Antes de iniciarem a leitura queremos agradecer terem comentado mas não negamos que estamos a ficar desiludidas... as visitas diminuíram e os comentários também por isso gostávamos de perceber o que mudou...
Se puderem esclareçam a nossa curiosidade...
Obrigada
Primas Mendes :)
Mariana
Se puderem esclareçam a nossa curiosidade...
Obrigada
Primas Mendes :)
Mariana
A última semana
custou-me particularmente a passar talvez por ser a primeira que passei
efectivamente longe do Ruben, afinal já tinha regressado ao trabalho.
- Que cara é essa?
- A minha!
- Ena que a minha sobrinha está com os azeites!
- Ó tio - bufei - hoje não estou nos meus dias por isso
deixe-me ficar no meu canto.
- Até deixava mas preciso falar contigo!
- Diga!
- Temos reunião.
- Ok, vou só deixar a mala na minha sala e já
regresso!
- Encontramo-nos na sala de reuniões!
As horas
seguintes foram para resolver uns problemas e quando terminamos encaminhei-me
imediatamente para o meu gabinete, para uns minutos depois baterem à porta.
- Precisa de alguma coisa?
- Que vás até Braga - olhei-o - afinal
temos lá alguns activos que merecem
toda a nossa atenção... quer dizer... um mais que os outros mas se lá vais
passas a “revista” a todos - sorriu.
- Oh tio agradeço a oportunidade mas não posso
ir.
- Porquê?
- Tio ambos sabemos que só está a dizer isso
porque sou sua sobrinha e tenho lá o namorado mas...
- Sim... sei que a Mariana Mendes não mistura
assuntos pessoais com trabalho e só por isso é que vais tu... temos uma
proposta para uma publicidade e quero que discutas as condições com o Nuno.
- Pois... isso nem é coisa que se faça com o
envio de um email e depois com um telefonema nem nada...
- Ainda falas tu do teu pai... és tão ou mais
casmurra que ele! - acabei por
gargalhar perante o desabafo do meu tio - uma
pessoa a tentar disfarçar a coisa e ela... ela resolve armar-se em
profissional!
- Tio... só não quero ter privilégios por ser tua
sobrinha, se tivesse outro emprego não podia largar tudo só porque estou com
saudades do meu namorado!
- Pois... mas tens este emprego e por sinal o teu
namorado até é um dos que nós representamos além disso está a passar por uma
fase menos boa e se posso juntar o útil ao agradável melhor ainda, vais lá
falas com o Nuno, vês o Ruben e regressas mais animada!
Os minutos
seguintes foram para inteirar-me da proposta do anúncio e quando já ia a sair
do escritório...
- Mariana...
- Diga!
- Para todos os efeitos e se os teus pais
questionarem não estás em Braga!
- Tio... - quando é
assuntos de trabalho não o trato por tio mas dado que agora era assunto pessoal
- Sobrinha - sorriu - ambos sabemos que
se um certo Mendes descobre vou ter que ouvi-lo e sinceramente não me apetece
além disso tens idade suficiente para teres vida própria!
- Engraçado... o tio não era dessa opinião antes
do meu regresso a Lisboa!
- Mariana... ao contrário do teu pai que andou e
continua a andar enganado sempre soube que a tua estadia algarvia foi algo
conturbada - por momentos
tive a sensação que o meu queixo ia caindo perante tal revelação - mas no dia em que fui entregar a prenda de
aniversário da tua prima e encontrei-te aos beijos com o Ruben percebi que mais
cedo ou mais tarde irias acalmar.
- Como assim?
- Mariana se não gostasses do Ruben nunca terias
deixado que vos apanhasse aos dois naquelas figuras - sorri ao ouvi-lo - podes ter tido muitos namorados ou curtes como vocês hoje em dia chamam
mas a verdade é que nunca foste vista com nenhum... logo se com o Ruben
permitiste isso é porque algo tinha mudado - confesso que abri e fechei a
boca algumas vezes - por isso respeitei a
tua maneira de ser e omiti tal facto ao teu pai, no fundo sabia que precisavas
do teu tempo e que quando chegasse o momento lhe contavas, nunca pensei é que
demorasse tanto - sorri.
- O tio tem razão - suspirei - o Ruben sempre foi especial e no fundo sempre soube que por muito que
tentasse negar as pessoas que me conhecem verdadeiramente sempre souberam.
- A vossa história deve ser jeitosa- gargalhou - é que conhecendo por alto o historial de cada um... - baixei o
olhar perante a insinuação do meu tio - e
sabendo que se conheceram ainda em adolescentes...
- Não queira saber em demasia e agora estou no
ir!
- Foge... foge mas um dia ainda vais ter que
contar!
- Nunca... nunquinha... - sorri.
- Pois... mas depois sou eu que aturo o teu
pai...
- Siga o meu exemplo... que quando ele começa com
as suas teorias o deixo a falar sozinho!
- Sabes que isso só piora... Mariana no fundo o
teu pai só está preocupado contigo...
- Não tem motivos para isso e agora vou mesmo que
o tio está armado em beata à porta da igreja...
Não lhe dei tempo
para responder e saí do escritório, fui a casa preparar uma pequena mala de
viagem e segui de imediato para Braga, queria assistir ao jogo mesmo com a
probabilidade elevada do Ruben não estar no onze inicial, aproveitei a viagem
para ligar ao Nuno e pedir-lhe uma ajudinha, algo que fez sem questionar.
Cheguei a Braga a
tempo de ver o jogo, ainda passei pelo apartamento do Ruben para deixar a mala
e segui para o estádio onde já tinha a Patrícia à minha espera pois caso
contrário não conseguiria entrar na garagem.
As duas horas que
se seguiram serviram para perceber que a integração do Ruben não está a ser
propriamente fácil e ainda conheci algumas mulheres e namoradas dos novos
colegas. O resultado do jogo é que podia ter sido melhor afinal a derrota não
era de todo bom ainda assim adorei os minutos que o Ruben esteve dentro de
campo, foi reconfortante vê-lo a fazer algo que tanto gosta, principalmente
depois da lesão e de toda a polémica em torno da sua saída do Benfica.
No final da
partida esperamos e desesperamos porque o Ruben e o Nuno estavam a demorar
imenso tempo, se há coisa que detesto é apanhar “secas” à espera dos outros mas
quando vi o Ruben diante de mim confesso que a azia passou de imediato para dar
lugar a uma troca de “mimos” com o Ruben afinal o Nuno tinha enviado mensagem a
avisar-me que ele estava aborrecido por não lhe retornar a chamada quando
prometi que o fazia depois da reunião terminar.
Não foi preciso
muito para iniciarmos uma pequena troca de palavras algo animada e apesar de
conhecer o Nuno e a Patrícia à pouco tempo senti-me perfeitamente à vontade com
eles o que contribuiu para que a brincadeira continuasse até nos separarmos no
momento que chegamos junto dos carros e assim que entramos no meu o Ruben
começou com cobranças e só não azedou porque dei a entender que já estava a
abusar da minha paciência, algo que percebeu mudando de assunto, disse-lhe os
planos para a nossa noite, que foram do agrado dele e seguimos finalmente, no
entanto e ao contrário do que esperava o Ruben quis parar juntos dos adeptos,
lógico que não o impedi mas arrependi-me quando vi e ouvi uma gaja qualquer a
fazer-se a ele completamente à descarada e como prémio ainda levou com o
sorriso dele, aquilo mexeu-me com nervos tanto que não consegui ficar calada. A
troca de palavras acabou por atingir contornos estranhos, o que levou-me a
perguntar se tem a certeza dos seus sentimentos por mim.
- Nunca pensei que tivesses duvidas - atirou visivelmente magoado.
- E não tenho... - respondi ao sair do carro numa tentativa de
dar por terminada a conversa mas...
- Então porquê que perguntaste? - questionou quando já caminhava do meu lado.
- Porque tenho medo de te perder...
- Perder??? - colocou-se à minha frente impedindo-me de continuar a caminhar - Qual é mesmo o motivo dessa insegurança?
Mariana és a única na minha vida e assim continuarás.
- Até quando? - baixei o olhar, a verdade é que estava a sentir-me insegura desde
que o vi todo de sorrisinhos para aquela sonsa - Só tens de estalar os dedos e elas caem-te ao pés...
- Fala aquela que tem “muitos” problemas em
arranjar quem a aqueça... Mariana isto não está fácil - suspirou o que fez com que o olhasse - custa estar longe de ti e se sei que não
confias em mim ainda vai custar mais, caramba achas mesmo que vou deitar tudo a
perder?? Depois de tudo... de ter tido o céu mesmo que tenha sido por horas e
depois ter o inferno durante meses até conseguir que perdoasses o meu deslize
quando neguei à Ana que estávamos juntos... achas mesmo que vou escorregar duas
vezes na mesma casca de banana??
- As tentações são muitas...
- É... nisso tens razão - suspirou novamente - principalmente quando te tenho diante de mim - sorriu - ruída de ciumes... ficas ainda mais...
- trincou o lábio inferior enquanto puxou-me unindo os nossos lábios num beijo
calmo mas ao mesmo tempo electrizante - amo-te
- sorriu - não sejas tonta que não tens
motivos nenhuns para teres ciúmes... só tenho olhos e coração para ti... é a ti
que desejo e és tu que me deixas arrepiado só com um simples toque, és tu que
dás sentido à minha vida por isso tira esses macaquinhos da cabeça...
Não respondi até
porque e apesar de não ter falado nada de especial conseguiu deixar-me sem
palavras, limitei-me simplesmente a beijá-lo mas o que deveria ser algo
discreto deixou de o ser no instante que aprofundou o beijo com um entrelaçar
de línguas, confesso que esqueci que estávamos em plena avenida principal do
centro de Braga, naquele instante éramos só os dois.
- Anda... vamos jantar - sorriu e seguimos sempre abraçados.
Chegamos ao
restaurante escolhido pelo Ruben onde nos sentamos numa mesa em que tínhamos
alguma privacidade e nas duas horas seguintes para além de comer, falámos e
namoramos bastante, não nos privamos na troca de mimos ainda que discretos.
- Queres ir já para casa? - perguntei assim que saímos do restaurante.
- Tens alguma ideia em mente, é? - abraçou-me - É que por mim... ia já para casa... - colou os seus lábios aos
meus.
- O que o menino quer sei eu... - gargalhei ao ver o seu ar de falso ofendido.
- Até parece que só penso nisso...
- Sabes... - estávamos parados e por isso aproveitei o facto de o ter diante de
mim para colocar os meus braços em volta do seu pescoço, algo que o Ruben
aproveitou para apertar ainda mais o meu corpo contra o seu, respirei
profundamente ao ver o brilho que tinha no olhar o que dificultou ainda mais a
tarefa de oprimir os pensamentos insanos que estavam já a ocorrer-me - há muito mais para além de uma cama... -
não consegui continuar a falar porque o Ruben beijou-me e que beijo... foi
daqueles de retirar a capacidade de raciocínio e só despertei quando senti as
suas mãos já a trilhar caminho por baixo do casaco - amor... estamos na rua... controla-te! - repreendi-o no entanto o
Ruben gargalhou - que foi?
- Nada... mas afinal quem está desesperada és
tu... - teria refilado mas o Ruben não deu
hipótese pois continuou a falar - além
disso não preciso da cama para nada - o seu tom de voz era de completo gozo
- só preciso mesmo de TI... o resto são
detalhes insignificantes!
- Parvo! - atirei de
imediato e ao afastar-me ligeiramente dele.
- Adoro ver-te assim sem jeito... - sorriu triunfantemente - ficas ainda mais... minha!
- Tua?
- Sim... minha - sorriu - afinal sou o único
que consigo deixar-te sem jeito... diria mesmo encavacada e sem resposta...
- É... andas muito convencido!
- Culpa tua...
Não respondi
simplesmente sorri até porque o Ruben tinha razão, é o único que consegue
deixar-me com aquela sensação de ter borboletas na barriga ou então de querer
um buraco para esconder-me quando se mete a olhar deixando-me a levitar e de
sorriso parvo no rosto.
Acabamos por dar
as mãos e caminhamos pela avenida até ao carro, lógico que pelo percurso ainda
paramos algumas vezes, umas para tirar fotos, sim que o Ruben hoje estava
terrível no que toca a querer ficar com recordações do nosso primeiro “dia dos
namorados” que segundo ele seria o primeiro de muitos, e outras para
simplesmente apreciar a beleza nocturna da cidade de Braga, foi numa dessas
vezes que nos sentamos num banco de jardim, quer dizer ele sentou-se porque no
que me toca a mim sentei-me mesmo foi no seu colo.
- O que tanto mexes no telemóvel?
- Estou só a fazer inveja à minha prima... - sorri
- Como assim?
Não respondi
simplesmente sorri para o beijar logo depois aproveitando para retirar uma foto
que publiquei imediatamente no Facebook...
Assim que
coloquei a foto mostrei ao Ruben que só teve tempo para abanar a cabeça da
esquerda para a direita uma vez que a resposta da Maria não tardou a chegar.
Gargalhamos ao ler o comentário da minha prima e quando já pensava na resposta
o Ruben retirou-me o telemóvel da mão e quando devolveu já tinha enviado o
comentário que depressa teve resposta. Se a Maria respondeu o mesmo já não
posso dizer de nós que depressa nos centramos um no outro e fizemos uso à
desculpa de ser o “nosso” dia para aproveitarmos no que toca à troca de mimos
que só foi interrompida quando o Ruben se lembrou de perguntar.
- Quando é que regressas a Lisboa?
- Amanhã ao final do dia...
- O que é que o teu tio achou da ideia? - gargalhei.
- Deve ter achado perfeita... dado que foi ele
que escolheu-me para vir a Braga!
- Hã?
- Sim... se estou aqui ao teu colinho neste
momento bem podes agradecer ao Sr. Jorge Mendes... foi dele a “ordem” para vir
até Braga!
- Estás a gozar, certo?
- Não... digamos que estou cá a trabalho - gargalhou.
- Trabalho??? Sim... pois...
- Deixa de ser tarado! - ripostei por conhecer muito bem aquele olhar -
E sim a trabalho... na prática vim cá a
trabalho... amanhã tenho uma reunião com o Nuno para discutirmos uma proposta
que lhe fizeram para uma publicidade... e pronto o Sr. meu patrão escolheu-me a
mim...
- Coincidência... - gargalhamos os dois.
- É né... já viste bem... a reunião até está
marcada só para depois do almoço mas mesmo assim deram-me a tarde de hoje e
amanhã o dia todo para andar a pavonear-me por Braga - voltamos a sorrir - pior ainda... esta reunião era dispensada com um email e um telefonema
mas mesmo assim... aqui estou eu para a bendita reunião...
- Estou a ver que temos no teu patrão um aliado... - gargalhamos.
- Por falar nisso nem sabes tu o que é que ele me
disse hoje...
- Então?
- Entre muita coisa deu a entender que sabe mais
do que diz... o meu tio fez referência à minha conturbada vida algarvia para
depois falar que no dia que nos apanhou aos beijos, naquele em que ganhei uma
certa aposta pois consegui envergonhar um certo menino, soube logo que mais
cedo ou mais tarde iria acalmar.
- Como assim?
- Oh disse que se não gostasse de ti nunca teria
deixado que nos apanhasse naquelas figuras, porque antes de ti nunca fui vista
com nenhum rapaz e que por isso limitou-se a esperar que assumíssemos perante o
meu pai que namoramos, ah mas mandou a piada de que nunca esperou que
demorássemos tanto.
- Tu e a Maria têm uma ligação forte com o vosso
tio, não têm?
- Sim... apesar de na nossa adolescência a
presença do meu tio não ter sido tão frequente quanto a que seria de esperar
por causa do seu trabalho sempre mantivemos uma ligação forte com ele... o tio
Jorge dos manos Mendes é o mais “liberal” e sempre foi tipo a consciência de
nós as duas mas também dos nossos pais... era ele que vinha meter os panos
quentes quando alguma de nós aprontava... principalmente eu... por isso e
apesar de ter ficado admirada por ter revelado que sabe bem o que andei a fazer
em Faro no fundo já sabia disso, só não esperava é que fosse comentar comigo.
- E o teu pai... será que algum dia vai aceitar o
nosso namoro?
- Não sei... mas sinceramente não é isso que
tira-me o sono!
- Ai é??? Então e posso saber o que te tira o
sono??
- Podes... mas não é bem o que me tira o sono mas
sim QUEM... - sorriu
- Hum... quem é o malandro que anda a tirar o
sono à princesa??
- Não sei... - beijei-o - talvez o príncipe
encantado...
- Ai sim???
- Sim... sabes que o facto dele não ter um cavalo
branco deixa-me preocupada - gargalhamos os
dois talvez por a conversa não ter nexo nenhum.
- Não tem cavalo mas de certeza que tem outras
coisas a seu favor... - beijou-me
inicialmente nos lábios para descer até ao pescoço, aquilo foi suficiente para
suspirar.
- E que coisas... - murmurei e apesar dele continuar concentrado a
distribuir beijinhos pelo meu pescoço consegui adivinhar-lhe um sorriso nos
seus lábios - é melhor parares... -
pedi sem grande vontade que o fizesse mas o pouco bom senso que tenho
impediu-me de o deixar continuar com aquela brincadeira, onde o Ruben já tinha
junto as suas mãos que passeavam livremente nas minhas pernas e por baixo do
tecido da minha saia.
- Andas a ficar muito responsável para o meu
gosto! - refilou de imediato provocando-me a
gargalhada.
- Tadinho dele... até parece que tens muitas
razões de queixas!
- Até tenho... por mim já há muito que não
estávamos aqui...
- Não seja por isso - saí do seu colo e estiquei o braço para darmos
as mãos - anda...
Não hesitou um
segundo que fosse e depressa chegamos junto do carro, o Ruben abriu-me a porta
que nem um cavalheiro e como recompensa beijei-o, agora sim sem qualquer tipo
de pudor afinal estávamos completamente sozinhos, apesar de ambos querermos
mais tivemos que adiar por uns minutos mas se na cabeça dele seria só o tempo
de chegarmos ao seu apartamento na minha seria só o mínimo indispensável e
apesar de ainda mal conhecer Braga sabia que no caminho teria a oportunidade
que precisava, como tal e durante os minutos que se seguiram não me privei de
provocá-lo mesmo estando o Ruben a conduzir não parei com os beijinhos no seu
pescoço enquanto a minha mão já estava em “terrenos perigosos”, apesar do Ruben
nada dizer sabia bem que aquilo iria tornar-se numa tortura se fosse para durar
a viagem toda mas...
- Desvia caminho e pára... - ordenei e não foi preciso falar a segunda vez,
em menos de dois minutos já estávamos nós numa zona escura e assim que o Ruben
parou o carro deitei o banco para trás - vem...
- puxei-o e não foi preciso fazer muita força afinal queria aquilo tanto quanto
eu... os minutos seguintes, poucos por sinal, serviram para ver-me livre das
suas calças, brindei-o com carícias
nada inocentes e dadas pelos meus lábios e língua onde sabia que o iria
“fragilizar” ao máximo mas a intenção era mesmo essa, queria-o o quanto antes e
quando já estava “no ponto” levou-me ao êxtase em minutos, talvez tenha sido
pela adrenalina ou então mesmo pelas saudades de o sentir a verdade é que não
demoramos muito a atingir o primeiro orgasmo da noite... sim porque se a
começamos no carro prolongamo-la noite dentro já no seu apartamento.
Maria
Com a ida da
Mariana para Braga e o fim do mercado de transferências o mês de Fevereiro
voltou a ser calmo, passei os dias a organizar os próximos tempos no escritório
e a acompanhar mais de perto o João, praticamente não nos largamos, de tal
forma que dei por mim a assistir aos treinos em Alcochete ou mesmo a acompanhar
os jogos do Sporting fora. O mais engraçado era mesmo o facto de ir sempre como
simples adepta, evitei sempre grandes demonstrações de afecto publicas já que
dispensava grandes alaridos em torno da nossa relação. O dia dos namorados ao
contrario do que seria de esperar em vez de ser passado a dois foi passado em família,
com a família dele, algo que nem me importou muito já que iríamos no dia
seguinte para Varsóvia onde o Sporting jogaria com o Légia.
A manhã começou
calma ainda tivemos tempo para um banho mais demorado e um pequeno-almoço
servido de forma tão peculiar que nos obrigou a novo banho, novamente demorado.
O clima mais caliente apenas refrescou com o soar da campainha indicando a
chegada dos seus pais a minha casa onde estávamos “acampados”.
- Bom dia! Entrem... - dei passagem a ambos e apenas o pai do João me
cumprimentou, o habitual
- Tens aqui uma bela casa... pelo menos parece...
- a mãe do João falou olhando em volta na
sala e dando a entender que queria conhecer o resto
- É eu e a Mariana tivemos muita sorte... mas
venha que lhe apresento o resto... - fiz uma visita
guiada por toda a casa excluído o quarto da Mari
- É realmente muito boa! - declarou quando entramos novamente na sala
interrompendo a conversa do João com o pai - mas deve ser difícil manter...
- Nem por isso eu e a minha prima já vivemos
juntas há muitos anos por isso as tarefas tão bem definidas...
- Acredito que sim... mas falava de outros
custos...
- Ahh a esse nível felizmente também não nos
podemos queixar antes pelo contrario já que cada uma sozinha tinha condições de
manter uma casa destas sem precisar dividir custos... trabalhamos e ganhamos o
suficiente para tal
Respondi de
sorriso nos lábios, mas capaz de esganar “ela” estaria a insinuar que queria o
dinheiro do filho?! Oh por favor eu conheci-o como o miúdo que morava no Casal
Ventoso e não era propriamente um milionário e agora que me apaixonei por ele
ai vem ela com isto?! Respirei fundo e
- Vamos para a mesa o almoço está pronto
- Vamos sim - o João respondeu e indicou o caminho aos pais que se sentaram
enquanto eu fui buscar a refeição que tinha preparado previamente.
A refeição foi um
tanto demorada e pautada apenas por conversas entre o João e os pais e nas
quais fiz questão de me manter o menos interveniente possível não sendo, no
entanto, indelicada em qualquer momento. Chegado o momento da sobremesa e assim
que acabei de colocar a travessa na mesa o meu telemóvel começa a tocar e
reconhecendo o toque resolvi dar um sowzinho particular à Dona Teresa que
estava mesmo a pedir, já o João fuzilou-me com os olhos assim que ouviu o
refrão da musica
- Peço imensas desculpas, mas vou atender a
chamada, se não se importarem...
- Á vontade - a Dona Teresa deu permissão e eu atendi
- Cariño!!!!
- Eso es todo
anhelo?
- Sabes que sim
Sergio! Te echo de menos! - ouvi-o rir e os
presentes na sala a prenderem a respiração - Mas a que devo a sua ligação passa-se
alguma coisa?
- No pasa nada, y
mi corazón?
- Tu corazón está
muito bem!
- Contento
- Mas ainda não
disseste o que querias...
- Sólo quería oír
tu voz
- Oh tão fofinho
que ele está! Também já tinha saudades de te ouvir agora é só twitter! - a conversa desenrolou-se mais um pouco em volta
de algumas “cusquices” directamente de Madrid
e quando estava já a despedir-me dele ouvi algo que não esperava, mas que
me iria ajudar a deixar a minha sogrinha de nervos em franja
- Te quiero!!
- Yo también te
quiero...- respondi
prontamente ignorando o significado mais profundo que as palavras poderiam ter
do outro lado da linha - Un besazo
- hum - ele demorou alguns segundos a dizer algo mais
até que -... besooo cariño
Desliguei o
telefone
- Desculpem mais uma vez, mas era o Sérgio e
estava morta de saudades...
- Quem te ouve falar assim até parece que você
têm alguma relação... - a Teresa falou
e o João ia morrendo engasgado com a agua que bebia no momento
- E temos! - ouvi um “ahhh” - somos
amigos! E os amigos não se deixam “pendurados” quando nos ligam
- Tens toda a razão Maria os amigos são para
serem bem tratados... -mais uma vez
foi o pai do João a colocar agua na fervura.
A Teresa engoliu
em seco, mas trocou um olhar de “eu avisei-te” com o João, passado pouco mais
de meia hora eles deixavam-nos
- Tinhas mesmo que ter atendido o telefonema do
teu amigo?
- Tinha! Não tou a ver onde possa estar o
problema...
- Ai não?! Cariño... Corazon... te quiero...
- O que tem?
- Na frente dos meus pais?
- Já disse mais ao Ruben na frente deles e não te
doeu nada!
- Pois mas o Ruben é o Ruben!
- E o Sérgio é o Sérgio! E tu só estás assim
porque a tua mãe te fuzilou com os olhos... temos pena!
- E tu fizeste de propósito!
- Pois fiz! - admiti serenamente
- És terrível!
- Não, não sou! Mas sinceramente gostava de a
ouvir dizer o que raio ela tem afinal contra mim!
- Não tem nada... tu é que tens macaquinhos nessa
cabeça!
- Será?
- Pronto... ok ela tem mesmo algo contra
ti...queres saber o que é? - olhei-o seria
na expectativa de finalmente perceber o que seria - É que aqui o filhinho trocou os almoços e jantares da mãe... por
horas de sobremesa contigo!
- Sobre...mesa?! Sei! - aproveitei o estarmos a arrumar a mesa para me
sentar nela enquanto falava e não precisei dizer mais nada para nos perdermos,
ali mesmo, noutros pecado que não o da gula, pelo menos mas não só!
Certo é que o fim
de tarde foi bem mais animado!
Já depois do
jantar e enquanto trocávamos mimos no sofá recebi uma notificação no telemóvel
de uma nova foto da Mari onde me identificava, ora sabendo onde ela estava de
imediato fui ver
- Já vais para o vicio?
- Tem de ser a minha prima acabou de me identificar
numa foto...
- Ok se é assim tb quero ver - e pegou no telemóvel dele
Quando abri a
aplicação e vejo a foto mostrei ao João.
- Piadinha da menina...
A minha primeira
reacção foi a de tentar conter a gargalhada e a resposta pronta que tinha, mas
foi impossível assim que ouvi o João e por isso embora com algum cuidado já que
estaria numa rede social respondi mesmo, sorri enquanto escrevi-a e por isso
- Deves
estar a escrever uma linda coisa com esse sorrisinho... - teve tempo
de ler - precisavas mesmo disso?
- Oh é só
uma brincadeira até porque não teve mesmo nada de conto de fadas...
E nem consegui aprofundar a ideia porque de imediato tive
resposta
- Toma!! Ah grande Rubinho é assim mesmo!
- Olha só o meu tio é um santo perto da tua mãe
tás a perceber? - falei enquanto
respondia.
Depois de
publicar o João não me disse mais nada, levantou-se foi penso que à cozinha e
voltou minutos depois sentou-se no sofá individual fingindo-se muito
interessado na tv, deixei-o estar e passado pouco tempo
- Olha vês como tenho razão? Nem o grande e
desbocado Rubinho teve resposta para mim!
- Queres mesmo arruinar o dia não é?
- Eu?! Tu é que tás ai de birra!
- Custava-te muito não implicar com a minha mãe?
Fogo Maria....
- Queres saber até este verão não custava nadinha
apesar de saber que ela não nos aceita era mesmo para o lado que dormia melhor,
mas aquilo que fez enquanto estive em Madrid, desculpa mas ultrapassou o meu
poder de encaixe! - ele ia falar,
mas não o deixei em vez disso levantei-me e acabei por aumentar também o volume
a que falava enquanto me colocava frente a frente com ele- Ficamos dias sem nos falar e ainda ficaste aqui a pensar uma quantidade
de asneiras brutais e não digas que não que eu conheço-te só porque além de te
trazer a revista imagino o que não te terá dito! Por isso sim custa-me imenso
não dizer tudo o que me apetece e mesmo assim não me ouviste manda-la a lado
nenhum menos conveniente quando deu a entender que esta casa tem muitos custos
e não sabia como pagávamos ou quando mandou a sua alfinetada quando desliguei a
chamada do Sérgio! Custa-me muito? Sim custa! E a ela custa-lhe muito
deixar-nos em paz?! E nem venhas com a historia dos ciumes de mãe porque a
Anabela sempre foi agarrada ao Ruben e não é por isso que quer a cabeça da
minha prima!
Quando terminei
de falar senti que tinha tirado o mundo das costas afinal andava com esta
situação entalada
- Tens razão ela exagera um bocadinho - olhei-o do tipo “um bocadinho?!” - ok muito, mas bem que podias tentar
resolver isso com ela... em vez de mandares bocas assim para o ar... -
falava num tom muito mais calmo levantou-se apenas para me puxar junto com ele
para o sofá - podias tentar falar com
ela... com calma e acertarem-se
- Estás a dar a sugestão à pessoa errada
- Oh Maria...
- Oh Maria uma ova! Queres o quê que vá a casa
dos teu pais pedir a tua mão em namoro à tua mãe é?! - falei indignada, no fundo sabia que podia ser
uma boa ideia, mas o meu orgulho nunca me deixaria ceder
- Não era má ideia! - falou a rir ao perceber que estava a acalmar
- Pois não... mas e depois o que é que eu fazia
com a tua mão?! E sem o resto? - falei enquanto
me sentava ao seu colo de frente para ele e iniciando um longo beijo
- Estás a duvidar das capacidades da minha mão? - enquanto falava ia acariciando-me e começamos
uma brincadeira que nos levou a passar a noite nos braços um do outro.
Com o Sérgio
sempre presente e sem a benção da Dona Teresa continuaram o João e a Maria a
conseguir manter a paz? E a Paz do Ruben e da Mariana será também ela
duradoura?

Oh *.*
ResponderEliminarO Ruben e a Mariana foram tão fofinhos :)
O tio delas é realmente um máximo xd
Agora a D. Teresa também --"
Em relação à primeira pergunta infelizmente acho acho que não :( Mas o Sérgio que nem tenha muitas ideias !
E a segunda, acho que sim, afinal eles estão cada vez mais a aprender a resolver os problemas.
Em relação às vossas questões sobre a fic, eu falo por mim, mas estou a AMAR.
Continuem porque vocês escrevem muito bem ;)
Beijinhos MM's
Adoro adoro adoro continuem.bjs
ResponderEliminarfabuloso...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo...
continua...
Olá!
ResponderEliminarNão estão bem a ver o susto que eu apanhei. Sempre que começo a ler um capitulo percorro-o com os olhos primeiro. E quando vi "Sergio" fiquei curiosa. Digamos que ler apenas uns "te quiero" descontextualizados nao foi nada boa ideia! xD
Bem, eu espero sinceramente que o Ruben e a Mariana se ajuizem e se esforcem para durar, o mesmo para a Maria e o João! Veremos é se nao tem muitas "bruxas" a atemorizá-los xD
Espero o proximo!
Beijo
Ana
Awnn, muito fofos feat. meigos o Ruben e a Mariana, essa conversa do príncipe me deixou mesmo com um sorriso bobo no rosto *-* Nossa, e a mãe do João? Acho mesmo que nem se a Maria fosse pedir a mão do seu filho, ela mudava -'
ResponderEliminarCuriosa demais, continuem, please :*
GabiiS.
Adorei, adorei, adorei!
ResponderEliminarEstou curiosa para saber o que vai acontecer nos próximos capítulos que já percebi que prometem ser bastante interessantes...
Beijinhos
Olá!
ResponderEliminarO capitulo está fantástico,e espero mesmo que o Rúben e a Mariana façam o possivel para as coisas durarem,e que a paz paire para os "dois lados"! lool
Quanto à diminuição dos comentários e das visitas,da minha parte gosto da vossa fic da mesma forma que gostava no primeiro capitulo,continua a fazer-me rir sozinha para o pc,e a ficar muito curiosa sempre que terminam com estas perguntas,que "matam" qualquer leitora :P
Quero o 49!!!
Beijinhos
Oi oi (;
ResponderEliminarJá li ontem o capitulo mas só hoje é que consegui comentar.
Bem, em relação à Mari e ao Ruru acho que eles devem ficar bem juntinhos ;b
Mas em relação á Maria e ao JP quero ver o que o Sergio Ramos é capaz de fazer (aa)
Fico á espera de mais...
Beijinhos
Nii'i
Olá!
ResponderEliminarEstou completamente desesperada pelo próximo! Este Sergio tem mesmo um sentido de oportunidade...e a Dona Teresa...com sogras destas...quem precisa de outra?
Espero, sinceramente, que a Mariana e o Rúben tenham uma bela matança de saudades em Braga :p
Besos.
Ana Patrícia.
Oláa,
ResponderEliminarGosteii muito, agora fiquei super curiosa para saber o que vem a seguir...
Esta historia da Maria e do Sergio ainda vai dar que falar... é um feeling ^^'
Continuem
Inês Costa
Adorooo, quero o proximo rápido :)
ResponderEliminarMas que raio de música é aquela quando o outro liga, não conhecia =)
ResponderEliminarAi Maria, eu adoro o Joni, não te ponhas com ideias com o espanhol, ainda para mais agora que ele foi suspenso por insultos ao arbitro, o JP é violento mas sabe disfarçar, tem muitas mais qualidades LoL
E o Ruben, é um fofo
Abreijos
PatriciaQ
Dizem que as sogras são lixadas, mas a D.Teresa é um "doce", não perde uma oportunidade para enterrar a relação dos moços. Mas acho que a Maria com a vontade de picar a sogra esticou-se um bocadinho nos cumprimentos ao espanholito, sim que este Sérgio anda a arrastar a asa, e o "te quiero" é um bocadinho forte, e pior ainda foi que a Maria respondeu-lhe de igual modo, o moço ainda vai ficar com ideias... vamos ver se isto não dá para o torto. A Mariana e o Ruben estão na paz dos anjos, por enquanto que com estes dois nunca se sabe.
ResponderEliminarAdorei
Beijocas
Fernanda