Mariana
Nas últimas duas
semanas tentei desesperadamente procurar o lado positivo de toda esta situação
mas juro que a cada dia torna-se mais complicado encontrá-lo, continuo a falar
com o Ruben mas no fim de cada telefonema, conversa pela net ou até mesmo de ler
uma simples mensagem dele a sensação que tenho é que o estou a perder para um
filho que nem sequer é do Ruben.
Desde a última
vez que esteve em Lisboa e depois daquele telefonema nunca mais tocamos no
assunto mas também é verdade que não vejo o Ruben cara a cara desde esse dia,
ele não conseguiu vir a Lisboa por causa dos jogos e eu... eu sinto-me sem
forças para ir até Braga, para estar simplesmente umas horas com o Ruben e
ainda por cima a ouvi-lo falar da pipoquinha.
Assim se passou
duas semanas... estava a precisar de uns dias longe dos problemas e acabei por
comentar com a Maria isso que para meu desanimo achou logo a solução...
- Já sei... prima estás é a precisar de ir
apanhar os ares do Norte - olhei-a e sem
conseguir evitar suspirei - que foi?
- Nada... é só cansaço - menti por não querer que a Maria percebesse
que os ares do Norte neste momento não são de todo o melhor para mim.
- Por isso mesmo... que dizes de irmos ver o jogo
do Ruben hoje e depois... olha depois podíamos aproveitar que estamos lá e ir
até ao Gerês... tu adoras aquilo e assim descansas...
- E... ó Maria não me apetece...
- Oh deixa-te de coisas... pensa comigo... vês o
Ruben, ele fica inspirado para o jogo e depois... depois tínhamos um
fim-de-semana de primas... só as duas... para recordar aqueles que fazíamos
quando estávamos em Faro...
- Ok... - respondi só
para a calar.
- Então anda - puxou-me pelo braço - vamos
fazer a mala que temos uma viagem pela frente...
Apesar de não ter
vontade nenhuma lá fui eu até Braga, a Maria insistiu em levar o carro e mesmo
sabendo que tinha “obrigação” de contrariar não o fiz. A viagem passou entre
conversa e alguns momentos de pura reflexão, minha claro, porque a Maria quando
não estava à conversa comigo estava a cantarolar as músicas que passavam na
rádio, não sei o motivo mas estava de facto muito contente...
Chegamos a Braga
em cima da hora de jogo e por isso fomos directas ao estádio, assistimos o jogo
do camarote e quando terminou.
- Vamos?!
- Essa pressa toda é para quê? Tanto quanto sei o
Ruben é sempre dos últimos a sair...
- Maria... nós temos uma viagem para fazer...
- E?!
- E... já é tarde...
- Então e depois?!
- Depois... olha depois não me apetece apanhar
uma seca e além disso ele nem sabe que cá estamos por isso também não irá
sentir falta...
A Maria acabou
por se resignar e seguimos caminho, durante a viagem o Ruben tentou ligar-me
mas para minha sorte tinha o telemóvel no silêncio e como tal fingi que não
tinha visto, como não atendi insistiu mas agora para a Maria que se recusou a atender
por ir a conduzir.
Chegamos e ao
entrar no quarto deparei-me com algo que fez-me recordar os melhores momentos
que já tive com o Ruben e por isso quando a Maria disse para ir primeiro que
ela para o banho nem tentei fazê-la mudar de ideias, precisava de um momento a
sós para arrumar as ideias mas principalmente as saudades dele... sei que a
opção foi minha mas a verdade é que o Ruben também não fez nada nestas últimas
duas semanas para alterar a situação.
Assim que
apanhei-me sozinha fui vencida pela tristeza e chorei, há quem diga que quanto
mais chora menos mija mas no meu caso é quanto mais choro mais vontade tenho
para mandar a minha prima dar uma volta e reclamar os mimos do Ruben para
mim...
Não sei o tempo
que tive dentro da banheira mas quando saí já vestida e pronta para o tal
jantar não encontrei a Maria, esperei uns minutos até que a vi entrar,
questionei-a e fui informada que tinha ido procurar um sítio para jantarmos.
Voltei a ficar a sós quando a Maria foi-se despachar e por sinal levou uma
eternidade, tanto que já estava a stressar com ela e pior fiquei quando já
estávamos no carro e a Maria se lembrou que tinha deixado o telemóvel em casa,
resmunguei mas lá foi a Madre Santa buscá-lo...
Procurei-o em
tudo o que era sítio e após uns minutos desisti, ela se o queria que o viesse
buscar e quando abri a porta para sair dou de caras com quem não esperava.
- Tu?! - não sei se
exclamei ou interroguei só sei que o Ruben respondeu
- Boa noite para ti também... e sim sou eu...
- O que é que estás aqui a fazer?
- Ao que parece vim trazer-vos o jantar...
- Ãh?!
- Sim... a Maria ligou-me a dizer que estava de
desejo - interrompi-o
- Ah pois... como é que eu ainda pergunto o que é
que estás aqui a fazer... realmente sou muito burra! - atirei ao passar por ele mas parei para - mas só para que saibas a Maria já decidiu
onde vamos jantar por isso podes meter o que trouxeste no frio que fica para a
amanhã...
- Espera!!
- Que foi?! - perguntei já nos últimos degraus que entretanto tinha descido
- Precisamos de falar...
- Não há nada a dizer... tenho a minha prima à
espera... faz boa viagem no regresso a Braga!
- Mas...
Deixei-o a falar
sozinho e caminhei até onde deveria estar a Maria à minha espera mas só
encontrei o lugar que até à uns minutos era ocupado pelo seu carro vago, olhei
em volta só para comprovar que realmente se tinha ido embora deixando-me para
trás e por sinal com o Ruben, comecei imediatamente a praguejar e só não lhe
chamei foi mãe! Afinal quem é que ela pensava que era para fazer estas merdas?!
Se eu não andava a visitar o Ruben era porque não queria ve-lo e a única
culpada de isso estar a acontecer era ela e a sua bem-dita gravidez! Quando
este pensamento me surgiu mais uma vez fui incapaz de não me sentir um pequeno
monstro, mas caramba era a minha vida que estava a virar-se de cabeça para
baixo! Bem, mas ficar aqui a queixar-me não vai resolver nada, vou ter que
entrar e encarar o “problema”, respirei fundo e quando viro-me para ir até
casa...
- Bem parece que a pipoquinha não quis esperar...
- É seu caralho! Sai-me da frente - o Ruben gargalhou para no segundo seguinte e
sem que esperasse puxar-me para ele beijando-me como há muito não o fazia ou
então era mesmo só as saudades que sinto dele a provocar tal sensação, só sei
que não tive forças para terminar o beijo, mas quando este terminou ele sentiu
o peso da minha mão, podíamos estar casados mas ele que não pensasse que era
chegar e aviar! Assim que ia a repetir o gesto agarrou-me a mão e voltou a unir
os nossos lábios e quando já estava completamente entregue resolveu falar
- A Maria armou tudo... - foi as primeiras palavras do Ruben depois de
uns minutos... sim minutos em que só nos beijamos - toma... - esticou-me um papel
- Não acredito nisto... ela não tinha o direito - barafustei apesar de, por dentro, estar em
êxtase por o ter tão perto - mas quem
pensa que é para pôr e dispor assim da minha vida!!!! - amachuquei o
bilhete e depois de o jogar no chão deixei o Ruben “plantado” e subi as escadas
o mais rápido que consegui, fechando-lhe a porta na cara...
- Mariana... abre!! - fiz ouvidos de mercador e fui ver o que tinha
trazido para o meu jantar... sim meu já que a Maria tinha seguido para
Lisboa... e por falar em Lisboa resolvi mandar-lhe uma mensagem sim que se lhe
ligasse seria para mandá-la para um sítio nada agradável...
Fui curta e
grossa mas estava mesmo chateada... não por a Maria dar-me a oportunidade de
passar dois dias com o Ruben mas sim porque não se tem de meter na minha
vida... se resolvi dar “um tempo” é porque estou tão mas tão confusa que já não
sei o que pensar, o Ruben não quer filhos mas depois mima a Maria como se fosse
o filho dele... isto sim está a dar cabo de mim... será que o Ruben só me quer
pela metade?!
Estava novamente
a divagar... completamente perdida nos meus pensamentos quando o ruído
proveniente do meu estômago fez-me regressar à terra e apesar de continuar a ouvir
o Ruben a pedir para lhe abrir a porta ignorei-o e fui jantar.
Comi nas calmas
até porque voltei a perder-me em pensamentos, revi mentalmente todos os
momentos que vivi do seu lado, os bons e os maus, e quanto mais pensava menos
vontade tinha de deixá-lo na rua, afinal estava frio e... e ele é a pessoa que
amo apesar de todos os seus deslizes...
Os minutos
passaram e o coração venceu a cabeça, sim que se ouvisse a cabeça o Ruben ou
regressava para Braga ou passava a noite no carro, resolvi abrir a porta e
quando o fiz deparei-me com ele sentado nos primeiros degraus.
- Entra!
- Tens a certeza?! Vê lá posso continuar aqui...
sim que mais uns segundinhos e começam a ser visíveis as estalactites no nariz!
- Entra! - parou de ironias e entrou - a
casa de banho é ali! - olhou-me levantando a sobrancelha - Enfia-te imediatamente na banheira com a
água quente!
- E quem manda és tu?
- Olha... faz o que quiseres... se queres gelar
por completo força... se não quiseres faz o que te digo...
- Isso é preocupação?! Ou é só peso na
consciência?!
- Tens o que sobrou do bacalhau em cima da
mesa... isto se não quiseres morrer de fome... - virei-lhe as costas e quando já entrava no quarto
senti os seus braços em volta da minha cintura - Larga-me! - sacudi os seus braços - Posso estar preocupada contigo mas isso não é sinónimo de que podes
chegar aqui e usar... - teria continuado a dizer um monte de disparates mas
o Ruben levou a mão à minha boca e obrigou-me a calar
- CHEGA!! - retirou a sua mão da minha boca e virou-me encostando-me à parede
de forma que não conseguisse fugir - Foda-se
estou farto desta merda toda... Eu casei contigo não foi com a tua prima... é
ao meu lado que devias estar mas é a Maria que te tem... és tu que quero para
mãe dos meus filhos mas é ela que está grávida... e sinceramente ainda não
consegui entender esses ciúmes parvos... que te levam a dizer algo tão estúpido
como “... em Maio conversamos...”
Mariana tens noção como é que me senti ao ouvir isso? Pior ainda quando
sugeriste que se não aguentasse que tinha autorização de pular a cerca... ou
ainda quando vejo que estás tão ou mais na merda do que eu mas porque és
teimosa não o reconheces e por isso estamos assim?!
- É isso que achas? Que não tenho motivos para
estar a sentir-me lixo? Ruben não duvido que algures aí dentro continues a
sentir o mesmo amor por mim como sentias no dia que casamos mas há muito que
deixei de ser amada, acarinhada, até mesmo idolatrada para passar a ver-te
SEMPRE e quando digo SEMPRE não estou a exagerar de volta da Maria... Ruben
queixas-te que resolvi meter o nosso casamento em stand-bye mas foste tu que o
colocaste... perdi a conta às vezes que passava horas à tua espera mesmo que
isso implicasse ficar acordada até de madrugada para depois ver-te a correr
para o quarto da Maria ou a passares horas na conversa com ela enquanto eu...
eu tinha só direito a receber um beijo rápido e depois encontrava-te de vez em
quando na cama... mas pior... é que só quando ficaste mesmo sem esse de vez em
quando é que resolves acordar e reclamares os teus direitos enquanto marido...
pois mas o tempo em que a mulher era criada para seu USADA pelo marido já lá
vai... não tenho poder de encaixe para tanto...
- Mas tás parva? Porra Mariana estou a km’s de
distancia de tudo e todos, sinto-me a enlouquecer de saudades tuas! E sempre
que chego a Lisboa é com o pensamento de as matar, mas tu sabes perfeitamente
que não tem sido possível... Mariana a tua prima precisa de nós! E o João
também! Por muito que queira deixa-la sofrer as consequências das decisões
completamente irresponsáveis que tomou, não consigo e não consigo porque sei
que precisa de NÓS! Ou melhor porque precisa do João! E mais o próprio João
precisa que façamos isso por ele! Mariana o João faz-se forte e usa o estar
longe para disfarçar, mas está literalmente na merda... e eu não sei outra
forma de o ajudar a não ser substitui-lo... garantir que quando aquelas duas
cabeças duras se entenderem tenham que se preocupar só com o que por ai vem...
- E o que é que vem aí?! - não o deixei responder e mesmo por entre um
choro que se tornava cada vez mais intenso - É o filho e a felicidade DELES... sim porque a nossa não é de
certeza... Ruben eu não aguento mais... dói demais ver-te a mimares a Maria
mesmo sabendo que é minha prima e que só o fazes porque tal como eu queres o
melhor para ela mas EU JÁ NÃO SEI VIVER SEM TI... tiraste-me essa capacidade...
fragilizaste-me tanto que fiquei completamente dependente de ti... que agora...
agora... só quero MORRER para deixar de sentir-me a pior pessoa por estar com
ciúmes da minha prima ou por invejar aquela gravidez...
Sucumbi ao choro
e à dor que senti ao admitir que prefiro morrer do que continuar assim mas o
pior é que não o disse da boca para fora... aquilo saiu-me do coração e não sei
se foi por isso ou se foi simplesmente porque o Ruben não sabia o que fazer
para acalmar-me, só sei que pegou-me ao colo e levou-me até à cama onde acebei
por adormecer após muitas volta e reviravoltas.
Acordei no dia seguinte
e com uma única certeza... a decisão teria que a tomar hoje por isso
levantei-me sem fazer barulho, vesti-me e saí de casa, fui caminhar e após
horas a andar sem destino regressei a casa já com a minha posição tomada. O
Ruben bem tentou convencer-me a desistir mas foi incapaz e nos dias seguintes
acabamos mesmo por nos divorciar e cada um seguiu o seu caminho...
Maria
Acordei
sobressaltada com o toque do telemóvel e atendi automaticamente
- om aaa - foi o que se
ouviu daquilo que foi a tentativa de “bom dia”
- Maria és tu? - reconhecia a
voz da Teresa, tentei responder, mas não consegui - Maria está tudo bem?
- Ter...a ou uuu
im - as palavras saiam só às metades e a garganta doia-me horrores
engoli alguma saliva o que aumentou a dor mas permitiu falar um pouco - Acho que só estou com uma grande
constipação...
- SÓ?! Maria tu
nem consegues falar! Já estás a tratar disso?
-Acabei de
acordar... ouu igar a Ana paaaa ver o
que posso azer e se conseguir vou fazer um chá
- Oh Maria liga
para a Ana mas não faças esforços, pede antes que a Mariana te leve o chá
- A minha prima
não está!
- Estás sozinha?!
Vou já para ai não vais ficar sozinha!
- Oh Teresa não é
preciso! Eu desenrasco-me!
- Não está em
discussão é só o tempo de ai chegar!
Dito isto
desligou-me o telefone, como estava com
dificuldade em falar preferi mandar um sms para a Ana a explicar o que sentia,
ela respondeu da mesma forma e avisando logo que não me queria a forçar a voz,
nem qualquer outra coisa. Pediu-me para ficar de molho e para trocar qualquer
medicamento por chá, muito chá e agua, além de sopas. E que segunda feira quando voltasse com o Fábio
do fim-de-semana romântico me ligava para me “avaliar” mas que caso algo
piorasse eu ligasse imediatamente.
Quando acabei
esta troca de sms’s com a Ana a campainha tocou arrastei-me até ao interfone e
confirmei que era a Teresa abri a porta e ela assim que entrou
- Maria querida vamos já para a cama olha para
ti... - beijou-me a testa - estás quentinha, vamos ver essa febre... -
chegamos ao quarto - Já comeste?
- Não... estive a falar com a Ana
- E o que
ela te disse?
- Que ficasse “de molho” e que me entregasse ao
chá e às sopas... e que se não aliviasse que segunda-feira ela vem cá, mas ela
está fora com o Fábio também não quis atrapalhar... e o mesmo serve para si...
- Caladinha... - colocou-me o termómetro e aconchegou-me na cama - pois é febre... eu vou invadir-te a casa, mas tu precisas de cuidado
e eu vou ficar aqui até teres quem cuide ou até ficares boa! - saiu do
quarto e voltou com umas toalhas molhadas que me colocou na cabeça, para voltar
a sair e voltar minutos depois com um chá e umas torradas que me forçou a comer.
- Teresa não precisa ficar a sério... não lhe
quero empatar o fim de semana...
- Não empatas nada, assim fazemos companhia uma à
outra e sempre nos podemos conhecer melhor... afinal conhecemos-nos à tanto
tempo e no fundo pouco sei sobre ti... - ela foi
interrompida pelo toque do seu telemóvel e acabou por ir até à sala para
atendê-lo. Não me lembro de a ver ou sentir chegar novamente ao quarto já que
devo ter adormecido.
João
Tinha voltado de
Portugal há duas semanas e cada vez dava mais
por mim a pensar na Maria, não com a magoa que sentia pela forma egoista
com que encarou esta mudança, mas sim com saudade e com outra magoa... a magoa
de não estar a acompanhar aquela gravidez...
E para ajudar a
minha mãe tinha decidido passar a ser uma das melhores amigas da Maria e sempre
que falava com ela ligava-me a contar a novidades, mas já há uns dias que não
me diz nada por isso decidi ligar-lhe eu.
- Olá filhote!
Como estás? - disse assim que atendeu
- Eu bem... tudo
na mesma…
- Sei...
- Que sei foi
esse está mesmo tudo bem mãe e contigo?
- Sim está tudo
bem comigo...
- Liguei para
casa e não estava ninguém
- ah é que não
estou em casa...- esta resposta pareceu-me uma forma de me
despachar mas resolvi insistir
- Isso já
percebi, onde é que andas?
- Estou em casa
da Maria...- da Maria?!
- Da Maria... a
Maria grávida... a minha Maria?!
- Sim João dessa
Maria mesmo!...
- E posso saber o
que fazes ai? Oh mãe no que te estás a
meter?
- João a Maria
está doente!...
- Doente? Com
o quê?
- Uma grande
constipação e a garganta completamente inflamada!...
- Ah só isso... - não liguei
porque a Maria nesta altura do ano é certo que fica assim e o tratamento é
sempre o mesmo - é normal nela.. uns
brufen’s e uns ben-u-ron’s o fim de
semana de molho e fica “nova”
- Não João ela
não pode tomar nada disso!...
- Então se não
pode como é que se cura? O bebé não pode ficar afectado com isso?- comecei a
preocupar-me
- Com chá...
sopa... e mimo!- chá e sopa não é comigo, mas mimo...- O principal problema é a febre! De resto
só mesmo o ela não comer
- E porque é que
tu estás ai?
- A Mariana está
em Braga com o Ruben a Maria está sozinha e eu vim...- a sério que o
Ruben e a Mariana a deixaram sozinha?! E eu que contava com eles para tomarem
conta dela por mim!
- Sozinha?! Mãe
não saias dai! - tomei uma decisão louca, mas eu não aguentava -
Eu... eu estou ai antes do fim do dia!
- João calma!- sim claro
primeiro rebenta a bomba e depois pede calma!
- Tou a ir!
Assim que
desliguei a chamada já tinha a viagem seleccionada na net, liguei ao clube e
informei que tinha assuntos pessoais urgentes a resolver em Lisboa e deram-me
permissão para me ausentar.
Voei para
Portugal durante a tarde e perto da hora do jantar já estava em Lisboa, mais
precisamente na porta da casa da Maria, mas antes de entrar ainda fiquei lá
parado quase uma hora só a olhar para a porta tentando arranjar nada mais nada
menos que coragem para lhe exigir que ela confirmasse que aquele filho era meu
e mais que me deixasse acompanhar o seu desenvolvimento desde o principio,
desde agora...
Não sei se quando
chegar à sua frente teria coragem para lhe obrigar a fosse o que fosse porque
nos conheço aos dois e a Maria quando está assim fica um farrapo e eu... eu
quando a vejo assim só consigo fazer-lhe as vontades... Respirei fundo e toquei a campainha...
Quem atenderá a
porta? Como reagirá a Maria à presença do João? E o Ruben e a Mari... será
mesmo o fim?



Espero que seja a Maria a abrir a porta e que desta vez assuma que o filho é do João e eles que deixem de ser orgulhosos e teimosos! loool
ResponderEliminarÉpa, o Rúben e Mariana têm que voltar a estar juntos!!
Venha lá o próximo! xD
Besos
Oh meu Deus! :O
ResponderEliminarEles divorciaram-se?? Sério?
Oh...
Agora quero o próximo!! Isto não pode ficar assim! Eles têm de voltar e o Rúben tem de assumir posição!
A Maria, espero que ela fique bem e que o João ganhe coragem para lhe "exigir" a verdade.
Estou ansiosa pelo próximo.
Beijinhos
Olá.
ResponderEliminarNão vocês realmente --"
Uma pessoa já está deprimida, vem ler um capítulo fantástico dos vossos para se animar, e acaba a chorar :'(
E Mariana, desculpa lá, mas que ideia é essa do divórcio ? Eu nem acredito no que li :|
Espero que seja uma brincadeira, ainda que de mau gosto.
E o João ? É desta que se faz homem ?
Eu espero bem que sim.
Preciso urgentemente de uma mudança aqui, porque se não, vou ter com cada ataque dos nervos, coração e choro, que só visto.
Vá, o próximo rápido, sim *-* ??
E de preferência mais animador.
Beijinhos
Daniela^^
Então...Primeiro estou extremamente curiosa para ver como vai correr isto com o João,segundo eu quero as coisas como deve ser com a Maria e o João!!!:P
ResponderEliminarE por fim quanto à 3 pergunta:NÃOOOOOO!!!!Não é o fim nem pode ser o fim!lool
Por amor de Deus vocês que me postem os próximos (sim porque sei que estão com algum "avanço")rapidamente!:p
Beijinhos
Rita
Não sei pk mas este capítulo pareceu-me tão curtinho :( queria ler mais ...
ResponderEliminarDivórcio? Oh Mariana, não se tomam decisões tão drásticas logo na primeira dificuldade ...
O sr. velho do Restelo é k vai ficar todo contente ...
Abreijos
PatriciaQ
a serio?? fiquei chocada com o Ruben e a Mariana.
ResponderEliminareles divorciaram-se mesmo?? nao acredito, quer dizer, passaram tanto para ficar juntos e agora isto?! nao merecem.... :/
ah, mas gostei da atitude da mae do Joao e gostei ainda mais da do Joao!!
quem é que lhe vai abrir a porta?? Quero saber...
Beijinhos*
Ok, já li, reli, e reli novamente mas... ainda não consigo acreditar que a relação da Mariana e o Ruben chegaram a esses extremos. Por mais que estivesse difícil, não passou pela minha cabeça em NENHUM momento que isso pudesse acontecer :'(
ResponderEliminarEm compensação, reacendi novamente as minhas esperanças - que no fundo, nunca apagaram - em relação a Maria e o João. Atitude. Até que enfim LOL haha. Resta apenas pedir que continuem nos surpreendendo sempre, e que essa fase menos boa para todos termine logo, pelo amor!!! xD
Beijinhos. GabiS :*
Olaa,
ResponderEliminargostei muito, mas não posso deixar de dizer que fiquei um bocadinho triste em relaçao a situaçao do Ruben e da Mariana, eles tem que ficar juntos. Por outro lado espero que seja desta que o Joao e a Maria se vao entender :)
Continuem
Inês Costa
Gosteii :)
ResponderEliminarAgora quero mais
Adorei
ResponderEliminarProximo.......Rápido
Beijinhos
Eu não disse no comentário do capitulo anterior que das M&Ms espero tudo? O encontro correu mal, mas a Mariana foi um bocadinho radical, divórcio? fogo é que a mulher não tem calma nenhuma. Já que estes se desorientaram ao menos que a Maria e o João se orientem, já tá mais do que na hora, esta constipação apesar de não ser o mais indicado para uma grávida secalhar veio na altura certa, mas como eu digo das M&Ms se espera tudo...
ResponderEliminarMaravilhoso, o que me reconforta é que não tenho que esperar pelo próximo, senão ficava em pulgas.
Beijocas
Fernanda