quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

113 - "A única coisa que é tua por direito é um internamento no Júlio de Matos!"

BOM ANO!!!

Ruben
Passei a manhã toda a tentar ligar à Mariana, só parei mesmo durante o tempo que tive no treino ainda assim nunca atendeu, motivo suficiente para ter entendido que não quer falar, acabei por desistir e dar-lhe tempo para assimilar o que se passou ontem.
Estava em casa quando ouvi a campainha e para meu espanto a visita era a Mari e após alguns minutos não aguentei e tive que esclarecer uma dúvida
- Porquê que não atendeste nenhuma das minhas chamadas e nem respondeste às mensagens?
- Porque… olha porque tive um dia complicado no trabalho… mas aqui estou eu para visitar o Filipe
- Não acredito… mas tudo bem…
- Acredita naquilo que quiseres!
O seu tom de voz só confirmou o que já sabia, a Mariana não veio só ver o Filipe e por isso voltei à carga.
- Chega para lá! - ordenou
- Porquê? - não a deixei responder - Ah já sei porque depois não resistes e a culpa é minha porque te obrigo - provoquei
- Mas queres apanhar?!
- Se a tareia for tão boa como a de ontem - a Mariana olhou-me com vontade de bater - sim quero apanhar e muito!
- Vou embora! - levantou-se do sofá mas conforme o fez também a puxei para mim, o que fez com que caísse sobre o meu corpo - Ruben…
Não a deixei continuar a falar pois uni as nossas bocas mesmo correndo o risco de levar um estalo mas confesso que foi um risco calculado pois já esperava que fosse retribuir, algo que aconteceu mesmo e os minutos seguintes foram mais do mesmo, connosco a beijarmo-nos. Não resisti e acabei por “animar-me”, as minhas mãos foram até ao interior da sua camisola mas assim que o fiz a Mariana deu sinais de que estava a abusar e por isso retraí-me, ficamos simplesmente deitados e abraçados.
A Mariana tinha a sua cabeça no meu peito, algo que aproveitei para lhe fazer um cafuné, ao qual se seguiu nova troca de beijos mas sem “abusos” da minha parte, afinal não queria pressioná-la e muito menos deixá-la desconfortável, ainda assim acabei por lhe perguntar algo em que andava a remoer desde manhã.
- Porquê que ontem - assim que mencionei “ontem” a Mariana olhou-me - obrigaste-me a usar… - não precisei de terminar para ter a resposta
- Já há muito que deixei de ser irresponsável - atirou - além disso só me protegi!
- Não estás a tomas a pílula?
- Estou! Mas a pílula é só um contracetivo!
- Estás a insinuar que posso… - voltei a não terminar porque a Mariana interrompeu
- Não estou a insinuar nada! Mas desde que tiveste sexo com outra sem te protegeres…
- Oh Mariana não tenho doença nenhuma…
- Já alguma vez fizeste análises específicas?
- Não…
- Então não afirmes o que não sabes!
- Queres que faça as análises? - olhou-me - Tudo bem… eu faço! - voltou a deitar a cabeça no meu peito
- Faz o que quiseres!
Não respondi mas uns minutos depois outra dúvida surgiu
- Mariana agora andas com preservativos? - sem que esperasse a Mariana levantou-se - Onde vais?
- Embora!
- Hey porquê?
- Porquê? Ainda perguntas? Acabaste de insinuar que voltei à vida que tinha no passado - olhei-a estupefacto, ainda mais quando vi as lágrimas a molharem o rosto - pois mas fica a saber que só tinha a merda do preservativo dentro da mala porque desde o momento que passamos tanto tempo juntos que sei que o que se passou ontem era inevitável - sorri ao ouvi-la - mas também te garanto que foi uma vez sem exemplo!
- Não digas isso - olhou-me - sabes perfeitamente que não é verdade!
- Ruben… - desta foi a minha vez de a interromper
- Pode não ser hoje nem amanhã, até pode levar dias, semanas ou meses mas haverá o dia que acontecerá de novo porque nós amamo-nos e o que aconteceu ontem é inevitável por muito que fujas…
- Metes nojo sabes?
- Meto?! - aproximei-me dela, rodeando a sua cintura com os meus braços - Não é isso que vejo e sinto de todas as vezes que estamos assim pertinho um do outro…
A Mariana suspirou mas não teve coragem para refutar a afirmação que tinha feito e talvez por isso puxei-a de novo até ao sofá, onde acabamos novamente deitados lado a lado.
Os minutos passaram e só nos afastamos quando o Filipe acordou, fui preparar-lhe o biberão e quando ia a chegar ao quarto ouvi
- Ai Filipe, Filipe na alhada que estou a meter-me… - sorri ao ouvi-la e não resisti em espreitar para o interior do quarto, o meu amor estava com o menino ao colo e sentada no cadeirão que tenho no seu quarto - será que algum dia conseguirei perdoar os erros do teu papá e viver com os meus? Ai filho… filho que a tua mamã está tão confusa…
Ouvi-la a falar para o Filipe e a referir-se ao menino como filho mas principalmente ouvi-la novamente a admitir que já se sente a mamã do nosso pequenino deixou-me radiante, ainda assim tentei disfarçar o sorriso de modo que não percebesse que ouvi a conversa e entrei no quarto
- Finalmente! Tanto tempo para preparar o biberão! - refilou mas não teve resposta da minha parte, talvez por isso tenha mudado de assunto - Como é que correu o dia? - perguntou quando já estava a dar o biberão ao meu filho
- Mais ou menos!
- Então?
- Oh… foi estranho ter que deixá-lo com a Olga durante as horas que tive a treinar…
- Mas não confias na senhora?
- Confio… pelo menos tem boas referências mas custa deixá-lo, ainda agora veio para casa e já o estou a abandonar…
- Deixa de ser exagerado! Não o estás a abandonar, vais trabalhar como qualquer pai!
- Pois…
- O que foi?
- Ohhh tenho que arranjar solução para os dias dos jogos e para as alturas que estou de estágio, a Olga só trabalha durante a semana e só faz os dias...
- Sempre que precisares é só dizeres...
Sorri ao ouvi-la mas não respondi e no fim de trocar a fralda ao Filipe perguntei se queria pegar, algo que fez sem hesitar. Estava com um sorriso lindo e não resisti em tirar uma foto, que a Mari reclamou mas de pouco adiantou. O meu amor adormeceu o Filipe e depois saímos do seu quarto, já estávamos novamente na sala quando os nossos telemóveis deram sinal de mensagem recebida.
- Uiiii a Maria a convocar-nos para um jantar...
- Só espero que não seja aquilo que acho... - a Mariana desviou o olhar
- Estás a falar de quê?
- Não viste as últimas fotos que partilhou? Depois de chegar de Valência?
- Vi... e mesmo que não tivesse visto o João fez questão de avisar-me da existência delas mas o que isso tem a ver com o jantar?
- Queres que te faça um desenho?
- Nah... achas que a Maria e o Rui...
- Não sei - respirou pesadamente - nestes últimos meses tenho sido uma péssima prima, irmã e amiga...
- Hey - aproximei-ma da Mariana e levei os dedos ao seu rosto de forma a limpar-lhe as lágrimas que caíram sem aviso prévio - não fiques assim... a Maria de certeza que compreende
- Será? Ruben abandonei a minha prima... - interrompi-a
- Estás enganada! Não abandonaste a Maria - vi-la olhar para mim - e a tua prima sabe disso porque no passado também teve que escolher entre o filho e a prima... a Maria também teve que fazer a mesma escolha que fizeste, meteste o teu filho em primeiro tal como ela meteu o nosso afilhado, também tu nessa altura precisavas dela mais do que tudo e tiveste que procurar noutra pessoa o apoio que sempre te deu, é isso que o Rui é para a Maria, o apoio que momentaneamente não lhe consegues dar, não acredito que passe disso mas mesmo que passe podes ter a certeza que a apoiarei, independentemente do João ser como um irmão para mim, a Maria é minha amiga e prima - o meu amor desviou o olhar mas não negou o que deixou-me esperançoso - e merece ser feliz!

Sofia
Assisti à distância ao espetáculo que os jornalistas montaram à saída do hospital e ver a ladra de namorados a ser enxovalhada foi único mas a determinado momento vê-los tão próximos fez com que percebesse que vou ter algum trabalho para os separar...
Vi o Ruben desaparecer e ainda pensei segui-lo mas preferi não o fazer... para conseguir desfazer-me da queridinha dele o melhor é não revelar o meu regresso... ainda assim decidi manter-me atenta e por isso tenho vigiado o Ruben...

Mariana
Não sei o que pensar e muito menos fazer, só sei que se continuar a este ritmo enlouqueço em três tempos, a verdade é que já não consigo estar longe do Ruben e muito menos do Filipe, algo que o Ruben já percebeu e não tem qualquer acanhamento em usar esse trunfo a seu favor, tenho noção que sou cada vez mais uma marioneta nas suas mãos, basta que se aproxime para que ceda e me entregue a ele...
***
Depois da curta conversa que tive com o Ruben sobre a aproximação da minha prima ao Rui, acabamos por sair com destino ao apartamento da Maria. Fui no meu carro para desagrado do Ruben que ainda tentou convencer-me a irmos juntos, a ideia dele era mais do óbvia, queria que fosse com ele para depois ter que regressar e assim teria a sua oportunidade de tentar a sua sorte, mas não lhe dei essa abébia e levei o meu carro.
Durante o jantar tive que levar com o Ruben do meu lado e não sei porquê hoje o seu perfume estava a dar cabo de mim, isso e a forma como sorria...
No final do jantar enquanto fiquei a ajudar a minha prima, os rapazes foram até à sala e quando nos juntamos a eles, encontramo-los no vício, o que fez a Maria sorrir.
Mantivemo-nos à conversa até ao momento que o Filipe acordou e que fui de imediato ter com o menino
- Não largas mesmo o puto!!! Será por ser filho de quem é?
- Vai pastar cabras! - resmunguei quando já tinha o menino no colo
- Hey! - olhei para o Ruben - olha a linguagem!
- Cala-te! O único que não tem mural para falar és tu! Ainda agora disseste um palavrão daqueles bem cabeludos!
O Ruben não respondeu e os minutos seguintes foram para cuidar do Filipe e quando já o adormecia o momento “surpresa” chegou quando o Guilherme resolveu fazer uma pequena birra porque queria que o Rui fosse adormece-lo, o que fez com que ficasse a sós com o Ruben, uma vez que a Maria foi atrás do filho e do amigo...
***
- O que é que foi? - resmunguei ao vê-lo a olhar-me
- Nada... estou só a olhar para a mulher que amo!
- Chega! - sorriu o que ainda mexeu mais comigo
- Não vou desistir! - bufei e teria ripostado mas a Maria entrou na sala, desafiando-nos para ver um filme, algo que o Ruben aproveitou para voltar a provocar pois sempre que colocava a mão dentro da taça das pipocas ele também o fazia mas com um único objetivo, ou seja agarrar a minha mão.
As horas passaram na companhia da Maria, do Rui e do Ruben e a cada pequena provocação dele a vontade só aumentava, algo que piorou drasticamente quando percebi que teria de partilhar o elevador com ele, uma vez que assim que avisei que ia embora o Ruben também se despediu. Entramos no elevador e assim que as portas se fecharam

Ruben
Conheço a Mariana por isso não foi difícil adivinhar que quer tanto como eu, por isso mesmo não perdi a oportunidade e quando a porta do elevador fechou beijei-a com fulgor, beijo esse que foi totalmente correspondido pela Mariana e só terminamos com a troca de saliva quando a porta se voltou a abrir
- Tem uma boa noite - despedi-me dela com dois beijinhos deixando-a sem reação e entrei no meu carro.
Conduzi calmamente até casa e assim que cheguei deitei o Filipe no berço e fui até à sala. Estava numa de fazer zapping quando ouvi a campainha, fui ver quem era e mal abri a porta a Mariana atirou-se para os meus braços, beijando-me fugazmente

e foi por entre beijos que chegamos ao quarto, onde acabamos deitados
não perdemos muito tempo com os “mimos” iniciais, até porque nenhum dos dois estava disposto a isso, tanto que a Mari depressa começou a livrar-se das nossas roupas

e assim que já nada nos impedia, amamo-nos de uma forma mais “louca” ainda assim muito prazerosa…
Estávamos dispostos a prolongar ao máximo aquela entrega mas esta teve que ser interrompida quando o Filipe acordou a chorar.

Mariana
Se o atrevimento do Ruben ao beijar-me no elevador já me tinha deixado desconcertada quando se despediu de mim daquela forma só agravou mais a vontade de ter uma boa noite de sexo, tentei repelir tais pensamentos mas confesso que a cada minuto que passava a vontade só aumentava.
Juro que aguentei ao máximo mas esse máximo não foi tempo suficiente para que chegasse a casa, pois a dado momento inverti a marcha e rumei a casa do Ruben, precisava de uma noite de sexo por sexo, por isso mesmo assim que abriu a porta não lhe dei tempo para perguntar ao que vinha, pois demonstrei imediatamente ao beijá-lo mas principalmente ao “conduzi-lo” até ao seu quarto, onde rapidamente tive aquilo que tanto precisava sexo!
Ainda não estava minimamente satisfeita quando o Filipe acordou mas não tive outra solução que deixar o Ruben ir até ao seu quarto, vestindo unicamente os boxers o que fez com que suspirasse, algo que provocou a gargalhada ao Ruben seguida por mais um beijo
Fiquei no quarto à sua espera mas acabei a rir sozinha quando o ouvi pelo intercomunicador
- Oh filho… que sentido de oportunidade!
Ainda fiquei na cama uns minutos mas ao perceber que o Filipe continuava rabugento e o Ruben sem o conseguir calar fui ver o que se passava
- Dá cá o menino que está visto que não o vais conseguir calar! - falei mal entrei no quarto do menino
- Nem penses! - olhei o Ruben - Isso não são preparos para pegares no Filipe ao colo! - gargalhei
- Deixa de ser picuinhas… o Filipe ainda não distingue o que vê… logo ver-me nua ou com roupa é igual - conforme falei peguei no menino e assim que o fiz o Filipe levou a mão ao meu peito
- É… é… tão igual que o puto está… - voltei a rir
- Estás com ciúmes do teu filho? - atirei ao passar ao seu lado e algo que aproveitou para agarrar-me pela cintura
- Não são ciúmes… - sussurrou ao ouvido aproveitando para dar pequenos beijos e mordidelas - só acho que não há necessidade de... - olhou-me de cima a baixo - estares a provocar-me enquanto tens o menino nos braços!
- Cala-te! - sorriu - que quero adormecer o Filipe!
O Ruben não abriu mais a boca e aproveitou enquanto embalava o menino para continuar a provocar-me com beijos distribuídos pelo meu pescoço, ombros, rosto e lábios…
- Pára… - pedi sem vontade que parasse mas se não o fizesse dificilmente conseguiria adormecer o menino
- Tens a certeza que queres que páre? - olhei-o de esguelha e vi-o a sorrir de traçado
- Epa desaparece! Ou ficas sozinho com ele que vou embora!
Não estava a brincar e talvez pelo meu tom de voz o Ruben tenha percebido que o melhor era mesmo deixar-me sozinha com o Filipe e por isso acabou por sair, o que permitiu que concentrasse-me na tarefa de adormecer o Filipe algo que demorou mais do que previa ainda assim consegui e quando regressei ao quarto do Ruben não o encontrei na cama mas ouvi a água a correr, sinal que devia estar no duche.

Ruben
Acordei sem a Mariana do meu lado mas percebi o motivo quando ouvi o meu amor a falar para o Filipe, vi as horas e entendi que o menino deve ter acordado com fome, fiquei na cama à sua espera e assim que regressou encontrando-me acordado voltou a procurar-me

Não demorei muito a reagir e mudei de posição, deitando-a na cama para dedicar os minutos seguintes a beijar cada parte do seu corpo, a Mariana gemia baixinho, o que só estava a deixar-me louco de desejo, tanto que não demorei muito em unir novamente os nossos corpos
e só os voltei a separar quando estávamos os dois satisfeitos, ainda assim as carícias não diminuíram, continuamos a trocar mimos até ao momento que a Mari adormeceu nos meus braços.
***
Acordar com a Mariana na minha cama e ainda por cima ser de imediato brindado com o sorriso lindo do meu amor deixou-me sereno, a forma como a Mariana olhava fez-me sorrir e tentar a sorte ao aproximar o meu rosto do seu na tentativa de lhe dar os bons dias de forma ainda mais carinhosa mas
- Estou com fome!
A Mariana assim que percebeu a minha intenção saiu da cama, suspirei involuntariamente levando o meu amor que já estava perto da porta a parar, voltou-se e brindou-me com um sorriso que correspondi, o que fez com que ficássemos a olhar um para o outro durante alguns segundos e sem que esperasse a Mariana voltou a aproximar-se da cama, onde se sentou e ao inclinar-se sob o meu corpo uniu os nossos lábios num beijo ternurento ainda assim profundo.
- Não queres fazer companhia no pequeno-almoço? - sorri perante o convite
- Quero!
- Então porquê que ficaste na cama quando avisei que ia comer?
- Porque pensei que quisesses ficar sozinha... porque ia beijar-te e fugiste com a desculpa de estares com fome
- Não foi desculpa - falou indignada - estou mesmo com fome!
Assim que falou saiu do quarto, acabei por segui-la e comemos o pequeno-almoço por entre algumas brincadeiras. Depois de comer fui até ao quarto vestir-me e quando entrei na sala o meu amor estava a ver televisão, não resisti e num impulso provocado pelo sentimento que nos une aproximei-me do sofá e ao inclinar-me, beijei-a
beijo esse correspondido, que deu lugar a algumas provocações de ambas as partes o que serviu para animar-me mas
- Vou trabalhar!
- Espera! - fui atrás dela - Nem um beijo de despedida mereço? - pedinchei o que fez com que sorrisse para depois se aproximar de mim
- Satisfeito?!
- Por agora sim…

Mariana
Passei a manhã numa azáfama terrível, tanto que nem tive tempo para fazer a pausa do café. Saí para o almoço e hoje ao contrário do que é hábito fui sozinha, uma vez que não me apeteceu ir ao restaurante que os meus colegas queriam.
Estava a olhar a ementa quando pressenti que alguém estava a olhar-me, elevei a cabeça e se não tivesse sentada acho que tinha caído, afinal tinha diante de mim a Sofia que com a maior naturalidade puxou a cadeira e sentou-se à minha frente.
- O que queres? - não sei como consegui mas a verdade é que falei
- O que achas?
- Sofia, estou sem paciência!
- Tadinha da menina…
- Deixa-me em paz!
- Ai tão stressadinha que ela está - sorriu cinicamente - Mas tem calma porque só vim avisar-te - olhou-me de uma forma que arrepiou-me - voltei para recuperar o que é meu por isso é melhor desapareceres!
- O menino não é troféu…
- Mas achas mesmo que quero saber desse monstro para alguma coisa? - olhei-a abismada - Por mim até podes ficar com ele todo para ti, até é um favor que me fazes! Quero o Ruben e vou fazer por isso!
- Monstro? Como é que consegues ser tão desumana?
- Não vim falar de humanidade ou desumanidade - o olhar dela espelhava loucura - Só vim recuperar o que é meu por direito!
- A única coisa que é tua por direito é um internamento no Júlio de Matos! - gargalhou de forma doentia
- Estás com umas piadas muito boas - voltou a sorrir - mas ficas avisada se volto a ver-te com o Ruben... - interrompi-a
- Estás a ameaçar-me?
- Não estou só a avisar-te que não olharei a meios para atingir o meu objectivo!
- Que é?
- O Ruben é meu e só meu! Afasta-te!
- O Ruben não é de nenhuma das duas, ele é livre para escolher quem quiser... - interrompeu-me
- Lá livre é mas no final a escolha será só uma... EU - falou confiante
- Sofia o Ruben nunca na vida voltará para ti!
- É o que veremos... não queiras medir forças comigo porque tenho um trunfo que nunca terás - sorriu vitoriosamente - tenho o monstro que posso sempre usar a meu belo prazer
- Nem penses, no Filipe não tocas!
- Hum... parece que o monstro tem que o defenda - gargalhou - já percebi que gostas imenso dele por isso afasta-te ou já sabes quem sofrerá...
- Quê? Sofia como é que és capaz?
- Fui eu que fiquei desformada para o ter por isso posso fazer tudo o que quiser... Só te aviso uma vez afasta-te do Ruben ou quem sofrerá é o monstro, estamos entendidas?
Não estava a acreditar no que ouvia, a Sofia estava a ameaçar o próprio filho, o meu menino, fiquei tão chocada que acabei por lhe dizer o que queria ouvir e assim que o fiz saiu, deixando-me em completo estado de nervos...
E agora o que fará a Mariana? Desistirá do amor entre homem e mulher em prol do amor entre mãe e filho?

8 comentários:

  1. Poça! Sempre que eles estão bem aparece sempre alguma coisa para os afastar!
    Não concordo com isto da Mari ceder aos caprichos da Sofia. Acho que ela devia enfrentá-la e proteger o Filipe ao mesmo tempo.
    Quero o Rúben e a Mari juntos novamente!
    Beijinhos!

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  2. Bom ano para as duas!:)
    A-M-E-I!
    O Rúben e a Mariana estão tão fofinhos!Adoro as respostas que a Mariana dá ao Rúben,mas depois acabam no bem bom loool gosto mesmo muito de os ver assim :P
    E com o Filipe ali entre eles ficam mesmo perfeitos (apesar de ás vezes o menino os "interromper"xD)
    Agora esta Sofia não bate bem!É que mete nojo,e só espero que a Mariana não desista da relação que tem com o Rúben e com o Filipe porque se há coisa que não existe é amor entre a Sofia e o menino.
    Quero o próximo rapidamente que estou tão mas tão curiosa para ver como vão correr estes próximos tempos!
    beijinhos
    Rita

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  3. Ora muito bem... não estava nada à espera deste grande momento do casalinho... gostei e muito ;)
    Agora esta Sofia dá-me nos nervos... que louca estupida... espero mesmo que a Mari não ceda às ameaças.
    Adoro ;)
    Beijinhos

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  4. Bom ano para as duas!!
    Peço desculpa por nao ter comentado o 112, mas estava desatualizada!

    Quanto ao 112: à ganda Maria! É isso é isso! Eu ja disse que sou anti-Joao (a única anti-Joao mas pronto!). Isto ainda vai dar muitas voltas mas nao me estou a ver a gostar do rapazito. Par de cornos nao tem perdao, mas adiante!

    Cap 113: elá que caliente! Ui aqueles gifs podem dar-me jeit (aviso que vou roubar!!) Aqueles dois fazem mais que faísca! E esta doente? eu ja sabia que ela voltaria. Os comboios nunca passam por cima de pessoas como ela -.- E eu tenho a sensação que a Mariana vai ceder à chantagem. Afinal é o menino dela! Mas nao penso que seja soluçao... O Ruben nao vai voltar para ela de forma alguma e se milagrosamente voltar (com milagrosamente é mais com um milagre à la Sofia!) o Filipe fica mesmo em perigo. Acho que nem no Julio de Matos a aceitavam...

    Vá, adorei estes dois caps meninas! (entre o Rui e a Maria va calentar??? Eu sou assim...quero sangue xD ou momentos calientes... hum... ahahahah)

    Besito y feliz año nuevo
    Ana Santos

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  5. Olá

    Gosteiii muito e agora só espero que a Mari não ceda ás ameaças das doida da Sofia :) Ela tem é de ficar junto ao Rúben e ao pequeno Filipe :)


    Quero o próximo :))


    Beijinhos


    Catarina

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  6. Fantástico...

    Quero mais... Tou super curiosa para ver o próximo capítulo...

    Continua...

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  7. Isto sim é uma boa maneira de começar o ano, com um capitulo novinho em folha, mas porque é que sempre que temos uma coisa boa a seguir tem que vir logo uma má?
    Vou começar pelo fim, é a parte má, e quero ver-me livre desta Sofia. Ela é que é um monstro, credo chamar monstro ao filho (filho não, que para ser filho ela tinha que ser mãe, e se há coisa que ela não é é mãe, essa é a Mari) ameaçar a Mari com o Filipe, isto sim é loucura e grave, acho que nem o Julio de Matos lhe vale. A Mari com medo que aconteça algo ao Filipe é bem capaz de cair na chatagem da louca, opah! tu "mata-me" esta mulher, ela que se evapore e que vá para o raio que a parta, com as suas loucuras, onde é que já se viu achar que o Ruben lhe pertence, como diz a musica do João Pedro Pais "ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém", e amor é sentimento que ela não tem por ele. Já chega de falar desta maluca.
    Agora a parte boa, tu bem me avisaste que o capitulo tinha bolinha vermelha, mas valeu a pena, adorei, estes casmurros quando querem sabem ser uns fofos um para o outro. Adorei o desabafo da Mari com o pequeno Filipe, finalmente falou como mãe do pequenino e o Ruben a ouvir e a delirar, é terrível, a D.Anabela não o ensinou que é feio ouvir atrás das portas? mas desta vez até foi por uma boa causa.
    Acho piada a Mari continuar a dizer que é sexo por sexo, quando é muito mais do que isso, e ela sabe-o tão bem...
    Em relação ao convite da prima para jantar, nem comento porque vocês já sabem a minha opinião a esse respeito, agora uma coisa é certa, o Ruben é tramado, provocou a Mari durante todo o jantar, como ele a conhece tão bem, claro que ela não resistiu e acabou por lhe cair nos braços novamente. Adorei, só posso dizer que fico à espera do próximo, continuem, a história tá ao rubro.

    Beijocas

    Fernanda

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  8. Adoro a tua fic, é fantástica, este capitulo está fantástico, espero que escrevas um novo rapido porque tou cheia de curiosidade.

    Continua...

    Beijos

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