quinta-feira, 29 de novembro de 2012

041 - "... afinal a última que esfregou a minha lâmpada não me deu..."


Mariana

É verdade que falei o que quis e sinto mas também ouvi o inesperado, o desabafo do Ruben fez-me tremer, ainda ia nas primeiras palavras e já só um pensamento ocupava o meu cérebro, o de quando é que iria terminar e assim que se calou foi impossível não jogar-me nos seus braços e beija-lo, pode não ter falado nada de extraordinário mas aquele momento do “sim AMO-TE e sim QUERO NAMORAR, CASAR, TER FILHOS, ENVELHECER DO TEU LADO E SE NÃO FOR PEDIR MUITO QUANDO FORMOS OS DOIS VELHINHOS QUERO IR PRIMEIRO QUE TU PORQUE NÃO SEI SE CONSEGUIREI VIVER SEM TI” fez com que acordasse e finalmente despertasse para a vida, percebi naquele instante que o Ruben tinha as certezas que necessitava para conseguir agarrar-me a elas e fechar definitivamente a janela que ainda mantinha aberta o que permitia estar constantemente a ver um passado que é o meu mas que neste momento só quero esquecer para poder sonhar com um futuro diferente daquele que andei anos e anos a projectar.
- Amor - sorri feita tonta quando o ouvi e tenho a certeza que os meus olhos brilharam que nem duas estrelas - acho que assustamos o pessoal! - gargalhei ao ouvi-lo.
- É né... afinal não deve ser todos os dias que ouvem uma Mariana lamechas...
Não consegui continuar a falar porque o Ruben uniu de novo as nossas bocas e uns segundos bastaram para ter junto as nossas línguas, entreguei-me de corpo e alma ao momento, se o Ruben tivesse tentado ir mais longe teria finalmente o que tanto andou à procura neste dias mas por incrível que pareça não o fez, o que nos permitiu ficar só pelos beijos e “festinhas”, estava ao colo dele completamente aninhada nos seus braços e a receber os seus mimos quando lembrei-me do que tinha andado a preparar durante a manhã, não hesitei um segundo que fosse e sai do seu colo.
- Onde vais? - sorri perante o ar de confuso dele.
- Fazer uma coisa inadiável - beijei-o - mas não demoro mais que quinze minutos - voltei a beijá-lo - prometo!
O Ruben ainda refilou qualquer coisa que não consegui entender uma vez que já estava a sair da sala, cruzei-me com o Fábio que vinha a sair da cozinha e aproveitei para avisá-lo que não contassem nem comigo nem com o Ruben para o jantar.
- Mariana... - olhei para trás - espera só cinco minutos que quero falar contigo!
- Não dá... prometi ao Ruben que só demorava 15 se fico à conversa contigo passa a 20 - sorri - mas se quiseres vem comigo que falamos enquanto acabo uma cena... - falei já a sair do meu apartamento e a entrar no do Rodrigo.
- Bem... tu esmeraste-te... - o Fábio estava de boca aberta - para quem estava chateada com o Ruben...
- Ah... isto foi antes! Mas vieste comigo porque querias dizer qualquer coisa...
- Pois... - olhei-o - Mariana pega leve com o Ruben - gargalhei - oh sua mente perversa não estava a falar disso... a sério vê se atinas porque o rapaz já teve a sua dose... ya ele até pode ter sido um menino no passado e ter andado iludido durante estes anos todos a pensar que era um bad boy mas nunca passou da cepa torta porque a cabeça e o coração não falavam a mesma língua, amiga atina porque o Ruben não vai andar eternamente tipo cãozinho atrás de ti...
- Hey... acabou! Já entendi a mensagem e não foste tu que a passaste mas sim o Ruben com o que falou há uns minutos atrás e agora não atrapalhes... aliás faz-me um favor... regressa para juntos dos outros e manda o Ruben para cá! 
O Fábio sorriu mas cedeu ao meu pedido, saiu e uns minutos depois tinha o Ruben a tocar à campainha.
- Sim... - abri a porta mas não o deixei entrar - deseja alguma coisa? - sorriu.
- Hum... aqui quem tem de desejar é a senhorita... sabe... sou o génio da lâmpada... e como tal estou ao seu dispor... - gargalhei - mas não demore muito... é que candidatas não faltam...
- A sério... então está explicado... o porquê que tocou a esta campainha... a última que esfregou a sua lâmpada deve ter-lhe dado a morada incorrecta...
- Lamento desapontá-la... afinal a última que esfregou a minha lâmpada não me deu morada nenhuma... pediu sim a um amigo que desse o seguinte recado - olhou-me - e passo a citara sua alteza Mariana pede a tua comparência no apartamento da frente” e pronto... aqui estou eu!
- E o génio como é muito bem mandado veio a correr... foi?
- Parece que sim...
- Hum... então se é assim tão bem mandado... e se está aqui para satisfazer os meus desejos todos... entre - afastei-me de forma que pudesse passar - mas... antes preciso de uma amostra da sua eficiência...
Não consegui concluir e assim pedir o meu primeiro desejo da noite, o Ruben adivinhou-me os pensamentos, o que também não era complicado e beijou-me no entanto fê-lo com uma calma tremenda deixando nas minhas “mãos” a decisão de aprofundar a união perfeita das nossas bocas, algo que fiz em segundos e se a minha língua invadiu a sua boca sem pedir licença as minhas mãos voaram até à sua t-shirt despindo-a ainda mais depressa, senti de imediato as mãos do Ruben nas minhas nádegas e segundos bastaram para lhe saltar para o colo, entrelacei as minhas pernas na sua cintura para ser encostada à parede por ele, o Ruben não se preocupou minimamente com o facto continuarmos ainda na porta e aproveitando o meu decote algo avantajado beijou-me o peito, sentir novamente os seus lábios e língua a passearem pelo meu corpo foi como se uma descarga de energia tivesse percorrido todo o meu corpo, ele com simples carícias estava a deixar-me fora de mim tanto que ignorei o risco que corríamos se continuássemos ali na porta, a verdade é que se alguém passasse por ali teria direito a uma sessão de um filme para maiores de 18 anos completamente à borla mas naquele momento esqueci tudo o que andei a dizer durante os últimos dias e a necessidade de senti-lo falou mais alto tanto que foi impossível evitar que as minhas mãos fossem até ao interior dos seus calções de praia, toquei-o e ouvi os primeiros gemidos, o que só serviu para que em menos de nada estivéssemos no quarto, pelo caminho ficaram as nossas roupas, o Ruben tal como eu não estava numa de esperar ainda assim fi-lo sofrer no bom sentido é certo mas sofreu afinal acabei por brindá-lo com um conjunto de safadezas e para tal não me coibi de usar tanto as mãos como a boca, levei-o ao limite para depois ser a vez dele, naquele quarto completamo-nos como tanta vez já o tínhamos feito mas agora com a certeza que somos um só, talvez por isso consegui pela segunda vez na minha vida voltar a sentir tudo de forma diferente, cada beijo, cada mordidelazinha, cada chupão, cada carícia que oferecemos ao outro com a língua, boca ou mesmo com as mãos, foi tudo tão intenso, tão nosso, tão eterno que num curto espaço de tempo tive várias “explosões” de prazer, sim nunca antes tinha chegado ao limite do prazer de uma forma tão intensa como cheguei no instante que o Ruben uniu os nossos corpos, senti-lo dentro de mim fez com que desejasse aquilo para todo sempre.
Amámo-nos sem pressas nem urgências, repetimos algumas... muitas vezes ainda assim de todas senti o mesmo, senti-me amada, acarinhada, desejada, o Ruben levou-me à exaustão mas uma exaustão boa, tão boa que por mim teríamos continuado noite dentro mas...
- Amor... oh mor... - ele bem que chamava mas estava tão bem ali aninhada nos seus braços a receber os mimos dele que não consegui sequer responder - paixão da minha vida - sorri ao ouvi-lo - isto está muito bom... aliás está perfeito mas eu de barriga vazia não funciono... - gargalhei ao ouvi-lo - e se queres aturar-me para toda a eternidade é bom que cuides aqui do teu namorado...
- Oh tadinho dele - acariciei-o - tá com os níveis de energia em baixo é??
- É né... tu deste-me em menos de duas horas o que não andavas a dar há meses... - falou com os seus lábios a roçarem nos meus - mas esta tua resistência só tornou estas horas ainda mais especiais...
- Ai sim???
- Sim! - beijou-me - Não deu para sentir? - gargalhei.
- Deu... deu - suspirei - para ver que és fraquinho - o Ruben que estava entretido a dar-me beijos no pescoço interrompeu-os para olhar-me nos olhos - ou então é só falta de prática - foi impossível não rir perante a cara que fez - oh coisa boa... tou a brincar! - não consegui prolongar a zoação - Ruben tal como na primeira vez também hoje foste prefeito com a pequenina diferença que agora já dá para perceber que tens muitasssss horas de rodagem... - beijei-o não dando hipótese dele refilar, ora beijinho aqui, beijinho ali e já estávamos a entrar novamente em terrenos perigosos quando o estômago dele resolveu avisar que não é só o que tinha entre as mãos que fazia parte do corpo dele, gargalhei e no segundo seguinte já estava a enrolar o lençol no meu corpo - anda vamos dar de comer a esse animal que tens aí... - o Ruben agarrou-me pela cintura e puxou-me para si.
- Onde pensas que vais... - já estava novamente debaixo dele.
- Comer... Rubinho... comer algo que nos alimente - beijei-o - porque ainda não consegues esse feito...
O Ruben acabou por também ele vestir os boxers ficando ligeiramente mais composto e de seguida fomos juntinhos até à cozinha onde aqueci o nosso jantar sempre com ele a tentar dificultar a tarefa ao máximo mas e ao contrário do que esperava consegui resistir-lhe.
- Agora ficas aqui! - ordenei quando já estava a sair da cozinha com ele atrás de mim.
- Porquê? Vais dizer que sou um menino mau e que por isso fico de castigo... é?
- Por acaso até estás a ser muito bonzinho... bonzinho até demais... mas preciso que fiques aqui... dois minutinhos e estou de regresso!
Não lhe dei hipótese de refilar e deixei-o sozinho, fui até à sala onde coloquei a comida na mesa e dei os últimos retoques na decoração, sim porque não passei a manhã toda a tratar dela para depois não a usar.
Dei uma última olhadela à sala e segui até à cozinha onde o encontrei de costas a petiscar.
- Lindo serviço... uma pessoa com trabalho em preparar um jantar que o menino tanto gosta para depois encontra-lo a comer amendoins...
O Ruben olhou por cima do seu ombro mas depressa se virou.
- Já regressaste foi?
- Não vês que sim... anda!
Abraçamo-nos e foi por entre beijos que chegamos à sala, o Ruben assim que olhou ao seu redor sorriu para logo depois beijar-me.
- A menina esmerou-se...
- Eh... né... afinal tinha de ocupar o tempo em que o sr. meu namorado me abandonou durante a manhã... ah e já agora também acordei de manhã com um certo peso na consciência que levou-me a ter esta ideia... mas que por algumas horas teve em risco de não ser concretizada...
- Shiuuu - beijou-me - vamos esquecer isso... ou melhor vamos só guardar o que dissemos por ultimo um ao outro...
- Hum... aceito! - sorrimos - Mas agora vamos jantar que já não és só tu que estás com fome... - antes de nos sentarmos ainda fui brindada com mais alguns beijos mas acabamos por jantar por entre trocas de mimos inocentes - vou buscar a sobremesa - falei ao levantar-me mas antes de ir ainda passei pelo colo dele, o Ruben queria outro género de sobremesa e foi bem explícito na forma como arrancou o lençol que tinha enrolado no meu corpo mas antes que se animasse mais do que a conta fugi tal como estava... resumindo andei a pavonear pela casa tal como vim ao mundo.
Levei uns minutos a preparar a sobremesa e quando regressei encontrei-o estendido no sofá.
- Já estás com soninho, é?? - sentei-me no espacinho que tinha na beira do sofá e coloquei o que fui buscar na mesa arrastando-a para junto de nós - eu aqui com tanto trabalho - agarrei num morango, mergulhei-o no chocolate para passa-lo no peito do Ruben e de seguida come-lo - a preparar uma coisinha especial... - passei a língua de forma a lamber todo o chocolate, lógico que iniciei uma brincadeira algo perigosa e quando demos por nós já estávamos completamente entregues um ao outro, sim que entre um pedacinho de bananinha outro de pêro ou ainda um moranguinho já estávamos noutra dimensão, nunca antes comer chocolate me soube tão bem... namoramos imenso é certo mas também esgotamos por completo a energia um do outro, só sei que o resto da noite foi passada nos braços dele entre mimos e palavras bonitas mas que caíram que nem luva depois de uns dias complicados.

Ruben

Acordei animadíssimo ou não fosse o fim de tarde e noite de ontem ser razão mais do que suficiente para estar completamente sereno, finalmente percebi o porquê que a Mariana andou a evitar durante tanto tempo qualquer contacto mais intimo, no fundo só queria ter a certeza que a amo e que não estou com ela só pelos momentos de sexo.
Estava na cama a observá-la quando se mexeu abrindo devagarinho os olhos e brindando-me imediatamente com um sorriso lindo.
- Bom dia! - beijou-me - o meu menino dormiu bem? - sorri ao ouvi-la.
- Melhor impossível - uni as nossas bocas agora num beijo mais demorado e menos inocente - o mau é que vou ter que trocar isto daqui por uma corrida e uma sessão de trabalho... - a Mariana gargalhou talvez pela cara que fiz já que a ideia não me agradava de todo, por mim passaríamos ali a manhã.
- Hum... se tem mesmo que ser... - colocou a cabeça no meu peito - a que horas é que tens de estar no ginásio? - beijou-me o peito e depois olhou-me.
- Daqui a hora e meia mais coisa menos coisa, porquê?
- Porque assim dá para um duche a dois - senti a mão da Mari a palmilhar o meu tronco todo até chegar ao meus boxers - e depois pensei que podia ir contigo...
- A ideia do duche agradada e muito - virei-me deixando-a por baixo de mim - até porque podemos... - demos inicio a um beijo que só não tomou outras proporções porque o meu telemóvel tocou.
- Ruben... Rubinho... é a tua mãe! - a Mariana sem esperar atendeu o telemóvel o que fez com que parasse de imeditado com a brincadeira que já tinha iniciado e fiquei a ouvir o que falava - Já tá... - beijou-me - agora que já despachei a tua mãe podemos ir para o duche! - saiu da cama sem dar-me qualquer hipótese de refilar.
- O que é que a minha mãe queria? - perguntei quando já estávamos no duche.
- Falar com o júnior dela... mas depressa a informei que o seu bibelozinho estava ocupado... - gargalhei.
- Já estou a imaginar a D. Anabela a fazer os seus filmes...
- Hã?
- Então... a esta hora da manhã atendes o meu telemóvel e ainda tens o desplante de dizer que estou ocupado... - beijei-a no pescoço enquanto passava o gel de banho nas suas costas.
- Hey... parou! - virou-se para mim - Que a tua mãe não tem a mesma mente perversa que o menino - beijei-a - já para não dizer que Ruben para ela é sinónimo de anjinho... logo não fazes estas coisas...
Não a deixei continuar e uni as nossas bocas mas foi dela a iniciativa de transformar aquele duche em mais um momento de partilha que só terminou com a entrega mutua e completa dos dois.
No fim do duche e depois de termos encontrado a nossa roupa espalhada pela casa seguimos para o apartamento das M&M que apesar de a distância ser mínima ainda deu para trocarmos alguns beijos.
- Rubinho... lindo... larga-me! - a Mariana refilou por a ter abraçado novamente por trás dificultando assim o seu andar no entanto não fiz caso nenhum e além de apertar ainda mais o abraço iniciei uma sucessão de beijinhos no seu pescoço, a Mariana como resposta virou-se para mim e uniu as nossas bocas, fomos assim o resto do caminho até que ao abrir a porta do quarto ouvimos algo que nos levou num primeiro instante a sorrir mas que a Mari não deixou ficar barato.

Ana

O momento de declaração entre o Ruben e a Mariana e as palavras da Maria a juntarem-se a tudo o que o Ruben e o João já me disseram foram as gotas de agua finais para seguir em frente. Sinceramente nem eu sei se ainda gosto realmente do Ruben, ou melhor gostar eu gosto, mas não com paixão para mim ele juntou-se ao João no grupo de irmãos. No fundo já sabia isso, mas continuar a amar o Ruben era uma forma de me manter protegida e imune a uma nova paixão e consequentes “perigos” hoje iria ser a primeira noite do resto da minha vida por isso depois de um duche demorado preparei-me como se da ida aos Oscares se tratasse e saí de casa, sempre seguida pelo meu fiel escuteiro Fábio.
Como nenhum dos dois conhecia Faro e não quisemos interromper os pombinhos que estavam na sala resolvemos sair à descoberta, uma coisa era certa o bar da outra noite era experiência a repetir nem que fosse para começar a noite.
Como previsto chegamos ao bar e de imediato encontramos uma mesa disponível onde nos sentamos e para onde pedimos de imediato uns mojitos e a conversa que começou leve e entre avaliações dos “meninos” e “meninas” que iam passando pela nossa mesa e entre um e outro piropo lá ia mais um copo de qualquer coisa. Experimenta-mos todos os cocktails existentes e já não saímos daquela mesa.
- Vou ali ao wc...
- Vai mas não demores... se encontrares um amigo manda uma sms para eu não esperar...
- Ok - quando me levantei senti o álcool todo que tinha ingerido - ihh oh Fábinho podias ser um querido e ires comigo é que este bocadinho de sangue que ainda tenho no álcool tá-me a deixar desequilibrada - falei a rir
- Txii que vergonha uma senhora com os copos... - falava enquanto se levantava, mas quando o fez definitivamente - Aninha eu vou contigo, mas temos de ir juntinhos é que eu também tou com um problema sério no meu ponto de equilíbrio - começamos a rir os dois e lá nos abraçamos e seguimos até ao wc.
- Prontinha vamos?!
- Vamos... pra casa?
- Eu se tivesse bem dizia-te que não porque tão lá os pombinhos todos - fiz cara de enjoo - mas como estou... olha eles que façam o que quiserem mas sem barulho!
- Eu acho que para isso preciso de mais um copo... ou dois...
- Agora que falas nisso acompanho-te num shot!
Escusado será dizer que um passou a quatro ou cinco e só depois voltamos a casa sempre na conversa mas quando eu tropecei por causa dos saltos e acabei sentada no meio do chão o Fábio surpreendeu-me sentando-se ao meu lado e no meio de gargalhadas
- Porque é que gostas dele?
- Ãh?!
- Do Ruben porque é que vocês ficam todas embeiçadas?!
- Eu não estou embeiçada... - ele olhou-me com uma cara do tipo “não estou eu!” - sim já estive, mas hoje tomei consciência que já não estou... mas até agora mantive-me presa a um habito... acreditar que continuava apaixonada por ele protegia-me de sofrer....
- Sofrer... tinhas medo?! e já não tens?! - ele ia falando e aproximando-se de mim, neste momento tínhamos as caras a milímetros e estranhamente em vez de achar esquisito estava a adorar e sentia aquelas borboletas no estômago. Segui-lhe o exemplo e passados poucos segundos estávamos com os lábios colados.
Foi um beijo como nunca tinha dado... foi  calmo e intenso transmitia-me desejo, muito, que eu compartilhava, mas tinha ainda um gosto de carinho que desconhecia poder ser possível sendo que aqueles eram os lábios do Fábio.
- Desculpa! - disse-me quando os nossos lábios se separaram
- Não tens de pedir desculpa, eu também quis... quer dizer a não ser que te tenhas arrependido...
- Arrependido?! Não... - o Fábio voltou a unir os nossos lábios quando nos separamos sorrimos levantamos-nos e seguimos para casa abraçados como se fossemos dois namorados.
Assim que entramos ouvimos risos na sala ainda fomos até á porta, mas desistimos de entrar quando vimos a Maria e o João deitados no sofá e enquanto trocavam mimos riam que nem crianças
- Bem se eles vão ficar aqui nós vamos para o quarto deles - disse puxando o Fábio quando entramos no quarto da Maria o Rodrigo estava lá - Ah desculpa, mas pensei que o quarto estava vazio...
- Este está ocupado - disse a rir - mas o outro está vazio que o casal passa a noite fora - despedi-me dele e seguimos para o outro quarto desta vez nem foi preciso dizer nada o próprio Fábio me abraçou.
Assim que entramos no quarto voltamos a unir os nossos lábios e em poucos minutos estávamos deitados na cama o meu vestido já era apenas um cinto. E eu estava em plena guerra com os botões das calças do Fábio, não que fosse difícil de desabotoar, mas porque cada toque dele me deixava completamente desconcentrada mole e com ainda mais fogo.
Desisti dos botões e resolvi tomar o comando da situação voltei-o na cama e depois de tirar o vestido sentei-me ao seu colo, sem demoras percorri cada milímetro do seu corpo e que corpo como será que nunca tinha percebido?! As mãos dele percorriam todo o meu corpo acabando por ficar pousadas na minhas ancas para minutos depois passar ele a percorrer o meu corpo com os seus lábios, parando no peito onde demorou largos e muito prazerosos minutos entre os quais me libertou do sutien e depois avançou até à tanga que tirou também com a boca para depois me mostrar uma quantidade de coisas novas e surpreendentes que poderia sentir com o contacto da sua língua no mais sensível ponto do meu corpo.
Depois de momentos de prazer avassalador resolvi retribuir consegui finalmente liberta-lo das calças e dos boxers e sem pensar duas vezes fazer tudo o que sabia e com muita vontade, e a reacção dele ainda me deixou mais animada.
Depois de o levar á loucura em minutos voltamos a reanima-lo e finalmente fomos um só e que loucura. E estes momentos repetiram-se noite fora em todas as posições possíveis e imagináreis e alem disso em momentos mais calmos fui sempre brindada com carinhos mais inocentes que me fizeram sentir na lua, adormecemos já altas horas da madrugada e completamente agarradinhos.
Acordei poucas horas depois e ao contrario do esperado não estava minimamente de ressaca, estava sim bastante animada. Mas foi quando me mexi que me relembrei de todos os momentos da noite ao sentir o braço do Fábio na minha cintura, sorri automaticamente
- Ui que ela acorda logo com um sorriso no rosto...
- Só quando tenho um bom motivo...
- E qual é o motivo que te leva a sorrir assim hoje... - acabou de falar e beijou-me o pescoço
- Tive uma noite maravilhosa... acho que foi A noite... e adorei acordar aconchegadinha nos teu braços - falei com algum receio pois não fazia ideia do que sentia na realidade e muito menos o que o Fábio pensava de tudo
- Ufff... ainda bem... estava com medo que não te lembrasses... também adorei... e como acordei um bocadinho antes da menina estava aqui a pensar que já não temos idade para engates e que eu adorei a noite... foi...
- Natural... sem pressões... não foi sexo só por sexo... e a sensação de que não há nada mais certo do que isto...
- Exactamente... por isso tava a pensar que podíamos... quem sabe... tentar...
- Tentar??
- Ana Souto aceitas ser minha namorada? - confesso que fui apanhada de surpresa
- SIMM - mas nem pestanejei quanto mais pensar antes de responder, assim que terminei iniciamos um beijo longo e calmo, sem segundas intenções apenas um beijo que tinha tudo para ser memorável não fosse
- Ehh lá! Que rebaldaria é esta na minha cama? - ouvi a voz da Mariana separamos as nossas bocas e vi a Mariana e o Ruben com umas caras entre o espanto e o gozo - Lindo serviço sim senhora... não durmo em casa uma noite e vocês afiambram-se um no outro e logo na minha cama!

Ruben

- Ru... Ma... - não aguentei e tive que gargalhar ao ver a cara de pavor da Ana
- Rubinho... não é para rir! - a Mariana continuava muito séria algo que sinceramente não sei como conseguiu - Quer dizer... vêm para aqui sem pedirem... e depois... depois... olha chegamos nós aqui e interrompemos o momento dos pombinhos - assim que a Mariana falou pombinhos vimos um sorriso enorme aparecer no rosto daqueles dois, eles estavam ambos felizes e isso dava para ver a milhas de distância - desculpem lá qualquer coisita mas nós já estamos no ir...
Não demos tempo para que reagissem e saímos do quarto mas assim que  fechei a porta foi a vez da Mariana se desmanchar a rir.
- Amor... o que é que foi aquilo? - perguntou agora mais calma e quando já estávamos na cozinha.
- Queres que te faça um desenho ou que te mostre??? - gargalhou novamente.
- Ruben o que eles fizeram está bem explicito mas... tipo... é a Ana e o Fábio... se fosse o Fábio com uma qualquer seria normal agora assim...
- Qual é o mal?
- O mal é que estamos a falar da Ana... a menina bem comportada!
- Acredita que por detrás daquela mascara de menina bem comportada... - não consegui terminar de falar.
- Vê lá se queres ir rodá-la... - atirou.
- Amor... amorzinho... a Ana é boa na cama não tenho qualquer problema em afirmá-lo mas és tu que amo e mesmo não o devendo fazer mas já fazendo... deixas a nossa amiga a léguas de distância... - olhou-me por cima do ombro - e agora para não ficares a pensar muito mal da nossa amiga aquilo que vimos não é nada que não esperasse já...
- Como assim?
- Mesmo sério nunca tinhas reparado?
- No quê?
- Ohh no Fábio...
- Estás a dizer que o Fábio gosta da Ana?
- E ela dele apesar de não admitirem...
- Achas? - sorri ao vê-la nada convencida
- Acho... aliás sempre desconfiei que a Ana para o Fábio era mais que amiga.
- Mesmo antes de... - calou-se e pela primeira vez percebi que o facto de ter namorado com a Ana incomoda a Mari.
- Anda cá... - sentei-me e puxei-a para o meu colo - a minha história com a Ana já terminou há muito não precisas ficar insegura - olhou-me - se foi importante? Sim foi e não nego, a Ana ajudou-me a crescer afinal sempre foi a mais ponderada do grupo, apoiou-me quando vieste para aqui, esteve sempre do meu lado disposta a ouvir-me ou mesmo a limpar as minhas lágrimas sempre que envolvia-me com alguém e no final lembrava-me de ti, talvez por ter estado sempre lá quando precisei é que nos envolvemos, começou por ser uma curte depois de uma festa onde bebemos mais do que seria suposto e continuou nos meses seguintes mas só quando o pessoal começou a desconfiar é que assumimos, daí a começarmos a namorar foi um passo, as cenas foram ficando cada vez mais sérias até que nos envolvemos fisicamente... - hesitei em continuar não por mim mas sim pela Ana - Mariana o que te vou contar não sai daqui... amor só o vou fazer para perceberes o porquê das reacções da Ana... foi comigo que ela teve a primeira experiência - a Mariana ficou surpresa ainda assim não interrompeu - e só tive noção disso depois porque a Ana nunca tinha dito mas isso não mudou nada na nossa relação continuamos e com o passar dos meses pensei mesmo que te tivesse esquecido até ao dia em que ela quis mais, a Ana começou a fazer pressão para darmos o passo seguinte mas não me sentia preparado para casar daí termos decidido então morar juntos como um género de teste, a verdade é que sentia-me bem do lado dela mas no fundo nunca de uma forma completa, talvez tenha sido isso que levou ao fim do namoro, não aguentei a pressão de chegar a casa depois de um treino ou jogo e levar constantemente com a presença dela no meu apartamento, a Ana bem que se esforçava para agradar-me mas quanto mais fazia maior era a minha certeza que não iríamos funcionar, tentei dizer-lhe isso das mais variadas formas mas a Ana fingia que não percebia, foi até ao dia que o Fábio lhe abriu os olhos, eles não sabem mas ouvi uma conversa deles em que o nosso amigo foi um bocado bruto na escolha das palavras mas a verdade é que lhe abriu os olhos. Nesse dia desconfiei dos sentimentos do Fábio pela Ana e depois de ter terminado definitivamente com ela houve um conjunto de situações e momentos que vieram reforçar a minha desconfiança, com o passar dos meses e mais tarde com o regresso do João a Lisboa numa conversa que tivemos chegamos à conclusão que não devíamos andar muito longe, ainda questionamos o Fábio mas ele negou e nós não insistimos mas não foi por isso que esquecemos, daí o facto de não ter ficado admirado por ter apanhado o Fábio e a Ana, ele gosta dela... resta saber é se é reciproco.
- Bem... que cena - a Mariana começou a rir feita tonta.
- Podes explicar onde é que está a piada?
- Ruben... - respirou fundo e só depois continuou - já reparaste que do núcleo duro do nosso grupo ou seja nós os seis só a Maria e o João é que não se envolveram com mais ninguém do nosso pessoal? Aqueles que ao inicio não se matavam num jogo de futebol porque não calhava são os que desde a noite do baile se mantiveram literalmente fiéis um ao outro no que toca a relacionamentos com pessoas próximas de nós.
- Nunca tinha pensado nisso mas tens razão, tanto o João como a Maria tiveram os seus relacionamentos mas nunca com ninguém que o outro conheça, já nós os quatro...
- Pois... conhecemo-nos todos muito bem é o que é! Mas o que interessa agora é que depois de tanta volta e voltinha estamos com quem gostamos, sim que espero sinceramente que a Ana goste do Fábio.
- Com isso não precisas de te preocupar... a Ana não se envolveria com o Fábio se não gostasse dele.
- É... não posso esquecer que ela é a menina certinha do grupo... - a Mariana estava numa de tentar implicar comigo mas calei-a antes que continuasse a desperdiçar tempo a falar da nossa amiga, estávamos os dois aos beijos quando a Maria e o João ao entrarem na cozinha interromperam-nos.

O dia começou animado mas será que continuará assim?? E com o João e a Maria será que está tudo bem?


13 comentários:

  1. Adorei...
    viciada por completo nesta historia...
    próximo rápido...
    bjs

    ResponderEliminar
  2. Bem, cada dia me surpreendo mais com isso aqui. A Aninha até que se deu bem, e pronto, já não implico mais com ela - mentalmente, claro - Está lindooooooo *-*
    Beijinhos. GabiiS. :*

    ResponderEliminar
  3. Adorei!!
    Mais outro pode ser??
    Preciso de algo que me anime.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  4. fantastico...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

    ResponderEliminar
  5. Olá
    Bem depois destes dias "fora" tinha muito para ler mas ao por a leitura em dia os vossos capítulos não iam falhar :P
    ADOREI!
    Quero mais!
    Beijinhos
    Rita

    ResponderEliminar
  6. Olá :D
    Amei claro!
    Estou ansiosa para ver o que vem por aí :p
    Beijinhos
    Ritááá xD

    ResponderEliminar
  7. Adorei!
    Beijinhos e continuem

    ResponderEliminar
  8. Postem rápido!
    Está lindo meninas
    beijinhos

    ResponderEliminar
  9. Olá :D

    AMEI!!! A declaração do Amorim foi tão fofinha *.* Fico hiper mega contente que aqueles dois se tenham acertado e espero bem que continuem assim.

    Eu li bem ou ando a sonhar que o menino João quer á força toda ser pai!? Ui, está-me a parecer que isso ainda vai dar barraca.

    Adorei o momento Ana e Fábio, ficam muito bem os dois juntos, é da maneira que a Ana deixa o Ruben em paz.

    Espero anciosamente o próximo, e que venha rápido!!!!

    Beijinhos
    Beatriz

    ResponderEliminar
  10. LINDO!!!
    CONTINUA, PORFAVOR!

    ResponderEliminar
  11. Estou ansiosa pelo próximo1
    Quando vão postar?
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  12. A história tá cada vez melhor, estes dois quando estão bem um com o outro não brincam em serviço, espero bem que o prédio tenha uns bons alicerces, porque se com uma M é o que é com as duas M&M no mesmo local é dose, e para apimentar ainda mais a coisa nada melhor do que juntar a Ana com o Fábio, bem que o Ruben dizia que ia acontecer algo que os iria surpreender, este menino tem um dedinho que adivinha.
    Adorei, tá lindo e maravilhoso.
    Beijocas

    Fernanda

    ResponderEliminar