quinta-feira, 3 de outubro de 2013

098 - "Ruben aquele beijo foi um erro..."

Mariana
Depois de ter atingido o meu objetivo “O Ruben não casar” ocupei a cabeça o máximo que pude para não pensar nele e nos dias seguintes a minha única preocupação foi matar saudades da minha família, dado que depois do Natal regressava para a Madrid.
O Natal foi na casa do tio Jorge onde todos respeitaram a minha vontade e ninguém mencionou o Ruben, no entanto quando já estava na minha casa foi inevitável trocar algumas bocas com ele depois da Maria comentar a dizer que o Guigas tem uns padrinhos muito engraçados.
Os dias passaram e já estou novamente na minha rotina de trabalhadora aplicada, no entanto regressei a Lisboa para a passagem de ano, uma vez que o meu tio Jorge meteu na cabeça que a minha presença na sua festa era imprescindível mas como a mega festa não era só para a família, sabia que cruzar-me-ia com o Ruben, por isso convenci o Cris a acompanhar-me, ainda assim como assim, o meu amigo ia mesmo passar a noite longe da namorada, uma vez que a Irina não está em Madrid.
Cheguei a casa do meu tio acompanhada pelo Cris, o que aliado aos boatos que já circulam por Madrid, fez com que ave rara do Ruben olhasse com cara de carneiro mal morto, mas ignorei e fui cumprimentar a minha família, para depois regressar para junto do Cris, já que assim reduzia a probabilidade do Ruben se aproximar, tudo correu pelo melhor até ao momento do jantar, este foi constrangedor porque a Maria e o João armaram para cima de mim e arranjaram forma do Ruben ficar sentado na minha frente, evitei olhá-lo e na primeira oportunidade que tive “fugi”, refugiando-me novamente junto do Cris.
- Podemos falar?
- Diz!
- A sós...
- Esquece! Se queres dizer alguma coisa diz na frente do Cris, caso contrário dá meia volta e desaparece!
- Só quero  mais uma oportunidade… - gargalhei
- Mas achas que isto é como os discos pedidos? Oh Ruben poupa-me!
- Desculpa... - bufei - sei que errei mas... - interrompi
- Percebe uma cena - olhei-o - não estou interessada em desculpar-te e muito menos a sequer pensar voltar para ti!
- Nós amamo-nos...
- EU ODEIO-TE! - exaltei-me e falei alto demais o que fez as pessoas que estavam à nossa volta olharem, ainda assim continuei mas agora num tom mais moderado - odeio-te enquanto homem e por favor não me faças odiar-te também como amigo... percebe de uma vez que quero distancia de ti, que mais do que querer é o necessitar dessa distância, porque só assim conseguirei esquecer o que vivi do teu lado como mulher e recuperar o que vivemos enquanto amigos mas se já nem isso quiseres então simplesmente desaparece!
- Não vou desistir...
Não estava para ouvir mais a história do coitadinho e por isso saí da sala, fui até ao jardim e uns minutos bastaram para o meu pai se juntar a mim.
- Diga!!!
- Não terás a ser demasiado dura com o Ruben?
- Só pode estar a gozar!
- Não... o rapaz errou muito mas filha também erraste no passado, não estou a dizer para voltares para o Ruben mas perdoa-o...
- Não há nada para perdoar!
- Há e sabes disso! Vocês têm uma história de amor mas antes do amor existiu a amizade. Acredito que tenha sido pela amizade que lutaste até ao último minuto para que o Ruben não casasse porque sabias que nunca seria feliz, por isso pela amizade, perdoa-o só assim é que vão conseguir seguir em frente.
- Oh pai... não há nada para perdoar - baixei o olhar - o Ruben “amigo” era aquele que não condenava a minha forma de viver mas que não deixava de dizer que tinha de mudar, era aquele que me respeitava, que se perdia a olhar-me, que era carinhoso, que tremia sempre que me sentava do seu lado porque nunca sabia quando é que tinha um vaipe e o beijava ou quando assim por mera distração o tocava onde não seria suposto ou ainda quando era apanhado a olhar-me, era aquele que não aproveitava a mínima provocação minha para enlouquecer-me nos minutos seguintes e proporcionar-me horas de sexo - suspirei - nessa altura sabia com o que contar, sabia que no máximo ficava vermelho que nem tomate e encavacado, foi isso que me fez apaixonar por ele talvez porque sabia que por muito que fizesse, por muito que provocasse não reagiria, não se aproveitava de mim… mas esse Ruben mudou, não existe mais e agora nunca sei o que esperar, pode vir uma enxurrada de mimos, umas horas de sexo do bom, mas também pode vir as discussões, as acusações, as desilusões… - calei-me porque recordar o início da nossa história doeu muito, tanto que já chorava
- Oh filha e já lhe disseste isso?
- Não...
- Então diz! Tem uma última conversa com o rapaz... diz-lhe que já não o reconheces, nem que seja para que o próprio se reencontre, dá uma última oportunidade ao vosso amor.
- Porquê que o pai está a insistir tanto quando nunca nos apoiou?
- Porque - abraçou-me - nestes últimos dois, três anos mudaste imenso, cresceste e hoje vives a vida de outra forma, és mais responsável, pensas nas consequências antes de fazer algo, ponderas imenso porque sabes que os meus atos muitas vezes têm consequências na vida de terceiros, acredito que mudaste porque percebeste que a forma como vivias a vida não era viver, era deixar passar um dia após outro, mas só mudaste porque o tinhas do teu lado, mudaste por ti mas também pelo Ruben, por isso filha se queres um conselho de alguém que tem mais uns anos de vida, dá uma oportunidade ao Ruben para que o rapaz se reencontre, ele sempre foi ajuizado, acredito que o Ruben que descreveste continua dentro dele, só o tem de encontrar e quando o conseguir serão finalmente felizes, vocês amam-se
- Não sei pai...
- Pensa nisso com calma e quando tomares uma decisão que essa seja definitiva!
***
Regressei a Madrid onde tenho contado com o apoio do Cris, que tem sido um grande pilar, um verdadeiro amigo e cada vez estamos mais próximos, até porque o rapaz está a atravessar uma fase menos boa, uma vez que a Irina está cada vez mais afastada dele. Os dias continuaram a passar um atrás do outro e hoje acordei mais uma vez na casa do Cris, o que só serviu para aumentar a especulação em torno de uma relação, até porque na última semana o fim do namoro do meu amigo tornou-se público e a causa para tal foi o nosso teórico envolvimento, sim teórico porque este nunca existiu, no entanto nenhum dos dois desmentiu o que quer que fosse, muito pelo contrário, só aumentamos ainda mais o falatório quando o Cris foi levar-me até ao aeroporto pois hoje a Maria faz anos e haverá jantar para comemorar.
Despedi-me do meu amigo com um beijo no rosto e apanhei o voo para Lisboa, longe de imaginar o que estava destinado para estes dois dias...
O jantar de aniversário da Maria não foi nada do que esperava, não a encontrei nada animada muito pelo contrário, a minha prima está cheia de macaquinhos na cabeça e acha que algo se passa com o João, pois só assim se justifica a ausência dele. A Maria está tão desconfortável com esta situação que decidiu rumar até Valência para retirar as dúvidas, isto depois da sogra se oferecer para ficar com o Guigas, uma vez que tenho assuntos para tratar, além do almoço com o meu tio Jorge.
- Oi tia! - cumprimentei a minha tia com dois beijinhos
- Oi sobrinha! - respondeu-me com um sorriso no rosto
- O tio já chegou?
- Não... e ainda por cima traz companhia para o almoço...
- Deixe lá... onde almoça um, almoça dois! - falei de forma descontraída pois sei que se há algo que a minha tia detesta são estes avisos em cima da hora
- Sim... até porque não adianta dizer nada que o teu tio faz sempre o mesmo!
Fiquei na conversa com a minha tia, conversa animada por sinal, estava super bem-disposta pois estava a falar do meu trabalho e do quanto já evoluí quando o meu tio aparece, mas com ele vinha o Ruben, juro que tive vontade de sair daquela sala imediatamente mas respirei fundo e cumprimentei o meu tio e o seu convidado, para depois irmos para a mesa e mais uma vez tive vontade de desaparecer quando o Ruben se sentou do meu lado, estava capaz de matar o meu tio pela armadilha que montou, ainda para mais quando perguntou pelo Cris, pois senti de imediato o outro a olhar pelo canto do olho.
- O Cris está muito bem… pelo menos está a reagir ao fim do namoro!
- Por esta não esperava…
- São coisas que acontecem tio… nem todas as relações de príncipes e princesas acabam com um final feliz…
- Pois… vocês que o digam!
- Se vai continuar com as bocas avise que assim saio já!
- Pronto…
O meu tio calou-se e o assunto seguinte foi as movimentações do mercado, percebi que o Ruben estava na lista dos dispensados para o mercado de inverno que está quase a fechar, aquilo atingiu-me de uma forma que não passou despercebida a ninguém, muito menos ao maior interessado, já que por um momento de fraqueza minha o reconfortei por segundos ao olhá-lo, momento esse quebrado pelo som do telemóvel do meu tio que se retirou da mesa para atender, com ele foi a minha tia.
Ficar a sós com o Ruben foi estranho, parecíamos dois estranhos, nenhum dos dois parecia ter vontade de quebrar aquele silêncio incomodativo mas após alguns minutos acabei por falar
- Parabéns… - olhou-me
- Obrigado… - voltamos a ficar em silêncio durante algum tempo para depois - logo aparece no meu apartamento - olhei-o abismada pelo desplante que teve - a Ana convenceu-me a fazer um jantar para comemorar o aniversário mas é só para a família e os amigos chegados… gostava que fosses…
- Não sei se será boa ideia…
- Fico à tua espera!
- É melhor não ficares, até porque tenho de regressar para Madrid, vim só mesmo ao aniversário da Maria
- O convite foi feito de amigo para amiga mas se já nem a tua amizade merecer então não apareças, caso contrário vem…
Não respondi porque felizmente o meu tio regressou, terminamos de almoçar e no fim despedi-me de todos.

Ruben
Depois da passagem de ano nunca mais vi a Mariana e a única forma que tenho para saber novidades suas é através das redes sociais, felizmente o meu amor não me bloqueou nem no facebook nem no instagram e por isso tenho acompanhado, mesmo que seja à distância, os seus dias.
Esta época tem sido para esquecer porque não consigo separar a vida pessoal da profissional e com tudo o que aconteceu o meu rendimento dentro de campo decaiu, por isso percebo o porquê de estar na lista dos dispensáveis, daqueles que até podem sair já em Janeiro, mas a verdade é que o mês está a terminar e não apareceu proposta nenhuma, o que não é de estranhar uma vez que nos últimos jogos nem convocado fui…
Da Sofia nada sei ou melhor sei que continua por Lisboa e que o nosso filho está bem, de resto não mantenho contato, este é feito através do meu advogado, só pretendo voltar a vê-la na próxima consulta que será daqui a uns dias.
Voltar a rever a Mariana na casa do tio foi a melhor prenda que podia receber, não sei se o Jorge fez de propósito, só sei que aproveitei a oportunidade e convidei-a para o jantar de aniversário, o meu amor ainda tentou recusar mas para minha surpresa e quando já não esperava que fosse aparecer
- Ainda venho a tempo de cantar os parabéns? - perguntou assim que abri a porta
- Sim… - dei-lhe dois beijinhos um de cada lado do seu rosto - chegaste mesmo no momento certo…  

Mariana
Não resisti e acabei por ir até ao apartamento do Ruben na esperança de ainda chegar a tempo de cantar os parabéns e foi isso mesmo que aconteceu.
Estava sentada no sofá bem afastada do Ruben quando a Ana meteu conversa.
- Sabes alguma coisa da Maria?
- Não… e isso está a preocupar-me…
- Oh… cá para mim está a aproveitar para matar saudades por isso não atende…
- Não sei… opa chama-me de louca mas algo dentro de mim diz que a Maria não está bem…
- Liga ao João.
- Já o fiz mas também não atende.
- Oh então estão mesmo no bem bom, esquece!
Apesar de não estar convencida acabei por deixar o assunto cair no esquecimento, até porque outra necessidade se manifestou, fui até à casa de banho e quando regressava ao passar pela porta do quarto do Ruben, algo fez com que parasse, olhei para o interior do quarto e vi em cima da comoda uma moldura com uma foto nossa, uma foto especial, afinal era a foto que tiramos no dia do baile de finalistas, não resisti e aproximei-me para pegar na moldura, ver aquela foto fez com que me perdesse em recordações...
- Ah estás aqui… - mandei um pulo ao ouvir o Ruben
- Desculpa - larguei a moldura - não devia…
- Shiu… - o Ruben sem ter dado por isso aproximou-se de mim, estávamos os dois demasiado próximos
- Ruben… - dei dois passos para trás - para!
- Paro? Paro com o quê? Não estou a fazer nada… - voltou a aproximar-se
- É melhor ir embora… - tentei esquivar-me mas o Ruben agarrou-me pelo braço
- Não fujas… não adianta… - olhei-o - não é a fugir que o passado desaparece…
- Pois mas também não é a reviver memórias do passado que…

Não consegui continuar a falar porque o Ruben num movimento rápido tomou-me nos seus braços e beijou-me, beijo começou de forma ternurenta e carinhosa
para se intensificar aos poucos, a verdade é que cedi por completo e beijei-o como já não o fazia desde a nossa última noite, perdi o controlo quando senti as suas mãos nas minhas nádegas,
não hesitou em apalpar-me, em puxar ainda mais o meu corpo contra o seu e num cambalear muito nosso encontramos a cama, não resisti e deixei rolar na ansia de voltar a sentir-me viva, amada, desejada e completa. Perdi a noção do tempo que estivemos só a beijar-nos, o certo é que o Ruben não procurou mais, contentou-se só com uns beijos e carícias mais atrevidas, o que transmitiu-me uma sensação de serenidade enorme, pois conheço-o e sei que se não forçou foi porque ama-me e porque não quer levar-me a fazer algo que posso vir a arrepender-me, no entanto as carícias que trocamos deixaram-no em fogo, fogo esse ateado com as brasas do amor e não só do desejo, da ansia de ter uma noite de sexo, foi isso que deixou-me tranquila, apesar de ter consciência que não devia ter cedido por saber que corremos o risco de nos magoarmos ainda mais mas simplesmente não resisti...

Ruben
Quando convidei a Mariana para jantar estava longe de imaginar que a voltaria a ter nos meus braços, a beija-la e até mesmo a acariciá-la, a verdade é que isso aconteceu e quando recuperamos os dois a “lucidez” perdida no momento que os nossos lábios se uniram a Mariana deve ter-se arrependido pois saiu a correr do meu quarto
- ESPERA!!! - consegui alcança-la quando já estava a abrir a porta do meu apartamento para se ir embora - Não fujas... por favor...
- Ruben aquele beijo foi um erro, desculpa não devia ter deixado chegar tão longe - baixou o olhar
- O que se passou não foi um erro - levei a mão à sua cara e fi-la olhar-me - foi sim a prova de que nos amamos.
- Sim amo-te - sorri ao ouvi-la mas depois - mas não é por admitir que te amo que vai alterar alguma coisa, muito menos altera por nos termos beijado, aliás até altera... altera na medida de que ficou mais do que provado que não estou preparada para coabitar no mesmo espaço onde estejas, principalmente se ficarmos a sós...
- Não digas isso...
- Ruben por muito que te ame não vou voltar a entregar-me a ti, perdi aquela confiança inabalável que tinha em ti, o que mais doeu não foi ser abandonada quando mais precisei de ti e muito menos da forma como foi, o que doeu foi perceber que enquanto estava a sofrer, estavas a divertir-te com outra e não interessa se sentiste ou não prazer, porque isso não diminuiu a traição, traíste o nosso amor...
- Sim traí e só eu sei o quanto me arrependo...
- Esquece arrependimento não serve para nada!
- Então deixa-me provar que aprendi com o meu erro, dá-me mais uma oportunidade, a última... é só o que te peço... por favor.
- Não... a sério é o melhor para os dois!
- Não, não é! Sabes disso tão bem como eu e o que se passou no quarto só prova o que estou a dizer, estás muito magoada e desiludida comigo mas no entanto não resististe e muito menos lutaste para que aquele beijo não acontecesse, só prova que tal como eu ainda acreditas que seja possível, aquilo não foi um beijo de desejo... foi um beijo de amor...
- Chega - as lágrimas rolavam pelo seu rosto - não aguento mais - respirou profundamente e após uns segundos a olhar-me - provavelmente vou arrepender-me mas se conseguires provar que mereces mais uma oportunidade assim a terás mas para isso precisas que recupere a confiança em ti, precisas que acredite que quando surgir a primeira contrariedade não desaparecerás, não deixarás um bilhete ou a merda de um email a dizer ACABOU ou SEGUE COM A TUA VIDA - baixei o olhar - Ruben, não quero pedidos de desculpas e muito menos arrependimentos porque esses não servem para nada... quero amor, carinho, beijos, amizade… quero viver... quero voltar a sorrir do teu lado ou a chorar quando algo não correr como planeado, quero o meu pilar... simplesmente quero-te por inteiro e não aos bocados... se conseguires fazer com que volte a acreditar que tudo o que acabei de falar ainda é possível, então terás a oportunidade que tanto queres
- Obrigado - agarrei nas suas mãos - prometo que farei tudo para que voltes a acreditar em mim - aproximei-me ainda mais da Mariana e a olhar nos seus olhos - mas não prometo ser perfeito porque a perfeição não existe no entanto prometo dar o meu melhor e quando achares que não estou a fazê-lo conto contigo para abrires-me os olhos... Mariana um casal é o somatório das virtudes e defeitos de duas pessoas e para a equação ser perfeita as virtudes terão que sobrepor aos defeitos, neste momento temos a equação desequilibrada mas juntos iremos corrigir o que está mal e o resultado final será um futuro risonho...
- Não faças promessas… age simplesmente… prova que mereces que volte a confiar em ti e agora vou embora.
- Ok... - fiquei a olhá-la por uns segundos, a vontade de unir os nossos lábios era enorme mas optei pelos beijinhos no rosto, afinal se quero reconquistá-la terei que ter calma.
- O que é que se passou? - assim que entrei na sala fui abordado de imediato pela Ana, o Fábio e o Mauro.
- Nada…
- Puto a Mari desaparece passado uns minutos é a tua vez, depois ela passa aqui a correr, tu vens atrás, ficam que tempos a conversar à porta, queres mesmo que acreditemos que não se passou nada?
- Tivemos a conversar … - suspirei
- E????
- E nada…
- Nah... não convences... alguma coisa se passou estás mais animado!
- Porra que chatos! - sorriram - Estivemos a conversar e resolvemos - percebi que estavam na expectativa que fosse dizer que tínhamos feito as pazes mas - viver um dia de cada vez - não menti mas também não disse a verdade toda, pois se quero reconquistar a sua confiança o melhor é mesmo manter isto em segredo, pois não precisamos de ninguém a opinar, quanto mais souberem mais querem saber e só servirá para atrapalhar
- Isso quer dizer mesmo o quê?
- Que optamos pela amizade e agora não quero falar mais do assunto!
Respeitaram o meu pedido e pouco tempo depois fiquei sozinho, despedi-me do pessoal e assim que fui para a cama meti-me a pensar qual será a melhor forma para provar que sou merecedor da sua confiança.
Irá o Ruben conseguir ultrapassar esta prova de fogo?

8 comentários:

  1. É o que eu digo, eles bem que tentam estar longe um do outro mas não conseguem, ou por obra de destino ou pela mãozinha dos amigos e familiares.
    Será que o Ruben ainda não percebeu que quando a Mari diz "odeio-te" ela quer dizer "amo-te"? Ele tem que ir com calma e não pressionar, senão afasta a presa, e logo ele que conhece tão bem a Mariana não pode cair nesse erro.
    Ela diz que não o perdoa que não confia nele, mas mais uma vez eles caiem no erro de não falarem, e nisso o pai da Mariana tem todo a razão, tudo o que ela disse ao pai deveria de o dizer ao Ruben, enfim não aprendem mesmo com os erros.
    A Mari surpreendeu-me, não pensei que ela aceitasse o convite do Rúben para ir a casa dele, gostei, também gostei do momento mais carinhoso deles, e finalmente ela admitiu aquilo que todas sabemos e até o próprio Rúben, que ela ainda o ama, louca e perdidamente. Ela lançou um desafio ao Ruben, eu acho que ele vai conseguir, e começou logo nesse dia ao não revelar a conversa deles, mesmo sendo ao irmão e aos amigos, é um assunto só deles e que por enquanto deve ficar só entre eles, acho que já está a aprender, devagarinho ele vai chegar lá.
    Adorei a teoria do Rúben "Mariana um casal é o somatório das virtudes e defeitos de duas pessoas e para a equação ser perfeita as virtudes terão que sobrepor aos defeitos, neste momento temos a equação desequilibrada mas juntos iremos corrigir o que está mal e o resultado final será um futuro risonho...", é a chamada matemática do amor, adorei.
    Mas há uma coisinha que me deixou com a pulga atrás da orelha, então o JP não veio aos anos da Maria? e ela foi a Valência, ai,ai,ai, não tou a gostar nada disto, e a Mari também não, o que se passa com estas duas criaturas?
    Adorei, como sempre, mas já sabem que agora é muito importante o próximo capítulo, por isso meninas despachem-se.

    Beijocas

    Fernanda

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  2. Olá!!!
    Epá indo ali aos dois momentos chaves do capitulo. (sim, porque o Cris e a Irina acabarem nao é o que me interessa aqui!)
    Nao estava à espera do momento "caliente" entre aqueles dois! Aqueles dois simplesmente...fazem faisca quando estao juntos. É como se a Mari fosse o interruptor e o Ruben a luz. A Mari sem o Ruben nao tem sentido e viceversa! Dependem um do outro (romantismo eletrico...uau!)
    E aquela conversa?? Nao estava NADA à espera de ver a Mari ceder. Simplesmente pensei que estava demasiado magoada para PENSAR em dar-lhe uma hipotese de ter uma oportunidade. Mas o amor...ai ai! Quero ver onde isto vai parar. Estou para ver o que é que o Ruben vai fazer para recuperar a confiança da Mari! E tambem quero saber o que se anda a passar por Valencia! As postas que foste deixando, deixaram-me com a pulga atras da orelha!
    Espero o proximo capitulo!

    Beso
    Ana Santos

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  3. Go Ruben, Go Ruben :)
    O que era mesmo mel era haver outro capítulo hoje! Força nisso meninas. Beijinhos
    PatríciaQ

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  4. Finalmente consegui pôr a fic em dia (;
    Meu deus, nunca ia imaginar que a Mari ia perder os bebés :o
    E o Ruben é pai ???!!!


    Em relação a este capitulo, acho que a Mari fez bem em dar uma oportunidade ao Rúben mas estou preocupada com a Maria e o Joao ;s

    Vá, espero pelo proximo (;

    Beijinhos

    Nii'i

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  5. Fabuloso...

    Quero mais..

    Continua...

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  6. Fabuloso...

    Tou super curiosa... Quero mais...

    Continua...

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  7. Ceus!!! Que capitulos!!!
    Só quero saber como é que o Ruben vai se arranjar com este novo desafio... mortinha de curiosidade.
    Até tenho medo que algo se passe com a Maria e o João... não quero nada.
    Quero mais!!!!

    Beijinhos

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  8. pensava que a mariana não fosse ceder tao facilmente... mas por outro lado percebo-a: as saudades são mais que muitas e ver o ruben a investir daquela maneira levou o seu pouco controlo :)
    quanto ao ruben, espero que ele nao tenha a vida nada facilitada... vai ter que penar p'ra conseguir reconquistar a marianinha,mas sei que com persistência vai conseguir!!!
    Quanto ao joão... espero que ele não tenha feito das dele por Valência e algo me diz que aquela Carmen vai dar de si brevemente!

    O próximo já, já :)

    beijinho

    Catarina

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