Maria
Depois de um divertidíssimo jantar a bomba “Itália” rebentou quando a Mariana
resolveu espreitar as noticias e abriu um dos jornais desportivos online.
Fiquei aflita assim que vi a minha prima perder a reação
enquanto as lágrimas lhe percorriam a cara e mesmo sabendo que na verdade não o
era, sentia-me responsável por tal.
- Não tens culpa
nenhuma!
- Como é que sabes...
- Tá escrito na tua
testa! - sorri e dei-lhe um beijinho -
achas que é coisa para se desenrolar
mesmo?
- Não sei... só passei a
informação que tinha... só sei o que o meu tio me disse... mas...
- Se fosse eu? -
olhei-o com o ponto de interrogação no olhos - se tivesses de me dizer isso a mim o que me aconselhavas?
- Isso não acontecerá
nunquinha! Porque o menino não tem representantes logo a informação vai directa
para ti - mostrei-lhe a língua
- É isso é verdade, mas
se eu pedisse que me desses a tua opinião dizias o quê?
- A sério que vamos
mesmo ter esta conversa?!
- Custa-te assim tanto
responder?
- Dizia-te que tivesses
atenção a todos os detalhes da proposta que visses bem os pontos onde
normalmente os contratos são menos claros e que fizesses o que achasses melhor
para a tua vida... mas estamos a falar nisso porquê? Esta conversa não tem
assunto!
- Curiosidade... -
ele respondeu pouco convencido e deixou-me com o cenário na cabeça... e não
gostei nada!
A noite felizmente não foi muito afectada pela revelação, o
Ruben e a Mari acertaram as agulhas deles e passamos o serão em amena
cavaqueira.
Os restantes dias pelo Algarve foram todos iguais, de manhã lá
íamos os cinco dar apoio moral ao Ruben e aproveitar para mantermos a forma, de
tarde praia e de noite alternávamos entre os locais mais animados da noite
algarvia fosse ele em Vila Real de Santo António ou em Sagres.
O Regresso a Lisboa trouxe a rotina de volta, dias inteiros no
escritório ou em reuniões e em que mal via o João porque quando chegava a casa
só pensava em dormir. Assim se passaram os dias até ao aniversário do meu tio.
João
A notícia sobre o possível futuro profissional do Ruben fez-me
colocar na posição dele e quando tentei saber até que ponto a minha relação com
a Maria poderia ser afectada não gostei muito da resposta.
A Maria arranjou forma de não responder e ficou mesmo um bocado
agressiva quando tentei insistir.
Os dias que se seguiram foram típicos dias de ferias e acabamos
por todos treinarmos de manhã para não deixar o Ruben sozinho.
Apenas uma coisa mudou nunca tinha sido tão apaparicado pela
Maria, desde a noite em que se conheceu a notícia do Ruben ela começou a fazer
tudo o que lhe pedia sem nem respingar e tudo passou a ser feito como eu gosto
mesmo sem que eu dissesse alguma coisa. Tentei várias vezes embora sem sucesso
saber a que se devia tal tratamento e nunca tive qualquer resposta concreta
além de um vago "aproveita e não refiles que quando acabarem às férias acabam as
mordomias" e realmente o regresso a Lisboa trouxe de volta a
rotina agitada da Maria e depois de dias sem vê-la finalmente vamos poder
jantar juntos.
- Estava a ver que te
tinhas esquecido... - falou enquanto me abria a porta
- Atrasei-me um
bocadinho na saída do treino, mas já
estou cá!
- E estás muito bem -
falou já a unir os nossos lábios - que
eu estava mortinha de saudades! - voltou a unir os nossos lábios
- Já somos dois!
Estávamos numa troca de mimos depois de termos jantado e
tratado das arrumações quando o telemóvel da Maria toca.
Maria
Estava aninhada ao colo do João num momento de miminho quando
um dos meus telemóveis dá sinal, infelizmente tratava-se do profissional e por
isso não pude ignorar. Felizmente era só uma sms e nada de muito importante,
por isso li-a e respondi e voltei para onde estava.
- Era só o meu tio...
afinal amanhã tenho de ir mais cedo para casa dele... business - falei
piscando o olho
- Hum... e mais cedo é
tipo o quê? Meia hora?
- 9 da manhã tenho de lá
estar para resolver o assunto antes do pessoal chegar
- E eu?
- Podes ir apanhar uma
grande seca e vais logo comigo ou então podes ir depois com o Ruben e a Mari...
- Deixo-te lá de
manhã... vou até casa e volto assim não precisamos dos dois carros...
- Por mim pode ser -
terminei por ali a conversa séria e
passei à segunda fase da “matança” das saudades ao iniciar um longo e intenso
beijo que nos levou para caminhos bem mais prazerosos durante o resto da noite.
Como combinado o João deixou-me em casa do meu tio e assim que
entrei
- Bom dia Maria! Tás de
castigo?
- Bom dia tia! É parece
que sim - respondi a rir - o tio?
- Tá no escritório...
- Vou lá!
- Vai sim que ele tá à
tua espera! Olha.. - olhei quando já
ouvia a permissão do meu tipo para entrar - Tomaste o pequeno-almoço ou queres que te leve alguma coisa?
- Tomei sim tia, mas um
cafézinho nunca é de mais!
- Comeste mesmo? Eu já
te conheço Maria... - era conhecida a minha pouca vontade de comer mal
acordo e por isso frequentemente deixava o pequeno-almoço para depois acabando
por não o tomar o que me valeu alguns sustos durante a adolescência - por isso levo-te mais qualquer coisa que
esses estomago deve estar vazio há horas
- Comi sim tia, se
saísse sem comer o João não se calava!
- Ah o João... sei! - piscou-me
o olho - então vai lá que eu já vos levo
os cafés
Não disse mais nada e entrei
- PARABÉNS!!!! -
corri até junto da secretária e abracei-o como toda a vida o fiz, acho que só
as crianças gostam mais de fazer anos que o meu tio - hei também não é preciso tanto entusiasmo no agradecimento -
disse-lhe assim que ele se soltou do abraço e depois de um bom dia muito seco
começou a metralhar a “ordem de trabalhos”
- Não te livras de me
voltar a felicitar e de me dares outro abraço desses mas só depois de sairmos
daqui... afinal das portas do escritório para dentro...
- Somos patrão e
empregada... eu sei mas hoje esqueci-me! - ri-mos os dois porque
normalmente esta regra era completamente esquecida.
Passados alguns minutos já tínhamos os cafés e passadas um par
de horas tínhamos todas as negociações em andamento com velocidade de cruzeiro
o que não deveria fazer com que a festa fosse interrompida por nenhuma
“surpresa”.
- Bem e agora sim quero
o meu abraço! - voltei a abraça-lo como fazia desde criança abraço
completamente correspondido - e agora a
minha prenda!
- Prenda?! Mas qual
prenda?! Tu já tens tudo incluindo idade para não receberes prendas!
- E tu achas mesmo que eu acredito que a minha sobrinha não me
dava nada... era preciso não conhecer as
M&M’s!
- Ok... sabes que vais
ter prenda, mas para isso vai ter que esperar a chegada da Mariana
- E isso será quando?
- Quando ela e o Ruben
entrarem pela porta! - respondi com um ar de “obvio”
- Ela e o Ruben? -
fez uma pausa olhou-me começou a rir -
Vocês duas vou-vos contar... E eu que aguente com os manos mais velhos...
- Vocês duas ponto e
virgula! A Mariana... sim que eu não tenho nada com isso... tanto que todos
conheceram o Pedro!
- E porque é que ninguém
conhece o João?
- Oh tio! Todos conhecem
o João e não é de agora!
- Sabes bem do que estou
a falar...
- As coisas estão muito
bem assim e convenhamos que ninguém nesta família é burro e tapado ao ponto de
não perceber já o que se passa por isso não vejo qualquer necessidade de
oficializações...
- É tens razão... como
sempre muito ponderada a menina... o mesmo não se pode dizer da tua prima...-
vi-o respirar fundo - aqueles dois
acertam-se ou não?
- Estão mais que
acertados garanto-te eu que passei estes dias com eles no Algarve, tanto um
como outro estão 200% empenhados para que tudo corra bem...
- Então porque é que a
tua prima não fala com o teu tio, sim que aquilo quando descobrir vai ser
bonito de se ver...
- Sabes como é a Mari...
meteu na cabeça que não há necessidade de conversas e não as vai ter...
Fui interrompida pela chegada dos primeiros convidados e
aproveitei para ir trocar de roupa, para algo mais “festivo”.
Quando voltei ao exterior da casa onde seria a festa já se
encontravam lá os meus pais e os meus tios
- Bom dia!
- Olá! Não sabia que já
cá estavas...
- O tio precisou de mim
e vim logo cedo tratar de umas negociações e agora fui só trocar-me
- E a tua prima? Ela
disse que vinha contigo
- Tio a Mariana vem mais
tarde não fazia sentido ela vir comigo logo às 9 da manhã além disso ainda nos
faltava comprar o postal para o tio e assim a Mari aproveitou para tratar
disso...
- Ah... e ela ainda
demora muito?
- Não sei tio, ainda não
falei com ela... eu já lhe ligo...
Ia mesmo ligar para a Mari para ver onde estava e para que ela
confirmasse a minha versão quando entram ao mesmo tempo o João, o Moutinho, o
Veloso e o Cristiano, bem como as respectivas esposas/namoradas. De imediato
esqueci o telefonema e dirigi-me até eles
- Bom dia -
saudei-os e cumprimentei todos com dois beijos excepto o João a quem dei um
rápido beijo nos lábios
- É só pra informar os
pombinhos que eu vi isso! - o Cris falou enquanto nos separava aos dois
- Eu também! -
disseram os outros em coro e a rirem todos sabiam o que se passava, ou seja,
estamos juntos e felizes e dispensamos grandes demonstrações publicas porque
não temos intenção de sermos capa das revistas cor-de-rosa
- Isso quer dizer que
estou melhor que vocês que só viram enquanto eu senti! - disse também a rir
- Mas entrem estejam à vontade o
aniversariante anda algures neste jardim.
- A tua prima e o Ruben?
- Ainda não chegaram e
por falar nisso tenho de falar com ela que já tem o pai em pulgas por ainda não
ter chegado...
- Não vale a pena ela
está já ali! Vai lá salva-la - disse-me assim que viu a minha tia
aproximar-se - que eu vou cumprimentar o
teu tio..
Ele foi até perto do meu tio onde estava o pessoal que tinha
chegado com ele e eu até perto da Mariana e do Ruben, lancei de imediato a
conversa do postal que a Mariana percebeu e “agarrou” continuando com ela e em
minutos também eles falavam com o meu tio. Enquanto eu me juntei animado grupo
onde se incluía o João
- Oh Maria é verdade que
o Ruben vai pra Itália?
- Oh Miguel o que é que
tens com isso?
- Curiosidade
- A curiosidade matou o
gato e eu além de tudo estou aqui como sobrinha do aniversariante e não como
profissional!
- Chata!
- Fofoqueiro!
- Maria! - o João
chamou-me eu olhei-o e de imediato olhei na mesma direcção para que ele olhava
foi impossível não notar que a Mariana já devia ter feito das suas e deixado
envergonhado o Ruben que já se juntava a nós.
Pouco tempo depois foi a vez da Mariana e de ficarmos a saber o
que ela tinha dito, foi motivo mais que suficiente para a gargalhada que
terminou com a aparição da “pequeno M” que nos proporcionou mais um divertido
momento.
Os minutos/horas que se seguiram foram de grande animação
principalmente no nosso grupo onde os rapazes não se coibiram de trocar
galhardetes relacionados com as suas vidas amorosas algo acidentadas, até que
nós as M&M’s resolvemos mostrar “ao Mundo” a surpresa que tínhamos
preparado para o aniversariante e foi nesse momento que a Mariana foi até ao
escritório buscar o retroprojector que o ambiente começou a mudar
Mariana
Os dias seguintes à novidade de que o Ruben poderia mudar de
ares foram pacíficos, talvez por saber que recusou a proposta mas a verdade é
que não fiquei minimamente preocupada com o assunto e por isso deu para
aproveitar os dias que nos restavam por terras algarvias.
O regresso à capital foi algo agitado muito por culpa de ter
começado finalmente a trabalhar na Polaris ainda assim consegui estar todos os
dias com o Ruben e em alguns deles acabei mesmo por ficar na sua casa ou ele na
minha.
Hoje acordei aninhada nos seus braços e por sinal sem vontade
nenhuma de sair da cama mas após uns minutos na ronha o Ruben lá conseguiu
arrastar-me para o banho, sim hoje o meu tio Jorge faz anos e como acontece
todos os anos uma mega festa esperava-nos, no entanto ao contrário do passado
hoje vou acompanhada, o meu tio convidou o Ruben bem como o João e mais alguns
jogadores que representa, lógico que no caso dos dois primeiros o convite foi
feito a título pessoal ou não fosse ser o nosso tio o único elemento da família
que já tem a certeza que as suas sobrinhas já pertencem ao grupo dos
comprometidos.
Passei a manhã toda na casa do Ruben e só de lá saímos quando a
hora do almoço se aproximava e consequentemente o momento da festa.
- Que se passa? -
perguntou-me quando já estávamos a chegar e ao ver-me a mexer no telemóvel
enquanto sorria.
- A Maria mandou-me
mensagem a avisar-me que o meu pai lhe perguntou por mim.
- Porquê?
- Supostamente vinha com
ela e como chegou sem mim...
- O teu pai é a comédia
- falou a rir - os anos passam mas não
perde a mania de tentar controlar os teus passos...
- Deixa-o... ele fica
feliz assim e quem sou eu para destruir essa felicidade - gargalhamos ao
sair do carro.
- Quando ele
descobrir... - o Ruben calou-se porque nos cruzamos com a minha mãe que
veio ao carro buscar um saco qualquer.
- Oi mãe! Tudo bem?
- dei-lhe os dois beijinhos da praxe para logo depois o Ruben a cumprimentar de
igual forma.
- Sim... - olhou
para o Ruben e depois para mim - o teu
pai já andou a perguntar por ti à tua prima!
- É... já fui informada!
- a minha mãe sorriu no fundo e apesar de nunca lhe ter dito nada sei que
sempre soube que o que me ligava ao Ruben era mais que uma amizade e agora
ver-nos juntos deve ter sido o suficiente para ter a confirmação que precisava,
afinal mãe é mãe e apesar de não ser pessoa de desabafar com a minha, ela
conhece-me como ninguém.
- Ah... já chegaste!
- a Maria apareceu - conseguiste comprar
o postal para oferecermos ao tio junto com a prenda? - naquele momento a
vontade de gargalhar foi mais que muita afinal tínhamos tratado desse assunto
no dia que compramos a prenda mas se eu entendi que tinha sido a desculpa que
arranjou para dar ao meu pai e talvez à minha mãe, o Ruben não atingiu isso de
imediato e só não meteu o pé na poça porque entrevi prontamente.
- Sim... mas para a
próxima vê se não te esqueces do que ficaste de fazer! - sorrimos cúmplices
e entramos finalmente em casa acompanhadas pelo Ruben e pela minha mãe - olha lá onde é que está o aniversariante?
- Ali... a Maria
respondeu-me após uns segundos a procurá-lo com o olhar.
- Anda - falei para
o Ruben ao ver o meu pai a aproximar-se - vamos
dar os parabéns à criança - se a Maria e o Ruben sorriram a minha mãe
- Olha o respeito
Mariana!
- Ai... ó mãe deixe-se
de coisas! - não dei tempo para ela responder e fui ter com o meu tio
sempre seguida pelo Ruben - PARABÉNS
TIO! - falei ao aproximar-me.
- Ah já chegaste... ou melhor
já chegaram - falou depois de se ter virado e percebido que o Ruben estava
comigo - e depois ainda há quem diga que
coincidências não existem! - atirou numa de implicar connosco.
- É... e estou a ver que
a criança hoje está com umas piadas muito originais... - ripostei ao
dar-lhe dois beijinhos e num tom de voz só audível aos dois o que originou um
sorriso por parte do meu tio - a tia e a
prima? - perguntei já no meu tom de voz normal quando o Ruben cumprimentava
o meu tio e lhe dava os parabéns.
- A tua tia vem aí -
olhei para trás - e a tua prima... olha
se já lhe passou a birra deve andar por aí a brincar caso contrário está no
quarto!
- Então?
- Implicou com a roupa
que lhe quis vestir! - a minha tia esclareceu depois de nos cumprimentar
aos dois
- Shiii aposto que por
vontade da tia vinha tipo princesa com um dos muitos vestidos que tem... -
o meu tio gargalhou - mas será que não
percebeu que a Matilde é o terceiro M mas é cópia do primeiro M da família?
Vestidos não é com a miúda - suspirei - para mal dos meus pecados - gargalharam - mas se mudei uma também mudo a outra... oh se mudo!
- Deixa a Matilde
sossegada! - o Ruben meteu-se - É
uma miúda e gosta de andar confortável... nada melhor que um fato de treino e
uns ténis!
- É... mas há quem adore
que ande de saias! - atirei de imediato e se a minha tia olhou-me algo
surpresa o meu tio teve mesmo que controlar o riso, já o Ruben... bem o Ruben
engoliu em seco e não se manifestou mais, aliás afastou-se imediatamente com a
desculpa de ir buscar uma bebida.
- Não perdes uma...
- olhei para o meu tio que ria sozinho depois da minha tia se afastar - muito gostas tu de envergonhar o rapaz!
- Oh tio... se não o
fizer perde a piada - sorrimos os dois - e depois ninguém o mandou meter-se na conversa!
- Só tu... mas mudando
de assunto... vê se contas ao teu pai!
- Contar o quê? -
fiz-me de desentendida apesar de saber que com o meu tio não iria colar.
- Que namoras ou que
andas com o Ruben ou lá o que vocês chamam hoje em dia - olhei-o - Mariana acho que não preciso dizer-te
mas... o teu pai já anda desconfiado e se sabe por terceiros é bem pior!
- Raios... isto só pode
ser carma... tinha-me calhar o Mendes mais retrograda da família...
- Mariana!
- Oh tio é verdade! O
meu pai sempre teve umas ideias um bocado... antiquadas...
- É talvez porque a
filha dele sempre foi muito à frente... do resto da família!
- É o quê??
- É o quê... é... acho
que não preciso dizer mais nada... sabes muito bem do que falo e agora vai lá
aproveitar a festa junto da Maria e companhia...
- E vou mesmo... fui!
A conversa com o meu tio foi ligeiramente estranha, ele nunca
tinha dado a entender que me conhecia assim tão bem e isso deixou-me com a
“pulga atrás da orelha” ainda assim resolvi não ocupar demasiado a cabeça a
pensar nisso e fui ter com a minha prima e com os rapazes que se encontravam à
conversa com outros jogadores e respectivas namoradas mas pelo caminho fui
falando às pessoas que conhecia, algumas desde miúda e outras fui conhecendo ao
longo dos anos, amizades do meu tio mas que por agora trabalhar com ele acabei
por também eu privar com essas pessoas.
- A conversa com o tio
devia estar animada.
- Bem prima... não digas
nada!
- Então?
- Então que o tio deu a
entender que sabe mais do que julgamos mas agora também não quero pensar
nisso... temos uma festa pela frente e depois o tio Jorge é o tio Jorge -
gargalhamos as duas o que despertou a curiosidade do Ruben e do João que por já
nos encontrarmos os quatro quiseram saber o motivo - deixem de ser cuscos!
- É verdade... tinhas
mesmo que responder aquilo em frente dos teus tios?
- Mau... o que é que
respondeste? Mari... tu não nos digas que voltaste a envergonhar aqui o mano
- o João não perdeu a oportunidade de gozar com o Ruben.
- Não fiz nada... só lhe
respondi - acabei por contar o que se tinha passado e mais uma vez
gargalhamos e zoamos com o Ruben.
- Muito gostam vocês de
gozar-me...
- Tadinho do meu
menino...
- Prima quem é o teu
menino? - sorri ao ouvir a voz da piolha da família.
- Então já não estás
chateada? - desviei o assunto mas habilmente a Matilde voltou a ele.
- A mãe deixou eu vestir
calças - disse a sorrir - mas prima
não disseste quem é o teu menino... - a Maria sorriu.
- Hum... prometes que
fica um segredo nosso?
- Sim! - falou
animada.
- Então o meu menino
- olhei para o Ruben - é o Ruben - a
Matilde olhou-o - que foi?
- Isso quer dizer que
ele é o teu namorado? - perguntou visivelmente contente.
- É...
- Então ele - apontou
para o João - é o namorado da Maria!
- falou de prontidão o que nos levou aos quatro a gargalhar e à Maria a
confirmar que a pequena tinha razão.
- Matilde agora não te
esqueças que é um segredo dos cinco - olhou-me - os tios ainda não sabem...
- Tá bem... fica uma
coisa só das primas M’s - gargalhamos novamente ao ouvi-la e ainda ficamos
na brincadeira todos juntos durante um bom bocado mas a Matilde acabou por se
afastar o que nos permitiu iniciar uma conversa de “adultos” que se manteve até
ao momento de irmos almoçar.
O almoço foi animado e partilhado com alguns dos amigos e/ou
conhecidos dos rapazes que por ali circulavam por serem representados pelo meu
tio e companhia. Estávamos inseridos num grupo considerado onde acabei por
sentar-me no colo do Ruben sem sequer passar-me pela cabeça que isso podia
despertar a curiosidade de algumas pessoas. Estávamos todos à conversa quando e
num impulso irreflectido mas natural em dois namorados coloquei o meu braço
sobre os ombros do Ruben promovendo assim uma maior proximidade ainda assim
mantivemos as “aparências” e controlamos a vontade que já tínhamos de nos
beijar, o convívio continuou até que afastei-me para ir buscar uma bebida mas
assim que regressei percebi de imediato que o tema da conversa tinha mudado perante
a observação que o Miguel fez.
- Quem anda muito
sossegado já há uns meses é aqui o Ruben...
- Sim... realmente... oh
Ruben isso nem parece teu! - o Cristiano resolveu meter lenha na fogueira.
- Fala o roto para o nu
- o Ruben atirou de imediato provocando a gargalhada geral - tens cá uma moral para falar que vou ali e
já venho!
- Pois... mas a
responsável por ter ganho juízo já todos sabem quem é... - sorriu.
- Não queiram ser mais
papistas que o papa, sim?
- Cá para mim estás com
medinho de um certo Mendes... não sei se sabes quem é... - foi impossível
não gargalharmos todos com a afirmação do Moutinho e a conversa só não
continuou porque o Ruben se afastou para atender uma chamada.
O resto da tarde foi mais do mesmo connosco a implicar uns com
os outros mas em momento algum tanto eu como o Ruben confirmarmos se tínhamos
ou não alguma coisa um com o outro.
***
- Prima está na hora... -
a Maria falou despertando a curiosidade do pessoal.
- Ui... o que é que
tramaram desta vez?
- Nada... João... nada...
nós lá somos pessoas de fazer uma coisa dessas - gargalhamos as duas.
- Quem não vos conheça
que vos compre...
- Também não estou à
venda - ripostei - e só para não
estares com piadas agora és tu que vens comigo!
- Onde?
- Ao escritório do meu
tio buscar o portátil e o projector que as sobrinhas preferidas dele preparam
um miminho para o cota.
O Ruben já não questionou e seguiu-me mas ao entrar no
escritório agarrou-me pela cintura.
- No final vens comigo?
- Porquê? Estás assim
tão necessitado? - murmurei junto do seu ouvido e aproveitei para lhe
beijar o pescoço - é que se estás...
podemos tratar já disso... - provoquei mesmo só numa de implicar.
- Não comeces... -
sorriu e afastou-se
- Porquê? Vais dizer que
não eras capaz... - falei ao aproximar-me da secretária onde estava o
portátil.
- Não coloques as cenas
nesses termos...
- Porquê?
- Porque depois tenho de
provar-te que sou capaz - gargalhei.
- Isso é só garganta mas
tudo bem... - sorri ao passar por ele mas o Ruben surpreendeu-me ao
puxar-me de imediato para si, acabamos por nos beijar e talvez por finalmente
estarmos a sós deixamos-nos levar ao ponto de num curto espaço de tempo as
nossas mãos começarem a passearem pelo corpo um do outro, acho mesmo que não
fosse o barulho da porta a abrir teríamos levado aquilo longe demais.
Quem terá chegado ao
escritório? Porque mudará o “ambiente” na festa?
Que saaaaaaudade que já estava disso aqui! :c
ResponderEliminarMas então, cadê o restante? Entrei em um completo desespero quando vi que tinha chego ao fim, e logo nessas circunstâncias lol
I NEED MOOOOORE, please! haha :*
Beijinhos. GabiiS.
fabuloso...
ResponderEliminartou super curiosa para ver o proximo... quero mais...
continua...
Amei!
ResponderEliminarMais, mais, mais...
Beijinhos :*
Então M&M's ??
ResponderEliminarIsto não se acaba assim :(
Se quem encontrou foi o pai da Mariana então ela estátramada :s
Quero o próximo
Beijinhos
Olá!
ResponderEliminarUm capitulo vosso calha bem em qualquer altura mas antes de me ir deitar é quase como uma história lida já na caminha xD
Adorei como sempre!
Mas espero que o próximo venha muito ,mas mesmo muito rápido!
Beijinhos
Rita
JÁ PODEM POSTAR MAIS, SE FAZ FAVOR!!!!!
ResponderEliminarOlá :D
ResponderEliminarAi ai ai que o casalinho foi apanhado! Espero que não tenha sido pelo pai da Mariana ahah
Quero mais :p
Beijinhos
Ritááá xD
Olá Olá...
ResponderEliminarMarianita linda, amei, adorei, devorei esta fic nos últimos dias.
Como sempre adoro aquilo que escreves, embora esteja bastante diferente das outras histórias, a verdade é que está verdadeiramente intensa e envolvente como qualquer uma das outras.
Adorei no inicio aquele "verdade ou consequência" e aquele jogo do gato e do rato com o Ruben foi demais. Confesso que só de "imaginar" a cena "parti o coco a rir". Fiquei completamente viciada (tu viste como fiquei) e com um enorme curiosidade com o que vinha por aí. Fui andando de cap em cap e confesso que em cada um deles a curiosidade pelo rumo da história aumentava. Por isso quando cheguei ao último, acho que consegues imaginar a minha curiosidade... Então vê lá se publicas simm?!
Maria, sei que não me conheces e provavelmente nunca ouviste falar de mim, andei algum tempo "longe" deste mundo imaginário mas a tua primita fez-me regressar. BEM DITA A HORA!! LOOOOL
O comentário que fiz dirigido à tua prima também se aplica a ti, aquela "briguinha" no inicio por causa do jogo foi muito boa e como Benfiquista assumida, achei engraçada a derrota na jogo (mas só na fic). A história está mesmo muito boa e como já o disse anteriormente, estou curiosissíma com o desenrolar da mesma, por isso toca a escrever...
Bjs para as duas e aqui têm mais uma leitorodependente...
Clara :P
Uau!
ResponderEliminarAdorei!!
Não me digam que é "o certo Mendes" que vai aparecer!!
Tinha-me passado este capítulo, não sabia que já tinha saído... Só hoje é que passei por aqui e vi (e ainda bem, que já estava a entrar em tédio)
Um capítulo vosso é sempre bem-vindo, por isso venha o próximo!
Beijinhos :)
Olá!
ResponderEliminarApós quê? 3 ou 4 horitas de leitura já cá estou. Pensava que eram só dois ou três caps em atraso mas pelos vistos eram onze... xD
Bem dividindo isto por casais!
- Maria e João: eles são mais estáveis. aquilo nao explode por qq coisa. Começando devagar para ver se nao me esqueço de nada! O assunto bebé. Pois a Maria deu-lhe para o teatro e o Joao quis passar aquilo para cinema xD mas não esperava outra reação da Maria. Afinal é normal que ela queira conquistar um pouco no mundo do trabalho antes de se por a inchar xD
Depois achei muita piada à cena no mar. ui que aquilo não se faz! O coitado não é de ferro e aquele rapazito tinha um irmão a gostar de aviões, não é? xD Bela resposta a do Joao!
Oh e o casalito amoroso Ruben-Joao? Ahahahah até eu fiquei traumatizada so de imaginar. Mas aquelas horas no quarto com o Rodrigo acho que clarearam as ideias ao menino.
Eu acho que eles são muito difíceis de abalar, portanto estou com fé que tudo vai andar direitinho xD
- Mariana e Ruben: valha-me Deus! Se a relação deles fosse uma estrada, seria a mais acidental da historia! O menino todo fofinho foi busca-la ao aeroporto e a pouco e pouco lá se foram encaminhando. Claro que a Mariana, como caixinha de surpresas que é, mostrou que nem tudo era tão fácil. Tadita apanhada pelo amor! Quem diria… Mas aquela declaração do Ruben…Ui! Aquelas frases que estavam a caps lock xD Até a mim me apanhava! Vá e depois a Mariana tirou-lhe a barriguinha de misérias! xD So de ler fiquei cansada. Que animação!
E depois veio a proposta de Itália e eu ainda temi por eles, mas, para minha surpresa, a Mariana manteve-se calma, serena, firme e olhem correu tudo bem!
Agora esta provocação no fim, ai ai ai. Chegou um Mendes, agora basta saber se é o tio ou o pai e sinceramente acho que é melhor que seja o tio. Já se estava mesmo a ver que ia dar naquilo. Os meninos não podem ser provocados que querem logo mostrar como são machos! xD
- Ana e Fábio: não me esqueci deste casalinho, ainda que num plano secundário. oh pah acho que estão muito bem. Alias já tinha percebido que havia algo entre eles por uma insinuação que houve do ruben ou do joao (não posso precisar) e assim fica tudo bem, cada um com o seu parzinho xD
E pronto, esta feita a minha analise xD Espero o próximo!
Beijo
Ana
Olá! Vamos ver se é desta que fico com a leitura em dia...
ResponderEliminarAs M&Ms já sabiamos como eram, agora esta a M mais pequena também promete, o raio da gaiata é fresca. Isto tá tudo muito bonito mas este final... não me digam que quem está à porta é um certo Mendes?
Adorei, vou tentar comentar capitulo a capitulo.
Beijocas
Fernanda