sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

047 - "... para te irem ao... qualquer um serve!"


Mariana

Como seria de esperar a bomba acabou por estourar por completo, só se falava da suspensão do Ruben e das possíveis razões para lhe ser instaurado um processo disciplinar, tentei não alterar muito o meu dia-a-dia mas ao perceber que o Ruben estava cada vez mais abatido com esta história toda falei com o meu tio e com o consentimento dele coloquei férias para assim o acompanhar de perto.
Acabamos por decidir ir passar os últimos dias do ano fora de Portugal, pelo menos assim podíamos respirar um pouco sem estarmos constantemente a ser relembrados do que se tinha e continuava a passar. Os dias que tivemos longe serviram sobretudo para namorarmos e aproveitarmos para nos divertirmos mas assim que regressamos a Lisboa o filme de terror, como eu o apelidei, voltou a fazer parte da nossa vida, durante os dias que se seguiram era constante ver noticias a surgirem sobre ele mas sinceramente nem foi isso que mais incomodou, para mim o inaceitável foi mesmo ter que vê-lo a treinar sozinho para não perder a condição física.
Os dias tornaram-se num tormento, primeiro porque por muito que tentasse não consegui abstrair-me por completo do que se escrevia e se dizia sobre o Ruben e depois com a ausência de desenvolvimentos, a verdade é que os dias passavam e não havia forma de se saber o desfecho de toda a situação, tentei como é óbvio apoiá-lo ao máximo e para isso mudei-me de “armas e bagagens” para a casa dele, no entanto até isso trouxe-nos problemas, o meu pai não gostou e fez questão de o dizer mas preferi não ligar.
O dia vinte sete chegou e apesar da vontade do Ruben em comemorá-lo não ser nenhuma consegui convencê-lo a fazer um jantar para a família e amigos chegados, este foi lá em casa e serviu para pelo menos durante umas horas se distrair.

Maria

Foi impossível não ficar um pouco magoada com o João quando o vi colocar em causa a minha fidelidade, mas ele soube fazer-me esquecer o sucedido, embora a sua justificação para tanto stress me tenha deixado ainda mais aflita. Se havia preconceito que eu conseguia agora perceber era o de as sogras serem umas “cobras” irra que a mãe do João se pudesse... nem quero imaginar o que me faria só para não fazer parte da vida do filho.
Os dias foram passando e a tranquilidade era total no reino das Mendes até que num acto menos pensado do Ruben a paz esfumou-se.
Era por mim conhecido, quer de forma pessoal quer profissional, o descontentamento do Ruben perante o que vivia este início de época e mesmo o facto de colocar a hipótese de poder vir a sair ou de se ter arrependido por momentos não o ter feito quando existiu a possibilidade no verão. No entanto tudo estava a ser gerido para que se resolvesse da melhor forma possível para todos os lados. Até ao final daquele jogo em que o Ruben pura e simplesmente quebrou. Não tinha ido ver o jogo, apesar de o ter visto na tv em casa quentinha no sofá com o João e assim continuei até o telemóvel tocar do “outro lado” tinha o Ruben em completo desespero, a contar-me uma cena mais ou menos surreal, acabei por tentar acalma-lo e pedir-lhe que me explicasse e eu tentei aconselha-lo da melhor maneira que sabia quer como amiga quer como gestora. Enquanto falava com ele ia ouvindo o sinal de chamada em espera, espreitei vi que era o meu tio imaginei o assunto e ignorei assim que a chamada com o Ruben terminou
- Liga ao Ruben, fala com ele... - o João olhava-me na expectativa de perceber o que se passava - ele que te conte o que se passou, tenta perceber onde está e com quem... - o João pegou no telemóvel e iniciou a chamada e eu liguei para o meu tio
- Maria... temos trabalho o…
- O Ruben estoirou! Já sei não atendi porque estava ao telefone com ele...
- Ah ok... o que ele te contou? - contei tudo o que me tinha sido transmitido
- Tio o que é que fazemos agora?
- Sabes que é decisão tua
- Minha?!
- Sim, é uma pasta tua
- Ok vamos ver o que acontece nos próximos dias, mas...
- Exactamente, prepara o mas... - era disto que gostava com o meu tio éramos telepáticos
- Ok qualquer novidade aviso, faz o mesmo
- Ok
Desliguei e o João continuava a falar com o Ruben. Acabei por passar a noite em casa do João. Para no dia seguinte começarem as movimentações para tentar resolver a situação. Até ao Natal tudo foi calmo e tirando a tremenda apatia e “ausência” do Ruben tudo estava aparentemente normal.
Na véspera de Natal passei o dia enroscada ao João no sofá mas este, tal como em todas as outras vezes que assistiu ou presumiu a existência de contactos começou a fazer caretas assim que atendi o telefone que já tinha um toque específico para quando era o Sérgio a ligar-me
- Hola cariño!
- Hola Princesa! ¿Cómo estás? Te estoy molestando?
- Está tudo bem! Não, não incomodas nada! Mas a que devo a honra desta chamada?
- Sé que en Portugal dan importancia a la Navidad y quería darte un beso. Te echo de menos y quería saber tus noticias
- Oh obrigada... está tudo bem altura de começar a trabalhar este mês de Janeiro é sempre uma loucura... por falar nisso não estás a pensar mudar de ares não? - ouvi-o gargalhar
- No, no quiero irme de aquí, pero si quiero hablar con usted antes de...
- Muito bem! Olha e quando é que me vens visitar?
- ¿Es eso una invitación? Una vez que tenga un descanso te prometo que lo haré!
- Boa! Traz o Iker e a Sara! Estou a dever-vos uma viagem turistica!
- Voy a hablar con ellos, entonces decirte. Ahora ya no ocupan. Un besazo ¡Feliz Navidad!
- Obrigada! Besazo!!
Desliguei e tinha o João a olhar para mim
- Que foi?
- Besazo! - ironizou
- Isso é tudo ciuminho é?
- Nop! Ele manda os “besazos” por telefone... eu dou!
- Estamos com a moral em alta... sim senhor...
- Não é só a moral! - falou num tom bastante insinuador enquanto me puxava novamente para o seu colo no sofá e iniciava um beijo que nos iria levar bem longe não ouvisse a porta a anunciar a chegada da Mari.
Assim que a vimos transpor a porta da sala questionamo-la sobre o Ruben e tal como esperava ele continuava em baixo, mas neste momento enquanto o processo disciplinar decorria eu não podia fazer grande coisa.
O João acabou por ir até casa dos pais onde passou a consoada e eu segui com a Mariana para casa dos meus tios.
Acho que apesar de todo o esforço realizado pela Matilde, nem eu nem a Mari estivemos muito presentes, além do físico, naquela mesa. Principalmente porque o meu pai e o pai dela adoram puxar o tema futebol para cima da mesa e claro está que o João e o Ruben são os primeiros a serem falados, esta noite assim que a conversa começou cortei-a
- A sério?!
- A sério o quê Maria? Vê lá o tom com que falas!
- Oh pai desculpa, mas é Natal está todos juntos... dá para falar de algo que não seja futebol? Preciso de um intervalo!
- Oh filha, mas tu sempre gostaste e até estávamos a falar do Sporting e do João!
- Mais uma razão! Preciso de um intervalo... não que me importe que falem no João e no Sporting... para mim é-me igual, mas já sei que o próximo assunto a ser puxado é o Ruben e vocês todos sabem que é um assunto sigiloso e eu não vou dar detalhes... já para não falar que dispenso as alarvidades que vão sair da boca do tio Manel
- Maria Micaela olha o respeito
- António desculpa intrometer-me, mas a Maria tem razão - o meu tio Jorge interveio - Estamos a falar de um assunto que neste momento faz parte do nosso sigilo profissional e todos sabemos como o Manel consegue ser inconveniente
- Oh claro agora já não se pode ter uma opinião contrária às meninas que os temas passam a ser tabu...
- Sabem o que mais eu já não tenho fome e para evitar estragar a noite, vou até ali ver um bocado de tv - levantei-me e eles continuaram com o tema enquanto eu via um pouco de tv até chegar a meia-noite.
Depois de distribuídos todos os presentes e assim que tive hipótese despedi-me de todos e segui para o melhor sitio do mundo, a minha caminha. E no dia seguinte acordei com a bomba a estoirar. Ruben Amorim suspenso era notícia em todos os jornais e os telefones não deixaram mais de tocar.
Todo o meu mês de Janeiro foi passado dedicado ao Ruben, que ora era vendido para a Grécia, para Itália, Espanha, Rússia, Atrás-do-sol-posto ou ficava mediante determinadas imposições e enquanto tal era discutido ele continuava impedido de entrar nas instalações do clube e por isso ia treinando sozinho.
Neste ambiente chegamos ao meu aniversário.
Passei o dia a trabalhar e a receber as constantes mensagens de felicitações que apenas agradeci ao final do dia.
A noite foi passada em casa apenas na companhia do João, já que a Mariana não se afastava do Ruben algo que percebi perfeitamente.
O aniversário do Ruben apesar de contra a sua vontade também foi comemorado embora com um simples jantar com o intuito de o animar.
E assim chegou o ultimo dia de Janeiro acordei ceadíssimo era a ultima hipótese de resolver o assunto Ruben e felizmente já ao final do dia tal foi conseguido e vimos-lo assim partir rumo a Braga e felizmente na companhia, temporária, da Mariana que o acompanhou nos primeiros dias para o instalar e apoiar.

Ruben

Existe um ditado que diz algo do género de quanto mais se sobe maior é a queda e talvez seja mesmo essa a expressão popular que melhor define a volta que deu a minha vida, se por um lado o meu relacionamento com a Mariana a cada dia que passa se torna mais sólido por outro em termos profissionais não poderia estar pior. A verdade é que vi as minhas expectativas a serem desfraldadas a uma velocidade alucinante, lógico que não esperava ser titular indiscutível quando vinha de uma lesão gravíssima mas daí a jogar tão pouco ia uma grande distância, o desânimo deu lugar à desmotivação e a desmotivação à perca da razão, reconheço que a situação não deveria ter chegado onde chegou mas a verdade é que chegou e só restou-me sofrer as consequências.
O mês de Janeiro foi caótico, o arrastar da situação até à última fez com que pensasse vezes demais se o pai da Mari não terá razão quando afirma que não sou homem para a filha dele mas como esse pensamento vinha também se ia, talvez por tê-la do meu lado sempre muito serena e a apoiar-me incondicionalmente.
O 31 de Janeiro chegou e com ele a resolução do pesadelo em que vivi nos últimos meses, o Benfica chegou a acordo com o Sporting Clube de Braga para um empréstimo de época e meia, isto depois de renovar por mais um ano com o Benfica, lógico que a decisão de aceitar só a tomei depois de falar com a Mari que mais uma vez apoiou-me sem hesitar um segundo que fosse.
A divulgação do acordo não surpreendeu ninguém, afinal o cenário do empréstimo era o mais esperado mas o facto de ser o Braga gerou alguns comentários menos favoráveis, no entanto tentei não ligar muito para tal facto e nos dias seguintes preocupei-me foi em encontrar casa para assentar arraiais em Braga, vi algumas sempre acompanhado pela Mari que fez questão de estar presente nestes primeiros dias e após alguma discussão conseguimos encontrar um apartamento que agradasse aos dois, sim parece estúpido ter escolhido um que ambos gostamos uma vez que a Mari não virá para Braga mas foi a forma que o meu subconsciente arranjou para estar perto dela.
Os dias passaram e com o regresso da Mari a Lisboa os dias tornaram-se ainda mais “cinzentos” apesar de ter hipóteses de começar a jogar com alguma frequência continuava abatido talvez por estar longe daqueles que mais amo e nem o apoio do Nuno, bem como de outros colegas de equipa, ajudava pois quando ficava sozinho relembrava-me de tudo mas principalmente da Mariana, se não tivesse sido tão estúpido muito provavelmente hoje até poderíamos estar a viver juntos e no entanto estamos a quilómetros de distância.
Hoje acordei sem grande vontade para sorrir afinal comemora-se o dia dos namorados e nem ver a Mariana vou conseguir, se já estava desanimado ainda consegui ficar pior quando juntei-me ao pessoal que já tomava o pequeno-almoço, eles estavam a revelar alguns dos planos que tinham para depois do jogo para a Liga Europa e mais uma vez dei comigo a “invejar” a sorte deles, acabei por afastar-me do grupo e regressar ao quarto que dividia com o Nuno, dado que estávamos em estágio.
- Puto vê se te animas... - o Nuno falou assim que entrou.
- Não tenho propriamente razões para sorrir - ripostei
- Deixa de ser parvo ou melhor mimado - olhei-o - sim que o teu problema é esse... tiveste mimo a mais e agora que te vês sem a mamã não sabes o que fazer! Ah e nem me olhes dessa forma que não tenho medo de ti...
- E se fosses atazanar o juízo a outro... não era bem melhor? Desaparece que não te pedi nada!
- Sim... continua assim que vais longe... quando reparares estás sozinho!
- Isso já estou!
- Obrigado pela parte que me toca! Ruben sinceramente nem sei como é que a Mariana ainda te atura... pareces um puto! Porra fizeste a merda agora só tens que sofrer as consequências mas era de homem se o fizesses de cabeça erguida mas não... preferes esconder-te que nem um puto quando faz borrada e depois corre para as saias da mãe! - não estava para aturar sermões e por isso levantei-me com a intenção de sair do quarto mas ao abrir a porta - sim é isso é... foge... continua a agir assim e quando deres por isso já não tens a Mariana... sinceramente não estou a vê-la a aturar estas atitudes por muito tempo... posso não conhecê-la muito bem mas não tem feitio para aturar birras!
Não respondi e saí mesmo do quarto, estava a precisar de apanhar ar e por isso fui até ao jardim do hotel, sentei-me num dos bancos e resolvi ligar à Mari mas ao contrário do habitual chamou por diversas vezes até que desisti, tentei não pensar nas palavras do Nuno mas tornou-se impossível, a duvida tomou conta de mim e agravou ainda mais quando recebi uma mensagem dela a avisar que estava numa reunião e que quando acabasse ligava, algo que não aconteceu até ao momento do jogo. Hoje como tem sido normal iniciei o jogo no banco o que serviu para continuar a matutar nas palavras do Nuno mas acabei por ter que esquece-las durante uns largos minutos uma vez que entrei no decorrer da segunda parte.
- És pior que as donzelas - olhei para o Nuno - vê se te despachas!
- Posso saber qual é a pressa?
- Olha que tal o facto de não teres carro e de alguém te ter que deixar em casa??? Caso ainda não tenhas percebido quero aproveitar o resto da noite com a Patrícia...
- Grande amigo que me saíste - resmunguei - a sério... obrigadinha por relembrares que quando chegar a casa estou sozinho enquanto vocês vão estar todos muito bem acompanhados... - o Nuno sorriu disfarçadamente mas ainda assim percebi - vá continua a gozar... rico amigo!
- Cala-te! E despacha-te que tenho mais que fazer!
- Podes ir... deixa que me desenrasco sozinho!
- Qual te desenrascas sozinho... despacha-te que deixo-te em casa!
Acabei por não responder e terminei de colocar o gel no cabelo para de seguida arrumar as cenas e sair atrás do Nuno.
- Onde vais? - questionei ao vê-lo a ir na direcção dos camarotes afinal sabia que a Patrícia não tinha vindo ao estádio - estás a ouvir? - insisti por não ter resposta da parte dele - para quem tinha tanta presa... - continuei a refilar enquanto o seguia - Então??? - reclamei porque o Nuno parou de andar de repente o que fez com que embatesse nele.
- Espero que te passe o mau humor... - sorriu - e vê se mudas essa cara!
- Epa sai da frente - falei ao desviá-lo e assim que entrei no camarote percorri-o com o olhar à procura da Patrícia, seria essa a única razão pela qual estaríamos ali, pelo menos era o que pensava até ter visto a Mariana que sorriu assim que os nossos olhos se cruzaram, aproximei-me de imediato dela com a intenção de toma-la nos meus braços mas...
- Já passou a birra? - a Mariana gozou - O meu bebé está tão mal habituado que depois faz birra quando uma pessoa não lhe retorna as chamadas - sorriu - vê se paras de moer o juízo às pessoas!
- Que bonito... o puto mais velho já fez queixinhas foi??? - entrei na brincadeira que foi continuada pelo Nuno
- Ups... acabei de ser apanhado!
- É o que faz serem os dois umas eternas crianças! - a Patrícia meteu-se na conversa e acabamos os quatro a rir enquanto seguíamos até aos carros.
- Oh vocês os dois... - o Nuno implicou ao reparar que tinha ficado para trás com a Mariana e quando já estava a “matar” saudades dos seus beijos - vejam lá o que fazem...
- Estás a querer dizer mesmo o quê?
- Oh Mariana... queres que te faça um desenho - gargalhou - olhem que não quero sobrinhos... - o Nuno meteu-se connosco.
- Podes dormir descansado que da minha parte não terás sobrinhos nos próximos anos! - retorqui de forma imediata e a conversa acabou por “morrer” até porque encaminhamo-nos para os respectivos carros - porquê que não avisaste que vinhas? - perguntei depois de a beijar.
- Porque só soube esta tarde! Ruben quando mandei a mensagem a dizer que estava em reunião não menti... estava mesmo a aturar o meu tio - sorriu - e mais outra pessoa.
- Mas podias ter ligado depois...
- Ya... mas preferi meter-me ao caminho e vir ter contigo mas se quiseres para a próxima limito-me a ligar!
- Hey... Mari... não vais aborrecer-te comigo - falei ao vê-la a virar-me a cara.
- Não estou aborrecida mas agradeço que pares com as cobranças...
- Desculpa - olhou-me e ao vê-la a sorrir percebi que não estava chateada - tens planos? - desviei a conversa antes que azedasse, afinal tenho consciência que hoje não estou nos meus melhores dias.
- Tenho! - sorriu.
A Mariana acabou por partilhar os seus planos para depois seguirmos caminho, a ideia era sair o quanto antes do estádio, afinal já tínhamos perdido tempo demais mas ao sair da garagem deparei-me com um grupo de adeptos.
- Importaste que pare? - perguntei afinal quem conduzia o carro dela era eu.
- Não... - apesar de não ter sido muito convicta acabei por parar para dar alguns autógrafos, lógico que por entre uma assinatura e outra ouvi alguns “piropos” aos quais só respondi com um sorriso ainda assim - vê lá senão queres convidá-la - ouvi mal fechei o vidro - é que podemos sempre inovar e fazer um mènage à trois...
- Proposta tentadora... vou voltar a trás! - gozei e ao olhá-la de relance percebi que não tinha achado piada nenhuma ainda assim...
- Então volta... hoje testamos com uma gaja e para a próxima fazemo-lo com um gajo... sim porque aqui à igualdade de direitos!!
- Desde que seja gordo e feio...
- Sabes... os gordos e feios também fazem o mesmo que os belos e esbeltos e depois para te irem ao... qualquer um serve!
- Ena... que hoje está de língua afiada!
- É só isso que tens a dizer??? É sempre bom saber que não recusas a ideia...
- Sabes... sempre tive uma mente aberta e... e depois não posso dizer que não gosto se não experimentar...
- Realmente... nada como experimentar... mas tu vê lá... depois ainda gostas e pode tornar-se perigoso... é que pronto num balneário cheio de gajos com elas à mostra não sei não... ah mas se é para experimentares que seja com o Rodrigo... é que assim fazemos um favor a ele já que o sonho dele sempre foi... e pelo menos sei que ficarás bem entregue ele é amoroso por isso irá tratar-te com muito cuidadinho...
- Já chega! Acabou a brincadeira!
- A sério??? Então também parou os sorrisinhos para as outras! Caso não te recordes tens namorada...
- Que amo acima de tudo e de todos - interrompi o seu discurso e percebi pelo sorriso que deixou escapar que ficou babadíssima com o meu desabafo que não é mais que a realidade - a sério? Mesmo sério tens ciúmes das miúdas?
- Miúdas? Só podes estar a gozar... aquela já deve ter idade suficiente para não seres acusado de pedófilo - gargalhei - não sei onde está a piada!
- Na volta que deste para dizer que a miúda é maior de idade - sorri ao vê-la mesmo aborrecida - e talvez tenhas mesmo razão e a miúda já ser mais velha mas sabes que não perco tempo a olhar para as fãs a menos que sejam crianças...
- Cantas bem mas não me embalas...
- Mariana... oh linda... amor - insisti uma vez que a Mariana teimava em olhar a escuridão pelo vidro lateral do carro - importaste de olhar para mim? - aproveitei que tinha acabado de estacionar para “obriga-la” a olhar-me - não tens razão nenhuma para teres ciúmes... ok não fui santo nenhum mas tanto quanto sei foste bem pior, além disso passado é passado, já lá vai e a nós só interessa o presente e o futuro, certo?
- Amas-me? - a pergunta dela atordoou-me talvez por não esperar que duvidasse dos meus sentimentos - Não respondes?

E agora??? Irá azedar de vez... e a ida da Mariana a Braga estragar a relação deles??? E a Maria e o João... será que a “paz” durará muito???

12 comentários:

  1. Amo/Adoro/Vivo demais isso aqui! *.* Mas da última vez que um dos dois fez essa mesma pergunta, não foi em um momento muito bom, e acho que por esse motivo já começo a sentir um certo medo do pode vim acontecer, ai ;S

    Vejam lá o que fazem u_u muitos beijinhos! :*

    GabiiS.

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  2. Olá :D
    Bem, que o Rúben andava mesmo insuportável :o
    E só espero mas é que a relação deles não azede, ainda por cima por uma coisa daquele e neste dia !
    O João e a Maria, quer-me parecer que o menino S.Ramos vai fazer estragos --"

    O próximo :p
    Beijinhos

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  3. adorei...

    quero mais...

    continua...

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  4. Olá aos cinco !
    Adorei!
    E é claro que vai responder,e muito rapidamente lool
    Sim porque tanto eu como a Mariana queremos a resposta a esta pergunta o mais rápido possivel !:P
    Fico à espera ;)
    Beijinhos
    Rita

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  5. Olá!
    " - Estamos com a moral em alta... sim senhor...
    - Não é só a moral! "
    Mas que é isto??? Vamos lá acalmar meninos xD
    Ui e aquilo pelos lados de Braga aqueceu, acho que até esquentou! Uma surpresa tão bonita seguida de uma conversa tão...rara xD (passei um monte de tempo à procura da palavra). Agora vamos la ter calma com esses pombinhos. Que a estes a distância nao os separe, que aos outros que o Sergio nao os separe xD Ja disse que nao me importo de lhe fazer companhia!

    Espero o proximo!

    Besito
    Ana

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  6. Adorei tal como os outros.
    Quero o próximo :)

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  7. Olá,

    Gosteii muito :D Agora queremos mais

    Continuem

    Inês Costa

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  8. Adorei.....Proximo rapido

    Beijinhos

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  9. Olá,

    Comecei a ler a vossa fic e não consegui mais parar :D

    Gostei imenso, agora quero ler mais ^^

    Lara

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  10. Adorei o capítulo principalmente a aparição do Nuno Gomes Grande Senhor, na minha opinião ele devia era ter dado um par de estalos ao Ruben, mas isso sou só eu a pensar :D

    Pena que o capitulo 47 tenha tão pouco de João Pereira, mas também já falamos sobre isso no face.

    Só consegui ler o capitulo agora mas valeu a pena, manteve as expectativas, amanhã leio o 48 e fico a espera do 49, quero saber aquilo da gravidez LoL sou mesmo mazinha.

    Não desanimem, podem estar a baixar as visitas mas a qualidade da história mantém-se e até tem aumentado e tenho a certeza que têm fãs assíduas que merecem ler a vossa história. É como diz o outro: são fases =)

    Abreijos
    PatriciaQ

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  11. O inevitável aconteceu, o menino Ruben foi desterrado para Braga, continua a defender a mesma côr, e continua na capital, mas do Minho.
    Tá carente o menino, como o Nuno diz "é só mimo", já pensava que ia passar a noite só e abandonado, mas a Mariana não deixou. Quanto ao outro casal maravilha, o menino Sérgio Ramos tinha que dar um ar de sua graça, com a desculpa do Natal ser um dia importante em Portugal...sabes muito mas andas a pé, que o JP dá bem conte do recado.
    Adorei

    Beijocas

    Fernanda

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