Ruben
Durante os
primeiros quinze dias de Janeiro e sempre que falava com a Mari ao telemóvel
notava-a estranha mas nunca consegui perceber o porquê, dado que a Mariana
simplesmente desviava o assunto, o que fazia com que não insistisse com ela,
até porque tinha intenções de falar sobre isso quando estivéssemos cara-a-cara,
no entanto não foi preciso ter puxado o assunto, a Mari acabou por dizer que se
sente sozinha, o que atingiu-me ainda mais quando fui informado que o Jorge lhe
deu a hipótese de mudar-se para os escritórios no Porto, obrigar a Mari a
afastar-se de Lisboa sabendo que dentro de meses posso regressar custa-me pois
querendo ou não obrigo-a a andar ao “sabor da maré” e isso só a prejudica
profissionalmente.
A Mariana quis
saber a minha opinião e fui sincero por isso acabamos por decidir que só
voltaríamos a pensar no assunto no fim das suas férias de forma a aproveitarmos
os dias.
Mariana
Os primeiros dias
em Braga foram perfeitos, pelo menos no que toca a matar todas as saudades do
Ruben, confesso que tem sido incansável em satisfazer-me todos os caprichos, já
para não falar nos elevados mimos que tenho recebido, o assunto da minha
possível mudança não foi mais tema de conversa mas já nem isso incomoda-me,
talvez porque nos últimos dias o cansaço, as náuseas e mesmo um desconforto são
cada vez mais frequentes, o que está a deixar-me preocupada mas ocultei isso ao
Ruben, não o queria alarmar sem motivo e por isso decidi marcar uma consulta e
depois logo lhe digo alguma coisa.
***
Hoje acordei
animada afinal dentro de horas terei a Maria, o João, a Ana e o Fábio comigo,
uma vez que este ano combinamos que os aniversários da Maria e do Ruben são
comemorados em Braga, até porque o Ruben tem jogo.
Passei a manhã
toda enfiada na cama e cheguei a uma conclusão estes dias em Braga andam a
fazer-me mal afinal estou cada vez mais molengona.
Durante a tarde e
já na companhia do pessoal fui passear pela cidade, o João estava numa de matar
saudades do tempo em que viveu em Braga e por isso decidimos fazer-lhe companhia
num passeio pelo centro. As horas passaram e o momento de irmos até ao estádio
chegou, já estávamos no camarote quando comecei a sentir-me indisposta, algo
que nestes últimos dias tem sido cada vez mais frequente, tentei abstrair-me
mas acabei por afastar-me deles e ir até ao exterior do camarote apanhar um
pouco de ar.
- Que cara é essa?! - assustei-me ao ouvir a Maria - calma... sou só eu! Mas o que tens?
- Nada - respondi a
custo uma vez que a vontade em vomitar era mais que muita.
- Não parece... - desta foi a Ana que falou - Tens
a certeza que estás bem?
- Sim.. tou - menti descaradamente ainda assim não insistiram o que permitiu que
concentrasse-me a ver o Ruben a aquecer mas em determinado momento tive que
sentar-me.
- Mariana! - olhei para a Maria - Tu não
estás nada bem! Essa cara não engana!
- Aiii que exagero... estou só indisposta... deve
ter sido daquele bolo cheio de creme que comi à tarde!
- Sim... pois... e diz-me uma coisa essa
indisposição é coisa passageira?! - olhei para a
Ana - Mariana... não és de ter
indisposições...
- Chatas! Ok eu conto mas não sai daqui porque
não quero o Ruben alarmado! Tenho andado mais cansada e nestes últimos dias
ando com a sentir o corpo estranho - elas
entreolharam-se - mas isto não deve ser
nada de qualquer forma já marquei uma consulta!
- Ok... mas marca uma comigo também!
- Olha endoidou!! Oh Ana desde quando és médica
de clínica geral?! - a Maria
gargalhou e quando a Ana ia para responder as equipas entraram em campo, o que
fez com que me concentrasse no jogo e deixasse a conversa para depois.
Os primeiros 45
minutos passaram e golos nem vê-los mas em contrapartida a indisposição passou
dando lugar a uma fome avassaladora, por isso levantei-me e fui até ao bar.
- Então já te passou o enjoo?! - a Maria meteu-se comigo ao ver-me com uma
sandes na mão.
- Não estava enjoada... só indisposta!
- Pois...
O jogo reiniciou
e com a segunda parte veio os golos mas infelizmente o Braga perdeu, ainda
assim a noite seria de comemoração pelo menos para nós os seis, do estádio
iríamos para o restaurante para festejarmos o aniversário da Maria.
- Bem... aquele já se despachava! - bofei de impaciência
- Oh prima - olhei para o João - sempre
pensei que já tivesses habituada às secas monumentais que o Ruben te prega!
- Olha e estares caladinho, não?!
- Shiiii estás rabugenta!
- Não... o que estou é mesmo com falta de
paciência para te aturar! - resmunguei e
ao virar-me dou de caras com uma cena que não esperava, o Ruben todo de
sorrisinhos para as raparigas que por ali andavam a pedir autógrafos - Aiiiiiiiii que aquele está a pedi-las!
- o pessoal gargalhou todo ao perceber o porquê do meu desabafo - Não sei onde está a piada! Tou cheia de
fome e aquele está ali a bajular-se! - respirei profundamente
- Acho que vou lá chamá-lo antes que haja
mortes... sim que a Mariana está capaz de matar só com o olhar! - o Fábio atirou e só não lhe respondi porque
foi mesmo chamar o Ruben.
Não sei o que lhe
disse, só sei que o Ruben quando chegou perto de mim puxou-me antes que
conseguisse dizer o que quer que fosse e beijou-me calmamente, algo que nunca
antes tinha feito diante dos adeptos, aquilo se por um lado deixou-me a babar e
com um sorriso triunfante, afinal aquelas loucas viram bem que aquele pedaço de
mau caminho já tem dona, por outro também me deixou novamente enjoada.
- Oh mor hoje abusaste um bocado no perfume! - resmunguei ao afastar-me dele - que pivete! - o Ruben olhou-me
estupefacto
- Eu?!
- Não fui eu!
- Hoje nem um bocadinho coloquei!
- Ya... ya...
- Sério! Amor esqueci-me do perfume em casa por
isso é impossível que tenha colocado!
- Pois... sim... deve ser só o meu nariz que anda
a funcionar mal...
- Não duvides!
- Ai é?! Então vais no carro com eles que eu vou
no carro com elas e acabou-se a conversa!
Entrei de
imediato para o carro deixando todos especados a olharem-me e uns minutos
depois lá entrou a Maria e a Ana.
- Bem... hoje estás impossível!
- Oh Maria! Tu não me stresses!
- Eu?! Essa é boa... já agora qual foi a tua de
implicares com o Ruben?
- Não tivesse exagerado no perfume...
- Exagerado?! O rapaz fez questão de dizer que
não colocou nem uma pinga...
- Pois... mas o meu nariz não se engana!
- Pois... e por falar nisso tenho uma pergunta
para te fazer - olhei pelo
retrovisor para a Ana - Mariana mesmo
sério ainda não paraste para pensar?
- Ãh!
- Hello acorda! - desta foi a Maria
- Vocês estão as duas loucas! E agora vamos mas é
sair que eles também já chegaram!
Assim que falei
saí do carro e caminhei até ao do Ruben, aproveitando a distância para respirar
profundamente várias vezes e assim encher os meus pulmões de ar minimamente
respirável, afinal sabia que iria precisar de usar a “reserva” assim que
estivesse perto do Ruben.
- Já te passou a implicância com o meu suposto
perfume! - o Ruben falou por entre um sorriso de
menino traquina - não teria sido bem
mais fácil falares que preferes a companhia delas à minha?!
- Eish!!! Aviso já que estou sem paciência para
melodramas! E agora vamos entrar que estou cheia de fome!
O Ruben gargalhou
mas acabou por seguir-me, entramos e depois de escolhermos os pratos iniciamos
uma conversa animada que durou o jantar todo mas quando chegou o momento da
sobremesa a coisa piorou drasticamente, ver o Ruben a deliciar-se com a baba de
camelo deu-me a volta ao estômago e tive mesmo que sair da mesa.
Fui até ao WC
onde molhei a cara com água e quando já me preparava para regressar vejo a Ana
a entrar.
- Mari estás de quanto tempo?! - olhei para a Ana com cara de parva - E não faças essa cara que tanto eu como a
Maria já percebemos...
- Mas perceberam o quê?
- Que vais ser uma grávida insuportável - gargalhei ao ouvi-la - ainda te ris... desgraçado do Ruben...
- Hello posso saber de onde tiraram essa ideia???
- Talvez do cansaço, náuseas, indisposições,
enjoos, mudanças de humor,... só não sei é de quanto tempo estás ou vais dizer
que não estás?!
Engoli em seco
quando ouvi a Ana e de imediato fiz contas, a verdade é que ainda não tinha
parado para juntar as peças todas e muito menos tinha notado o atraso
considerável que já tenho, acabei por deixar o meu corpo escorregar pela parede
e sentei-me no chão com os joelhos flectidos e a cara escondida neles.
- Mariana! - senti de imediato a Ana a abraçar-me - mesmo sério ainda não tinhas percebido?
- O Ruben...
- O que tem o Ruben?
- Ele... ele não quer ser pai!
- Tem calma! Primeiro ainda não sabes se estás e
segundo quando lhe dizeres vai delirar!
- Não estás a perceber... Ana eu prometi ao Ruben
não falar mais de filhos pelo menos até a época terminar e agora... agora posso
estar grávida!
- A estares não o fizeste sozinha!
- Mas ele não quer...
- Não quer? Tens a certeza?!
- Tenho!
- Assim só por acaso ocultaste-lhe o facto de
teres deixado de tomar a pílula?
- Não!
- Então ele que não venha dizer que não quer ou
que foi esquema teu! Amiga, se tiveres mesmo grávida o descuido foi dos dois! O
Ruben não pode dizer que não sabia...
- Tenho medo da reacção dele - baixei o olhar - nós já tivemos tantas discussões por causa deste assunto.
- Ohhh mas isso é porque são os dois umas cabeças
duras mas vocês amam-se, por isso vais-te levantar, passas a cara por água e
vamos regressar para a mesa, não penses mais no assunto e amanhã fazes um
teste.
Acabei por
concordar com a Ana e a custo lá consegui recompor-me minimamente. Saímos do WC
e assim que sentei-me ao lado do Ruben, este perguntou-me o porquê de ter
levado tanto tempo, a Ana veio em meu socorro e disse que a culpa tinha sido
dela, que nos metemos à conversa, algo que o Ruben acreditou e por isso não
insistiu.
Ruben
Estes dias para
mim foram como se tivesse no paraíso, ter a Mari do meu lado diariamente tem
contribuído para serenar um pouco, agora mais que nunca temos de aproveitar o
máximo de tempo juntos para consolidarmos a nossa reconciliação e sem duvida
foi o que fizemos nestas duas semanas, no entanto tenho notado a Mariana meio
abatida nestes últimos dias mas associei ao facto do momento de tomarmos uma
decisão sobre a vinda ou não dela para o porto estar a chegar.
- Bem a Mari hoje está requintada... - o João comentou ao entrarmos no carro, isto
depois do meu amor ter implicado com o cheiro do meu suposto perfume, sim
suposto porque na verdade hoje não coloquei nem uma gota.
- Oh... deu-lhe para implicar! - respondi tranquilamente.
- Então e como é que estão as cenas entre vocês? - desta foi o Fábio que falou.
- Bem.
- Que raio de bem foi esse? Onde é que anda o
entusiasmo?
- Ohh...
- Ohh?! Passa-se alguma coisa?
- Mano a Mariana está a pensar em mudar-se para
cá.
- Mas isso é bem fixe! Olha quem me desse que a
Maria pensasse no mesmo!
- Sim puto não entendo qual é o drama.
- Fábio o drama está no facto que enquanto o João
sabe que ficará por Valência durante os próximos anos, eu não sei onde vou
estar daqui a meses, é complicado pedir à Mari que venha para cá quando sei que
pode ser só uma solução temporária, ela não pode andar constantemente a
saltitar entre os escritórios do Porto e os de Lisboa, a verdade é que não
consigo ser egoísta a esse ponto mas também sei que a Mariana anda no limite.
- Como assim?
- João - hesitei por
segundos mas acabei por desabafar - a
Mariana chegou a Braga à quinze dias a dizer que se sente sozinha e que o
estado de espírito dela está a afectar o seu trabalho, tanto que o Jorge
mandou-a de férias o resto do mês e ainda a encostou entre a espada e a parede
para que decida o que quer fazer.
- Não estás a exagerar? Tipo estamos a falar da
Mari, aquela que sempre foi dona do seu nariz.
- Acredita que não estou, sinto-a insegura no
fundo acho que está com receio que a distância destrua o nosso amor e por muito
que tente argumentar o contrário parece que não ouve.
- É normal - olhei pelo retrovisor para o Fábio - que foi?! Ruben, tens de ser realista, vocês os dois não são santos
nenhuns, durante anos andaram a rodar constantemente, à primeira contrariedade
separam-se, é normal que a Mari tenha medo que algum de vocês não aguente a
pressão de se verem de semana a semana ou mesmo de quinze em quinze dias.
- Se fosse assim também tenho motivos para ficar
inseguro e não estou porque confio nela!
- Mano é diferente!
- João diferente onde?
- Onde?! Queres mesmo que te diga? Até parece que
não tens constantemente gajas atrás de ti, a Mari não é cega, ela vê bem a
forma como as tuas “fãs” - gargalhei ao
vê-lo a fazer aspas quando disse fãs - se
atiram...
- Não tenho culpa! Além disso a Mariana só tem de
confiar em mim!
- Ok, tens razão mas agora responde-me se a Mari
de um momento para o outro fosse para Faro trabalhar, onde estaria sozinha,
conseguias ter a mesma serenidade que tens? Sabendo que ia estar rodeada de
“amigos” e mais susceptível a ter uma recaída, porque e agora desculpa vocês os
dois adoram uma boa noite...
- Sim gosto e não nego mas só faz sentido se for
com a Mariana!
- Não foi isso que perguntei!
- Ok! Tens razão - suspirei.
- Então não julgues a Mari e muito menos venhas
com a conversa que só tem de confiar em ti.
A conversa
continuou mas só até ao momento de nos juntarmos às raparigas, já no
restaurante que escolhemos para jantar. Os momentos que se seguiram foram de
algumas brincadeiras e gargalhadas mas também aproveitamos para metermos a
conversa em ordem.
A noite estava a
ser agradável mas e inesperadamente a Mariana saiu da mesa disparada e com ela
foi a Ana, ainda tentei perceber o que se tinha passado mas a Maria não se
descoseu, atitude que deixou-me desconfiado que alguma coisa se passa mas
quando a Mari chegou vinha bem e por isso acabei por esquecer o assunto.
No fim do jantar
decidimos passear um pouco pelo centro da cidade e na primeira oportunidade que
tive puxei a Mariana para mim.
- Amor estás bem? - olhou-me
- Sim!
- De certeza?
- Sim mas porquê que perguntas?
- Não sou cego! E já percebi que algo anda a
incomodar-te - parei de andar
e coloquei-me à sua frente - tens andado
abatida nestes últimos dias - suspirou - amor estás assim por causa da decisão que tens a tomar ou passa-se mais
alguma coisa?
- Ruben... - a Mariana olhou-me e quando ia para falar o pessoal aproximou-se - depois falamos.
Não insisti e
seguimos até casa, onde cantamos os parabéns à Maria e vimos a alegria dela a
abrir os presentes, sim que a Maria é pior que criança no que respeita a
prendas. Esperamos uns minutos e a seguir foi a minha vez de apagar as velas e
de abrir os meus presentes.
Ainda ficamos um
bocado à conversa mas quando a Maria avisou que se ia deitar seguimos o seu
exemplo e fomos para os respectivos quartos mas foi quando já estava deitado e
agarrado à Mari que a prima resolveu interromper porque tinha algo para falar e
que não podia adiar, ainda refilei mas não serviu de nada pois fiquei sozinho,
acabei por adormecer pois estava de facto cansado do jogo.
Mariana
Lógico que passei
o resto do jantar a pensar na possibilidade de estar grávida e apesar de tentar
disfarçar o Ruben percebeu que algo se passa, perguntando com as letras todas
se estou assim só pela decisão que tenho de tomar ou se é mais alguma coisa,
teria contado naquele momento da probabilidade de sermos pais em breve mas
fomos interrompidos e o assunto acabou por ser esquecido pelo Ruben, no entanto
para mim está cada vez mais presente.
Já estávamos
deitados quando a Maria veio até ao nosso quarto com a desculpa que tinha de
falar comigo, acabei por segui-la até à sala.
- Aqui está a fugitiva! - a Maria falou assim que entramos na sala onde
encontramos a Ana
- Maria para quem estava com sono estás bem
animada! - reclamei, já elas entreolharam-se e
riram.
- Isso foi só desculpa para mandarmos os rapazes
para a cama!
- Eish... vocês não sei mas não tenciono deixar o
Ruben adormecer sozinho por isso... - foi
interrompida pela Ana.
- Toma! - olhei para o
pequeno saco de farmácia que tinha nas mãos - Como sei que por ti não compravas teste nenhum fi-lo por ti!
- Contaste-lhe? - olhei de imediato para a Maria que sorria feita parva.
- Não! Mas a Maria tal como eu juntou os sintomas
todos e comentou comigo, por isso decidimos comprar-te o teste porque estamos
as duas desejosas de termos a confirmação!
- Quando é que compraste isso? Ana, tens noção
que ainda não falei com o Ruben, não tens?
- Hey parou! Primeiro os rapazes não perceberam o
que fui fazer, aliás nem tu, que fui à farmácia e nem deste pela minha ausência
por isso não venhas com essa de ter dado nas vistas, vai mas é fazer o teste!
- Não!
- Prima nem penses que vais fazer o mesmo que
fizeste da outra vez, não é por fazeres o teste que morres por isso...
- Vocês não entendem que primeiro quero falar com
o Ruben.
- Prima, por acaso estás com medo que o Ruben não
aceite?
- Não é bem isso - baixei o olhar - sei que se tiver o Ruben vai aceitar mas também sei que lhe prometi
esperar mais uns meses.
- Mariana esquece isso! Amiga o Ruben até pode
dizer o contrário mas no fundo quer ser pai o quanto antes, porque garanto-te
que se não quisesse nunca teria facilitado.
- Ohh isso não é bem assim...
- Sei que quando estamos em “altas” por vezes não
queremos saber de mais nada mas o Ruben não é desses, acredita em mim, sei bem
do que falo - olhei-a - se há coisa em que o Ruben é muito
cuidadoso é no que toca a proteger-se nesse sentido, namorei tanto tempo com
ele e nem uma única vez se descuidou e olha que sempre tomei a pilula, algo que
o Ruben sabia perfeitamente, por isso se contigo deixou de ser tão picuinhas
nesse aspecto ainda mais sabendo que não tomas a pílula é porque quer ser pai
mesmo dizendo o contrário.
- Tenho as minhas dúvidas - baixei novamente o olhar - até porque quando nos envolvemos a primeira
vez o Ruben no momento não se preocupou com isso, só depois é que questionou se
havia algum risco de termos alguma surpresa e para ser sincera mesmo naquela
altura em que nos envolvemos sem namorarmos foram muito poucas as vezes que
usamos preservativo.
- E ainda tens duvidas que quer ser pai? Mariana,
o Ruben há muito que te escolheu para mulher e mãe dos seus filhos, porque de
uma coisa podes ter a certeza, és a única com quem nunca se preocupou em se
proteger, o Ruben ama-te mais do que a ele próprio, a vida dele esteve suspensa
durante anos, no fundo o Ruben esperou por ti tal como esperaste por ele, hoje
percebo que se passaram pelo que passaram foi porque tiveram que crescer para
conseguirem admitir que se amam.
Amiga, o Ruben ainda tentou usar o nosso namoro
para esquecer o sentimento que nutria por ti, partilhou casa comigo mas eras tu
que aparecias nos seus sonhos enquanto dormia, perdi a conta às vezes
que chamava por ti enquanto dormia, sempre foste a dona do seu destino, tal
como ele foi do teu, tanto que foi que casaram quando sempre o ouvi a dizer que
não era um dos seus objectivos mas a verdade é que casaram e sem darem cavaco a
ninguém, vocês casaram porque no fundo foi a forma que encontraram para
demonstrarem ao teu pai que não vivem uma brincadeira, que é real e bem real,
que se amam e não têm a menor dúvida, o que vocês chamam de um acto de loucura
eu chamo de AMOR, vocês não precisam que o mundo vos aceite ou vos compreenda,
vocês só precisam um do outro e por isso casaram, porque no fundo vocês
completam-se por isso não tenho a certeza que o Ruben quer ser pai.
Não respondi mas
fiquei a pensar em tudo o que a Ana falou e a juntar a isso tinha a recordação
daquela vez em que desconfiei que pudesse estar grávida, o Ruben apesar de tudo
reagiu melhor do que esperava e foi com isto tudo no pensamento que acabei por
ir até ao quarto.
Deitei-me do seu
lado e comprovei que tinha adormecido, algo que agradeci pois não conseguiria
esconder-lhe a dúvida que paira sobre as nossas cabeças mas também ainda não
estou preparada para lhe dizer.
Escusado será
dizer que pouco dormir durante a noite e assim que começou o dia começou a
clarear saí da cama, fui buscar o teste e resolvi fazê-lo.
Ruben
Acordei e ao
esticar o braço para procurar a Mariana percebi que já se tinha levantado mas
como ouvi barulho vindo da casa de banho deixei-me ficar de olhos fechados à
sua espera e uns minutos depois pressenti que se tinha sentado na beira da
cama, acabei por abrir os olhos e ao vê-la de costas completamente imóvel
tentei perceber o que se passava e ao colocar-me de joelhos atrás de si vi o
que não esperava, a Mariana tinha nas mãos um teste de gravidez.
- Desculpa - falou antes de se afastar de mim e começar a andar de um lado para
o outro.
- Estes dois traços querem dizer que estás
grávida? - perguntei ao pegar no teste que tinha
deixado em cima da cama.
- Sim estou grávida e também sei que não
queres... - a Mariana
debitava uma quantidade de disparates enquanto andava de um lado para o outro e
por isso fui obrigado a fazê-la parar, para tal coloquei-me diante dela
impedindo que continuasse aos círculos mas mesmo assim continuou a falar
enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto - deves estar a pensar que fiz de propósito mas juro que não...
- Amor pára! - olhou-me pela primeira vez desde que acordei - Mariana não estou chateado e muito menos penso que fizeste de propósito
- limpei-lhe o rosto húmido - vamos
ser pais! - falei de sorriso no rosto, sim é verdade que sempre disse que
não queria ser pai já mas ver aqueles dois tracinhos fez-me sentir o homem mais
sortudo - vamos ter o nosso bebé -
levei a outra mão à sua barriga e vi um sorriso enorme surgir-lhe no rosto para
no instante seguinte beijá-la calmamente - Amo-te
- suspirou - ou melhor amo-vos -
ajoelhei-me à sua frente e pela primeira vez beijei a sua barriga com o desejo
de beijar o meu filho.
- Estás feliz? - perguntou-me algo surpresa.
- Não se nota? - não a deixei responder, simplesmente a puxei para mim beijando-a
agora com mais intensidade, cambaleamos até à cama onde nos deitamos e passamos
os minutos seguintes a trocar mimos, mas desta vez concentrei-os praticamente
todos na sua barriga, o que lhe provocou algumas gargalhadas mas assim que
parei - Mariana se estás grávida foi
porque facilitamos mas também se não tivesse sido assim continuaríamos neste
impasse e gravidez não é doença e muito menos uma dor de cabeça pelo menos não
no nosso caso, nós amamo-nos - beijei-a calmamente - achaste mesmo que ia ficar chateado? - perguntei quando já a tinha
nos meus braços e mais calma.
- Oh... para ser sincera pensei em tanta coisa.
- Há quantos dias é que andavas desconfiada?
- Pois... - começou a rir feita tonta
- Onde é que está a piada?
- Foi preciso ser a Ana e a Maria a juntarem as
peças e a dizerem com as letras todas para ter percebido.
- Como assim?
- Há uns dias que tenho andado a sentir-me
estranha, tipo cansada e indisposta mas nunca passou-me pela cabeça que pudesse
estar grávida, aliás tenho consulta marcada porque achei que isto não era
normal, só não disse para não te preocupar mas a verdade é que ontem depois
delas perceberem que não ando bem e após a Ana perguntar de quanto tempo estou
é que parei e fiz as contas, chegando à conclusão que o atraso já é
considerável.
- Porquê que não falaste logo comigo?
- Porque tive medo - a Mariana escondeu o rosto no meu tronco - tu não querias...
- Sabes bem o motivo pelo qual pedi para adiarmos
a vinda do nosso primeiro filho logo sabes que nunca foi por não querer mas sim
por não conseguir acompanhar todos os momentos da gravidez.
- Agora que falas nisso - olhou-me - tenho de comunicar ao meu tio que venho para o Porto, se já tinha
intenções de vir por querer estar do teu lado agora é que não tem sentido
continuar em Lisboa.
- Tens a certeza?
- Tenho mas porquê? Não queres?
- Quero, aliás sempre quis mas nunca o iria
admitir porque se o fizesse sabia que no mesmo momento informavas o Jorge da
escolha e sinceramente a decisão tinha que ser só tua.
- A decisão tem que ser dos dois, só assim faz
sentido, afinal somos um casal e espero bem que penses da mesma forma que eu,
ou seja, as decisões que afectam os dois têm que ser sempre tomadas em
conjunto.
- Concordo contigo e foi por isso que te dei a
minha opinião quando abordaste este assunto comigo mas também tens de concordar
que não é fácil pedir-te que abdiques da tua vida profissional em prol da
minha, até porque se fosse ao contrário também não me pedirias tal coisa, foi
neste sentido que falei que a decisão tinha que ser só tua.
- Pois mas agora já não somos só os dois - sorriu ao colocar as mãos na barriga - por isso temos que pensar no melhor para os
três e o melhor é sem dúvida estarmos juntos, por isso a decisão está tomada.
Não contestei e
muito menos tentei demovê-la da ideia, até porque esta era a decisão que queria
ouvir da sua boca. Aproveitei o facto de tê-la nos meus braços para a mimar,
talvez assim percebesse de uma vez o quanto estou feliz com a vinda do nosso
bebé.
- Amor temos que nos levantar! - a Mariana informou quando a minha intenção era
outra.
- Eish... oh mor agora?!
- Sim... agora! Temos o pessoal cá e além disso
não vais passar a manhã do teu dia de anos enfiado na cama!
- Por isso
mesmo - olhou-me - podíamos ficar aqui e - comecei a dar-lhe alguns beijinhos no seu
pescoço - e... comemorá-los a três!
- Deixa de ser egoísta! - gargalhei ao ouvi-la.
- Não é ser egoísta... é mesmo querer a mãe do
meu filho SÓ para mim... afinal tenho que aproveitar bem os próximos meses
porque depois vou ter que te dividir com... - hesitei uns segundos mas acabei por perguntar - queres menino ou menina?? - a Mariana
sorriu.
- Não sei... acho que ainda não tive tempo para
assimilar que estou grávida quanto mais para pensar se é menino ou menina.
- Ohhh se pudesse escolher queria menino!
- Uiii já estou a imaginar ainda a criança não
sabe andar e já estarás a tentar ensinar-lhe a jogar...
- E isso é mau?!
- Não... mas agora temos mesmo que nos levantar!
- Tudo bem... mas depois quero mimos a dobrar!
- Sim... papá - sorri ao ouvi-la.
Fiz-lhe companhia
no duche e no fim saímos do quarto directos para a cozinha já que a Mariana
estava a reclamar com fome.
Como terminará
este dia? E a novidade da gravidez da Mari será bem recebida por todos?
Adorei!!!
ResponderEliminarSe uma Mendes grávida é o que é, duas Mendes grávidas é dose, por esta juro que não estava á espera, mas adorei.
ResponderEliminarAgora é que o menino Ruben vai sofrer as passas do algarve, ou muito me engano ou a Mariana com aquele feitiozinho vai ser uma grávida rabugenta. Tava ela com medo de contar ao pai da criança, ele adorou, então se ele se derretia com a gravidez da Maria agora então vai ser só mel, e ainda por cima com uma pipoqinha só deles, sim porque a outra era "emprestada".
Tou para ver a reação do pai da Mariana, agora é que a casa vem abaixo.
Adorei, mas agora não quero cá discussões porque a rapariga tá grávida e não se pode enervar, os outros acho que vão gostar, para as meninas não vai ser novidade e o Fábio e o JP só podem ficar contentes, afinal vão ser "tios".
Foi um momento de leitura bastante agradável, fico à espera do próximo.
Beijocas
Fernanda
assino em baixo do que a Fernanda disse!
ResponderEliminarconcordo com tudo.
é claro que o Ruben ia ficar completamente derretido por ser pai...
adorei*
beijinhos
Olá :D
ResponderEliminarAdorei!
Bem me parecia que o Ruben ia aceitar a gravidez rapidamente ahah
Agora estou para ver a reacção do pai da Mariana! Ui ui :p
Quero mais
Beijinhos
Ritááá xD
Olá :)
ResponderEliminarEu disse que a Mariana estava grávida :D
É desta que vão deixar de se andarem a fazer ao Rúben.
E ainda bem que se decidiu a viver com o Rúben *-*
Agora ele vai ter a sua grávida resmungona sempre por perto :)
O pai da Mariana em vez de continuar chateado, podia era fazer as pazes com ela, afinal vai ser avô :p
Beijinhos
Daniela^^
Ahhh, não podia ter tido emoção melhor!!! Já consigo imaginar as mudanças constantes de humor e os contrastes de enjoos das primas haha. E pronto, agora não é só o João, mas o Ruben também, completamente babado. Isso vai ser bom, vai :P Mas eles merecem *-* Resta saber se o vovô irá gostar da notícia ;c Espero que ele supere as minhas expectativas. Beijinhos :*
ResponderEliminarGabi
Oh q fofos *.*
ResponderEliminarEu adoro a Mari e o Ruben, e adorei este capitulo, PRECISO ler mais rápido...
Olá!
ResponderEliminarEsta baba toda deve ser contagiosa,é que eu derroto-me toda com estes caps loool
ADOREI!!:D
Quero mais e mesmo muito,muito rápido meninas!
Beijinhos
Rita
Olá!
ResponderEliminarBem, já não comento já á algum tempo, mas só agora consegui atualizar-me, tinha já alguns capítulos em atraso.
Tenho adorado todos os acontecimentos, surpresas e os momentos dos 4. Adorei os presentinhos que foram oferecidos á Maria para o Guilherme, as semanhinhas em Valência e o facto de todos estarem bem e juntinhos!! xD
"Delirei" com a boa nova de que a Mari está grávida. E lá vem mais um Mendes!LOL
Só espero que tudo agora fique bem e que com a vinda do netinho, o velho do Restelo, como lhe chama a Mari, aceite de vez o Ruben e que pai e filha se comecem a dar bem.
Beijinhos
Beatriz
Lindo, lindo, lindo!
ResponderEliminarMeninas, apesar de ser a primeira vez que comento, tenho andado a seguir a vossa história e digo-vos sinceramente que estou a adorá-la! Dou-vos os meus parabéns!
Resta-me pedir-vos que nos deixem com o próximo capítulo assim que puderam, pois estou em pulgas para ler a continuação!
Beijinhos :)
Olá!
ResponderEliminarA-D-O-R-E-I! Tenho um feeling que a Mariana vai ser uma gravida bem exigente xD
Acho que vai ser epico ver este casal a preparar a chegada de um terceiro elemento. So nao sei como e que o velho do Restelo vai reagir xD por isso mesmo venha o proximo!!
Beso
Ana Santos
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ResponderEliminarMuito bom, quando nascerem os primos vão poder crescer um com o outro como as mães :D
ResponderEliminarSó falta a Maria ir para Valência para as famílias ficarem unidas.
Ja tinha saudades de ler coisas assim.
Abreijos
PatriciaQ