!
- Maria eu preciso falar e não posso muito porque canso... - calei-me - agora que vou deixar de ser um dos teus problemas por favor amiga sê feliz... deixa aquele porco do Pedro... não digo que voltes para o João apesar de saber que só ele te fez e te fará feliz, mas larga o Pedro, conversa com a Mari e sê feliz por nós duas... - não controlava as lágrima e quando a Bea depois de recuperar o fôlego ia voltar a falar somos interrompidas
- Dona Beatriz aqui está o Advogado como pediu... e eu e os meus colegas para gravarmos e testemunharmos - um enfermeiro entrou seguido de um indivíduo de fato e de mais colegas, vindo de máquina de filmar na mão.
- Maria importaste de sair?
- Mas isto é o quê??
- Na altura certa saberás... agora dá-me cá um abraço e um beijo...
Fiz o que me pediu e senti-me esquisita... uma sensação de perda enorme e quando nos separamos sai do quarto e fui até onde estava o Gustavo e já o encontrei acompanhado pelo João que brincava com ele com  os jogos que existiam no espaço. Observei-os por uns minutos até que o João deu pela minha presença.
- Então como ela está?
- Mal… - comecei a chorar compulsivamente e o João acabou por me acolher nos seus braços…
- Vais ver que é só mais um susto…
- Ela falou… ela estava com uma conversa… ela… ela despediu-se João!
- Despediu-se?
- Sim! Disse-me que estava mal, que desta não se safa… agradeceu o que fiz por ela e deu-me nas orelhas… no fundo disse tudo o que me precisava dizer… Eu tenho medo!!! Eu quero ficar ao lado dela!
- Mas porque é que saíste?
- Porque chegaram lá com um advogado e com alguns enfermeiros… parece que foi a Bea que pediu… e iam filmar…
- Filmar?!
- Sim ela disse que saberia o que se trata assim que fosse para saber…

João
Este Natal foi uma turbilhão, a Maria está um caco e esta gravidez… mesmo ela não querendo aceitar é óbvia está a deixa-la ainda mais sensível. Pensava que tinha conseguido acalma-la, mas a noticia do internamento da Bea descontrolou-a completamente, depois de ver a Bea e de me contar o que se passava ou o que sabia a Maria sentou-se numa das cadeiras da sala de espera e de um momento para o outro pareceu que tinha abandonado ali o corpo, não fazia ideia do que sentia o seu ar era de completo alheamento da realidade estava assustado e ia tentar trazê-la de volta quando a Paula, médica da Bea se aproxima,
- João certo?
- Sim
- A Bea pediu que o chamasse…
- A mim?
- Sim…
Segui a Dra. e quando entrei no quarto percebi o medo da Maria, ver a Bea toda entubada não era fácil
- João… chega-te aqui bem perto… não consigo falar muito nem muito alto e preciso que oiças bem… - aproximei-me dela, ficando mesmo na sua cabeceira, puxei uma cadeira e sentei-me - Obrigada - olhei-a admirado - por estares aqui… e por estares aqui com a Maria… eu sei… eu vi nos olhos dela que está com medo… mas eu avisei-a… eu sabia que este momento ia chegar… eu já sabia… mas ela não quis ouvir… sabes como ela é quando mete uma coisa na cabeça… - acabamos por sorrir os dois - sei que não nos conhecemos muitos bem, mas precisava de te pedir uma coisa, eu sei que é meter-me onde não devo, mas a Maria teve presente nos momentos mais difíceis da minha vida, a morte dos meus pais e agora… - a Bea pela primeira vez deixava as lágrimas escorrerem-lhe pela face - desculpa chorar, mas… - parou engoliu em seco e continuou - João eu sei que acaba tudo aqui, mas também sei… tal como tu o motivo dos enjoos da Maria…
- Bea...
- Eu sei que o que te vou pedir é difícil, mas por favor não a deixes sozinha, mesmo que ela se enfie no trabalho e se feche em casa que é o que vai fazer, não a deixes… ela sozinha não vai aguentar…
- Bea…
- João aquele bebe é do outro… mas nós sabemos que o outro só apareceu pelo medo dela, não sabemos?
- Sabemos… mas eu não posso lutar contra isso… e também já não tenho muita força… eu nunca vou deixa-la sozinha, mas também só irei até onde me deixar…
- Prometes?
- Prometo!
- Posso pedir-te só mais uma coisa?
- Claro…
- O Gustavo…
- Ele vai ficar bem
- Obrig… - a Bea não acabou de falar e eu entrei em pânico.
Chamei de imediato a enfermeira que assim que entrou
- Saia por favor
- Mas…
- A Dra. Paula já dará informações…
Deixei o quarto e segui para a sala de espera onde a Maria se mantinha no mesmo estado e eu confesso que me estava a assustar bastante, acabei por ligar para a única pessoa que estaria por perto e me poderia ajudar e minutos depois tinha a Ana ao pé de mim
- Então?
- Está assim… há mais de uma hora… tentei falar com ela mas não responde e de vez em quando ri-se sozinha…
- Ela está em choque… e deve estar a reviver alguns momentos com a Bea, é uma forma de fugir da realidade… e a Bea…
- Olá Ana! - a Dra. Paula aproximava-se finalmente de nós - ainda bem que aqui está! - cumprimentaram-se - A situação é complicada, a Maria? - olhamos na direcção em que ela se encontrava e a Dra. Paula suspirou - Ok tal como temia ela também já percebeu o que se está a passar, a infecção da Bea está fora do controlo e o que aconteceu quando falava com o João foi uma perda de sentidos, mas infelizmente ainda não recuperou… tivemos de ligar os ventiladores e agora os sinais vitais estão estáveis mas muito fracos…
- Isso quer dizer que…
- Ana optamos por ligar as maquinas, mas não sei se será por muito tempo nem se terão algum efeito… e… bem a Bea assinou a documentação dizendo que não quer passar mais do que 48h nestas circunstâncias, por isso… bem é uma questão de esperar-mos e rezar-mos para que ela reaja… quanto à Maria… nós temos Psicólogos…
- Não é necessário obrigado - interrompi e a Ana olhou-me - a Maria já é seguida por um, amanhã trato de entrar em contacto…
A Paula afastou-se
- A Maria é acompanhada?! E tu sabes? O que é que eu perdi?
- Ana… a sério… não me faças contar algo que não posso… ela… ela é acompanhada e eu tenho o contacto e trato disso… faz-me só o favor de a chamar á terra porque não consigo vê-la assim…. eu vou ver o Gustavo…

Maria
Depois de falar com o João senti a necessidade de me sentar, estava cansada, parecia que tinha sido atropelada por uma manada, sentei-me na sala de espera e nesse momento todos os momentos que tinha vivido com a Bea me passaram pela cabeça, parecia um filme, desde que nos conhecemos, os momentos na tuna, as noitadas de folia e de estudo, o afastamento, o reencontro e o agora. Quando cheguei ao agora senti-me mirrar não podia ser ela não podia estar ali… senti a cara molhada e uns braços a rodearem-me e minutos depois
- Amiga calma… - a voz da Ana suou suave nos meus ouvidos - Maria já sabíamos que podia acontecer algo assim… mas vamos ter calma e fé sim? - deu-me um beijo na bochecha - além disso no teu estado este stress todo faz-te mal
- Mas qual estado? - gritei
- Maria sou médica… ginecologista…
- E deves ter fumado qualquer coisa estranha!
- Os enjoos e o maus feitio…
- Stress e cansaço já ouviste falar?!! Foi a abertura da loja e o estado da Bea… achas que não é suficiente??
- Se tu dizes…
- O João?
- Foi ver o Gustavo…
- A Bea?
- A Dra. Paula já veio dizer que o que aconteceu quando o João estava lá dentro…
- O João esteve lá dentro porquê?!
- Maria não deste por nada??
- Não…
- A Bea pediu para falar com ele e quando o estava a fazer… - a Ana escolhia as palavras - bem ela perdeu os sentidos… a coisa foi séria e tiveram de lhe ligar o ventilador e tudo o resto… e agora… bem os sinais são fracos…
- Não brinques!!!
- Maria não estou a brincar ela está inconsciente
- Mas recupera não é? Há quem recupere anos depois… e assim pode ser que ganhe tempo para encontrar dador, aqui assim protegida…
- Maria… a Bea… amiga...nada disso que dizes infelizmente funciona assim e… a Bea não vai ficar anos assim porque…
- Porque?
- Ela assinou…
- Não, não assinou eu disse-lhe que não assinasse!
- Maria… é a vida dela e ela escolheu!
- Mas… Ana…
- Chora amiga… chora…
- A Bea é tudo o que eu tenho…
- Maria… e eu? o Fábio? a Micas? o Rui? Já para não falar no João, no Ruben e na tua prima!
- Vocês… eu a vocês perdi-os… eu sei que tenho feito muita merda…
- Maria nem penses! Podes ter-nos obrigado a afastar, mas perder não perdeste… estamos aqui não estamos?
- A minha prima não…
- Ela não sabe… preferimos que ela chegue e depois falamos com ela, nos estado dela…
- Mesmo assim… no Natal… Ana eu levei-lhe os figos que ela tinha desejo! Desejo Ana! Eu voltei atrás quando já ia a caminho para lhe levar e ela nem um ai me disse e u Ruben… bem o Ruben, mais-valia nem me ter dito nada, que para me deixar mal eu sozinha chego não preciso de ninguém a bater na ceguinha… e olha que era Natal, paz amor e essas  tangas todas….
- Ele disse alguma mentira?
- Não…
- Então agradece! Agradece que ele te tenha dito e vê se percebes que se o disse foi porque gosta muito de ti, gosta tanto que em vez de pura e simplesmente te cortar da vida dele te chamou um bocadinho à razão…
- Tou tão cansada… - falei, as emoções estavam a deixar-me completamente de rastos
- Vamos, eu levo-te a casa… - ouvi a voz do João que estava já sentado ao meu lado bem como o Fábio -
- Não quero sair daqui, não posso deixa-la sozinha… o que ela queria contigo?
- era comigo… foi uma conversa nossa…
- João!
- Não tenho medo da tua cara feia! Anda vamos… levo-te a casa e descansas e amanhã de manhã voltamos…
- Eu não saio daqui! Aquela louca assinou os malditos papéis por isso ela tem mesmo de acordar!! Eu tenho de cá estar!!!
- Maria!
- Nem Maria nem meio Maria… Fábio eu não a vou deixar sozinha!!
- Então pelo menos encosta-te aqui! - o João bateu com a mão no peito - descansa…
E eu não tive força para contrariar o desejo de o fazer e foi com o compasso do seu coração nos meus ouvidos que consegui relaxar e adormecer…

João
A Maria finalmente adormeceu
- Ana - falei baixo  -  o que achas que vai acontecer? A sério?
- Ai João não sei, mas num caso destes e com a Beatriz a assinar o tal papel…
- Já percebi!
- Já falaram com a Mari e com o Ruben?
- Não… a Maria acho que nem se lembrou e eu sinceramente tenho medo…
- Mas temos de contar…
- Olha Fábio até ai já cheguei!
- Não precisas de ser parvo!
- Clama meninos calma… realmente tem que se dizer com cuidado… falar com a Mariana de forma tranquila…
- Eu ligo ao Ruben…
- Olá Paixão! Que saudades tuas meu amor! - o Ruben falava em tom de gozo e ouvi a Mariana gargalhar e mandar uma boca qualquer sobre o Rodrigo
- Ruben a conversa é séria!
- Tás grávido!
- Vai-te…
- Eish esse mau humor é tudo falta é?
- Mas qual foi a parte de “a conversa é séria!” que não percebeste?!
- Ok ok fala
- A Bea está em coma… ligada às máquinas
- Tá nada ela saiu com a Maria de manhã e ia ligeiramente constipada mas bem
- O ligeiramente constipada era uma infecção respiratória… ela piorou veio para o hospital e de cá ligaram para a Maria viemos logo
- Viemos?! Estavam juntos é? Muito me contas…
- Sim viemos, sim estávamos juntos, não não é nada do que tás para ai a pensar… seja como for a Bea assinou uns papéis que se caso isto acontecesse se ela não recuperar em 48h desligam tudo…
- Tás a querer dizer que…
- Que não sei como queres dizer á Mari…
- Eu? Dizer?
- Queres que seja eu?? - confesso que fiquei em pânico com a ideia
- Não… tu és um cavalo ainda era pior
- Tás ai com quem?
- Com a Maria, a Ana e o Fábio
- A Ana!!! É ela que vai dizer!!
- Mas esse namoro tá demorado hã? Tão a dar uma pelo telefone é?? - ouvi a Mariana
- Vamos ai ter então… ainda vamos a caminho de Lisboa…
- Ok… - desliguei - Aninhas….
- Já percebi… eu falo com ela, mas na presença de todos…
- Todos não! A Maria não tem condições de assistir… a Maria não ia aguentar ver a prima frágil… não depois do que aconteceu no dia do nascimento do Bruno…
- É tens razão…
O resto da noite passou lentamente os ponteiros do relógio demoravam a mexer-se, o Ruben e a Mari chegaram, deixei a Maria sozinha a dormir no banco da sala de espera de onde se recusou a sair. Ao contrário do que esperava a Mariana não reagiu muito mal, ficou mexida como é óbvio, mas confessou que já se andava a preparar para a notícia mais dia, menos dia chegar.
- João como está a minha prima? - olhei-a
- Como vês a dormir…
- Deixa-te de ironias…
- Mariana ela tá ali a dormir no banco, não quer sair daqui por nada… nem pelo Bruninho quis sair como achas que está?
- Não sei qual é o teu problema comigo, mas se quiseres responder respondes se não deixas de falsos moralismos! Sim que ela não tem tido uma atitude muito normal, mas tu tens a tua culpa…
- Mariana sabes que a conversa da defensora da tua prima quando nem um obrigada pelo presente de natal lhe foste capaz de dizer… te tira um bocado a moral… mas se estás tão interessada a tua prima está feita num caco e não é só pelo estado da Bea, aliás esse é só a gota de água no copo a transbordar… a tua prima anda completamente a perdida… porque por completamente alucinada que sempre tenhas sido sempre foste a bússola dela e agora? Agora anda passo a passo a encontrar o caminho dela… e não sei se te interessa mas já deu valentes quedas e se enfiou por becos sem saída, mas tem tido na Bea um enorme apoio… um mapa que a ajudou a encontrar sempre as saídas… por isso percebo que grávida te relembres mais ainda do que aconteceu no dia do nascimento do teu afilhado, mas não te esqueças que se a Maria errou foi por querer estar ao teu lado e por querer proteger-te! E sim já sei que sou um canalha do pior e que não tenho moral nenhuma para falar, mas tu perguntaste e insististe por uma resposta por isso aqui a tens e… se não tiveres nada de minimamente simpático para dizeres á tua prima não te aproximes dela, nem do seu raio de visão porque mal já ela está não precisa de se sentir humilhada… sim foi assim que a tua prima se sentiu no natal humilhada… em nome dela muito obrigado!
Acabei de falar e sai da sala fui até à zona da pediatria onde o Gustavo dormia num quartinho que me explicaram ser para os enfermeiros de serviço. Deixei-o descansar e procurei a Dra. Paula
- Queria falar comigo João?
- A Beatriz…
- O estado dela está inalterado…
- Não era isso… a Maria falou-me num vídeo que ela terá feito…
- Sim ela gravou algumas coisas que queria… o vídeo está em meu poder… mas só a ele terão acesso quem e quando ela autorizou…
- Não me pode só adiantar do que se trata?
- João lamento, mas…
- Ok desculpe…
Passei pela sala de espera e a Maria continuava a dormir, afastei-me e
- João… - olhei e vi o Ruben
- Se me vens encher os ouvidos pelo que disse à Mariana podes parar não sou de ferro nem nenhum boneco… e não ando aqui a apanhar bonés….
- Não ia dizer nada… também disse o que sentia à Maria acho que é bom fazer fica tudo em pratos limpos… vinha só perguntar pelo meu afilhado…
- Ficou em casa dos meus pais… era lá que estávamos… Ruben tou preocupado com ela… - olhei para a Maria e vi a Mariana a aproximar-se - não deixes Ruben…
- Elas precisam…
- A Maria não vai aguentar!

Mariana
Por ordem minha tínhamos parado numa área de serviço para esticar as pernas e também por questões fisiológicas quando o João ligou ao Ruben, num primeiro instante julguei tratar-se de mais um momento de brincadeira mas assim que o Ruben se afastou ligeiramente e que a sua expressão facial mudou percebi que algo se passava, ainda assim acabei por mandar nova piada mas que não teve resposta.
- Vamos?
- Sim... - olhei-o por uns minutos - o que se passa?
- A Bea está internada...
- É grave?
- Ainda não se sabe...
Algo no seu tom de voz fez-me temer o pior e ter a certeza que estava a ocultar algo, ainda assim resolvi não insistir.
Estava perdida em pensamentos, a recordar tudo o que vive e partilhei com a Bea quando sinto o Ruben a agarrar-me a mão, despertei para a realidade e ao olha-lo
- Não queres ir ainda mais depressa? A Bea já está a morrer não preciso morrer também!
O Ruben não respondeu mas levantou o pé do acelerador.
***
Deixamos o Filipe com a Anabela e seguimos para o hospital. Assim que entramos na sala de espera foi impossível não reparar na Maria que dormia.
- Amiga... - a Ana aproximou-se
- É muito grave? - fui directa
- Sim... - a Ana explicou o que se passava com a saúde da Bea
- Ela recupera! - tentei ser optimista mas
- Amiga a Bea assinou os papéis e se não houver melhoras dentro de 48h... - interrompi
- Já entendi... - suspirei pesadamente
- Estás bem? - o meu amor falou
- Sim... triste mas no fundo acho que nestas últimas semanas fui-me mentalizando para este momento - olharam-me como se tivesse falado algum disparate - que foi? Será que fui a única a perceber que a Bea estava a piorar? Ruben ontem estava mesmo muito em baixo...
O meu amor não respondeu, simplesmente tentou reconfortar-me. Acabei por perguntar ao João pela Maria e assim que o fiz ouvi uma reprimenda enorme, sei que o João tem a sua razão até porque na verdade todos erramos e todos temos culpa, ninguém é santo e por isso é que aproximei-me da minha prima na primeira oportunidade que tive...

Como reagirá a Maria à presença da Mariana?

E a Bea terá melhoras?

7 comentários:

  1. Não é justo!! Acabar desta forma é coisa que não se faça!lool
    Então como vai ficar as coisas com a Bea???
    E as primas Mendes?Como vai correr as coisas?
    Quero respostas e rapidamente sff!!
    Preciso do proximo!
    Beijinhos :P

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  2. Olá!!!
    Concordo com a Ritinha!!! Logo quando as coisas estavam se encaminhando acontece isso? Isso não se faz... Bem que podia surgir um bônus, não seria nada mau. Mas tudo bem eu sei como é difícil conciliar a escrita com os deveres.
    Postem logo que eu quero saber o que a Mari vai falar e qual será a reação da Maria e também se a Bea vai melhorar. Amei o capítulo e estou ansiosa pelo próximo, bom trabalho!!!
    Beijinhos!!!
    Lari Lima

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  3. Bem que capítulo recheado de emoções! É triste esta situação da Bea e a Maria... coitada. Ela está mesmo um caco.
    Estou mesmo curiosa para saber como vai correr a conversa entre a Mariana e a Maria. Adorei!!
    Beijinhos

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  4. Ola :)
    Pobre bia...estou curiosa com o video. Espero que a Mariana e Maria se entendam, e que a Maria e o Joao fiquei juntos outra vez :)
    Continuem meninas esta fantastica a fic.
    Beijinhos
    Ritaaa xD

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  5. Olá!

    Então onde é que está a tão esperada conversa das primas? Não está, não é? vocês acham bem terminar o capitulo assim? isto é maldade, o que vale é que o capitulo apesar de triste foi muito bom, como sempre. Se o objetivo era deixar-me emocionada, parabéns, conseguiram fazer-me chorar.
    Apesar de saber que a situação da Bea é grave, gostava que ela melhorasse, apesar de achar que não é isso que vai acontecer, mas conto sempre com a vossa capacidade de me surpreender. A Maria tem a vida dela do avesso, todos os pilares em quem ela se apoia de uma forma ou de outra estão a deixa-la só, de momento podemos dizer que só tem o João, que reapareceu na sua vida no momento certo.
    A Bea tem perfeita consciência do que a espera, ela sabe que a sua vida está por um fio, a sua conversa com a Maria é um exemplo disso assim como as palavras que disse ao João, e a Maria não se enganou, ela estava mesmo a despedir-se.
    O Ruben estava preocupado com a reação da Mari, mas mais uma vez a Mari mostrou que é mais forte e mais madura do que todos pensam, ela já tinha reparado que a Bea estava mais fraca, estava pior, para ela não foi novidade, apesar de estar triste com a notícia já era algo que ela esperava. Ela quer queira quer não queira preocupa-se com a prima, e não resistiu em perguntar por ela, e tal como aconteceu à Maria que ouviu umas verdades da boca do Ruben, também a Mari ouviu boas do João, e não teve outro remédio senão ouvir e calar.
    Talvez esta seja a melhor altura para elas conversarem, o momento é mau mas também é verdade que é nos piores momentos que se conhecem os verdadeiros amigos, não é o caso delas, porque todas sabemos que elas são muito mais do que amigas, mas acho que chegou a hora deste reencontro de amigas, no fundo é o que faz esta história "andar" para a frente, são os encontros, os desencontros e os reencontros, por isso eu espero um reencontro feliz com estas duas, espero que a Maria tenha uma boa reação à presença da Mariana, neste momento nem precisam falar, acho que um abraço da Mari à Maria valia muito mais do que meia dúzia de palavras.
    Em relação à Bea, não sei o que esperar, a sua situação clínica é grave, por isso não sei se será suposto esperar melhoras, nestes casos normalmente as melhoras são sempre um mau sinal, por mais estranho que pareça, surpreendam-me, é só o que vos digo.
    Adorei, apesar de ser um capitulo triste, com uma aura pesada, gostei, porque espero que deste mau momento venho um muito melhor, e isso seria as primas fazerem as pazes.
    Agora conseguiram deixar-me curiosa, por isso minhas lindas preciso muito do próximo.
    Beijocas

    Fernanda

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  6. Pois, desta a Bea não se safa. Esta é a minha convicção. A Maria vai ficar ainda pior... Como se já não bastasse a possível gravidez que espero que não se confirme, caso contrario trará muitos problemas!
    E mariana e Maria? Eu não as juntava. Das últimas vezes que tal aconteceu a Maria saiu sempre destroçada. Nesta situação acho que ela não iria aguentar :-/
    Mas bem espero o próximo com todas as respostas às perguntas que vocês deixaram!

    Ana Santos

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  7. Olá meninas:
    Ora bem este capitulo é muito forte... pois a situação da Bea mexe com qualquer pessoa... isto não é facil...
    Agora espero que algo de bom saia desta situação ou pelo menos que as primas se compreendam...
    Eu só penso em ler mais ;)
    beijinhos.

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