Mariana
É verdade que falei o que quis e sinto mas também ouvi o
inesperado, o desabafo do Ruben fez-me tremer, ainda ia nas primeiras palavras
e já só um pensamento ocupava o meu cérebro, o de quando é que iria terminar e
assim que se calou foi impossível não jogar-me nos seus braços e beija-lo, pode
não ter falado nada de extraordinário mas aquele momento do “sim AMO-TE e sim QUERO NAMORAR, CASAR, TER
FILHOS, ENVELHECER DO TEU LADO E SE NÃO FOR PEDIR MUITO QUANDO FORMOS OS DOIS
VELHINHOS QUERO IR PRIMEIRO QUE TU PORQUE NÃO SEI SE CONSEGUIREI VIVER SEM TI” fez
com que acordasse e finalmente despertasse para a vida, percebi naquele
instante que o Ruben tinha as certezas que necessitava para conseguir
agarrar-me a elas e fechar definitivamente a janela que ainda mantinha aberta o
que permitia estar constantemente a ver um passado que é o meu mas que neste
momento só quero esquecer para poder sonhar com um futuro diferente daquele que
andei anos e anos a projectar.
- Amor - sorri feita
tonta quando o ouvi e tenho a certeza que os meus olhos brilharam que nem duas
estrelas - acho que assustamos o
pessoal! - gargalhei ao ouvi-lo.
- É né... afinal não
deve ser todos os dias que ouvem uma Mariana lamechas...
Não consegui continuar a falar porque o Ruben uniu de novo as
nossas bocas e uns segundos bastaram para ter junto as nossas línguas,
entreguei-me de corpo e alma ao momento, se o Ruben tivesse tentado ir mais
longe teria finalmente o que tanto andou à procura neste dias mas por incrível
que pareça não o fez, o que nos permitiu ficar só pelos beijos e “festinhas”,
estava ao colo dele completamente aninhada nos seus braços e a receber os seus
mimos quando lembrei-me do que tinha andado a preparar durante a manhã, não
hesitei um segundo que fosse e sai do seu colo.
- Onde vais? - sorri
perante o ar de confuso dele.
- Fazer uma coisa
inadiável - beijei-o - mas não
demoro mais que quinze minutos - voltei a beijá-lo - prometo!
O Ruben ainda refilou qualquer coisa que não consegui entender
uma vez que já estava a sair da sala, cruzei-me com o Fábio que vinha a sair da
cozinha e aproveitei para avisá-lo que não contassem nem comigo nem com o Ruben
para o jantar.
- Mariana... - olhei
para trás - espera só cinco minutos que
quero falar contigo!
- Não dá... prometi ao
Ruben que só demorava 15 se fico à conversa contigo passa a 20 - sorri - mas se quiseres vem comigo que falamos
enquanto acabo uma cena... - falei já a sair do meu apartamento e a entrar
no do Rodrigo.
- Bem... tu
esmeraste-te... - o Fábio estava de boca aberta - para quem estava chateada com o Ruben...
- Ah... isto foi antes!
Mas vieste comigo porque querias dizer qualquer coisa...
- Pois... - olhei-o
- Mariana pega leve com o Ruben -
gargalhei - oh sua mente perversa não
estava a falar disso... a sério vê se atinas porque o rapaz já teve a sua
dose... ya ele até pode ter sido um menino no passado e ter andado iludido
durante estes anos todos a pensar que era um bad boy mas nunca passou da cepa
torta porque a cabeça e o coração não falavam a mesma língua, amiga atina porque
o Ruben não vai andar eternamente tipo cãozinho atrás de ti...
- Hey... acabou! Já
entendi a mensagem e não foste tu que a passaste mas sim o Ruben com o que
falou há uns minutos atrás e agora não atrapalhes... aliás faz-me um favor...
regressa para juntos dos outros e manda o Ruben para cá!
O Fábio sorriu mas cedeu ao meu pedido, saiu e uns minutos
depois tinha o Ruben a tocar à campainha.
- Sim... - abri a
porta mas não o deixei entrar - deseja
alguma coisa? - sorriu.
- Hum... aqui quem tem
de desejar é a senhorita... sabe... sou o génio da lâmpada... e como tal estou
ao seu dispor... - gargalhei - mas
não demore muito... é que candidatas não faltam...
- A sério... então está
explicado... o porquê que tocou a esta campainha... a última que esfregou a sua
lâmpada deve ter-lhe dado a morada incorrecta...
- Lamento
desapontá-la... afinal a última que esfregou a minha lâmpada não me deu morada
nenhuma... pediu sim a um amigo que desse o seguinte recado - olhou-me - e passo a citar “a sua alteza Mariana pede a tua comparência no apartamento da frente” e
pronto... aqui estou eu!
- E o génio como é muito
bem mandado veio a correr... foi?
- Parece que sim...
- Hum... então se é
assim tão bem mandado... e se está aqui para satisfazer os meus desejos
todos... entre - afastei-me de forma que pudesse passar - mas... antes preciso de uma amostra da sua
eficiência...
Não consegui concluir e assim pedir o meu primeiro desejo da
noite, o Ruben adivinhou-me os pensamentos, o que também não era complicado e
beijou-me no entanto fê-lo com uma calma tremenda deixando nas minhas “mãos” a
decisão de aprofundar a união perfeita das nossas bocas, algo que fiz em
segundos e se a minha língua invadiu a sua boca sem pedir licença as minhas
mãos voaram até à sua t-shirt despindo-a ainda mais depressa, senti de imediato
as mãos do Ruben nas minhas nádegas e segundos bastaram para lhe saltar para o
colo, entrelacei as minhas pernas na sua cintura para ser encostada à parede
por ele, o Ruben não se preocupou minimamente com o facto continuarmos ainda na
porta e aproveitando o meu decote algo avantajado beijou-me o peito, sentir
novamente os seus lábios e língua a passearem pelo meu corpo foi como se uma
descarga de energia tivesse percorrido todo o meu corpo, ele com simples
carícias estava a deixar-me fora de mim tanto que ignorei o risco que corríamos
se continuássemos ali na porta, a verdade é que se alguém passasse por ali
teria direito a uma sessão de um filme para maiores de 18 anos completamente à
borla mas naquele momento esqueci tudo o que andei a dizer durante os últimos
dias e a necessidade de senti-lo falou mais alto tanto que foi impossível
evitar que as minhas mãos fossem até ao interior dos seus calções de praia,
toquei-o e ouvi os primeiros gemidos, o que só serviu para que em menos de nada
estivéssemos no quarto, pelo caminho ficaram as nossas roupas, o Ruben tal como
eu não estava numa de esperar ainda assim fi-lo sofrer no bom sentido é certo
mas sofreu afinal acabei por brindá-lo com um conjunto de safadezas e para tal não
me coibi de usar tanto as mãos como a boca, levei-o ao limite para depois ser a
vez dele, naquele quarto completamo-nos como tanta vez já o tínhamos feito mas
agora com a certeza que somos um só, talvez por isso consegui pela segunda vez
na minha vida voltar a sentir tudo de forma diferente, cada beijo, cada
mordidelazinha, cada chupão, cada carícia que oferecemos ao outro com a língua,
boca ou mesmo com as mãos, foi tudo tão intenso, tão nosso, tão eterno que num
curto espaço de tempo tive várias “explosões” de prazer, sim nunca antes tinha
chegado ao limite do prazer de uma forma tão intensa como cheguei no instante
que o Ruben uniu os nossos corpos, senti-lo dentro de mim fez com que desejasse
aquilo para todo sempre.
Amámo-nos sem pressas nem urgências, repetimos algumas...
muitas vezes ainda assim de todas senti o mesmo, senti-me amada, acarinhada,
desejada, o Ruben levou-me à exaustão mas uma exaustão boa, tão boa que por mim
teríamos continuado noite dentro mas...
- Amor... oh mor...
- ele bem que chamava mas estava tão bem ali aninhada nos seus braços a receber
os mimos dele que não consegui sequer responder - paixão da minha vida - sorri ao ouvi-lo - isto está muito bom... aliás está perfeito mas eu de barriga vazia não
funciono... - gargalhei ao ouvi-lo - e
se queres aturar-me para toda a eternidade é bom que cuides aqui do teu
namorado...
- Oh tadinho dele -
acariciei-o - tá com os níveis de
energia em baixo é??
- É né... tu deste-me em
menos de duas horas o que não andavas a dar há meses... - falou com os seus
lábios a roçarem nos meus - mas esta tua
resistência só tornou estas horas ainda mais especiais...
- Ai sim???
- Sim! - beijou-me -
Não deu para sentir? - gargalhei.
- Deu... deu -
suspirei - para ver que és fraquinho
- o Ruben que estava entretido a dar-me beijos no pescoço interrompeu-os para
olhar-me nos olhos - ou então é só falta
de prática - foi impossível não rir perante a cara que fez - oh coisa boa... tou a brincar! - não
consegui prolongar a zoação - Ruben tal
como na primeira vez também hoje foste prefeito com a pequenina diferença que
agora já dá para perceber que tens muitasssss horas de rodagem... -
beijei-o não dando hipótese dele refilar, ora beijinho aqui, beijinho ali e já
estávamos a entrar novamente em terrenos perigosos quando o estômago dele
resolveu avisar que não é só o que tinha entre as mãos que fazia parte do corpo
dele, gargalhei e no segundo seguinte já estava a enrolar o lençol no meu corpo
- anda vamos dar de comer a esse animal
que tens aí... - o Ruben agarrou-me pela cintura e puxou-me para si.
- Onde pensas que
vais... - já estava novamente debaixo dele.
- Comer... Rubinho...
comer algo que nos alimente - beijei-o - porque ainda não consegues esse feito...
O Ruben acabou por também ele vestir os boxers ficando
ligeiramente mais composto e de seguida fomos juntinhos até à cozinha onde
aqueci o nosso jantar sempre com ele a tentar dificultar a tarefa ao máximo mas
e ao contrário do que esperava consegui resistir-lhe.
- Agora ficas aqui!
- ordenei quando já estava a sair da cozinha com ele atrás de mim.
- Porquê? Vais dizer que
sou um menino mau e que por isso fico de castigo... é?
- Por acaso até estás a
ser muito bonzinho... bonzinho até demais... mas preciso que fiques aqui...
dois minutinhos e estou de regresso!
Não lhe dei hipótese de refilar e deixei-o sozinho, fui até à
sala onde coloquei a comida na mesa e dei os últimos retoques na decoração, sim
porque não passei a manhã toda a tratar dela para depois não a usar.
Dei uma última olhadela à sala e segui até à cozinha onde o
encontrei de costas a petiscar.
- Lindo serviço... uma
pessoa com trabalho em preparar um jantar que o menino tanto gosta para depois
encontra-lo a comer amendoins...
O Ruben olhou por cima do seu ombro mas depressa se virou.
- Já regressaste foi?
- Não vês que sim...
anda!
Abraçamo-nos e foi por entre beijos que chegamos à sala, o
Ruben assim que olhou ao seu redor sorriu para logo depois beijar-me.
- A menina esmerou-se...
- Eh... né... afinal
tinha de ocupar o tempo em que o sr. meu namorado me abandonou durante a
manhã... ah e já agora também acordei de manhã com um certo peso na consciência
que levou-me a ter esta ideia... mas que por algumas horas teve em risco de não
ser concretizada...
- Shiuuu - beijou-me
- vamos esquecer isso... ou melhor vamos
só guardar o que dissemos por ultimo um ao outro...
- Hum... aceito! -
sorrimos - Mas agora vamos jantar que já
não és só tu que estás com fome... - antes de nos sentarmos ainda fui
brindada com mais alguns beijos mas acabamos por jantar por entre trocas de
mimos inocentes - vou buscar a sobremesa
- falei ao levantar-me mas antes de ir ainda passei pelo colo dele, o Ruben
queria outro género de sobremesa e foi bem explícito na forma como arrancou o
lençol que tinha enrolado no meu corpo mas antes que se animasse mais do que a
conta fugi tal como estava... resumindo andei a pavonear pela casa tal como vim
ao mundo.
Levei uns minutos a preparar a sobremesa e quando regressei
encontrei-o estendido no sofá.
- Já estás com soninho,
é?? - sentei-me no espacinho que tinha na beira do sofá e coloquei o que
fui buscar na mesa arrastando-a para junto de nós - eu aqui com tanto trabalho - agarrei num morango, mergulhei-o no
chocolate para passa-lo no peito do Ruben e de seguida come-lo - a preparar uma coisinha especial... -
passei a língua de forma a lamber todo o chocolate, lógico que iniciei uma
brincadeira algo perigosa e quando demos por nós já estávamos completamente
entregues um ao outro, sim que entre um pedacinho de bananinha outro de pêro ou
ainda um moranguinho já estávamos noutra dimensão, nunca antes comer chocolate
me soube tão bem... namoramos imenso é certo mas também esgotamos por completo
a energia um do outro, só sei que o resto da noite foi passada nos braços dele
entre mimos e palavras bonitas mas que caíram que nem luva depois de uns dias
complicados.
Ruben
Acordei animadíssimo ou não fosse o fim de tarde e noite de
ontem ser razão mais do que suficiente para estar completamente sereno,
finalmente percebi o porquê que a Mariana andou a evitar durante tanto tempo
qualquer contacto mais intimo, no fundo só queria ter a certeza que a amo e que
não estou com ela só pelos momentos de sexo.
Estava na cama a observá-la quando se mexeu abrindo devagarinho
os olhos e brindando-me imediatamente com um sorriso lindo.
- Bom dia! -
beijou-me - o meu menino dormiu bem?
- sorri ao ouvi-la.
- Melhor impossível -
uni as nossas bocas agora num beijo mais demorado e menos inocente - o mau é que vou ter que trocar isto daqui
por uma corrida e uma sessão de trabalho... - a Mariana gargalhou talvez
pela cara que fiz já que a ideia não me agradava de todo, por mim passaríamos
ali a manhã.
- Hum... se tem mesmo
que ser... - colocou a cabeça no meu peito - a que horas é que tens de estar no ginásio? - beijou-me o peito e
depois olhou-me.
- Daqui a hora e meia
mais coisa menos coisa, porquê?
- Porque assim dá para
um duche a dois - senti a mão da Mari a palmilhar o meu tronco todo até
chegar ao meus boxers - e depois pensei
que podia ir contigo...
- A ideia do duche
agradada e muito - virei-me deixando-a por baixo de mim - até porque podemos... - demos inicio a
um beijo que só não tomou outras proporções porque o meu telemóvel tocou.
- Ruben... Rubinho... é
a tua mãe! - a Mariana sem esperar atendeu o telemóvel o que fez com que
parasse de imeditado com a brincadeira que já tinha iniciado e fiquei a ouvir o
que falava - Já tá... - beijou-me - agora que já despachei a tua mãe podemos ir
para o duche! - saiu da cama sem dar-me qualquer hipótese de refilar.
- O que é que a minha
mãe queria? - perguntei quando já estávamos no duche.
- Falar com o júnior
dela... mas depressa a informei que
o seu bibelozinho estava ocupado... - gargalhei.
- Já estou a imaginar a
D. Anabela a fazer os seus filmes...
- Hã?
- Então... a esta hora
da manhã atendes o meu telemóvel e ainda tens o desplante de dizer que estou
ocupado... - beijei-a no pescoço enquanto passava o gel de banho nas suas
costas.
- Hey... parou! -
virou-se para mim - Que a tua mãe não
tem a mesma mente perversa que o menino - beijei-a - já para não dizer que Ruben para ela é sinónimo de anjinho... logo não
fazes estas coisas...
Não a deixei continuar e uni as nossas bocas mas foi dela a
iniciativa de transformar aquele duche em mais um momento de partilha que só
terminou com a entrega mutua e completa dos dois.
No fim do duche e depois de termos encontrado a nossa roupa
espalhada pela casa seguimos para o apartamento das M&M que apesar de a
distância ser mínima ainda deu para trocarmos alguns beijos.
- Rubinho... lindo...
larga-me! - a Mariana refilou por a ter abraçado novamente por trás
dificultando assim o seu andar no entanto não fiz caso nenhum e além de apertar
ainda mais o abraço iniciei uma sucessão de beijinhos no seu pescoço, a Mariana
como resposta virou-se para mim e uniu as nossas bocas, fomos assim o resto do
caminho até que ao abrir a porta do quarto ouvimos algo que nos levou num
primeiro instante a sorrir mas que a Mari não deixou ficar barato.
Ana
O momento de declaração entre o Ruben e a Mariana e as palavras
da Maria a juntarem-se a tudo o que o Ruben e o João já me disseram foram as
gotas de agua finais para seguir em frente. Sinceramente nem eu sei se ainda
gosto realmente do Ruben, ou melhor gostar eu gosto, mas não com paixão para
mim ele juntou-se ao João no grupo de irmãos. No fundo já sabia isso, mas
continuar a amar o Ruben era uma forma de me manter protegida e imune a uma
nova paixão e consequentes “perigos” hoje iria ser a primeira noite do resto da
minha vida por isso depois de um duche demorado preparei-me como se da ida aos
Oscares se tratasse e saí de casa, sempre seguida pelo meu fiel escuteiro
Fábio.
Como nenhum dos dois conhecia Faro e não quisemos interromper
os pombinhos que estavam na sala resolvemos sair à descoberta, uma coisa era
certa o bar da outra noite era experiência a repetir nem que fosse para começar
a noite.
Como previsto chegamos ao bar e de imediato encontramos uma
mesa disponível onde nos sentamos e para onde pedimos de imediato uns mojitos e
a conversa que começou leve e entre avaliações dos “meninos” e “meninas” que
iam passando pela nossa mesa e entre um e outro piropo lá ia mais um copo de
qualquer coisa. Experimenta-mos todos os cocktails existentes e já não saímos
daquela mesa.
- Vou ali ao wc...
- Vai mas não demores...
se encontrares um amigo manda uma sms para eu não esperar...
- Ok - quando me
levantei senti o álcool todo que tinha ingerido - ihh oh Fábinho podias ser um querido e ires comigo é que este bocadinho
de sangue que ainda tenho no álcool tá-me a deixar desequilibrada - falei a
rir
- Txii que vergonha uma
senhora com os copos... - falava enquanto se levantava, mas quando o fez
definitivamente - Aninha eu vou contigo,
mas temos de ir juntinhos é que eu também tou com um problema sério no meu
ponto de equilíbrio - começamos
a rir os dois e lá nos abraçamos e seguimos até ao wc.
- Prontinha vamos?!
- Vamos... pra casa?
- Eu se tivesse bem
dizia-te que não porque tão lá os pombinhos todos - fiz cara de enjoo - mas como estou... olha eles que façam o que
quiserem mas sem barulho!
- Eu acho que para isso
preciso de mais um copo... ou dois...
- Agora que falas nisso
acompanho-te num shot!
Escusado será dizer que um passou a quatro ou cinco e só depois
voltamos a casa sempre na conversa mas quando eu tropecei por causa dos saltos
e acabei sentada no meio do chão o Fábio surpreendeu-me sentando-se ao meu lado
e no meio de gargalhadas
- Porque é que gostas
dele?
- Ãh?!
- Do Ruben porque é que
vocês ficam todas embeiçadas?!
- Eu não estou
embeiçada... - ele olhou-me com uma cara do tipo “não estou eu!” - sim já estive, mas hoje tomei consciência
que já não estou... mas até agora mantive-me presa a um habito... acreditar que
continuava apaixonada por ele protegia-me de sofrer....
- Sofrer... tinhas
medo?! e já não tens?! - ele ia falando e aproximando-se de mim, neste
momento tínhamos as caras a milímetros e estranhamente em vez de achar
esquisito estava a adorar e sentia aquelas borboletas no estômago. Segui-lhe o
exemplo e passados poucos segundos estávamos com os lábios colados.
Foi um beijo como nunca tinha dado... foi calmo e intenso transmitia-me desejo, muito,
que eu compartilhava, mas tinha ainda um gosto de carinho que desconhecia poder
ser possível sendo que aqueles eram os lábios do Fábio.
- Desculpa! -
disse-me quando os nossos lábios se separaram
- Não tens de pedir
desculpa, eu também quis... quer dizer a não ser que te tenhas arrependido...
- Arrependido?! Não... -
o Fábio voltou a unir os nossos lábios quando nos separamos sorrimos
levantamos-nos e seguimos para casa abraçados como se fossemos dois namorados.
Assim que entramos ouvimos risos na sala ainda fomos até á
porta, mas desistimos de entrar quando vimos a Maria e o João deitados no sofá
e enquanto trocavam mimos riam que nem crianças
- Bem se eles vão ficar
aqui nós vamos para o quarto deles - disse puxando o Fábio quando entramos
no quarto da Maria o Rodrigo estava lá - Ah
desculpa, mas pensei que o quarto estava vazio...
- Este está ocupado
- disse a rir - mas o outro está vazio
que o casal passa a noite fora - despedi-me dele e seguimos para o outro
quarto desta vez nem foi preciso dizer nada o próprio Fábio me abraçou.
Assim que entramos no quarto voltamos a unir os nossos lábios e
em poucos minutos estávamos deitados na cama o meu vestido já era apenas um
cinto. E eu estava em plena guerra com os botões das calças do Fábio, não que
fosse difícil de desabotoar, mas porque cada toque dele me deixava
completamente desconcentrada mole e com ainda mais fogo.
Desisti dos botões e resolvi tomar o comando da situação
voltei-o na cama e depois de tirar o vestido sentei-me ao seu colo, sem demoras
percorri cada milímetro do seu corpo e que corpo como será que nunca tinha
percebido?! As mãos dele percorriam todo o meu corpo acabando por ficar
pousadas na minhas ancas para minutos depois passar ele a percorrer o meu corpo
com os seus lábios, parando no peito onde demorou largos e muito prazerosos
minutos entre os quais me libertou do sutien e depois avançou até à tanga que
tirou também com a boca para depois me mostrar uma quantidade de coisas novas e
surpreendentes que poderia sentir com o contacto da sua língua no mais sensível
ponto do meu corpo.
Depois de momentos de prazer avassalador resolvi retribuir
consegui finalmente liberta-lo das calças e dos boxers e sem pensar duas vezes
fazer tudo o que sabia e com muita vontade, e a reacção dele ainda me deixou
mais animada.
Depois de o levar á loucura em minutos voltamos a reanima-lo e
finalmente fomos um só e que loucura. E estes momentos repetiram-se noite fora
em todas as posições possíveis e imagináreis e alem disso em momentos mais
calmos fui sempre brindada com carinhos mais inocentes que me fizeram sentir na
lua, adormecemos já altas horas da madrugada e completamente agarradinhos.
Acordei poucas horas depois e ao contrario do esperado não estava
minimamente de ressaca, estava sim bastante animada. Mas foi quando me mexi que
me relembrei de todos os momentos da noite ao sentir o braço do Fábio na minha
cintura, sorri automaticamente
- Ui que ela acorda logo
com um sorriso no rosto...
- Só quando tenho um bom
motivo...
- E qual é o motivo que
te leva a sorrir assim hoje... - acabou de falar e beijou-me o pescoço
- Tive uma noite
maravilhosa... acho que foi A noite... e adorei acordar aconchegadinha nos teu
braços - falei com algum receio pois não fazia ideia do que sentia na
realidade e muito menos o que o Fábio pensava de tudo
- Ufff... ainda bem...
estava com medo que não te lembrasses... também adorei... e como acordei um
bocadinho antes da menina estava aqui a pensar que já não temos idade para
engates e que eu adorei a noite... foi...
- Natural... sem
pressões... não foi sexo só por sexo... e a sensação de que não há nada mais
certo do que isto...
- Exactamente... por
isso tava a pensar que podíamos... quem sabe... tentar...
- Tentar??
- Ana Souto aceitas ser
minha namorada? - confesso que fui apanhada de surpresa
- SIMM - mas nem
pestanejei quanto mais pensar antes de responder, assim que terminei iniciamos
um beijo longo e calmo, sem segundas intenções apenas um beijo que tinha tudo
para ser memorável não fosse
- Ehh lá! Que rebaldaria
é esta na minha cama? - ouvi a voz da Mariana separamos as nossas bocas e
vi a Mariana e o Ruben com umas caras entre o espanto e o gozo - Lindo serviço sim senhora... não durmo em
casa uma noite e vocês afiambram-se um no outro e logo na minha cama!
Ruben
- Ru... Ma... - não
aguentei e tive que gargalhar ao ver a cara de pavor da Ana
- Rubinho... não é para
rir! - a Mariana continuava muito séria algo que sinceramente não sei como
conseguiu - Quer dizer... vêm para aqui
sem pedirem... e depois... depois... olha chegamos nós aqui e interrompemos o
momento dos pombinhos - assim que a Mariana falou pombinhos vimos um
sorriso enorme aparecer no rosto daqueles dois, eles estavam ambos felizes e
isso dava para ver a milhas de distância - desculpem
lá qualquer coisita mas nós já estamos no ir...
Não demos tempo para que reagissem e saímos do quarto mas assim
que fechei a porta foi a vez da Mariana
se desmanchar a rir.
- Amor... o que é que
foi aquilo? - perguntou agora mais calma e quando já estávamos na cozinha.
- Queres que te faça um
desenho ou que te mostre??? - gargalhou novamente.
- Ruben o que eles
fizeram está bem explicito mas... tipo... é a Ana e o Fábio... se fosse o Fábio
com uma qualquer seria normal agora assim...
- Qual é o mal?
- O mal é que estamos a
falar da Ana... a menina bem comportada!
- Acredita que por
detrás daquela mascara de menina bem comportada... - não consegui terminar
de falar.
- Vê lá se queres ir
rodá-la... - atirou.
- Amor... amorzinho... a
Ana é boa na cama não tenho qualquer problema em afirmá-lo mas és tu que amo e
mesmo não o devendo fazer mas já fazendo... deixas a nossa amiga a léguas de
distância... - olhou-me por cima do ombro - e agora para não ficares a pensar muito mal da nossa amiga aquilo que
vimos não é nada que não esperasse já...
- Como assim?
- Mesmo sério nunca
tinhas reparado?
- No quê?
- Ohh no Fábio...
- Estás a dizer que o
Fábio gosta da Ana?
- E ela dele apesar de
não admitirem...
- Achas? - sorri ao
vê-la nada convencida
- Acho... aliás sempre
desconfiei que a Ana para o Fábio era mais que amiga.
- Mesmo antes de...
- calou-se e pela primeira vez percebi que o facto de ter namorado com a Ana
incomoda a Mari.
- Anda cá... -
sentei-me e puxei-a para o meu colo - a
minha história com a Ana já terminou há muito não precisas ficar insegura -
olhou-me - se foi importante? Sim foi e
não nego, a Ana ajudou-me a crescer afinal sempre foi a mais ponderada do
grupo, apoiou-me quando vieste para aqui, esteve sempre do meu lado disposta a
ouvir-me ou mesmo a limpar as minhas lágrimas sempre que envolvia-me com alguém
e no final lembrava-me de ti, talvez por ter estado sempre lá quando precisei é
que nos envolvemos, começou por ser uma curte depois de uma festa onde bebemos
mais do que seria suposto e continuou nos meses seguintes mas só quando o
pessoal começou a desconfiar é que assumimos, daí a começarmos a namorar foi um
passo, as cenas foram ficando cada vez mais sérias até que nos envolvemos
fisicamente... - hesitei em continuar não por mim mas sim pela Ana - Mariana o que te vou contar não sai
daqui... amor só o vou fazer para perceberes o porquê das reacções da Ana...
foi comigo que ela teve a primeira experiência - a Mariana ficou surpresa
ainda assim não interrompeu - e só tive
noção disso depois porque a Ana nunca tinha dito mas isso não mudou nada na
nossa relação continuamos e com o passar dos meses pensei mesmo que te tivesse
esquecido até ao dia em que ela quis mais, a Ana começou a fazer pressão para
darmos o passo seguinte mas não me sentia preparado para casar daí termos
decidido então morar juntos como um género de teste, a verdade é que sentia-me
bem do lado dela mas no fundo nunca de uma forma completa, talvez tenha sido
isso que levou ao fim do namoro, não aguentei a pressão de chegar a casa depois
de um treino ou jogo e levar constantemente com a presença dela no meu
apartamento, a Ana bem que se esforçava para agradar-me mas quanto mais fazia
maior era a minha certeza que não iríamos funcionar, tentei dizer-lhe isso das
mais variadas formas mas a Ana fingia que não percebia, foi até ao dia que o
Fábio lhe abriu os olhos, eles não sabem mas ouvi uma conversa deles em que o
nosso amigo foi um bocado bruto na escolha das palavras mas a verdade é que lhe
abriu os olhos. Nesse dia desconfiei dos sentimentos do Fábio pela Ana e depois
de ter terminado definitivamente com ela houve um conjunto de situações e
momentos que vieram reforçar a minha desconfiança, com o passar dos meses e
mais tarde com o regresso do João a Lisboa numa conversa que tivemos chegamos à
conclusão que não devíamos andar muito longe, ainda questionamos o Fábio mas
ele negou e nós não insistimos mas não foi por isso que esquecemos, daí o facto
de não ter ficado admirado por ter apanhado o Fábio e a Ana, ele gosta dela...
resta saber é se é reciproco.
- Bem... que cena -
a Mariana começou a rir feita tonta.
- Podes explicar onde é
que está a piada?
- Ruben... -
respirou fundo e só depois continuou - já
reparaste que do núcleo duro do nosso grupo ou seja nós os seis só a Maria e o
João é que não se envolveram com mais ninguém do nosso pessoal? Aqueles que ao
inicio não se matavam num jogo de futebol porque não calhava são os que desde a
noite do baile se mantiveram literalmente fiéis um ao outro no que toca a
relacionamentos com pessoas próximas de nós.
- Nunca tinha pensado
nisso mas tens razão, tanto o João como a Maria tiveram os seus relacionamentos
mas nunca com ninguém que o outro conheça, já nós os quatro...
- Pois... conhecemo-nos
todos muito bem é o que é! Mas o que interessa agora é que depois de tanta
volta e voltinha estamos com quem gostamos, sim que espero sinceramente que a
Ana goste do Fábio.
- Com isso não precisas
de te preocupar... a Ana não se envolveria com o Fábio se não gostasse dele.
- É... não posso
esquecer que ela é a menina certinha do grupo... - a Mariana estava numa de
tentar implicar comigo mas calei-a antes que continuasse a desperdiçar tempo a
falar da nossa amiga, estávamos os dois aos beijos quando a Maria e o João ao
entrarem na cozinha interromperam-nos.
O dia começou animado mas será que continuará assim?? E com o João e a
Maria será que está tudo bem?

Adorei...
ResponderEliminarviciada por completo nesta historia...
próximo rápido...
bjs
Bem, cada dia me surpreendo mais com isso aqui. A Aninha até que se deu bem, e pronto, já não implico mais com ela - mentalmente, claro - Está lindooooooo *-*
ResponderEliminarBeijinhos. GabiiS. :*
Adorei!!
ResponderEliminarMais outro pode ser??
Preciso de algo que me anime.
Beijinhos
fantastico...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo...
continua...
Olá
ResponderEliminarBem depois destes dias "fora" tinha muito para ler mas ao por a leitura em dia os vossos capítulos não iam falhar :P
ADOREI!
Quero mais!
Beijinhos
Rita
Olá :D
ResponderEliminarAmei claro!
Estou ansiosa para ver o que vem por aí :p
Beijinhos
Ritááá xD
Está lindo!
ResponderEliminarAdorei!
ResponderEliminarBeijinhos e continuem
Postem rápido!
ResponderEliminarEstá lindo meninas
beijinhos
Olá :D
ResponderEliminarAMEI!!! A declaração do Amorim foi tão fofinha *.* Fico hiper mega contente que aqueles dois se tenham acertado e espero bem que continuem assim.
Eu li bem ou ando a sonhar que o menino João quer á força toda ser pai!? Ui, está-me a parecer que isso ainda vai dar barraca.
Adorei o momento Ana e Fábio, ficam muito bem os dois juntos, é da maneira que a Ana deixa o Ruben em paz.
Espero anciosamente o próximo, e que venha rápido!!!!
Beijinhos
Beatriz
LINDO!!!
ResponderEliminarCONTINUA, PORFAVOR!
Estou ansiosa pelo próximo1
ResponderEliminarQuando vão postar?
Beijinhos
A história tá cada vez melhor, estes dois quando estão bem um com o outro não brincam em serviço, espero bem que o prédio tenha uns bons alicerces, porque se com uma M é o que é com as duas M&M no mesmo local é dose, e para apimentar ainda mais a coisa nada melhor do que juntar a Ana com o Fábio, bem que o Ruben dizia que ia acontecer algo que os iria surpreender, este menino tem um dedinho que adivinha.
ResponderEliminarAdorei, tá lindo e maravilhoso.
Beijocas
Fernanda