sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

067 - "Sim estou grávida e também sei que não queres..."

Ruben
Durante os primeiros quinze dias de Janeiro e sempre que falava com a Mari ao telemóvel notava-a estranha mas nunca consegui perceber o porquê, dado que a Mariana simplesmente desviava o assunto, o que fazia com que não insistisse com ela, até porque tinha intenções de falar sobre isso quando estivéssemos cara-a-cara, no entanto não foi preciso ter puxado o assunto, a Mari acabou por dizer que se sente sozinha, o que atingiu-me ainda mais quando fui informado que o Jorge lhe deu a hipótese de mudar-se para os escritórios no Porto, obrigar a Mari a afastar-se de Lisboa sabendo que dentro de meses posso regressar custa-me pois querendo ou não obrigo-a a andar ao “sabor da maré” e isso só a prejudica profissionalmente.
A Mariana quis saber a minha opinião e fui sincero por isso acabamos por decidir que só voltaríamos a pensar no assunto no fim das suas férias de forma a aproveitarmos os dias.
Mariana
Os primeiros dias em Braga foram perfeitos, pelo menos no que toca a matar todas as saudades do Ruben, confesso que tem sido incansável em satisfazer-me todos os caprichos, já para não falar nos elevados mimos que tenho recebido, o assunto da minha possível mudança não foi mais tema de conversa mas já nem isso incomoda-me, talvez porque nos últimos dias o cansaço, as náuseas e mesmo um desconforto são cada vez mais frequentes, o que está a deixar-me preocupada mas ocultei isso ao Ruben, não o queria alarmar sem motivo e por isso decidi marcar uma consulta e depois logo lhe digo alguma coisa.
***
Hoje acordei animada afinal dentro de horas terei a Maria, o João, a Ana e o Fábio comigo, uma vez que este ano combinamos que os aniversários da Maria e do Ruben são comemorados em Braga, até porque o Ruben tem jogo.
Passei a manhã toda enfiada na cama e cheguei a uma conclusão estes dias em Braga andam a fazer-me mal afinal estou cada vez mais molengona.
Durante a tarde e já na companhia do pessoal fui passear pela cidade, o João estava numa de matar saudades do tempo em que viveu em Braga e por isso decidimos fazer-lhe companhia num passeio pelo centro. As horas passaram e o momento de irmos até ao estádio chegou, já estávamos no camarote quando comecei a sentir-me indisposta, algo que nestes últimos dias tem sido cada vez mais frequente, tentei abstrair-me mas acabei por afastar-me deles e ir até ao exterior do camarote apanhar um pouco de ar.
- Que cara é essa?! - assustei-me ao ouvir a Maria - calma... sou só eu! Mas o que tens?
- Nada - respondi a custo uma vez que a vontade em vomitar era mais que muita.
- Não parece... - desta foi a Ana que falou - Tens a certeza que estás bem?
- Sim.. tou - menti descaradamente ainda assim não insistiram o que permitiu que concentrasse-me a ver o Ruben a aquecer mas em determinado momento tive que sentar-me.
- Mariana! - olhei para a Maria - Tu não estás nada bem! Essa cara não engana!
- Aiii que exagero... estou só indisposta... deve ter sido daquele bolo cheio de creme que comi à tarde!
- Sim... pois... e diz-me uma coisa essa indisposição é coisa passageira?! - olhei para a Ana - Mariana... não és de ter indisposições...
- Chatas! Ok eu conto mas não sai daqui porque não quero o Ruben alarmado! Tenho andado mais cansada e nestes últimos dias ando com a sentir o corpo estranho - elas entreolharam-se - mas isto não deve ser nada de qualquer forma já marquei uma consulta!
- Ok... mas marca uma comigo também!
- Olha endoidou!! Oh Ana desde quando és médica de clínica geral?! - a Maria gargalhou e quando a Ana ia para responder as equipas entraram em campo, o que fez com que me concentrasse no jogo e deixasse a conversa para depois.
Os primeiros 45 minutos passaram e golos nem vê-los mas em contrapartida a indisposição passou dando lugar a uma fome avassaladora, por isso levantei-me e fui até ao bar.
- Então já te passou o enjoo?! - a Maria meteu-se comigo ao ver-me com uma sandes na mão.
- Não estava enjoada... só indisposta!
- Pois...
O jogo reiniciou e com a segunda parte veio os golos mas infelizmente o Braga perdeu, ainda assim a noite seria de comemoração pelo menos para nós os seis, do estádio iríamos para o restaurante para festejarmos o aniversário da Maria.
- Bem... aquele já se despachava! - bofei de impaciência
- Oh prima - olhei para o João - sempre pensei que já tivesses habituada às secas monumentais que o Ruben te prega!
- Olha e estares caladinho, não?!
- Shiiii estás rabugenta!
- Não... o que estou é mesmo com falta de paciência para te aturar! - resmunguei e ao virar-me dou de caras com uma cena que não esperava, o Ruben todo de sorrisinhos para as raparigas que por ali andavam a pedir autógrafos - Aiiiiiiiii que aquele está a pedi-las! - o pessoal gargalhou todo ao perceber o porquê do meu desabafo - Não sei onde está a piada! Tou cheia de fome e aquele está ali a bajular-se! - respirei profundamente
- Acho que vou lá chamá-lo antes que haja mortes... sim que a Mariana está capaz de matar só com o olhar! - o Fábio atirou e só não lhe respondi porque foi mesmo chamar o Ruben.
Não sei o que lhe disse, só sei que o Ruben quando chegou perto de mim puxou-me antes que conseguisse dizer o que quer que fosse e beijou-me calmamente, algo que nunca antes tinha feito diante dos adeptos, aquilo se por um lado deixou-me a babar e com um sorriso triunfante, afinal aquelas loucas viram bem que aquele pedaço de mau caminho já tem dona, por outro também me deixou novamente enjoada.
- Oh mor hoje abusaste um bocado no perfume! - resmunguei ao afastar-me dele - que pivete! - o Ruben olhou-me estupefacto
- Eu?!
- Não fui eu!
- Hoje nem um bocadinho coloquei!
- Ya... ya...
- Sério! Amor esqueci-me do perfume em casa por isso é impossível que tenha colocado!
- Pois... sim... deve ser só o meu nariz que anda a funcionar mal...
- Não duvides!
- Ai é?! Então vais no carro com eles que eu vou no carro com elas e acabou-se a conversa!
Entrei de imediato para o carro deixando todos especados a olharem-me e uns minutos depois lá entrou a Maria e a Ana.
- Bem... hoje estás impossível!
- Oh Maria! Tu não me stresses!
- Eu?! Essa é boa... já agora qual foi a tua de implicares com o Ruben?
- Não tivesse exagerado no perfume...
- Exagerado?! O rapaz fez questão de dizer que não colocou nem uma pinga...
- Pois... mas o meu nariz não se engana!
- Pois... e por falar nisso tenho uma pergunta para te fazer - olhei pelo retrovisor para a Ana - Mariana mesmo sério ainda não paraste para pensar?
- Ãh!
- Hello acorda! - desta foi a Maria
- Vocês estão as duas loucas! E agora vamos mas é sair que eles também já chegaram!
Assim que falei saí do carro e caminhei até ao do Ruben, aproveitando a distância para respirar profundamente várias vezes e assim encher os meus pulmões de ar minimamente respirável, afinal sabia que iria precisar de usar a “reserva” assim que estivesse perto do Ruben.
- Já te passou a implicância com o meu suposto perfume! - o Ruben falou por entre um sorriso de menino traquina - não teria sido bem mais fácil falares que preferes a companhia delas à minha?!
- Eish!!! Aviso já que estou sem paciência para melodramas! E agora vamos entrar que estou cheia de fome!
O Ruben gargalhou mas acabou por seguir-me, entramos e depois de escolhermos os pratos iniciamos uma conversa animada que durou o jantar todo mas quando chegou o momento da sobremesa a coisa piorou drasticamente, ver o Ruben a deliciar-se com a baba de camelo deu-me a volta ao estômago e tive mesmo que sair da mesa.
Fui até ao WC onde molhei a cara com água e quando já me preparava para regressar vejo a Ana a entrar.
- Mari estás de quanto tempo?! - olhei para a Ana com cara de parva - E não faças essa cara que tanto eu como a Maria já percebemos...
- Mas perceberam o quê?
- Que vais ser uma grávida insuportável - gargalhei ao ouvi-la - ainda te ris... desgraçado do Ruben...
- Hello posso saber de onde tiraram essa ideia???
- Talvez do cansaço, náuseas, indisposições, enjoos, mudanças de humor,... só não sei é de quanto tempo estás ou vais dizer que não estás?!
Engoli em seco quando ouvi a Ana e de imediato fiz contas, a verdade é que ainda não tinha parado para juntar as peças todas e muito menos tinha notado o atraso considerável que já tenho, acabei por deixar o meu corpo escorregar pela parede e sentei-me no chão com os joelhos flectidos e a cara escondida neles.
- Mariana! - senti de imediato a Ana a abraçar-me - mesmo sério ainda não tinhas percebido?
- O Ruben...
- O que tem o Ruben?
- Ele... ele não quer ser pai!
- Tem calma! Primeiro ainda não sabes se estás e segundo quando lhe dizeres vai delirar!
- Não estás a perceber... Ana eu prometi ao Ruben não falar mais de filhos pelo menos até a época terminar e agora... agora posso estar grávida!
- A estares não o fizeste sozinha!
- Mas ele não quer...
- Não quer? Tens a certeza?!
- Tenho!
- Assim só por acaso ocultaste-lhe o facto de teres deixado de tomar a pílula?
- Não!
- Então ele que não venha dizer que não quer ou que foi esquema teu! Amiga, se tiveres mesmo grávida o descuido foi dos dois! O Ruben não pode dizer que não sabia...
- Tenho medo da reacção dele - baixei o olhar - nós já tivemos tantas discussões por causa deste assunto.
- Ohhh mas isso é porque são os dois umas cabeças duras mas vocês amam-se, por isso vais-te levantar, passas a cara por água e vamos regressar para a mesa, não penses mais no assunto e amanhã fazes um teste.
Acabei por concordar com a Ana e a custo lá consegui recompor-me minimamente. Saímos do WC e assim que sentei-me ao lado do Ruben, este perguntou-me o porquê de ter levado tanto tempo, a Ana veio em meu socorro e disse que a culpa tinha sido dela, que nos metemos à conversa, algo que o Ruben acreditou e por isso não insistiu.
Ruben
Estes dias para mim foram como se tivesse no paraíso, ter a Mari do meu lado diariamente tem contribuído para serenar um pouco, agora mais que nunca temos de aproveitar o máximo de tempo juntos para consolidarmos a nossa reconciliação e sem duvida foi o que fizemos nestas duas semanas, no entanto tenho notado a Mariana meio abatida nestes últimos dias mas associei ao facto do momento de tomarmos uma decisão sobre a vinda ou não dela para o porto estar a chegar.
- Bem a Mari hoje está requintada... - o João comentou ao entrarmos no carro, isto depois do meu amor ter implicado com o cheiro do meu suposto perfume, sim suposto porque na verdade hoje não coloquei nem uma gota.
- Oh... deu-lhe para implicar! - respondi tranquilamente.
- Então e como é que estão as cenas entre vocês? - desta foi o Fábio que falou.
- Bem.
- Que raio de bem foi esse? Onde é que anda o entusiasmo?
- Ohh...
- Ohh?! Passa-se alguma coisa?
- Mano a Mariana está a pensar em mudar-se para cá.
- Mas isso é bem fixe! Olha quem me desse que a Maria pensasse no mesmo!
- Sim puto não entendo qual é o drama.
- Fábio o drama está no facto que enquanto o João sabe que ficará por Valência durante os próximos anos, eu não sei onde vou estar daqui a meses, é complicado pedir à Mari que venha para cá quando sei que pode ser só uma solução temporária, ela não pode andar constantemente a saltitar entre os escritórios do Porto e os de Lisboa, a verdade é que não consigo ser egoísta a esse ponto mas também sei que a Mariana anda no limite.
- Como assim?
- João - hesitei por segundos mas acabei por desabafar - a Mariana chegou a Braga à quinze dias a dizer que se sente sozinha e que o estado de espírito dela está a afectar o seu trabalho, tanto que o Jorge mandou-a de férias o resto do mês e ainda a encostou entre a espada e a parede para que decida o que quer fazer.
- Não estás a exagerar? Tipo estamos a falar da Mari, aquela que sempre foi dona do seu nariz.
- Acredita que não estou, sinto-a insegura no fundo acho que está com receio que a distância destrua o nosso amor e por muito que tente argumentar o contrário parece que não ouve.
- É normal - olhei pelo retrovisor para o Fábio - que foi?! Ruben, tens de ser realista, vocês os dois não são santos nenhuns, durante anos andaram a rodar constantemente, à primeira contrariedade separam-se, é normal que a Mari tenha medo que algum de vocês não aguente a pressão de se verem de semana a semana ou mesmo de quinze em quinze dias.
- Se fosse assim também tenho motivos para ficar inseguro e não estou porque confio nela!
- Mano é diferente!
- João diferente onde?
- Onde?! Queres mesmo que te diga? Até parece que não tens constantemente gajas atrás de ti, a Mari não é cega, ela vê bem a forma como as tuas “fãs” - gargalhei ao vê-lo a fazer aspas quando disse fãs - se atiram...
- Não tenho culpa! Além disso a Mariana só tem de confiar em mim!
- Ok, tens razão mas agora responde-me se a Mari de um momento para o outro fosse para Faro trabalhar, onde estaria sozinha, conseguias ter a mesma serenidade que tens? Sabendo que ia estar rodeada de “amigos” e mais susceptível a ter uma recaída, porque e agora desculpa vocês os dois adoram uma boa noite...
- Sim gosto e não nego mas só faz sentido se for com a Mariana!
- Não foi isso que perguntei!
- Ok! Tens razão - suspirei.
- Então não julgues a Mari e muito menos venhas com a conversa que só tem de confiar em ti.
A conversa continuou mas só até ao momento de nos juntarmos às raparigas, já no restaurante que escolhemos para jantar. Os momentos que se seguiram foram de algumas brincadeiras e gargalhadas mas também aproveitamos para metermos a conversa em ordem.
A noite estava a ser agradável mas e inesperadamente a Mariana saiu da mesa disparada e com ela foi a Ana, ainda tentei perceber o que se tinha passado mas a Maria não se descoseu, atitude que deixou-me desconfiado que alguma coisa se passa mas quando a Mari chegou vinha bem e por isso acabei por esquecer o assunto.
No fim do jantar decidimos passear um pouco pelo centro da cidade e na primeira oportunidade que tive puxei a Mariana para mim.
- Amor estás bem? - olhou-me
- Sim!
- De certeza?
- Sim mas porquê que perguntas?
- Não sou cego! E já percebi que algo anda a incomodar-te - parei de andar e coloquei-me à sua frente - tens andado abatida nestes últimos dias - suspirou - amor estás assim por causa da decisão que tens a tomar ou passa-se mais alguma coisa?
- Ruben... - a Mariana olhou-me e quando ia para falar o pessoal aproximou-se - depois falamos.
Não insisti e seguimos até casa, onde cantamos os parabéns à Maria e vimos a alegria dela a abrir os presentes, sim que a Maria é pior que criança no que respeita a prendas. Esperamos uns minutos e a seguir foi a minha vez de apagar as velas e de abrir os meus presentes.
Ainda ficamos um bocado à conversa mas quando a Maria avisou que se ia deitar seguimos o seu exemplo e fomos para os respectivos quartos mas foi quando já estava deitado e agarrado à Mari que a prima resolveu interromper porque tinha algo para falar e que não podia adiar, ainda refilei mas não serviu de nada pois fiquei sozinho, acabei por adormecer pois estava de facto cansado do jogo.
Mariana
Lógico que passei o resto do jantar a pensar na possibilidade de estar grávida e apesar de tentar disfarçar o Ruben percebeu que algo se passa, perguntando com as letras todas se estou assim só pela decisão que tenho de tomar ou se é mais alguma coisa, teria contado naquele momento da probabilidade de sermos pais em breve mas fomos interrompidos e o assunto acabou por ser esquecido pelo Ruben, no entanto para mim está cada vez mais presente.
Já estávamos deitados quando a Maria veio até ao nosso quarto com a desculpa que tinha de falar comigo, acabei por segui-la até à sala.
- Aqui está a fugitiva! - a Maria falou assim que entramos na sala onde encontramos a Ana
- Maria para quem estava com sono estás bem animada! - reclamei, já elas entreolharam-se e riram.
- Isso foi só desculpa para mandarmos os rapazes para a cama!
- Eish... vocês não sei mas não tenciono deixar o Ruben adormecer sozinho por isso... - foi interrompida pela Ana.
- Toma! - olhei para o pequeno saco de farmácia que tinha nas mãos - Como sei que por ti não compravas teste nenhum fi-lo por ti!
- Contaste-lhe? - olhei de imediato para a Maria que sorria feita parva.
- Não! Mas a Maria tal como eu juntou os sintomas todos e comentou comigo, por isso decidimos comprar-te o teste porque estamos as duas desejosas de termos a confirmação!
- Quando é que compraste isso? Ana, tens noção que ainda não falei com o Ruben, não tens?
- Hey parou! Primeiro os rapazes não perceberam o que fui fazer, aliás nem tu, que fui à farmácia e nem deste pela minha ausência por isso não venhas com essa de ter dado nas vistas, vai mas é fazer o teste!
- Não!
- Prima nem penses que vais fazer o mesmo que fizeste da outra vez, não é por fazeres o teste que morres por isso...
- Vocês não entendem que primeiro quero falar com o Ruben.
- Prima, por acaso estás com medo que o Ruben não aceite?
- Não é bem isso - baixei o olhar - sei que se tiver o Ruben vai aceitar mas também sei que lhe prometi esperar mais uns meses.
- Mariana esquece isso! Amiga o Ruben até pode dizer o contrário mas no fundo quer ser pai o quanto antes, porque garanto-te que se não quisesse nunca teria facilitado.
- Ohh isso não é bem assim...
- Sei que quando estamos em “altas” por vezes não queremos saber de mais nada mas o Ruben não é desses, acredita em mim, sei bem do que falo - olhei-a - se há coisa em que o Ruben é muito cuidadoso é no que toca a proteger-se nesse sentido, namorei tanto tempo com ele e nem uma única vez se descuidou e olha que sempre tomei a pilula, algo que o Ruben sabia perfeitamente, por isso se contigo deixou de ser tão picuinhas nesse aspecto ainda mais sabendo que não tomas a pílula é porque quer ser pai mesmo dizendo o contrário.
- Tenho as minhas dúvidas - baixei novamente o olhar - até porque quando nos envolvemos a primeira vez o Ruben no momento não se preocupou com isso, só depois é que questionou se havia algum risco de termos alguma surpresa e para ser sincera mesmo naquela altura em que nos envolvemos sem namorarmos foram muito poucas as vezes que usamos preservativo.
- E ainda tens duvidas que quer ser pai? Mariana, o Ruben há muito que te escolheu para mulher e mãe dos seus filhos, porque de uma coisa podes ter a certeza, és a única com quem nunca se preocupou em se proteger, o Ruben ama-te mais do que a ele próprio, a vida dele esteve suspensa durante anos, no fundo o Ruben esperou por ti tal como esperaste por ele, hoje percebo que se passaram pelo que passaram foi porque tiveram que crescer para conseguirem admitir que se amam.
Amiga, o Ruben ainda tentou usar o nosso namoro para esquecer o sentimento que nutria por ti, partilhou casa comigo mas eras tu que aparecias nos seus sonhos enquanto dormia, perdi a conta às vezes que chamava por ti enquanto dormia, sempre foste a dona do seu destino, tal como ele foi do teu, tanto que foi que casaram quando sempre o ouvi a dizer que não era um dos seus objectivos mas a verdade é que casaram e sem darem cavaco a ninguém, vocês casaram porque no fundo foi a forma que encontraram para demonstrarem ao teu pai que não vivem uma brincadeira, que é real e bem real, que se amam e não têm a menor dúvida, o que vocês chamam de um acto de loucura eu chamo de AMOR, vocês não precisam que o mundo vos aceite ou vos compreenda, vocês só precisam um do outro e por isso casaram, porque no fundo vocês completam-se por isso não tenho a certeza que o Ruben quer ser pai.
Não respondi mas fiquei a pensar em tudo o que a Ana falou e a juntar a isso tinha a recordação daquela vez em que desconfiei que pudesse estar grávida, o Ruben apesar de tudo reagiu melhor do que esperava e foi com isto tudo no pensamento que acabei por ir até ao quarto.
Deitei-me do seu lado e comprovei que tinha adormecido, algo que agradeci pois não conseguiria esconder-lhe a dúvida que paira sobre as nossas cabeças mas também ainda não estou preparada para lhe dizer.
Escusado será dizer que pouco dormir durante a noite e assim que começou o dia começou a clarear saí da cama, fui buscar o teste e resolvi fazê-lo.
Ruben
Acordei e ao esticar o braço para procurar a Mariana percebi que já se tinha levantado mas como ouvi barulho vindo da casa de banho deixei-me ficar de olhos fechados à sua espera e uns minutos depois pressenti que se tinha sentado na beira da cama, acabei por abrir os olhos e ao vê-la de costas completamente imóvel tentei perceber o que se passava e ao colocar-me de joelhos atrás de si vi o que não esperava, a Mariana tinha nas mãos um teste de gravidez.
- Desculpa - falou antes de se afastar de mim e começar a andar de um lado para o outro.
- Estes dois traços querem dizer que estás grávida? - perguntei ao pegar no teste que tinha deixado em cima da cama.
- Sim estou grávida e também sei que não queres... - a Mariana debitava uma quantidade de disparates enquanto andava de um lado para o outro e por isso fui obrigado a fazê-la parar, para tal coloquei-me diante dela impedindo que continuasse aos círculos mas mesmo assim continuou a falar enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto - deves estar a pensar que fiz de propósito mas juro que não...
- Amor pára! - olhou-me pela primeira vez desde que acordei - Mariana não estou chateado e muito menos penso que fizeste de propósito - limpei-lhe o rosto húmido - vamos ser pais! - falei de sorriso no rosto, sim é verdade que sempre disse que não queria ser pai já mas ver aqueles dois tracinhos fez-me sentir o homem mais sortudo - vamos ter o nosso bebé - levei a outra mão à sua barriga e vi um sorriso enorme surgir-lhe no rosto para no instante seguinte beijá-la calmamente - Amo-te - suspirou - ou melhor amo-vos - ajoelhei-me à sua frente e pela primeira vez beijei a sua barriga com o desejo de beijar o meu filho.
- Estás feliz? - perguntou-me algo surpresa.
- Não se nota? - não a deixei responder, simplesmente a puxei para mim beijando-a agora com mais intensidade, cambaleamos até à cama onde nos deitamos e passamos os minutos seguintes a trocar mimos, mas desta vez concentrei-os praticamente todos na sua barriga, o que lhe provocou algumas gargalhadas mas assim que parei - Mariana se estás grávida foi porque facilitamos mas também se não tivesse sido assim continuaríamos neste impasse e gravidez não é doença e muito menos uma dor de cabeça pelo menos não no nosso caso, nós amamo-nos - beijei-a calmamente - achaste mesmo que ia ficar chateado? - perguntei quando já a tinha nos meus braços e mais calma.
- Oh... para ser sincera pensei em tanta coisa.
- Há quantos dias é que andavas desconfiada?
- Pois... - começou a rir feita tonta
- Onde é que está a piada?
- Foi preciso ser a Ana e a Maria a juntarem as peças e a dizerem com as letras todas para ter percebido.
- Como assim?
- Há uns dias que tenho andado a sentir-me estranha, tipo cansada e indisposta mas nunca passou-me pela cabeça que pudesse estar grávida, aliás tenho consulta marcada porque achei que isto não era normal, só não disse para não te preocupar mas a verdade é que ontem depois delas perceberem que não ando bem e após a Ana perguntar de quanto tempo estou é que parei e fiz as contas, chegando à conclusão que o atraso já é considerável.
- Porquê que não falaste logo comigo?
- Porque tive medo - a Mariana escondeu o rosto no meu tronco - tu não querias...
- Sabes bem o motivo pelo qual pedi para adiarmos a vinda do nosso primeiro filho logo sabes que nunca foi por não querer mas sim por não conseguir acompanhar todos os momentos da gravidez.
- Agora que falas nisso - olhou-me - tenho de comunicar ao meu tio que venho para o Porto, se já tinha intenções de vir por querer estar do teu lado agora é que não tem sentido continuar em Lisboa.
- Tens a certeza?
- Tenho mas porquê? Não queres?
- Quero, aliás sempre quis mas nunca o iria admitir porque se o fizesse sabia que no mesmo momento informavas o Jorge da escolha e sinceramente a decisão tinha que ser só tua.
- A decisão tem que ser dos dois, só assim faz sentido, afinal somos um casal e espero bem que penses da mesma forma que eu, ou seja, as decisões que afectam os dois têm que ser sempre tomadas em conjunto.
- Concordo contigo e foi por isso que te dei a minha opinião quando abordaste este assunto comigo mas também tens de concordar que não é fácil pedir-te que abdiques da tua vida profissional em prol da minha, até porque se fosse ao contrário também não me pedirias tal coisa, foi neste sentido que falei que a decisão tinha que ser só tua.
- Pois mas agora já não somos só os dois - sorriu ao colocar as mãos na barriga - por isso temos que pensar no melhor para os três e o melhor é sem dúvida estarmos juntos, por isso a decisão está tomada.
Não contestei e muito menos tentei demovê-la da ideia, até porque esta era a decisão que queria ouvir da sua boca. Aproveitei o facto de tê-la nos meus braços para a mimar, talvez assim percebesse de uma vez o quanto estou feliz com a vinda do nosso bebé.
- Amor temos que nos levantar! - a Mariana informou quando a minha intenção era outra.
- Eish... oh mor agora?!
- Sim... agora! Temos o pessoal cá e além disso não vais passar a manhã do teu dia de anos enfiado na cama!
 - Por isso mesmo - olhou-me - podíamos ficar aqui e - comecei a dar-lhe alguns beijinhos no seu pescoço - e... comemorá-los a três!
- Deixa de ser egoísta! - gargalhei ao ouvi-la.
- Não é ser egoísta... é mesmo querer a mãe do meu filho SÓ para mim... afinal tenho que aproveitar bem os próximos meses porque depois vou ter que te dividir com... - hesitei uns segundos mas acabei por perguntar - queres menino ou menina?? - a Mariana sorriu.
- Não sei... acho que ainda não tive tempo para assimilar que estou grávida quanto mais para pensar se é menino ou menina.
- Ohhh se pudesse escolher queria menino!
- Uiii já estou a imaginar ainda a criança não sabe andar e já estarás a tentar ensinar-lhe a jogar...
- E isso é mau?!
- Não... mas agora temos mesmo que nos levantar!
- Tudo bem... mas depois quero mimos a dobrar!
- Sim... papá - sorri ao ouvi-la.
Fiz-lhe companhia no duche e no fim saímos do quarto directos para a cozinha já que a Mariana estava a reclamar com fome.
Como terminará este dia? E a novidade da gravidez da Mari será bem recebida por todos?

13 comentários:

  1. Se uma Mendes grávida é o que é, duas Mendes grávidas é dose, por esta juro que não estava á espera, mas adorei.
    Agora é que o menino Ruben vai sofrer as passas do algarve, ou muito me engano ou a Mariana com aquele feitiozinho vai ser uma grávida rabugenta. Tava ela com medo de contar ao pai da criança, ele adorou, então se ele se derretia com a gravidez da Maria agora então vai ser só mel, e ainda por cima com uma pipoqinha só deles, sim porque a outra era "emprestada".
    Tou para ver a reação do pai da Mariana, agora é que a casa vem abaixo.
    Adorei, mas agora não quero cá discussões porque a rapariga tá grávida e não se pode enervar, os outros acho que vão gostar, para as meninas não vai ser novidade e o Fábio e o JP só podem ficar contentes, afinal vão ser "tios".
    Foi um momento de leitura bastante agradável, fico à espera do próximo.

    Beijocas

    Fernanda

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  2. assino em baixo do que a Fernanda disse!
    concordo com tudo.

    é claro que o Ruben ia ficar completamente derretido por ser pai...

    adorei*

    beijinhos

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  3. Olá :D
    Adorei!
    Bem me parecia que o Ruben ia aceitar a gravidez rapidamente ahah
    Agora estou para ver a reacção do pai da Mariana! Ui ui :p
    Quero mais
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Olá :)

    Eu disse que a Mariana estava grávida :D
    É desta que vão deixar de se andarem a fazer ao Rúben.
    E ainda bem que se decidiu a viver com o Rúben *-*
    Agora ele vai ter a sua grávida resmungona sempre por perto :)
    O pai da Mariana em vez de continuar chateado, podia era fazer as pazes com ela, afinal vai ser avô :p

    Beijinhos
    Daniela^^

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  5. Ahhh, não podia ter tido emoção melhor!!! Já consigo imaginar as mudanças constantes de humor e os contrastes de enjoos das primas haha. E pronto, agora não é só o João, mas o Ruben também, completamente babado. Isso vai ser bom, vai :P Mas eles merecem *-* Resta saber se o vovô irá gostar da notícia ;c Espero que ele supere as minhas expectativas. Beijinhos :*
    Gabi

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  6. Oh q fofos *.*
    Eu adoro a Mari e o Ruben, e adorei este capitulo, PRECISO ler mais rápido...

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  7. Olá!
    Esta baba toda deve ser contagiosa,é que eu derroto-me toda com estes caps loool
    ADOREI!!:D
    Quero mais e mesmo muito,muito rápido meninas!
    Beijinhos
    Rita

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  8. Olá!

    Bem, já não comento já á algum tempo, mas só agora consegui atualizar-me, tinha já alguns capítulos em atraso.

    Tenho adorado todos os acontecimentos, surpresas e os momentos dos 4. Adorei os presentinhos que foram oferecidos á Maria para o Guilherme, as semanhinhas em Valência e o facto de todos estarem bem e juntinhos!! xD
    "Delirei" com a boa nova de que a Mari está grávida. E lá vem mais um Mendes!LOL

    Só espero que tudo agora fique bem e que com a vinda do netinho, o velho do Restelo, como lhe chama a Mari, aceite de vez o Ruben e que pai e filha se comecem a dar bem.

    Beijinhos
    Beatriz

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  9. Lindo, lindo, lindo!
    Meninas, apesar de ser a primeira vez que comento, tenho andado a seguir a vossa história e digo-vos sinceramente que estou a adorá-la! Dou-vos os meus parabéns!
    Resta-me pedir-vos que nos deixem com o próximo capítulo assim que puderam, pois estou em pulgas para ler a continuação!

    Beijinhos :)

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  10. Olá!
    A-D-O-R-E-I! Tenho um feeling que a Mariana vai ser uma gravida bem exigente xD
    Acho que vai ser epico ver este casal a preparar a chegada de um terceiro elemento. So nao sei como e que o velho do Restelo vai reagir xD por isso mesmo venha o proximo!!

    Beso
    Ana Santos

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  11. ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI ADOREI !!! Quero ler mais sobre este casal Mari e Ruben Sao os mais fofos *.*

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  12. Muito bom, quando nascerem os primos vão poder crescer um com o outro como as mães :D

    Só falta a Maria ir para Valência para as famílias ficarem unidas.

    Ja tinha saudades de ler coisas assim.

    Abreijos
    PatriciaQ

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