sábado, 26 de janeiro de 2013

062 - "O nosso primeiro Natal"


Maria
Os três dias que se seguiram foram dedicados às compras de Natal que deixei mesmo para os últimos dias e para elas tive a companhia do João, já que segundo ele eu não podia carregar o peso dos sacos.
Este ano para variar a ceia de Natal foi em casa do meu tio Jorge e como se isso não fosse novidade que chegasse ainda foi o primeiro Natal em que a Mariana o que mais desejava era que eu explodisse para que ela não me tivesse de ver, ela tentou disfarçar durante uns tempos mas agora é óbvio que a minha presença se tornou insuportável e isso deixou-me nitidamente mexida. A conversa conseguiu ser animada até que a Matilde resolveu perguntar pelo Ruben e ai a Mariana resolveu abrir o jogo para a família algo que ainda não tinha feito e quando o fez apesar de tentar falar com ela fui literalmente enxotada e ela acabou mesmo por revelar a sua alteração de estado civil. Claro está que o meu tio Manuel acabou por jogar gasolina na fogueira e quando a Mariana mais uma vez o calou fomos todos surpreendidos pela entrada do Ruben que se manteve calado até que a Mariana deu pela sua presença e ai quem recebeu uma prenda de Natal fui eu ao ver os dois unirem-se novamente. E eu aproveitei para “espalhar a noticia” afinal sabia perfeitamente que havia alguém que andava a fazer tudo o que podia para que estes dois se atinassem.

Pertinho da meia-noite a Mariana e o Ruben voltaram depois de chamados pela Matilde e o tema da conversa mudou completamente quando esta resolveu perguntar se a Mari e o Ruben não queriam  filhos a conversa voltou a azedar e de que maneira, mas acabou tudo resolvido e quando chegou a hora
- Bem família nós vamos andando! - apontei para a barriga
- Vais com quem filha?
- Sozinha! Porquê pai?
- Nada... pensei que agora que tu e o João se acertaram que ele passaria por aqui...
- Pai, menos... já falamos sobre isso...
Despedi-me de todos e quando já saia
- Maria!
- Sim tio?
- Não queres ficar aqui?
- Não obrigada... vou até casa que prometi que amanhã almoçava em casa dos pais do João!
- Hummm em casa dos pais do João... -falou a rir
- Tio! É a outra metade da família do Guilherme!
- Pronto não digo mais nada!
Segui até casa, foi uma viagem rápida e tranquila até chegar a porta do apartamento porque quando ai cheguei o coração saltou-me à boca
- Feliz Natal papá! - sussurrei-lhe ao ouvido acordando-o, sim ele estava sentado no tapete a dormir - o que é que tu estás aqui a fazer? - perguntei no mesmo tom assim que o senti mexer
- Vim desejar feliz Natal ao meu filhão - puxou-me de forma a ficar sentada no meio das pernas dele - e à... à... à... mamã mais linda do mundo - deu-me um beijo no pescoço
- Huuummm e não podias enviar por sms?
- Precisava de dar os respectivos beijinhos... mas se incomodo vou-me já embora....- levantou-se e ajudou-me a levantar
- Não é bem incomodar, mas nas escadas não é o sitio ideal!- ele gargalhou - Vamos entrar?
- Claro até porque ainda temos a prenda do Bruno para abrir
- Bruno?? Prenda?
- Aqui! - ele apontou para um enorme embrulho que tinha junto da zona da escada
- Entra! Entra! Quero abrir!!! - ele voltou a gargalhar e arrastou o presente com ele até à sala - Posso? -disse eu arrancando o papel
- Serve de alguma coisa dizer que não?
Rasguei todo o papel para dar de caras com um enorme Urso!

- Ohh adoro!!!
- Sabes que não és tu que tens de gostar não sabes?
- Sei, mas eu adorar é meio caminho andado para ele gostar também...
- Então óptimo! - voltou a rir e as saudades que eu tinha
- Psiu... ele também gostou olha sente só! -  o Guilherme dava “pulos”
- Bem que animação! E agora...- olhei-o enquanto ele foi ao sofá pegar um saco - a prenda da mamã!
- Tás a gozar?!
- Abre e deixa-te de cenas porque o “não era preciso” comigo não pega,  gostas mais de prendas que os bebés!
Abri o saco e de lá tirei um álbum de fotografias, daqueles à moda antiga com fotos em papel e tudo! E quando comecei a folhear comecei a chorar tinha fotografias até do dia em que nasci... e dele também era no fundo a nossa historia desde que ambos nascemos até a fotografias que desconhecia totalmente dos primeiros dias na secundária, do dia do inter-turmas e do primeiro jogo de verdade ou consequência aquele em que a Mari beijou o Ruben... continuei a folhear e baile de finalistas, a noite de meu aniversário e do re-encontro depois de voltar de Faro, os vários jantares a quatro ou a seis, muitos momentos a dois... e algumas fotografias destes últimos meses, a apresentação dele em Valência, alguns jogos dele, e as fotografias que fui partilhando no Facebook da gravidez incluindo a primeira eco e a que tiramos no dia em que conversamos e o Guilherme mexeu em todas tinha uma legenda personalizada ao máximo ou nalgumas  situações a visão do João do acontecimento e algumas linhas em branco para que eu pudesse deixar a minha visão também e muitas folhas em branco iniciadas por uma que só tinha

- Então? Está assim tão mal que te meta a chorar?
- Deixa de ser “humilde” sabes perfeitamente que está brutal... opá! Quem é que te arranjou estas fotografias?
- Isso não interessa nada...
- E agora? Como é que eu vou conseguir manter isto com este nível?
- Fácil! Tens-me a mim para tratar disso!
- Obrigada! E agora anda cá tu e o urso!
-  Eu e o urso?!
- Sim para a foto a meter aqui!
Peguei na minha maquina fotográfica e depois de programar o temporizador sentei-me no sofá com o João ambos a agarrar bem  na minha barriga enquanto o urso nos acompanhava no chão
- Anda - puxei-lhe pela mão fui ao escritório e imprimi a foto colei-a no álbum e escrevi

- Vês como te safas bem?
- É... mas esta não é A fotografia que queria meter aqui... esta também queria porque é a primeira prenda de Natal que o Guilherme recebe, mas... anda cá!
Sem pensar muito mais sentei-me no colo dele e juntei os nossos lábios disparando a maquina e quando tentei ver a fotografia, o simples encosto de lábios já estava transformado em algo mais, deixei a maquina cair no sofá e aproveitei cada milésimo de segundo daquele beijo que tinha muito de saudade e de arrependimento e muito pouco de inocente, quando o ar nos  faltou afastamos-nos muito lentamente mas não sai do colo dele encostei a cabeça ao seu ombro e ficamos a olhar-nos parecendo dois parvos a rir
- É suposto esta fotografia marcar um momento importante? - disse mostrando na imagem da maquina o nosso beijo
- Juro que se sonho... só sonho que te pões de sorrisinhos com alguma espanhola... o Guilherme é mesmo o primeiro e ultimo filho que tens!
- Huum vamos fazer um plantel completo!
- Exagerado!
Durante algum tempo ainda o coloquei a par dos últimos acontecimentos com os padrinhos do Guilherme e depois, depois o momento foi apenas para tentar recuperar toda a falta que o MEU João me fazia. Da sala mudamos-nos para o quarto onde passamos toda a noite a trocar mimos, mas sem chegarmos mais longe já que era notório que neste momento, não nego que tivesse muita vontade, mas mais do que isso tinha uma certa insegurança e aqueles mimos “simples” e aquelas promessas de amor  ridículas me deixavam a levitar...

João
A Maria não estava nada convencida em que voltássemos a ser novamente um casal, mas eu sabia que aquilo era a cabeça a falar e que se eu conseguisse chegar ao coração conseguia mudar as coisas.
Nem tentei que o Natal fosse passado em conjunto, sabia que a Maria não iria abdicar da família e eu também não me consegui dar ao luxo de abdicar do pouco tempo que tenho para os meus por isso ficou combinado que a ceia seria separada, mas que o Bruno iria almoçar com os avós e o pai no dia de Natal. Na véspera ainda estive com ela de manhã, mas perto da hora do almoço ela seguiu para casa dos tios, assim que soube que a Mariana já lá estava. Apesar de a prima não estar a disfarçar nem por um segundo que culpava a Maria por tudo o que lhe estava a acontecer a Maria tinha decidido que iria ignorar até que conseguisse solucionar o que se passava.
A meio da tarde e já em casa dos meus, depois de terminar de tratar das pendas do Bruno e da Maria achei que era a altura ideal para dar mais um “toque” ao Ruben, e como estávamos todos em Lisboa podia ser que ele reagisse. Não queria que desatinasse comigo no Natal por isso enviei apenas uma sms com uma expressão que eu sabia que lhes dizia muito “que seja infinito”
Tal como esperava ele não me respondeu e já a noite ia avançada quando recebo uma sms da Maria, sorri para o telemóvel já que era supostamente o Guilherme que a escrevia
- Alguma mensagem daquelas divertias?
- Não minha cusca preferida - a minha mãe não disfarçava a curiosidade - É o Guilherme...
- Ahhh... o Guilherme?!
- A Maria né mãe?!
- Ehhh - disse a rir - ela sempre vem cá amanhã?
- Sim...
- E esse sorriso é? - gargalhei
- Parece que o Ruben e a Mariana voltaram às boas
- Ainda bem... a Maria andava tão em baixo...
- Oh pai! - fingi uma voz de criança que faz queixas - a mãe já não gosta de mim agora só quer saber da Maria... - continuei no mesmo tom e fiz cara de amuo
- Oh coitadinho do meu filho! - ele chegou e “despenteou-me” enquanto o resto da família ria - Está com ciumes da mãe do filho!
- É coitadinho - a minha mãe repetiu-lhe o gesto - mas não te preocupes que agora que cá estás nem lhe digo um ai...
A entrada dos mais novinhos da família a correr na sala voltou desviar as atenções e assim que a meia noite e a entrega das prendas passou, agarrei nos dois embrulhos que me faltavam e levei-os até ao carro e voltei atrás
- Mãe até amanhã! - dei-lhe um beijo
- Vais para tua casa? Não queres ficar aqui?
- Não vou para casa... pelo menos não directamente... a que horas nos queres cá em casa amanhã?
- Ás 13h tá bom?
- Tá óptimo! Eu vou andando
Sai directo para o apartamento das MM’s, quando lá cheguei ainda estive alguns minutos na rua à espera que uma delas me abrisse a porta, mas só consegui entrar no prédio quando uns dos vizinhos saíram. Subi e na porta do apartamento toquei novamente e novamente ninguém abriu, acabei por me sentar no tapete da entrada e esperar que alguém aparecesse eu tinha que lhes entregar os presentes...
A espera foi ainda longa e parece que adormeci pois quando voltei a dar por isso consegui sentir o calor do corpo da Maria muito perto do meu e ainda ouvi a sua voz bem baixinho junto do meu ouvido, em vez de me levantar puxei para junto de mim e ainda ali ficamos alguns minutos até que me pareceu que ela me queria longe dali e preparei-me para sair, mas percebi que afinal só queria entrar.
Entreguei-lhe as prendas e felizmente ela gostou! Tanto do urso para o Bruno como do álbum que me deu muito gozo organizar com a ajuda da Ana, sim pedi ajuda para a Ana e não para a Mariana porque como ela andava nem quis jogar lenha para a fogueira. Mas ainda fiquei mais feliz quando a Maria resolveu começar naquele momento a completar o álbum e depois de uma fotografia de “família” acabou por tomar a iniciativa de se sentar no meu colo e unir os nossos lábios. Senti o flash da maquina e quando a Maria tentou afastar os nossos lábios não a deixei, continuamos o beijo até que o ar nos faltou e nesse momento temi levar um par de estalos por me ter esticado, mas em vez disso e felizmente a Maria apenas encostou a cabeça no meu ombro e ficamos a olhar-nos e trocar sorrisos. Arrisquei pegar na maquina e depois perguntar-lhe o significado do que se tinha passado e adorei a resposta, foi a melhor prenda de Natal que podia ter.
Os momentos que se seguiram foram para matar-mos saudades, mas sem grandes “festas” apenas mimos e conversas sem grande lógica enquanto íamos sentindo o Bruno que estava bastante animado, não que não me apetecesse algo mais mas era óbvio que a Maria não estava confortável por isso nem sequer tentei... até porque ao percebê-la desconfortável também eu assim fiquei e com várias duvidas...
- Tás a sentir-te mal? -  perguntei-lhe quando a vi bufar
- Não, tou com sono... mas o teu filho não me deixa dormir!
- MEU filho?! Ah que engraçado! É meu filho isto, meu filho aquilo... e agora como não te deixa dormir já é teu filho!
- Claro... vê lá se não é óbvio que é teu filho! Agora que estou de rastos e preciso dormir é que resolve estar todo animadinho!
- Ah já percebi... quando é bonzinho e bonitinho é teu... quando faz asneira é meu...
- Vês como sabes! - mostrou-me a língua e aninhou-se no meu abraço
- Filho, vamos lá ter uma conversa os dois... - ela riu - tá na hora de dormir! Vá deita lá ai na barriguinha da mamã para ela dormir também! - fiquei a fazer-lhe algumas festas e senti o bebé acalmar e pouco tempo depois a Maria mexeu-se de forma a ficar mais confortável e acabei por ficar a vê-la dormir até me sentir também eu adormecer.
Nos dias seguintes aproveitamos para matar todas as saudades que tínhamos, ou quase... É que ao contrario do que tinha pensado o facto de a Maria estar grávida e de a barriga ser bem visível o meu desejo por ela não diminui nada, antes pelo contrário, mas sempre que estávamos os dois sozinhos ao principio sentia-a desconfortável e quando finalmente mesmo sem falar estávamos ambos em sintonia sempre que o momento se aproximava éramos interrompidos.
Infelizmente a passagem de ano para mim já não poderia ser em Portugal e por isso decidi desafiar o pessoal a passa-la em Valência comigo o que prontamente aceitaram, e acabaram mesmo por ir no mesmo voo que eu e ai assisti a uma cena que nunca tinha imaginado ver!
Assim que entramos no avião a Maria teve de correr até ao wc enquanto nós nos sentava-mos, nesse momento sou abordado por uma das hospedeiras de bordo que era minha conhecida ela prolongou ao máximo a conversa mesmo eu não estando com grande vontade para tal o que a Mariana e a Ana aproveitaram para começarem as duas a mandar bocas
- Ana nem sabes hoje durante o voo vamos poder observar uma espécie de pássaros muito raros... - só pelo tom que usou percebi que iria lançar asneira
- Claro que sei... vai ser algo muito raro mesmo - lindo a Ana estava ao mesmo nível
- Pássaro raro?! Mas vocês tão parvas? - boa o Fabio tinha acabado de perder uma excelente oportunidade de ficar calado
- Não mor vamos poder hoje observar o maravilhoso voo de um animal em vias de extinção...
- Mas que animal? - enquanto tomava atenção à conversa deles sorria para a Elena fingindo que a ouvia
- Então a hostess flying nunca ouviste falar? - tinha eu próprio gargalhado com a resposta da Mari se a não tivesse visto a Maria aproximar-se
- Bom dia... - a Maria cumprimentou a Elena e ficou parada junto a ela no corredor já que esta lhe barrava o acesso ao seu banco
- Buenos dias...en el que puedo ayudar?

Maria
- Precisava de duas coisas... a primeira que chamasse a sua superior já que estando gravida preciso avisá-la e penso que ela terá alguns conselhos a dar-me e a segunda que me ajude a chegar ao meu lugar
- Una vez que el vuelo a comenzar mi jefe pasará cerca de usted...Pero vai embarazada y viajar sola? ¿Cuál es su lugar? - perguntou a olhar o meu bilhete
- Não, vou viajar com o meu namorado … e o meu lugar é esse ai... se não se importasse de se desviar...
- ¿Dónde está tu novio? que se espera que viaje con él podemos cambiar de lugar sin problema - mas ela será burra ou estará a testar-me os limites, já não chega os sorrisinhos com que os dois estavam!
- Mira cariño yo no me tengo que cambiar mi lugar, ya que es libre y que ya hay al lado de mi novio y padre del bebé, ahora puedo sentarme? - ela desviou-se e olhou admirada para mim e para o João, enquanto eu me sentava e dava um pequeno beijo no João para de imediato ouvir o Fábio
- Tão a ver como não há pássaros... a Maria chegou aqui e “like a boss” meteu tudo nos seus lugares! - não percebi a dos pássaros, mas estava mais preocupada na conversa ao meu lado
- Yo no sabía que usted está comprometido y vas a ser padre ... los mejores deseos
- Gracias... - o João balbuciou e finalmente a “querida” voltou à posição dela para de seguida ouvirmos os primeiros sons dos avisos de segurança - fofinha... Maria...
- Diz?
- Ela é minha vizinha...
- E quem é que perguntou alguma coisa?
- Não precisavas ter falado castelhano ela percebia se falasses em português
- Percebia não me pareceu nada... mas assim tenho a certeza que percebeu! 
- Isso é tudo ciumes?
- Ciumes? Eu? - fingi-me indignada enquanto tentava controlar o riso - O que é que achas?!
- Que tás roidinha, mas anda cá! - puxou-me para ele e demos um rápido beijo que acabou por desencadear outros menos rápidos só interrompidos pelo uma tosse forçada da chefe de cabine que me indicou todos os cuidados que deveria ter durante o voo.
Assim que voltei a ficar sozinha senti algo que não sentia há algum tempo, desejo e muito!
Ainda tentei disfarçar tal coisa ignorando o João e tentando saber que raio de historia era essa dos pássaros mas foi uma tentativa falhada já que o João resolveu mimar o filho e assim que o senti por perto acabei por me recostar a ele e deixar que a minha mão viajasse primeiro pelas suas coxas para acabar distraidamente um pouco mais acima.
- Maria...- ouvi-o chamar-me num sussurro
- hum?
- Fofinha pára com isso....
- Não estou a fazer nada - fingi-me desentendida enquanto intensificava a massagem que tinha começado
- Não... claro que não és tu! É só a tua mão! - disse num tom mais aflito - Pára...
- Guilherme o teu pai tá transformado num fraquinho! - quando falei pensei que talvez fosse outro o problema, talvez eu tivesse deixado de ser uma mulher desejável para passar a ser uma incubadora com pernas e por isso resolvi terminar a brincadeira e sentar-me novamente direita no meu lugar
- O que é que se passa? Tás-te a sentir mal?
- Está tudo óptimo...
- Tens a certeza? É que estavas aqui tão bem e agora ficaste assim tão distante...
- Ai estava bem? Pois, mas quando estava bem queixaste-te e agora já queres? Vê mas é se te decides que a grávida aqui sou eu! E por isso tenho a exclusividade das mudanças de humor!
- Oh Maria! Eu não me queixei!
- Pois não pediste que parasse! Já percebi que deixei de ter piada...
- Tu tá mas é calada porque sobre isso o que eu tenho a dizer não é nada digno de ser dito em publico... - olhou-me com cara de “safado” mordeu o lábio e riu-se
- Sério que tens essas coisas para me dizer?!
- Tens duvidas é? - puxou-me para mais perto dele e deu-me alguns beijinhos na nuca
- Não provoques que eu não me aguento!
- Quero ver isso quando chegar-mos a casa - o João acabou por aumentar o tom de voz
- O que é que queres ver quando chegares a casa priminho? Tu partilha a conversa!
- O João quer ver a barriga a mexer, sim que está aos saltos!
- Oh eu também quero ver!
- Sim Mariana... eu sento-me e vocês vêem todos!
A conversa acabou por passar a ser de grupo e eu realmente tive de controlar as minhas vontades.
Chegados a Valência e depois de um carro alugado porque não iríamos caber todos no mesmo e quando já íamos a caminho de casa do João
- Olha lá oh meia-dose a que horas é que o meu homem chega?
- Sei lá... ao fim da tarde...
- Hum... eu venho busca-lo!
- Tu ficas é quieta! Porque ainda te perdes... ficam em casa e eu venho
A minha prima resolveu não facilitar, mas depois de chegarmos ao apartamento do João e de nos termos acomodado lá conseguimos que ela acalmasse e o João foi mesmo busca-lo e nessa altura enquanto a Mari foi “aprontar-se” e o Fabio jogava playstation
- Olha lá não achas que eu cai na história da barriga mexer pois não?! Vá conta lá!
- Oh Ana não é nada...
- Como é que estão essas actividades extra?
- Não estão
- E qual dos dois é que está com problemas com a barriga?
- Nenhum dos dois! Descobri no avião! - disse a rir
- Ah eu sabia... aproveita... a ciência e as minhas pacientes dizem que é a melhor altura para...
- Melhor altura para o quê?
- Para o Guilherme nascer papá! Para o Guilherme nascer... - respondi ao João enquanto ia até à sala cumprimentar o Ruben.
Os momentos seguintes foram de amena cavaqueira entre todos até que começou a tocar uma daquelas musicas bem “calientes”
- Oh João! - chamei a fazer cara de mimo e quando ele olhou - Vamos dançar! - levantei-me e estendi-lhe a mão
- Nem penses!
- Eu quero!
- Mas eu não... anda cá - puxou-me para o colo dele - nós ficamos aqui quietinhos e o Bruno dança...
- GUILHERME! E eu preferia dançar...
- Mas eu prefiro ficar a fazer festinhas aos meus dois amores...- e pronto deixou-me toda derretida
- Pronto... tá bem... - acabei por me recostar no sofá e em vez de momentos de paz levantou-se um pé de vento já que a Ana resolveu ser “só” tia e não minha médica assistente e sentou-se no meio de nós e logo de seguida veio o Fábio e quando resolvi meter-me com os padrinhos
- Olhem e vocês não se aproximam? 
- Ui... a mãe do meu Bruno Guilherme - estava capaz de o matar! - está a reclamar pelos meus mimos, é?! Isso é tudo saudades dos miminhos aqui do padrinho... - assim que o senti ajoelhar-se aos meus pés e acariciar a minha barriga olhei a minha prima e percebi que não tinha achado piada nenhuma por isso enxutei o Ruben e começamos uma pequena discussão sobre o nome do bebé que acabou por gerar mais um arrufo entre os padrinhos e que ainda me assustou, mas acabou por ser resolvido por eles. Esperamos as doze badaladas e depois de passas e champagne
- Amor vou para a cama!
- Isso é um convite?
- Se quiseres aceitar...
- Bem pessoal eu tenho treino amanhã e a grávida está com sono por isso fiquem à vontade a casa é vossa...
- Oh João! - a Ana que já estava ligeiramente bebida chamou-o - Contenham-se nos sons que uma pessoa dispensa certas informações!
- Parva! - atirei-lhe uma almofada - vamos - puxei o João e assim que entramos no quarto ele fechou a porta e trancou-a - trancada??
- Não vá nenhum engraçadinho vir empatar
- Empatar?!
Ele já não me respondeu puxou-me com ele para a cama e os momentos seguintes foram de muitos mimos e caricias mais atrevidas e sim finalmente ouvi as coisas menos próprias que ele tinha para me dizer e fomos avançando até chegar ao momento pelo qual realmente eu já desesperava é que as saudades eram muitas e realmente uma mulher fica muitooooooooo mais sensível com a gravidez e eu para ajudar ainda cometi o erro de revelar tal facto ao João que usou-o como trunfo e me fez sofrer ao máximo. Quando o momento chegou a animação ainda foi maior já que se normalmente gostávamos de variar agora a minha barriga a isso nos obrigou e os momentos seguintes foram de muitos gemidos e ainda mais prazer. Tinha acabado de cair no colchão ao lado do João quando sons que tínhamos abafado a muito custo começaram a invadir o quarto desatei a rir feita parva, parecia uma criança que ouve falar de sexo
- Tás-te a rir do quê?
- É preciso ter muita lata! Uma pessoa tá aqui a controlar-se e depois tem de ouvir isto?? Não é justo!
- Tens razão não é mesmo nada justo... se calhar começávamos tudo do principio né? - falou já a deixar-me novamente em braza
- É... quer dizer do principio não! Vamos saltar as primeiras etapas e passar logo aos finalmentes que eu acho que morro se tiver que passar por tudo...
- Achas é? Anda cá!  
Ele puxou-me para cima dele e a noite foi passada em modo repeat enquanto as energias nos deixavam, quando estava incapaz de mexer nem que fosse os olhos e já aninhada nos braços do João apercebi-me que o meu pipoquinha estava imparável, peguei a mão do João
- Olha bem a animação que aqui vai! -enquanto ele ia fazendo festas e sentindo também o Guilherme
- Achas que exageramos? 
- Acho! - ele olhou-me assustado - Acho que tive foi muito tempo sem vir aos treinos e já não tenho resistência nenhuma... - fiz beicinho e ele gargalhou
- Isso com uns treininhos intensivos resolve-se - piscou-me o olho - mas agora a sério achas que...
- Que ele está feliz! Ele sente tudo o que eu sinto e sou forçada a admitir que foram grandes descargas de felicidade...
- Descargas de felicidade? Só tu para arranjar um nome fofinho para brutais orgasmos!
Dei-lhe uma chapada assim que vi o ar ordinário com que falou
- Vamos a ter respeitinho se faz favor que está a falar com uma mãe de família!
Acabamos por ainda dizer mais meia-dúzia de parvoíces e alguns beijos depois adormecemos para o João acordar atrasado no dias seguinte e ter que se despachar a velocidade relâmpago enquanto eu mesmo de pijama lá fiz o esforço de o acompanhar até ao pequeno-almoço, mas quando chegamos à cozinha já lá estavam os quatro que pararam a conversa assim que nos viram entrar.

Porque pararam os amigos a conversa na chegada do casal? E as coisas continuaram em modo felicidade extrema ou irá voltar a passar por turbulência? E a Maria ficará em Valência ou voltará para Lisboa?

10 comentários:

  1. Fantástico, fantástico, fantástico!
    Venha o próximo!
    Beijinhos

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  2. Espero que não haja mais turbulência, já chega de testes a estes 4! loool
    Por mim, a Maria ficava já em Valência mas cheira-me que vou ter uma surpresa! ahahaha
    Nem é preciso dizer que cada vez gosto mais destes 4 pois não? :D
    Venha o próximo rápidooo! :D
    Besos*

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  3. Olá!
    Ai viva a reconciliação!! xD Eu sabia que estava quase quase a chegar finalmente o momento em que a Maria cedia! Temos de admitir que o Joao esmerou-se!
    Oh e agora Espanha... ui ui o voo já prometia (por bastantes motivos) e de tanta promessa cumpriu-se mesmo xD
    Bruno? Guilherme? Oh Joaozito Bruno nao xD
    Quero o proximo e cheio de PAZ e AMOR! xD

    Beso
    Ana Santos

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  4. fantastico...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

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  5. Olá :)
    O capítulo está tão lindo, tudo amor e felicidade *-*
    Também fiquei curiosa sobre o motivo pelo qual eles pararam de falar :p
    Espero que não volte nada para a turbulência :s
    Oh, a Maria podia ser uma fofinha e passar a ficar mais tempo em Lisboa xd

    Beijinhos
    Daniela^^

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  6. Deu os 5 minutos a minha internet por isso não sei se o meu comentário foi enviado :s
    Mas caso não tenha sido, mando outro :p

    O capítulo está simplesmente cheio de amor e carinho *-*
    Aquele João foi mesmo um fofinho :p

    Fiquei curiosa por saber o motivo pelo qual os 4 se calaram :)
    Espero que não haja turbulência :s
    E a Maria podia ser uma querida e passar mais tempo em Valência

    Beijinhos
    Daniela^^

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  7. Olá!
    Mas que bela prenda de Natal, adorei, e o João tem jeitinho para acalmar o filhote.
    Isto tá tudo muito bonito, eles andam todos encantados da vida, mas estas perguntas no final deixam-me com a pulga atrás da orelha, meninas o que é que vocês andam a tramar?
    Porque será que eles se calaram? ai que nervos, agora fiquei curiosa, bandeia-te com o próximo, please.
    Adorei, tá lindo como sempre.

    Beijocas

    Fernanda

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  8. Que lindo <3

    JP: resolver confusões românticas é com ele.

    Qual será o mistério do dia?? Espero saber hoje.

    Abreijos
    PatriciaQ

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  9. Awn, o João é mesmo um papai muito babão. Não faz nem sentido ver esses dois separados, foram mesmo feitos um para o outro *-* Já a Maria me fez ri demais haha. E sim, espero que a felicidade extrema permaneça entre todos os casais, eles merecem. Amo, amo, amo. Mais *-*

    Beijo.

    Gabi

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  10. Este capitulo está espectacular ... parabéns ... beijinhos

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