Ruben
Depois disto desliguei-me das redes-sociais e acompanhei todo o jogo do camarote, ao longe, no camarote reservado para os adversários pude ver a “minha querida sogrinha” por quem fiz questão de passar e claro está acenar cumprimentando-a sem nunca me afastar da Sara que pela milésima vez desde que tinha contado a “los trés” a ideia de dar a entender que namorava o Sergio e ele tinha aceite me repetia que me ia arrepender.
Se o ano de 2011
terminou mal o de 2012 começou péssimo é que para além do mês de Janeiro ter
sido um pesadelo o Fevereiro não foi melhor ou não fosse o “mundo” ter desabado
completamente em cima dos nossos ombros, sim dos meus e dos da Mari...
Aquele dia em que
recebi o telefonema do João a contar o que se passava em Lisboa continua bem
presente na minha memória afinal foi depois disso que a vida familiar da Mari
começou a desabar... se durante a conversa com o nosso amigo senti revolta por
ficar a saber por ele que poderia ser pai dentro de meses também senti culpa
afinal reagi da pior forma quando a Mari perguntou os motivos de não querer ser
pai ainda por cima quando já desconfiava que pudesse estar grávida, resolvi
deixar de lado as hipóteses para passar às certezas, sabia que a Mari nunca
iria revelar tal coisa por telemóvel, afinal o orgulho dela impede que ceda
facilmente por isso fui a Lisboa na primeira oportunidade para confrontá-la.
Como já esperava
tentou fugir ao tema mas após insistência acabamos por conseguir falar e assim
que lhe expliquei o motivo da minha reação o comportamento dela mudou
imediatamente, acedeu em fazer o teste... teste esse que não chegou a ser usado
uma vez que tivemos a confirmação que não estava grávida por meio “natural” ou
não fosse ter aparecido o que estava atrasado...
Mas se pensávamos
que o pesadelo já tinha passado enganamo-nos... umas horas bastaram para
conhecermos o “inferno”. O momento em que o pai dela entrou de rompante no
quarto e nos apanhou em “flagrante delito” foi o mote para uma terrível
discussão que só não passou da violência verbal para a física porque impedi o
Sr. Manuel de cometer tal atrocidade ao agarra-lhe o braço quando já estava
decidido a bater na Mari e o momento que se seguiu magoou todos os presentes
mas só depois dos seus pais saíram é que conseguimos entender o porquê da ira
dele.
- Desculpem...
- Não tens culpa - falei por saber que a Mariana não estava em
condições.
- Tenho... - olhámo-lo - fui eu que os
mandei para a sala enquanto vos vinha avisar mas... - a Maria continuou o
que o João começou
- Mas quando o tio entrou na sala bateu com os
olhos na caixa do teste de gravidez e perguntou imediatamente se era meu como
não respondi tirou as suas conclusões... e pronto... entrou aqui de rompante...
A Mariana acabou
por pedir para ficar a sós, algo que não cumpri no entanto a Maria e o João
saíram, as horas seguintes foram para tentar convencê-la a falar com o pai e
esclarecer tudo mas a Mariana recusou-se e afirmou mesmo que o pai não merecia
qualquer tipo de perdão. Desde daí cortou relações com o pai e apesar de ter
tentado vezes sem conta fazê-la entender que só ela pode remediar a situação,
procurando o pai para conversarem, nunca consegui atingir o objectivo.
O mês de Março se
por um lado foi bom porque a tive todos os dias do meu lado, uma vez que a
Mariana decidiu seguir o conselho do Jorge e sair de Lisboa na esperança que as
cenas acalmassem, por outro foi mais do mesmo... estava lesionado e afastado
dos relvados, mas nem tudo foi mau, aproveitamos o tempo para namorar.
O Abril chegou e
com ele aconteceu aquilo que não queria... vi a Mariana a regressar a Lisboa e
de todas as vezes que falávamos, o que acontecia várias vezes no mesmo dia,
percebia que tentava disfarçar a tristeza em que se encontrava, talvez por ter
consciência que precisava mais de mim do que nunca perdi a conta às viagens que
fiz entre Braga e Lisboa durante o mês e de todas as vezes tentava remediar a
situação pedindo que falasse com o pai mas nunca obtive resposta positiva e
como diz o ditado “se Maomé não vai à montanha... vai a montanha a Maomé” ou
seja tentei falar com o Sr. mas recusou-se a receber-me e também não fiquei a
rastejar atrás dele... segui o exemplo da filha e ignorei a sua existência a partir
daquele dia, jurei para mim mesmo que não iria mais azucrinar a cabeça da Mari
com esse assunto.
O Maio foi talvez
o mês mais pacifico até à data, pelo menos no que toca a mim e à Mariana, uma
vez que com o final do campeonato nacional regressei a Lisboa e por estranho
que pareça não fui para o meu apartamento mas sim para o dela, isto porque a
Mari recusou-se a deixar a Maria sozinha, o que compreendi até porque se fosse
ao contrário sabia que a Maria também nunca abandonaria a prima num momento de
dor, sim dor porque apesar de ser casmurra e tentar disfarçar, nós que
conhecemos a Maria muito bem sabemos que a ida do João para Valência estava a
causar mais danos do que aqueles que deixava transparecer de todas as vezes que
tentava saber novidades sobre o tema.
O Junho chegou e
no dia da partida da selecção para a Polónia tentei mais uma vez convencer o
João a falar com a Maria mas nada que pudesse dizer iria mudar a decisão dele
por isso acabei por despedir-me do pessoal e seguir para o apartamento delas.
Acompanhei os
jogos e obriguei a Maria a vê-los a todos mesmo sabendo que a estava a magoar
mas ela tinha de acordar para a vida antes que fosse tarde demais... ainda tive
esperanças que esse dia chegasse quando fui informado pela Mari que os “super
agentes Mendes” iam à Polónia ver o jogo dos quartos-final mas perdi-as pouco
tempo depois...
Mas se para o
lado Maria & João as cenas pareciam não ter retorno no que toca a nós
estavam cada dia melhores, tanto que e talvez mesmo num acto meio louco depois
da Mariana atazaner-me o juízo até à “quinta geração” fiz algo que nunca pensei
vir a fazer e criei um facebook... a ideia era ser só para gozar mas e durante
a nossa estadia em Faro numa tarde comecei a arranjar a lenha para me “queimar”
no momento que partilhei
Lógico que não
demorei a ter resposta da Mariana que como seria de esperar começou no gozo,
apesar de estarmos diante um do outro nenhum dos dois comentou em voz alta a
foto, simplesmente gargalhei ao ler o seu comentário, estava mesmo a pedi-las
mas antes de lhe responder percebi que já tinha despertado as atenções de
terceiros quando li o comentário da Maria, aprovei e respondi às primas de uma só vez... A resposta da
maior visada não tardou... e quando chegou gargalhei junto com a Mari ao
lê-la...
Ainda pensei em
responder mas a Mariana impediu-me ou não fosse ter sido uma menina muito bem
comportada e apressou-se a “pagar” o que devia... o resto da tarde foi passada
em pleno areal ou então no mar e quando regressamos a casa mais um momento de
gozou apareceu, estava a navegar pela net e sem saber como encontrei uma imagem
que usei de imediato para partilhar onde identifiquei a Mari, lógico que o
comentário apareceu uns segundos depois...
Foi impossível
não rir até porque segundos depois já tinha a reacção da Mariana mas não
respondi... pelo menos não por palavras pois...
Tentei não rir
mas confesso que não aguentei e deixei escapar algumas gargalhadas perante o
apelido que deu ao pai, gargalhadas essas acompanhadas pela Mariana e que só
terminaram quando e depois de um beijinho aqui... outro ali... acabamos por nos
amamos...
Mariana
É verdade que nos
últimos meses andei a chatear a cabeça ao Ruben para criar um facebook mais que
não fosse para “trocarmos” mimos mas sinceramente nunca pensei que o fosse
fazer, no entanto durante as nossas merecidas férias a dois e sem saber bem o
porquê resolveu aceitar a minha ideia e criou um, lógico que começamos
imediatamente a gozar com assuntos sérios como por exemplo um pedido de
casamento, sim não passou de uma brincadeira mas a verdade é que acabou por ir
parar a uma dessas revistas que só querem saber da vida dos outros. Não demos
grande importância mas ainda assim resolvemos ligar para a família e esclarecer
que não passava de uma brincadeira que por algum motivo virou a fofoca do
momento.
- Então? - o Ruben
perguntou assim que terminei a chamada.
- Ainda não foi desta que o Velho do Restelo teve
um ataque cardíaco! - retroqui sem
vontade nenhuma em continuar com o assunto.
- Mariana... - olhei-o com cara de frete ou não fosse saber o que vinha dali - já está mais do que na hora de fazeres as
pazes com ele... o teu pai lá na maneira dele ama-te e só quer o melhor para
ti.
- Engraçado... o melhor para mim é estar do teu
lado e tanto quanto sei o Velho do Restelo não aprova...
- Não digas isso... amor o teu pai vivia na
ilusão de ver-te casar virgem - gargalhei uma
vez que o Ruben além de falar em completo gozo ainda conseguiu fazer cara de
anjo - e pronto... tu destruíste essa
ideia... pior ainda apanhou-nos aos dois momentos depois de pensar que iria ser
avô...
- Mais uma razão para não ter entrado daquela
forma... além disso não lhe devo satisfações se estivesse mesmo grávida já não
poderia fazer nada logo não entendo a reacção dele... mas também não quero
perder mais tempo com isso até porque o Velho do Restelo fez questão de
resmungar de forma que ouvisse enquanto falava com a minha mãe ao telemóvel que
não quer saber se vou casar...
- Não consigo mesmo fazer-te mudar de opinião,
pois não??
- Népia! E agora deixa-me aproveitar que o menino
já tem face... para actualizar o meu “estado civil” e assim esclarecer as tuas
fãs de uma vez... afinal é sempre bom que tenham consciência que já não és
livre...
O Ruben não
respondeu simplesmente sorriu e também ele colocou no face que está numa
relação comigo, desta forma confirmamos que é verdade o facto de namorarmos mas
que a ideia do casamento não passava de uma brincadeira, no entanto continuou a
ser falado, tanto que quando regressamos a Lisboa e num encontro “imediato” com
o Mendes mais velho a coisa não correu lá muito bem...
Os dias que
tivemos em Faro serviram para “esquecer” o drama da Maria & João mas que
foi relembrado assim que regressamos a Lisboa... a eliminação de Portugal do
Euro trouxe de volta o João e por sinal com uma azia tremenda... pior ficou
quando perceber que a Maria tinha ficado para assistir à final e uns dias
depois o informei dos planos dela em ir de férias com o Sérgio...
Se aqueles dias
lhe fizeram bem, regressou mais animada, ao João provocaram o efeito contrário
que apesar dele negar tanto eu como o Ruben quando falávamos com ele por
telemóvel percebíamos bem que não passava de uma tentativa falhada...
Os meses de Julho
e Agosto passaram que nem uma “bala perdida”, a sensação que tenho é que
adormeci num dia e acordei mais de sessenta dias depois... talvez por ter um
“menino” nos braços ou como o Ruben diz... “uma pedra no sapato”, sim que no
regresso do Ruben a Braga para o início da pré-época ultrapassamos todos os
limites razoáveis e sem razão aparente para o fazer aprontamos e das grandes...
tanto que...
- Tens a certeza???
- Sim... porquê??
- Ainda vamos a tempo...
- Ruben por acaso estás a sugerir que... - não consegui terminar de falar porque o Ruben
calou-me da única forma que sabe que resulta e que consegue destruir as minhas
dúvidas parvas que por norma aparecem depois de dias de ausência, uma vez que
ele já está em Braga e eu... eu decidi continuar em Lisboa para acompanhar a
Maria de perto...
***
As semanas
passaram e hoje acordei super, hiper bem disposta, estado que contradizia com o
da minha prima, talvez por estar a ser obrigada por mim a viajar até Braga para
assistirmos ao jogo Portugal - Azerbeijão.
Lógico que o motivo
da Maria não querer ir se chama João Pereira e não o cansaço do qual se tem
queixado nos últimos dias mas ignorei tal “capricho” até porque a loucura que
iria cometer só faria sentido se estivesse presente...
Chegamos a Braga
na manhã do dia do jogo por incrível que pareça é a primeira vez que a Maria
“visita” o Ruben... sim porque das poucas vezes que esteve em Braga foi sempre
a trabalho por isso resolvi levá-la a passear pela cidade, algo que nos ocupou
as horas até ao jogo.
Fomos directas ao
estádio e assim que nos acomodamos nos nossos lugares a Maria queixou-se que
estava indisposta...
- Isso é nervos... ou ansiedade para veres um
certo João Pereira, conheces??? - fui irónica e
quando esperava uma resposta mais azeda simplesmente fiquei sozinha, a Maria
bazou e só regressou já o jogo estava a começar.
Este correu bem
ganhamos mas principalmente porque o Ruben jogou, confesso que senti um enorme
orgulho nele e uma extrema felicidade afinal foi por este momento que ele lutou
nos últimos dois anos... primeiro contra a lesão e depois... depois contra
outras cenas que nem merecem comentários...
No final da
partida ainda tentei convencer a Maria a ficar e ir jantar com o pessoal, com
pessoal quero dizer Rui Patrício, eu, o Ruben e lógico o João mas como de parva
a Maria não tem nada depressa percebeu a jogada e se meteu a milhas... só não
insisti porque para aqueles dois já tinha outros planos...
O resto da noite,
ainda que curta pois os rapazes estavam cansado, foi animada e depois de
deixarmos o Rui no hotel e de tentarmos convencer o João a vir connosco para o
apartamento do Ruben, algo que não aceitou e ainda ameaçou que se o forçássemos
que apanhava o primeiro voo para Valência desistimos da ideias, até porque
precisávamos dele em Braga na manhã seguinte...
***
- Amor... linda... acorda - apesar de o estar a ouvir estava tão mas mesmo
tão bem nos braços do Ruben que custou-me sair de lá - temos que ir...
- Ok... vais buscar o João que trato da Maria...
- Ya... fazemos como o combinado - beijou-me - mas agora quero-te no banho comigo!
- Ui... mas julgas que dás-me ordens???
O Ruben não
repsondeu... preferiu usar as artimanhas dele para convencer-me que a melhor e
única solução seria acompanha-lo... o banho foi longo e demorado até porque nos
entretive-mos um ao outro...
Quando o Ruben
saiu de casa já estava praticamente em cima da hora por nós marcada para
cometermos a tal loucura e por isso tivemos ambos uma “corrida contra o tempo”
para conseguirmos convencer o João e a Maria, respectivamente, a virem connosco
até ao local do “crime”, mas antes ainda tive tempo para...
Maria
Ler aquele bilhete foi das piores coisa que já me podia
ter acontecido.
Senti-me usada,
suja, mas acima de tudo achincalhada, durante alguns largos minutos, horas
mesmo chorei sem perceber o porquê desta reacção dele até que me apercebi da
parte em que falava de um telefonema e de um namorado e ai me lembrei que não
era normal o telemóvel estar jogado em cima da cama, peguei-o e percebi tudo.
Uma chamada do Sérgio esta manhã logo cedo e ATENDIDA! Retornei de imediato a
ligação
-
Afecto estaba preocupado! Atendes y luego desligaste sin hablar ¿Qué ha pasado?
- Sergio repete
por favor o que disseste!
- Repita? ¿Qué
está pasando?
- REPETE!
- Ok, dijo algo
así como ¿cómo estás mi amor? y el partido de ayer? Ah, y se preguntó si había
visto a João
- Tu chamaste-me
de “amor”?! E perguntaste pelo jogo e por ele? E não percebeste que não era eu!
- No eras tú?
Entonces, ¿quién era? Maria?
- Foi ele... foi
o João que te atendeu!
- Tú estabas con
él tan temprano? ¿Quiere decir que hizo la paz? ¡Qué bueno! Me voy a volver a
verte sonreír porque eres feliz y no porque yo sea un buen payaso!
- Sim estava...
não, parece que não fizemos as pazes... e sorrir?! Desculpa, mas nem tu me
farias sorrir...
- Entonces, ¿cómo
respondió el teléfono? - contei tudo
desde o momento em que tinha encontrado o João até ao bilhete, quando digo tudo
é mesmo tudo! Estranhamento eu falava com um dos Sex-symbol do futebol mundial
e um enorme playboy das mesmas coisas que falava com a minha prima, talvez porque nunca o vi como
homem... não nego que seja bastante atraente, mas gosto de mais da outra besta
para conseguir sentir-me atraida por qualquer outro ser na face da terra e
desde sempre o deixei bem claro ao Sergio que muito me tem aturado nos ultimos
tempos.
- Perdóname!
Perdóname ... pero si hubiera soñado que eran al menos tan buena o había llamó!
Y ahora, ¿qué vas a hacer?
- Continuar a respirar... olha não me queres convidar a
ir ver a 1ª jornada de La Liga?
- No, no invitar!
Yo obligarte a venir!
- Combinado! Ahh e preciso de sitio para
dormir!
- Mi casa es tu
casa!
Acabamos por nos
despedir e eu depois de ganhar forças tratei de regressar a Lisboa.
Assim que entrei
em casa
- Conta tudo!
- Tudo o quê?
- Não te faças parva que eu sei o que
aconteceu... o pessoal ligou logo ao Ruben a visar que vos tinham deixado
sozinhos! Estão bem não estão? - ouvi-la fez-me
voltar a entregar-me às lagrimas e
novamente contei tudo só que desta vez inclui mais um pequeno detalhe
- … e por isso se ele quer achar que eu sou namorada do Sergio é mesmo isso que
ele vai ver... já estou pronta para ir para Madrid este fim de semana ver o
primeiro jogo do Real para a liga espanhola que vê lá tu, coicidencia das
coincidencias é com o Valencia!
- Mariaaa tu pensa bem!
- Tá pensado, vou fico em casa do Sergio, e
depois vou com ele até ao estádio e volto para casa e claro que nas garagens já
se sabe que o pessoal se cruza sempre
- Se é isso que queres força! Tou contigo!
Precisas de ajuda? - gargalhei
- Não obrigada!
Tal como planeado
tratei de tudo e fui até Madrid onde me instalei em casa do Sérgio e decidi
informar o mundo de onde andava bem como uma pequena mudança de estado civil...
Depois disto desliguei-me das redes-sociais e acompanhei todo o jogo do camarote, ao longe, no camarote reservado para os adversários pude ver a “minha querida sogrinha” por quem fiz questão de passar e claro está acenar cumprimentando-a sem nunca me afastar da Sara que pela milésima vez desde que tinha contado a “los trés” a ideia de dar a entender que namorava o Sergio e ele tinha aceite me repetia que me ia arrepender.
O fim do jogo
chegou com um empate a uma bola, desci para as garagens e de propósito não
tinha dado mais certo quando ouvi a voz do Ricardo e do João a refilarem com o
Cris eu estava a tirar a foto de coloquei de seguida no face
O João passou e
seguiu caminho, senti o meu coração parar e as forças a desaparecerem e sei que
se o Sergio não me tivesse suportado abraçando-me por trás eu teria realmente
acabado estatelada no meio do chão. Depois de todos os portugueses evaporarem
entrei no carro com o Sergio sob o olhar atente de alguns pares de olhos
oriundos do Autocarro do Valência
- María yo nunca te dejaré caer! Ahora bien, si
realmente lo quieres, sonreí porque tiene Velncia viéndote!
Os fins de semana
em Madrid começaram a ser frequentes e os boatos começaram a surgir.
Passou-se um mês
e ultimamente não sei porquê, ou até sei tanta viagem, andava muito cansada.
Mas nem isso fez com que a Mariana me
perdoasse e me deixasse ficar pela capital e lá rumei com ela até Braga onde a
selecção iria jogar e desta vez contava também com o Ruben.
Estavamos em
pleno Bom Jesus quando tentei pela milésima vez saber porque razão era tão
importante a minha presença ali
- Oh Mariana agora fora de brincadeiras eu já
estou aqui, já me podes dizer porque tive de vir!
- Não!
- Mariana eu ando estoirada...
- Fosses menos a Madrid
- A sério... além de andar cansada sabes
perfeitamente que o jogo vai ser uma tortura! Tem lá pena de mim!
- Tortura? Sei!
- Não vais mesmo dizer pois não?
- Se sabes porque continuas a gastar o teu latim?
- Chata!
- Também te adoro!
Depois de mais
uma tentativa falhada seguimos caminho até ao Axa onde felizmente não dei de
caras com o João, já que só que pensar em tal quase desmaiava. Alias nunca na
vida a ansiedade me tinha deixado neste estado, é que já não bastava o cansaço
agora ainda esta necessidade quase permanente de ir ao wc e este enjoo.
Assim que nos
sentamos nos nossos lugares, na mesma altura que os titulares subiram ao
relvado para o aquecimento senti um ligeira tontura e uma enorme náusea
- Mariana eu vou ali apanhar um pouco de ar
fresco - ela olhou-me
- Apanhar ar? estamos ao ar livre!
- Eu não me estou a sentir nada bem! Vou ali e já
volto - preparava-me para me levantar quando
ela toca no assunto
- Isso é nervos... ou ansiedade para veres um
certo João Pereira, conheces??? - a ironia dela normalmente teria resposta no
mesmo tom, mas volta no meu estômago era tal que apenas consegui sair daquele
sitio a correr até ao wc mais próximo onde acabei por deixar todo o jantar,
para de seguida passar um pouco de agua pela cara e voltar até perto da minha
prima como se tudo estivesse bem.
Mas não estava,
nada estava bem e aqueles lugares junto da linha lateral com visão previligiada
para o campo estavam a aumentar em mim o desespero e as saudades e só conseguia
pensar em como a expressão “tão perto e tão longe” fazia agora como nunca tanto
sentido.
Foram 90 minutos
de desespero até finalmente e depois de recusar terminantemente acompanhar o
“pessoal” a jantar poder seguir para
casa.
Assim que lá
cheguei aterrei na cama e apenas voltei a acordar na manhã seguinte com a
Mariana a levantar-me muito apressada a precisar que fosse com ela não sei onde
fazer nem sei o quê, mas lá acabei por me despachar e segui-la.
Para onde levará
a Mariana a prima? E o Ruben fui buscar o João para quê? Terá o casal Mari e
Ruben a tramar alguma para juntar o João e a Maria?
Não percam os
próximos capítulos que nós também não :P Ah mas preparem-se para muitas
emoções...






Awn, mas o Ruben & a Mariana estão mesmo muito fofinhos, e espero que eles consigam fazer o outro casalsinho acordar para realidade, porque assim não tem graça u.u :c
ResponderEliminarCuriosa para saber que emoções são essas, por isso, continuem sim? ^.^
Beijinhos :*
GabiS
Ai, então e o resto?
ResponderEliminarOlá :D
ResponderEliminarAdorei!
Estou muito curiosa para ler o próximo ;)
Beijinhos
Ritááá xD
Olhem, isto não se faz! Não se acaba assim um capítulo e para nos compensarem por isso, toca a meter o próximo logo, logo!
ResponderEliminarO que é que eu posso dizer? Eu adorei, não é! Isso é uma coisa muito óbvia para se dizer de um capítulo escrito por vocês duas.
Agora espero o próximo com muita ansiedade e curiosidade.
Beijinhos
Adorei continua.bjs
ResponderEliminarfantastico...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo...
continua...
Olá :)
ResponderEliminarP-E-R-F-E-I-T-O
E muito curiosa por saber o que vão fazer o Rúben e a Mariana :)
Espero que eles consigam finalmente juntar o João e a Maria outra vez ?
Mas e estes sintomas da Maria são mesmo o quê??
Quero os próximos
Beijinhos
Mais pf, brutal!!
ResponderEliminarVenha o proximo meninas, que isto é lá forma de terminar? beijinhos
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarAi, meu deus!!! Nestes últimos capítulos, houveram reviravoltas que me deixaram muito descontentes, sinceramente não queria nada que o João e a Maria se separassem, mas já sabia que isso iria acontecer e tenho a sensação que para voltarem a ficar juntos só mesmo por um motivo de força maior. Se bem que por este último capítulo, deu-me assim uma sensação que este "estado" em que está a Maria quer me parecer que haverá por aí talvez um baby a chegar xD Até poderia ser que estes dois teimosos resolvessem as coisas e ficassem juntos como sempre o deveriam estar.
Eu já estou vacinada contra todos os tipos de emoções fortes que estes vossos capítulos tragam xD Se bem que as coisas que acontecem são sempre inesperadas, logo a ansiedade por cada novo capítulo é muita nunca sei o que virá a seguir e isso deixa-me presa a estes capítulos. Por isso estou pronta para tudo, venha o que vier!
Agora quero rápido o próximo, sff. O que andaram estes dois "anjinhos" a tramar? xD Eis a questão!!! Ai, que tou mortinha para saber, só espero é que dê certo.
Beijinhos
Beatriz
Olaa,
ResponderEliminargostei muito, mas agora estou roidinha de curiosidade para saber o que a Mariana e o Ruben andam a preparar para a Maria e o João :D
Queremos mais
Inês Costa
Olhem a sério adoro, nem sei o k dizer, a Mariana e o Rúben até metem inveja é mesmo giro ver que a distancia não impediu nada.
ResponderEliminarJá a Maria é outra conversa, não queria que o Joni fosse para Valencia, mas para ir a Madrir ver o outro já vai toda contente ... xatiada com ela LOL
Adorei o capitulo
Abreijos
PatriciaQ
Nunca pensei que a Maria fosse vingativa ao ponto de dar a entender que tem uma relação com o Sérgio Ramos, afinal tudo não passou de um mal entendido, a mania que as M&Ms teem de agir com impulsividade em vez de falarem, mas enfim, melhores dias virão, assim espero.
ResponderEliminarA Maria anda com ansiedade e nervosismo a mais ou será que é mais qualquer coisa?
E o Ruben e Mariana andam a tramar alguma, ai andam andam.
Tens razão a vantagem de ter tantos capitulos em atraso é que não tenho que esperar pelo próximo para saber o que vai acontecer, porque vou já ler o 52.
Fantástico,adorei
Beijos
Fernanda