segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

048 - "...estamos na rua... controla-te!... o que foi?"

Antes de iniciarem a leitura queremos agradecer terem comentado mas não negamos que estamos a ficar desiludidas... as visitas diminuíram e os comentários também por isso gostávamos de perceber o que mudou...
Se puderem esclareçam a nossa curiosidade...
Obrigada

Primas Mendes :)


Mariana


A última semana custou-me particularmente a passar talvez por ser a primeira que passei efectivamente longe do Ruben, afinal já tinha regressado ao trabalho.
- Que cara é essa?
- A minha!
- Ena que a minha sobrinha está com os azeites!
- Ó tio - bufei - hoje não estou nos meus dias por isso deixe-me ficar no meu canto.
- Até deixava mas preciso falar contigo!
- Diga!
- Temos reunião.
- Ok, vou só deixar a mala na minha sala e já regresso!
- Encontramo-nos na sala de reuniões!
As horas seguintes foram para resolver uns problemas e quando terminamos encaminhei-me imediatamente para o meu gabinete, para uns minutos depois baterem à porta.
- Precisa de alguma coisa?
- Que vás até Braga - olhei-o - afinal temos lá alguns activos que merecem toda a nossa atenção... quer dizer... um mais que os outros mas se lá vais passas a “revista” a todos - sorriu.
- Oh tio agradeço a oportunidade mas não posso ir.
- Porquê?
- Tio ambos sabemos que só está a dizer isso porque sou sua sobrinha e tenho lá o namorado mas...
- Sim... sei que a Mariana Mendes não mistura assuntos pessoais com trabalho e só por isso é que vais tu... temos uma proposta para uma publicidade e quero que discutas as condições com o Nuno.
- Pois... isso nem é coisa que se faça com o envio de um email e depois com um telefonema nem nada...
- Ainda falas tu do teu pai... és tão ou mais casmurra que ele! - acabei por gargalhar perante o desabafo do meu tio - uma pessoa a tentar disfarçar a coisa e ela... ela resolve armar-se em profissional!
- Tio... só não quero ter privilégios por ser tua sobrinha, se tivesse outro emprego não podia largar tudo só porque estou com saudades do meu namorado!
- Pois... mas tens este emprego e por sinal o teu namorado até é um dos que nós representamos além disso está a passar por uma fase menos boa e se posso juntar o útil ao agradável melhor ainda, vais lá falas com o Nuno, vês o Ruben e regressas mais animada!
Os minutos seguintes foram para inteirar-me da proposta do anúncio e quando já ia a sair do escritório...
- Mariana...
- Diga!
- Para todos os efeitos e se os teus pais questionarem não estás em Braga!
- Tio... - quando é assuntos de trabalho não o trato por tio mas dado que agora era assunto pessoal
- Sobrinha - sorriu - ambos sabemos que se um certo Mendes descobre vou ter que ouvi-lo e sinceramente não me apetece além disso tens idade suficiente para teres vida própria!
- Engraçado... o tio não era dessa opinião antes do meu regresso a Lisboa!
- Mariana... ao contrário do teu pai que andou e continua a andar enganado sempre soube que a tua estadia algarvia foi algo conturbada - por momentos tive a sensação que o meu queixo ia caindo perante tal revelação - mas no dia em que fui entregar a prenda de aniversário da tua prima e encontrei-te aos beijos com o Ruben percebi que mais cedo ou mais tarde irias acalmar.
- Como assim?
- Mariana se não gostasses do Ruben nunca terias deixado que vos apanhasse aos dois naquelas figuras - sorri ao ouvi-lo - podes ter tido muitos namorados ou curtes como vocês hoje em dia chamam mas a verdade é que nunca foste vista com nenhum... logo se com o Ruben permitiste isso é porque algo tinha mudado - confesso que abri e fechei a boca algumas vezes - por isso respeitei a tua maneira de ser e omiti tal facto ao teu pai, no fundo sabia que precisavas do teu tempo e que quando chegasse o momento lhe contavas, nunca pensei é que demorasse tanto - sorri.
- O tio tem razão - suspirei - o Ruben sempre foi especial e no fundo sempre soube que por muito que tentasse negar as pessoas que me conhecem verdadeiramente sempre souberam.
- A vossa história deve ser jeitosa- gargalhou - é que conhecendo por alto o historial de cada um... - baixei o olhar perante a insinuação do meu tio - e sabendo que se conheceram ainda em adolescentes...
- Não queira saber em demasia e agora estou no ir!
- Foge... foge mas um dia ainda vais ter que contar!
- Nunca... nunquinha... - sorri.
- Pois... mas depois sou eu que aturo o teu pai...
- Siga o meu exemplo... que quando ele começa com as suas teorias o deixo a falar sozinho!
- Sabes que isso só piora... Mariana no fundo o teu pai só está preocupado contigo...
- Não tem motivos para isso e agora vou mesmo que o tio está armado em beata à porta da igreja...
Não lhe dei tempo para responder e saí do escritório, fui a casa preparar uma pequena mala de viagem e segui de imediato para Braga, queria assistir ao jogo mesmo com a probabilidade elevada do Ruben não estar no onze inicial, aproveitei a viagem para ligar ao Nuno e pedir-lhe uma ajudinha, algo que fez sem questionar.
Cheguei a Braga a tempo de ver o jogo, ainda passei pelo apartamento do Ruben para deixar a mala e segui para o estádio onde já tinha a Patrícia à minha espera pois caso contrário não conseguiria entrar na garagem.
As duas horas que se seguiram serviram para perceber que a integração do Ruben não está a ser propriamente fácil e ainda conheci algumas mulheres e namoradas dos novos colegas. O resultado do jogo é que podia ter sido melhor afinal a derrota não era de todo bom ainda assim adorei os minutos que o Ruben esteve dentro de campo, foi reconfortante vê-lo a fazer algo que tanto gosta, principalmente depois da lesão e de toda a polémica em torno da sua saída do Benfica.
No final da partida esperamos e desesperamos porque o Ruben e o Nuno estavam a demorar imenso tempo, se há coisa que detesto é apanhar “secas” à espera dos outros mas quando vi o Ruben diante de mim confesso que a azia passou de imediato para dar lugar a uma troca de “mimos” com o Ruben afinal o Nuno tinha enviado mensagem a avisar-me que ele estava aborrecido por não lhe retornar a chamada quando prometi que o fazia depois da reunião terminar.
Não foi preciso muito para iniciarmos uma pequena troca de palavras algo animada e apesar de conhecer o Nuno e a Patrícia à pouco tempo senti-me perfeitamente à vontade com eles o que contribuiu para que a brincadeira continuasse até nos separarmos no momento que chegamos junto dos carros e assim que entramos no meu o Ruben começou com cobranças e só não azedou porque dei a entender que já estava a abusar da minha paciência, algo que percebeu mudando de assunto, disse-lhe os planos para a nossa noite, que foram do agrado dele e seguimos finalmente, no entanto e ao contrário do que esperava o Ruben quis parar juntos dos adeptos, lógico que não o impedi mas arrependi-me quando vi e ouvi uma gaja qualquer a fazer-se a ele completamente à descarada e como prémio ainda levou com o sorriso dele, aquilo mexeu-me com nervos tanto que não consegui ficar calada. A troca de palavras acabou por atingir contornos estranhos, o que levou-me a perguntar se tem a certeza dos seus sentimentos por mim.
- Nunca pensei que tivesses duvidas - atirou visivelmente magoado.
- E não tenho... - respondi ao sair do carro numa tentativa de dar por terminada a conversa mas...
- Então porquê que perguntaste? - questionou quando já caminhava do meu lado.
- Porque tenho medo de te perder...
- Perder??? - colocou-se à minha frente impedindo-me de continuar a caminhar - Qual é mesmo o motivo dessa insegurança? Mariana és a única na minha vida e assim continuarás.
- Até quando? - baixei o olhar, a verdade é que estava a sentir-me insegura desde que o vi todo de sorrisinhos para aquela sonsa - Só tens de estalar os dedos e elas caem-te ao pés...
- Fala aquela que tem “muitos” problemas em arranjar quem a aqueça... Mariana isto não está fácil - suspirou o que fez com que o olhasse - custa estar longe de ti e se sei que não confias em mim ainda vai custar mais, caramba achas mesmo que vou deitar tudo a perder?? Depois de tudo... de ter tido o céu mesmo que tenha sido por horas e depois ter o inferno durante meses até conseguir que perdoasses o meu deslize quando neguei à Ana que estávamos juntos... achas mesmo que vou escorregar duas vezes na mesma casca de banana??
- As tentações são muitas...
- É... nisso tens razão - suspirou novamente - principalmente quando te tenho diante de mim - sorriu - ruída de ciumes... ficas ainda mais... - trincou o lábio inferior enquanto puxou-me unindo os nossos lábios num beijo calmo mas ao mesmo tempo electrizante - amo-te - sorriu - não sejas tonta que não tens motivos nenhuns para teres ciúmes... só tenho olhos e coração para ti... é a ti que desejo e és tu que me deixas arrepiado só com um simples toque, és tu que dás sentido à minha vida por isso tira esses macaquinhos da cabeça...
Não respondi até porque e apesar de não ter falado nada de especial conseguiu deixar-me sem palavras, limitei-me simplesmente a beijá-lo mas o que deveria ser algo discreto deixou de o ser no instante que aprofundou o beijo com um entrelaçar de línguas, confesso que esqueci que estávamos em plena avenida principal do centro de Braga, naquele instante éramos só os dois.
- Anda... vamos jantar - sorriu e seguimos sempre abraçados.
Chegamos ao restaurante escolhido pelo Ruben onde nos sentamos numa mesa em que tínhamos alguma privacidade e nas duas horas seguintes para além de comer, falámos e namoramos bastante, não nos privamos na troca de mimos ainda que discretos.
- Queres ir já para casa? - perguntei assim que saímos do restaurante.
- Tens alguma ideia em mente, é? - abraçou-me - É que por mim... ia já para casa... - colou os seus lábios aos meus.
- O que o menino quer sei eu... - gargalhei ao ver o seu ar de falso ofendido.
- Até parece que só penso nisso...
- Sabes... - estávamos parados e por isso aproveitei o facto de o ter diante de mim para colocar os meus braços em volta do seu pescoço, algo que o Ruben aproveitou para apertar ainda mais o meu corpo contra o seu, respirei profundamente ao ver o brilho que tinha no olhar o que dificultou ainda mais a tarefa de oprimir os pensamentos insanos que estavam já a ocorrer-me - há muito mais para além de uma cama... - não consegui continuar a falar porque o Ruben beijou-me e que beijo... foi daqueles de retirar a capacidade de raciocínio e só despertei quando senti as suas mãos já a trilhar caminho por baixo do casaco - amor... estamos na rua... controla-te! - repreendi-o no entanto o Ruben gargalhou - que foi?
- Nada... mas afinal quem está desesperada és tu... - teria refilado mas o Ruben não deu hipótese pois continuou a falar - além disso não preciso da cama para nada - o seu tom de voz era de completo gozo - só preciso mesmo de TI... o resto são detalhes insignificantes!
- Parvo! - atirei de imediato e ao afastar-me ligeiramente dele.
- Adoro ver-te assim sem jeito... - sorriu triunfantemente - ficas ainda mais... minha!
- Tua?
- Sim... minha - sorriu - afinal sou o único que consigo deixar-te sem jeito... diria mesmo encavacada e sem resposta...
- É... andas muito convencido!
- Culpa tua...
Não respondi simplesmente sorri até porque o Ruben tinha razão, é o único que consegue deixar-me com aquela sensação de ter borboletas na barriga ou então de querer um buraco para esconder-me quando se mete a olhar deixando-me a levitar e de sorriso parvo no rosto.
Acabamos por dar as mãos e caminhamos pela avenida até ao carro, lógico que pelo percurso ainda paramos algumas vezes, umas para tirar fotos, sim que o Ruben hoje estava terrível no que toca a querer ficar com recordações do nosso primeiro “dia dos namorados” que segundo ele seria o primeiro de muitos, e outras para simplesmente apreciar a beleza nocturna da cidade de Braga, foi numa dessas vezes que nos sentamos num banco de jardim, quer dizer ele sentou-se porque no que me toca a mim sentei-me mesmo foi no seu colo.
- O que tanto mexes no telemóvel?
- Estou só a fazer inveja à minha prima... - sorri
- Como assim?
Não respondi simplesmente sorri para o beijar logo depois aproveitando para retirar uma foto que publiquei imediatamente no Facebook...



Assim que coloquei a foto mostrei ao Ruben que só teve tempo para abanar a cabeça da esquerda para a direita uma vez que a resposta da Maria não tardou a chegar. Gargalhamos ao ler o comentário da minha prima e quando já pensava na resposta o Ruben retirou-me o telemóvel da mão e quando devolveu já tinha enviado o comentário que depressa teve resposta. Se a Maria respondeu o mesmo já não posso dizer de nós que depressa nos centramos um no outro e fizemos uso à desculpa de ser o “nosso” dia para aproveitarmos no que toca à troca de mimos que só foi interrompida quando o Ruben se lembrou de perguntar.
- Quando é que regressas a Lisboa?
- Amanhã ao final do dia...
- O que é que o teu tio achou da ideia? - gargalhei.
- Deve ter achado perfeita... dado que foi ele que escolheu-me para vir a Braga!
- Hã?
- Sim... se estou aqui ao teu colinho neste momento bem podes agradecer ao Sr. Jorge Mendes... foi dele a “ordem” para vir até Braga!
- Estás a gozar, certo?
- Não... digamos que estou cá a trabalho - gargalhou.
- Trabalho??? Sim... pois...
- Deixa de ser tarado! - ripostei por conhecer muito bem aquele olhar - E sim a trabalho... na prática vim cá a trabalho... amanhã tenho uma reunião com o Nuno para discutirmos uma proposta que lhe fizeram para uma publicidade... e pronto o Sr. meu patrão escolheu-me a mim...
- Coincidência... - gargalhamos os dois.
- É né... já viste bem... a reunião até está marcada só para depois do almoço mas mesmo assim deram-me a tarde de hoje e amanhã o dia todo para andar a pavonear-me por Braga - voltamos a sorrir - pior ainda... esta reunião era dispensada com um email e um telefonema mas mesmo assim... aqui estou eu para a bendita reunião...
- Estou a ver que temos no teu patrão um aliado... - gargalhamos.
- Por falar nisso nem sabes tu o que é que ele me disse hoje...
- Então?
- Entre muita coisa deu a entender que sabe mais do que diz... o meu tio fez referência à minha conturbada vida algarvia para depois falar que no dia que nos apanhou aos beijos, naquele em que ganhei uma certa aposta pois consegui envergonhar um certo menino, soube logo que mais cedo ou mais tarde iria acalmar.
- Como assim?
- Oh disse que se não gostasse de ti nunca teria deixado que nos apanhasse naquelas figuras, porque antes de ti nunca fui vista com nenhum rapaz e que por isso limitou-se a esperar que assumíssemos perante o meu pai que namoramos, ah mas mandou a piada de que nunca esperou que demorássemos tanto.
- Tu e a Maria têm uma ligação forte com o vosso tio, não têm?
- Sim... apesar de na nossa adolescência a presença do meu tio não ter sido tão frequente quanto a que seria de esperar por causa do seu trabalho sempre mantivemos uma ligação forte com ele... o tio Jorge dos manos Mendes é o mais “liberal” e sempre foi tipo a consciência de nós as duas mas também dos nossos pais... era ele que vinha meter os panos quentes quando alguma de nós aprontava... principalmente eu... por isso e apesar de ter ficado admirada por ter revelado que sabe bem o que andei a fazer em Faro no fundo já sabia disso, só não esperava é que fosse comentar comigo.
- E o teu pai... será que algum dia vai aceitar o nosso namoro?
- Não sei... mas sinceramente não é isso que tira-me o sono!
- Ai é??? Então e posso saber o que te tira o sono??
- Podes... mas não é bem o que me tira o sono mas sim QUEM... - sorriu
- Hum... quem é o malandro que anda a tirar o sono à princesa??
- Não sei... - beijei-o - talvez o príncipe encantado...
- Ai sim???
- Sim... sabes que o facto dele não ter um cavalo branco deixa-me preocupada - gargalhamos os dois talvez por a conversa não ter nexo nenhum.
- Não tem cavalo mas de certeza que tem outras coisas a seu favor... - beijou-me inicialmente nos lábios para descer até ao pescoço, aquilo foi suficiente para suspirar.
- E que coisas... - murmurei e apesar dele continuar concentrado a distribuir beijinhos pelo meu pescoço consegui adivinhar-lhe um sorriso nos seus lábios - é melhor parares... - pedi sem grande vontade que o fizesse mas o pouco bom senso que tenho impediu-me de o deixar continuar com aquela brincadeira, onde o Ruben já tinha junto as suas mãos que passeavam livremente nas minhas pernas e por baixo do tecido da minha saia.
- Andas a ficar muito responsável para o meu gosto! - refilou de imediato provocando-me a gargalhada.
- Tadinho dele... até parece que tens muitas razões de queixas!
- Até tenho... por mim já há muito que não estávamos aqui...
- Não seja por isso - saí do seu colo e estiquei o braço para darmos as mãos - anda...
Não hesitou um segundo que fosse e depressa chegamos junto do carro, o Ruben abriu-me a porta que nem um cavalheiro e como recompensa beijei-o, agora sim sem qualquer tipo de pudor afinal estávamos completamente sozinhos, apesar de ambos querermos mais tivemos que adiar por uns minutos mas se na cabeça dele seria só o tempo de chegarmos ao seu apartamento na minha seria só o mínimo indispensável e apesar de ainda mal conhecer Braga sabia que no caminho teria a oportunidade que precisava, como tal e durante os minutos que se seguiram não me privei de provocá-lo mesmo estando o Ruben a conduzir não parei com os beijinhos no seu pescoço enquanto a minha mão já estava em “terrenos perigosos”, apesar do Ruben nada dizer sabia bem que aquilo iria tornar-se numa tortura se fosse para durar a viagem toda mas...
- Desvia caminho e pára... - ordenei e não foi preciso falar a segunda vez, em menos de dois minutos já estávamos nós numa zona escura e assim que o Ruben parou o carro deitei o banco para trás - vem... - puxei-o e não foi preciso fazer muita força afinal queria aquilo tanto quanto eu... os minutos seguintes, poucos por sinal, serviram para ver-me livre das suas calças, brindei-o com carícias nada inocentes e dadas pelos meus lábios e língua onde sabia que o iria “fragilizar” ao máximo mas a intenção era mesmo essa, queria-o o quanto antes e quando já estava “no ponto” levou-me ao êxtase em minutos, talvez tenha sido pela adrenalina ou então mesmo pelas saudades de o sentir a verdade é que não demoramos muito a atingir o primeiro orgasmo da noite... sim porque se a começamos no carro prolongamo-la noite dentro já no seu apartamento.

Maria
Com a ida da Mariana para Braga e o fim do mercado de transferências o mês de Fevereiro voltou a ser calmo, passei os dias a organizar os próximos tempos no escritório e a acompanhar mais de perto o João, praticamente não nos largamos, de tal forma que dei por mim a assistir aos treinos em Alcochete ou mesmo a acompanhar os jogos do Sporting fora. O mais engraçado era mesmo o facto de ir sempre como simples adepta, evitei sempre grandes demonstrações de afecto publicas já que dispensava grandes alaridos em torno da nossa relação. O dia dos namorados ao contrario do que seria de esperar em vez de ser passado a dois foi passado em família, com a família dele, algo que nem me importou muito já que iríamos no dia seguinte para Varsóvia onde o Sporting jogaria com o Légia.
A manhã começou calma ainda tivemos tempo para um banho mais demorado e um pequeno-almoço servido de forma tão peculiar que nos obrigou a novo banho, novamente demorado. O clima mais caliente apenas refrescou com o soar da campainha indicando a chegada dos seus pais a minha casa onde estávamos “acampados”.
- Bom dia! Entrem... - dei passagem a ambos e apenas o pai do João me cumprimentou, o habitual
- Tens aqui uma bela casa... pelo menos parece... - a mãe do João falou olhando em volta na sala e dando a entender que queria conhecer o resto
- É eu e a Mariana tivemos muita sorte... mas venha que lhe apresento o resto... - fiz uma visita guiada por toda a casa excluído o quarto da Mari
- É realmente muito boa! - declarou quando entramos novamente na sala interrompendo a conversa do João com o pai - mas deve ser difícil manter...
- Nem por isso eu e a minha prima já vivemos juntas há muitos anos por isso as tarefas tão bem definidas...
- Acredito que sim... mas falava de outros custos...
- Ahh a esse nível felizmente também não nos podemos queixar antes pelo contrario já que cada uma sozinha tinha condições de manter uma casa destas sem precisar dividir custos... trabalhamos e ganhamos o suficiente para tal
Respondi de sorriso nos lábios, mas capaz de esganar “ela” estaria a insinuar que queria o dinheiro do filho?! Oh por favor eu conheci-o como o miúdo que morava no Casal Ventoso e não era propriamente um milionário e agora que me apaixonei por ele ai vem ela com isto?! Respirei fundo e
- Vamos para a mesa o almoço está pronto
- Vamos sim - o João respondeu e indicou o caminho aos pais que se sentaram enquanto eu fui buscar a refeição que tinha preparado previamente.
A refeição foi um tanto demorada e pautada apenas por conversas entre o João e os pais e nas quais fiz questão de me manter o menos interveniente possível não sendo, no entanto, indelicada em qualquer momento. Chegado o momento da sobremesa e assim que acabei de colocar a travessa na mesa o meu telemóvel começa a tocar e reconhecendo o toque resolvi dar um sowzinho particular à Dona Teresa que estava mesmo a pedir, já o João fuzilou-me com os olhos assim que ouviu o refrão da musica

- Peço imensas desculpas, mas vou atender a chamada, se não se importarem...
- Á vontade - a Dona Teresa deu permissão e eu atendi
- Cariño!!!!
- Eso es todo anhelo?
- Sabes que sim Sergio! Te echo de menos! - ouvi-o rir e os presentes na sala a prenderem a respiração - Mas a que devo a sua ligação passa-se alguma coisa?
- No pasa nada, y mi corazón?
- Tu corazón está muito bem!
- Contento
- Mas ainda não disseste o que querias...
- Sólo quería oír tu voz
- Oh tão fofinho que ele está! Também já tinha saudades de te ouvir agora é só twitter! - a conversa desenrolou-se mais um pouco em volta de algumas “cusquices” directamente de Madrid  e quando estava já a despedir-me dele ouvi algo que não esperava, mas que me iria ajudar a deixar a minha sogrinha de nervos em franja
- Te quiero!!
- Yo también te quiero...- respondi prontamente ignorando o significado mais profundo que as palavras poderiam ter do outro lado da linha - Un besazo
- hum - ele demorou alguns segundos a dizer algo mais até que -... besooo cariño
Desliguei o telefone
- Desculpem mais uma vez, mas era o Sérgio e estava morta de saudades...
- Quem te ouve falar assim até parece que você têm alguma relação... - a Teresa falou e o João ia morrendo engasgado com a agua que bebia no momento
- E temos! - ouvi um “ahhh” - somos amigos! E os amigos não se deixam “pendurados” quando nos ligam
- Tens toda a razão Maria os amigos são para serem bem tratados... -mais uma vez foi o pai do João a colocar agua na fervura.
A Teresa engoliu em seco, mas trocou um olhar de “eu avisei-te” com o João, passado pouco mais de meia hora eles deixavam-nos
- Tinhas mesmo que ter atendido o telefonema do teu amigo?
- Tinha! Não tou a ver onde possa estar o problema...
- Ai não?! Cariño... Corazon... te quiero...
- O que tem?
- Na frente dos meus pais?
- Já disse mais ao Ruben na frente deles e não te doeu nada!
- Pois mas o Ruben é o Ruben!
- E o Sérgio é o Sérgio! E tu só estás assim porque a tua mãe te fuzilou com os olhos... temos pena!
- E tu fizeste de propósito!
- Pois fiz! - admiti serenamente
- És terrível!
- Não, não sou! Mas sinceramente gostava de a ouvir dizer o que raio ela tem afinal contra mim!
- Não tem nada... tu é que tens macaquinhos nessa cabeça!
- Será?
- Pronto... ok ela tem mesmo algo contra ti...queres saber o que é? - olhei-o seria na expectativa de finalmente perceber o que seria - É que aqui o filhinho trocou os almoços e jantares da mãe... por horas de sobremesa contigo!
- Sobre...mesa?! Sei! - aproveitei o estarmos a arrumar a mesa para me sentar nela enquanto falava e não precisei dizer mais nada para nos perdermos, ali mesmo, noutros pecado que não o da gula, pelo menos mas não só!
Certo é que o fim de tarde foi bem mais animado!
Já depois do jantar e enquanto trocávamos mimos no sofá recebi uma notificação no telemóvel de uma nova foto da Mari onde me identificava, ora sabendo onde ela estava de imediato fui ver
- Já vais para o vicio?
- Tem de ser a minha prima acabou de me identificar numa foto...
- Ok se é assim tb quero ver - e pegou no telemóvel dele
Quando abri a aplicação e vejo a foto mostrei ao João.
- Piadinha da menina...
A minha primeira reacção foi a de tentar conter a gargalhada e a resposta pronta que tinha, mas foi impossível assim que ouvi o João e por isso embora com algum cuidado já que estaria numa rede social respondi mesmo, sorri enquanto escrevi-a e por isso
- Deves estar a escrever uma linda coisa com esse sorrisinho... - teve tempo de ler - precisavas mesmo disso?
- Oh é só uma brincadeira até porque não teve mesmo nada de conto de fadas...
E nem consegui aprofundar a ideia porque de imediato tive resposta
- Toma!! Ah grande Rubinho é assim mesmo!
- Olha só o meu tio é um santo perto da tua mãe tás a perceber? - falei enquanto respondia.
Depois de publicar o João não me disse mais nada, levantou-se foi penso que à cozinha e voltou minutos depois sentou-se no sofá individual fingindo-se muito interessado na tv, deixei-o estar e passado pouco tempo
- Olha vês como tenho razão? Nem o grande e desbocado Rubinho teve resposta para mim!
- Queres mesmo arruinar o dia não é?
- Eu?! Tu é que tás ai de birra!
- Custava-te muito não implicar com a minha mãe? Fogo Maria....
- Queres saber até este verão não custava nadinha apesar de saber que ela não nos aceita era mesmo para o lado que dormia melhor, mas aquilo que fez enquanto estive em Madrid, desculpa mas ultrapassou o meu poder de encaixe! - ele ia falar, mas não o deixei em vez disso levantei-me e acabei por aumentar também o volume a que falava enquanto me colocava frente a frente com ele- Ficamos dias sem nos falar e ainda ficaste aqui a pensar uma quantidade de asneiras brutais e não digas que não que eu conheço-te só porque além de te trazer a revista imagino o que não te terá dito! Por isso sim custa-me imenso não dizer tudo o que me apetece e mesmo assim não me ouviste manda-la a lado nenhum menos conveniente quando deu a entender que esta casa tem muitos custos e não sabia como pagávamos ou quando mandou a sua alfinetada quando desliguei a chamada do Sérgio! Custa-me muito? Sim custa! E a ela custa-lhe muito deixar-nos em paz?! E nem venhas com a historia dos ciumes de mãe porque a Anabela sempre foi agarrada ao Ruben e não é por isso que quer a cabeça da minha prima!
Quando terminei de falar senti que tinha tirado o mundo das costas afinal andava com esta situação entalada
- Tens razão ela exagera um bocadinho - olhei-o do tipo “um bocadinho?!” - ok muito, mas bem que podias tentar resolver isso com ela... em vez de mandares bocas assim para o ar... - falava num tom muito mais calmo levantou-se apenas para me puxar junto com ele para o sofá - podias tentar falar com ela... com calma e acertarem-se
- Estás a dar a sugestão à pessoa errada
- Oh Maria...
- Oh Maria uma ova! Queres o quê que vá a casa dos teu pais pedir a tua mão em namoro à tua mãe é?! - falei indignada, no fundo sabia que podia ser uma boa ideia, mas o meu orgulho nunca me deixaria ceder
- Não era má ideia! - falou a rir ao perceber que estava a acalmar
- Pois não... mas e depois o que é que eu fazia com a tua mão?! E sem o resto? - falei enquanto me sentava ao seu colo de frente para ele e iniciando um longo beijo
- Estás a duvidar das capacidades da minha mão? - enquanto falava ia acariciando-me e começamos uma brincadeira que nos levou a passar a noite nos braços um do outro.

Com o Sérgio sempre presente e sem a benção da Dona Teresa continuaram o João e a Maria a conseguir manter a paz? E a Paz do Ruben e da Mariana será também ela duradoura?



13 comentários:

  1. Oh *.*
    O Ruben e a Mariana foram tão fofinhos :)
    O tio delas é realmente um máximo xd
    Agora a D. Teresa também --"
    Em relação à primeira pergunta infelizmente acho acho que não :( Mas o Sérgio que nem tenha muitas ideias !

    E a segunda, acho que sim, afinal eles estão cada vez mais a aprender a resolver os problemas.

    Em relação às vossas questões sobre a fic, eu falo por mim, mas estou a AMAR.
    Continuem porque vocês escrevem muito bem ;)

    Beijinhos MM's

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  2. Adoro adoro adoro continuem.bjs

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  3. fabuloso...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

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  4. Olá!
    Não estão bem a ver o susto que eu apanhei. Sempre que começo a ler um capitulo percorro-o com os olhos primeiro. E quando vi "Sergio" fiquei curiosa. Digamos que ler apenas uns "te quiero" descontextualizados nao foi nada boa ideia! xD

    Bem, eu espero sinceramente que o Ruben e a Mariana se ajuizem e se esforcem para durar, o mesmo para a Maria e o João! Veremos é se nao tem muitas "bruxas" a atemorizá-los xD

    Espero o proximo!

    Beijo
    Ana

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  5. Awnn, muito fofos feat. meigos o Ruben e a Mariana, essa conversa do príncipe me deixou mesmo com um sorriso bobo no rosto *-* Nossa, e a mãe do João? Acho mesmo que nem se a Maria fosse pedir a mão do seu filho, ela mudava -'
    Curiosa demais, continuem, please :*

    GabiiS.

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  6. Adorei, adorei, adorei!
    Estou curiosa para saber o que vai acontecer nos próximos capítulos que já percebi que prometem ser bastante interessantes...
    Beijinhos

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  7. Olá!
    O capitulo está fantástico,e espero mesmo que o Rúben e a Mariana façam o possivel para as coisas durarem,e que a paz paire para os "dois lados"! lool
    Quanto à diminuição dos comentários e das visitas,da minha parte gosto da vossa fic da mesma forma que gostava no primeiro capitulo,continua a fazer-me rir sozinha para o pc,e a ficar muito curiosa sempre que terminam com estas perguntas,que "matam" qualquer leitora :P
    Quero o 49!!!
    Beijinhos

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  8. Oi oi (;

    Já li ontem o capitulo mas só hoje é que consegui comentar.
    Bem, em relação à Mari e ao Ruru acho que eles devem ficar bem juntinhos ;b
    Mas em relação á Maria e ao JP quero ver o que o Sergio Ramos é capaz de fazer (aa)

    Fico á espera de mais...

    Beijinhos

    Nii'i

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  9. Olá!

    Estou completamente desesperada pelo próximo! Este Sergio tem mesmo um sentido de oportunidade...e a Dona Teresa...com sogras destas...quem precisa de outra?
    Espero, sinceramente, que a Mariana e o Rúben tenham uma bela matança de saudades em Braga :p

    Besos.
    Ana Patrícia.

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  10. Oláa,

    Gosteii muito, agora fiquei super curiosa para saber o que vem a seguir...

    Esta historia da Maria e do Sergio ainda vai dar que falar... é um feeling ^^'

    Continuem

    Inês Costa

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  11. Adorooo, quero o proximo rápido :)

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  12. Mas que raio de música é aquela quando o outro liga, não conhecia =)

    Ai Maria, eu adoro o Joni, não te ponhas com ideias com o espanhol, ainda para mais agora que ele foi suspenso por insultos ao arbitro, o JP é violento mas sabe disfarçar, tem muitas mais qualidades LoL

    E o Ruben, é um fofo

    Abreijos
    PatriciaQ

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  13. Dizem que as sogras são lixadas, mas a D.Teresa é um "doce", não perde uma oportunidade para enterrar a relação dos moços. Mas acho que a Maria com a vontade de picar a sogra esticou-se um bocadinho nos cumprimentos ao espanholito, sim que este Sérgio anda a arrastar a asa, e o "te quiero" é um bocadinho forte, e pior ainda foi que a Maria respondeu-lhe de igual modo, o moço ainda vai ficar com ideias... vamos ver se isto não dá para o torto. A Mariana e o Ruben estão na paz dos anjos, por enquanto que com estes dois nunca se sabe.
    Adorei

    Beijocas

    Fernanda

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