Mariana
Depois de ter
atingido o meu objetivo “O Ruben não casar” ocupei a cabeça o máximo que pude
para não pensar nele e nos dias seguintes a minha única preocupação foi matar
saudades da minha família, dado que depois do Natal regressava para a Madrid.
O Natal foi na
casa do tio Jorge onde todos respeitaram a minha vontade e ninguém mencionou o
Ruben, no entanto quando já estava na minha casa foi inevitável trocar algumas
bocas com ele depois da Maria comentar a dizer que o Guigas tem uns padrinhos
muito engraçados.
Os dias passaram
e já estou novamente na minha rotina de trabalhadora aplicada, no entanto
regressei a Lisboa para a passagem de ano, uma vez que o meu tio Jorge meteu na
cabeça que a minha presença na sua festa era imprescindível mas como a mega
festa não era só para a família, sabia que cruzar-me-ia com o Ruben, por isso
convenci o Cris a acompanhar-me, ainda assim como assim, o meu amigo ia mesmo
passar a noite longe da namorada, uma vez que a Irina não está em Madrid.
Cheguei a casa do
meu tio acompanhada pelo Cris, o que aliado aos boatos que já circulam por
Madrid, fez com que ave rara do Ruben olhasse com cara de carneiro mal morto,
mas ignorei e fui cumprimentar a minha família, para depois regressar para
junto do Cris, já que assim reduzia a probabilidade do Ruben se aproximar, tudo
correu pelo melhor até ao momento do jantar, este foi constrangedor porque a
Maria e o João armaram para cima de mim e arranjaram forma do Ruben ficar
sentado na minha frente, evitei olhá-lo e na primeira oportunidade que tive
“fugi”, refugiando-me novamente junto do Cris.
- Podemos falar?
- Diz!
- A sós...
- Esquece! Se queres dizer alguma coisa diz na
frente do Cris, caso contrário dá meia volta e desaparece!
- Só quero
mais uma oportunidade… - gargalhei
- Mas achas que isto é como os discos pedidos? Oh
Ruben poupa-me!
- Desculpa... - bufei - sei que errei mas... -
interrompi
- Percebe uma cena - olhei-o - não
estou interessada em desculpar-te e muito menos a sequer pensar voltar para ti!
- Nós amamo-nos...
- EU ODEIO-TE! - exaltei-me e falei alto demais o que fez as pessoas que estavam à
nossa volta olharem, ainda assim continuei mas agora num tom mais moderado - odeio-te enquanto homem e por favor não me
faças odiar-te também como amigo... percebe de uma vez que quero distancia de
ti, que mais do que querer é o necessitar dessa distância, porque só assim
conseguirei esquecer o que vivi do teu lado como mulher e recuperar o que
vivemos enquanto amigos mas se já nem isso quiseres então simplesmente desaparece!
- Não vou desistir...
Não estava para
ouvir mais a história do coitadinho e por isso saí da sala, fui até ao jardim e
uns minutos bastaram para o meu pai se juntar a mim.
- Diga!!!
- Não terás a ser demasiado dura com o Ruben?
- Só pode estar a gozar!
- Não... o rapaz errou muito mas filha também
erraste no passado, não estou a dizer para voltares para o Ruben mas
perdoa-o...
- Não há nada para perdoar!
- Há e sabes disso! Vocês têm uma história de
amor mas antes do amor existiu a amizade. Acredito que tenha sido pela amizade
que lutaste até ao último minuto para que o Ruben não casasse porque sabias que
nunca seria feliz, por isso pela amizade, perdoa-o só assim é que vão conseguir
seguir em frente.
- Oh pai... não há nada para perdoar - baixei o olhar - o Ruben “amigo” era aquele que não condenava a minha forma de viver mas
que não deixava de dizer que tinha de mudar, era aquele que me respeitava, que
se perdia a olhar-me, que era carinhoso, que tremia sempre que me sentava do
seu lado porque nunca sabia quando é que tinha um vaipe e o beijava ou quando
assim por mera distração o tocava onde não seria suposto ou ainda quando era
apanhado a olhar-me, era aquele que não aproveitava a mínima provocação minha
para enlouquecer-me nos minutos seguintes e proporcionar-me horas de sexo -
suspirei - nessa altura sabia com o que
contar, sabia que no máximo ficava vermelho que nem tomate e encavacado, foi
isso que me fez apaixonar por ele talvez porque sabia que por muito que
fizesse, por muito que provocasse não reagiria, não se aproveitava de mim… mas
esse Ruben mudou, não existe mais e agora nunca sei o que esperar, pode vir uma
enxurrada de mimos, umas horas de sexo do bom, mas também pode vir as
discussões, as acusações, as desilusões… - calei-me porque recordar o
início da nossa história doeu muito, tanto que já chorava
- Oh filha e já lhe disseste isso?
- Não...
- Então diz! Tem uma última conversa com o
rapaz... diz-lhe que já não o reconheces, nem que seja para que o próprio se
reencontre, dá uma última oportunidade ao vosso amor.
- Porquê que o pai está a insistir tanto quando
nunca nos apoiou?
- Porque - abraçou-me - nestes últimos
dois, três anos mudaste imenso, cresceste e hoje vives a vida de outra forma,
és mais responsável, pensas nas consequências antes de fazer algo, ponderas
imenso porque sabes que os meus atos muitas vezes têm consequências na vida de
terceiros, acredito que mudaste porque percebeste que a forma como vivias a
vida não era viver, era deixar passar um dia após outro, mas só mudaste porque
o tinhas do teu lado, mudaste por ti mas também pelo Ruben, por isso filha se
queres um conselho de alguém que tem mais uns anos de vida, dá uma oportunidade
ao Ruben para que o rapaz se reencontre, ele sempre foi ajuizado, acredito que
o Ruben que descreveste continua dentro dele, só o tem de encontrar e quando o
conseguir serão finalmente felizes, vocês amam-se
- Não sei pai...
- Pensa nisso com calma e quando tomares uma
decisão que essa seja definitiva!
***
Regressei a
Madrid onde tenho contado com o apoio do Cris, que tem sido um grande pilar, um
verdadeiro amigo e cada vez estamos mais próximos, até porque o rapaz está a
atravessar uma fase menos boa, uma vez que a Irina está cada vez mais afastada
dele. Os dias continuaram a passar um atrás do outro e hoje acordei mais uma
vez na casa do Cris, o que só serviu para aumentar a especulação em torno de
uma relação, até porque na última semana o fim do namoro do meu amigo tornou-se
público e a causa para tal foi o nosso teórico envolvimento, sim teórico porque
este nunca existiu, no entanto nenhum dos dois desmentiu o que quer que fosse,
muito pelo contrário, só aumentamos ainda mais o falatório quando o Cris foi
levar-me até ao aeroporto pois hoje a Maria faz anos e haverá jantar para
comemorar.
Despedi-me do meu
amigo com um beijo no rosto e apanhei o voo para Lisboa, longe de imaginar o
que estava destinado para estes dois dias...
O jantar de
aniversário da Maria não foi nada do que esperava, não a encontrei nada animada
muito pelo contrário, a minha prima está cheia de macaquinhos na cabeça e acha
que algo se passa com o João, pois só assim se justifica a ausência dele. A
Maria está tão desconfortável com esta situação que decidiu rumar até Valência
para retirar as dúvidas, isto depois da sogra se oferecer para ficar com o
Guigas, uma vez que tenho assuntos para tratar, além do almoço com o meu tio
Jorge.
- Oi tia! - cumprimentei a minha tia com dois beijinhos
- Oi sobrinha! - respondeu-me com um sorriso no rosto
- O tio já chegou?
- Não... e ainda por cima traz companhia para o
almoço...
- Deixe lá... onde almoça um, almoça dois! - falei de forma descontraída pois sei que se há
algo que a minha tia detesta são estes avisos em cima da hora
- Sim... até porque não adianta dizer nada que o
teu tio faz sempre o mesmo!
Fiquei na
conversa com a minha tia, conversa animada por sinal, estava super bem-disposta
pois estava a falar do meu trabalho e do quanto já evoluí quando o meu tio
aparece, mas com ele vinha o Ruben, juro que tive vontade de sair daquela sala
imediatamente mas respirei fundo e cumprimentei o meu tio e o seu convidado, para
depois irmos para a mesa e mais uma vez tive vontade de desaparecer quando o
Ruben se sentou do meu lado, estava capaz de matar o meu tio pela armadilha que
montou, ainda para mais quando perguntou pelo Cris, pois senti de imediato o
outro a olhar pelo canto do olho.
- O Cris está muito bem… pelo menos está a reagir
ao fim do namoro!
- Por esta não esperava…
- São coisas que acontecem tio… nem todas as
relações de príncipes e princesas acabam com um final feliz…
- Pois… vocês que o digam!
- Se vai continuar com as bocas avise que assim
saio já!
- Pronto…
O meu tio
calou-se e o assunto seguinte foi as movimentações do mercado, percebi que o
Ruben estava na lista dos dispensados para o mercado de inverno que está quase
a fechar, aquilo atingiu-me de uma forma que não passou despercebida a ninguém,
muito menos ao maior interessado, já que por um momento de fraqueza minha o
reconfortei por segundos ao olhá-lo, momento esse quebrado pelo som do
telemóvel do meu tio que se retirou da mesa para atender, com ele foi a minha
tia.
Ficar a sós com o
Ruben foi estranho, parecíamos dois estranhos, nenhum dos dois parecia ter
vontade de quebrar aquele silêncio incomodativo mas após alguns minutos acabei
por falar
- Parabéns… - olhou-me
- Obrigado… - voltamos a ficar em silêncio durante algum tempo para depois - logo aparece no meu apartamento -
olhei-o abismada pelo desplante que teve - a
Ana convenceu-me a fazer um jantar para comemorar o aniversário mas é só para a
família e os amigos chegados… gostava que fosses…
- Não sei se será boa ideia…
- Fico à tua espera!
- É melhor não ficares, até porque tenho de
regressar para Madrid, vim só mesmo ao aniversário da Maria
- O convite foi feito de amigo para amiga mas se
já nem a tua amizade merecer então não apareças, caso contrário vem…
Não respondi
porque felizmente o meu tio regressou, terminamos de almoçar e no fim
despedi-me de todos.
Ruben
Depois da
passagem de ano nunca mais vi a Mariana e a única forma que tenho para saber
novidades suas é através das redes sociais, felizmente o meu amor não me
bloqueou nem no facebook nem no instagram e por isso tenho acompanhado, mesmo
que seja à distância, os seus dias.
Esta época tem
sido para esquecer porque não consigo separar a vida pessoal da profissional e
com tudo o que aconteceu o meu rendimento dentro de campo decaiu, por isso
percebo o porquê de estar na lista dos dispensáveis, daqueles que até podem
sair já em Janeiro, mas a verdade é que o mês está a terminar e não apareceu
proposta nenhuma, o que não é de estranhar uma vez que nos últimos jogos nem
convocado fui…
Da Sofia nada sei
ou melhor sei que continua por Lisboa e que o nosso filho está bem, de resto
não mantenho contato, este é feito através do meu advogado, só pretendo voltar
a vê-la na próxima consulta que será daqui a uns dias.
Voltar a rever a
Mariana na casa do tio foi a melhor prenda que podia receber, não sei se o
Jorge fez de propósito, só sei que aproveitei a oportunidade e convidei-a para
o jantar de aniversário, o meu amor ainda tentou recusar mas para minha
surpresa e quando já não esperava que fosse aparecer
- Ainda venho a tempo de cantar os parabéns? - perguntou assim que abri a porta
- Sim… - dei-lhe dois
beijinhos um de cada lado do seu rosto - chegaste
mesmo no momento certo…
Mariana
Não resisti e
acabei por ir até ao apartamento do Ruben na esperança de ainda chegar a tempo
de cantar os parabéns e foi isso mesmo que aconteceu.
Estava sentada no
sofá bem afastada do Ruben quando a Ana meteu conversa.
- Sabes alguma coisa da Maria?
- Não… e isso está a preocupar-me…
- Oh… cá para mim está a aproveitar para matar
saudades por isso não atende…
- Não sei… opa chama-me de louca mas algo dentro
de mim diz que a Maria não está bem…
- Liga ao João.
- Já o fiz mas também não atende.
- Oh então estão mesmo no bem bom, esquece!
Apesar de não
estar convencida acabei por deixar o assunto cair no esquecimento, até porque
outra necessidade se manifestou, fui até à casa de banho e quando regressava ao
passar pela porta do quarto do Ruben, algo fez com que parasse, olhei para o
interior do quarto e vi em cima da comoda uma moldura com uma foto nossa, uma
foto especial, afinal era a foto que tiramos no dia do baile de finalistas, não
resisti e aproximei-me para pegar na moldura, ver aquela foto fez com que me
perdesse em recordações...
- Ah estás aqui… - mandei um pulo ao ouvir o Ruben
- Desculpa - larguei a moldura - não
devia…
- Shiu… - o Ruben sem
ter dado por isso aproximou-se de mim, estávamos os dois demasiado próximos
- Ruben… - dei dois
passos para trás - para!
- Paro? Paro com o quê? Não estou a fazer nada… - voltou a aproximar-se
- É melhor ir embora… - tentei esquivar-me mas o Ruben agarrou-me pelo
braço
- Não fujas… não adianta… - olhei-o - não
é a fugir que o passado desaparece…
- Pois mas também não é a reviver memórias do
passado que…
Não consegui
continuar a falar porque o Ruben num movimento rápido tomou-me nos seus braços
e beijou-me, beijo começou de forma ternurenta e carinhosa
para se
intensificar aos poucos, a verdade é que cedi por completo e beijei-o como já
não o fazia desde a nossa última noite, perdi o controlo quando senti as suas
mãos nas minhas nádegas,
não hesitou em
apalpar-me, em puxar ainda mais o meu corpo contra o seu e num cambalear muito
nosso encontramos a cama, não resisti e deixei rolar na ansia de voltar a
sentir-me viva, amada, desejada e completa. Perdi a noção do tempo que
estivemos só a beijar-nos, o certo é que o Ruben não procurou mais,
contentou-se só com uns beijos e carícias mais atrevidas, o que transmitiu-me
uma sensação de serenidade enorme, pois conheço-o e sei que se não forçou foi
porque ama-me e porque não quer levar-me a fazer algo que posso vir a
arrepender-me, no entanto as carícias que trocamos deixaram-no em fogo, fogo
esse ateado com as brasas do amor e não só do desejo, da ansia de ter uma noite
de sexo, foi isso que deixou-me tranquila, apesar de ter consciência que não
devia ter cedido por saber que corremos o risco de nos magoarmos ainda mais mas
simplesmente não resisti...
Ruben
Quando convidei a
Mariana para jantar estava longe de imaginar que a voltaria a ter nos meus
braços, a beija-la e até mesmo a acariciá-la, a verdade é que isso aconteceu e
quando recuperamos os dois a “lucidez” perdida no momento que os nossos lábios
se uniram a Mariana deve ter-se arrependido pois saiu a correr do meu quarto
- ESPERA!!! - consegui alcança-la quando já estava a abrir a porta do meu
apartamento para se ir embora - Não
fujas... por favor...
- Ruben aquele beijo foi um erro, desculpa não
devia ter deixado chegar tão longe - baixou o olhar
- O que se passou não foi um erro - levei a mão à sua cara e fi-la olhar-me - foi sim a prova de que nos amamos.
- Sim amo-te - sorri ao ouvi-la mas depois - mas
não é por admitir que te amo que vai alterar alguma coisa, muito menos altera
por nos termos beijado, aliás até altera... altera na medida de que ficou mais
do que provado que não estou preparada para coabitar no mesmo espaço onde
estejas, principalmente se ficarmos a sós...
- Não digas isso...
- Ruben por muito que te ame não vou voltar a
entregar-me a ti, perdi aquela confiança inabalável que tinha em ti, o que mais
doeu não foi ser abandonada quando mais precisei de ti e muito menos da forma
como foi, o que doeu foi perceber que enquanto estava a sofrer, estavas a
divertir-te com outra e não interessa se sentiste ou não prazer, porque isso
não diminuiu a traição, traíste o nosso amor...
- Sim traí e só eu sei o quanto me arrependo...
- Esquece arrependimento não serve para nada!
- Então deixa-me provar que aprendi com o meu
erro, dá-me mais uma oportunidade, a última... é só o que te peço... por favor.
- Não... a sério é o melhor para os dois!
- Não, não é! Sabes disso tão bem como eu e o que
se passou no quarto só prova o que estou a dizer, estás muito magoada e
desiludida comigo mas no entanto não resististe e muito menos lutaste para que
aquele beijo não acontecesse, só prova que tal como eu ainda acreditas que seja
possível, aquilo não foi um beijo de desejo... foi um beijo de amor...
- Chega - as lágrimas
rolavam pelo seu rosto - não aguento
mais - respirou profundamente e após uns segundos a olhar-me - provavelmente vou arrepender-me mas se
conseguires provar que mereces mais uma oportunidade assim a terás mas para
isso precisas que recupere a confiança em ti, precisas que acredite que quando
surgir a primeira contrariedade não desaparecerás, não deixarás um bilhete ou a
merda de um email a dizer ACABOU ou SEGUE COM A TUA VIDA - baixei o olhar -
Ruben, não quero pedidos de desculpas e
muito menos arrependimentos porque esses não servem para nada... quero amor,
carinho, beijos, amizade… quero
viver... quero voltar a sorrir do teu lado ou a chorar quando algo não correr
como planeado, quero o meu pilar... simplesmente quero-te por inteiro e não aos
bocados... se conseguires fazer com que volte a acreditar que tudo o que acabei
de falar ainda é possível, então terás a oportunidade que tanto queres
- Obrigado - agarrei nas suas mãos - prometo
que farei tudo para que voltes a acreditar em mim - aproximei-me ainda mais
da Mariana e a olhar nos seus olhos - mas
não prometo ser perfeito porque a perfeição não existe no entanto prometo dar o
meu melhor e quando achares que não estou a fazê-lo conto contigo para
abrires-me os olhos... Mariana um casal é o somatório das virtudes e defeitos
de duas pessoas e para a equação ser perfeita as virtudes terão que sobrepor
aos defeitos, neste momento temos a equação desequilibrada mas juntos iremos
corrigir o que está mal e o resultado final será um futuro risonho...
- Não faças promessas… age simplesmente… prova
que mereces que volte a confiar em ti e agora vou embora.
- Ok... - fiquei a
olhá-la por uns segundos, a vontade de unir os nossos lábios era enorme mas
optei pelos beijinhos no rosto, afinal se quero reconquistá-la terei que ter
calma.
- O que é que se passou? - assim que entrei na sala fui abordado de
imediato pela Ana, o Fábio e o Mauro.
- Nada…
- Puto a Mari desaparece passado uns minutos é a
tua vez, depois ela passa aqui a correr, tu vens atrás, ficam que tempos a
conversar à porta, queres mesmo que acreditemos que não se passou nada?
- Tivemos a conversar … - suspirei
- E????
- E nada…
- Nah... não convences... alguma coisa se passou
estás mais animado!
- Porra que chatos! - sorriram - Estivemos a conversar e resolvemos - percebi que estavam na
expectativa que fosse dizer que tínhamos feito as pazes mas - viver um dia de cada vez - não menti
mas também não disse a verdade toda, pois se quero reconquistar a sua confiança
o melhor é mesmo manter isto em segredo, pois não precisamos de ninguém a
opinar, quanto mais souberem mais querem saber e só servirá para atrapalhar
- Isso quer dizer mesmo o quê?
- Que optamos pela amizade e agora não quero
falar mais do assunto!
Respeitaram o meu
pedido e pouco tempo depois fiquei sozinho, despedi-me do pessoal e assim que
fui para a cama meti-me a pensar qual será a melhor forma para provar que sou
merecedor da sua confiança.
Irá o Ruben
conseguir ultrapassar esta prova de fogo?


É o que eu digo, eles bem que tentam estar longe um do outro mas não conseguem, ou por obra de destino ou pela mãozinha dos amigos e familiares.
ResponderEliminarSerá que o Ruben ainda não percebeu que quando a Mari diz "odeio-te" ela quer dizer "amo-te"? Ele tem que ir com calma e não pressionar, senão afasta a presa, e logo ele que conhece tão bem a Mariana não pode cair nesse erro.
Ela diz que não o perdoa que não confia nele, mas mais uma vez eles caiem no erro de não falarem, e nisso o pai da Mariana tem todo a razão, tudo o que ela disse ao pai deveria de o dizer ao Ruben, enfim não aprendem mesmo com os erros.
A Mari surpreendeu-me, não pensei que ela aceitasse o convite do Rúben para ir a casa dele, gostei, também gostei do momento mais carinhoso deles, e finalmente ela admitiu aquilo que todas sabemos e até o próprio Rúben, que ela ainda o ama, louca e perdidamente. Ela lançou um desafio ao Ruben, eu acho que ele vai conseguir, e começou logo nesse dia ao não revelar a conversa deles, mesmo sendo ao irmão e aos amigos, é um assunto só deles e que por enquanto deve ficar só entre eles, acho que já está a aprender, devagarinho ele vai chegar lá.
Adorei a teoria do Rúben "Mariana um casal é o somatório das virtudes e defeitos de duas pessoas e para a equação ser perfeita as virtudes terão que sobrepor aos defeitos, neste momento temos a equação desequilibrada mas juntos iremos corrigir o que está mal e o resultado final será um futuro risonho...", é a chamada matemática do amor, adorei.
Mas há uma coisinha que me deixou com a pulga atrás da orelha, então o JP não veio aos anos da Maria? e ela foi a Valência, ai,ai,ai, não tou a gostar nada disto, e a Mari também não, o que se passa com estas duas criaturas?
Adorei, como sempre, mas já sabem que agora é muito importante o próximo capítulo, por isso meninas despachem-se.
Beijocas
Fernanda
Olá!!!
ResponderEliminarEpá indo ali aos dois momentos chaves do capitulo. (sim, porque o Cris e a Irina acabarem nao é o que me interessa aqui!)
Nao estava à espera do momento "caliente" entre aqueles dois! Aqueles dois simplesmente...fazem faisca quando estao juntos. É como se a Mari fosse o interruptor e o Ruben a luz. A Mari sem o Ruben nao tem sentido e viceversa! Dependem um do outro (romantismo eletrico...uau!)
E aquela conversa?? Nao estava NADA à espera de ver a Mari ceder. Simplesmente pensei que estava demasiado magoada para PENSAR em dar-lhe uma hipotese de ter uma oportunidade. Mas o amor...ai ai! Quero ver onde isto vai parar. Estou para ver o que é que o Ruben vai fazer para recuperar a confiança da Mari! E tambem quero saber o que se anda a passar por Valencia! As postas que foste deixando, deixaram-me com a pulga atras da orelha!
Espero o proximo capitulo!
Beso
Ana Santos
Go Ruben, Go Ruben :)
ResponderEliminarO que era mesmo mel era haver outro capítulo hoje! Força nisso meninas. Beijinhos
PatríciaQ
Finalmente consegui pôr a fic em dia (;
ResponderEliminarMeu deus, nunca ia imaginar que a Mari ia perder os bebés :o
E o Ruben é pai ???!!!
Em relação a este capitulo, acho que a Mari fez bem em dar uma oportunidade ao Rúben mas estou preocupada com a Maria e o Joao ;s
Vá, espero pelo proximo (;
Beijinhos
Nii'i
Fabuloso...
ResponderEliminarQuero mais..
Continua...
Fabuloso...
ResponderEliminarTou super curiosa... Quero mais...
Continua...
Ceus!!! Que capitulos!!!
ResponderEliminarSó quero saber como é que o Ruben vai se arranjar com este novo desafio... mortinha de curiosidade.
Até tenho medo que algo se passe com a Maria e o João... não quero nada.
Quero mais!!!!
Beijinhos
pensava que a mariana não fosse ceder tao facilmente... mas por outro lado percebo-a: as saudades são mais que muitas e ver o ruben a investir daquela maneira levou o seu pouco controlo :)
ResponderEliminarquanto ao ruben, espero que ele nao tenha a vida nada facilitada... vai ter que penar p'ra conseguir reconquistar a marianinha,mas sei que com persistência vai conseguir!!!
Quanto ao joão... espero que ele não tenha feito das dele por Valência e algo me diz que aquela Carmen vai dar de si brevemente!
O próximo já, já :)
beijinho
Catarina