sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

051 - "Engraçado... o melhor para mim é estar do teu lado"

Ruben
Se o ano de 2011 terminou mal o de 2012 começou péssimo é que para além do mês de Janeiro ter sido um pesadelo o Fevereiro não foi melhor ou não fosse o “mundo” ter desabado completamente em cima dos nossos ombros, sim dos meus e dos da Mari...
Aquele dia em que recebi o telefonema do João a contar o que se passava em Lisboa continua bem presente na minha memória afinal foi depois disso que a vida familiar da Mari começou a desabar... se durante a conversa com o nosso amigo senti revolta por ficar a saber por ele que poderia ser pai dentro de meses também senti culpa afinal reagi da pior forma quando a Mari perguntou os motivos de não querer ser pai ainda por cima quando já desconfiava que pudesse estar grávida, resolvi deixar de lado as hipóteses para passar às certezas, sabia que a Mari nunca iria revelar tal coisa por telemóvel, afinal o orgulho dela impede que ceda facilmente por isso fui a Lisboa na primeira oportunidade para confrontá-la.
Como já esperava tentou fugir ao tema mas após insistência acabamos por conseguir falar e assim que lhe expliquei o motivo da minha reação o comportamento dela mudou imediatamente, acedeu em fazer o teste... teste esse que não chegou a ser usado uma vez que tivemos a confirmação que não estava grávida por meio “natural” ou não fosse ter aparecido o que estava atrasado...
Mas se pensávamos que o pesadelo já tinha passado enganamo-nos... umas horas bastaram para conhecermos o “inferno”. O momento em que o pai dela entrou de rompante no quarto e nos apanhou em “flagrante delito” foi o mote para uma terrível discussão que só não passou da violência verbal para a física porque impedi o Sr. Manuel de cometer tal atrocidade ao agarra-lhe o braço quando já estava decidido a bater na Mari e o momento que se seguiu magoou todos os presentes mas só depois dos seus pais saíram é que conseguimos entender o porquê da ira dele.
- Desculpem...
- Não tens culpa - falei por saber que a Mariana não estava em condições.
- Tenho... - olhámo-lo - fui eu que os mandei para a sala enquanto vos vinha avisar mas... - a Maria continuou o que o João começou
- Mas quando o tio entrou na sala bateu com os olhos na caixa do teste de gravidez e perguntou imediatamente se era meu como não respondi tirou as suas conclusões... e pronto... entrou aqui de rompante...
A Mariana acabou por pedir para ficar a sós, algo que não cumpri no entanto a Maria e o João saíram, as horas seguintes foram para tentar convencê-la a falar com o pai e esclarecer tudo mas a Mariana recusou-se e afirmou mesmo que o pai não merecia qualquer tipo de perdão. Desde daí cortou relações com o pai e apesar de ter tentado vezes sem conta fazê-la entender que só ela pode remediar a situação, procurando o pai para conversarem, nunca consegui atingir o objectivo.
O mês de Março se por um lado foi bom porque a tive todos os dias do meu lado, uma vez que a Mariana decidiu seguir o conselho do Jorge e sair de Lisboa na esperança que as cenas acalmassem, por outro foi mais do mesmo... estava lesionado e afastado dos relvados, mas nem tudo foi mau, aproveitamos o tempo para namorar.
O Abril chegou e com ele aconteceu aquilo que não queria... vi a Mariana a regressar a Lisboa e de todas as vezes que falávamos, o que acontecia várias vezes no mesmo dia, percebia que tentava disfarçar a tristeza em que se encontrava, talvez por ter consciência que precisava mais de mim do que nunca perdi a conta às viagens que fiz entre Braga e Lisboa durante o mês e de todas as vezes tentava remediar a situação pedindo que falasse com o pai mas nunca obtive resposta positiva e como diz o ditado “se Maomé não vai à montanha... vai a montanha a Maomé” ou seja tentei falar com o Sr. mas recusou-se a receber-me e também não fiquei a rastejar atrás dele... segui o exemplo da filha e ignorei a sua existência a partir daquele dia, jurei para mim mesmo que não iria mais azucrinar a cabeça da Mari com esse assunto.
O Maio foi talvez o mês mais pacifico até à data, pelo menos no que toca a mim e à Mariana, uma vez que com o final do campeonato nacional regressei a Lisboa e por estranho que pareça não fui para o meu apartamento mas sim para o dela, isto porque a Mari recusou-se a deixar a Maria sozinha, o que compreendi até porque se fosse ao contrário sabia que a Maria também nunca abandonaria a prima num momento de dor, sim dor porque apesar de ser casmurra e tentar disfarçar, nós que conhecemos a Maria muito bem sabemos que a ida do João para Valência estava a causar mais danos do que aqueles que deixava transparecer de todas as vezes que tentava saber novidades sobre o tema.
O Junho chegou e no dia da partida da selecção para a Polónia tentei mais uma vez convencer o João a falar com a Maria mas nada que pudesse dizer iria mudar a decisão dele por isso acabei por despedir-me do pessoal e seguir para o apartamento delas.
Acompanhei os jogos e obriguei a Maria a vê-los a todos mesmo sabendo que a estava a magoar mas ela tinha de acordar para a vida antes que fosse tarde demais... ainda tive esperanças que esse dia chegasse quando fui informado pela Mari que os “super agentes Mendes” iam à Polónia ver o jogo dos quartos-final mas perdi-as pouco tempo depois...
Mas se para o lado Maria & João as cenas pareciam não ter retorno no que toca a nós estavam cada dia melhores, tanto que e talvez mesmo num acto meio louco depois da Mariana atazaner-me o juízo até à “quinta geração” fiz algo que nunca pensei vir a fazer e criei um facebook... a ideia era ser só para gozar mas e durante a nossa estadia em Faro numa tarde comecei a arranjar a lenha para me “queimar” no momento que partilhei

Lógico que não demorei a ter resposta da Mariana que como seria de esperar começou no gozo, apesar de estarmos diante um do outro nenhum dos dois comentou em voz alta a foto, simplesmente gargalhei ao ler o seu comentário, estava mesmo a pedi-las mas antes de lhe responder percebi que já tinha despertado as atenções de terceiros quando li o comentário da Maria, aprovei e respondi às primas de uma só vez... A resposta da maior visada não tardou... e quando chegou gargalhei junto com a Mari ao lê-la...
Ainda pensei em responder mas a Mariana impediu-me ou não fosse ter sido uma menina muito bem comportada e apressou-se a “pagar” o que devia... o resto da tarde foi passada em pleno areal ou então no mar e quando regressamos a casa mais um momento de gozou apareceu, estava a navegar pela net e sem saber como encontrei uma imagem que usei de imediato para partilhar onde identifiquei a Mari, lógico que o comentário apareceu uns segundos depois...
Foi impossível não rir até porque segundos depois já tinha a reacção da Mariana mas não respondi... pelo menos não por palavras pois...


Tentei não rir mas confesso que não aguentei e deixei escapar algumas gargalhadas perante o apelido que deu ao pai, gargalhadas essas acompanhadas pela Mariana e que só terminaram quando e depois de um beijinho aqui... outro ali... acabamos por nos amamos...

Mariana
É verdade que nos últimos meses andei a chatear a cabeça ao Ruben para criar um facebook mais que não fosse para “trocarmos” mimos mas sinceramente nunca pensei que o fosse fazer, no entanto durante as nossas merecidas férias a dois e sem saber bem o porquê resolveu aceitar a minha ideia e criou um, lógico que começamos imediatamente a gozar com assuntos sérios como por exemplo um pedido de casamento, sim não passou de uma brincadeira mas a verdade é que acabou por ir parar a uma dessas revistas que só querem saber da vida dos outros. Não demos grande importância mas ainda assim resolvemos ligar para a família e esclarecer que não passava de uma brincadeira que por algum motivo virou a fofoca do momento.
- Então? - o Ruben perguntou assim que terminei a chamada.
- Ainda não foi desta que o Velho do Restelo teve um ataque cardíaco! - retroqui sem vontade nenhuma em continuar com o assunto.
- Mariana... - olhei-o com cara de frete ou não fosse saber o que vinha dali - já está mais do que na hora de fazeres as pazes com ele... o teu pai lá na maneira dele ama-te e só quer o melhor para ti.
- Engraçado... o melhor para mim é estar do teu lado e tanto quanto sei o Velho do Restelo não aprova...
- Não digas isso... amor o teu pai vivia na ilusão de ver-te casar virgem - gargalhei uma vez que o Ruben além de falar em completo gozo ainda conseguiu fazer cara de anjo - e pronto... tu destruíste essa ideia... pior ainda apanhou-nos aos dois momentos depois de pensar que iria ser avô...
- Mais uma razão para não ter entrado daquela forma... além disso não lhe devo satisfações se estivesse mesmo grávida já não poderia fazer nada logo não entendo a reacção dele... mas também não quero perder mais tempo com isso até porque o Velho do Restelo fez questão de resmungar de forma que ouvisse enquanto falava com a minha mãe ao telemóvel que não quer saber se vou casar...
- Não consigo mesmo fazer-te mudar de opinião, pois não??
- Népia! E agora deixa-me aproveitar que o menino já tem face... para actualizar o meu “estado civil” e assim esclarecer as tuas fãs de uma vez... afinal é sempre bom que tenham consciência que já não és livre...
O Ruben não respondeu simplesmente sorriu e também ele colocou no face que está numa relação comigo, desta forma confirmamos que é verdade o facto de namorarmos mas que a ideia do casamento não passava de uma brincadeira, no entanto continuou a ser falado, tanto que quando regressamos a Lisboa e num encontro “imediato” com o Mendes mais velho a coisa não correu lá muito bem...
Os dias que tivemos em Faro serviram para “esquecer” o drama da Maria & João mas que foi relembrado assim que regressamos a Lisboa... a eliminação de Portugal do Euro trouxe de volta o João e por sinal com uma azia tremenda... pior ficou quando perceber que a Maria tinha ficado para assistir à final e uns dias depois o informei dos planos dela em ir de férias com o Sérgio...
Se aqueles dias lhe fizeram bem, regressou mais animada, ao João provocaram o efeito contrário que apesar dele negar tanto eu como o Ruben quando falávamos com ele por telemóvel percebíamos bem que não passava de uma tentativa falhada...
Os meses de Julho e Agosto passaram que nem uma “bala perdida”, a sensação que tenho é que adormeci num dia e acordei mais de sessenta dias depois... talvez por ter um “menino” nos braços ou como o Ruben diz... “uma pedra no sapato”, sim que no regresso do Ruben a Braga para o início da pré-época ultrapassamos todos os limites razoáveis e sem razão aparente para o fazer aprontamos e das grandes... tanto que...
- Tens a certeza???
- Sim... porquê??
- Ainda vamos a tempo...
- Ruben por acaso estás a sugerir que... - não consegui terminar de falar porque o Ruben calou-me da única forma que sabe que resulta e que consegue destruir as minhas dúvidas parvas que por norma aparecem depois de dias de ausência, uma vez que ele já está em Braga e eu... eu decidi continuar em Lisboa para acompanhar a Maria de perto...
***
As semanas passaram e hoje acordei super, hiper bem disposta, estado que contradizia com o da minha prima, talvez por estar a ser obrigada por mim a viajar até Braga para assistirmos ao jogo Portugal - Azerbeijão.
Lógico que o motivo da Maria não querer ir se chama João Pereira e não o cansaço do qual se tem queixado nos últimos dias mas ignorei tal “capricho” até porque a loucura que iria cometer só faria sentido se estivesse presente...
Chegamos a Braga na manhã do dia do jogo por incrível que pareça é a primeira vez que a Maria “visita” o Ruben... sim porque das poucas vezes que esteve em Braga foi sempre a trabalho por isso resolvi levá-la a passear pela cidade, algo que nos ocupou as horas até ao jogo.
Fomos directas ao estádio e assim que nos acomodamos nos nossos lugares a Maria queixou-se que estava indisposta...
- Isso é nervos... ou ansiedade para veres um certo João Pereira, conheces??? - fui irónica e quando esperava uma resposta mais azeda simplesmente fiquei sozinha, a Maria bazou e só regressou já o jogo estava a começar.
Este correu bem ganhamos mas principalmente porque o Ruben jogou, confesso que senti um enorme orgulho nele e uma extrema felicidade afinal foi por este momento que ele lutou nos últimos dois anos... primeiro contra a lesão e depois... depois contra outras cenas que nem merecem comentários...
No final da partida ainda tentei convencer a Maria a ficar e ir jantar com o pessoal, com pessoal quero dizer Rui Patrício, eu, o Ruben e lógico o João mas como de parva a Maria não tem nada depressa percebeu a jogada e se meteu a milhas... só não insisti porque para aqueles dois já tinha outros planos...
O resto da noite, ainda que curta pois os rapazes estavam cansado, foi animada e depois de deixarmos o Rui no hotel e de tentarmos convencer o João a vir connosco para o apartamento do Ruben, algo que não aceitou e ainda ameaçou que se o forçássemos que apanhava o primeiro voo para Valência desistimos da ideias, até porque precisávamos dele em Braga na manhã seguinte...
***
- Amor... linda... acorda - apesar de o estar a ouvir estava tão mas mesmo tão bem nos braços do Ruben que custou-me sair de lá - temos que ir...
- Ok... vais buscar o João que trato da Maria...
- Ya... fazemos como o combinado - beijou-me - mas agora quero-te no banho comigo!
- Ui... mas julgas que dás-me ordens???
O Ruben não repsondeu... preferiu usar as artimanhas dele para convencer-me que a melhor e única solução seria acompanha-lo... o banho foi longo e demorado até porque nos entretive-mos um ao outro...

Quando o Ruben saiu de casa já estava praticamente em cima da hora por nós marcada para cometermos a tal loucura e por isso tivemos ambos uma “corrida contra o tempo” para conseguirmos convencer o João e a Maria, respectivamente, a virem connosco até ao local do “crime”, mas antes ainda tive tempo para...

Maria
Ler aquele  bilhete foi das piores coisa que já me podia ter acontecido.
Senti-me usada, suja, mas acima de tudo achincalhada, durante alguns largos minutos, horas mesmo chorei sem perceber o porquê desta reacção dele até que me apercebi da parte em que falava de um telefonema e de um namorado e ai me lembrei que não era normal o telemóvel estar jogado em cima da cama, peguei-o e percebi tudo. Uma chamada do Sérgio esta manhã logo cedo e ATENDIDA! Retornei de imediato a ligação
- Afecto estaba preocupado! Atendes y luego desligaste sin hablar ¿Qué ha pasado?
- Sergio repete por favor o que disseste!
- Repita? ¿Qué está pasando?
- REPETE!
- Ok, dijo algo así como ¿cómo estás mi amor? y el partido de ayer? Ah, y se preguntó si había visto a João
- Tu chamaste-me de “amor”?! E perguntaste pelo jogo e por ele? E não percebeste que não era eu!
- No eras tú? Entonces, ¿quién era? Maria?
- Foi ele... foi o João que te atendeu!
- Tú estabas con él tan temprano? ¿Quiere decir que hizo la paz? ¡Qué bueno! Me voy a volver a verte sonreír porque eres feliz y no porque yo sea un buen payaso!
- Sim estava... não, parece que não fizemos as pazes... e sorrir?! Desculpa, mas nem tu me farias sorrir...
- Entonces, ¿cómo respondió el teléfono? - contei tudo desde o momento em que tinha encontrado o João até ao bilhete, quando digo tudo é mesmo tudo! Estranhamento eu falava com um dos Sex-symbol do futebol mundial e um enorme playboy das mesmas coisas que falava com  a minha prima, talvez porque nunca o vi como homem... não nego que seja bastante atraente, mas gosto de mais da outra besta para conseguir sentir-me atraida por qualquer outro ser na face da terra e desde sempre o deixei bem claro ao Sergio que muito me tem aturado nos ultimos tempos.
- Perdóname! Perdóname ... pero si hubiera soñado que eran al menos tan buena o había llamó! Y ahora, ¿qué vas a hacer?
- Continuar  a respirar... olha não me queres convidar a ir ver a 1ª jornada de La Liga?
- No, no invitar! Yo obligarte a venir!
-  Combinado! Ahh e preciso de sitio para dormir!
- Mi casa es tu casa!
Acabamos por nos despedir e eu depois de ganhar forças tratei de regressar a Lisboa.
Assim que entrei em casa
- Conta tudo!
- Tudo o quê?
- Não te faças parva que eu sei o que aconteceu... o pessoal ligou logo ao Ruben a visar que vos tinham deixado sozinhos! Estão bem não estão? - ouvi-la fez-me voltar a  entregar-me às lagrimas e novamente contei tudo só que desta vez inclui mais um pequeno detalhe
- … e por isso se ele quer achar que  eu sou namorada do Sergio é mesmo isso que ele vai ver... já estou pronta para ir para Madrid este fim de semana ver o primeiro jogo do Real para a liga espanhola que vê lá tu, coicidencia das coincidencias é com o Valencia!
- Mariaaa tu pensa bem!
- Tá pensado, vou fico em casa do Sergio, e depois vou com ele até ao estádio e volto para casa e claro que nas garagens já se sabe que o pessoal se cruza sempre
- Se é isso que queres força! Tou contigo! Precisas de ajuda? - gargalhei
- Não obrigada!
Tal como planeado tratei de tudo e fui até Madrid onde me instalei em casa do Sérgio e decidi informar o mundo de onde andava bem como uma pequena mudança de estado civil...

 Depois disto desliguei-me das redes-sociais e acompanhei todo o jogo do camarote, ao longe, no camarote reservado para os adversários pude ver a “minha querida sogrinha” por quem fiz questão de passar e claro está acenar cumprimentando-a sem nunca me afastar da Sara que pela milésima vez desde que tinha contado a “los trés” a ideia de dar a entender que namorava o Sergio e ele tinha aceite me repetia que me ia arrepender.
O fim do jogo chegou com um empate a uma bola, desci para as garagens e de propósito não tinha dado mais certo quando ouvi a voz do Ricardo e do João a refilarem com o Cris eu estava a tirar a foto de coloquei de seguida no face
O João passou e seguiu caminho, senti o meu coração parar e as forças a desaparecerem e sei que se o Sergio não me tivesse suportado abraçando-me por trás eu teria realmente acabado estatelada no meio do chão. Depois de todos os portugueses evaporarem entrei no carro com o Sergio sob o olhar atente de alguns pares de olhos oriundos do Autocarro do Valência
- María yo nunca te dejaré caer! Ahora bien, si realmente lo quieres, sonreí porque tiene Velncia viéndote!
Os fins de semana em Madrid começaram a ser frequentes e os boatos começaram a surgir.
Passou-se um mês e ultimamente não sei porquê, ou até sei tanta viagem, andava muito cansada. Mas nem isso  fez com que a Mariana me perdoasse e me deixasse ficar pela capital e lá rumei com ela até Braga onde a selecção iria jogar e desta vez contava também com o Ruben.
Estavamos em pleno Bom Jesus quando tentei pela milésima vez saber porque razão era tão importante a minha presença ali
- Oh Mariana agora fora de brincadeiras eu já estou aqui, já me podes dizer porque tive de vir!
- Não!
- Mariana eu ando estoirada...
- Fosses menos a Madrid
- A sério... além de andar cansada sabes perfeitamente que o jogo vai ser uma tortura! Tem lá pena de mim!
- Tortura? Sei!
- Não vais mesmo dizer pois não?
- Se sabes porque continuas a gastar o teu latim?
- Chata!
- Também te adoro!
Depois de mais uma tentativa falhada seguimos caminho até ao Axa onde felizmente não dei de caras com o João, já que só que pensar em tal quase desmaiava. Alias nunca na vida a ansiedade me tinha deixado neste estado, é que já não bastava o cansaço agora ainda esta necessidade quase permanente de ir ao wc e este enjoo.
Assim que nos sentamos nos nossos lugares, na mesma altura que os titulares subiram ao relvado para o aquecimento senti um ligeira tontura e uma enorme náusea
- Mariana eu vou ali apanhar um pouco de ar fresco  - ela olhou-me
- Apanhar ar? estamos ao ar livre!
- Eu não me estou a sentir nada bem! Vou ali e já volto - preparava-me para me levantar quando ela toca no assunto
- Isso é nervos... ou ansiedade para veres um certo João Pereira, conheces??? - a  ironia dela normalmente teria resposta no mesmo tom, mas volta no meu estômago era tal que apenas consegui sair daquele sitio a correr até ao wc mais próximo onde acabei por deixar todo o jantar, para de seguida passar um pouco de agua pela cara e voltar até perto da minha prima como se tudo estivesse bem.
Mas não estava, nada estava bem e aqueles lugares junto da linha lateral com visão previligiada para o campo estavam a aumentar em mim o desespero e as saudades e só conseguia pensar em como a expressão “tão perto e tão longe” fazia agora como nunca tanto sentido.
Foram 90 minutos de desespero até finalmente e depois de recusar terminantemente acompanhar o “pessoal” a jantar  poder seguir para casa.
Assim que lá cheguei aterrei na cama e apenas voltei a acordar na manhã seguinte com a Mariana a levantar-me muito apressada a precisar que fosse com ela não sei onde fazer nem sei o quê, mas lá acabei por me despachar e segui-la.

Para onde levará a Mariana a prima? E o Ruben fui buscar o João para quê? Terá o casal Mari e Ruben a tramar alguma para juntar o João e a Maria?

Não percam os próximos capítulos que nós também não :P Ah mas preparem-se para muitas emoções...

13 comentários:

  1. Awn, mas o Ruben & a Mariana estão mesmo muito fofinhos, e espero que eles consigam fazer o outro casalsinho acordar para realidade, porque assim não tem graça u.u :c
    Curiosa para saber que emoções são essas, por isso, continuem sim? ^.^
    Beijinhos :*

    GabiS

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  2. Olá :D
    Adorei!
    Estou muito curiosa para ler o próximo ;)
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  3. Olhem, isto não se faz! Não se acaba assim um capítulo e para nos compensarem por isso, toca a meter o próximo logo, logo!
    O que é que eu posso dizer? Eu adorei, não é! Isso é uma coisa muito óbvia para se dizer de um capítulo escrito por vocês duas.
    Agora espero o próximo com muita ansiedade e curiosidade.
    Beijinhos

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  4. fantastico...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

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  5. Olá :)
    P-E-R-F-E-I-T-O
    E muito curiosa por saber o que vão fazer o Rúben e a Mariana :)
    Espero que eles consigam finalmente juntar o João e a Maria outra vez ?
    Mas e estes sintomas da Maria são mesmo o quê??

    Quero os próximos
    Beijinhos

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  6. Venha o proximo meninas, que isto é lá forma de terminar? beijinhos

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  7. Olá!

    Ai, meu deus!!! Nestes últimos capítulos, houveram reviravoltas que me deixaram muito descontentes, sinceramente não queria nada que o João e a Maria se separassem, mas já sabia que isso iria acontecer e tenho a sensação que para voltarem a ficar juntos só mesmo por um motivo de força maior. Se bem que por este último capítulo, deu-me assim uma sensação que este "estado" em que está a Maria quer me parecer que haverá por aí talvez um baby a chegar xD Até poderia ser que estes dois teimosos resolvessem as coisas e ficassem juntos como sempre o deveriam estar.

    Eu já estou vacinada contra todos os tipos de emoções fortes que estes vossos capítulos tragam xD Se bem que as coisas que acontecem são sempre inesperadas, logo a ansiedade por cada novo capítulo é muita nunca sei o que virá a seguir e isso deixa-me presa a estes capítulos. Por isso estou pronta para tudo, venha o que vier!

    Agora quero rápido o próximo, sff. O que andaram estes dois "anjinhos" a tramar? xD Eis a questão!!! Ai, que tou mortinha para saber, só espero é que dê certo.

    Beijinhos
    Beatriz

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  8. Olaa,

    gostei muito, mas agora estou roidinha de curiosidade para saber o que a Mariana e o Ruben andam a preparar para a Maria e o João :D

    Queremos mais

    Inês Costa

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  9. Olhem a sério adoro, nem sei o k dizer, a Mariana e o Rúben até metem inveja é mesmo giro ver que a distancia não impediu nada.

    Já a Maria é outra conversa, não queria que o Joni fosse para Valencia, mas para ir a Madrir ver o outro já vai toda contente ... xatiada com ela LOL

    Adorei o capitulo

    Abreijos
    PatriciaQ

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  10. Nunca pensei que a Maria fosse vingativa ao ponto de dar a entender que tem uma relação com o Sérgio Ramos, afinal tudo não passou de um mal entendido, a mania que as M&Ms teem de agir com impulsividade em vez de falarem, mas enfim, melhores dias virão, assim espero.
    A Maria anda com ansiedade e nervosismo a mais ou será que é mais qualquer coisa?
    E o Ruben e Mariana andam a tramar alguma, ai andam andam.
    Tens razão a vantagem de ter tantos capitulos em atraso é que não tenho que esperar pelo próximo para saber o que vai acontecer, porque vou já ler o 52.
    Fantástico,adorei

    Beijos

    Fernanda

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